segunda-feira, 18 de maio de 2009

Novidades na rede

-- Vejo no sempre ótimo Território LNB que está criada a Associação dos Atletas Profissionais de Basquetebol do Brasil. Ratto será o presidente. E Marcelinho Machado o vice.

-- O ala Eddy (foto), atleta do Saldanha da Gama, criou um blog. Vale a pena conferir. É divertido, leve e o jogador se arrisca a comentar as partidas dos playoffs do NBB. É só clicar aqui.

Novidades da WNBA

-- Michael Cooper (foto) anunciou esta semana que ao final da temporada 2009 da WNBA não mais treinará o Los Angeles Sparks. Ele comandará o programa de basquete feminino da USC (Southern California). Ele não terá Candace Parker desde o começo. A ala-pivô teve a sua primeira filha na sexta-feira.

-- Acabou o mistério. Depois de muita especulação, Lauren Jackson, a gata e pivô australiana, anunciou que jogará mesmo pelo Seattle Storm. Mesmo com proposta do Phoenix Mercury, onde joga a sua amiga Diana Taurasi, ela decidiu permanecer na franquia onde conquistou o título em 2004.

-- Anne Donovan, primeira mulher a ganhar um título da WNBA como técnica e campeã olímpica com os EUA em Pequim, será assistente no New York Liberty. Muita gente aposta que a treinadora, Pat Coyle, não dura até a metade do ano.

Conflito de datas

Vejo que Leandrinho lançará seu Camp no começo de julho (o primeiro de 07 a 11, e o segundo de 11 a 15 - ambos em São Bernardo do Campo, São Paulo). De acordo com o programa disposto no site, o ala estará lá para acompanhar a garotada. A iniciativa é legal, maneira, merece aplausos. Se não fosse um detalhe: a programação da seleção brasileira que disputará a Copa América no meio disso tudo.

Uma rápida consulta no site da CBB indica: a primeira fase de treinos da seleção vai até o dia 8 de julho. Depois disso, o time de Moncho viaja a Portugal, onde joga amistosos entre os dias 10 e 12, e os Jogos da Lusofonia, entre 14 e 19. A conclusão é óbvia: Leandrinho não pode estar em dois cantos ao mesmo tempo (principalmente para os meninos do segundo grupo do acampamento), e desfalcará algum lado.

Aí fica a pergunta: aonde estará Leandrinho em julho? Em seu camp com a garotada, conforme prometido no site, ou com a seleção?

domingo, 17 de maio de 2009

O atual campeão está eliminado

Receita número um para ganhar um jogo 7 de playoff na casa do adversário, mesmo que ele não perca um deste tipo há mais de 20 anos: comece na frente. Número dois: na volta do intervalo, freie o jogo. Número três: como tiro de misericórdia, ataque-o no princípio do quarto período. Número quatro: se tiver sorte, reze para alguém sair do banco e pontuar bastante. Foi tudo isso o que o Orlando Magic fez nesta noite, em Boston, eliminando o atual campeão nas semifinais da conferência do Leste. Agora, o concentrado e frio time de Stan Van Gundy, acusado de falta de comando e péssimo controle emocional (bobeira!), enfrenta o Cleveland por vaga na final.

Seguindo o roteiro acima, o Orlando começou o jogo com 27-17. Impediu que o Boston acertasse suas bolas de três (4-16). Converteu grande parte das suas (13-21 e 61,9%). Teve em seus dois ótimos alas, Turkoglu (25 pontos, 12 assistências e sua melhor atuação na pós-temporada) e Lewis (19 pontos), ótimas armas. E no surpreendente Mickael Pietrus, saindo do banco, uma excelente surpresa (17 pontos) E abriu 15-4 no começo do quarto período. O resultado, uma lavada surreal de 101-82, classifica os Magic para um duelo que promete ser muito interessante contra o Cleveland.

Ao Boston fica a lamentação pela ausência de Kevin Garnett nos playoffs. Não sei se o cansaço influenciou muito neste duelo final. Ano passado os verdes também fizeram dois de seus confrontos iniciais em sete jogos, e ganharam. O camisa 5 é que não estava lá desta vez. E o brilho de Rashard Lewis na peleja de hoje só aumenta essa certeza de que, com ele, tudo poderia ter sido diferente. Não resta dúvida que em 2009-2010 os Celtics serão muito mais fortes. Perder, em alguns casos, pode fazer bem.

