domingo, 20 de setembro de 2009

A Espanha não quer ver de novo

A Espanha que se prepare para o confronto desta tarde contra a Sérvia no Eurobasket. Para evitar o sexto vice-campeonato seguido, os comandados de Sergio Scariolo precisam apagar da memória da derrota de dois anos atrás em sua própria casa. Depois de um tiro certeiro do armador JR Holden, a bola sobrou para Pau Gasol dar o título aos espanhóis. O então ala do Memphis falhou, e o caneco acabou indo para as mãos dos russos.

A Espanha não quer que isso se repita.

Da Prancheta

27% - Este foi o aproveitamento de arremessos de Micaela nos quatro amistosos da seleção feminina antes da Copa América de Cuiabá. Diante de argentinas e canadenses a ala não conseguiu render aquilo que se espera dela. Kaé, como é conhecida, vem em uma curva descendente há mais de um ano, e é bom a comissão técnica de Paulo Bassul ficar atenta a isso. Talento e comprometimento ela já provou que possui.

Vinte minutos

A seleção feminina tinha mais uma atuação sofrível contra o Canadá quando a ala Karen (foto) resolveu justificar a sua convocação. Do começo do segundo quarto, quando ela realmente entrou no jogo, até o final da partida foram 15 pontos, quatro rebotes e uma defesa absolutamente fundamental para impulsionar a vitória brasileira por 67-45 no último amistoso antes da estréia de quarta-feira na Copa América - as coberturas melhoraram, o lado oposto não ficou descoberto e Adrianinha/Helen tiveram o auxílio na marcação a Teresa Gabriele, que penou para anotar oito pontos.

A ala de Ourinhos, com 6/10 nos arremessos e 27 minutos de quadra, acabou mostrando, tardiamente é verdade, ao técnico Paulo Bassul que é, disparada, a melhor ala (2) que o elenco possui (Palmira, roendo unhas, viu quase tudo do banco - ela atuou, e mal, por menos de seus minutos). Adrianinha (foto ao lado) também esteve bem, com nove de seus 13 pontos no terceiro quarto, que, aliás, só começou após 30 minutos - apagão nos refletores. Além delas, Kelly (11 rebotes) e Franciele (quatro rebotes) e Helen foram bem (sete pontos cada).

Melhor do que a vitória foi notar o bom desempenho nos últimos 20 minutos. Com os 24-8 no último período o time mostrou que é possível ser consistente na defesa e possuir um mínimo de criatividade no ataque. Que isso perdure durante a Copa América, principalmente com Karen, que pode ser ainda mais agressiva no ataque (a ala, que não cobrou um lance-livre sequer, pode infiltrar e jogar mais de costas para a cesta) e Franciele atuando por mais minutos.

sábado, 19 de setembro de 2009

Muita Fúria

A Grécia encarava a semifinal do Eurobasket de hoje como revanche da final perdida contra a Espanha no Mundial de 2006. No Japão levou de 23 pontos (70-47, sem Pau Gasol). Três anos depois, tomou uma sacolada de 18 (82-64), e desta vez com o ala do Los Angeles Lakers fazendo chover na Polônia: 18 pontos e seis rebotes em 21 minutos. Além dele, Ruby Fernandez teve 14 pontos e quatro rebotes.

Um número interessante comprova a superioridade espanhola: os gregos tiveram 24 rebotes ofensivos, anotaram 34 pontos em segundas-chances ofensivas e ainda perderam de quase 20. Ou seja: a Espanha, quando joga como Espanha, é um time quase imbatível por seres humanos (contra aqueles marcianos americanos, Kobe Bryant, LeBron James, Dwyane Wade, é complicado mesmo).

Na outra semifinal, a Sérvia bateu a Eslovênia na prorrogação por 96-92 e jogará a final contra a mesma Espanha que derrotou na primeira rodada. Com 32 pontos, o armador Milos Teodosic (15,3 pontos e 5,6 assistências no torneio) liderou seu time e ainda matou a bola de três que levou a partida ao tempo-extra (os eslovenos não fizeram falta para evitá-la!). Do outro lado, os irmãos Domen e Erazem terminaram com 22 e 25 pontos respectivamente.

Além destas duas partidas das semifinais, a Croácia bateu a Rússia por 76-69 e a França superou a Turquia por 80-68. Os dois vencedores se classificaram para o Mundial.

Atlanta eliminado

O Atlanta não resistiu ao Detroit Shock, perdeu em casa por 94-79 e está eliminado (o duelo de semifinal do playoff do Leste terminou em 2-0). Deanna Nolan foi a craque da partida com 22 pontos e cinco assistências - além dela, a caloura Shavonte Zellous teve 21 pontos e seis rebotes. E houve algo estranho no desempenho das brasileiras Érika e Iziane. A primeira cometeu oito erros. A segunda deu apenas um arremesso e terminou com apenas sete pontos. Uma pena, e agora as duas verão o bicho-papão Detroit na final de conferência mais uma vez.

No outro jogo de ontem, o Seattle Storm, com 18 pontos de Swin Cash, fez 75-74 de maneira heróica. Perdendo de 74-70 com dez segundos por jogar, Sue Bird (15 pontos e cinco assistências) anotou uma cesta de três e reduziu a diferença. Na reposição de bola, Camille Little (foto) interceptou um passe e fez a bandeja que empatou a série, para delírio de Lauren Jackson, que via tudo do banco de reservas. O jogo decisivo será no domingo, também em Seattle. A cestinha dos Sparks foi Betty Lenox, com 17 pontos.

