quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

O PAC da CBB

Na noite desta terça-feira liguei para Hortência para saber um pouco mais sobre a seleção de desenvolvimento da CBB. Confira abaixo como foi a conversa. À tarde coloco a segunda parte do papo (bem mais explosiva, admito).

BALA NA CESTA: O projeto de seleção de desenvolvimento da CBB é voltado apenas para a Sub-19? Poderia explicar um pouco mais?
HORTÊNCIA: A princípio vamos focar nas meninas que disputarão o Mundial da categoria no Chile. Obviamente que como o grupo é de 15 atletas haverá algumas mais novas que estaremos atentas. As que estão jogando a Liga Nacional continuam com seus clubes, e depois se apresentam em Jundiaí. O Tarallo comandará tudo por lá, e a Confederação arcará com os custos de moradia, alimentação e estudo das meninas. Tudo isso, é bom ressaltar, foi alinhado com os clubes e federações, ninguém contestou nada e por isso não creio que diminua o poder de formação de ambos, pois teríamos a menina apenas uma vez a cada dois, três anos. Vale dizer que conseguimos viabilizar isso tudo com verba do projeto Rio-2016 do Ministério dos Esportes.

-- A tendência é essa seleção de desenvolvimento acontecer em todos os anos?
-- Em todos os anos que houver Mundial da categoria de base, sim. Se a seleção da Janeth (Sub-16) se qualificar para a competição mundial em 2012, faremos a seleção. Estamos pensando no futuro das meninas, em encurtar o caminho, em acelerar o desenvolvimento delas. Meu foco hoje, e isso eu posso te dizer com todas as letras, está na base.

-- Só treinar não pode ser muito prejudicial também?
-- Concordo com você, mas essas meninas vão viajar muito com o Tarallo, vão treinar no exterior, vão atuar contra times e seleções da Europa e dos EUA em amistosos (França e Espanha já foram contatados) e ganharão experiência com isso. Insisto: vamos acelerar o processo de amadurecimento delas que está muito atrasado. É uma geração de duas jogadoras que acredito muito (Damiris e Tássia), e quero que elas cheguem prontas não só para o Mundial do Chile, mas principalmente para a seleção adulta. Estamos seguindo aquilo que o vôlei já faz há anos, muitos anos, e os resultados estão aí. Queremos formar uma geração vitoriosa, e saber que atrás da que está vencendo haverá sempre uma pronta para conseguir o espaço também.

-- Você fala muito nessa questão do intercâmbio. É o que mais lhe preocupa, não?
-- Sim, sem dúvida é. Não é o ideal, mas quando tinha 16 anos era titular da seleção brasileira e por isso quando ganhamos o Mundial em 1994 eu não sentia a menor pressão por estar ali. Quero que a Damiris (foto à direita) entre em quadra com o time adulto sem a mesma pressão, e para isso vou dar não só a ela, mas a todas as meninas dessa geração, a oportunidade de treinarem nos melhores lugares do mundo, fazerem amistosos contra times importantes e estarem alinhadas com o que há de mais moderno e atual. Com bom planejamento vamos ter boas safras contínuas, mas é preciso um pouco de calma. Muito se fala em 2016, mas já estamos atrasados em relação a isso também. Ninguém constrói um time vitorioso da noite para o dia, mas estamos trabalhando demais para chegar lá com uma equipe que foi muito bem treinada para atingir os objetivos que todos desejam.

14 comentários:

Anônimo disse...

mto boa a entrevista!
aguardo a segunda parte.
hortência parece cheia de boas intenções. ao menos isso é bom!

Anônimo disse...

edu

mto bom o papo! queria só saber se ela te atendeu bem, ou te xingou

ahahahaa

Anônimo disse...

Primeira vez em quase dois anos, desde que a Hortência assumiu seu cargo a CBB, que leio uma entrevista em que ela consegue responder três perguntas sem falar nenhuma besteira.

Isso é praticamente um fenômeno, vamos aguardar a segunda parte...

antonio sobé disse...