Sem sofrimento

Parece que o Lakers entrou em quadra hoje disposto a não correr riscos no sétimo e decisivo jogo da série contra o Houston Rockets. Defendendo muito, fez com que o Houston errasse os seus 12 primeiros arremessos e abriu logo uma boa diferença no primeiro quarto (22-12). Multiplicou a vantagem antes do intervalo (51-31), administrou no terceiro período e sacramentou a vitória de 89-70 com ótima atuação de Pau Gasol (21 pontos, 18 rebotes e o fim do marasmo) e o renascimento de Andrew Bynum (14 e seis rebotes). Na final do Oeste o Los Angeles enfrenta o Denver a partir de terça-feira (ESPN, 21:30hs). Kobe (foto) fez 14.

Ao Houston, uma salva de palmas. Mesmo sem suas principais estrelas o time lutou até o final. Mas as atuações ruins de Luis Scola (4-12), Ron Artest (3-10) e Aaron Brooks (4-13 e cinco erros) fizeram com que o time texano fosse eliminado antes mesmo do meio do quarto período. De todo modo, parabéns ao técnico Rick Adelman, que ainda não conseguiu derrotar Phil Jackson em uma série de playoff, e aos Rockets.

Da Prancheta

17-3 - Este é o retrospecto do Boston Celtics em jogos 7 no seu ginásio. É contra esta marca que o Orlando atuará para tentar avançar à final do Leste (às 21:30 deste domingo). Tarefa complicada, principalmente por causa dos dois dias de descanso. Desgastados, os comandados de Doc Rivers tiveram um tempinho para recuperar o fôlego.

Alto-falante

"Que legado? Que união? O basquete brasileiro nunca foi unido e nunca será. É hipocrisia falar em união. Contudo, é preciso existir respeito entre todos. Saber ouvir o próximo e muito mais. Além é claro deixar a vaidade de lado"

Foi assim que o amigo Bruno Lima respondeu a uma pergunta do questionário de Alcir Magalhães, do Newsflash, sobre o legado de Grego para o basquete brasileiro e a união da modalidade. Bruno sabe tudo da bola laranja, dentro e fora das quadras, e foi o criador do extinto e saudoso Diário do Basquete.

Rubio se lesiona

Quando restavam sete minutos para acabar o segundo quarto da primeira partida entre Real Madrid e DKV Joventut, pelo playoff da Liga ACB, o jovem Ricky Rubio abriu demais a perna e se lesionou. Saiu aplaudido pela torcida "merengue", e causa preocupação na sua equipe (sua contratura muscular já o tira da segunda partida, que acontecerá na segunda-feira). Mais ainda: imagino que Dan Fegan, empresário do garoto para o futuro contrato na NBA, deva estar uma pilha de nervos (uma lesão do camisa 9 agora seria uma tragédia). O Real acabou vencendo o duelo inicial com facilidade (79-62). Veja a imagem da lesão abaixo.

Lakers e Boston seguirão vivos

Gostaria muito de ter a coragem de dizer que Rockets e Orlando avançam às finais de conferência, mas não creio que isso aconteça neste domingo. Se tivesse que apostar em um dos "azarões" que atuam fora de casa, iria de Magic. Mesmo assim, ainda acho que Lakers e Boston, no calor das emoções destes dois sétimos jogos emocionantes, avançam diante de seus torcedores. Mas por quê?

1- Por pior que estejam Derek Fisher, Andrew Bynum e todo o elenco de apoio, Kobe Bryant (foto) e Pau Gasol devem render bem mais do que no jogo seis em Houston. E muito provavelmente o garoto Aaron Brooks deve sentir a pressão de ser um dos líderes do time. Caso Ron Artest acerte a mão, coisa que ainda não fez na série (38% nos arremessos e 29% nos tiros de três), as chances do time de Rick Adelman crescem bastante. Mesmo assim, Phil Jackson deve ter algum coelho para tirar da cartola.

2- O Boston teve dois dias de descanso. Para quem está "no bagaço", um dia a mais para a musculatura faz uma baita diferença. E tem mais: não será todo dia que Ray Allen chutará 2-11 (e 0-7 dos três) em uma partida de playoff. Mas o Boston que abra o olho: se Dwight Howard terminar novamente com um 20-20, as possibilidades do Orlando Magic sobem assustadoramente. Por fim, digo que o "instinto animal" de Paul Pierce (foto) fará a diferença novamente.

E você, leitor, o que acha? Quem avança para as finais de conferência?

sábado, 16 de maio de 2009

Leandrinho no Sportv

Conforme foi dito na caixinha, Leandrinho deu entrevista ao Sportv nesta semana. Coloco abaixo para quem quiser conferir. O papo, como era de se esperar, foi morno.


