quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

BEC: 'Wlamir, o disco-voador que pousou em Piracicaba'

"Em oito anos de contato com o basquete sul-americano, vi um craque que achei simplesmente extraordinário. É jovem, extremamente jovem, mas um dos ases do continente. É ele o de número 5, e se não me engano seu nome é Wlamir. Posso afirmar, sem medo de errar, que é um craque como poucos no mundo".

A declaração que começa mais uma dica do "Basquete é Cultura" foi dada pelo norte-americano Willard N. Greim, presidente da FIBA em 1954, e retrata bem o que representou Wlamir Marques para o cenário mundial do basquete. Estas e outras jóias são encontradas no livro "Wlamir, o disco-voador que pousou em Piracicaba", do historiador Moacir Nazareno Monteiro (com sorte o querido leitor pode encontrar a obra em um sebo) e da editora Shekinah (196 páginas).

Como o nome do livro diz, Moacir se ateve apenas ao período em que Wlamir Marques atuou por Piracicaba, com números que até hoje me pareciam perdidos, histórias (como a do dia em que o Diabo Loiro se recusou a entrar em quadra por falta de pagamento, foi suspenso, ameaçou sair do clube e, no dia seguinte, foi perdoado pela diretoria local em carta aberta nos jornais), as inúmeras curiosidades (como a moda, lançada por Wlamir, das camisas vermelhas, que ele comprara no Rio de Janeiro, na ainda conservadora "Noiva da Colina", apelido da cidade), causos (como o da brincadeira de 1956 que a seleção brasileira fez na volta do Peru em um aeroporto e que geraria uma suspensão de seis meses em quase todo o grupo) e o dia a dia do atleta que literalmente revolucionou o esporte local.

A chegada de Wlamir, que chegou a vender ingressos de seus jogos para ajudar ao asilo de Piracicaba uma vez, coincide com o começo da época de ouro do basquete brasileiro, e é legal ler isso no livro. Kanela, Amaury, Rosa Branca, Pecente, quase toda a geração que conseguiu um título mundial pelo Brasil (alguns conseguiram o bi) estão na obra de Moacir, uma ode a um dos maiores jogadores brasileiros de todos os tempos. Esta é a dica do "Basquete é Cultura".

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Karen em Americana

O Nacional feminino terminou há pouco tempo, e o mercado está bem agitado. Após a volta de Natália para Catanduva, ontem foi a vez de Karen Gustavo (foto) confirmar seu retorno a Americana, onde encontrará as experientes Karla, Babi e Carina, além das jovens da equipe que será treinada por Zanon.

Resta saber como será a montagem do time de Ourinhos, que provavelmente reduzirá seus investimentos para esta temporada, que, diga-se de passagem, ainda não possui calendário definido, ao contrário do que a dirigente Hortência havia prometido no final de 2009.

As melhores enterradas

O site da ESPN, como sempre antenado, se antecipa à semana do Jogo das Estrelas da NBA e cria um torneio fictício para eleger a melhor enterrada de todos os tempos. Tem de tudo por lá: LeBron James, Michael Jordan, Kobe Bryant, Dwyane Wade em cima de Anderson Varejão e muito mais. Clique aqui, confira e vote.

Alto-falante

"Aqui em Jundiaí conheço uma família de argentinos. É uma família maravilhosa: educados, simpáticos, filhos belíssimos. O pai jogou basquete na Argentina. Um dos filhos disputa os campeonatos de basquete aqui na cidade. Dia desses lhe perguntei se ele iria gostar que um brasileiro dirigisse a seleção argentina. Ele me deu um sorriso entre o irônico e ofendido que durou quase meio segundo para depois se recompor e me dizer que por ele não, mas que não via problema se isso acontecesse. Sei... Essa história é para dizer que eu espero o primeiro jogo “valendo três pontos” entre Brasil e Argentina para dar o meu parecer sobre o nosso novo treinador"

A declaração é de Marcel, em bate-papo no Databasket. Vale a pena dar uma olhada. Gosto muito do Marcel, agora técnico de Barueri, mas acho esse discurso contra a presença de um argentino no comando da seleção lamentável. E você, concorda com ele? A caixinha está aberta.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Magic Paula no Twitter

No ótimo PBF, o Bert publica uma foto de Magic Paula, e informa que seu antigo blog não existe mais. Agora, o que podemos é acompanhá-la no Twitter (clique aqui).

