sexta-feira, 31 de outubro de 2008

BEC: 'Manu: El Cielo con las Manos'

Caçula de três irmãos, o pequeno Emanuel pedia para a mãe levá-lo ao pediatra de dois em dois meses. Era baixo, queria crescer, e tinha medo de ver o seu sonho ser destruído por uma contingência genética. Não satisfeito, fazia exercícios físicos para ganhar alguns centímetros e pintava, eu seu armário que tinha uma foto gigante de Michael Jordan, as suas alturas para calcular até onde chegaria. Era determinação e alucinação.

Este mesmo menino começou a praticar basquete em sua casa, na cozinha, quando o amigo de sua mãe, Oscar 'Huevo' Sanchez (que posteriormente seria seu primeiro técnico na Liga Argentina), lhe ensinava a quicar a bola com os olhos vendados e desviando de mesas e cadeiras. 'Huevo', aliás, que foi a escola de Manu para dar um imenso "pito" na professora que ousou expulsá-lo de uma aula porque, vejam só, ele não parava de brincar com a pelota durante a classe.

Emanuel Ginóbili é craque, sabemos hoje, mas pouco de sua história de luta e sofrimento antes do estrelato foi contada. Sua estréia entre os adultos culminou com o rebaixamento do seu time do coração, o Bahiense (de Bahía Blanca), à liga regional B. O vice-campeonato Mundial em Indianápolis não teve a sua presença na final, lesionado que estava. Sua primeira temporada na Itália aconteceu depois da morte de seu avô, seu grande incentivador. Até o segundo ano na Itália, ele não havia vencido NENHUM título em sua carreira, nem nas divisões de base. Com a seleção argentina, não conseguia vencer o Brasil de Marcelinho até o juvenil. E por aí vai, no excepcional livro 'Manu: El Cielo con las Manos' ("Manu: o céu com as mãos", em português), escrito pelo jornalista Daniel Frescó (se quiser comprar, clique aqui). Obra, aliás, esgotada nas melhores livrarias de Buenos Aires, tamanha a idolatria ao camisa 5 portenho.

Poucos sabem, mas a esposa de Manu, Marianela, apelidada de Mani, é sobrinha de Sérgio Hernandez, atual técnico da seleção argentina. Seu irmão, Sebastian, ainda atua. Seu pai, Jorge "Yuyo", já foi técnico, dirigente e colaborador do time onde seus três filhos começaram e onde o ginásio, agora, se chama Emanuel Ginóbili.

Na cerimônia de reinauguração, em 2006, Manu não conseguia parar de chorar. Outro que não se continha era o porteiro do clube. Manu reconheceu o cidadão, o mesmo da época em que começou no clube aos sete anos, deu-lhe um imenso abraço e desandou a chorar ainda mais. Foram, juntos, até a entrada do novo ginásio, cortaram a fita comemorativa e continuaram chorando. Este é Manu, craque dentro e fora das quadra, e esta é a dica do 'Basquete é cultura' da semana.

O retorno de Splitter

Lesionado, Tiago Splitter perdeu parte da pré-temporada. Ainda recuperando a melhor forma, o brasileiro fez, no fim de semana, a sua estréia na Liga ACB, quando obteve 10 pontos e 5 rebotes em 22 minutos - foram seis desperdícios, prova de sua falta de ritmo.

Nesta quinta-feira, já mais "ligado", Splitter foi fundamental na nova vitória do Tau na Euroliga, que, aliás, também conta com João Paulo Batista, agora no Le Mans, da França (o ala somou 21 pontos e seis rebotes na derrota diante do Cibona).

Em Ljubljana, os bascos derrotaram os eslovenos do Olimpja por 91-90 com ótima atuação do brasileiro, que anotou 16 pontos (ele ultrapassou a barreira dos mil no torneio continental), quatro rebotes, três tocos e 24 de eficiência (o melhor de seu time). Seu rebote ofensivo a dois segundos do final deu origem ao arremesso da vitória, convertido pelo bósnio Teletovic.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Canto Greggoriano

Eu sei. Vai dar muito pano para manga, e a caixinha de comentários vai me detonar. Mas vamos lá: o que Gregg Popovich fez na partida de ontem entre Spurs e Phoenix Suns é absolutamente lamentável e patético para um treinador de sua estirpe. Não sou contra o hack-a-shaq (medida em que os adversários fazem faltas no pivô, que é péssimo da linha de lance-livre). Há momentos da partida em que a artimanha é "cabível", acho eu.

A atitude do (ótimo) técnico do San Antonio é de uma mesquinharia absurda. Fazer falta em O'Neal com cinco segundos do primeiro jogo da temporada, como que para mostrá-lo o que lhe esperaria no futuro, talvez mostre o que Pop sobre a modalidade. Algo como um "eu posso fazer TUDO para vencer". Para quem pensa assim, ele é um gênio. Para mim, um torpe seguidor da boçalidade em uma modalidade que não precisa de tal atitude para crescer e ganhar espaço.

A falta faz, sim, parte do jogo. Absusar deste direito para vencer uma partida ou intimidar o seu adversário, não. Já passou da hora de a NBA agir contra isso. A tal manobra mancha o espetáculo e abre espaço para palhaços como Popovich agirem livremente. Abaixo a imagem do lance, e saio fora antes que a caixinha me destrua por completo.

O lado B de Branca

É difícil de acreditar, mas aconteceu. Aquela jogadora intempestiva deu lugar a uma pessoa calma, didática e que não levanta a voz à beira da quadra. Branca, vice-campeã olímpica em 1996, e em seu segundo vôo como técnica (ela começou em Piracicaba), nem de longe lembra a menina de cabeços louros (ou brancos?) que encantava a todos e aprontava todas. Atenta e ao mesmo tempo discreta dirigindo o time de Americana (líder invicto do Nacional Feminino até o momento), ela conversou com o blog após a vitória de seu time sobre a Mangueira e deu opiniões firmes a respeito do torneio, seleção brasileira e da atual situação do basquete brasileiro. Mas não assuste, a essência dela ainda está bem presente.

BALA NA CESTA: Te surpreendeu o convite para dirigir Americana?
BRANCA: Confesso que já havia deixado o basquete um pouco de lado quando o Ricardo, diretor do time, entrou em contato comigo. Fui pega, sim, de surpresa. É muito sedutor vir treinar um elenco como este, com a estrutura que possuímos e com a tranqüilidade que me passaram.

- E como é a técnica Branca? Você está muito mais para uma conciliadora do que para uma “desesperada” à beira da quadra, não?
- Temos um time organizado, com variações táticas e bons valores individuais, mas que ainda peca muito na leitura de jogo (em inúmeras vezes Branca chamou as atletas, em especial as jovens Barbara e Renatinha, para um papo individual). Acho, também, que elas demoram muito para ditar o ritmo do jogo. Mas isso vem com o tempo e com os treinamentos, não tem jeito. Sou uma técnica que acredita mais nos treinos do que em qualquer coisa. Não adianta eu fazer um show aqui do lado de fora se não tiver ensinado a elas antes. Isso pode ser uma grande virtude ou um grande defeito, mas eu olho muito para o meu time. Já tive técnicos que sabiam tudo sobre os adversários, mas que esqueciam de cuidar do seu, do básico. Eu prefiro saber tudo sobre o meu elenco, e como melhorá-lo no dia-a-dia.

- Como foi essa mudança de jogadora para técnica?
- Natural, natural mesmo. Não posso “pilhar” as meninas o tempo todo. Preciso ser polida e falar pouco. Acho que as atletas é que devem tomar as decisões dentro de quadra. Você não me verá na beira da quadra “chamando” a jogada do meu time (no intervalo, Branca analisou as estatísticas ao lado do assistente por cinco minutos antes de entrar no vestiário para uma breve instrução; em seus tempos, fala pouco; e jamais berra com o time). Fui armadora e sei que isso é péssimo para quem está comandando o time dentro das quatro linhas.

- E a relação com o Paulo Bassul, técnico da seleção feminina, que está vivendo em Americana? Ele já foi a algum jogo da equipe?
- O Paulinho foi a apenas um jogo do nosso time (contra Ourinhos), e acho que ele deveria vir em todos. Não pela cidade, mas para acompanhar o desenvolvimento das atletas que jogam no país, e em diferentes situações de jogo. Não adianta ficar atrás do computador vendo estatística. Isso é enganoso. Me causa estranheza que ele não venha ver as partidas, sinceramente.

- Falando em seleção, como você viu o desempenho em Pequim?
- O Paulinho não tem relação com as atletas dele. Isso é muito nítido. Eu, por exemplo, tenho o meu grupo na mão. A Karla, que não jogou hoje, está machucada e estou “comprando a briga dela” para que ela não agrave a situação. Elas sabem que é assim que funciona. A minha liderança não é imposta. Ela foi aceita pelo grupo, que concorda com a filosofia de trabalho.