A voz de Paulo Bassul

Acabo de falar com Paulo Bassul, técnico (oficialmente mantido) da seleção feminina (leia abaixo). Do aeroporto o técnico falou do encontro que teve com Hortência e Janeth: "Foi uma reunião muito produtiva e acredito que este é um momento especial do basquete brasileiro. Sobre a Iziane, prefiro não comentar nada de maneira específica, mas todas as melhores atletas do país serão convocadas, desde que compactuem da filosofia de trabalho e de planejamento também. E a Iziane está entre as melhores", afirmou Bassul.

Bassul fica, Janeth entra e Iziane...

Vejo no Globoesporte.com que Janeth será a técnica da seleção sub-15 feminina (no lugar do Tarallo, que fica apenas na sub-19) e auxiliar de Paulo Bassul na adulta. O técnico, aliás, foi mantido no comando do time em reunião nesta manhã na Federação Paulista. Bola dentro de Hortência neste começo.

Os playoffs do NBB

Começa hoje o playoff do NBB. Sem nenhum paulista com mando de quadra, o que é incrível. De acordo com levantamento da Folha de S. Paulo, os times da "Terra da Garoa" venceram 33 dos 42 brasileiros disputados, mas parece difícil acreditar que isso vá se repetir este ano. Ao meu ver, Flamengo e Brasília estão um degrau acima, talvez com exceção de Limeira, que mesmo jogando um basquete para lá de tresloucado pode surpreender.

Para abrir o mata-mata teremos hoje Pinheiros (8) e Flamengo (1) às 18hs e Limeira (5) contra Joinvile (4). Os times de Zanon e Bial (na foto brigando por um rebote na temporada regular) medem forças às 21:30 com transmissão do Sportv, aliás. Os times que jogam em casa estranhamente foram os de pior campanha, fruto do regulamento da LNB (eu não gosto, mas entendo).

Amanhã, no interior paulista o Bauru (6) recebe o Minas (3) no confronto de dois ex-assistentes da seleção (Guerrinha e Flavio Davis), e o Franca mede forças com o Brasília, no duelo dos dois ex-comandantes do time nacional. Quem quiser saber mais, vale a pena conferir o guia do Basketbrasil. Se tivesse que apostar, diria que passam Flamengo, Brasília, Minas e Limeira.

Da Prancheta

100- Este é o número da sorte ou do azar para o Lakers na partida de amanhã contra o Houston. Quando fizeram mais de 100 pontos, os angelinos venceram suas sete partidas de playoff. Quando marcaram menos, perderam todas as quatro. O jogo seis entre as duas equipes, aliás, foi o mais assistido da história da ESPN (7,5 milhões de pessoas).

Um solo de Tisdale

Wayman Tisdale sempre foi um grande jogador. Desde os tempos da universidade de Oklahoma, quando, depois, teve a sua camisa retirada. Na NBA, passou Kings, Pacers e Phoenix, com média de 15 pontos na carreira. Sua "canhotinha" mortal ajudou a levar os EUA ao ouro olímpico em 1984. Aos 44 anos, Tisdale faleceu ontem, vítima de um câncer duríssimo. Ele se vai, mas deixa só boas lembranças. Além do basquete, ele ainda era baixista de uma banda de jazz, e baixista dos bons. Uma pena!

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Na sala e nas quadras

A norte-americana Sylvia Fowles (foto) foi campeã olímpica em 2008 e logo depois seguiu para a Rússia, onde defendeu o Spartak Moscow (16 pontos e 10 rebotes n agora tricampeão da Euroliga). Estrela da WNBA em sua estréia e melhor pivô da Europa também como caloura, ela tinha tudo para se acomodar. Mas escolheu o caminho que muitos consideram o mais complicado.

Na Rússia Fowles passava horas na internet, mas não como a maioria dos atletas: a pivô, também especialista em tocos, lutava contra o sono para estudar e se formar pela Louisiana State University (faltavam dois créditos quando ela decidiu rumar para a WNBA).

Seu prêmio máximo acontece neste fim de semana. Seguindo os passos de Shaquille O'Neal, que também se formou pela universidade, Fowles retorna para a cerimônia dos formandos anuais de Louisiana, onde receberá o seu diploma. Na primeira fila estará sua mãe, a quem a pivô havia prometido o canudo quando entrou na WNBA. Belo exemplo!

