quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Sorte no sorteio

Aconteceu ontem o sorteio para o Mundial de 2010 feminino, que será realizado na República Checa. Foi, sem dúvida, um sorteio de sorte. O Brasil está no Grupo C, ao lado de Espanha, Coréia do Sul e Mali. Os três primeiros avançam para enfrentar um trio formado por Rússia, República Tcheca e Argentina ou Japão. No outro lado estão Austrália, China, Bielorrússia e Canadá (Grupo A), e EUA, França, Grécia e Senegal (B).

Apesar da sorte no sorteio, o Brasil precisa se concentrar desde já. Em 2006, no Mundial de São Paulo, derrota para a Espanha de Valdemoro. Dois anos depois, na estréia das Olimpíadas de Pequim, revés diante das sul-coreanas na prorrogação. Caso passe inivcto do estágio inicial, as chances de ficar entre os quatro primeiros aumentam. Na segunda fase, duelos difíceis contra Checas e Argentinas, e um muito complicado contra a Rússia. Para isso, e pensando lá na frente, é necessário avançar às quartas-de-final no mínimo na segunda colocação, evitando, assim, duelo contra Estados Unidos ou Austrália (primeiro e segundo do outro lado, provavelmente).

E aí, gostou do sorteio? Dá para projetar alguma coisa? Então a caixinha está aberta!

terça-feira, 24 de novembro de 2009

A comissão técnica invisível

Entrei ontem no site da CBB para procurar informações do Nacional Feminino. Fiquei surpreso quando vi que no espaço destinado à comissão técnica do Botafogo há um espaço vazio. O mesmo espaço vazio que as estatísticas da entidade deixavam para descrever a 12 de Catanduva (Fernanda Bibiano).

Reitero: reformas estruturais complexas em nosso basquete demorarão muito, e isso eu entendo, mas com relação às básicas não há desculpa. Deixar espaço em branco no lugar do nome dos profissionais é feio demais. Vamos ver quando isso muda.

Muito prazer, Alana Silva

A jovem Alana, de 14 anos e 1,62m, é uma das armas da seleção Sub-15 de Janeth, que estréia hoje no Sul-Americano da categoria no Equador. Fruto do ótimo trabalho social/esportivo realizado em São Bernardo do Campo (SP) pela técnica Sônia Regina, a armadora também recebe elogios de sua atual treinadora: “A Alana subiu muito de produção durante os treinamentos. Ela não é alta, mas compensa na velocidade. Sabe liderar, aprendeu bem os movimentos e joga com inteligência”, diz Janeth. Por isso, o blog conversa com ela na seção "Muito Prazer".

BALA NA CESTA: Como você começou a jogar basquete? Conte um pouco de sua trajetória até chegar a São Bernardo do Campo.
ALANA: Comecei por vontade própria, mas minha mãe deu um empurrãozinho. Só queria crescer quando comecei a jogar, pois era muito baixinha. Comecei no SESI de Diadema, e fiquei um ano e meio por lá. Depois fui jogar no centro esportivo Ayrton Senna, onde desenvolvi realmente as habilidades. Fiquei quase dois anos, e depois vim aqui para São Bernardo.

-- Como é o projeto de São Bernardo do Campo?
-- É um projeto social que atende a várias crianças - carentes ou não - com vários núcleos espalhados pela cidade. É um projeto bem legal, que atende a crianças e adolescentes de 6 a 18 anos. Por aqui não há apenas como meta formar grandes atletas, mas também bons cidadãos.

-- Você faz parte da seleção sub-15 que começa, hoje, a jogar o Sul-Americano. Como está sendo essa experiência, e como é ser treinada pela Janeth, um dos maiores nomes da modalidade?
-- Está sendo muito boa a experiência - estou aprendo bastante também. A Janeth é uma ótima técnica. Foi uma excelente jogadora, e antes e depois de todos os treinos ela conversa conosco e sempre passa um pouco da sua imensa experiência. Também passa muita energia positiva,e quando ela fala com a gente dá mais vontade de jogar, de melhorar, e de ser uma grande jogadora.

-- O que você pensa para a sua carreira? Participando de um projeto social tão eficiente como o de São Bernardo, você chega a pensar em alguma coisa relacionada a isso para o seu futuro, ou ainda é cedo?
-- Quero sempre superar meus limites, me tornar melhor, ajudar o meu time a ser o melhor, jogar na seleção brasileira adulta e atuar na WNBA. Quando parar de atuar profissionalmente quero ser técnica, e quero trabalhar com um projeto tão grandioso como o de São Bernardo. Desejo, também, sempre estar do lado da minha família e dos amigos, que sempre me ajudam muito também. Por fim, almejo conquistar todos os títulos que puder pela seleção brasileira e participar das Olimpíadas.

BATE BOLA
Uma palavra que amo: basquete
Uma palavra que odeio: desistir
Minha maior virtude dentro de quadra: meu modo de organizar o jogo
Um ídolo: Michael Jordan.
Um sonho: me tornar a melhor jogadora.
Uma cidade: Paris ("quero conhecer!").
Um lugar: quadra de basquete.
Uma comida: lasanha.
Um livro: Nunca deixe de tentar
Um filme: Grandes pequenos astros.
Uma música: Vem aqui (Cine)
Um(a) amigo(a): Thais Cristina da silva.
Uma bola que chutei e caiu: Em 2006 contra Guarulhos eu joguei a bola para trás e caiu!
Uma bola que chutei e não caiu: contra Osasco chutei uma bola que eu jurava que ia cair e não entrou. Diminuiria a diferença para 2 pontos.
Um momento triste: Quando estou sem treinar.
Um momento feliz: Quando estou em quadra ou com a minha família e amigos.
Um técnico: Sonia Regina Baptista (de São Bernardo).
Uma frase: “Nunca desista dos seus sonhos”.
Bruna Severo está de volta. Após longo e tenebroso verão carioca, ou argentino, a menina traz o "Fora da Cesta" novamente para os leitores do Bala na Cesta. Aproveitem para rir um pouco com a menina!

