quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

A voz da Rainha

O blog conversou com Hortência, diretora do departamento feminino da CBB, sobre os últimos acontecimentos. Como a Rainha, Hall da Fama e com todos os predicados que a gente já conhece, não precisa de apresentação, vamos direto ao papo que o Bala na Cesta fez pelo telefone com a eterna camisa 4 da seleção. Tem de tudo: desde o encontro com Franciele e Érika na Espanha, passando pelo título da amiga Janeth na Sub-15, até a possível volta de Iziane à seleção. Confira!

BALA NA CESTA: Gostou do título da Janeth na Sub-15?
HORTÊNCIA: Gostei, gostei bastante. Estou bem feliz por ela e aposto muito no futuro da Janeth como técnica. Creio que estamos começando a ter uma linha de trabalho, e em pouco tempo já temos alguns resultados legais. De todo modo, todas as seleções (Sub-15, Sub-16, Sub-17, adulta e também a Sub-15) precisam viajar mais para jogar (Europa principalmente). Tem que ir, ganhar experiência, perder, sofrer um pouco. Tudo isso faz parte do aprendizado. Queremos estimular muito este intercâmbio. Não é só a sub-19, a mais “velha” das seleções de base, não. A seleção da Janeth, por exemplo, foi jogar uma competição sem que ninguém do elenco tivesse feito uma partida internacional. Isso não pode acontecer, né.

-- Como foi o sorteio dos grupos do Mundial de 2010 e o encontro com as atletas Érika e Franciele na Espanha?
-- Foi ótimo. Gostei do sorteio e acho que temos boas chances. Sobre a preparação para o Mundial, já temos dois convites (Espanha e França) para disputar torneios amistosos. Espero que as datas não coincidam, para que possamos participar dos dois. Fomos procurados pela Austrália também, e vamos ver o que fazemos também. Também tive encontros com presidente da Federação Espanhola, Jose Luiz Saéz, e com a equipe da FEB. Deixamos agendadas visitas do (coordenador da seleção masculina) Vanderlei e do (coordenador de seleções) André Alves. Viajamos juntos, de Praga até Madri, e o Saéz me mostrou projetos que deram certo na Espanha. Foi legal para estreitar o relacionamento entre FEB e CBB. Depois fui a Valência conversar com a Érika e com a Franciele. Gosto muito da Fran, e disse a ela que ela precisa se preparar, treinar separadamente (habilidade, academia, arremesso, finta, essas coisas). A menina tem muito potencial e pode evoluir demais (se tornar uma “quatro” mais aberta talvez). Fiz isso porque quero manter um relacionamento mais próximo com as meninas. Posso instruir as garotas, conversar, trocar idéias. Assim cresceremos. Planejo também uma ida para ver a Iziane na Polônia. Pode ser que aconteça ainda neste ano, ou ano que vem. Quero, inclusive, levar a Janeth. Se acertar logo, levo o técnico da feminina também.

-- O que você está achando do Nacional feminino?
-- Os clubes brasileiros hoje vendem o almoço pra comer o jantar, e isso infelizmente se reflete no nível do Nacional Feminino. Temos que mudar essa realidade. Mas, para que mudemos isso, temos que pensar em longo prazo. Mas como? Com seleção brasileira indo bem – aqui no Brasil só há modalidade forte com times nacionais fortes. Com Érika, Fran, Alessandra, todo mundo indo bem, as pessoas começam a olhar para o basquete de um modo diferente. É normal que seja assim. Patrocinador quer ver organização, planejamento, se não nem entra no evento. Ninguém quer colocar a sua marca em coisas que não acreditam, concorda? É preciso ter credibilidade portanto. Tivemos um ano bom, com conquistas na Copa América, jogadores da NBA vindo jogar, resultados na categorias de base, entre outras coisas, mas precisamos evoluir mais.

