sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Bola no Splitter, por favor

Pode não parecer, mas este é o terceiro Mundial da carreira de Tiago Splitter. Ainda menino, ele foi para o de 2002, em Indianápolis, e mesmo assim fez 13 pontos contra a Espanha. Em 2006, já mais maduro, o pivô teve médias de 16,4 pontos, 6,6 rebotes e 64% de aproveitamento para ser o único a se safar do vexame no Japão.

Aos 25 anos e com um punhado de títulos nas costas, mais do que nunca chegou a hora de Tiago na seleção. Só vontade, porém, não basta, obviamente (principalmente para quem precisa ser "alimentado no garrafão" - coisa que, mesmo com a chegada do argentino, ainda não é feita da maneira que poderia).

Para se ter uma ideia, em 2006 ele obteve as médias acima arremessando 49 vezes em cinco partidas - Marcelinho, Varejão e Leandrinho chutaram até 10% a mais que ele. Não que Splitter vá resolver sozinho, mas é pouquíssimo inteligente não explorar o que o time tem de melhor - isso sem falar nos problemas de rotação que os rivais terão ao marcá-lo.

Acho que está claro para todo mundo que ficar refém do jogo de perímetro pode ser um baita problema para o time de Magnano. Por isso, para a seleção brasileira que começa amanhã a sua jornada na Turquia, um mantra não faria mal: "Bola no Splitter, Bola no Splitter".

9 comentários:

jdinis disse...

É "bola no Splitter", sem dúvida, mas precisamos que os demais jogadores colaborem. No Baskonia funciona assim.

Splitter é um jogador inteligentíssimo, quando não pontua serve os companheiros ou abre espaço que para eles o façam.

Anônimo disse...

A mentalidade no Brasil é de que Pivô só serve pra bloquear e pegar rebote.

Fora Nezinho...Mutilo Klebis na Seleção!!!

fábio balassiano disse...

Jdinis, é exatamente isso que penso. Se a bola for pro splitter, ela volta, e provavelmente com espaço... Abs

Morais disse...

Comentario muito feliz e definitivo.
É o principal jogador com muita diferença para os outros.
Dos melhores da História do Basket Brasileiro nunca fugiu ou se escondeu, e joga em outro nivel e le o jogo como poucos no Basket Mundial.

B disse...

Pessoal,
Falndo sério, preocupa-me a declaraçao do Varejão a respeito dessa dor.Iran penso q vai dar. Mas, estarão normais para USA ? É na segunda feira.Pô....Isso nos joga nas mãos de um JP(êh êh)Batista e de um indefectível Nezinho. Pô, não podemos nem ir para as ruas com cartazes "Go Home Nezinho & JP"!!!!! F'--a!!!!!

Anônimo disse...

Num dá pra engessar aquela munhéca do Nezinho não? Da não, né? Ué....xapralá.....Inda vô gostá da munheca,sô

raul d'avila disse...

Sim Splitter.É ele. Sempre presente. Sempre jogando com amor, com respeito aos seus próprios conceitos e ao esporte que abraçou. Tecnicamente um dos melhores do mundo. Como caráter o melhor ou no top 5. Sabe jogar, se movimenta, sabe finalizar e apertado busca a segunda melhor opção.
Se aguentar depois desta dor do Varejão, que também é Homem, ser humano, honesto, desprendido, sobra o Tiago.
Que bom que o Murilo Becker cresceu, mas sem o Varejão, contra os dois europeus: aeroporto,avião e mais 4 anos de vergonha para nós basquetófilos

Guilherme disse...

Infelizmente, o pensamento do Oscar ainda é dominante no país. Qualquer coisa que ele diz vira lei, inclusive bobagens como: "Os pivôs estão lá para pegar rebote, fazer bloqueio, marcar e se sobrar faz alguma cesta" Essa tese absurda tem sido um dos motivos pelos quais temos perdido tanto nos últimos anos. Espero que seja diferente dessa vez. Que tenhamos jogadas para o Splitter e para o Varejão.

Lucas disse...

Mas, infelizmente não foi oq vimos nos amistosos...
Pouco jogo com os pivôs e muitas bolas de longe. Algumas bem forçadas.
Não sei se vão mudar alguma coisa pro jogo de amanhã, mas Acho difícil, afinal, os amistosos servem para simular os jogos do campeonato, né...