Fora da Cesta - O baloncesto argentino

Por Bruna Severo

Após uma breve – ok, não tão breve assim – lua de mel em Buenos Aires, retorno ao meu querido espaço “Fora da Cesta”. Sim, casei e acho que isso é uma boa desculpa para minha ausência no último mês. Afinal, não sou o marido da Sandy que acha melhor escrever no blog em vez de aproveitar os momentos a dois. Ah, e para quem não acredita que eu existo, a foto deste post é minha.

Mas a verdade é que eu comentei sobre a lua de mel não só para dar uma desculpa pela minha ausência neste blog, mas porque ela me inspirou para este post. Nada disso... nada de detalhes íntimos. O que me inspirou foi a paixão que os argentinos têm pelo basquete. Com a mesma ênfase que eles destacam um Boca x River, fazem a chamada para os jogos da NBA. E isso na TV Aberta.

Por que isso não acontece por aqui é óbvio. Sabemos o que qualquer esporte, a exceção do futebol, passa no Brasil. Mas eu sei que há demanda para isso. Vocês que estão aqui são a maior prova disso.

Poxa, em cinco minutos na Argentina descobri quem é Emanuel Ginóbili, ou, como eles chamam, Manu ou Gino. Aqui, parei no tempo do Oscar e da Hortência, meu Deus! Há pouquíssima informação: a cobertura dos campeonatos é capenga na TV e nos jornais, o site da CBB é uma baixaria de ruim... Só resta a internet, com os blogs e twitters da vida. Aí fica complicado para seres alheios ou avessos ao basquete, como eu, terem um interesse mínimo pelo esporte.

Um desabafo à la Fábio Balassiano, mas achei importante. Stock Car domingo de manhã? Ah, corta essa, Galvão.

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Bruna Severo é jornalista e não entende nada de basquete. No Bala na Cesta ela se aventura com incursões no esporte da bola laranja, pois sua intenção é passar a entender da modalidade. Será que ela consegue?

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

E a vencedora da promoção é...

A grande vencedora da promoção cujo prêmio é o uniforme completo de Assis é Raquel Jalantonio, de São Carlos (SP). Ela foi a agraciada pelo sorteio do Bala na Cesta, que contou com a auditoria da Balassiano's Young and Family e com a presença de uma ilustre amiga do blog, que escolheu seu antigo número da camiseta para determinar o ganhador.

Parabéns, Raquel!

Bom jogo em Minas

Franca conseguiu um excepcional 30-12 no terceiro período e estava pronto para vencer o Minas sem tantos sustos ontem. O quarto derradeiro veio, e o equilíbrio voltou. Mas o armador Tony Stockman (ótimo jogador!) fez 28 pontos e cravou a vitória francana por 106-101 na prorrogação. Os únicos invictos do NBB são Joinvile, que passou pelo São José por 71-60 com 24 pontos de Jefferson Sobral, e Brasília, que atropelou o Palmeiras (96-75).

E aí, acompanhando o NBB? Comente na caixinha!

Às escuras

Saí do ônibus e vi um canteiro de obras. Um canteiro de obras com moradores de rua dormindo nele. Era o Botafogo (clube) no sábado à tarde, quando fui acompanhar a partida entre as alvinegras e o São Caetano. Entre um tapume e outro, entre uma viga solta e outra, entre um cheiro de tinta e outro, cheguei ao ginásio. Ginásio este com uma partida de vôlei sendo disputada. Ela atrasaria a de basquete em cerca de 25 minutos. "Faz parte", dizem os organizadores de um evento sem promoção e atrativo algum.

Chamou-me a atenção a forma física das atletas do Botafogo. Kelly Cota e Alice estão, brincando, com dez quilos acima do peso. Suellen, com uns cinco abaixo. Além delas, Camila voltou a apresentar inconsistências em seu jogo após uma temporada em Ourinhos.

Pelo São Caetano, Nádia (foto acima) está realmente voando, mas é pouco municiada pela armadora Roberta, que prende demais a bola. Jaqueline, que precisava de ritmo de jogo, começou bem, diminuiu no meio e caiu completamente no final. Djane, a eterna promessa, continua com problemas para atuar debaixo da cesta e sem recursos técnicos para jogar na ala.

Ah, quanto foi o jogo? O site da CBB diz que São Caetano ganhou por 50-47. Do ginásio de General Severiano era impossível saber disso. Por quê? Simplesmente porque as luzes do placar eletrônico estavam pifadas. Sim, pifadas. Para se ter uma idéia, no final o Botafogo não sabia quanto estava a partida, quando deveria fazer faltas para parar o cronômetro e em que ocasião pedir tempo para sair do meio da quadra. Quer mais? No duro piso do ginásio, um adesivo da Eurofarma cobre a linha de lance-livre em um garrafão. No outro lado? Nada.

Hoje o Botafogo enfrenta Ourinhos, pentacampeão nacional, neste mesmo cenário. O basquete feminino está definitivamente às escuras.

domingo, 22 de novembro de 2009

Olha quem estava lá...

O Quimsa bateu o Libertad por 87-77 e foi campeão da Liga Sul-Americana, com Roman Gonzalez (foto) e companhia, e fez a festa de sua torcida, que encheu o ginásio em Santiago del Estero. Mas olhe bem na foto abaixo, querido leitor. Quem estava ao lado de Roman é... Grego, ex-presidente da CBB e agora dirigente da ABASU (deve ser muito bom ser dirigente esportivo...). Na outra foto, a festa dos torcedores.


