segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Do Baú: Vedrana

Já se passaram dez anos, mas parece que foi ontem. No dia 12 de fevereiro de 1998 o Fluminense estreava no Nacional Feminino um timaço que contava com Jacqueline, Cintia e Silvinha Luz, Vicky Bullett e Marta. Mas naquela quinta-feira quente no Rio de Janeiro quem me chamaria a atenção seria uma croata de nome complicado. Vedrana. Craque de bola, sem nenhum exagero.

Sua empatia com o clube foi imediata. Criaram uma música para ela (dizendo que “A Vedrana é um terror”), os elogios a sua beleza não tinham fim e dois meses depois a mesma massa que a aplaudia comemorava o título Nacional após fantástica vitória sobre o BCN de Claudinha em um ginásio do Tijuca lotado (muita gente fora assistir ao jogo de estréia do goleiro Ronaldo pelo clube na mesma tarde do dia 21 de abril). Naquele dia, Vedrana anotaria 26 pontos e teria magistral atuação na defesa.

- Foi uma emoção muito grande tudo o que vivi no Fluminense. Nunca encontrei uma torcida tão participativa quanto aquela, um grupo como aquele, tão unido dentro e fora das quadras. Talvez eu ainda busque, em toda a minha carreira, um momento parecido com aquele, mesmo sabendo que será difícil de encontrar – conta, por Skype, a croata que agora joga na França, mas que tem outras boas recordações de seu período no Rio – Além da caipirinha, pude conhecer o amor da minha vida (Marco Fonseca Gatto, o "credenciado" da foto, que neste momento vibra com a declaração da esposa). E, sabe, eu ainda lembro do hino quase todo: “Sou tricolor de coração, sou do clube tantas vezes campeão”. Estou certa?

Está, Vedrana. Como sempre esteve dentro de quadra, mesmo sabendo que o apito final da partida contra o BCN seria o final de sua história com o time carioca, já que as atividades seriam encerradas na manhã seguinte. Mas nada disso tirou o ânimo da croata, que por isso inaugura a seção “Do Baú” do blog.

- Como jogadora, eu nunca me senti tão bem em quadra como naqueles momentos. Agradeço ao Vendramini (técnico), ao Borracha (assistente) e todas aquelas meninas com quem joguei, desde as mais veteranas como a Vicky, com quem já encontrei algumas vezes, até as jovens Pabliana e Fabianna Manfredi, de quem guardo ótimas recordações também. Foi um momento muito especial, independente de ter durado tão pouco. Tinha vontade de acordar todos os dias para ir a quadra treinar, jogar, encontrar aquelas pessoas. Isso é muito raro de acontecer hoje em dia. O basquete mudou muito, e as lembranças que tenho daquele momento estarão sempre em minha memória.

Quem viu tampouco esquecerá de Vedrana. Boas recordações são eternas, como o talento desta croata brasileiríssima.

6 comentários:

Anônimo disse...

Grande Vedrana, ótima jogadora, joga com raça........

Bert disse...

Sensacional, cara!

Esse eu vou guardar para ler sempre que o momento do basquete pedir melhores lembranças.

Abraço.

Giuliano disse...

Muito legal a coluna!
Reforço minha sugestão: Marquinhos Abdalla!
E coloco outra: o grande Menon!

Anônimo disse...

Alguém se lembra com qual técnico a Vedrana teve problemas no paulista de 97? Óbviamente, foi com o BARBOSA......kkkkkkkk

O Poderoso Picolé disse...

Assim como ontem eu presenciei o Hernandes, visivelmente incomodado mas disfarçando, ao lado do Muricy...alguém lembra da entrevista dele, depois que o Muricy falou que ele estava jogando errado e o Hernandes, do alto de sua inatingível humildade, respondeu: - Ninguém precisa me dizer ou ensinar o que eu tenho que fazer...
O paralelo que faço com essa matéria, é que não foi esse clima maravilhoso que a inesquecível partida no Tijuca deixou em nossas lembranças.
Vendrana estupenda jogadora.
Com certeza foi um campeonato muito bom e com várias jogadoras de alto nível...e acredito que se o Fluminense tivesse se envolvido com a equipe que foi colocada lá para disputar o brasileiro, teria se tornado um núcleo forte de basquete feminino,até pq as atletas adoraram o RJ.
Pelo que eu sei o time era viável de pagar, duro era pagar o salário da gerente e rainha do projeto...

Tomas disse...

se é pra relembrar jogadores que foram marcantes, ha um estrangeiro que criou fortes laços com o RJ, tendo jogado na gavea e são januario:

ALVIN FREDERICKS!

Campeão nacional pelo corinthians de sta cruz do sul, bi-campeão carioca pelo fla, e de uma simpatia sem igual!
Jogava nas posições 3, 4 e até 5..

Merece ser lembrado!