Questão de filosofia

"Precisávamos dar uma sacudida no grupo e a mudança se fez necessária. O Zanon assume com dois objetivos: os Jogos Abertos do Interior e Nacional de 2009". Foi assim que o presidente Ricardo Molina anunciou a demissão da técnica Branca da equipe feminina de Americana, e a chegada de Zanon, ex-técnico dos rapazes de Limeira, ao comando da equipe.

É óbvio que Molina tem todo o direito de demitir Branca por avaliar que a qualidade do trabalho não seja satisfatória. Mas, sinceramente, nada justifica o rodízio de técnicos que é feito por lá desde que o time voltou às atividades há dois anos (a irmã de Paula é a terceira que recebeu o bilhete azul).

A atitude de Molina, presidente conhecido pela pressão que exerce nas atletas, evidencia aquilo que de mais claro existe na cabeça de dirigentes: independente do que aconteça, não ser campeão é igual a nota zero. Assim pensam quase todos os cartolas do esporte brasileiro, infelizmente. Branca não fazia um estupendo trabalho em Americana, mas poderia ao menos ter recebido um crédito para completar um ano no comando da equipe e, quem sabe, evoluir, mostrar algo diferente.

É só uma questão de filosofia: trocar um melhor por outro menos bom eu aceito. Mudar apenas por causa dos resultados eu não concordo. E, o que é pior, quase sempre quem opta por uma atitude dessas não entende absolutamente nada de esporte, gestão ou liderança.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Eslovênia e Grécia garantem vaga

MVP da última temporada regular da Euroliga, o esloveno Erazem Lorbek colocou o seu país pela primeira vez entre os quatro melhores num Eurobasket. Com 27 pontos e 8 rebotes, o ala foi o principal responsável por uma fenomenal reação (saiu de 15 abaixo para fazer 14-3 no terceiro período) que culminou com a vitória de 67-65 contra os croatas nas quartas-de-final.

No outro jogo da rodada, a Grécia penou, precisou de uma prorrogação e viu o arremesso de três de Ender Arslan roçar o aro antes de vencer a Turquia por 76-74. Craque do time no torneio, Vasileios Spanoulis (16,7 pontos e 4,9 assistências de média) saiu-se com 23 pontos, sete passes e duas bolas de fora importantíssimas no tempo extra.

Nas semifinais de amanhã (com todos classificados para o Mundial de 2010), Espanha e Grécia fazem um jogaço de cachorro grande e Sérvia e Eslovênia duelam pela outra vaga na final. Pelo torneio de consolação, França x Turquia e Rússia e Croácia medem forças.

Quem vencer carimba o passaporte. Caso os turcos derrotem os franceses, o último europeu sairá do duelo entre o time de Tony Parker e o perdedor do outro confronto.

Bassul corta Karina Jacob

O técnico Paulo Bassul continua em escalada alucinante para arruinar a sua reputação. Ele acaba de cortar a ala-pivô Karina Jacob (foto), de 24 anos. Com isso, a lista completa para a Copa América é: Adrianinha, Natália, Helen, Karen, Palmira, Silvia Gustavo, Fernanda Beling, Micaela, Mamá (!!!!!!), Franciele, Alessandra e Kelly.

É mais uma decisão deplorável de Paulo Bassul ao meu ver. Karina, uma das melhores atletas em atividade no país, é alta, tem braços longos, bom jogo de pernas, técnica apurada e um potencial de crescimento enorme. Convocar as experientes Helen e Alessandra por pressão (imposição?) de Hortência eu até entendo (mas não concordo), mas fazer pacto com atletas que nunca renderão nada para a seleção brasileira é um escárnio.

Bravo, Bassul, bravo!

Derrota na vitória

O Brasil acaba de vencer o Canadá por 69-68 após cesta de Adrianinha, e fechou a sua passagem por Barueri com três vitórias (duas contra a Argentina). Ao contrário do que o V de vitória poderia supor, o V do time de Paulo Bassul nesta noite foi de vergonha. A exemplo da partida de segunda-feira diante das hermanas, vimos hoje outra atuação patética, outra escalação patética (Franciele de novo no banco e, depois, atuando por apenas 15 minutos), outra mostra clara da confusão que a comissão técnica coloca na cabeça das atletas.

Em que pese a vitória, vimos uma série de defeitos terríveis. O time segue sem defender absolutamente nada (Bassul não era o rei das retrancas mirabolantes?), continua obsoleto e previsível no ataque (aonde estão as jogadas do treinador?), passivo nos rebotes (13 ofensivos das rivais) e insosso na volta do ataque para a defesa (eu contei oito pontos de contra-ataque do fraco time canadense).

De bom tivemos um pouco da velha Micaela que conhecemos, uma boa atuação de Alessandra (12 pontos), uma razoável de Karen (nove pontos e ótima defesa no quarto final apesar de estar fora do peso) e uma decisiva Adrianinha (quatro de seus 11 pontos vieram nos 30 segundos finais). E só.

Jamais pensei em dizer isso, mas vamos lá: Paulo Bassul, que tanto queria uma chance na seleção após a sua passagem como assistente de Antonio Carlos Barbosa, consegue fazer um trabalho pior que o de seu antecessor. Noves fora a pressão que lhe é imposta, acho que essa singela frase já diz muito sobre a (falta de) qualidade que temos visto em quadra.

Que os deuses do basquete brasileiro iluminem a cabeça dos nossos comandantes, porque a Copa América promete ser uma montanha-russa de emoções. E ainda temos um corte antes do torneio, hein. Será que a lógica de Bassul cortará outra promessa, ou teremos novidade?