Mais um que se vai

Chegou ao fim a história de mais uma franquia da WNBA. O Sacramento Monarchs decidiu fechar as suas portas alegando problemas financeiros. Joe Maloof, proprietário também dos Kings, da NBA, disse que "isso faz parte do jogo dos negócios".

O que não deveria fazer parte, para a liga feminina, é esse jogo louco de troca de cidades que vem ocorrendo nos últimos anos. Desde que a WNBA foi fundada, em 1997, houve um sem número de mudanças e das oito franquias originais, apenas três ainda resistem (Los Angeles Sparks, Phoenix Mercury e New York Liberty). E tem mais: o Sacramento foi campeão em 2005, e assim como o Detroit Shock, ganhador em 2006 e 2008, não estará no próximo campeonato.

A história da WNBA se assemelha e muito à da NBA, que sofreu um bocado para se estabelecer nos Estados Unidos. Há um lado otimista e um pessimista nisso. O otimista: a liga dos marmanjos, quase 50 anos depois, é o maior campeonato de basquete do mundo e tem uma imagem consolidada. O pessimista: que a WNBA surgiu em uma época de "boom" na modalidade, com nomes de peso (Leslie, Cooper, Swoopes, Lauren Jackson...) e em plena era das transformações digitais (globalização), e até hoje não conseguiu criar uma identidade - deixando, assim, a dúvida de que isso realmente ocorra em um futuro próximo.

sábado, 21 de novembro de 2009

Nacional feminino

Acabo de voltar da partida entre Botafogo e São Caetano (50-47 para as visitantes), e escrevo com mais calma para vocês na segunda-feira ou amanhã à noite. Hoje Americana atropelou São Bernardo fora de casa (120-46), e Santo André conseguiu a proeza de vencer Catanduva, que atuava em casa, por 81-76, com monstruosos 34 pontos da cubana Ariadna. Depois volto.

Boa iniciativa de Assis

O time de Assis esteve, na última quinta-feira, na Fundação Casa (antiga FEBEM), na unidade com sede na cidade de Marília. O técnico Marco Antonio Aga e seus atletas contaram as suas experiências de vida e terminaram o dia jogando uma partida de confraternização com os internos. A iniciativa é bem legal.

Vanderlei nega contato com argentinos

Conversei, na quinta-feira, com Vanderlei, que cuida do departamento masculino da CBB. Em seu apartamento em São Paulo, ele negou veementemente a hipótese de que a entidade esteja negociando com outro treinador neste momento, como vem sendo ventilado no meio:

"Temos uma reunião com o Moncho Monsalve no final do mês, na Espanha, e só depois iremos decidir o que fazer. Precisamos ouvir como está a sua situação de saúde. Depois avaliaremos. Por ora, é isso mesmo. Não há contatos, e muito menos viagens, para procurar argentinos ou qualquer treinador que seja. Nossa prioridade é o Moncho", revela Vanderlei.

Ao que parece, só no final do mês é que teremos a definição da situação do comandante da seleção masculina. O blog acompanha.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Promoção - Ganhe um uniforme de Assis

Quer ganhar o uniforme de Assis? Então é só enviar um e-mail para fabio.balassiano@gmail.com até sexta-feira e começar a rezar. O departamento de comunicação do clube topou a empreitada e ajudou o Bala na Cesta nessa (obrigado!). Então aperta o botão, e envie seus dados completos: nome, endereço, CEP e nome do santo...

A volta da liga do busão

O release do dia 17 de setembro era bem claro: "Pautados na transparência que marca a nova gestão da CBB, explicamos o que a entidade pode oferecer aos clubes. A Confederação se responsabilizará pelas despesas de transporte das equipes, metade dos custos de quadra (arbitragem, representante, mesário e estatística), além das 12 bolas para treino".

Eu não sei o que a entidade entende por transporte, mas até onde se imaginava, seria de avião que as meninas viajariam (e nem vou entrar na questão das bolas, que chegaram aos clubes quando restavam dois dias para começar o torneio). Até a reunião final, aliás, era isso que os dirigentes dos clubes pensavam. Mas não é o que vem acontecendo. Assim como ocorreu nos últimos Nacionais masculinos, pré-criação do NBB, as moças viajam, no Nacional de 2009, de busão mesmo.

Quer ter uma noção do drama? Ourinhos, cuja cidade fica a 350km da capital paulista e a 800km do Rio de Janeiro, pega a estrada neste sábado de madrugada para o duelo contra o Botafogo na segunda-feira. Vencida a partida, as atuais pentacampeãs do país rumam para Blumenau, a cerca de 1080km da capital carioca. Acha que terminou? Não, não. Com três jogadoras que ganharam a Copa América recentemente, as comandadas de Urubatan desembarcam em sua cidade na sexta, e no dia seguinte enfrentam o forte time de Americana. Dois dias depois, outro difícil duelo (Catanduva), e em menos de 48 horas, outro jogo (São Caetano).

E aí, será que dá para levar a sério um Nacional que faz um time viajar mais de 2000km em seis dias, e com três partidas no calendário em menos de cinco dias? Não, né. Sejamos bem-vindos à nova versão da Liga do Busão da CBB. Muito mais sádica, diga-se de passagem.

Quem ganhou o jogo?

Diga aí, amigo leitor, quem foi que ganhou o jogo entre Minas e Juventud Sionista, pela Liga Sul-Americana? O título da matéria no site da CBB diz que foi o time brasileiro. A reportagem, propriamente dita, conta que foram os argentinos (72-70). Por via das dúvidas, fui checar pelo site da competição. Os hermanos levaram mais uma. Que beleza, hein...

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Los Hermanos

O Minas começou mal na briga pelo título da Liga Sul-Americana. Após perder para o Quimsa por 88-71 na terça-feira, ontem o time foi derrotado novamente: 84-70 para o Libertad. Hoje o time pega o Juventud Sionista.