- O caso da Iziane tem a ver com isso que você diz?
- Sim e não. A Iziane errou, mas o problema dela com o Paulinho vem de longe e nunca foi resolvido. No Pré-Olímpico o Bassul não tinha opção. Mas o fato é que perdemos uma jogadora de altíssimo nível. Outra coisa: a seleção brasileira vai para uma Olimpíada com 15 dias de treinamento, com menina se encontrando no meio do caminho e com a Érika pedindo dispensa por causa de seguro. É difícil engolir isso. O basquete ainda não é sério por aqui.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Da Prancheta

7.600 - Esta foi a média de público da quinta rodada da Liga ACB, da Espanha, a segunda maior da história - a melhor, de 7.858, aconteceu na 16ª rodada da temporada 2005-2006. O torneio também registra 6.738 torcedores por partida nos ginásios, cerca de 400 a mais que da temporada passada, a recordista até então.

De outro planeta

Derrick Rose não parece ser desse planeta. O menino de 20 anos me joga uma temporada universitária em Memphis, é escolhido na primeira posição do Draft da NBA, barra o antigo titular da sua nova equipe (Kirk Hinrich) e estréia na liga em casa, a sua cidade natal aliás. Aí você pensa: "esse cara vai sentir a pressão em algum momento. Não é possível". Neca. O garoto ficou em quadra por 32 minutos, portou-se como um líder experiente e assinalou 11 pontos (3/9 nos arremessos), nove assistências (com quatro erros), três roubadas e quatro rebotes. Seu time, o Chicago Bulls, venceu o Bucks por 108-95. Por mais que se tente, vai ser difícil não criar expectativas grandiosas em cima dele.

Nos outros jogos, outro calouro de peso também estreou, mas de maneira diferente: Greg Oden torceu o tornozelo e viu o seu Portland ser surrado pelos Lakers por 96-76 fora de casa. O Boston, atual campeão, sofreu, mas bateu o Cleveland por 90-85 em seus domínios. Pierce foi o cestinha com 27 pontos, e Anderson Varejão teve nove pontos e rebotes.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

A (quase) surpresa da Mangueira

Hoje fui ver a vitória da ainda invicta equipe de Americana, de Adriana Santos (foto), sobre a Mangueira (75-72). Destaque para a armadora Barbara (jogadora cerebral, conforme um leitor já havia comentado, mas ainda com deficiências corrigíveis) e a ótima ala Renatinha (duas convocáveis, aliás). Na quinta-feira, sai por aqui uma entrevista com a técnica Branca. Ótimo papo.

A partida foi surpreendentemente muito equilibrada (47 pontos de vantagem no primeiro turno), e a equipe carioca mostrou evolução novamente. Ponto para o técnico, Guilherme Vos, e para as atletas, em especial as alas Clarissa (que, por ironia, errou a bola final que levaria à prorrogação), Julia (20 pontos) e ao "carrapato" chamado Camila, estupenda na marcação.

Em ótimo post, aliás, Bert analisa o Nacional Feminino. Assim como ele, o especialista, destaco a ótima fase de Iza, agora em Catanduva, e lamento que Paulo Bassul, em Ourinhos, não tenha dado espaço para a atleta em sua real posição. A ala (posição 3) ainda precisa e pode evoluir muito, mas já é, de longe, uma das maiores revelações do basquete brasileiro.

Kobe Bryant ataca no Guitar Hero

Kobe Bryant, Michael Phelps, Alex Rodriguez (craque do Baseball e apontado como o novo namorado da Madonna) e Tony Hawk (do skate) se juntaram para o anúncio do Guitar Hero World Tour, novo jogo de vídeo-game.

Parodiando a clássica cena de Tom Cruise em "Negócio Arriscado" (Risky Business), quando o jovem ator foi alçado ao estrelato cantando 'Old time Rock and Roll', de Bob Seger (veja aqui), Kobe Bryant brinca com o microfone na mão. Veja o desempenho do craque no vídeo abaixo.

Palpitões da NBA

Hoje à noite começa a mais empolgante temporada da NBA dos últimos anos. Na minha cabeça, onze franquias (mais 1/3 dos times portanto) podem chegar à final (Lakers, Jazz, Spurs, Rockets, Mavs, Suns, Denver e New Orleans no Oeste; Boston, Pistons e Cleveland no Leste). Mas a liga não é só isso. Mesmo arriscando-me a levar uma saraivada de críticas, arrisco alguns palpites para a temporada. Desde já a caixinha de comentários está aberta para a análise e os pitacos de vocês, leitores.

FINAL DO LESTE: Cleveland Cavs e Boston Celtics

FINAL DO OESTE: Los Angeles Lakers e New Orleans Hornets

FINAL DA NBA: Lakers e Boston (Los Angeles como campeão)

MVP: LeBron James (foto)

MELHOR DEFENSOR: Dwight Howard

TIME REVELAÇÃO: Portland Trail Blazers

SURPRESA POSITIVA DA TEMPORADA: Nenê

CALOURO DO ANO: Greg Oden

MELHOR TÉCNICO: Nate McMillan

TIME DECEPÇÃO: Miami Heat

JOGADOR DECEPÇÃO: Lamar Odom

MALA DO ANO: Mark Cuban

PRIMEIRA CONFUSÃO DE RON ARTEST: No segundo mês da liga

Agora é com vocês!

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Aplausos para Wlamir Marques

Quase sempre me arrependo muito de não ter visto Wlamir Marques e Amaury Pasos em quadra. É horrível ouvir aquelas histórias dos mais antigos e no dia seguinte se deparar com os espetáculos que vemos nestes dias nas quadras. Por outro lado, é ótimo saber que o mesmo Wlamir se mantém lúcido em seus comentários, e dá uma aula de como a memória esportiva desse país é/está esquecida. O desabafo, em sua Comunidade do Orkut, merece toda a atenção. Vamos lá:

"No mês de Janeiro de 2009 a seleção brasileira de basquete masculina estará comemorando 50 anos pela conquista do 1º Campeonato Mundial de Basquete realizado em Santiago do Chile. (...) Escrevo esse texto com antecedência porque são muitas as pessoas que me telefonam querendo maiores informações sobre a nossa conquista no Chile. (...) Me parece que há uma grande curiosidade, muitos querem saber como foi. O Ministério dos Esportes prepara um encontro dos remanescentes atletas com a Presidência da República, jornais desejam entrevistas, as TV's querem gravar testemunhos. É incrível como esse país possui história, só não possui memória, ainda mais com algo que não é futebol. Conto coisas que o país inteiro deveria conhecer. Deveria saber das suas conquistas, e no entanto ainda surpreendo os entrevistadores quando conto como foi e como aconteceu. No Brasil me dá a impressão que quando as pessoas morrem tudo acaba, não há quem conte a história. Até quando essa façanha será contada? Até acabar?", Wlamir Marques.

Palmas para Wlamir Marques, e que esta história não seja esquecida.

A volta dos grandes pivôs

Quem se acostumou, como eu, a ver a NBA do começo da década de 90 deve se lembrar: Michael Jordan ditava as cartas, mas a liga tinha a sua força mesmo era dentro do garrafão. Ewing, Hakeem, o começo de Shaq, David Robinson, Brad Daugherty, entre outros. Pois bem. Depois de longo inverno, o torneio que começa amanhã traz de novo essa leva dos grandes pivôs ao cenário.

Com Dwight Howard (foto), do Orlando Magic, à frente de todos, os grandes pivôs estão de volta à NBA. Andrew Bynum, do Lakers, ainda tem muito a provar, mas é forte candidato a entrar na lista, onde ainda se encontra Shaq O'Neal e possui, também, os ótimos Okur (Utah), Yao Ming (Houston), Tyson Chandler (New Orleans) e os improvisados Chris Bosh (Toronto) e Al Horford (Atlanta).

Outros que podem entrar no seleto grupo são Andrew Bogut (Bucks), Greg Oden (do Portland, e a maior promessa do ano), o brasileiro Nenê (Denver), Chris Kaman (Clippers) e Marc Gasol (Memphis).

Pode parecer pouco, mas em uma liga tão equilibrada, possuir um pivô nato traz grande vantagem. Foi assim que o modesto Kendrick Perkins, do Boston, se destacou na última final contra o Lakers. É bom ficar de olho: os grandões estão aí, e farão de novo toda a diferença.

Novidade na Rede

Os jovens Felipe Morisson e Thiago Anselmo tiveram a ótima idéia de lançar uma revista eletrônica de basquete. Acompanhei o desenvolvimento da dupla, e o resultado é a primeira edição da "Lance Livre", já disponível para download. É só clicar aqui e começar a leitura. Parabéns à dupla!

domingo, 26 de outubro de 2008

Alto-falante

"Me surpreendi com as atitudes dele (Anderson Varejão). Conheço muito bem o irmão e a família do Varejão e não esperava por isso. Ele arranjou uma contusão logo na véspera de um Pré-Olímpico. Antes, para mim, ele estava entre os melhores, junto com o Tiago Splitter e o Alex. Agora, se eu tivesse poder, ele não voltaria à seleção"

"Não vejo futuro (para a seleção), pois não há um presente. Agora a Liga ficará nas mãos dos clubes. No Brasil ninguém assiste os campeonatos nacionais de Basquete. Só a seleção para alavancar a paixão do brasileiro pelo esporte. É só olhar o exemplo do Vôlei."