-- Já há uma definição de quem será o técnico da seleção?
-- Não sabemos quem será o técnico de nenhuma seleção. Teremos uma reunião agora com a diretoria da CBB para avaliar os treinadores de todas as categorias. Só depois decidiremos. Estamos analisando, pensando, vendo, trocando idéias. Se eu disser pra você que o técnico é esse ou aquele, estou mentindo. Temos uma lista, e o Paulo Bassul não está descartado. Mas tem uma coisa: até o Mundial eu quero técnico exclusivo. Quero mandar o cara (ou a cara) fazer clínica, ver jogos, quero que ele vá visitar os países e as jogadoras, conhecer tudo.

-- Sobre o caso Iziane, faço uma pergunta/provocação: que mensagem um ídolo como você quer passar quando chama uma atleta que desrespeitou a hierarquia do técnico para regressar ao time nacional?
-- A mensagem que eu quero passar? Bem, eu acho que hierarquia existe, e precisa ser respeitada. Havia um problema, que não é da minha época, e eu nem sei o que aconteceu de fato. Acho, porém, que há regras, e que elas precisam ser respeitadas. Não vejo problema de o Paulinho convocar a Iziane: claro que há uma briga, mas não vejo da parte dele nenhum impedimento, desde que ela entre no esquema da seleção brasileira. Eu quero que as jogadoras tenham em mente o seguinte: “Quero estar ali (com a seleção). Vou pular na bola, vou defender a seleção brasileira”. Às vezes vale muito mais isso do que um talento sem vontade. Não quero uma seleção com zero de problema e que não ganha nada. Discussão é normal. Acho que não foi uma coisa bem conduzida, e que podemos contornar. Se for contornável, dentro das regras para serem cumpridas, ótimo para todos nós. Quero que ela compre essa idéia. Precisamos de ídolo aqui no Brasil, e esse espaço está aberto para a Iziane, para a Érika, para a Fran ou para qualquer menina que tenha talento. Mas, para isso, é preciso estar aqui desde o começo da preparação. Disse a elas: “Gente, quero que vocês queiram muito estar aqui com a seleção”. Não estamos em fase de escolher jogadora. Acho que temos que ter o que há de melhor para o basquete.

-- Mas, Hortência, ela não pediu desculpas pelo erro que cometeu. Você não acha que isso seria o mínimo aceitável para um possível regresso?
-- Ela não pediu desculpas? Não, né? Bem, mas não é por causa de um pedido de desculpas que uma jogadora vai deixar de ser convocada. Acho que todo mundo merece uma segunda chance. Só que as pessoas precisam querer, também, uma segunda chance. Se ela quiser, tudo bem. Se ela errar de novo, aí é outra história. Quero que ela tenha uma oportunidade. Já briguei demais e no outro dia estava tudo bem. Pode ser que não dê certo, mas temos que tentar. Agora é pensar daqui para frente. O que passou, passou.

36 comentários:

Anônimo disse...

Enquanto q no fem ajoelham para iziane voltar , no masculino ignoram o Marquinhos.
A CBB ta perdida .....

Anônimo disse...

caramba, o anônimo de cima não conseguiu pegar o espírito da coisa.
a hortência deu uma entrevista belíssima, e o cara só fala disso?! tem mto ali na matéria a ser explorada, gente.
parabens bala. ótima reportagem!

ricardo-ms

Anônimo disse...

PARABÉNS BALA,

FINALMENTE ALGUÉM CONSEGUIU FAZER UMA ENTREVISTA COM A HORTÊNCIA, E ELA NÃO FALOU BESTEIRAS.

Anônimo disse...

CONTINUO FALANDO QUE A NOSSA MELHOR JOGADORA E A ÉRIKA..... FORA IZIANE.

Fabio Martins disse...

