terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

A reverência de Rudy Fernández

Nenhum momento me chamou mais a atenção no All-Star do que a homenagem que Rudy Fernández fez ao saudoso Fernando Martín (conheça mais a história do craque espanhol aqui) no concurso de enterradas - ele vestiu a camisa 10, como mostra a foto ao lado, que Martín chegou a usar pelo mesmo Portland antes de morrer em um trágico acidente de carro em 1989. A versão online do Marca conta os detalhes, e vale a pena conferir.

No momento em que vemos ídolos batendo boca de maneira tola no Brasil, o exemplo que Rudy deu nos EUA merece abrir os nossos olhos. Ídolos são feitos para serem reverenciados, e não diminuídos. Quem sabe um dia a gente aprenda isso. O ala do Portland, cujos empresários ligaram para a família de Martín pedindo a permissão para usar a camisa 10, fez questão de distribuir um folheto sobre a carreira do ex-astro espanhol. Bonito, não?

4 comentários:

Sandro Palma disse...

Olá Fábio, tudo bem?

Como seguidor ferenho do seu blog e do Rodrigo Alves, já que estamos falando em homenagens, acabei de postar um comentário no Rebote sugerindo ao Rodrigo um post dedicado ao Bira que estará concorrendo novamente ao Hall da Fama do basquete. Depois que li o comentário do Rodrigo sobre o assunto ficou na minha cabeça a pergunta: quem foi o Bira, quais eram seus números dentro da quadra, como e onde começou a jogar, qual era sua personalidade dentro e fora das quadras. Acredito que seja muito interessante este tributo a este memoravél jogador tanto pelo que fez ao basquete brasileiro quanto as novas gerações que assim podem aprendem e se inspirarem nele. O que acha?
Sandro Palma (eumeviro.blogspot.com)

fábio balassiano disse...

sandro, tudo bem?
vc tem toda razão.
o bira foi um mito.
apesar dos problemas em recuperar a memória do cara (números e imagens são mto raras), é nosso dever não deixar com que as futuras gerações conheçam a história.

deste canto tentarei alguma coisa.
abs, fábio balassiano

Anônimo disse...

Bala.
Ídolos que não têm a grandeza suficiente para não se perceberem como os únicos, e que a existência de outros ídolos não lhes tiram o valor, não merecem ser tidos como ídolos. Não é só com o que faz dentro da quadra que um ídolo se constrói, mas é também sabendo olhar pra trás e percebendo que o mundo não começou no dia em que ele nasceu. Pelé e Jordan são únicos porque, além de sua genialidade, souberam ver que existiram Doctor J e Zizinho, e reconheceram sinceramente o seu valor. Bato palmas de pé para Rudy. Só pela dignidade da sua atitude, para mim ele já foi o campeão das enterradas (aliás, por mérito, deveria tê-lo sido de fato). É mesmo ridículo ver o comportamento infantil de certos ídolos do basquete brasileiro.
Um abraço e parabéns pelo blog.
Sérgio

adriano disse...

foi sim uma bela homenagem
infelizmente, eu estava assistindo à transmissão na tecla sap, ou seja, ouvindo a Kenny Smith e Reggie Miller darem um show de ignorância

"Martin?? Eu não sei quem Martin é. Ricky Martin?", disse Smith, que sem Charles Barkley ou a dupla C-Webb/Gary Payton ao lado, não tem graça nenhuma. Não só menosprezou as duas enterradas do Rudy enquanto babou o ovo do Howard, como tbm ficou enchendo o saco reclamando do garoto ter levado Pau Gasol e não outro Blazer para fazer o passe na segunda enterrada. americanos podres