O que isso quer dizer, no final das contas? Que o único time brasileiro que conseguiu chegar às finais corre o risco de perder para os três rivais argentinos que lá estão. Será reflexo do momento da modalidade? A caixinha está aberta!

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Foto do leitor - João Pedro Graciolli Silva

Entre os dias 14 e 17 de outubro aconteceu a 5ª Copa Minas Tênis Clube. João Pedro Graciolli Silva, o Tonhão, de 16 anos, é atleta do CETAF e resolveu enviar as suas fotos: "Na minha categoria (16/17 anos) participaram 7 times: Minas, Cetaf, Fluminense, Sport Recife, Siglo XII(Argentina), Joinville e Brasília", disse o rapaz.


Gostou? Então o que está esperando para enviar a sua foto para fabio.balassiano@gmail.com ?

terça-feira, 17 de novembro de 2009

De novo a 12 de Catanduva

Ontem aconteceu a segunda rodada do Nacional feminino, e mais uma vez as estatísticas da CBB ignoram a camisa 12 de Catanduva, a pivô Fernanda Bibiano (veja a imagem). Na partida em que a sua equipe atropelou o Botafogo por 79-48, o site da entidade de novo deixou um traço ao lado de seu nome. Lamentável.

Nos outros duelos, Ourinhos contou com 13 pontos de Karen para vencer, no ABC, o Santo André por 59-48 (45 erros na disputa, hein!) e São Caetano passou por São Bernardo por 74-57 com boa atuação da pivô Nádia Colhado: 18 pontos e 10 rebotes. A armadora Roberta, tão promissora quanto irregular, também foi bem: 21 pontos e dois passes.

Siga o seu líder

Em casa, no dia 3 de novembro, o Indiana levou um sacode do Denver Nuggets (111-93) e irritou o seu craque: "Meu Deus, o que está acontecendo? Não estamos atacando, não estamos defendendo. Nada mudou, né", disse Danny Granger (foto) ao jornal IndyStar. Parece que a "bronca" surtiu efeito.

A partir dali, com 21, 22, 29 e 31 pontos de seu craque, o Indiana não perdeu mais. Vitórias sobre Knicks, Washington, Golden State e Boston colocam os Pacers pela primeira vez com mais vitórias que derrotas em quase três anos. A solução, além do desempenho de Granger, veio de duas outras fontes: na estréia do calouro Tyler Hansbrough (10 pontos, quatro rebotes e uma disposição defensiva anormal) e no bom desempenho do subestimado Dahntay Jones, ala que anota 16 pontos por partida.

Não é que com eles o Indiana, que hoje enfrenta o fraco New Jersey Nets, seja um bom time, porque ainda não é. Mas com o pivô Roy Hibbert pegando os rebotes e com mais gente ajudando, fica mais fácil para Danny Granger tentar fazer aquilo que prometeu no começo da temporada: levar os Pacers aos playoffs.

Muito Prazer, Leila Zabani

Leila Zabani é uma exceção. Tão bonita quanto talentosa e estudiosa, a ala que nasceu em Americana há 18 anos une características bem raras quando falamos de jovens valores no esporte brasileiro. Estudante de Ciências do Esporte na UNICAMP, Leila, um doce de pessoa, é uma das mais promissoras alas da nova geração. Com técnica refinada e média de nove pontos e 3,6 rebotes no Mundial Sub-19 da Tailândia, ela possui um senso crítico apurado para analisar o momento da modalidade e traçar planos para a sua carreira. No último sábado, aliás, ela esteve em quadra para defender o time de sua cidade na estréia do Nacional contra o Botafogo (dois pontos em sete minutos). Por isso o blog decidiu ouvi-la na seção “Muito Prazer”. Com vocês, Leila Zabani.

Bala na Cesta: Ano passado você jogou duas partidas no Nacional (Sport e Mangueira). Qual a expectativa para a competição deste ano?
Leila Zabani: O time conta com atletas de alto nível e a meta é o título. As jogadoras são bem experientes, o que é ótimo pra nós que somos mais novas aprendemos muito. Nos jogos acabo não entrando tanto, então toda oportunidade tem que ser aproveitada da melhor maneira possível pra ir ganhando mais confiança e naturalidade no adulto também.

-- Você foi formada no ótimo projeto das divisões de base de Americana. Natural da própria cidade, como é para você seguir jogando no local onde nasceu?
-- A maioria das jogadoras sai de casa cedo para jogar, mas eu tive a sorte de poder atuar na cidade em que nasci e cresci. Estou perto da minha família e dos amigos que sempre me deram força. Tenho orgulho de defender a minha cidade e esse projeto. Cresci junto com ele e gosto muito do que faço. Aqui a gente tem desde a escolinha até o time adulto, e me formei vendo os times de Americana jogar. Hoje sinto orgulho de fazer parte do grupo que representa a minha cidade.

-- Como uma menina de 18 anos pensa em se desenvolver em um time que conta com atletas experientes (Karla, Natália, Babi, Adriana, Cintia, etc.) e que precisam de tempo de quadra?
-- É justamente pelo fato de poder treinar e jogar com essas atletas que a gente se desenvolve. Não é todo mundo que tem essa oportunidade. É claro que em relação a tempo de quadra acabo não jogando tanto no adulto, mas o fato de estar lá aprendendo no dia a dia faz com que eu me torne uma jogadora melhor para no futuro estar mais preparada e ir conquistando meu espaço.