No PBF, Bert também relembra passagens importantes da ex-armadora, que passou por Peru e Cuba recentemente. Vale a pena conferir.

Alto-falante

"Foi uma oportunidade que a minha marca tinha de crescer em um diferente canal de distribuição. E eu também queria voltar a jogar basquete"

A frase, com jeito de PHD em marketing e administração, é de Stephon Marbury. O antes armador da NBA agora "expande a sua marca" na China, onde atua pelo Brave Dragons.

Rei

Kobe Bryant matou algumas bolas nos finais de partidas, e a imprensa cravou: o MVP está escolhido. Alguém, em Cleveland, não estava sabendo disso, porém. E acho que é bom abrir o olho com LeBron James. No sábado, ele, para se ter uma idéia, abusou: fez 47 pontos, 35 na primeira etapa e 24 pontos SEGUIDOS (veja aqui) contra os Knicks.

Não é só isso. Na última quinta-feira, sem Mo Williams e Delonte West, o técnico Mike Brown convocou o número 23 para um papo rápido antes do duelo contra o Miami Heat. LeBron jogaria de armador. Terminou a partida com a vitória (102-86) e incríveis 36 pontos, sete rebotes e oito assistências (um repórter de Ohio disse que ele era Michael Jordan e Magic Johnson ao mesmo tempo).

Com onze vitórias consecutivas, três partidas em casa (Nets, Magic e Nuggets) até a parada do All-Star Game e a melhor campanha da NBA (41-11), o Cleveland Cavs parece estar chegando ao momento mais importante da temporada justamente como o seu técnico projetava: com Shaquille O'Neal adaptado e atuando poucos minutos (23,2), com o mando de quadra no horizonte e com LeBron James fazendo tudo aquilo que melhor sabe (suas 8,2 assistências, e seus 50% nos chutes de quadra e 35% dos três pontos são os melhores números de sua carreira).

Kobe Bryant pode ser o melhor jogador do mundo, mas dizer que LeBron joga o melhor basquete da atualidade também é uma realidade bem palpável. O fenômeno, de 25 anos, é realmente um espanto.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Magnano e Varejão

Rubén Magnano começou por Cleveland a sua viagem pelos EUA. Para conhecer os jogadores brasileiros mais de perto, desembarcou em Ohio, onde viu o show de LeBron James (47 pontos, 24 seguidos na primeira etapa) e a vitória dos Cavs, de Anderson Varejão, sobre os Knicks. Depois da partida, o argentino conversou com o ala-pivô ao lado do presidente da CBB, Carlos Nunes (os três na foto), Vanderlei e André Alves.

Magnano no Rebote

Esqueci de colocar aqui no blog, mas vale a pena ler a entrevista que Rodrigo Alves fez com Rubén Magnano, técnico da seleção brasileira masculina. Clique aqui e confira. O papo, extenso, ficou bem legal.

É só votar

O Jogo das Estrelas do NBB se aproxima, e um hot-site foi criado para promover a partida (clique aqui e confira). Lá você pode escolher os titulares do jogo do próximo domingo e também descobrir tudo sobre o evento (participantes dos torneios de enterrada e três pontos, além da programação de tudo que acontecerá em Uberlândia). Vale a pena conferir. Neste domingo, aliás, o Sportv transmite o duelo entre Bauru e Franca, às 17hs.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

O Twitter da CBB

Está lá no site da CBB - meio escondido e ainda sem ampla divulgação, mas está. A entidade agora tem o seu Twitter, e quem gosta da ferramenta pode acompanhar, por lá, a viagem de Rubén Magnano aos Estados Unidos. Lá, o argentino irá conversar com Leandrinho, Varejão e Nenê. Clique aqui e confira tudo.

Suspendam Manuil

Assistia, nesta sexta-feira, à partida entre Flamengo e CETAF (vitória rubro-negra por 100-79), quando, no começo do quarto período o pivô Manuil, de Vila Velha, agrediu covardemente o ala Duda com uma cotovelada. Por sorte, o camisa 10 saiu apenas meio tonto da quadra, sem maiores consequências além de ter o seu supercílio destroçado (atualização às 19:41: no Rebote, Rodrigo Alves reproduz os pedidos de desculpas do jogador).

