quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Acenda a luz

Sei que pareço o chato da paróquia quando bato na mesma tecla quase todos os dias, mas ontem, logo após o anúncio das seleções de desenvolvimento da CBB, um fato mexeu com as estruturas do basquete feminino (a saída de Unimed-SP de Americana, Catanduva e Ourinhos).

A diminuição dos recursos de três dos clubes mais importantes do país (imagine em Ourinhos, onde as verbas do ex-mecenas local, Seu Chico, também foram reduzidas drasticamente há dois anos) só prova que enquanto Confederação e Federações não investirem pesado no fomento aos clubes a situação de penúria e insegurança da modalidade no Brasil continuará evidente. A seleção permanente pode ser uma forma de atenuar os graves problemas que temos por aqui (por mais que eu ache que a lógica esteja invertida), mas uma solução grande, abrangente e emergencial precisa ser tomada pela CBB (todo mundo sabe que não há esporte forte sem clubes fortes).

O melhor plano de saúde, como diz propaganda da empresa de seguro de saúde, é viver. O segundo melhor com certeza não é viver de basquete no Brasil. O último a sair apague a luz do feminino que apague a luz.

8 comentários:

Arthur Malaspina disse...

Chato nada bala, vc é praticamente o único jornalista que realmente denuncia os rumos do basquete nacional!

Anônimo disse...

A CBB atualmente dá respaldo a LBF e ajuda a pagar boa parte dos custos que os clubes tem para participar da Liga Feminina.

A LBF precisa seguir o modelo do NBB e se tornar mais independente, reforçar sua equipe de profissionais e prestar assessoria aos clubes de basquete feminino para que eles se tornem mais estruturados e atrativos aos patrocinadores.

Anônimo disse...

Como que uma confederaçao pode ajudar os clubes???Injetando dinheiro nos clubes??Isso na minha opiniao nao existe. Os clubes tem que tentar correr atras de seus proprios patrocinadores para bancar suas despesas.
qual seria a soluçao na sua opiniao?

Anônimo disse...

Complicado.


O basquete feminino não vive um bom momento: faltam ídolos, faltam bons resultados e as figuras centrais da modalidade (Hortência, Janeth e Iziane, por exemplo) têm gerado mídia negativa frequentemente.

Isso espanta qualquer patrocinador!

Fernando disse...

Não entendo isso. O Basquete nacional sempre viveu em estado de penuria, mesmo qdo o do interior do estado de São Paulo era exceção.

Quer dizer que a modalidade só agoniza agora quando a exceçao se junta à regra?

O problema da modalidade em São Paulo é geral no esporte olímpico nacional. Entao querer que cada federação e/ou confederação resolva esta situaçao estrutural bancando uns e nao todos é, no mínimo, perigoso.

O problema do esporte nacional tem que ser resolvido em outro ambito, no plano federal, com politicas publicas para o esporte. Em contrapartida, deve haver melhor gerencia em ambito local, com profissionalizaçao da estrutura.

Esta questao não é facil de ser resolvida e afirmar que é responsabilidade das confederaçoes apadrinhar determinados clubes, em prol de outros, é clientelismo barato e amadorismo retrógrado.

Anônimo disse...

Uma solução emergencial:

REPATRIAR ATLETAS!

Seria uma grande ação de marketing da LBF e chamariz para novos patrocinadores se o pessoal da liga feminina conseguisse trazer de volta ao país as melhores atletas da modalidade que atuam na Europa.

Iziane, Erika, Adrianinha, Franciele, Kelly, Alessandra, Cristina e Claudinha.

Uma atleta para cada clube participante da LBF, reforçando o elenco e fazendo o papel de ídolo da torcida e garota propaganda.

Claro que isso só se tornaria viável através de algum recurso conseguido pelo pessoal da LBF, pois os clubes não tem condições de arcar com os salários pagos em euros, mas essa ação poderia sim, atrair novos patrocinadores que nos anos seguintes passariam a bancar os salários das atletas.

É apenas uma divagação, mas algo no sentido de repatriar as atletas precisa ser pensado rápido, antes que a maioria deles se aposentem.

Anônimo disse...

Concordo com o anonimo das 15:00hs . Seria uma boa idéia repatriar atletas que estam fora do pais.Ai sim dariamos um salto técnico também além do marketing dessas jogadoras para os patrocinadores.

Anônimo disse...

A diferença entre a organização do NBB e da LBF e entre a estrutura dos clubes masculinos para os clubes femininos é gritante.
A LBF precisa aumentar sua equipe de profissionais e fazer o que o pessoal do NBB faz: prestar assessoria e qualificar o pessoal dos clubes para que eles se tornem mais profissionais.
Não acho que a CBB deva trazer esse tipo de solução e sim a LBF e os clubes que devem ter um projeto para atrair novos patrocinadores.