Bola dentro

Leandrinho esteve nesta manhã na sede da Confederação Brasileira. Lá, ele foi recebido pelo novo presidente e pela comissão técnica da seleção masculina (Moncho inclusive). O ala do Phoenix, que será papai em poucos meses, recebeu um mimo de Carlos Nunes (uma toalha com o nome de sua filha) e reafirmou o seu compromisso em atuar pelo time nacional.

Independente do resultado prático disso, a visita mostra uma outra postura da CBB. Em que pese a falta de propostas claras para o basquete brasileiro, Carlos Nunes demonstra, ao menos neste começo, uma postura bem mais conciliatória e amistosa com os atletas. Essa reaproximação é muito salutar e merece ser aplaudida. Bola dentro!

Houston segue vivo

Luis Scola (foto) somou 24 pontos e 12 rebotes. Aaron Brooks voltou a jogar bem com 26 pontos e quatro assistências. Foi assim que o valente Houston Rockets venceu o Lakers ontem por 95-80, forçando o sétimo jogo em Los Angeles no domingo. Sem Yao e T-Mac, os texanos mostram uma capacidade de superação incrível e levam os atuais campeões da conferência Oeste às últimas conseqüências.

E então, quem avança para enfrentar o Denver Nuggets? O Lakers, que jogará em casa, ou o surpreendente Houston Rockets?

Um alto-falante e uma discussão

"A UNISUL, para manter uma equipe competitiva, aceitou reduzir o seu nome no uniforme dos atletas e até em placas publicitárias, e preferiu silenciar-se diante da decisão da emissora de televisão, exclusiva na retransmissão dos jogos, de omitir o seu nome na identificação da equipe. Além disso, de cinco jogos exibidos ao vivo em 2008, apenas um mereceu transmissão simultânea este ano na emissora aberta, o que contribuiu à desistência de patrocinadores, que não renovaram os seus contratos ou que propuseram a redução de valores para a nova temporada".

Esta é uma parte do comunicado da Unisul, time de vôlei masculino treinado por Giovane Gavio (foto) que fechou as portas essa semana (é o quarto caso no segundo esporte mais popular do país ao final da temporada). Parece clara a crítica da equipe à TV Globo e ao Sportv a respeito da falta de exposição dos seus patrocinadores. Mas a discussão pode, e deve, ser ampliada para todo o esporte brasileiro, e principalmente ao nosso basquete.

Por isso fica a pergunta, que rende uma boa e saudável discussão: até que ponto a LNB deve ficar refém da TV Globo, como apontou o presidente da Liga (Kouros) a este blog? Até que ponto, também, os patrocinadores investirão em uma modalidade até então desacreditada, se no maior momento de exposição as suas marcas são "esquecidas"? A caixinha é de vocês!

quinta-feira, 14 de maio de 2009

A resposta

Dwight Howard reclamou que não pegava na bola. Seu time, que não é bobo, deu-lhe a bola. Com 16 arremessos tentados (cinco a mais que sua média nos playoffs), nove acertados, o Super-homem terminou a partida com incríveis 23 pontos (ainda errou cinco de seus 12 lances-livres) e 22 rebotes (10 ofensivos). O Orlando Magic venceu os Celtics por 83-75, empatou a série em três vitórias e agora decidirá o seu futuro no domingo, em Boston. Os verdes, aliás, repetem o caminho da temporada passada, quando jogaram 14 vezes nas duas primeiras rodadas dos playoffs.

E aí, quem vence o jogo sete? O Boston, que joga em casa e terá um Ray Allen melhor que hoje (2-11), ou o Orlando, que precisará de um Turkoglu mais efetivo (3-13 e péssimo na marcação nesta quinta-feira)?

Bola no D12

Dwight Howard não tem que provar nada a ninguém. Ganhou o ouro em Pequim e é o único jogador da NBA com 20 pontos e mais de 13 rebotes. É fera, não há dúvida disso! Mas hoje à noite ele precisa jogar, e jogar muito, se não quiser ver o seu Orlando Magic ser eliminado por um Boston que não conta com uma de suas peças (Kevin Garnett) e que vê um atleta não mais que mediano (Glen Davis) brilhando no local em que deveria ser seu - no garrafão.

Depois de criticar o técnico Stan Van Gundy erradamente (na temporada regular a média de arremessos ficou em 12,3, e nos playoffs está em 11,7), D12 precisa provar que faz parte do hall dos jogadores que realmente chamam a responsabilidade quando o seu time precisa.