Na boa, eu não sei qual será a punição que a LNB irá impor ao rapaz, mas o gancho merece ser pesado - bem pesado. Não obstante a pancada, Manuil admitiu a cotovelada para apenas "dar um susto em Duda" com a cara mais lavada do mundo, como se normal fosse enfiar o cotovelo na cara de colegas de trabalho. Veja o lance abaixo e diga, você, qual deve ser a punição do pivô do CETAF.

O palco

A pouco menos de uma semana do All-Star Game da NBA, a liga anunciou ontem que espera bater o recorde de público em uma partida de basquete no próximo final de semana, em Dallas.

A partida, que será jogada no Cowboys Stadium (estádio de futebol americano do time de Dallas que custou US$ 1,2 bilhões e tem esse espetacular telão em alta definição que você vê na foto), tem expectativa de receber cerca de 95 mil torcedores. O recorde em uma partida, até aqui, é de 78.129 pessoas no jogo entre Michigan State e Kentucky pela NCAA (o duelo foi disputado no Ford Field, em Detroit, no dia 13 de dezembro de 2003).

Um fato, porém, já dá polêmica. A liga quer limitar a presença do público para menos de 100 mil pessoas, o que gerou a ira de Mark Cuban, proprietários dos Mavericks e um dos responsáveis pela ida da partida para o Texas. A razão é simples: no primeiro jogo dos Cowboys no novo palco, o time da casa recebeu mais de 105 mil fanáticos e animados torcedores.

Sempre falastrão, Cuban afirma: "Se a NBA libera a partida para 95 mil pessoas, não há razão alguma para não deixar 100 mil".

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Splitter pára por duas semanas

Preocupado com a lesão no tornozelo esquerdo de seu principal jogador, o Caja Laboral decidiu levar Tiago Splitter para uma visita ao renomado médico holandês Van Dijk. O diagnóstico, no entanto, não mudou muito em relação ao anteriormente apresentado pelos profissionais bascos: o pivô brasileiro tem uma contusão óssea no local e ficará afastado por duas semanas - tempo suficiente para perder um par de duelos na Euroliga, e outro par na Liga ACB.

A expectativa é que Tiago volte às quadras no dia 19 de fevereiro, a tempo de defender o Caja Laboral na Copa do Rey (o duelo é contra o Bilbao Basket, rival regional).

Rivalidade

Lakers (38-12) e Nuggets (33-16) entram em quadra nesta noite, em Los Angeles, para reviver a final do Oeste da última temporada. Dois "pequenos" detalhes, porém, fazem deste duelo uma partida, digamos, especial: Kobe Bryant e Carmelo Anthony podem ficar de fora da peleja (ambos lesionados). Tirando isso...

Líderes de suas divisões, os dois são os grandes favoritos para brigarem, novamente, pelo título da Conferência - principalmente porque, até agora, os Spurs não engrenaram. Por isso o blog pergunta: quem leva a partida de hoje e, depois de mais da metade da temporada, quem sai como campeão do Oeste?

Baile de debutantes

O segundo turno do cada vez mais bem organizado NBB começa nesta noite (o Sportv transmite, a partir das 19hs, os duelos entre CETAF e Flamengo, e Saldanha da Gama e São José) com bons duelos (Minas e Paulistano, Londrina e Joinvile e Brasília e Pinheiros), mas dois jogos chamam atenção também.

Em Assis, o francano Carlão estréia no comando da equipe local diante de... Franca (de Hélio Rubens, um dos expoentes do basquete da cidade). E em Bauru, também às 20hs, o não menos francano Daniel Wattfy (foto) também começa a sua trajetória no Palmeiras/Araraquara diante de Guerrinha (também da escola de Pedroca) e dos bauruenses.

Outro treinador contratado recentemente, Paulo Murilo só recomeça a sua carreira à beira das quadras depois do Carnaval e do Jogo das Estrelas (aliás, os selecionados para a partida, e para o torneio de enterradas e de três pontos já são conhecidos). Vamos ver o que Daniel e Carlão nos apresentam nesta sexta-feira.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Dunleavy fora

A ESPN.com acaba de informar que Mike Dunleavy não é mais o técnico do Los Angeles Clippers. Com 21-28, o veterano treinador dá lugar ao interino Kim Hughes. Pelo que se comenta, o clima nos Clippers não era dos melhores, e Mike teria se indisposto demais com os não menos veteranos Marcus Camby, Baron Davis e Ricky Davis. Deu no que deu...