"(Kobe Bryant) é o melhor do mundo. Para mim é melhor do que o Michael Jordan. É mais alto e arremessa melhor"
As frases acima são de Oscar Schmidt em entrevista ao site da Gazeta. Só uma coisinha, Mão-Santa: Kobe e MJ têm exatamente a mesma altura, 1,98m. Sobre os arremessos, é melhor nem comentar.

A maior zebra do Nacional Feminino

O Rodrigo já falou quase tudo em seu ótimo artigo sobre a vitória da Mangueira em Recife, mas vale a pena dar uma olhada na estupenda performance da ala Camila: foram 18 pontos (em 7/7 nos arremessos), dois rebotes, nenhum erro, três assistências e 26 de eficiência. Atuação perfeita da ex-jogadora do Botafogo, que ajudou a equipe carioca a pintar de verde e rosa a maior zebra do Nacional Feminino até aqui.

Na terça, as mangueirenses enfrentam Americana, ainda invicta, em casa. Uma nova vitória beira a "prêmio de loteria", mas quem sabe.

sábado, 25 de outubro de 2008

Novidades do Norte

Pela primeira vez na história o Paysandu foi o campeão da Copa Norte de basquete, ao vencer o São José, do Amapá, por 89-60. Cestinha da partida final com 26 pontos e da competição com média de 20 por partida, Adonis Sousa merece destaque mais uma vez. Com 18 anos completados neste sábado (parabéns!), o jogador ainda tem futuro indefinido. Seria legal se a CBB pudesse dar uma mão para não perdermos mais um jovem talento - o atleta possui cidadania grega também.

Veja abaixo a reportagem da final da competição (é sério, é basquete mesmo!).


Direito de Resposta

A comissão técnica do Club Municipal não gostou do que escrevi por aqui acerca da partida contra o Fluminense/Villa Rio. Vamos ao comentário:

"É muito triste ver pessoas que nunca calçaram um tênis de basquete, ou se calçaram, foram insignificantes para o esporte falando de "planos de jogo", "sistemas táticos", "bagagem tática", etc...

É mais triste ainda este espaço, que deveria criticar construtivamente e não fazer política contra A,B ou C, meter pau em quem está se esforçando para fazer basquetebol, para termos um campeonato digno. Pq nao criticar os times que não montaram, os investidores, a mídia que critica e ninguém dá uma solução, ninguem se apresenta para ajudar... Também tivemos um garoto de 17 anos (Número 15, Eduardo Costa) e nem foi citado. Muito bom criticar e falar sem saber de uma realidade que existe e falar de políticas de cartas marcadas ao invés de se divulgar uma política esportiva, apoiar, dar suporte...

Por fim, está sendo organizado um curso de Técnica em Basquetebol em nível de Pós Graduação com a chancela de 2 grandes Universidades do Rio. Pessoas que se acham no direito de falar, criticar, deveriam buscar ter capacidade para fazer este curso para assim ter conhecimento para poder criticar tecnicamente. Curiosos temos demais neste país...Queremos e precisamos de ajuda, investidores, pessoas afim de fazer e promover o Basquete!

Comissão Técnica do Club Municipal".
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Fico, sinceramente, feliz com o comentário, mas não posso deixar de falar só algumas coisinhas. Vamos lá:
- Pisar, ou não, na quadra, não muda a capacidade de análise de um blogueiro/comentarista/analista. Isso depende de estudo e, sim, curiosidade para aprender. Há ótimos comentaristas que nunca pisaram na quadra, e péssimos comentaristas que jogaram demais.
- Jamais falei em "política de cartas marcadas", e nem sei o que seria isso. Se o pessoal do Municipal sabe, é bom que digam ao público.
- Se o pessoal que vê o basquete brasileiro hoje está satisfeito com o desempenho técnico, muito bem. Eu não me contento com pouco. Ficar fora de Olimpíadas, praticar um jogo que não se vê no mundo há 20 ou 30 anos e abusar de erros de fundamento não fazem parte do que EU espero da modalidade.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Da Prancheta

8 anos - Somado, este é o tempo da experiência do quinteto titular do Memphis Grizzlies, o mais novo da liga que começa na próxima semana. Os calouros O.J. Mayo e Marc Gasol juntam-se aos pouco experientes Rudy Gay (duas temporadas), Darki Milicic (cinco) e Mike Conley (uma).
Será que dá resultado?

BEC: 'Franca: A cidade que respira basquete no país do futebol'

Embora a modalidade tenha, segundo registro, chegado ao Brasil em 1908, a cidade só conheceu o basquete 20 anos depois através do jornalista José Cyrino Goulart, que levou bola e ensinou as regras do jogo até então estranho. "Sinhô" Goulart, como era conhecido, se tornou técnico, e Franca ganhou o seu primeiro time, que treinava exatamente no centro da cidade - onde, atualmente, funciona uma agência do Banco do Brasil.

Um dos atletas da pioneira equipe, que atuava com um sistema de três no ataque e dois na defesa, se chama Chico Cachoeira, pai dos irmãos metralha Hélio Rubens (na foto), "Totó" e Fransérgio, e avô de Helinho. Ele é o personagem principal do segundo capítulo do livro 'Franca: A cidade que respira basquete no país do futebol', de Fabricio Gomes, lançado em 2003 pela editora Ribeirão Gráfica.

O livro tem defeitos (lança um olhar muito imparcial sobre a cidade, por exemplo), mas é um belo registro histórico da equipe, de seus craques e de suas mudanças (inclusive de nome) ao longo das décadas. Mostra os ídolos, a vida de Pedroca, gênio local, e como a modalidade modificou a vida na capital do sapato. Não existiria basquete no Brasil sem o amor de Franca pelo esporte. Por isso, vale a pena ler o livro, que é a dica do "Basquete é cultura" desta sexta-feira.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Alto-falante

"Sou um dos melhores do mundo porque jogo com paixão e coração em todos os momentos. Minha carreira na NBA está sendo um sucesso por causa dessa agressividade. Sou muito difícil de ser parado, independente de quem me defenda. Quem diz o contrário, peço que me analise direito por um tempo, ou que preste muita atenção a uma partida completa"

A frase é de Pau Gasol, ala-pivô espanhol do Los Angeles Lakers, ao diário Orange County. Que humildade, hein...

Retrato Fiel

Fui ver a terceira rodada do Cariocão-2008 nesta quarta-feira, nas Laranjeiras. Nos dois jogos houve prorrogação. Na preliminar o Iguaçu venceu o Cabo Frio por 67-63. No jogo de fundo, o Fluminense/Villa Rio perdeu por 82-80 do Municipal. E é sobre este jogo que eu gostaria de me deter. Rodrigo, armador tricolor de 17 anos e já citado aqui uma vez, merece outra elogios outra vez. De resto, só críticas.

A começar pelo uniforme do Municipal, que possuía dois patrocinadores distintos às costas. Passando pela apresentação dos times (fora da ordem numérica e anunciando atletas que não entraram em quadra). Continuando com a arbitragem, mais uma vez sem critérios (uma falta anti-desportiva foi anotada, e na jogada seguinte, idêntica, o apitou não soou). E terminando com a bagagem tática dos dois times, que praticamente inexiste.

Aristônio Leite e Marcio, o técnico tricolor, tiveram comportamento digno fora de quadra - com exceção das pranchetas atiradas ao chão deste último. Mas o que se viu de seus times dentro dela foi um retrato fiel do que é o basquete brasileiro da atualidade: uma série absurda de arremessos de três, falta de jogo com os pivôs (nenhum passe para os gigantes, poxa!), erros anormais de fundamentos e pouca infiltração nos garrafões (com isso, o basquete limitou-se a tiros de longe).

É injusto cobrar qualidade técnica de equipes juvenis e ou formada por atletas que não se dedicam à modalidade integralmente? Pode ser, mas espera-se um mínimo de cuidado tático em uma partida.

Apenas uma observação final: neste post não há nenhuma imagem porque a FBERJ não disponibiliza absolutamente nada em seu site. Peço perdão aos leitores pelo texto longo e sem nenhuma foto, mas este, também, é um dos reflexos da realidade do basquete carioca. Basquete carioca que, diga-se, é alinhado à CBB.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Que oposição é essa?