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Gasol, o craque

No Eurobasket de hoje, a Sérvia passou pela Rússia por 79-68 e se classificou ao Mundial de 2010. Com 18 pontos, o jovem Uros Tripkovic (23) foi o grande destaque sérvio.

Outro time que se classificou de primeira foi a Espanha (foto), que contou com atuação soberba de Pau Gasol (28 pontos em 11/13, nove rebotes e apenas 28 minutos disputados), que foi bem coadjuvado por Rudy Fernandez (16). A França, exército de um homem só, teve o seu comandante (Tony Parker) apagado (seis pontos e 1/6 nos chutes) por conta da estupenda marcação de Ricky Rubio e das coberturas defensivas de Felipe Reyes e Alex Mumbru. A forte defesa espanhola levou os franceses a 17 erros e 7/20 dos três pontos.

Amanhã, Turquia e Grécia, e Eslovênia e Croácia fecham os duelos das quartas-de-final do Eurobasket.

Croata nunca foi contatado pela CBB

Este cidadão da foto é Zeljko Pavlicevic, técnico croata de 58 anos que treinou o Japão no Mundial de 2006. Ele foi apontado pela ESPN-Brasil como provável sucessor de Moncho Monsalve na seleção masculina. O blog correu atrás do cara durante duas semanas, encontrou o email do simpático Zeljko com a federação japonesa e transmitiu a questão para ele. A resposta é simples:

- Jamais fui consultado por qualquer pessoa da CBB ou do basquete brasileiro. Conheço o Moncho (Monsalve) há anos, e não seria correto tratar de um assunto como estes com ele (Moncho) dirigindo o time nacional de vocês. A seleção brasileira tem muito potencial, seria uma honra dirigi-la, mas não posso falar sobre um convite que nunca houve.

Huertas é apresentado no Caja Laboral

Marcelinho Huertas foi apresentado oficialmente no Caja Laboral, time do também brasileiro Tiago Splitter. O armador terá a difícil missão de substituir Pablo Prigioni, argentino que se transferiu para o Real Madrid.

Uma perguntinha boba

Vejo no site da CBB que o governador do Mato Grosso (Blairo Maggi, na foto) recebeu Hortência e Janeth para o lançamento da Copa América em Cuiabá nesta terça-feira.

Sem querer ser chato, só queria fazer uma perguntinha inocente:
- O que fazia Janeth em Cuiabá, e não em Barueri onde treina a seleção adulta que hoje, às 21:30, enfrenta o Canadá? Até onde sei, sua nova função, a de assistente técnica do perdido Paulo Bassul, seria ajudá-lo na montagem de treinos, na análise dos adversários (será que ela sabe como jogam as rivais desta noite?) e nos aspectos pertinentes a uma comissão técnica.

Será que estou exagerando, ou o lado político, falastrão e pouco efetivo de Hortência falou mais alto outra vez? A Rainha do basquete, até agora, não trouxe medida concreta alguma para as meninas. Cartilha é muito pouco. Até quando?

Atlanta luta, mas perde a primeira

O Atlanta Dream bem que lutou, mas não resistiu ao Detroit Shock, que jogou em casa, fez 94-89 e abriu 1 a 0 no playoff semifinal do Leste da WNBA. Com 25 pontos, Deanna Nolan foi a melhor da turma de Michigan, mas saiu machucada no final e preocupa para o jogo 2.

Pelo Atlanta, Iziane esteve muitíssimo bem com 25 pontos, mas chutou a bola que poderia dar o empate no final completamente desequilibrada e ainda com tempo no relógio. Pendurada em faltas, Érika fez apenas 13+7. Os dois times voltam a se enfrentar na sexta-feira, na Geórgia. Nova derrota tira do Dream o sonho de avançar às finais (péssimo trocadilho, admito). No outro jogo, o Los Angeles Sparks bateu o Seattle Storm por 70-63.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Eslovênia na cabeça

Até então invicta, a Turquia sofreu um revés surpreendente hoje no Eurobasket. Com Turkoglu tímido (12 pontos e 2/8), os turcos perderam a partida e o primeiro lugar do grupo F para a Eslovênia. Os 69-67 vieram com 16 pontos do bom ala Bostjan Nachbar (foto).

Nos outros jogos, a Espanha eliminou a Polônia ao vencer por 90-68 (20 pontos de Pau Gasol e 23 de Navarro) e a Sérvia confirmou o seu renascimento ao bater a Lituânia por 89-79 (20 pontos e 12 assistências de Milos Teodosic, armador de 22 anos).

Com isso, as quartas-de-final que começam amanhã terão: Rússia x Sérvia, França x Espanha (melhor duelo!), Turquia x Grécia e Eslovênia x Croácia. Quem se classificar às semifinais garante vaga no Mundial da Turquia. Quem perder, duela pelas últimas passagens.

Qual é a média?

De acordo com o site da CBB, a média de idade da seleção feminina é de 26 anos. Como é sempre bom apurar as informações da entidade, eu fiz as contas. De acordo com meus cálculos, a situação é assim: 360/13 (número de atletas) = 27,7 anos, quase dois a mais do que o apresentado.

Vamos ver qual será a próximo corte do técnico Paulo Bassul. A caixinha é de vocês.

Os playoffs da WNBA

Começam hoje os playoffs da WNBA. O blog faz uma rápida análise dos quatro duelos, e coloca os palpites abaixo.