Chance única

Os técnicos brasileiros gostam de reclamar que nunca têm oportunidades de se reciclar. Bom, ao menos neste mês eles não possuem desculpas. Entre os dias 9 e 11 de fevereiro, no Paulistano, o técnico espanhol Pepu Hernandez (campeão do mundo em 2006) estará em São Paulo ministrando uma clínica GRATUITA e os interessados devem ligar para o telefone (11) 3763-0066. Vale muito a pena conferir!

Deu caldo

Com 30 pontos de Kevin Durant, o Oklahoma (28-21 e quatro triunfos seguidos) venceu ontem o New Orleans fora de casa (103-99) no começo da série de três jogos que fará fora de casa antes da parada do All-Star Game (pré-festa haverá Golden State e Portland).

No Jogo das Estrelas, aliás, Durant fará a sua estréia entre os grandes da liga. Nada mais justo para um rapaz que, nos últimos 22 jogos, somou 30 ou mais pontos em 20 (marca espetacular!).

Contestado no começo da temporada por conta do seu +/- do último campeonato, Durant decidiu mostrar em quadra o seu talento. Bem acompanhado pelos ótimos Russell Westbrook e Jeff Green, o ala possui 29,7 pontos por partida (líder no quesito ao lado de Carmelo Anthony), 48,8% nos chutes, 27,1 de eficiência (o 4º da liga), 7,4 rebotes, três assistências e 1,4 roubos por partida. Em três anos de carreira, o camisa 35 nunca apresentou nada parecido - ainda que seus 3,7 desperdícios por noite sejam altos demais.

Vendo-o atuar assim eu me lembro do ano de 2006, quando meu irmão, recém-chegado dos EUA, falava maravilhas sobre um ala de Texas ("braços longos, ótimo arremesso, passada larga - vai dar caldo", dizia ele). Era Kevin Durant, à época um universitário tentando brilhar no basquete. Quatro anos depois, não resta a menor dúvida: o tal menino 2,06m deu caldo. Durant é, sem dúvida, um jogador sensacional.

Sobre Kobe Bryant e Jerry West

Na última segunda-feira, Kobe Bryant anotou 44 pontos e ultrapassou Jerry West como o maior cestinha da história dos Lakers. A história dos dois, no entanto, reserva muitas coincidências e dados curiosos. Coletei alguns, e coloco abaixo:

1) Foi Jerry West, então General-Manager dos Lakers, que trocou Vlade Divac pelo então garotinho Kobe Bryant, de 17 anos e draftado pelo Charlotte Hornets na 13ª colocação.
2) Kobe Bryant e Jerry West possuem uma medalha de ouro olímpica (em 2008 e em 1960).
3) Todo mundo sabe que um dos ídolos de Kobe Bryant é Oscar Schmidt, mas West também diz aos quatro ventos que um dos melhores jogadores que ele viu atuar é brasileiro. É Wlamir Marques, contra quem duelou nas Olimpíadas de Roma.
4) Assim como Kobe, o também ala Jerry West só conseguiu ganhar título da NBA com um "gigante" ao seu lado. Foi em 1972, seu único aliás, com Wilt Chamberlain vestindo o uniforme angelino.
5) West, por incrível que pareça, também está ligado ao último título dos Lakers (2008-2009). Depois de sua saída, em 2007, quem assumiu o cargo de general-manager do Memphis foi Chris Wallace, que trocou Pau Gasol pelo possante Kwame Brown.
6) O outro gigante a quem Kobe "deve" seus outros três títulos é Shaquille O'Neal, trazido, em 1996, para a franquia de Los Angeles por West, então general-manager dos Lakers.
7) Se a carreira de Kobe terminasse hoje, suas médias seriam bem parecidas com as de West. São 25,3 pontos, 5,3 rebotes e 4,6 assistências contra 27 pontos, 5,8 rebotes e 6,7 assistências.
8) Em 1999, foi West quem contratou Phil Jackson para os Lakers. Na mesma temporada os angelinos voltariam a conquistar um título.

E aí, você também lembrou de alguma coincidência envolvendo os dois astros? A caixinha está aberta!

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Paulo Murilo de volta às quadras

Leio que Paulo Murilo está voltando às quadras. O veterano treinador anunciou em seu blog sua ida para comandar o Saldanha da Gama. Boa sorte para ele!