E o basquete segue ladeira abaixo. Eis que agora a Federação Paulista de Basquete, a FPB, envia uma carta aberta ao presidente da CBB, e informa que não haverá mais árbitros e mesários de São Paulo no Nacional feminino da entidade. Tudo bem, beleza, mas sem querer discutir o mérito da questão, ficam aqui algumas perguntas:

- Dá para acreditar na "revolta" de Toni Chakmati, o presidente da FPB (foto), que já brincou de aliado-oposição-aliado-oposição de Grego?
- Toni é um dos possíveis candidatos a presidente da CBB no próximo ano. Será que tem alguma relação com a carta aberta?
- Até quando os clubes ficarão no meio deste tiro cruzado? Não chegou a hora de as meninas terem a sua própria liga?

A caixinha está aberta para as respostas.

A Euroliga e sua estrela maior

"Voltar a atuar em um basquete coletivo foi algo que realmente me encantou por aqui. Joguei por quatro anos na NBA e lá é diferente. Senti que seria bom para vivenciar todo aquele espírito de equipe novamente. Ainda não tive a oportunidade de atuar em frente aos nossos torcedores. Quero ver como eles são loucos e fanáticos pela nossa equipe. Estou ansioso por isso"

"Eu acho que é uma comparação muito precisa (que a Euroliga é uma mistura do fanatismo dos torcedores da NCAA com o profissionalismo da NBA). E também acho que ano após ano a qualidade técnica está crescendo. O basquete europeu está cada vez melhor e mais ágil."

"Acho que eu sou apenas o primeiro homem que quis vir para a Europa nesta fase da carreira. Sendo um pioneiro ou não, senti-me confortável para este desafio. Tenho a certeza de que serei o primeiro, e outros virão tentar a sua sorte aqui também"

O autor das frases, em entrevista ao site oficial da Euroliga, é Josh Childress, maior estrela da Euroliga que começa, oficialmente, nesta quarta-feira - na segunda, o Tau, sem Tiago Splitter, bateu o Fenerbahce por 80-70. Seu time, o Olympiacos, só estréia amanhã, contra o Avellino, na Itália. Além do time do brasileiro, o CSKA (atual campeão) e o Maccabi surgem como os favoritos ao título mais importante do continente.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Festa na Big Apple

A crise econômica chegou forte, é verdade, mas a garotada de Nova Iorque parece não estar muito preocupada com isso. No domingo, o Knicks decidiu realizar um treinamento aberto ao público (o que é raro por lá) na Universidade de Pace. Resultado? O time que só faz vexame há, no mínimo, quatro ou cinco anos levou 1.200 torcedores ao ginásios. Quanta diferença, hein...

A Ressurreição de Marquinhos

"Marquinhos é o melhor ala (3) do Brasil". Ouvi isso de um amigo recentemente, e é a mais pura verdade. Problemas psicológicos e má gestão de carreira a parte, se formos analisar somente a atual fase do jogador, agora no Pinheiros, não há o que contestar. Liderando o elenco do time da capital no Paulista (11-4), o campeonato mais forte do país, o atleta, que ainda precisa ganhar mais força física, faz muito bonito, e em todas as categorias (todas!).

É o quinto cestinha (20,64 pontos), o 17º entre os reboteiros (5,64), o décimo nas assistências (4,14, ótimo número para um ala), o 15º em roubadas (1,64), o 10º em tocos (0,79), e o sexto com melhor aproveitamento nos três pontos (42,8%) e nos dois pontos (63,1%). Com todos esses predicados, o habilidoso Marquinhos é o mais eficiente da competição até aqui (com 23,21 pontos).

Pode ser o começo da volta de uma das maiores promessas do basquete brasileiro nos últimos anos. Que a cabeça de Marquinhos continue em alta, porque do seu basquete nunca tivemos dúvidas.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Da Prancheta

39,2 - Esta é a média de erros em partidas do Nacional Feminino de basquete. O nível técnico da competição é bom, sim, mas a falta de cuidado com a bola e ou a falta de fundamentos das atletas assusta. Será, também, que o tempo de intervalo entre as partidas está sendo suficiente para uma recuperação física e técnica adequada?

Falando nisso, o Bert, lá no PBF, faz uma pergunta pra lá de pertinente: quando é que o Nacional começará a ser transmitido na TV?

Trio de ouro

As três jogadoras que mais deram alegrias ao basquete brasileiro seguem brilhando. Cada uma a sua maneira, mas seguem. Janeth, com seu (ótimo) centro de novos talentos, viu seu time mirim ser campeão recentemente. Em seus blogs, Hortência e Paula escreveram ótimos artigos. A Rainha falou sobre o provável fim das reeleições nas Confederações. Magic Paula foi mais além: participou de uma audiência pública no Senado sobre o desempenho do país em Pequim e políticas públicas (!?) de esporte no país. Termino com as palavras de Paula:

"Infelizmente todo investimento no esporte de rendimento não chega na ponta, ou seja, no atleta. Onde está sendo aplicada toda esta grana? Qual o critério? Qual o sistema de avaliação? Quais são as metas das Confederações? Enfim, comparando o nosso esporte e a construção de uma casa, estamos com um telhado caríssimo e sem o alicerce necessário. Temos um orçamento para o esporte de primeiro mundo e o planejamento de terceiro mundo. Urgentemente precisamos investir na base da pirâmide. Este material humano encontra-se na escola e será na escola que se encontra um grande celeiro de futuros campeões. Sei que não é função da escola formar os campeões, mas é na escola que podemos voltar a colocar estas crianças brincando de fazer esporte"

domingo, 19 de outubro de 2008

O invicto que restou

Cinco rodadas se passaram, e agora só Americana, que venceu o Floripa fora de casa por 76-44 (Karla, na foto, fez 15 pontos), permanece invicto. São Bernardo, que até semana passada não havia perdido, tropeçou diante de Santo André, Americana e Ourinhos (hoje).

A classificação está assim: 1) Americana 2) Ourinhos 3) Santo André e Catanduva (destaque para Iza, recém-chegada e em ótima fase) 5) São Bernardo 6) Sport. Os quatro primeiros avançam.

Vale ficar de olho em alguns jovens destaques até aqui: Bárbara, Renatinha e Karina (Americana), Iza (já citada), Priscila e Lais (São Caetano).

Alto-falante

"A única coisa que eu chamo de covardia é quando um time está ganhando de dez pontos e faz isso (o Hack-a-Shaq). Esta é uma estratégia covarde, o (técnico) Popovich sabe disso, e eu os farei pagar pelo que fizeram"

O desabafo é de Shaquille O'Neal, pivô do Phoenix, reclamando da estratégia pra lá de duvidosa do San Antonio nos últimos playoffs - o jogador, cujo lance-livre é deficiente, era deliberadamente agarrado pelos Spurs. Até acho que o pivô tenha razão nas lamúrias, mas é difícil acreditar que ele ainda consiga fazer algo de muito útil com a bola nas mãos. Com as palavras ele ainda se vira muito bem...

sábado, 18 de outubro de 2008

A estréia de Patrick Ewing Jr.

E Mike D'Antoni atendeu aos pedidos. Na segunda vitória do New York Knicks na pré-temporada, desta vez contra o Boston Celtics (104-97), o novato Patrick Ewing Jr. saiu do banco pela primeira vez em sua carreira. E fez bonito. Anotou dois de seus quatro pontos em uma cravada feroz, acertou seus dois lances-livres e ainda apanhou quatro rebotes. Quer ver como foi a enterrada? É só clicar abaixo!

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

BEC: 'King of the court'

Pouca gente sabe, mas LeBron James já participou de um programa de televisão. Participar é modo de escrever, porque o craque, que acaba de lançar o seu documentário ('More than a Game'), já foi astro principal do estupendo 'King of the court', atração de seis episódios produzida pela Nike, transmitida pela MTV2 americana em setembro de 2005 (o reality foi líder do horário entre jovens de 18-34 anos, das 20 às 21hs) e com a participação dos também feras da NBA Ben Gordon (Chicago Bulls) e Andre Igoudala (Philadelphia 76ers).

A idéia é simples: a organização do programa colocou cartazes em duas cidades (Nova Iorque e Chicago) e pediu aos interessados em participar de um duelo de basquete de rua para se apresentar na segunda-feira seguinte em uma das quadras locais. Publicidade feita, e a repeção por parte dos americanos foi espantosa: cerca de três mil postulantes em cada localidade. Na Big Apple, o nativo Ben Gordon comandou o recrutamento, apesar de ser jogador do Chicago, onde Igoudala, nascido em Illinois, ficou responsável pela seleção.

LeBron James aparece para dar dicas aos participantes e, que sorte!, brincar de um contra um em alguns momentos. Após a seleção dos 12 melhores de cada cidade, os atletas se encontram em Nova Iorque para a decisão do melhor time de basquete de rua do país - aliás, a qualidade técnica apresentada beira o absurdo, e o jogo final é excepcional. A idéia do programa, de acordo com LeBron, é mostrar que o basquete de rua pode ser coletivo, e não privilegiar somente o talento individual dos atletas.