-- Uma das coisas que mais preocupa quem acompanha basquete é a falta de uma competição que dure o ano todo. O Nacional deste ano, por exemplo, terá menos de três meses. Como fica a cabeça de uma jovem que, começando a carreira, precisa jogar contra as mais velhas para crescer profissionalmente? Sair do país é uma possibilidade que você já chegou a pensar? O que o basquete brasileiro precisa fazer para transformar todo o potencial de suas atletas em resultado?
-- O campeonato realmente é curto, mas ao longo do ano disputamos outros campeonatos, como o Paulista Juvenil e o próprio Paulista, que nos dão essa oportunidade também. Um campeonato como o Nacional, com mais jogos e maior tempo de duração, proporcionaria, no entanto, mais tempo de jogo pra nós que estamos começando. Tenho vontade de sair do país, mas não agora. Acho que é muito cedo e ainda tenho muito o que aprender por aqui. Pensando em atletas jovens, eu acredito que deveriam ser dadas mais oportunidades, tais como jogos internacionais ou mesmo contra equipes mais experientes para que essas atletas adquirissem mais ‘bagagem’ e experiência, amadurecendo mais rápido e estando preparadas para desafios maiores.

-- Apesar do desempenho irregular no Mundial Sub-19, você foi a segunda cestinha (9 pontos) e a segunda que mais assistências deu (1,3). Como foi a experiência na Tailândia, e o que explica a nona colocação do Brasil na competição?
-- Apesar do resultado não ter sido o esperado, a experiência foi muito válida. Estar entre as melhores seleções da categoria proporciona um crescimento enorme. Aprendemos muito jogando e observando as características dos diferentes países, enfrentando situações difíceis nos jogos e lutando sempre. Tudo isso acrescentou muito ao jogo de todas nós. Fizemos uma boa campanha nos Jogos da Lusofonia, ganhamos o amistoso contra a Rússia e começamos bem o Mundial. Porém o time deu uma caída muito grande no momento que não podia e depois já era tarde para uma recuperação em termos de resultado.

-- Você é estudante de Ciências do Esporte na Unicamp. O que você aprende na universidade que pode lhe trazer benefícios em seu dia a dia nas quadras?
-- Eu estou no primeiro ano e algumas matérias ainda são bem gerais, mas já comecei a aprender sobre a estrutura do corpo, como ele se comporta durante o exercício, os músculos e articulações, características do movimento do corpo, entre outras coisas. A universidade é um investimento a longo prazo: quando parar de jogar quero continuar trabalhando com o basquete. Para isso, tenho que me preparar desde já.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Em cinco linhas

O Memphis Grizzlies rescindiu o contrato de Allen Iverson após três jogos (aliás, o Charlotte Bobcats trocou Raja Bell e Vlad Radmanovic por Acie Law e Stephen Jackson, do Golden State Warriors). O que será do camisa 3 agora? Apostentadoria? Europa? NBB? Outro fiasco na NBA? A caixinha está aberta!

Foto do leitor - PauloRJ

Um dos mais atuantes leitores do blog, PauloRJ pegou um avião e foi até os Estados Unidos. Viu, em Orlando, a partida entre Magic e Cleveland ("o jogo acabou sendo muito fácil para o Cleveland, que chegou a estar 22 pontos na frente", diz ele), e enviou as fotos para nós (lá embaixo). Vitória dos Cavs, fora de casa, por 102-93.

Mandou bem, PauloRJ. E você, amigo leitor, tem fotos na quadra de basquete? Sim, né. Então envie para fabio.balassiano@gmail.com que o blog publica.

No embalo

Sem olhar no site da NBA, amigo leitor, diga rápido quem é o líder do Leste? Se você falou em Cleveland, Boston e Orlando (aliás, o ala Rashard Lewis volta hoje, hein!), errou. Apenas três franquias perderam duas vezes nesta temporada: o Miami, deste fenomenal Dwyane Wade, o surpreendente Milwaukee Bucks (olho no calouro Brandon Jennings, que será tema de post em breve, e no técnico Scott Skiles) e o Atlanta Hawks.

Atlanta (8-2) que na última sexta-feira foi a Boston e bateu os verdes com autoridade (97-86, com 26-16 no último período) e no dia seguinte atropelou o New Orleans (121-98). Para a algeria de Marcelo Monteiro e Melchiades Filho, os dois únicos torcedores do time que eu conheço, desta vez a franquia tem uma novidade: noves fora as excelentes médias de Joe Johnson (21,8 pontos, 5,9 rebotes e 4,4 passes), agora ela possui alguém para comandar a turma que vem do banco. Sexto homem de luxo, Jamal Crawford (foto), aquele arremessador tresloucado de Chicago, Knicks e Warriors, parece ter encontrado o equilíbrio sob a batuta do técnico Mike Woodson.

Com 17,7 pontos (30º na liga) em menos de 30 minutos por partida, Crawford dá ao Atlanta aquilo que lhe faltava: alguém para "comer" os minutos de Joe Johnson e dar consistência aos chutes de fora quando o camisa 2 está muito marcado. Não é que com ele os Hawks se tornem candidatos ao título da Conferência como demonstra a tabela, mas é fato que o time encontra-se mais forte do que na temporada passada.

Ainda invicto em casa, pode ser que consigam uma posição melhor do que a quase certa quarta colocação prevista. Caso isso aconteça, os rapazes da Geórgia se tornarão ainda mais perigosos.

A voz da LNB

Conversei, por email, com Sérgio Domenici, gerente executivo da LNB, a respeito da situação dos atrasos salariais constantes no basquete, mais especificamente sobre os casos de Londrina e Flamengo. Vamos às posições da Liga sobre o assunto.

1) O que a LNB pensa a respeito do atraso de salários em Londrina?
-- Vemos isso com preocupação, pois é um problema que afeta a todos. Londrina tem uma pequena dificuldade em receber os recursos porque seus dois principais patrocinadores são do poder público e há toda uma questão burocrática. O mais importante, no entanto, é que o recurso está garantido para honrar todos os compromissos (salários, viagens e manutenção da equipe). Londrina não representa problema futuro para a competição.