Não duvido muito que Van Gundy tenha dito aos seus atletas para "alimentar" Howard com passes. Os grandes jogadores respondem nestes momentos. Portanto, bola no D12 e vamos ver o que acontece!

Alto-falante

"Estou disposta a voltar. Até porque a seleção nunca foi tirada do meu futuro por opção. Ele (Paulo Bassul) falou muita coisa. Não teria clima para trabalhar com uma pessoa assim"

A declaração é de Iziane, e foi publicada pela Folha de S. Paulo de ontem. Se tem algo que "admiro" muito na camisa oito é o seu equilíbrio, o seu "timing" para uma frase dessas e, sem dúvida, a sua humildade. Se ela não errou, por quê não voltar a seleção e tirar quem a sacou de lá? E viva o Brasil!

Eu só torço para a Hortência não manchar aquilo que ela demorou tanto para construir: a sua reputação como, mais do que uma atleta, uma pessoa correta e comprometida com valores que consideramos éticos.

O dono da festa

Quase nas lonas, o Dallas precisava fazer um primeiro tempo seguro para tentar alguma coisa contra o Denver Nuggets, no Colorado (invicto há 15 partidas por lá). Levou 69-55 em 24 minutos. Não tem quem agüente uma dessas e ganhe uma partida de playoff. Muito menos uma série.

Foi assim que, liderado pelo fantástico Chauncey Billups (28 pontos, 12 assistências e sete rebotes), os Nuggets derrotaram os Mavericks por 124-110 na noite de ontem, fechando a série em inapeláveis 4-1. Carmelo Anthony, com 30 pontos, e Nenê, com 17 e sete rebotes, também foram bem. Ao Dallas restam as lamúrias pelo erro dos árbitros no jogo três, e a esperança que o time consiga um bom pivô (Erick Dampier é fraco). Nowtizki, que fez 32 nesta quarta-feira, terminou o duelo com médias de 34 pontos e 11 rebotes.

É a primeira vez desde 1985 que o Denver chega a final do Oeste, e chega com muitas credenciais. E é a sétima consecutiva que Billups, o grande maestro do time, chega a esta mesma etapa.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Das grandes diferenças

"O Toronto Raptors não pode me impedir de jogar pela seleção espanhola. Eles simplesmente não podem me dizer nada, porque eu tenho essa cláusula no meu seguro". A frase é de José Calderon, armador da franquia canadense da NBA. O jogador, portanto, já garante a sua presença no Eurobasket da Polônia (entre 7 e 20 de setembro). Quanta diferença entre a atitude do espanhol e a dos atletas brasileiros, hein?

Alto-falante

"Eu sou capaz de pontuar no garrafão. Não quero dizer que se ganha somente no ataque, mas quando você tem um jogador dominante, deixe-o ser dominante. E eu sou dominante naquela área. Acho meio inadmissível que tenha recebido apenas dez bolas durante o jogo de hoje (ontem)"

A frase, dita ontem após a derrota de 92-88 para o Boston Celtics, é de Dwight Howard, um tanto quanto infeliz com o técnico Stan Van Gundy, do Orlando. D12 reclama de seus touches e da incapacidade de seu time em colocá-lo no jogo. Tá aí um problema que o Orlando precisa resolver com urgência. Com o "jogador dominante" no garrafão, os Magic têm sido sugados por Glen Davis.

Vale a leitura

João Henrique Areias (na foto com Leandrinho) explica, no site do Fla Basquete, que o rubro-negro pode, sim, deixar o Rio de Janeiro para as finais do NBB. Confira aqui. Nos próximos dias um post completo falando sobre o mata-mata da competição, ok?

Vale, também, alertar para a rodada final do torneio nesta noite. Bauru, Franca e Pinheiros, empatados com 42 pontos na classificação, disputam a sexta, sétima e oitava colocações. Quais serão os cruzamentos dos playoffs? Alguém se habilita a arriscar na caixinha?

Lakers e Rockets, jogo 5

Essa cara de preocupação de Ron Artest se justifica. O seu Houston Rockets levou uma lavada ontem à noite em Los Angeles. O Lakers fez 118-78, devolveu a surra de domingo e abriu 3 a 2 na série, que pode terminar na quinta-feira, no Texas.