Mais interessante do que ver os episódios (que estão disponíveis na internet) é verificar como o basquete é muito mais do que um esporte por lá. Nos EUA, a modalidade serve, também, para explicar como a sociedade age, pensa e encarna o pensamento americano de viver. Por trás de 'King of the court' existe isso, e não é difícil de verificar. Esta é a dica do "Basquete é cultura" da semana.

Anderson Varejão no Phoenix Suns?

Este camisa 15 do Phoenix Suns é o novato Robin Lopez. Com vasta cabeleira e magro pra chuchu, quem diria que não é o brasileiro Anderson Varejão, que joga no Cleveland Cavaliers? Quando abri o site da NBA nesta quarta-feira, confesso que me assustei!

E aí, tem mais algum caso de semelhança assim no basquete? É só arremessar na caixinha!

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Alto-falante da caixinha

"Não é hora para discutir seleção, Iziane, ausência constante da Érika, contusões freqüentes da Micaela, o entra-e-sai da Claudinha, os afastamentos da Adrianinha, nem a Majestade do Sr. Bernardinho. Vamos COBRAR, sim, uma completa RENOVAÇÂO na CBB (inclusive a saída OFICIAL do Sr. Barbosa) e pensar em seleções de base, incentivo aos clubes para criação de escolinhas e a volta das transmissões pela TV aberta. Mesmo que seja pelo canal REDE VIDA, TV Senado. As grandes emissoras não irão mesmo investir num esporte em crise. Obrigado, BASSUL, e BOA SORTE. Precisamos do teu talento, da tua juventude e esperamos pelo teu amadurecimento. Nós basqueteiros sabemos esperar por uma grande virada. Bastidores são como grandes jogos: Luta, suor e emoção!"

O desabafo, bonito, emocionante e pra lá de lúcido, veio da caixinha de comentários na entrevista de Paulo Bassul a este blog. O autor é o Marbez, e merece todo o crédito. Parabéns, e que outras manifestações como estas apareçam, aqui neste blog e no basquete em geral!

A família Knicks

Responda rápido: quem foi o maior ídolo do New York Knicks na década de 90? Onze entre dez torcedores da franquia dirão Patrick Ewing, o lendário pivô da Big Apple.

Pois bem. Eis que, de uma tacada só, a franquia, talvez querendo reviver os momentos de glória do passado, contrata o filho de Ewing, Patrick Jr., e o rebento de Ernie Grunfeld, Dan, cujo papai passou 18 anos com os Knicks como jogador, assistente técnico e executivo. A iniciativa de trazer a dupla da foto ao lado para a pré-temporada partiu de Donnie Walsh, diretor-geral do time.

Só tem um probleminha: após três amistosos, nenhum dos dois entrou em quadra e lutam fortemente para estar entre os 14 atletas sob contrato no começo da temporada. A lista sai em dez dias, e até agora Mike D'Antoni, o técnico, não parece muito inclinado em colocá-los no grupo. Uma coisa, porém, é certa: para uma franquia tão arrasada nos últimos anos, rever, ao menos nas costas da camisa, um nome como Ewing e Grunfeld valeria muito.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Alto-falante

"Tanto eu quanto os outros técnicos dos grandes times da Europa vivemos muito bem. Temos excelentes contratos, ótimos jogadores e disputamos vários títulos por ano. Por isso eu rebato a sua pergunta com outra: você acredita mesmo que eu queira começar uma nova vida aos 49 anos?"

A frase é de Ettore Messina, treinador com mais títulos na Europa na última década, em resposta a uma pergunta do repórter do Toronto Globe & Mail sobre um possível convite da NBA. O italiano provou ser tão bom com as palavras quanto é com a prancheta.

As reflexões de Paulo Bassul

Antes de desligar o telefone, Paulo Bassul diz: “Rapaz, vou apanhar meu filho no colégio. O Thiago se tornou um baita companheiro nestes momentos”. Tem sido assim a rotina do técnico da seleção brasileira e ex-comandante de Ourinhos. Em casa e curtindo a família como há muito não fazia, o treinador, feliz, lúcido e pensativo, tem se dedicado a planejar o próximo ciclo do basquete feminino, a analisar porque a campanha na Olimpíada não foi boa e, claro, projetar o seu futuro. Foi isso que ele conversou com o BALA NA CESTA nesta entrevista.

BALA NA CESTA: Bassul, em primeiro lugar gostaria que você esclarecesse a sua saída de Ourinhos.
PAULO BASSUL: Após o Paulista os dirigentes me comunicaram a decisão que haviam tomado. Desde que assumi a seleção, eles falaram do descontentamento por eu ficar fora de Ourinhos por um período grande do ano. Assim como acredito que um técnico deve ter autonomia para escalar a equipe, penso que é atribuição do dirigente definir quem ele quer no comando. Portanto, respeito a opinião e o desejo deles, e saio tranqüilo, mesmo enfrentando isso pela primeira vez na minha carreira.

- Então o aspecto de trabalhar em seleção e em clube acabou, sem querer, atrapalhando no desenrolar do trabalho em Ourinhos.
- Pode-se dizer que sim. É perfeitamente possível se acumular as duas funções porque os campeonatos sempre pararam durante o período de seleção. O problema é que, para acertar o calendário, todos concordaram em prosseguir com o Paulista deste ano mesmo com a seleção em atividade. Diante disso, Ourinhos teve que contratar atletas para suprir as ausências das “selecionáveis” (Karen, Chuca e Micaela). O time ficou com excesso de alas e isto acabou tirando tempo de jogo e confiança delas quando voltamos de Pequim, desestabilizando a equipe. Some-se a isto o problema no joelho da Lisdeivi (que foi uma referência para o nosso ataque nos últimos anos), que a deixou totalmente sem condições de jogo e o estrago estava feito. Nosso grupo chegou desestabilizado nas finais e o basquete é esporte de precisão. Se a cabeça não estiver boa o rendimento cai assustadoramente. É preciso contextualizar os resultados - não são nomes que ganham jogos, mas sim a soma de muitas variáveis.

- Isso também pode ser dito em relação ao seu trabalho na seleção, concorda? Muita gente lhe critica por causa dos resultados obtidos, sem analisar os métodos.
- Um técnico sempre vai ser elogiado ou criticado pelos resultados que obtém, isto faz parte da nossa profissão e temos que saber receber críticas. Sabíamos que a seleção tinha sido muito reformulada em pouco tempo e isso tornava o rendimento na Olimpíada uma incógnita. Se isso não bastasse, ainda houve problemas com atletas cruciais nas vésperas da competição (ausência da Érika, a lesão da Micaela e a pneumonia da Adrianinha). Tudo isso, somado, fez com que a equipe chegasse nos Jogos sem estar totalmente estruturada. Neste aspecto, a estréia contra a Coréia era fundamental para dar a confiança que o grupo precisava. Aquela derrota na prorrogação complicou muito uma campanha que certamente poderia ter sido melhor. Acho que o grupo chegou mais “inteiro” no Pré-Olímpico e por isso fizemos apresentações melhores lá.

- Duas das grandes críticas que houve em relação ao seu desempenho em Pequim foram: o número excessivo de substituições e a não colocação, por mais tempo, de jovens com bom rendimento (leia-se Franciele e Karen). Como você encara isso?
- Mais uma vez afirmo que as críticas ou elogios são conseqüência de resultado. No vice-campeonato mundial sub-21 em 2003 utilizei um rodízio grande com as meninas (geralmente nove ou dez atletas já haviam participado do jogo no primeiro quarto) e, como fomos bem sucedidos, elogiaram as trocas constantes. A grande diferença é que naquele grupo todas estavam muito bem e as trocas “matavam” os adversários no segundo tempo. Nas Olimpíadas, algumas meninas apresentaram uma irregularidade muito grande e as trocas não estavam programadas. Elas acabaram se tornando freqüentes para tentar encontrar o melhor grupo dentro de cada partida. Sobre as jovens atletas, realmente concordo que Karen e Fran tiveram ótimas apresentações. Hoje, também acho que usá-las mais tempo poderia ter sido positivo, mas optamos por dar segurança para jogadoras mais experientes em busca de uma regularidade que acabamos não conseguindo encontrar.

- Você tem algum arrependimento, algo que considere um erro? A não ida da Natália foi um deles? E como fica a situação da Iziane? Você sabe que toda vez que os resultados não vierem, essa “lebre” será levantada, não?
- Sei e estou preparado para ela. Iziane é uma grande jogadora, isso é indiscutível, e lamentei muito a situação ter chegado àquele ponto, mas acho que não tínhamos alternativa naquele momento. Ela tinha que ser punida pela atitude que tomou e foi o que aconteceu. Quanto a Natalinha, com a vinda da Adrianinha não quisemos mexer na estrutura da equipe e o corte acabou recaindo sobre ela. Confesso que hoje talvez deslocasse a Claudinha em definitivo para a lateral, onde joga mais à vontade, e levasse a Adrianinha junto com a Natália na armação.