2) Como a LNB deve proceder em relação a isso no futuro?
-- Nesta temporada já solicitamos às equipes uma indicação sobre seus patrocínios para fazer uma análise sobre sua capacidade de se manter na competição. Inclusive, não aceitamos a inscrição de uma delas. Segundo nosso presidente, o Kouros, temos que avançar neste aspecto: as garantias dos clubes têm que ser mais sólidas e estamos estudando uma forma de as equipes registrarem os contratos dos atletas aqui na LNB. Outra orientação do Kouros é que os atletas se organizem, que constituam uma associação para também contribuir neste processo. Esta orientação serve ainda para os técnicos e árbitros.

3) Além do Londrina, há outras equipes com salários atrasados (Flamengo inclusive). Como isso reflete na imagem da entidade?
-- Não é um problema bom de gerenciar. O ideal é que estivéssemos falando agora sobre nossos projetos de marketing. Temos como meta suportar todas as despesas das equipes em relação a competição, deixando os clubes somente com os salários. Tudo é um processo de profissionalização, e quando tivermos todas as interfaces que participam da competição preparadas e estruturadas, a tendência é que estes problemas desapareçam. Veja, o futebol é a modalidade que movimenta o maior volume de recursos no Brasil e raros são os times que estão com seus salários em dia. Temos que avançar muito ainda. De qualquer forma este ainda é um problema pontual na Liga e que tem que ser resolvido. O problema do Flamengo e Londrina é pontual e, segundo já apuramos, estão em processo de resolução.

4) Não seria o caso de a LNB exigir garantias financeiras das franquias antes da temporada?
-- Na Espanha já é assim. A equipe faz um depósito como garantia. O futuro é este mesmo, mas, como disse acima, ainda temos que avançar muito neste aspecto.

5) Existe a possibilidade de a LNB "bancar" estes jogadores que estão sem receber?
-- Hoje não há nenhuma possibilidade, e nem devemos fazer isso. A sua pergunta acima aponta a solução para este problema, seja com um depósito de garantia ou através da aquisição de um seguro. A equipe tem que ser capaz de viabilizar sua equipe.

domingo, 15 de novembro de 2009

Começou o Nacional da CBB

O Nacional feminino começou ontem, e as estatísticas da CBB já dão o seu show. Na primeira partida do torneio, entre Catanduva e Vasto Verde (vitória das donas da casa por 102-55, com 23 pontos de Fernanda Beling), ficou impossível acompanhar o duelo.

Para se ter uma idéia, a número 12 de Catanduva (Fernanda Bibiano) tinha o seu nome solenemente ignorado - um espaço em branco deu o tom. Em segundo lugar, porque não se sabe quais foram as titulares do time de Blumenau. As figuras abaixo mostram isso com clareza (se preferir, clique sobre a imagem para ampliá-la). Ah, e a seção de "Clubes Participantes" do site da entidade ainda aparece sem informação alguma sobre as atletas.


Começou o Nacional da CBB. Viva!

Alto-falante

"O contrato dele (Paulo Bassul) acabou e eu já avisei para ele que temos outras decisões para tomar. Eu até falei que agora ele está livre para fazer o que quiser"

A frase é de Hortência ao Globoesporte.com. Parece clara a intenção da diretora do departamento feminino da CBB em mudar o comando técnico da seleção adulta, né? E parece claro, também, quem foi o grande vencedor nesta história toda, não?

Na boa, acho que a dirigente tem todo o direito de mudar o comando na hora que achar melhor, mas as declarações dela são de uma grosseria terrível. Dizer que "falei que agora ele (Bassul) está livre para fazer o que quiser" é demais para mim.

sábado, 14 de novembro de 2009

Alto-falante

"Eu não acho que seja possível existir um Melo-Stopper nesta liga. Nenhum time da NBA deveria jogar no um contra um diante de mim. Eles não devem fazer isso mesmo!"

A declaração, "humilde", é de Carmelo Anthony, que ontem fez 25 pontos no sacode que o seu Denver Nuggets aplicou no Los Angeles Lakers na noite de ontem (105-79). O rapaz acredita que seja impossível pará-lo. É mole?

A reedição da final do Oeste da temporada passada teve um fato inédito também: Kobe Bryant, que anotou 19 pontos no primeiro tempo, zerou na segunda etapa, e afundou junto com os seus companheiros (23 pontos em 24 minutos).

Pela paz

Amanhã, a partir das 10hs (o Sportv transmite), Joinvile e Flamengo se enfrentam pela terceira rodada do NBB, que, aliás, também reserva Brasília x Franca. Eu só espero que no duelo entre os comandados de Alberto Bial (foto) e Paulo Chupeta os jogadores se comportem civilizadamente, principalmente após o que aconteceu no torneio preparatório para o torneio (para quem não se lembra, Marcelinho se negou a sair de quadra e o jogo não terminou).

Dentro de quadra, vamos ver como o Flamengo se sai contra um adversário de respeito. Jefferson Wiliam, no entanto, ainda segue de fora (lesionado). Do outro lado, Bial confia em Manteiguinha para bater o adversário que o eliminou nas últimas edições de torneios nacionais.

Vamos ver se tudo transcorre na perfeita paz.

Previsível

Se você tivesse um dinheiro para apostar nos quatro semifinalistas do Nacional feminino que começa hoje às 11hs, o que você faria? Acho que só um visionário apostaria em outra coisa que não em Ourinhos, Catanduva, Americana e Santo André (não nesta ordem, claro).

Deste canto eu torço para que tudo comece e termine bem, mas não demonstro empolgação alguma pelo torneio, que (de novo) é curto, sem muitas atrações e com seis dos oito times de São Paulo. Em termos individuais, vale a pena ficar de olho nas voltas de Cintia (Americana), Fernanda Beling (Catanduva) e Kelly (Ourinhos) ao terreno brazuca, na evolução de Nádia (São Caetano) e Mariana Camargo (Blumenau), e, tomara, na recuperação de Micaela (Ourinhos).