Kobe Bryant teve 26 pontos em três quartos, e Phil Jackson colocou, novamente, Andrew Bynum entre os titulares (Lamar Odom voltou ao banco). O Houston chutou 5-29 dos três pontos. Vamos ver como o time se recupera para o sexto duelo.

terça-feira, 12 de maio de 2009

A lenda segue viva

Em casa, o Boston Celtics perdia por 85-75 a menos de seis minutos para terminar o quinto jogo. Pronto. Adivinha o que aconteceu? Glen Davis (foto) matou dois arremessos seguidos (22 pontos no total), Paul Pierce anotou em uma bandeja, Kendrick Perkins fez outros dois e Ray Allen virou a partida com uma bola linda de três pontos. O relógio marcava 1:20, e o Boston vencia por 86-85. Vocês podem imaginar como ficou o TD Banknorth Garden quando o cronômetro zerou, cravou 92-88 para os verdes e anunciou 3 a 2 na série, né?

Encanta essa magia que existe no ginásio do Boston, o antigo Boston Garden de tantas memórias e bons momentos. Parece difícil decifrar o que se passa por lá. Hoje um time "mortinho" conseguiu vencer outro que jogava bem melhor. Você já viu esse filme antes, né?

Uma craque sem emprego

Vejo no blog do Bert que o Ros Casares, atual tricampeão espanhol, acabou não renovando o contrato de Elena Tornikidou (44 anos e com inúmeros serviços prestados inclusive ao basquete brasileiro). Além desta fenomenal jogadora, Marina Ferragut também ficou sem clube.

Alguém daqui se habilita?

Quem abre vantagem?

Lakers e Boston jogam hoje com uma missão: manter o mando de quadra e viajar para Houston e Orlando com a vantagem de, no mínimo, decidir em casa quem avança às finais de conferência. E para isso eles precisarão, mais do que nunca, dos rapazes da foto: Kobe Bryant e Paul Pierce.

Fui ver a média de arremessos de Kobe Bryant nos playoffs e me espantei ao detectar que os 22 que ele chuta nestes playoffs são os mesmos que os da temporada passada e da época do tricampeonato. Já o camisa 34 do Boston precisa suprir a ausência de Kevin Garnett arremessando duas bolas a mais (16 a 14) nesta pós-temporada.

Com Shane Battier e Ron Artest em seu pé Kobe terá problemas. Diante de Turkoglu e Pietrus, Pierce terá bons adversários. Que Rockets e Magic tirem proveito de suas ótimas marcações, porque são justamente nestes momentos que as duas feras costumam aparecer.

Alemão evita a varrida

No Texas, o Dallas chegou a estar por 14 pontos e viu a eliminação de perto. Mas aí surgiu Dirk Nowitzki. O craque alemão anotou 19 de seus 44 pontos (mais 13 rebotes e uma bola decisiva no minuto final), superou os 41 de Carmelo Anthony (maior marca do ala em playoff) e salvou os Mavericks com os 119-117 sobre o Denver Nuggets, que agora lidera por 3 a 1 e pode fechar, em casa, na quarta-feira.

O jogo de ontem teve 58 faltas, número alto. E um Nenê tímido pacas com 9 pontos e 8 rebotes (é a segunda atuação ruim seguida, ofensivamente falando, do brasileiro). Mas o Denver ainda tem o controle da série, e não deve prolongar o duelo se não quiser sofrer tanto.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Fábrica de vassouras

O Cleveland Cavs já chegou a uma final de NBA, mas jamais jogou tanto basquete quanto nesta temporada. Foi jogando demais basquete e defendendo muito que despachou o Atlanta Hawks com inapeláveis 84--74 na noite de hoje e 4 a 0 na série. Outra varrida (o Detroit levou a outra). Com isso, enquanto Boston e Orlando se estapeiam na outra semifinal, LeBron James (27 pontos, 8 assistências e 8 rebotes nesta segunda-feira) e companhia se prepararão em Ohio para as finais do Leste. Delonte West também esteve muitíssimo bem: 21 pontos e seis passes.

Na final de conferência eu sou mais o Cleveland, independente do adversário. Se não me engano, não há campeões da NBA sem derrota no playoff. O Lakers do tricampeonato, pelo que me lembre, perdeu apenas um jogo (o primeiro da final contra o Philadelphia), mas do jeito que as coisas andam é bom não duvidar dos Cavs.

Um pacto perigoso

Eu acho engraçado como funciona a lógica das coisas no Brasil. Tem sempre alguém passando a mão na cabeça das pessoas que se equivocam para, em seguida, emendar: "Mas ele resolve". Temos inúmeros casos de indisciplina, falta de comprometimento e respeito ao grupo no esporte brasileiro. Quase todos eles recebem um "carinho" da sociedade. É tal cultura do "rouba mas faz" inserida no esporte.