Sobre os brasileiros de base

Como postei recentemente, a CBB lançou, semana passada em seu site, um novo modelo para os brasileiros de base. De fato é uma proposta diferente, e eu aprovei - em primeiro momento. Abaixo as minhas dúvidas:

1) A idéia do ranqueamento e das divisões é boa, mas fica a pergunta: como os estados da divisão III serão estimulados a crescer? Se não houver planejamento para as federações menos favorecidas, São Paulo continuará sendo São Paulo, e (por exemplo) o Piauí continuará sendo o Piauí.

2) Como as federações dos estados que menos praticam basquete serão estimuladas? Como a CBB pretende capacitar os profissionais que trabalham, por exemplo, em Rondônia?

3) Complementando a pergunta aqui de cima: será que a escola de técnicos poderia ajudar em algo nessa capacitação? Quem serão, por exemplo, os responsáveis pela evolução dos atletas e dos técnicos de todos os estados?

4) O número de jogos por estados será o mesmo dos anos anteriores? Um dos problemas do basquete brasileiro é, reconhecidamente, o baixo número de partidas que os jovens atuam por ano. Como isso será modificado?

5) A CBB fará um acompanhamento extenso de todos os campeonatos, e de todos os jovens que irão surgir? Dentro da divisão III, por exemplo, pode aparecer uma menina muito talentosa, e que precisará ser lapidada, não?

Ficam as perguntas, mas acho, sinceramente, que é um bom começo para uma nova etapa. Vamos ver se há, pelo menos, uma continuidade de idéias e de planos.

Vai ou racha

Com 27-19 e quatro derrotas nos últimos seis jogos, o San Antonio Spurs começa hoje a sua já famosa excursão de fevereiro. Diferentemente dos outros anos, nesta temporada a viagem tem um sabor de pimenta: por causa da irregularidade apresentada até então, ela pode dizer que caminho os texanos seguirão até o final do campeonato.

E os rivais não são fáceis. Começando com o Sacramento nesta noite, depois virão Portland, Clippers, Lakers, Denver, Indiana depois do All-Star Game, Philadelphia e Detroit até a volta para casa, no dia 24 de fevereiro, contra o Oklahoma. Para tentar dar um jeito no time, Gregg Popovich promoveu George Hill a titular, colocou Richard Jefferson no banco ao lado de Manu Ginóbili (o argentino vem de sete partidas seguidas com 11 ou mais pontos) e tem tentado fazer com que Antonio McDyess comece e termine as partidas.

Mas só isso não adianta, e Pop sabe disso. Para arrumar de vez a casa é preciso defender com mais constância, com mais cara de San Antonio Spurs. Desde que por lá chegou em 1996-1997, Popovich nunca viu seu time levar tantos pontos por partida (são 96,2). Como se diz na gíria, ou vai ou racha. De todo modo, e pelo que a gente conhece dos Spurs, é bom não duvidar dos caras.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Daniel Wattfy em Araraquara

Daniel Wattfy (foto) é o novo técnico de Araraquara. O francano será cedido pela cidade de Campo Mourão e comandará o time de Arnaldinho e companhia no segundo turno do NBB.

Da Prancheta

25.208 - É o número de pontos de Kobe Bryant com a camisa dos Lakers. Com os 44 de ontem na derrota diante do Memphis (95-93 - Artest teve a bola do jogo nas mãos, mas errou o tiro de longe), o camisa 24 ultrapassou Jerry West e se tornou o maior cestinha da franquia. A ligação entre os dois é longa, muito longa, e rende um post. Na quarta ou quinta-feira eu apresento a vocês.

Alô, Alô, Vince Carter

Com 32-16, o Orlando Magic lidera a divisão Sudeste. Dwight Howard, apesar de seus habituais poucos touches, continua com seus números (17,7 pontos, 13,4 rebotes e 2,6 tocos), Rashard Lewis está jogando bem, mas uma coisa preocupa: Vince Carter, contratado para ser "a bola de segurança" do time da Flórida, rende muito abaixo do esperado.

Além de não defender nada (como seu antecessor, Hedo Turkoglu), Carter leva consigo alguns dados horríveis: em trinta minutos por partida, tem 15,6 pontos, 38% nos arremessos e 30% nos três pontos. Com exceção do último dado, todos os outros são os piores de sua carreira (de longe, ele teve 28% na temporada de estréia).