OESTE
Phoenix Mercury x San Antonio Silver Stars - Com Cappie Pondexter e Diana Taurasi jogando o fino da bola, o Phoenix, franquia de melhor campanha na fase regular, terá que tomar cuidado com Becky Hammon para não passar sufoco. Olho na australiana Penny Taylor, do time do Arizona, voltando a atuar com consistência vindo do banco. Meu palpite: 2-0 Phoenix.

Seattle Storm x Los Angeles Sparks - Com dúvida sobre a participação de Lauren Jackson, o Seattle vai precisar de atuações milagrosas de Sue Bird e Swin Cash, suas All-Stars que restaram, para passar pelas Sparks, que contam com Lisa Leslie, Candace Parker, Delisha Milton-Jones e Tina Thompson. Meu palpite: Sparks 2-1.

LESTE
Indiana Fever x Washington Mystics - Melhor time do Leste, Tamika Catchings (MVP?) e Katie Douglas não devem suar muito para bater o time da capital, que tem na ótima Alana Beard (15,9 pontos) uma de suas melhores armas. Meu palpite: Indiana 2-0.

Atlanta Dream x Detroit Schock - Mesmo com os 3-1 da temporada regular, acredito que o Atlanta de Érika e Iziane terá problemas contra o Detroit, cuja dupla de garrafão assusta: Taj Mac Williams e Cheryl Ford. Se isso não bastasse, o pessoal de Michigan ainda tem Deanna Nolan e Katie Smith nas alas. Meu palpite: Atlanta 2-1.

E você, vai acompanhar a pós-temporada da WNBA? Tem palpite para a final de conferência? Então arremessa na caixinha!

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Bassul corta Nádia da seleção feminina

O técnico Paulo Bassul (foto) acaba de cortar a jovem Nádia Colhado da seleção feminina que treina em Barueri para a Copa América. Sem ser testada nos amistosos contra a Argentina, a ótima ala-pivô de São Caetano verá a competição que será disputada em Cuiabá pela TV.

MINHA ANÁLISE
O treinador Paulo Bassul é coerente. Mantém uma linha que privilegia as atletas experientes e que nunca darão resultado internacional ao Brasil. É uma linha de raciocínio, mas uma linha curta e turva (para ser educado). Ano que vem tem Mundial, e Mamá, pelo que Bassul deixa transparecer, tem muito mais a acrescentar ao país do que a jovem Nádia (20 anos).

Ainda há um corte para acontecer, e, se não fosse a atuação cavalar de Franciele na noite de ontem, outra promessa seria limada (Fran estava na mira!). Vamos ver para onde a tesoura cega do técnico aponta.

Rússia, Grécia e Croácia nas quartas

Na última rodada do grupo E do Eurobasket, a já classificada França bateu a também qualificada Grécia por 71-69 (14 pontos e seis rebotes de Alain Koffi), mesmo placar da segunda colocada Rússia contra a Macedônia (25 pontos e 11 rebotes de Timofey Mozgov). Com os resultados, alemães e croatas entraram em quadra para disputar a quarta e última vaga às quartas.

E foi um jogo emocionante. Com ótima atuação de Roko Ukic (18 pontos) e Marko Popovic (na foto e com 11 pontos), os croatas bateram os germânicos por 70-68 apesar dos 18 pontos do armador Heiko Schaffartzik e ainda mantêm o sonho de classificar ao Mundial da Turquia vivo (os seis melhores garantem vaga).

Com isso, França (5-0), Rússia (3-2), Grécia (3-2) e Croácia (2-3) estão classificados às quartas-de-final do Eurobasket e agora esperam rivais do grupo F, que se define amanhã.

E aí, está acompanhando o torneio? Então comente na caixinha!

O desapontamento do Bert

"A atuação da seleção brasileira contra a Argentina hoje em Barueri foi simplesmente vergonhosa. Sem exageros, foi a pior atuação de uma seleção nacional que eu já testemunhei. Sinto-me desestimulado até a fazer uma análise individual das jogadoras, tão baixo foi o nível do basquete que elas jogaram"

"Eu sinceramente esperava mais. Com 24 pontos e 12 rebotes, Franciele foi a única que se salvou hoje. É a jovem que insiste em mostrar seu valor a um treinador que parece obcecado com a “experiência”. De uma forma tão assustadora que não permite nem um minuto de chance à pivô Nádia"

As declarações são do Bert, em seu Painel do Basquete Feminino. Se o Bert, o mais alucinado amante do basquete feminino brasileiro, está muito desanimado, será que alguém está feliz com o que temos visto do "time" de Paulo Bassul?
Uma perguntinha: cadê a Hortência, hein?

A imagem da semana

A imagem da semana é a de Michael Jordan chorando ao entrar no Hall da Fama. Ser de outro planeta que estacionou na terra apenas para jogar basquete, MJ levou muita gente às lágrimas com seu discurso emocionante, engraçado e inspirador. Ao seu lado está David Thompson, grande ídolo do melhor de todos os tempos. Pouca gente se lembra, mas Thompson, também no Hall (ano de 1996), detém a quarta melhor marca de pontos da história da NBA (seus 73 contra o Detroit em 1978 são superados apenas pelos 78 e 100 de Wilt Chamberlain e os 81 de Kobe Bryant).

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Três meses de quê?