Para entender como isso funciona, uma leitora com o nome de Paulista escreveu no Rebote a respeito da infeliz frase que Hortência (foto acima) disse sobre o piloto Rubens Barrichello: "Vamos concordar: a Hortência conseguiu o que muitos tentaram e não conseguiram: Colocar o basquete no noticiário novamente! Ponto para ela: cesta de três. Tá todo mundo comentando". É incrível: um ídolo da modalidade pensa assim. Se vale tudo para entrar no "noticiário", estamos mal. Onde estão os valores, a ética e o respeito que sempre desejamos? Se o basquete não cultiva os seus, como é que pretende crescer?

O nome da vez é o de Iziane (foto ao lado). Após se recusar a entrar em quadra, ela voltará sem pedir desculpas. Voltará como ídolo, como expoente, como a "salvação". Mas ela, sinceramente, não tem culpa. Izi é apenas produto de uma modalidade que abre brecha para isso acontecer. Sem o menor comprometimento coletivo desde a sua formação, ela sempre foi "agraciada" pelos técnicos que a dirigiram com um "resolva e mantenha o meu emprego". Educação e disciplina passam longe disso evidentemente.

E aí não podemos reclamar quando assistirmos atitudes como as de Iziane se repetindo nas futuras gerações. O tal pacto que vigora no basquete é perigoso, mas ninguém faz nada para mudar. Está tudo bem. Eles resolvem. Resolvem o quê, pergunto eu!

O Boston do gordinho

Glen "Big Baby" (foto) Davis foi o herói do Boston Celtics na noite de ontem contra o Orlando Magic. Anotou os últimos quatro pontos da equipe (a bola final inclusive!), terminou com 21 pontos e seis rebotes, ajudou os verdes a fazer 95-94, empatar a série e deixar os rapazes da Flórida de novo na berlinda. Com a chance de fazer 3 a 1 e deixar os comandados de Doc Rivers perto da lona, os donos da casa viram três rivais anotar mais de 20 pontos (Pierce, com 27, e Rondo, com 21, foram os outros). VEJA O ARREMESSO FINAL AQUI

Leio na ESPN que Big Baby foi treinar em um horário opcional. Seu esforço foi recompensado ontem, pelo visto. E aí, viu o jogo? Quem leva a série?

domingo, 10 de maio de 2009

No Yao, no problem

E quem achava que sem Yao Ming a parada ficaria fácil para o Lakers se enganou. O Houston abriu 22-7 como um cartão de visitas às avessas neste domingo, contou com uma iluminada atuação de Aaron Brooks (foto), que teve excelentes 34 pontos (máximo na carreira), e tratou de colocar uma ponta de dúvida em todos aqueles que já apontavam a final do Oeste entre Los Angeles e Denver. O placar 99-87 mostra o que foi o jogo: uma moleza para os Rockets, que abriram 29 pontos ao final de três quartos. A série está empatada em dois jogos.

Chama a atenção a facilidade que o Houston encontrou no garrafão angelino mesmo sem Yao Ming por lá. Foram 11 rebotes ofensivos (três a mais que os Lakers), 32 pontos na área pintada e ótimos 14 rebotes de Luis Scola. Tem mais: não sei se alguma vez em sua carreira Kobe Bryant passou sem cobrar um lance-livre, prova que a marcação do estupendo Shane Battier e Ron Artest (mal nos arremessos com 4-19) funcionou mais uma vez em cima do astro angelino.

Temos um grande duelo nestas semifinais do Oeste, e parece, também, estar pintando um bom armador para o Houston. Aaron Brooks, quem diria, fez a torcida texana não sentir falta de Yao Ming.

Alto-falante

"A medalha mais “pesada” é a de ouro. Ser parte daquele grupo foi algo incrível e maravilhoso, algo que vou guardar na memória para sempre. Joguei com ídolos que tinha desde pequeno e nos tornamos grandes juntos. Já Pequim me deu a medalha mais linda, a que mais desfrutei e que vou levar no meu coração. Pelo esforço, pelo amor próprio, sacrifício e pela raça que colocamos em quadra, para poder estar entre os três primeiros de novo".

A declaração é de Carlos Delfino (foto), ala argentino entrevistado pelo Draft Brasil. A entrevista ficou excelente, e você confere clicando aqui.

O que será de Houston e Boston?