Mais que isso: nos últimos três jogos (vitórias contra Boston, Detroit e Atlanta), ele somou 14 pontos, e com pífio aproveitamento (5-28). Quer mais? Nos 14 jogos de janeiro, em apenas quatro o camisa 15 anotou mais de dez pontos. Muito pouco, não?

Como se vê, Vince Carter está longe de ser a tal "bola de segurança" que Stan Van Gundy, seu técnico, esperava. E se o Orlando Magic quiser repetir a campanha da temporada passada, é bom que o novo elemento comece a jogar seu bom basquete, que ainda parece estar esquecido. Os outros (Nelson, D12, Pietrus e Lewis) ainda estão por lá. Falta o Vinsanity aparecer. Quem sabe hoje, contra os Bucks, em casa, ele possa começar a brilhar.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Uma ótima entrevista

O Bert, no seu excelente PBF, entrevistou Guilherme Vos, técnico e coordenador do projeto da Mangueira. Lá, o treinador de 45 anos fala sobre seu começo de carreira, da vitória no brasileiro de seleções em 2006 e muito mais. Vale muito a pena conferir. Clique aqui e veja.

Verdes em crise - será mesmo?

Pronto. O Boston está em crise (29-16). São três derrotas consecutivas (diante de bons rivais - Lakers, Magic e Hawks), sete nos últimos dez jogos e oito derrotas em casa em 21 jogos. A ESPN, por sua vez, sugere que Ray Allen seja trocado. Na boa, para mim é exagero.

Allen, é verdade, possui a menor média de pontos desde a temporada de estréia (15,7) e o pior aproveitamento dos três pontos de sua carreira (33% e 1-10 nos últimos dois jogos), mas se há um motivo pelo qual o Boston ainda não demonstra a mesma força de antes é a inconsistência contra os grandes: diante de times com campanhas positivas, os Celtics perderam 11 de 23 confrontos.

Mesmo assim, acredito que o Boston entrará forte nos playoffs. Com Kevin Garnett ainda em busca da melhor forma, os Celtics se ressentem de uma defesa mais forte e de um senso de cobertura mais apurado (ontem os Lakers anotaram 50 de seus 90 pontos dentro do garrafão). E aí as comparações com o time campeão, são inevitáveis.

E você, o que acha? O Boston precisa trocar alguém para ser forte na pós-temporada? A caixinha está aberta!

Basquete é cultura: 'Seis contra seis'

"Papai, não sei como contar o quanto gosto de jogar. Quando estou na quadra, esqueço de tudo. Só ouço o público, a bola quicando e os gritos de meus companheiros de equipe. Você se lembra? Você foi o primeiro a me dar uma bola de basquete de presente". É por causa de diálogos legais como este aqui de cima que o bom curta-metragem "Seis contra Seis", dos diretores espanhóis Marco Fettolini e Miguel Aguirre, encanta e diverte.

O filme conta a história de um jovem que sofre com a pressão do pai para se tornar um bom jogador de basquete. Amizade, relações familiares e espírito de equipe tomam conta de um curta-metragem leve, ágil e com boa direção. Na película, Pepu Hernandez, técnico campeão mundial em 2006 pela Espanha, faz uma aparição como técnico do menino inclusive.

Vale a pena conferir, clicando aqui.

domingo, 31 de janeiro de 2010

Adivinha

O Boston vencia o Los Angeles Lakers por 89-88 quando o camisa 24 aí da foto pegou a bola, passou para Andrew Bynum, recebeu de volta e foi duelar com Ray Allen. Cesta, virada angelina (24-16 no período derradeiro) e vitória dos comandados de Phil Jackson (Allen ainda errou o arremesso decisivo).

Com a cesta, Kobe Bryant está a apenas 28 pontos de se tornar o maior cestinha da história dos Lakers. Com 25.164, ele pode ultrapassar Jerry West nesta segunda-feira, quando o Los Angeles enfrenta os Grizzlies, em Memphis.

Não viu a cesta de Kobe? Então clique no vídeo abaixo!

