quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Muito Prazer, Adonis Sousa

Com 18 anos, o jovem Adonis Sousa já tem muita história para contar. Oriundo de uma família típica do basquete (seu pai, Marcelo Pará, foi um grande jogador das décadas de 70 e 80 e seu irmão, Dimitri, acaba de se transferir para a Itália com apenas 14 anos), o ala-armador de 1,90m sempre foi visto como uma jóia, mas nem por isso perdeu o ar lúcido, humilde, bem-humorado e educado que sempre o caracterizou. Depois de começar a sua carreira em São Paulo (Pinheiros e Espéria), se transferiu para o Olympiacos, da Grécia, onde ficou três anos. De volta ao país, está jogando no Paysandu antes de dar mais um passo de sua carreira: jogar no circuito universitário norte-americano. Confira o papo com mais uma revelação brasileira, que também possui cidadania grega e ainda não definiu por qual seleção atuará. Muito Prazer, Adonis Sousa.

BALA NA CESTA - Com 18 anos, você já passou por uma experiência européia, mas voltou ao país. Por quê dessa decisão?
ADONIS SOUSA- Fui muito cedo para a Grécia. Saí do Brasil com 14 anos e joguei três anos nas categorias de base do Olympiacos. Lá o time principal e as categorias de base funcionam como coisas distintas, e, por estar em meu último ano de juvenil e com a idéia de jogar um nível mais forte, preferi ir para os EUA. Estou no Brasil terminando meus estudos, para em agosto de 2009 poder ir para lá.

-Você está no Paysandu realizando um sonho de família. Conte-nos do porquê, e das diferenças entre o basquete de SP, da Grécia e o que encontra aí?
- Está sendo muito bom jogar aqui em Belém. Ganhamos a Copa Norte em Macapá e quis continuar aqui para jogar o estadual juvenil e o adulto, já que estava sem jogar em São Paulo. Está sendo uma boa oportunidade de não ficar parado. Sobre as diferenças, elas são muito grandes: o basquete grego é extremamente profissional e o brasileiro tem tudo para crescer, desde que haja apoio, incentivo e profissionalismo. Minha família por parte de pai é toda daqui, e tanto ele quanto meu tio começaram aqui e foram para São Paulo mais tarde. Atuar por aqui é muito especial por isso também.

- Agora que você vai pros EUA, como você vislumbra os próximos passos da sua carreira?
- Eu pretendo ir para os EUA, jogar primeiramente o Junior College e depois me transferir para uma Universidade. Pretendo jogar os quatro anos e me formar. Meu sonho continua sendo voltar para a Europa, pois com a minha dupla nacionalidade ajuda bastante.

- E em termos de seleção, em que pé ficou sua situação?
- Quando estava na Grécia participei de treinamentos com a seleção da minha idade, mas não cheguei a fazer nenhum jogo oficial, apenas amistosos. Fui convocado em 2006 para a seleção brasileira, mas fiquei sabendo depois de três dias pela internet, já o Olympiacos não foi informado de nada, e muito menos eu. Posso jogar tanto pelo Brasil quanto pela Grécia, mas ainda não pensei sobre isso. Prefiro esperar ser convocado para refletir sobre isso. Mas, sinceramente, agora só penso na minha ida pros EUA, e na minha carreira.
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JOGO RÁPIDO
Ídolo: Meu pai
Livro: Transformando suor em Ouro (Bernardinho)
Filme: Estrada para a Glória
Música: She's Fresh (Kool & the Gang)
Um amigo: Meu irmão (Dimitri)
Um sonho: Jogar uma Olimpíada
Meu jogo inesquecível e por quê: São dois: nas semifinais do campeonato grego juvenil de 2007, eu estava "zerado" o jogo todo, e estávamos atrás no placar. Fiz 18 pontos no último quarto e nos classificamos para a final; e um agora pelo Paysandu, quando fiz 29 pontos contra a Assembléia Paraense, a cesta do empate no tempo normal, os sete pontos da prorrogação e mais o arremesso de três no último segundo que nos garantiu a vitória
Uma comida: Pizza
Uma frase: "Chore no treino para sorrir no jogo"
Um técnico: Wagner Stefani, o Wagnão (Espéria e Paysandu)
Maiores virtudes: Nunca desistir e ser agressivo no ataque
Pontos a melhorar: Na defesa e na função de armador

5 comentários:

Anônimo disse...

"Fui convocado em 2006 para a seleção brasileira, mas fiquei sabendo depois de três dias pela internet, já o Olympiacos não foi informado de nada, e muito menos eu". Grande profissionalismo da CBB...Viva o Grego!!!

Giuliano disse...

Tirou as palavras da minha boca. Genial. Eu adoro a CBB.

Raul disse...

ele vai poder ir pro universitario americano depois de ter jogado na liga europeia?

fábio balassiano disse...

raul, vai, pois ele só jogou na divisão de base européia. mas a sua pergunta é boa.
a imprensa não se atentou para o fato quando disse que o ricky rubio poderia ir jogar em duke.
é um absurdo colossal!

abs, fábio

Anônimo disse...

Estranho ele estar atualmente jogando num local com nivel tão fraco de basquete... mesmo que seja para manter a forma...