Que atuação patética da seleção feminina nesta noite contra a Argentina em Barueri. Por mais que tenha vencido (77-71, na prorrogação), não há outra maneira de começar um texto que não assim. O time de Paulo Bassul não jogou absolutamente nada, mostrou um desinteresse assustador, errou horrores (29) e se salvou de uma derrota vexatória por causa de uma atuação excepcional de Franciele (24 pontos e 12 rebotes, além de cinco desperdícios - ela, na foto, é marcada por quatro rivais), que, aliás, não jogou no primeiro duelo contra as hermanas sabe-se lá por quê. E falando em questionamentos, coloco abaixo alguns. Quem tiver respostas, por favor a caixinha está aberta.

1- Treinando há três meses em Barueri, é possível que um time sério não saiba sair de uma defesa por pressão do adversário? O Brasil não conseguiu!
2- Treinando há três meses em Barueri, é possível que a pivô Kelly esteja visivelmente acima de seu peso? Aonde estão o preparador físico, o nutricionista e o chef do restaurante do hotel da seleção?
3- Treinando há três meses em Barueri, é possível que Paulo Bassul ainda insista com Mamá (1/5 nos arremessos e cinco faltas em 13 minutos) e Palmira como titulares, deixando Franciele (aquela dos 24 pontos e 12 rebotes) e Fernanda Beling ou Karen (responsável pela guinada e pela boa defesa no segundo período) no banco?
4- Treinando há três meses em Barueri, será que a jovem Nádia não pode jogar um amistoso sequer? As argentinas que vieram do sub-19 entraram, e muito, em quadra: Agostina Burani (18’), Andrea Boquete (7’) e Nadia Flores (9’).
5- Treinando há três meses em Barueri, é com esse basquete que Adrianinha na Itália? Hoje ela foi uma lástima, mostrou absoluta falta de interesse e errou mais do que todo mundo (8).
6- Treinando há três meses em Barueri, aonde foi parar o basquete de Micaela?
7- Treinando há três meses em Barueri, será que Paulo Bassul ainda não conseguiu passar às meninas como é que se defende? Houve dúvidas sobre corta-luzes, lado oposto e cobertura, situações que devem ser corrigidas nos treinamentos.
8- Treinando há três meses em Barueri, o que fazem os assistentes César Guidetti e Janeth Arcain?
9- Treinando há três meses em Barueri, será que a seleção não poderia nos apresentar algo mais inventivo no ataque do que apenas corta-luzes duplos na cabeça do garrafão e trocas simples no fundo da tabela?
10- Treinando há três meses em Barueri, será que não teria sido melhor testar novamente Karina Jacob, que luta por uma das vagas no garrafão, ao invés das já garantidas Alessandra e Kelly?

Como venho falando aqui há séculos, falta planejamento a esta seleção feminina. Para manter-se no cargo, Paulo Bassul convoca veteranas que, em sua cabeça, lhe garantirão o título da Copa América. A outra face da moeda, porém, lhe traz uma realidade cruel: com medo de arriscar, o treinador deixa de investir em jovens como Franciele (deixa ela no banco novamente, Coach!), Natália, Nádia e afins. E assim ficamos nessa lógica bassuliana que reza pela manutenção de veteraníssimas sem valor algum e pelo castramento de jovens promessas. Ah, e só uma coisinha a mais: Mamá e Palmira, em qualquer quinteto titular de qualquer seleção brasileira adulta, é piada.

Tão piada quanto este time mostrou ser nesta noite.

Alto-falante

"Michael é o maior jogador de todos os esportes coletivos. Ele deu a mim, a minha família e àqueles que estiveram associados aos Bulls absolutamente tudo. Todos nos beneficiamos com o fato de Jordan estar por lá, e eu fico feliz por ele neste dia tão especial. Mas o Hall da Fama é uma questão pessoal para mim. Não piso naquele lugar enquanto Tex Winter não for reconhecido"

A frase é do sempre polêmico Jerry Krause, ex-gerente geral do Chicago Bulls nos tempos de Michael Jordan, em entrevista ao site da ESPN. O chefão ficou feliz com a nomeação de MJ ao Hall da Fama, mas está ranzinza, com razão, pelo fato de Tex Winter, criador do Sistema de Triângulos (87 anos e com saúde debilitada), ainda não ter entrado no seleto grupo dos imortais de Springfield. Assino embaixo.

Te cuida, Seattle

Os playoffs da WNBA começam na quarta-feira, mas o Seattle deve começar a se preocupar desde já: sem Lauren Jackson mas com mando de quadra, fica muito difícil acreditar que o time ainda seja o favorito contra o Los Angeles Sparks, que vem de 10 vitórias nos últimos 13 jogos. Por duas razões: o time está empenhado em dar a Lisa Leslie um desfecho de ouro para sua carreira brilhante. E, o principal, Candace Parker (foto) está jogando demais.

Ontem, no último jogo da temporada regular diante de um Phoenix Mercury que decidiu poupar Diana Taurasi e dar ritmo a Penny Taylor (12 pontos), Candace teve ótimos 24 pontos, 14 rebotes e três tocos (81-78 para seu time). Foi, simplesmente, seu sexto duplo-duplo seguido. Além dela, Tina Thompson (que no site da WNBA ainda aparece com a camisa do Houston) parece ter encontrado a velha forma - 16 pontos no domingo e sétima partida com mais de 12 pontos.

A imprensa americana diz que ninguém chega com mais momentum (embalado) aos playoffs do que os Sparks. Se fosse de Seattle começaria a rezar para Lauren Jackson voltar. Nem que seja de muleta.