- E agora, qual é a saída? Renovar ainda mais a seleção, ou manter o elenco? Nomes como Êga, Mamá e Chuca, além da Claudinha, que já anunciou sua saída da seleção, renderam muito abaixo do esperado em Pequim, e jovens já surgem para, ao menos, serem experimentadas, não?
- Prefiro não citar nomes, até para não causar expectativas, mas teremos um elenco bem diferente daquele que vimos em Pequim. Estamos observando algumas jogadoras jovens e promissoras. E espero que consigamos um número grande de amistosos de alto nível para que tenhamos oportunidade de fazer experiências e preparar o grupo para as futuras competições.

- Falando nisso, muita gente, inclusive eu, diz que o ideal, para você, seria ser exclusivo da seleção, e que essa seria uma boa oportunidade para tal. Como você avalia isso?
- Eu gosto de atuar no dia-a-dia do clube para não perder o ritmo. Não vejo a exclusividade como crucial, a não ser que tivéssemos uma seleção permanente como Cuba e China ou um calendário internacional mais extenso. De todo modo, enquanto isso vou pensando em novos projetos para tocar e vou curtindo a minha família.

- Por projetos, pode-se entender novo time?- É possível, nunca se sabe. Gostaria de tentar algo novo até porque acho que a modalidade precisa de mais equipes em ação, mas não é fácil. Todos nós que passamos a vida inteira lutando pelo feminino sabemos o quanto é difícil, mas cada minuto dessa luta vale a pena.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

É grave a crise

Sabe essa crise econômica aí que estamos vendo? Pois é. Ela chegou forte na NBA. Em comunicado assinado pelo comissário David Stern, a liga anunciou a demissão de 8o funcionários em virtude de problemas financeiros. O dirigente, ainda, teme que o crescimento nas receitas das franquias diminua, mas que somente o desenrolar da temporada dará mais pistas sobre como o público (consumidor) tratará o produto NBA a partir de então.

A questão que fica é: será que com esta crise americana e a chegada, com força, de propostas milionárias da Europa mudarão o rumo das coisas? Eu, sinceramente, ainda não creio, mas convém abrir o olho.

Bassul amanhã no Bala na Cesta

O técnico Paulo Bassul inaugura, amanhã, a seção de entrevistas do blog. Ele falou sobre seleção, Ourinhos e o futuro. Quer um aperitivo? Então olhe só:

"As críticas ou elogios são conseqüência de resultado. No vice-campeonato mundial sub-21 em 2003 utilizei um rodízio grande e, como fomos bem sucedidos, elogiaram as trocas constantes. A grande diferença é que naquele grupo todas estavam muito bem e as trocas “matavam” os adversários no segundo tempo. Nas Olimpíadas, algumas meninas apresentaram uma irregularidade muito grande e as trocas não estavam programadas. Elas acabaram se tornando freqüentes para tentar encontrar o melhor grupo dentro de cada partida",
Paulo Bassul.

Quer mais?
Então aguarde até amanhã.

Alto-falante

"Quando meu agente me ligou e contou da proposta, pensei: ganhar o dobro, ter mais funções em quadra e morar em uma cidade legal. Quem não aceitaria um negócio desses? Só um idiota"

A frase, publicada em ótima reportagem no NY Times, é de Josh Childress (foto), que trocou a NBA pelos US$ 20 milhões por três temporadas no Olympiacos. Ah, e o clube ainda deu, de lambuja, um apartamento, cozinheiro, um carro e um telefone pago ao cidadão.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

E o abismo continua imenso

O placar não deixa dúvidas: 94-66 para o Orlando Magic contra o CSKA (Rússia), e com o primeiro quarto em 37-19. O jogo, realizado na sexta-feira e como parte da pré-temporada das duas equipes, tira todas as dúvidas sobre o tamanho da diferença técnica dos times da NBA e os da Europa. O da Flórida está longe de ser uma potência da liga, ao contrário do estelar elenco comandado por Ettore Messina, que é campeão continental.

Dwight Howard, absolutamente animalesco dentro do garrafão, obteve 28 pontos e 10 rebotes em apenas 28 minutos. O CSKA, time que menos erra na Europa (média de 7,6 nas últimas duas temporadas), somou 22 desperdícios de bola, número que, segundo o treinador Messina, deve estar entre os maiores de sua carreira como técnico.

E aí, será que o panorama se modifica em um futuro próximo? Arremesse na caixinha!

domingo, 12 de outubro de 2008

Os dois únicos invictos

Engana-se quem pensa que os únicos que ainda não perderam, no Nacional Feminino, são Ourinhos e Catanduva. Após três jogos, seguem sem derrotas apenas São Bernardo e Americana. Ambos jogaram neste domingo, e venceram São Caetano (78-65, com 20 pontos, seis rebotes e cinco assistências de Lilian) e Santo André (68-56, com 23 pontos roubadas de Karla), respectivamente.

Animadores resultados, principalmente para Americana, que já derrotou Ourinhos e Catanduva, e surge forte para terminar a primeira fase na frente. Sobre o time do ABC, vale ficar de olho na fase de Lilian e na recuperação física e técnica da armadora Fabianna - a única cerebral do país. As duas podem, sim, fazer parte da seleção no próximo ciclo.

Ah, só uma coisinha. Imagino que os ginásios tiveram públicos muito pequenos. Os dois jogos foram marcados para às 17hs, mesmo horário da partida da seleção de futebol. A competência da CBB na confecção dessa tabela, que já atropela jogos como se fora um motorista desgovernado, é inacreditável.

A NBA também erra


E não é que a NBA deu uma da CBB? Na manhã deste domingo, ao acessar o site da maior liga do mundo para saber informações da partida entre Denver e Phoenix (leia abaixo), cliquei para ver as estatísticas da partida e vi uma foto de Leandrinho com Allen Iverson. Mas, ei, peraí! O brasileiro não atuou, e foi aí que me dei conta de que a foto era antiga. Depois verifiquei que o uniforme também era equivocado - os Nuggets atuaram de azul-bebê; os Suns, de branco.

Que coisa, hein...

A céu aberto

Denver e Phoenix fizeram, na noite deste sábado, o primeiro jogo a céu aberto da história da liga desde 1972, quando o próprio Phoenix derrotou o Bucks em San Juan (Porto Rico). Em Indian Wells, Califórnia, os Nuggets, com 10 pontos de Nenê, venceu os Suns por 77-72. O vento, de acordo com os atletas, atrapalhou muito no desempenho, tanto que apenas 3 das 27 bolas de três caíram. Mas valeu pela iniciativa, que não contou com o também brasileiro Leandrinho, que está no país para cuidar de sua mãe, dona Ivete, que tenta se recuperar de um grave problema de saúde. Muita força aos familiares neste momento!

sábado, 11 de outubro de 2008

Técnico ou animador de auditório?

Aceitei o convite dos amigos Bruno e Fernando e assisti, ontem à noite, ao bom jogo entre Fluminense e Tijuca pelo infanto-juvenil do Carioca. Cheguei cedo, e ainda consegui ver o final do da categoria mirim, quando o tricolor foi derrotado pelo time bem dirigido por Daniel Bello.

Por outro lado, não dá para esconder o desapontamento com o jogo de fundo. Se a partida apresentou bom nível técnico, com os dois armadores se destacando (Rodrigo, do Flu, merece um olhar mais apurado), fiquei absolutamente embasbacado com o show particular do "técnico" do Fluminense.

Apesar do bom trabalho (o time é organizado e com boa defesa), Buiú prefere se destacar pelo outro lado - o lado da mediocridade. Proferiu uma quantidade inacreditável de palavrões durante toda a partida, tratou os atletas de 16 ou 17 anos com sermões animalescos e utilizou todas as paradas técnicas para desqualificar o seu elenco. Isso sem falar em outras artimanhas obsoletas, como a ameaça aos árbitros, e um showzinho de gritos-e-braços-levantados.

Sinceramente, pra quê isso? Qual será a função do educador? Preparar atletas para o futuro dentro das quadras e fora delas assim será um bom remédio? Tratá-los como bichos é uma boa solução?

Acho que não, e talvez um pouco de psicologia faça bem ao Buiú, que, com certeza, não é o único que age desta maneira nas categorias de base. Se o futuro do treinador é dentro das quadras, eu sinceramente torço para ele rever seus conceitos. Se quiser se tornar um animador de auditório trash, ele está no caminho certo.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

BEC: 'Flintown Kids'

Mais ilustre filho de Flint, minúsculo distrito de Michigan com cerca de 88km² e 125 mil habitantes, Michael Moore retratou em seu documentário de estréia (Roger e eu, de 1989) a trágica transformação da localidade com o fechamento da General Motors. Lançado em 2005, o excelente 'Flintown kids' segue a linha do diretor de Fahrenheit 9/11 e explica o que acontece na terceira cidade mais violenta do país de acordo com dados do FBI de 2004.