E você, o que espera do Nacional que começa hoje, às 11hs, com Catanduva e Vasto Verde (de Blumenau)? Na rodada também teremos a vitória de Americana sobre o Botafogo, e os duelos entre São Bernardo e Ourinhos e Santo André e São Caetano.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Debate sobre basquete no Fórum Nacional

Foi realizado ontem e quarta-feira, em São Paulo, o Fórum Nacional "Brasil - O país do Esporte", com a presença de personalidades e dirigentes do país. Nesta quinta, por exemplo, uma das mesas de debate o "Basquete Brasileiro - crise ou solução?".

Mediado por Carlos Osso, diretor da Federação Paulista, o debate contou com a presença de Kouros Monadjemi (presidente da LNB), Vanderlei (que substituiu o presidente da CBB, Carlos Nunes), Marcelo Laguna (jornalista do Diário de S. Paulo) e Marquinhos (ex-jogador da seleção). Conversei com o mediador sobre o evento:

"O debate foi em minha opinião bom, mas sou suspeito, como moderador, para opinar. Comecei com a pergunta que era o tema do Debate (“Crise ou solução”). Os participantes, então, deram as suas opiniões. O Kouros foi muito positivo em relação a profissionalizar o Basquete, e tem a idéia de ajudar os jogadores e juízes a terem uma Associação para que possam se defender e se profissionalizar. Marquinhos esteve muito reticente com o Novo Basquete, pois acha que o basquete tem muitos defeitos e precisa melhorar muito. Gostei muito do Vanderlei, que foi muito positivo informando que estão começando a cuidar da base de nosso basquete. Ele deixou claro que a seleção adulta está mudando. Já o Marcelo Laguna criticou muito a CBB, principalmente com relação ao feminino. O Vanderlei não quis comentar, mas disse que uma das maiores jogadoras de Basquete (Hortência) está no comando e ele acredita que pode melhorar muito.

O papo foi muito simpático, e exibimos dois vídeos: uma sobre o NBB que a Globo produziu e outro da final Flamengo e Universo com a música Alegria, do Cirque du Soleil, de fundo", disse Osso.

A opção mais fácil

Na terça-feira escrevi que o New Orleans precisava encontrar um rumo para fazer a sua estrela (Chris Paul) feliz. Após o péssimo começo de temporada (3-6), a diretoria tomou a decisão mais fácil para tentar solucionar tudo: demitiu o técnico Byron Scott (foto) e anunciou o ex-gerente geral Jeff Bower como o novo comandante.

Esta é uma decisão comum no futebol brasileiro, não na NBA. Por aqui, por pior que seja o time, dirigentes não cansam de demitir técnicos. No basquete americano isso é novidade. O elenco do New Orleans é fraco, dois dos titulares são fracos e as novas aquisições via Draft não fazem acontecer na franquia. Scott, portanto, não tem a menor das culpas.

Como se vê, quem deveria ser demitido, na verdade, demitiu. E assumiu o time. O jazz de New Orleans mais parece tango no momento.

Alto-falante e perguntas

"Tive duas reuniões com patrocinadores nesta terça-feira e outra na quinta (ontem). São empresas de São Paulo do ramo de alimentos e financeiro. Estamos trabalhando para fechar o acordo o quanto antes. Acredito que até a próxima semana teremos boas notícias"

A declaração é de Ricardo Hinrichsen (foto à direita), diretor de marketing do Flamengo, ao Globoesporte.com. Ele tenta explicar as causas do atraso de salário da equipe de basquete mais vitoriosa do país nos últimos dois anos. Por isso tenho algumas perguntas para fazer:

1- Quer dizer que o departamento de marketing do Flamengo só trabalha depois que os salários estão atrasados? Cadê o planejamento?
2- E se na próxima semana não houver boas notícias, como Ricardo espera, como os jogadores ficarão? Aliás, e se o atraso fosse com o diretor de marketing do Flamengo, será que a calma na declaração seria a mesma?
3- Será que o rubro-negro pode cobrar alguma coisa de seus atletas?
4- Até quando os profissionais rubro-negros aguentarão esta situação? E a tal associação de jogadores, que seria criada, não deveria começar a se posicionar a partir de agora? O que a classe dos atletas de basquete está esperando para se mobilizar?
5- E a LNB, de Kouros (foto à esquerda) e companhia, não deveria passar a fiscalizar os clubes com mais rigor? Será que ela não tomará atitude alguma?
6- Insisto: até quando veremos este tipo de atitude no basquete brasileiro?

Respostas e comentários na caixinha!

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Boa idéia

Vejo no site da CBB que a entidade promove, nesta sexta-feira, o primeiro encontro dos técnicos das seleções brasileiras. Iniciativa de Hortência, diretora do departamento feminino, estarão por lá Paulo Bassul (adulto), Luiz Cláudio Tarallo (sub-19), "Borracha" (sub-17), Cesar Guidetti (sub-16), Janeth Arcain (sub-15) e o preparador físico João Nunes.

A idéia é ótima, e eu espero, sinceramente, que surjam boas novidades deste encontro. Espero, também, que Hortência defina de uma vez a situação de Paulo Bassul, cujo contrato com a entidade terminou há cerca de um mês.

Reflexo, reflexo

Não é difícil abrir o blog do Bert e se deparar com os números assustadores que Clarissa (foto) tem despejado em Portugal há quase um ano. É um tal de duplo-duplo pra cá, MVP pra lá, que é quase impossível não pensar logo em seleção para ela. Mas o 'quase' se faz necessário quando a gente vê que o time da brasileira, o Vagos, estreou ontem na Eurocup (a segunda divisão dos times europeus) e tomou uma tunda de ouro do apenas regular Mondeville (da França) por 99-37 (no segundo tempo as lusas fizeram apenas 14 pontos).