Ola Fabio: aqui vao meus comentarios: 1. Uma bela entrevista. Nao posso negar que a Hortencia tem uma facilidade muito grande de lidar com a imprensa; claro que evidente que o entrevistador tambem deve ser otimo para o que o resulatdo final fique bom. Meus Parabens! Nao e "puxa saquismo", nao, pois o "Xara" sabe que as vezes eu critico mesmo, mas sempre tentando aumentar o nivel da discussao.
2. Que venham os jogos internacionais mesmo...uma das criticas da geracao da Hortencia era a falta de Intercambio e queiram acreditar ou nao, na epoca da Hortencia, nao foram poucas vezes que a selecao foi so enfrentar um adversario internacional na campeonato mesmo....Voces nao lembram o Mundial da Coreia do Sul em 1979..........nem eu!!!
3. Iziane- deveria ser tema de novela, e entendo o que a Hortencia esta tentando fazer e seus motivos, mas nao era mais valido levar meninas jovens, que estao afim de jogar, de treinar, de viajar do que uma jogadora de nivel medio bom (que campeonato a Iziane como jogadora ganhou mesmo???) que deve se "aposentar" logo? Temos uma Olimpiada em casa, pessoal???
4. Paulo Bassul- ninguem e perfeito, e ai esta o erro da Hortencia- isto nao e maneira de se tratar um profissional. Deveria estar utilizando esse periodo que nao temos a selecao junta, para te- lo na Europa, aqui nos EUA, Australia, se preparando para o ano que vem...nao so ele,mas alguns outros tecnicos para amadurece- lo no cenario internacional. Nao fui fa das escolhas dele, mas acho que muito foi pressao de nao conhecer o futuro e tentar o "tradicional" para se manter no cargo!
Disso tudo fica a minha singela opiniao: a Hortencia sabe o que o que tem que ser feito, ela sabe o que passou, mas temos que dar- lhe tempo, CONTUDO, acho que ela deve dar satisfacoes e mostrar resultados TAMBEM, pois o basquete nao e so dela, e seu, e meu e nosso e quem PAGA a conta da CBB, sou eu, voce, ELA.....mas vai levar GALERA.....by the way, em 1979, somos ao Mundial da Corea do Sul e perdemos TODAS as partidas ...levaram- se 16 anos para sermos campeas!

PauloRJ disse...

Ótima entrevista Bala, tomara que a rainha consiga realizar o bom trabalho que pretende....e concordo inteiramente com a posição dela que o técnico tem que ter dedicação integral à seleção...só com trabalho poderemos reverter a situação em que o nosso basquete se encontra.

Bert disse...

Sensacional. Grande Bala!

Anônimo disse...

Pela entrevista está parecendo que a CBB não vai abrir mão do Bassul e vai tentar fazer a Iziane botar a cabeça no lugar e entrar no esquema da equipe! Seria o ideal para a seleção.
A verdade é que não temos atletas no nível dela nem técnicos no nível dele no Brasil...

adriano disse...

Excelente entrevista, Bala! Ótimas perguntas, boas respostas, mandou bem! Parabéns

quanto aos comentários, concordo com o anonimo que diz que o ideal seria que os dois (Bassul e Iziane) se acertassem, e concordo que nao temos atletas do nivel dela nem tecnicos do nivel dele.

e quanto ao primeiro anonimo, ele tem sua razão: Marquinhos está merecendo uma segunda chance sim, é cestinha de seu time na Itália... Mas aí, é com o Vanderlei e com o técnico do Mundial (Moncho? algum outro?)

adriano disse...

Excelente entrevista, Bala! Ótimas perguntas, boas respostas, mandou bem! Parabéns

quanto aos comentários, concordo com o anonimo que diz que o ideal seria que os dois (Bassul e Iziane) se acertassem, e concordo que nao temos atletas do nivel dela nem tecnicos do nivel dele.

e quanto ao primeiro anonimo, ele tem sua razão: Marquinhos está merecendo uma segunda chance sim, é cestinha de seu time na Itália... Mas aí, é com o Vanderlei e com o técnico do Mundial (Moncho? algum outro?)

Técio Martins disse...

É meio complicado analisar esse caso da Iziane. Depois de uma entrevista dessas a gente até tende a aceitar uma nova convocação dela.
Como o Fábio falou aí acima, a Hortência sabe lidar com a imprensa muito bem.