A saída para os nascidos e criados em Flint é uma só: escapar do crime organizado através do basquete - jogar e treinar nas ruas, ganhar bolsa de estudos em alguma universidade e tentar uma carreira de sucesso. Foi por isso que o diretor Omar McGee, irmão das ex-jogadoras Paula e Pamela McGee (esta atuou no Brasil, em 1993 e 1996) conversou com assistentes sociais, professores, policiais, atletas que saíram de lá para brilhar com a bola laranja e, claro, aqueles que não tiveram tanta sorte e foram parar na marginalidade (leia-se tráfico de drogas).

Melhor documentário do Festival de Filmes Independentes de Nova York de 2005 e com um retorno estimado de US$ 130 mil em bilheteria, Flintown kids tem o mérito de capturar o cerne do problema social da localidade: sem educação básica de qualidade e com uma população essencialmente negra de baixa renda, o diretor mostra como a cultura basquetebol-hip-hop fala alto na cidade e é vista como a única forma de crescimento econômico-social. LeBron James, Tracy McGrady, Glen Rice e Jason Richardson viveram por lá, e mostram, com depoimentos esclarecedores e ao mesmo tempo estarrecedores, como é a realidade pouco conhecida do lugar.

O ainda obscuro e “underground” 'Flintown Kids' serve, no mínimo, para acabar com a visão idealizada de que aqueles que hoje em dia vencem na modalidade não passaram por dificuldades.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Da Prancheta

15 - Este foi o tempo de quadra de Germán Gabriel, o atleta que menos jogou no Unicaja Málaga, do excepcional treinador Aíto Garcia, medalha de prata com a Espanha em Pequim. Adepto do sistema de rotação constante no elenco, o técnico assumiu a equipe e ainda está invicto após duas rodadas da Liga ACB. Todos os seus 12 jogadores entraram em quadra e dez deles tiveram mais de 10 pontos de eficiência na vitória contra o Cajasol/Sevilla por 91-60. Na partida anterior (triunfo diante do Real Madrid), nove atletas atuaram por mais de 10 minutos.

E agora, como é que fica? Substituir bastante é bom ou ruim? A discussão é boa, e a caixinha de comentários está aberta!

Curtinhas da NBA

-- Da série, iniciada por Rodrigo Alves, no Rebote, "Pra quê serve a pré-temporada da NBA?", aqui vão duas respostas: lesionar jogadores e criar falsas expectativas. No primeiro caso temos Antwan Jamison e Richard Jefferson. No segundo, citemos os desempenhos de Walter Hermann e Maurice Evans, que nunca mostraram, à vera, que valem realmente o quanto os treinos supõem.

-- Elgin Baylor não é mais o General-Manager do Los Angeles Clippers. O ídolo eterno do Lakers diz que saiu amigavelmente, mas a ESPN dá conta que sua voz não era mais ouvida na franquia. O também técnico Mike Dunleavy, um dos responsáveis pela saída de acordo com o site da emissora, assume a função.

-- Terminou a história da Lance Allred na NBA. Primeiro jogador surdo a atuar na liga, ele foi dispensado do Cleveland Cavaliers após a derrota para o Toronto na pré-temporada. O pivô já havia assinado com a franquia em março, e esperava cumprir um torneio inteiro com a franquia. Fica para a próxima e vale pelo exemplo.

-- Estreou uma dupla que pode dar o que falar no Portland. O ala Rudy Fernandez e o pivô Greg Oden (primeiro do Draft do ano passado e que, lesionado, só jogará a partir de 2008-2009). Ainda em ritmo de treino, o espanhol contribuiu com seis pontos e cinco assistências. Oden, por sua vez, obteve 13 pontos e 5 rebotes em 20 minutos. O Portland Trail Blazers, acreditem, vem muito forte para essa temporada, com Brandon Roy, Rudy, Oden, LaMarcus Aldridge e outras jovens feras.

Alto-falante

"Muita gente critica o nível técnico do Nacional Feminino. Mas este time do Botafogo que você está vendo tem um compromisso comigo de participar das próximas três edições da competição. Aí sim elas estarão preparadas"

A declaração, dada ano passado, foi do presidente da CBB, Grego, a este blogueiro aqui. Como se sabe, o único representante do Rio de Janeiro no Nacional-2008 é a Mangueira. O Botafogo? O compromisso? Seria legal se o mandatário esclarecesse.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Mau começo

Foi dada a largada para o Nacional feminino. Estive na Mangueira, ao lado do Rodrigo Alves, do Rebote, onde o time da casa fez quase tudo certo. Tentou trazer público (cerca de 300 pessoas estavam no ginásio), sorteou camisas, contratou um DJ (a mistura do samba local com o hip-hop estava divertida) e abriu 6-0 logo no começo. Mas parou por aí. O time de Florianópolis, comandado por Iris, que teve 23 pontos, 7 rebotes e 6 assistências (foto), foi mais consistente, se aproveitou da pane das cariocas no terceiro quarto e venceu com justiça (76-71). Clarissa, revelação carioca, mostrou evolução técnica (com quatro chutes longos e 14 pontos), mas as mesmas deficiências físicas. O ponto negativo foi o número de erros (54 ao todo).

Este fator, porém, não foi exclusivo do jogo no Rio. Em TODAS as partidas da rodada o número de erros superou o de assistências, prova de que o "cuidado" com a bola está sendo desprezado. Até mesmo no jogo de maior nível técnico houve isso. Com 23 pontos da ala Renatinha e as estréias de Karla e Adriana, Americana, da técnica Branca, começou muito bem vencendo Ourinhos (64-54 e 44 erros), que estreava Mamá e Êga e só anotou 26 pontos na segunda etapa.

Em São Caetano, o Catanduva, campeão paulista, derrotou a equipe do ABC por 73-64 (43 erros somados). Em Recife, o Sport levou 28-14 no terceiro período e não se recuperou (derrota por 79-74 para São Bernardo em uma partida com 32 desperdícios de bola). Cintia Luz fez 20 pontos, mas quem se destacou mesmo foi Lidiane, com 17 pontos (7-7) e 11 rebotes.

É só o começo, é verdade, mas o número de desperdícios de bola chega a assustar. Ao contrário do que pensava, não foi exclusividade da partida que vi.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

O legado de Grego

A votação não foi das maiores (62 pessoas), mas 51% dos votantes disseram que a simples ausência do comando de Grego na Liga Nacional de Basquete será uma baita vantagem. Está com o nosso presidente...
A nova enquete já está no ar. Vote!

Rapidinhas

-- E não é que o Baby voltou a jogar na NBA? Foi ontem, na abertura da pré-temporada do Minnesota, que derrotou o Milwaukee Bucks (Richard Jefferson, reforço da franquia, sofreu contusão logo com oito minutos de jogo) por 117-79. O pivô obteve 1 ponto e 1 rebote em quatro minutos. Ou seja: se ele tivesse jogado os 48 minutos de partida, teria atingido um duplo duplo com 12 pontos e 12 rebotes...

-- Começa hoje o Nacional Feminino. Serão nove equipes, sendo que seis do interior Paulista. O Sport, que disputou o Paulistão por Presidente Prudente (também de SP), é um dos forasteiros, assim como Mangueira e Florianópolis, que se enfrentam às 18hs. Estarei lá e trago maiores novidades. Uma coisa é certa: apesar de seis das 12 olímpicas participarem do torneio, o campeonato merecia mais apoio.

-- Drama mesmo viveu Luke Walton, ala do Lakers. O rapaz sempre se deparava, no bairro onde morava, com Stacy Beshear, de 34 anos, que aparentemente era apaixonada por ele. Autógrafos na rua? Lá estava ela. Abrindo a porta do carro? Ela vinha atrás para vê-lo. Até que na semana passada a senhorita passou do limite: pela janela de seu apartamento, Stacy apontou o dedo para Luke como se estivera atirando com uma arma. O ala ligou para a polícia, que prendeu a moça. Mas o medo persiste. Em entrevista ao site Orange County's, Luke diz que, por via das dúvidas, olhará sempre para a janela da moça. Eu, hein...

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Alto-falante

"Sinceramente, considerar-me o favorito ao prêmio de Calouro do ano é subestimar as minhas habilidades. Eu brigo, isso sim, para ser o MVP da temporada. Sem desmerecer a ninguém, claro".

A frase é do novato Michael Beasley, que ontem estreou na pré-temporada da NBA com 16 pontos e seis rebotes. Não vale nada, é verdade, mas foi uma boa credencial. O problema é que o Miami Heat, seu time, conta com Chris Quinn na armação. Que marra, garoto...