Revolução Francesa

Duas seleções ainda estão invictas no Eurobasket da Polônia: a Turquia, que hoje enfrenta a Grécia, e a França, que ontem bateu a Croácia por 87-79 e agora soma cinco vitórias (uma foi descontada para a segunda fase). E quem é o maior responsável pelo crescimento dos azuis? É o camisa nove aí da foto. Sendo reverenciado por Ronny Turiaf (aquele figuraça que jogou nos Lakers), Tony Parker, craque do San Antonio Spurs, parece enfim estar consciente de que seu trabalho no time nacional é diferente do que no time texano.

Defesa menos vazada da competição até aqui (63,2) e quarto time que mais dá assistências (16,2), a França é liderada por Tony Parker em uma campanha que pode até culminar com o inédito título continental (o vice de 1949 é o melhor resultado). O armador do San Antonio Spurs tem incríveis 19,2 pontos (segunda marca da competição, e 40% a mais do que a sua média ponderada no time texano), 2,3 roubos (o melhor), 51% nos arremessos de dois, quatro assistências (sétimo) e ainda 4,4 rebotes.

Sua principal qualidade, no entanto, não se lê nos números: é a liderança exercida em um grupo jovem e em formação. A França é um time composto por ótimos jogadores de elenco (Pietrus, Batum, Turiaf), mas com pouco espírito de decisão. Por isso, além de fazer a garotada jogar, Parker tem arrancado para as suas infiltrações em momentos fundamentais. O site do L'Equipe disse, dia desses, que o armador nunca foi tão "matador" quanto neste Eurobasket (para se ter uma idéia, dele saem 4,8 pontos em média em cada um dos quatro jogos difíceis de seu time no torneio nos últimos três minutos).

Tony Parker não é o único que joga na França, (outros cinco têm mais de 7,4 pontos de média, inclusive o promissor Nando De Colo), mas é quase isso. Com a Espanha em baixa, não custa nada sonhar com o título. Ainda mais com Parker jogando um basquete de altíssimo nível.

domingo, 13 de setembro de 2009

Parabéns, Nenê!

Brasileiro com melhor temporada na NBA em 2008-2009, Nenê completa hoje 27 anos (parabéns para ele!). Com 14,6 pontos, 7,8 rebotes e 60% nos arremessos, o pivô do Denver Nuggets bem que poderia começar este novo ciclo de sua vida informando se irá, ou não, jogar pela seleção que irá ao Mundial de 2010.

Entendo perfeitamente que Nenê não tenha participado da Copa América de Porto Rico. Depois de se recuperar do câncer em 2008 o atleta precisava de férias completas (para a mente e para o corpo). Pelo que se diz, casou-se, foi curtir a lua de mel com a esposa e agora descansa em São Carlos. Faz bem e merece.

Mas a temporada 2009-2010 já está chegando, e é com Nenê que o Denver conta para subir mais um degrau em sua escalada rumo ao título do Oeste. George Karl, seu técnico, quer que os números lá de cima cresçam ainda mais (o treinador projeta 18 + 10). Nós, brasileiros, lhe desejamos o mesmo sucesso, e torcemos para que ele tenha vontade de atuar pela seleção na Turquia.

Bom começo

Parece que ao menos na seleção adulta feminina ainda estamos bem melhores que a Argentina. Ontem, sem transmissão do Sportv, que havia prometido transmitir a partida mas ficou com medo de interrompê-la por causa dos jogos do US Open de tênis que nem acabou acontecendo (Obrigado, Canal Campeão!), o time de Paulo Bassul trucidou as hermanas com 65-50 diante de 3.200 pessoas em Barueri.

Diante dos números, o que dá para dizer de bom é o seguinte: Franciele e Nádia não jogaram, e pode ser um indicativo de que as duas não sigam para a Copa América (ambas são as mais novas do elenco, hein!); Kelly (na foto e com 14 pontos e seis rebotes) continua em boa fase; do nosso garrafão, aliás, saíram 39 dos 65 pontos brasileiros (60%) e 14 rebotes ofensivos, o que é excelente; nos três pontos, houve razoável aproveitamento (5/13); e as duas armadoras (Natália e Adrianinha) conseguiram 11 assistências somadas.

De ruim, além do péssimo aproveitamento nos dois pontos (18/51 e 35%) e nos lances-livres (14-25), houve 16 erros contra uma equipe bem fraca e mais uma atuação ruim de Micaela (3/11 nos arremessos e apenas nove pontos). Além dela, Palmira, com 3/9, voltou a ser a Palmira dos clubes (quem duvidava disso?) e Karen, com 0/6 nos chutes, não estiveram bem.

Parece claro o diagnóstico: temos um jogo de garrafão bem sólido com Kelly, Karina Jacob e Alessandra, mas precisamos melhorar nos arremessos de fora com alas mais confiáveis. Na Copa América, é possível ganhar assim. No Mundial, não.

sábado, 12 de setembro de 2009

Brasil e Argentina, comente aqui

Melhor jogadora do Brasil nas Olimpíadas de Pequim, a pivô Kelly (foto) comanda a seleção feminina no amistoso contra a Argentina. O Sportv transmite às 18hs, e o blog acompanha tudo (se não tiver acesso ao canal, veja as estatísticas pelo site da CBB). Vamos ver se Paulo Bassul dá algum sinal de quais serão as suas 12 para a Copa América. Ontem, Érika se classificou aos playoffs da WNBA e não jogará pelo time nacional.

Está vendo a partida? Comente na caixinha!