O mais importante de tudo pra mim, é a CBB investir na base e na melhoria dos técnicos. Quanto a isso, parece que estamos indo pra frente. Das convocações do adulto, entendo o seguinte:
Enquanto a gente ficar nessa picuinha sobre Iziane, o caso nunca vai terminar. Não digo aqui que é pra esquecermos, jamais!, mas que se ela for convocada, não a tratemos como estrela. Porque a nossa verdadeira estrela no momento é a Érika e a Fran (potencial). Aposto que quando a Iziane chegar na seleção e for "limada" ela vai cair na real.

Quanto à entrevista, Bala, muito boa. Parabéns

peter schiling disse...

parabéns pela entrevista, bala. ótimas perguntas e respostas sensatas. eu tenho a impressão que a hortência se identifica com a iziane, que as duas tem um gênio difícil e até parecido não se pode negar.

Marcel disse...

Bala, parabéns pela entrevista. Mas acho que ficou um pouco a desejar na parte da Iziane porque aqui no blog você é um pouco mais contundente quando fala das atitudes da Hortência. Achei que você iria pegar mais pesado. Esperava algo do tipo "Mas você não acha que está passando por cima do Bassul querendo a Iziane?" e coisas do tipo.

E como ela fala que não sabia o que aconteceu direito na época do problema todo? Ela dava opiniões ns Sportv sem parar!!

Duda 11 disse...

Sinto q ela não quer o Bassul à frente da seleção mais, e um dos motivos seria justamente a volta da Iziane!
E gostei da parte em que ela fala do treinador exclusivo. É isso aí, o comandante da seleção tem q estar ligado na equipe todo dia! É exatamente o que o Vanderlei quer do Moncho no masculino.
Enfim, o basquete nacional parece estar tomando um novo, e melhor, rumo...

Victor Dames disse...

Muito boa a entrevista. Minha opinião é que a Hortência demonstra uma boa dose de ponderação. Antes de ouvir tais declarações, tinha a impressão de que ela estava sendo muito impulsiva. Me arrependo e peço desculpas pela precipitação.

Todas as questões colocadas na entrevistas foram bem respondidas. Mesmo que discordemos de algum ponto de vista da Rainha, temos que reconhecer que ela parece saber o que está fazendo.

Abraços!

Anônimo disse...

agora paara hortencia ser perfeita so falta definir definitivamente o paulo bassul.

Anônimo disse...

" Depois fui a Valência conversar com a Érika e com a Franciele. Gosto muito da Fran, e disse a ela que ela precisa se preparar, treinar separadamente (habilidade, academia, arremesso, finta, essas coisas)." Bala acho que ela nao deu Muita importancia pra Erika nao que na minha opiniao eh quem vai brilhar nesse proximo mundial como uma das melhores pivos do mundo atual !!!

fábio balassiano disse...

anônimo, nao é bem isso.
ela deu, sim.
mas ressaltou a franciele.
a érika é peça-chave para a hortência.
se a entrevista passou isso, o erro é meu, ok?

abs, fábio

Fábio Carvalho disse...

Bela entrevista xará.

Confesso que enquanto algumas respostas nos deixam com esperanca de melhorias tanto de estrutura de trabalho e preparacao (a possível parceria com a FEB é fantástica e merece eleogios), outras sao de uma contradicao grotesca.

Como alguém falou acima, dizer nao saber bem o que aconteceu no caso Iziane é inaceitável. Outra coisa que nao me parece muito claro é a questao da hierarquia quando ela fala na questao de manter um relacionamento mais próximo com as meninas... será que isso nao é funcao do treinador? Nao me entendam mal, talvez seja apenas modo de falar, mas como já vimos em outras entrevistas, às vezes a primeira pessoa é muito usada/reforcada pela Hortência (como no caso do "final" do contrato do Paulo Bassul). Nao duvido que ela tenha a melhor das intencoes para o nosso basquete, mas espero que a vontade em ajudar nao se confunda ou atrapalhe um trabalho que deve ser conjunto, mas com suas devidas funcoes e responsabilidades respeitadas.