Vendo estes números eu penso em como o basquete feminino brasileiro está mal e atrasado. Tanto Clarissa quanto Izabela (ambas na foto ao lado), que agora defende as cores do Vagos também, são boas jogadoras, apostas para o futuro, mas ainda precisariam ser lapidadas por aqui. E decididamente não será em Portugal, que não figura nem no quarto escalação da modalidade entre as moças, que isso irá acontecer. Infelizmente para elas e principalmente para o Brasil.

Ué, mas então por que diabos estas meninas estão por lá, você deve estar querendo me perguntar. Dizer que o Nacional da CBB tem dois meses de duração, oito times, salários atrasados, falta de estrutura e tudo mais ajuda a responder? Creio que sim, né. Então que a Confederação coloque a mão na consciência e perceba que a falta de um plano estratégico de reestruturação para a modalidade só faz com que os jovens valores que um dia poderão (poderiam?) render frutos às seleções brasileiras se percam pelo caminho.

O velho Phoenix está de volta

Escrevo antes do jogo entre Phoenix e New Orleans, mas nada muda sobre a análise: os Suns, aquele time que corria adoidado há três, voltou. E voltou bem. Melhor ataque com 110,8 pontos e 50,2% nos arremessos, seis dos comandados de Alvin Gentry fazem mais de 12 pontos por partida e dez atuam por mais de 10,5 minutos. Prova de que a rotação de Gentry tem funcionado nestes primeiros oito duelos (7-1).

E quem comanda a festa do Phoenix é Steve Nash (foto). Dado como acabado após a temporada passada, o canadense voltou com tudo para este ano. Possui 18,3 pontos, 12,9 assistências e 48% nos três pontos (as duas últimas são as melhores marcar de sua carreira). Nos passes, aliás, é que o camisa 13 vem arrebentando: em duas ocasiões foram 20 em uma noite, e em outra 17.

O que isso quer dizer em relação a um possível título do Phoenix Suns? Não tenho a menor idéia. Mas uma coisa é certa: o adversário desta noite, na Califórnia, é o Los Angeles Lakers, e talvez melhor termômetro para medir a capacidade do novo-velho Phoenix não exista. Que Steve Nash esteja preparado.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Estreante, Londrina está sem salário

O slogan do time está lá no site oficial: "O basquete levado a sério". Na prática, o que vem acontecendo com Londrina está bem longe disso. Estreante no NBB de 2009-2010 (a LNB não fez nenhuma exigência financeira?), o time do Paraná não paga salários aos atletas desde julho. Ou seja: o time começou o certame sem arcar minimamente com suas obrigações. Lamentável.

Comenta-se, inclusive, que uma greve de 48 horas por parte dos funcionários está programada para hoje. Houve promessas de pagamento, mas até agora o que o clube alega é que o repasse das verbas da prefeitura não está sendo feito como deveria. De todo modo, só há um lado que sai perdendo: os profissionais que aceitaram o desafio de defender Londrina no NBB.

Ah, e tem mais um derrotadíssimo nesta história toda: o basquete brasileiro, mais uma vez pagando o mico dos salários atrasados. Até quando, hein? E a LNB, não vai fazer nada? Como se vê, entrar no campeonato não é tão difícil assim.

Estado de graça

Sem Pau Gasol e Andre Bynum (de novo!), e ainda se acostumando ao ritmo de Ron Artest, o Los Angeles Lakers recorreu a uma velha e infalível arma para manter a ponta do Oeste: bola em Kobe Bryant e está tudo certo. Certíssimo, diga-se de passagem. Com 33,6 pontos (melhor marca da liga e segunda de sua carreira), o camisa 24 ainda possui ótimos 48,6% nos arremessos. Não é a toa que as assistências caíram de 4,9 para 2,6, e que os minutos subiram (36 para 39).

Não é uma questão de ser a volta do velho e "fominha" Kobe Bryant, mas fazer exatamente o que a situação exige. Sem dois titulares e de novo às voltas com a discussão sobre a qualidade do seu elenco de apoio, Kobe sabe que este é o momento de colocar o time nas costas e obter vitórias importantes neste começo. Talvez pensando nisso, o rapaz trabalhou nas férias com ninguém menos que Hakeem Olajuwon. Dá uma olhada no vídeo abaixo e confira!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Da prancheta

146 - Foi esta a pontuação do Golden State Warriors contra o Minnesota Timberwolves (que fez 105). Oito jogadores pontuaram em dígitos-duplos, 36 assistências e 52,2% no aproveitamento dos três pontos. Surreal, não? Na rodada de ontem, Manu Ginóbili fez 36 pontos e conduziu os Spurs, sem Tim Duncan e Tony Parker, a uma importante vitória (131-124) sobre o Toronto Raptors.

Olímpicas procuram emprego

A menos de uma semana do começo do Nacional e com as temporadas européias já em andamento, chama a atenção que duas jogadoras muito conhecidas do grande público não estejam em atividade. Êga e Mamá (as duas na foto), campeãs do último campeonato brasileiro por Ourinhos e com passagem pela seleção brasileira (as duas foram às Olimpíadas de Pequim, e a ex-camisa 10 ourinhense ainda esteve em Cuiabá, na recente Copa América), estão na nada lisonjeira fila do desemprego do basquete brasileiro.

Acho que todos sabem que não morro de amores pelo jogo das duas, mas acho que elas ainda têm espaço no basquete (principalmente em solo nacional). Se a CBB quisesse fazer do Nacional uma competição minimamente interessante, bem que poderia contratá-las e distribuí-las para equipes menos favorecidas (Botafogo e Blumenau, por exemplo). O torneio ganharia em equilíbrio, e as duas equipes teriam jogadoras experientes para auxiliar a garotada.