Tudo sobre Michael Jordan

Rodrigo Alves deu um show de cobertura sobre a nomeação de Michael Jordan no Hall da Fama, ontem, nos EUA. Clique aqui e confira tudo. O vídeo de seu discurso, de quebra, é bem emocionante, e você vê abaixo. Ainda chorando muito, seu primeiro agradecimento, aliás, foi para Scottie Pippen, seu fiel escudeiro em Chicago. Bem legal! Pat Riley, Isiah Thomas, George Gervin, Dennis Rodman, entre outros, estiveram lá para fazer reverências ao rei.






Espanha perde outra

Hedo Turkoglu fez dois pontos, mas a Turquia venceu a Espanha por 63-60 na abertura do grupo F do Eurobasket da Polônia (Ilyasova fez 15). Liderados por Pau Gasol (16 pontos e nove rebotes), o time de Sergio Scariolo correr risco de não passar para a próxima fase.

Para se ter uma idéia, o treinador, com o time perdendo por um ponto (61-60), confiou a última chance de o time vencer ao jovem armador Sergio Llull, o que gerou a ira de Marc Gasol: "Com Pau em quadra, é inacreditável que a bola não tenha ido para ele. Deram para o mais garoto, e é isso que acontece". Como diria o narrador, "vive um drama o basquete espanhol".

Adeus, seleção

Érika teve uma atuação que podemos chamar de cavalar na noite de ontem: 15 pontos e 14 rebotes em 20 minutos na vitória do Atlanta Dream sobre o Connecticut por 88-64. Com o triunfo, o elenco da Geórgia se garantiu nos playoffs da WNBA pela primeira vez, e com uma temporada exuberante: após patéticos 4-30 em 2008, o time, que adicionou as ótimas Sancho Lyttle, Chamique Holdsclaw e a caloura Angel McCoughtry, agora possui 18-15, ainda com uma partida por jogar na temporada regular.

Com o resultado, Érika avança aos playoffs e não atua pela seleção feminina na Copa América de Cuiabá. Desfalque sentido por Paulo Bassul, já que a pivô é a melhor jogadora do país na atualidade. Que no Mundial do próximo ano ela volte com força total, e que o treinador monte o seu time "ao redor" da camisa 14 do Atlanta.

Por falar em seleção, às 18hs o time de Paulo Bassul começa a sua série de amistosos contra a Argentina. O Sportv transmite e o blog acompanha com ansiedade.

Boa, Bial!

Falar de Alberto Bial é sempre complicado por aqui. O técnico, quase sempre, se confunde com o personagem, que, diga-se, foi criado por si próprio. Sobre o técnico, o que posso falar neste momento é bem legal: leio no site da LNB que ele esteve na Espanha por duas semanas para uma série de visitas. O treinador de Joinvile ainda assistiu o Torneio Cidade de Sevilha e conheceu o Real Madrid e Estudiantes. De quebra, ainda se filiou à Associação de Treinadores local.

É bem legal vermos que há um sopro de esperança entre aqueles que estão à beira da quadra, mas fica, também, uma sugestão para LNB e CBB, duas das maiores fomentadoras do basquete nacional: essas iniciativas são lindas quando partem dos próprios treinadores, como Alberto Bial, mas devem, prioritariamente, fazer parte da lista de obrigações das duas entidades. Se elas querem que o nível técnico das partidas cresçam e que o número de praticantes aumente, que estimulem os seus comandantes a estudar, se reciclar, se atualizar. Do jeito que eles estão, a tendência é piorar.

Por isso, mais uma vez parabéns a Alberto Bial, e que CBB e LNB liguem o sinal de alerta. Estimular técnicos a fazer intercâmbio, como diz o site, não é elogiar aquele que viaja por si só. No dicionário, o verbo é descrito assim: "dar incentivo a; despertar o ânimo, o interesse, o brio de; encorajar, incentivar, incitar". Para que isso aconteça creio que ainda falte um pouco. Como diz Bial, "o caminho é o trabalho a longo prazo". Tomara que algum dia as entidades compreendam que o primeiro passo é sempre o mais importante.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Helen pára por 20 dias, mas está garantida

Acabo de conversar com Paulo Bassul, técnico da seleção feminina que treina há quase três meses em Barueri. Ele me conta que Helen Luz teve que parar de treinar por três semanas devido a uma forte tendinite no joelho. Mesmo assim, ela está garantida no grupo que representa o país na Copa América de Cuiabá (23 a 27 deste mês).

Com 14 atletas treinando (Érika, que ainda é esperada, não deve vir, já que seu time deve se classificar aos playoffs da WNBA nesta noite), os cortes devem acontecer depois das partidas amistosas contra a Argentina (amanhã, às 18hs, e segunda, às 19hs, com transmissão do Sportv). O técnico, obviamente, não quis deixar claro em que atletas recairão a sua tesoura, nem sobre a estrutura tática da equipe (se irão duas armadoras, Natália e Adrianinha, e seis pivôs, Karina, Franciele, Mamá, Alessandra, Kelly e Nádia). Para os jogos contra as hermanas, Helen está fora.

Eu apostaria que a polivalência de Helen (que faz a 1 e a 2) e de Silvia Gustavo (3 e 4) deve fazer com que Bassul aposte nas duas armadoras e em cinco "grandes".

E você, o que acha? Como montaria a sua seleção para a Copa América? Opiniões na caixinha! Ainda falando de basquete feminino, o Bert coloca em seu blog o inesquecível jogo da semifinal dos Jogos de Atlanta entre Brasil e Ucrânia. Confira aqui.

Michael Jordan entra no Hall da Fama

"O Rei está nu". "Xeque-mate". "A coroa do Rei". "O Rei no trono". Poderia começar este post com inúmeros títulos de gosto duvidoso para falar sobre a nomeação definitiva de Michael Jordan no Hall da Fama que acontece hoje, mas sinceramente pouco tem a ser dito. Além dele, Vivian Stringer, Jerry Sloan, David Robinson e John Stockton estão na classe de 2009.