Abraco!

fábio balassiano disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
fábio balassiano disse...

obrigado a todos pelos elogios, ok?
os últimos dias têm sido conturbadíssimos para mim, e acho que por sorte consegui fazer uma boa entrevista com a hortência.

marcel, eu fui contundente com a hortência, e as respostas dela estão inseridas nessa contundência. quando ela disse o "não, né", saiba que foi porque eu disse. sobre a hierarquia, fez parte da minha pergunta também.

mas, pode deixar, da próxima vez serei ainda mais veemente. é o papel desse blog, né?

obrigado e abs a todos, fábio.

Roby Porto disse...

Ótima entrevista, Bala!
Tomara que muito do que a Hortência disse seja colocado em prática: como o intercâmbio do treinador(a) brasileiro no exterior e tudo mais.
Agora, Bassul e Iziane juntos? Alguém aí estaria engolindo um sapo enorme, e nós - ou eu -, cansados da primadonice da Iziane, saberíamos que a bomba explodiria a qualquer momento.

Chacal disse...

"...A seleção da Janeth, por exemplo, foi jogar uma competição sem que ninguém do elenco tivesse feito uma partida internacional. Isso não pode acontecer, né." Me parece óbvio que tenha sido a primeira experiência internacional dessas meninas, o que a Hortência quer? Meninas de 13 ou 14 anos viajando pelo mundo para jogar basquete?
No mais gostei das respostas, e gosto também do modo como a Hortência tem trabalhado na CBB, longe de ser uma figura decorativa, está de fato empenhada em reerguer o basquete feminino do Brasil.
Quanto a Iziane, ninguém aguenta mais essa conversa, acho que defender uma seleção está além de praticar um esporte, vc representa seu país, sua gente, não é como num clube, tem que ser algo mais importante, como era pra Hortência, Paula, Janeth, Oscar e muitos outros do basquete e de outras modalidades... A Iziane definitivamente não pensa assim, ela não está nem aí pra seleção, pois se tivesse teria aceitado a última convocação do Bassul, que foi obrigado a fazê-la.
A Iziane não tem RAÇA pra defender a seleção, joga muito bem, claro, ou não estaria onde está, mas não o suficiente para resolver alguma coisa. Como alguém já disse, o que ela conquistou como atleta em clubes? Que eu saiba apenas um título por Ourinhos, que aliás, ela ganhou sentadinha no banco de reservas!

Anônimo disse...

Neste titulo Nacional de Ourinho já se via uma "divergência" entre ela e o Bassul!!!!!

Bala, obrigado por abrir o seu Blog ao nosso amado Basquete Feminino.

Abcs

Anônimo disse...

Hortencia...e Bala...parabéns pela entrevista...só uma coisinha Hortencia:
No Basquete, aqui no Brasil..."O que passou, NÃO passou"...rsrs
Abraços

Fernanda disse...

Parabéns pela entrevista!!
Quanto ao caso Iziane , tenho certeza absoluta que ela nao mudou e nem vai mudar.Não se iludam com essa moça.
Hortencia, não caia nesse engodo, a Iziane já foi , agora é dar a oportunidade para quem realmente quer alguma coisa com a seleção e antes de tudo tenha respeito pelo nosso pais e abra mão de seus interesses pessoais em nome do coletivo em prol do basquete feminino e do Brasil.
Desculpe , rainha, mas é a minha opiniao.
Beijos

Anônimo disse...

O que me chamou atencao na entrevista sao as incosequencias;
1.Caso Iziane. Nao precisa mais comentarios.
2. Hortencia e dirigente, mas assume o papel de tecnica (ja frisado em outros comentarios).
2. Numa parte da entrevista ela diz "Quero, inclusive, levar a Janeth. Se acertar logo, levo o técnico da feminina também.". Em outra parte afirma que "Não sabemos quem será o técnico de nenhuma seleção. Teremos uma reunião agora com a diretoria da CBB para avaliar os treinadores de todas as categorias. Só depois decidiremos."
Pessoalmente nao me importa quem seja o tecnico da selecao mas acho impressionante a falta de respeito com que o Bassul tem sido tratado. Lendo so o noticiario (estou fora do Br) a sensacao e de que ele so fica se a Hortencia nao arrumar outro para o lugar. Pelo jeito ela precisa de alguem que aceite as convocadas dela :-) Fazendo um paralelo com o volei, o Ze Roberto teria que ter seguido a recomendacao (que ja e uma pisada na bola) do presidente da confederacao de volei e convocado a Fernanda Venturini na ultima Olimpiada.