O basquete César Cielo

Uma vez li que o campeão olímpico César Cielo faz os 50m nado livre sem respirar. Vendo a partida entre Flamengo e Brasília (vitória dos candangos por 81-73, com parcial de 25-8 no terceiro quarto) fiquei com a nítida impressão de que os atletas seguem os preceitos do nadador: fazer tudo sem respirar. E, sinceramente, creio que as estatísticas do site do NBB estejam meio mambembes, porque acusar 11 desperdícios de bola é um acinte (vi o jogo com o computador ao lado, e contei dois erros seguidos que não foram calculados pelos números oficiais).

Voltando ao basquete Cielo desta manhã, acho inacreditável que ainda vejamos equipes atirando de três pontos como se não houvesse amanhã. O Flamengo atirou sublimes 41 vezes, contra apenas 27 de dois pontos. Revelador dado sobre a (falta de) bagagem tática apresentada por aqui, não? E o que dizer de Jefferson, ala rubro-negro completamente alheio ao jogo? Entrou em quadra atirando de tudo quanto é canto (1/8 de longe) e sem marcar absolutamente nada. Isso sem falar de Marcelinho e Duda, adeptos do Cielo Basquete em seu estado mais puro.

Brasília, apesar da vitória, também não passa impune. Fez um primeiro tempo medíocre, marcou razoavelmente no terceiro quarto, mas é de uma leseira e de uma falta de tato no ataque que impressionam. Valtinho, que não saiu de quadra, precisa, o tempo todo, domesticar os seus colegas, que querem, a todo custo, acelerar sem respirar.

E assim ficamos com um basquete completamente fora dos padrões mundiais. O NBB é legal, é ótimo, mas o nível técnico que assistimos por aqui é lamentável. Haja escola de técnicos...

Hoje tem

Nove jogos agitam a rodada deste domingo da NBA. O de maior interesse vem de Boston, onde os Celtics medem forças com os Lakers (18:30 de Brasília). Será o primeiro confronto das franquias nesta temporada.

De um lado estará o Boston, com 29-15, duas derrotas seguidas e seis nas últimas dez partidas. Com Kevin Garnett ainda voltando ao melhor ritmo de jogo, os Celtics perderam feio dos Hawks na última sexta-feira. Do outro, os Lakers (36-11), que fazem o penúltimo jogo da série de oito fora de casa (derrotas apenas para Cleveland e Toronto) e que também precisam de ajustes (principalmente com Ron Artest, meio perdido, no ataque).

Será um jogão, e pode ser uma boa prévia do que veremos mais adiante das duas equipes na temporada. Minha bola de cristal é quase sempre maluca, mas acho que o Boston ganha, e ganha bem. E aí, em quem você aposta?

sábado, 30 de janeiro de 2010

Da Prancheta

23 + 19 - Foram estes os números de pontos e rebotes de Guilherme Giovannoni na vitória de ontem do seu time, o Brasília, sobre o São José por 85-64 (41 a 18 nos últimos 20 minutos) na rodada de ontem do NBB.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Nova fórmula nos brasileiros de base

O site da CBB divulgou ontem o novo formato dos brasileiros de base - baseado em divisão por Estados e em um ranqueamento que prevê acesso e rebaixamento.

Neste primeiro momento deixo o debate aberto para a opinião dos leitores, antes de me pronunciar com a análise. A caixinha está aberta!

A roda-gigante de Zach Randolph

Com três vitórias consecutivas e oito nas últimas dez partidas, o Memphis Grizzlies faz uma campanha tão boa quanto surpreendente. Em sétimo no Oeste, o elenco conta com a evolução de seus garotos (Rudy Gay, Mike Conley, OJ Mayo e Marc Gasol), mas sobretudo com o basquete de alguém que quase ninguém esperava. Zach Randolph, trocado no começo da temporada pelo insosso Quentin Richardson, é a grande estrela da companhia. Suas médias, as melhores do Memphis em pontos e rebotes, impressionam: 21 pontos e 11,6 rebotes – além de 50% nos arremessos.

Revigorado e maduro aos 29 anos, Zach é o quinto melhor em rebotes na liga, o 12º em eficiência (24,4), o terceiro em duplos-duplos (são 29 em 44 partidas) e está com uma sequência incrível: já são oito jogos consecutivos com mais de 20 pontos (em seis destas ocasiões houve 11 ou mais rebotes acoplados). Sua regularidade também assusta: em apenas duas partidas Zach não contribuiu com mais de dez pontos, prova de que a confiança depositada pelo técnico Lionel Hollins em seu ala-pivô está sendo muito bem aproveitada.