Bird e Taurasi, uma dupla do barulho

Candace Parker foi eleita a MVP e a caloura da temporada, as finais da WNBA acabaram neste domingo (o Detroit Schock varreu o San Antonio e foi o campeão), mas não há nada mais genial no site da liga do que o papo entre as amigas e ex-companheiras na Universidade de Connecticut Diana Taurasi e Sue Bird (Rodrigo Alves, pode ficar calmo, não há nada sobre você por lá). Quem souber ler em inglês, vale a pena clicar aqui. Quem não conseguir, e quiser tentar pelo tradutor do Google, clique aqui.

A dupla fala sobre os playoffs, sobre um artigo absolutamente imbecil escrito no LA Times há algumas semanas e a resposta de Taurasi a ele, eleições americanas, sobre a próxima temporada na Rússia (elas jogam juntas no Spartak), sobre o ano novo judaico (ambas são de origens judias) e fazem uma brincadeira absolutamente imperdível com Lauren Jackson.

O vídeo, que, depois vasculhando na internet, parece ter sido criado pela própria Taurasi, é absolutamente imperdível. Veja e divirta-se abaixo.

domingo, 5 de outubro de 2008

Uma boa iniciativa da CBB

Até que enfim a CBB parece se coçar para incentivar a prática do basquete no país. No dia 12 de outubro, o dia das crianças, a entidade promove uma atividade para cerca de 200 delas na Vila Olímpica da Mangueira. Começa às 9hs, e o evento contará com música, lanche, atividades e brindes. Leia mais aqui.

Realmente é muito pouco, mas acho que é alguma coisa. Como diz um amigo meu, para quem não tem nada, qualquer migalha em forma de iniciativa da CBB é importante.

sábado, 4 de outubro de 2008

Vergonha Nacional

É inacreditável o que aconteceu na "eleição" do COB desta semana. Contra o Estatuto da entidade, Carlos Arthur Nuzman convocou eleição na segunda-feira e foi reeleito, por aclamação (!!!!), nesta quinta à noite, sem lembrar do prazo mínimo para a convocação do pleito (oito dias). Com a maior desfaçatez do mundo, o agora presidente, que ficará por no mínimo 17 anos no cargo máximo do esporte do país, disse que "a maneira como tudo aconteceu não muda em nada a forma como os dirigentes do país o vêem". Legal, não?

Ele deve ter razão. Não é qualquer país que tem todas menos duas confederações (tênis de mesa e badminton) que votam em um cidadão como este. E passam batidas as contas do Pan-2007 que não fecham, o pífio resultado do país em Pequim e nas novas leis da Agnelo-Piva.

É vergonhoso viver em um país assim. Um país com a cara do Nuzman, eu, sinceramente, não aguento mais. Vida longa a este mestre de cerimônias legítimo do esporte do Brasil. O triste é que este não é o esporte que EU queria.

Por fim, fico com a indignação de José Trajano, da ESPN-Brasil, neste vídeo feroz.

Homenagem a Adilson

Acontece neste sábado, às 18hs, no ginásio Tênis Clube de Campinas, o evento "Bons tempos em quadra", em homenagem ao ex-craque da seleção Adilson Nascimento, que passa por problemas de saúde. Toda a renda será revertida ao ex-jogador.

Estarão presentes no evento Oscar Schmidt, Marquinhos, Fausto, além de Magic Paula e Hortência, e haverá, ainda, atrações de dança e música. Uma homenagem justa ao craque Adilson. Do tamanho que ele merece, e sem a ajuda da CBB. O Sportv2 transmite, a partir das 21hs. Vale a pena dar uma conferida.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

BEC: 'Basquetebol para vencedores'

Ary Ventura Vidal faz muita falta ao basquete brasileiro. Sério, crítico, destemido e estudioso, engana-se quem pensa que o único resultado de expressão do técnico tenha sido o Pan-Americano de 1987, em Indianápolis. Em "Basquetebol para vencedores", dica do "Basquete é cultura" (BEC) da semana, Ary conta a sua trajetória, desde os tempos de jogador, passando pelos momentos em que dirigiu a seleção feminina do Peru, até a sua chegada à geração de Oscar e Marcel, que, aliás, foi quem sugeriu este título ao livro.

Nas 208 páginas da obra lançada em 1991 e que encontra-se disponível no site Estante Virtual (veja aqui), Ary desvenda, no ponto máximo do livro, o processo de montagem do time e da estratégia para vencer os americanos em sua casa há 21 anos. Segundo ele, "tínhamos dois arremessadores fantásticos e um punhado de pivôs que pulavam muito. Uma boa tática não é aquela pré-determinada por um técnico, mas a que privilegia as melhores características de seus comandados. Foi pensando nisso que institui um sistema que parecia tresloucado, mas que era absolutamente pensado e treinado por nós". Marcel e Oscar, por exemplo, chegavam a treinar mais de 2000 arremessos de três pontos por dia, arma até então desconhecida dos donos da casa, já que a linha havia sido regulamentada há pouquíssimo tempo.

'Basquetebol para vencedores', de Ary Vidal é a dica cultural da semana. Lendo o livro dá para entender o porquê de tanta gente chamá-lo de Mestre. Vale a pena, de verdade, e ajuda a entender como a modalidade foi definhando tanto ao longo dos anos.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

O fim dos Nacionais na Europa?

O cidadão do nariz avantajado é Jordi Bertomeu, diretor executivo da Euroliga. E ele tem um plano ambicioso. Lançar, em 2009, um torneio com 24 equipes nas bases da atual Euro, mas com uma "singela" diferença: com jogos no meio e nos finais de semana, o que inviabilizaria as ligas nacionais, já que Tau, Real Madrid, Barcelona (Espanha), Siena (Itália), Maccabi (Israel), CSKA (Rússia), Olympiacos e Panathinaikos (Grécia) gostaram da idéia e dos moldes da competição, que teria 16 vagas cativas, 7 procedentes do que ainda restaria dos campeonatos nacionais e a outra para o atual campeão.

Não há dúvida de que esse é mais um passo dos europeus para tornar o basquete ainda mais forte por lá. Duas das exigências de Jordi para a nova competição são: cada ginásio deve ter capacidade para mais de 10 mil pessoas e a folha de pagamento dos clubes deve superar os 7 milhões de euros anuais.

Mas ficam algumas perguntas: E as ligas nacionais? Até que ponto a criação de um torneio continental não tira o peso das rivalidades nacionais que movimentam o basquete em seus respectivos países? Com a transformação dos Nacionais em torneios decorativos, como fica o abastecimento da modalidade em relação a novos praticantes?

O pessoal da FEB (Federação Espanhola) já se manifestou drasticamente contra, alegando que o que sustenta o basquete espanhol inteiro é a popularidade da Liga ACB entre os seus afiliados. É um argumento plausível pacas, mas o cidadão da foto não está muito preocupa com isso.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

O controle emocional de Dwyane Wade

Dwyane Wade não pode reclamar da vida. Foi escolhido o melhor jogador da história da universidade de Marquette, onde levou o time ao Final Four. Chegou à NBA como estrela, não decepcionou e ganhou um título pelo Miami sendo escolhido o MVP das finais. Neste ano, voltou de Pequim com o ouro olímpico em uma função inédita: a de sexto homem. Pode não dizer muita coisa, mas Wade poderia entender direitinho o que está acontecendo em sua vida.

Seu time foi o pior da temporada passada. Sua esposa, namorada desde os tempos da faculdade e mãe de seus dois filhos, pediu o divórcio e quer uma bolada em troca. Um restaurante que o usava como garoto propaganda na Flórida faliu e colocou a dinamite em seu colo: a singela dívida de US$ 25 milhões – o jogador, claro, ainda recorre, alegando que não era sócio da empresa.

O ala, craque sem dúvida alguma, diz que nada afetará seu desempenho. O torcedor do Miami, cansado de derrotas humilhantes, espera que sim. Resta saber onde o controle emocional do atleta esbarra nos problemas do cotidiano atribulado de Wade.

Alto-falante

"Solicitamos aos clubes filiados, que atendam ao determinado na Assembléia Geral Extraordinária, realizada em janeiro/2008, no que se refere ao pagamento das mensalidades. O atraso do referido pagamento vem praticamente inviabilizando os regulares serviços de nossa Federação, visto que não contamos com nenhum repasse de verba direta ou indireta, quer de órgãos públicos ou privados, constituindo-se nossa receita tão somente das mensalidades dos filiados e dos emolumentos quando de inscrição ou transferência de atletas.

Assim, o atraso dos filiados em quitar suas mensalidades para com a federação põe em risco o funcionamento do basquetebol em nosso Estado, razão pela qual apelamos para o bom senso de todos aqueles que fazem o nosso basquete".

Parece absolutamente inacreditável, mas esse, digamos, pedido está no site da Federação Carioca de Basquete (FBERJ). Dá para acreditar em um esporte sério neste país com um site que coloca um anúncio desses no ar? Ah, e vem cá, quer dizer que uma federação aliada não recebe nenhuma verba da Confederação? Pô, mas peraí, a FBERJ só se sustenta com as tais mensalidades?

Que maravilinha, hein, amigos!