
Voltando ao basquete Cielo desta manhã, acho inacreditável que ainda vejamos equipes atirando de três pontos como se não houvesse amanhã. O Flamengo atirou sublimes 41 vezes, contra apenas 27 de dois pontos. Revelador dado sobre a (falta de) bagagem tática apresentada por aqui, não? E o que dizer de Jefferson, ala rubro-negro completamente alheio ao jogo? Entrou em quadra atirando de tudo quanto é canto (1/8 de longe) e sem marcar absolutamente nada. Isso sem falar de Marcelinho e Duda, adeptos do Cielo Basquete em seu estado mais puro.

Brasília, apesar da vitória, também não passa impune. Fez um primeiro tempo medíocre, marcou razoavelmente no terceiro quarto, mas é de uma leseira e de uma falta de tato no ataque que impressionam. Valtinho, que não saiu de quadra, precisa, o tempo todo, domesticar os seus colegas, que querem, a todo custo, acelerar sem respirar.
E assim ficamos com um basquete completamente fora dos padrões mundiais. O NBB é legal, é ótimo, mas o nível técnico que assistimos por aqui é lamentável. Haja escola de técnicos...
14 comentários:
Ótimo post...
Realmente o jogo de hoje não foi lá grande coisa em relação a atuações individuais.
O que mais me deixou mais preocupado no meio dessa correria toda em direção a cesta foi pensar que alguns desses jogadores irão representar o Brasil no mundial,cometendo erros juvenis e passes precipitados.
Ao menos o Universo ganhou mais uma.
M.F.S.
Fábio, concordo e é triste saber que vamos ter que trabalhar outra geração para conseguirmos ver um basquete de bom nível no Brasil. Essa geração já está viciada e dificilmente vai mudar o jeito de jogar.
Sempre batendo na mesma tecla é assim no masculino e no feminino tbm..correria, arressos desnecessarios, quemação de posse de bola total e nada de marcação.
Os mais culpados de tudo sao os técnicos. A chutaria de 3, como tá no post, só revela a total ausência de jogadas. Nao sabemos utilizar pivôs, infiltracoes etc.
Os técnicos "de ponta" no Brasil nao sabem aplicar jogadas simples, básicas, essa é a triste verdade. Os jogadores têm culpa? Claro, mas convenhamos, só existem palhacos porque existe público, nao é verdade? Entao, se fulaninho entra, chuta tudo a esmo, e continua fazendo a mesma coisa, deveria sentar no banco e tomar instrucoes, nao bronca simples e pura (pô!). Na verdade, dá pena. Sao gritos de desespero de uma classe que nao está apta a fazer seu trabalho, e nao reconhece isso! O que me deixa mais preocupado é que, caso eles sejam a nossa elite de técnicos, quem é que tá cuidando da base?!
Haja escola de técnicos... (2)
Parabéns Fábio, sem contar com a falta de RESPEITO do Marcelinho, com o publico e nós torcedores do flamengo, vcs da imprensa dao força ainda !!!
Basket de baixo nivel.
Fábio,
essa iniciativa de colocar microfone na lapela dos técnicos só fez revelar o que nós já sabíamos faz tempo: os pedidos de tempo são momentos ímpares para confirmar o nível sofrível do preparo dos mesmos e das informações (?) extremamente subjetivas e repetitivas daqueles longos 60 segundinhos...
E só para não deixar passar em branco, o que você me diz do tal do Marcelinho jogando a bola na tabela no último quarto? Depois o pessoal fala que esse ego infinito travestido de jogador (?) de basquete é "perseguido"... O respeitável trio de arbiragem não viu o lance? Acho difícil. Se viu, por que não penalizou o bacana?
Grande abraço!
Por falar em nível técnico, este ano, pelo amor de Deus, espero que o NBB não tenha concurso de enterradas!!!!!
Machado
Vi o jogo Brasilia x Fla e tive a mesma impressão que o Bala. O basquete praticado no Brasil é deprimente,
e olha que nos dois times tinha jogadores com bagagem internacional como Alex e o Marcelinho. Marcelinho é um estrelinha que acha que joga, mas o Alex cair nesse joguinho patético de run & go é demais, e olha que eu achava que o Moncho tinha dado um jeito no basquete dele.
Depois de 10 min de jogo, desisti de assistir, pois parecia um jogo de "queimado".
Salve as transmissões de NBA e Euroleague.
abraços Bala e Parabens pelo Blog.
Jose DAvid
Na boa Bala... acho que vc ta pegando muito pesado.. não é por que os times Brasileiros chutam trocentas bolas de 3 por jogo, não defendem nada bem, que nosso basquete esta se afastando cada vez mais de um basquete de nivel internacional e nossos tecnicos são desatualizados que a gente vai criticar né.... kkkkk na boa a gente tem é que chorar.... realmente do jeito que ta não da !!!!!!!!!!!!!!!
Abssss
falta de respeito com o Cesar, queri dizer que o que ele faz e errado?
muito mal colocada a comparacao.
nao e por que o seu esporte preferido vai mal que voce tem o direito de usar o seu blog pra criticar outros.
Se voce nao sabe muito sobre o que e preciso para ser campeao mundial, nao critique um.
Viva Cesar Cielo, alegria para o Brasil.
pedro, você está maluco?
acho que você não entendeu nada do texto!
tente ler novamente.
eu admiro pacas o cielo. ele é um ídolo.
leia de novo, vai.
quem sabe sua impressão muda...
abs, fábio
Post perfeito!
E na mesma hora deste jogo estava passando no Bandsports o reprise do jogo da ACB, que eles passam ao vivo no sábado a tarde!!
É absurda a diferença!
abs,
Raphael
Bala, dei muita risada da sua definição "Basquete César Cielo". Infelizmente, é isso mesmo! Nossos times ainda pensam muito pouco, e acham que vão resolver tudo na força e na improvisação.
Ruim para a gente que precisa assistir cenas lamentáveis como a de um jogador chutando 1/8 de três, ou de outro jogando a bola na tabela depois que o juiz apita falta. Até quando hein?....
Olha, concordo que os chutes de três a esmo são irritantes. O pior é que eles já estão incorporados ao estilo do jogo do NBB. Já se admite que os jogadores de hoje em dia se inspiram na geração de Marcel e Oscar para tanto... Mas temos que reconhecer o quanto isso é nocivo para o basquete, por matar todas as outras possibilidades de jogo.
Peguei o jogo a partir da metade do primeiro quarto. Até ali, o Fla estava com a mão quente na linha de três (Marcelinho e Duda já tinham metido umas seis ou sete), mas reparem: até Alírio e Teichmann chutaram! E porquê? Livres de marcação, ora bolas!
Com o acerto do Brasília no restante do jogo na marcação de perímetro, os chutes do Fla continuaram, mas com vertiginosa queda no aproveitamento. E as jogadas de infiltração ou de passes para o garrafão inexistiram! Não sou contra os chutes de três, mas não acho justo torná-los vilões do nosso estilo de jogo, nem heróis. São apenas um fundamento. Que no nosso caso, está sendo mal explorado.
Abraços!
Postar um comentário