Houston e Boston entram em quadra hoje para evitar o pior. O primeiro, agora sem Yao Ming e Tracy McGrady, terá que derrotar o Los Angeles Lakers em casa para evitar um 3 a 1 que lhe seria fatal ao voltar para a Califórnia. Tarefa dura a do time de Rick Adelman (foto). O que fazer? Colocar Shane Battier na posição 4, Scola de pivô e Von Wafer na ala pode ser um começo. Mas mesmo assim parece ser pouco para frear Kobe Bryant. Terá que ser muito mais na raça do que na técnica.

Já o Boston tem que vencer o Orlando, na Flórida, se não quiser ver o Boston Garden com um 1-3 na próxima partida. Como disse aqui ontem, alguém precisa parar Rashard Lewis. Paul Pierce no camisa 9 do Magic pode ser uma boa opção. O que Doc Rivers tem feito (um ala + cobertura) não tem dado certo.

E aí, o que você acha? Lakers e Orlando abrem 3 a 1 na série, ou Boston e Houston conseguem alguma coisa neste domingo?

O show de Ricky Rubio

Estão definidos os playoffs da liga espanhola. O Tau enfrenta o Iurbentia Bilbao, o Barcelona o Pamesa, o Unicaja o Kalise e o Real Madrid o DKV Joventut. Neste confronto, os espanhóis poderão ver, pela última vez, o talento de Ricky Rubio antes de o jovem entrar na NBA.

E Rubio está tratando de deixar seus compatriotas com saudades antes mesmo de partir. Ontem, na última rodada da fase regular (vitória de 101-84 sobre o Fuenlabrada), ele precisava de bons números para sair como o maior assistente e ladrão de bolas da ACB. Sabe como ele respondeu? Com 16 pontos, 10 assistências, 6 roubos e 5 rebotes. Passou Javi Rodriguez (Manresa) e terminou com 6,14 assistências. Superou Pablo Prigioni (TAU) para terminar com 2,18 recuperações. E somou 31 pontos de eficiência. Quer ver como foi? Clique no link abaixo!

O Cleveland também está quase lá

Próximo, por favor. O Cleveland surrou o Atlanta fora de casa (97-82) com uma atuação sublime de LeBron James, abriu 3 a 0 e praticamente eliminou os Hawks. Não dá. A disparidade entre as equipes é muito, mas muito grande. O tal LeBron (foto) anotou "ridículos" 47 pontos, 12 rebotes e 8 assistências. Pouco, né? Então estamos combinados: os Cavs precisam de mais um passo para chegar a final de conferência.

Quer ver uma coisa? LeBron James jogou por 108 minutos nesta série e anotou... 108 pontos. Boa média a do rapaz, hein! Quer ver uma coisa trágica para os rivais do Cleveland? Nenhuma partida deles teve diferença menor que dez pontos. Com isso tudo fica complicado imaginar que o time que melhor defende nessa pós-temporada fique de fora da grande final. É aguardar para ver.

sábado, 9 de maio de 2009

Sem apito, o Dallas está quase eliminado

O Dallas Mavericks esteve bem perto de uma sobrevida na série, mas um arremesso de três pontos de Carmelo Anthony (foto) no final da partida sacramenta: os Mavs estão quase eliminados - até porque nunca um time virou um 0-3. E com contornos de crueldade. Seus seis últimos arremessos foram disparados, e errados, por Dirk Nowitzki, que, por mais paradoxal que pareça, teve uma partida sensacional: 33 pontos e 16 rebotes. Foi 106-105 na partida, está 3 a 0 na série e será mais umas férias de tormenta para o alemão da franquia texana. VEJA A CESTA DE MELO AQUI

ATUALIZAÇÃO DO POST (09:27)
Como acompanhei o jogo apenas por estatísticas, só agora vejo o que aconteceu em Dallas. Wright tentou cometer uma falta em Carmelo, não marcada pela arbitragem. Uma pena, e um erro já reconhecido pela NBA. A arbitragem de lá, como cá, é uma piada. O Dallas tem todo direito de chorar o equívoco!

Se Nenê esteve muito mal (2-10 nos arremessos e carregado em faltas desde o começo), a dupla Melo (31 pontos e 8 rebotes) e Chauncey Billups (32 pontos) arrebentou a boca do balão com 62% dos pontos dos Nuggets no duelo. Ao Dallas falta aquilo que sempre lhe faltou: jogo físico e de qualidade no garrafão. Erick Dampier é muito fraco para uma equipe que quer um anel. Talvez tenha chegado a hora de uma mexida na franquia.