Este desempenho fez com que os técnicos, e não o público, colocassem Zach Randolph no All-Star Game de Dallas. Coincidentemente, hoje os Grizzlies enfrentam o San Antonio, e Zach será marcado por Tim Duncan, titular no jogo das estrelas. Pouco se esperava do Memphis no começo da temporada, a não ser um pouco de polêmica com Allen Iverson. Agora, o que esperamos é vê-lo de volta aos playoffs. O basquete de Randolph já está recuperado.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Nenê não é um All-Star

O Yahoo acaba de divulgar a lista com os resrvas do All-Star - e sem Nenê. Vamos aos convocados:

LESTE
Rajon Rondo (Boston Celtics), Derrick Rose (Chicago Bulls), Paul Pierce (Boston Celtics), Chris Bosh (Toronto Raptors), Gerald Wallace (Charlotte Bobcats), Joe Johnson e Al Horford (ambos do Atlanta Hawks)

OESTE
Deron Williams (Utah Jazz), Chris Paul (New Orleans Hornets), Pau Gasol (Los Angeles Lakers), Kevin Durant (Oklahoma City Thunder), Dirk Nowitzki (Dallas Mavericks), Zach Randolph(Memphis Grizzlies) e Brandon Roy (Portland Trail Blazers).

Pepe de volta

Longe das quadras desde abril, Pepe Sanchez está muito próximo de acertar o seu retorno à Argentina. Depois de se despedir do Real Madrid, o armador, craque de bola, deve acertar com o Obras Sanitárias nesta semana. Longe da liga local desde 1996, quando rumou para a universidade de Temple, Pepe se diz animado com o possível regresso e com a possibilidade de encontrar os velhos amigos Espil (42 anos), Gabriel Fernandez (33) e Bruno Lábaque (32). Sorte para ele.

O dilema da formação

Semana passada a brilhante Adriana Santos abandonou a carreira de atleta. No dia seguinte tornou-se treinadora das divisões de base de Americana. Seu caso é exemplar sobre o que acontece no Brasil como um todo, e no basquete em especial. Sem deixar de dar valor à carreira de jogador, para mim é muito perceptível o pouco apreço que no Brasil é dada a uma formação acadêmica sólida e estruturada.

Lembro, por exemplo, que Fábio Capello, hoje técnico da Inglaterra e com passagens de sucesso por Milan, Real Madrid e Juventus, foi assistente de TODAS as categorias de base do time de Milão por nove anos antes se assumir a equipe junior. No basquete há bons exemplos, como o de Gregg Popovich (foto à esquerda), hoje no San Antonio e antes auxiliar de Larry Brown por quase uma década. Enquanto os dois aprendiam com bons gurus, lapidavam-se e tinham a oportunidade de estudar para complementar suas habilidades como gestores de equipe.

Acho que, sinceramente, a questão não é dar valor a experiência de quadra OU à formação acadêmica. O que me deixa espantado (e chateado) é que aqui no Brasil as duas coisas quase nunca se misturam. Voltando ao caso de Adriana, a quem respeito e admiro muito, o paradoxo é simples: com que ferramentas ela exercerá a função estratégica e fundamental para os rumos do basquete brasileiro de lapidar as jovens atletas de Americana?

Nem sempre ser um bom aluno (jogador) credencia a pessoa a se tornar um bom professor.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Arenas fora da temporada

Gilbert Arenas (foto) e Javaris Crittenton acabam de ser suspensos por toda a temporada da NBA. A punição foi anunciada pelo comissário David Stern, que considerou gravíssima aquela cena em que os dois atletas do Washington Wizards quase chegaram a trocar tiros no vestiário.

Arenas, inclusive, teria dito que não recorrerá da decisão da NBA. Ele e Stern conversaram frente a frente hoje, e o armador teria se mostrado muito arrependido de suas atitudes. Firme, o comissário disse que "não há justificativas para as suas (deles) atitudes".

Chuí fora de Araraquara

Leio no Databasket que Chuí não é mais o técnico do Palmeiras/Araraquara. Com três vitórias em 11 jogos do NBB, a diretoria da equipe decidiu mudar os rumos demitindo o treinador, que, entre um grito e outro durante os tempos técnicos, tentava dar um pouco de bagagem tática ao jovem elenco. Ainda não se sabe quem será o novo comandante.