Independe das críticas que tenho feito,creio que esta proposta, se bem executada, trará bons resultados.É a construção de um espelho e a tentativa de oportunizar aos novos talentos a inclusão na seleção adulta. Diga-se, a seleção mais velha do mundial deve dar lugar a novas meninas que poderão fazer mais e necessitam a experiência ionternacional. Os clube...estes pagarão o preço! É um começo de trabalho que deve gerar confiança. Ao longo do tempo sofrerá ajustes e acredito possa dar certo.Aplauso por entregarem nas mão do competente Tarallo!

Anônimo disse...

Valeu Bala por , mais uma vez, ser pioneiro nas informações do nosso basket.

Anônimo disse...

ANONIMO

Blá,blá,blá,blá,conversa mole,falou o óbvio.Com verbas a disposição,as idéias fluem e vamos ver no que dá.
Comparar com o volei,é comparar realidades mundiais diferentes.Comparação prejudicada.
Bala,para quem é antenado como voce:"estamos contatando seleções da Espanha e França"portanto podemos ter como não estes amistosos,o que se estranha para quem tem toda esta gestão competentissima.Já deveriamos ter as datas e os adversários.Vamos aguardar os resultados,lembrando que em 2001,o Bassul teve uma seleção permanente com uma excelente geração e terminou o Mundial sub 19,em sétimo lugar!!!Nada de inedetismo,cópias com muito mais recursos financeiros.Mas é valida a iniciativa!

peter schiling disse...

parabéns pela entrevista, bala.

Mauricio disse...

Seria legal se o Anonimo das 11:17, que inicia seu comentário com "Blá, blá, blá", ao menos se identificasse, para que pudessemos trocar algumas idéias.

Anônimo disse...

Tenho cá minhas dúvidas se existe de fato a intenção de fazer a transição dessas meninas para para a seleção adulta, ou se trata apenas de mais um esforço para obter um resultado imediato (Mundial Juvenil em julho) para legitimar o trabalho da Hortência à frente o feminino.

Se houver mesmo esse trabalho de transiçao, é algo muito positivo pois ataca uma das mais graves falhas do basquete feminino, só acho injusto que essa oportunidade fique restrita apenas a 15 meninas sub-19, pois temos outros bons valores de outras gerações que não deveriam ser esquecidos.

Fernando disse...

Mauricio, concordo!
Pq é bom pra apontar o dedo, mas assina commo anonimo! Pessima atitude, pra nao dizer: covarde.

Anônimo disse...

E o anônimo também se "esquece" que 2 anos depois a mesma geração foi vice-campeã Mundial sub21 com o mesmo Bassul.

Anônimo disse...

Fábio, gostaria que vc.qdo tiver mais uma oportunidade de conversar com a Rainha Hortência perguntasse à ela que fora Tássia,Damiris e as "atletas" da Janeth ela conhece mais alguma outra atleta com potencial? Engraçado,em todas as entrevistas é só Damiris é só Tássia. Fico sempre com a impressão que a nossa Rainha não tem conhecimento de outras atletas pelo Brasil inteiro que teriam talvez o mesmo potencial e talento se tivessem tido as mesmas oportunidades e o mesmo apoio. Gustavo

Anônimo disse...

A Fabi de Americana tem 19 anos e é uma ala/pivô tão boa quanto ou até um pouco melhor que a Damiris, não por acaso foi titular de Americana na maioria das partidas do 1.º turno.
A Tainá de Jundiaí tem 19 anos e é uma armadora bem melhor que a Tássia, não por acaso foi cestinha do Campeonato e decisiva para vencer o time de Americana nas finais do Paulista Juvenil.

Esse são apenas dois exemplos, existem outras meninas de grande potencial, mas como a Hortência não vai ver os jogos, pouco conhece mesmo.

Anônimo disse...

O que a rainha quer mesmo é em um futuro próximo colocar "Janeth e suas atletas de 15 e 16 anos" nas quadras e quem não caiu na graça das duas que se danem pois o que importa são as "afilhadas" esqueceram?