/Sandro

Anônimo disse...

Concordo com o Sandro! "Não tem nenhum técnico definido e teremos uma reunião para avaliar todos os treinadores", mas fala abertamente que vai levar a Janeth para a Polônia, ou seja, a Janeth já está garantida e os outros não.
Fica clara a campanha dela para valorizar a companheira de quadra de todas as formas e, por outro lado, de tentar enfraquecer os demais, principalmente o Bassul.
Também acho que ela toda hora tenta entrar na parte técnica -
"Disse para a Franciele treinar por fora porque ela pode ser uma 4 mais aberta" - Pelo amor de Deus, não é a diretora da entidade que tem que entrar nestes assuntos com as atletas!
Vocês podem ter gostado, mas acho que nossa estrutura continua amadora, sem funções claramente definidas e respeitadas!

Anônimo disse...

Hortencia é rainha, diva, mara...ela pode tudo.
So faltou ela ir conversar com a Helen Luz.

Anônimo disse...

Bala, dá uma lida na entrevista de hoje no UOL com o Vanderlei falando sobre o Moncho!
Veja como ele é discreto e não entra hora nenhuma em assuntos que não são da área dele (planejamento, convocação etc...)

fábio balassiano disse...

anônimo, acabei de ler.
só tem uma diferença: a hortência é a diretora do departamento feminino da cbb.
o vanderlei, o coordenador de seleções.
ela cuida de tudo mesmo.
ele, dos times nacionais.

é normal, entende?
não a forma como ela se comunica, mas a comunicação ser, digamos, global.

abs

Marcel disse...

Bala, valeu pela resposta. Como disse antes, a entrevista foi boa. Falei da veêmencia pq acho que a Hortência tem que ouvir algumas coisas. Acho que fiquei com raiva dela por causa desse comportamento.

E novamente, valeu pela resposta. Tem blogueiro e jornalista (tipo Cosme Rímoli) por aí que não aceita críticas e nem se dá ao luxo de aceitar comentários que não os agradam. Apesar de achar que eu não te critiquei.

Abraço.

fábio balassiano disse...

fala, marcel, valeu pela volta aqui no blog.
achei maneiríssimo o seu comentário, e gostaria muito que todo mundo tivesse a sua indignação. ela é justa e bem lícita.

eu só quis te mostrar como eu trabalhei nessa entrevista, que, decididamente, não foi fácil de ser feita.

meu comportamento é sempre esse mesmo: críticas e perguntas serão sempre respondidas (as com educação, como foi a sua, claro).

abs e fique à vontade para retornar, criticar e perguntar sempre.

fábio

Marcel disse...

Bala, estou todos os dias passando por aqui.

Abraço.

Anônimo disse...

Bala, parabéns pela entrevista agora falta a Paula, nâo é?
Mas ainda ficou aquela pulga atras da orelha, quem será o novo técnico(a) da seleçâo???
Nunca entendi os critérios da CBB, e do Bassul.
Porque nâo a Lais Elena?
Porque nâo uma técnica extrangeira, já antenada no melhor do basquete mundial???
Esse ar fresco nunca chega na seleçâo feminina, afff...

Silvia disse...

Iziane é ridículo. Chega! A garota não vai querer entrar no esquema, é estrela, já deixou isso bem claro. A fila tem que andar, pelo amor de Deus! Quanto ao Bassul, é claro também que ela não o quer. Se quisesse, o cara tá aí, era só continuar o trabalho. Mas ela está certamente procurando outra pessoa que engula a queridinha dela (Iziane) e, caso não encontre, fica o Bassul mesmo. Ele que deveria ter mais orgulho e tirar o time do campo. Quero ver como ela (Hortência) ia se arrumar. O resto que ela falou é o básico, que já deveria estar sendo feio há muuuuuito tempo.