Para quem quiser falar, a caixinha está aberta. Para quem quiser ver, o Canal de vídeos de MJ no Youtube fala por si só. O Rei está definitivamente coroado, e palavras não são muito necessárias para Michael Jordan. "O Rei está nu".

Em Nova Iorque, Sportv negocia a NBA

Diretores do canal a cabo Sportv encontram-se em Nova Iorque negociando com a NBA os direitos de exibição da liga americana para as próximas temporadas.

No complexo de Flushing Meadows, onde acontece o US Open de tênis, há, inclusive, um Diretor de Vendas da NBA para a América Latina credenciado pelo canal. O único impedimento para a finalização do contrato é que a liga americana deseja envolver, também, a Rede Globo (TV aberta, portanto), que, por sua vez, ainda não se mostra muito animada com a possível exibição de jogos de basquete em sua grade de programação.

Vamos ver o que o futuro nos reserva.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

O Senador

Assim o Senador Wellington Salgado (PMDB-MG) definiu a conquista da seleção na Copa América: "A proeza realizada não tem precedentes. A relevância do feito traduz o resultado de um árduo trabalho que vem sendo articulado, apoiado e patrocinado pela nossa querida Eletrobrás".

Ainda de acordo com a Agência Senado, o nosso bravo político disse que se trata de uma "conquista inédita" do basquete masculino, acrescentando que a vitória sobre a seleção de Porto Rico foi obtida no final da partida, por apenas um ponto. Salgado apresentou em Plenário requerimento de cumprimento à seleção de Moncho Monsalve.

Três perguntas:
1- Como que uma conquista é inédita, se ela foi obtida em 2005?
2- O Senador não poderia nos apresentar algo mais relevante, não?
3- Quando a população brasileira vai propor um requerimento de cumprimento aos serviços prestados pelo político Wellington Salgado?

Terra Estrangeira

Após a primeira fase do Eurobasket, Israel (do cestinha Lior Eliyahu, de 21,3 pontos), Bulgária, Inglaterra e Letônia já estão eliminados. Na próxima etapa, que começa amanhã, dois grupos de seis seleções definem os oito melhores (para saber mais, clique aqui).

O que mais chama atenção na Euro, no entanto, é a presença "estrangeira". Dos dez primeiros cestinhas, três nomes são "engraçados". O quarto, Earl Rowland (foto), teve 17,7 pontos pela Bulgária, mas nasceu, de acordo com o site da competição, em Frankfurt (duvidosa a informação, evidentemente). Kelly McCarty (oitavo), pivô russo de 16,3 pontos, é de Chicago (EUA). E o décimo, o armador "polônes" David Logan (16 pontos e 5,3 assistências, melhor marca da competição), também é de Illinois (Chicago).

Para um continente recheado de craques, não pega muito bem ver que quase todas as seleções possuem os seus "gringos". Se não for o caso de um Meligeni da bola laranja, é um tremendo mico ficar naturalizando apenas pelo benefício técnico. Identidade nacional ainda não se compra na esquina. E torneios entre seleções é, antes de qualquer coisa, uma representação de atletas com a mesma identidade nacional.

Os deuses de Iverson

"Deus escolheu Memphis como o lugar que vou continuar a minha carreira". Foi assim que Allen Iverson anunciou no Twitter que jogará pelos Grizzlies. Lá, encontrará os também explosivos Rudy Gay, Zach Randolph e Mike Conley.

Do meu lado, não entendo a escolha do Memphis: iniciada ano passado, a renovação do elenco vinha bem com Conley, O.J. Mayo, Marc Gasol e agora Hasheem Thabeet. Na temporada passada, os Grizzlies tinham o quinteto mais jovem e promissor da liga. Com os dois veteranos e Steven Hunter, a turma da terra do Elvis faz uma mescla boa, mas perigosa.

Iverson tomará tempo de quadra de Conley e Mayo. Randolph e Hunter, de Gasol e Thabeet. Se os jovens começarem a reclamar de falta de evolução, o técnico Lionel Hollins precisará tomar uma atitude. E a gente sabe bem aonde a corda rói nestes momentos, né. De todo modo, o blog deseja sorte a este craque chamado Allen Iverson, que faz uma escolha simples: ele quer continuar jogando por 35, 40 minutos, mas sabe que não ganhará um anel em 2010.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Da Prancheta

3 - Foi o número de prorrogações da partida em que Assis venceu contra São José por 94-92 na noite de hoje pelo Paulista Masculino (antes, empate em 63 no tempo normal, 72 no primeiro tempo extra, e 83 no segundo). Para se ter uma idéia, o americano Mark Borders, do time vencedor, atuou por 55 minutos. Mineiro, dos perdedores, por quase 51. Que maratona, hein!

Alto-falante

"Confiança é sinal de relaxamento. Prefiro o medo, que o faz ficar atento. Digo isso porque sou um especialista em fracassos e sei que quando acabam os êxitos, as adesões a você acabam também"

A frase é de Marcelo Bielsa, técnico da seleção de futebol do Chile. A declaração do treinador, que em breve pode perder para o Brasil, faz muito sentido ao basquete, neste momento de euforia e entusiasmo. Bielsa é um especialista em estudos táticos, um inconformado e um tarado por mudanças de estilo em seus times. É chamado de "El Loco". Poderia ser "Um craque".