sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

O fim de uma era

Parece chegar ao fim a era de sucesso do Detroit Pistons. Após 259 jogos, o Palace of Auburn Hills não vendeu todos os ingressos para o jogo de quarta-feira contra o Miami Heat, e isso é pra lá de sintomático. Sem Chauncey Billups, trocado ao Denver por um Iverson em frangalhos, e com Rip Hamilton no banco (quem diria, hein?), o time amarga a quinta colocação no Leste (26-21), ameaçado até pelo próprio Miami, que está em reconstrução e está longe de ser um time formado.

O técnico é péssimo (Michael Curry chega a colocar Rasheed Wallace para jogar de pivô e no alto do garrafão, um absurdo), Joe Dumars parece ter gasto todas as suas balas de genialiade e a parte boa do elenco é veterana (Prince, o mais novo deles com exceção da revelação Stuckey, fará 28 anos em breve). O que fazer? Como agir? A primeira boa atitude pode ser rifar o treinador, mas sem dúvida não é a única.

Construir um time em volta de Stuckey não é o mais recomendado - o mesmo vale em relação a Prince. Ora bolas, o que fazer então? Reconstruir totalmente parece ser a solução mais plausível, assim como ocorreu depois do fim da era Isiah Thomas no começo da década de 90. Foram assim que despontaram feras como Grant Hill e Allan Houston, por exemplo.

8 comentários:

adriano disse...

o Rasheed já estava jogando de pivô no último ano da era Flip Saunders

Dumars já implodiu o time, não pode parar. acho que a idéia de juntar espaço para um free agent em 2010 não é realista, e começar de novo através do draft não é uma opção para Detroit.

Tem muita gente doida pra abrir espaço no salary cap e despejar contratos indesejados, e o Pistons tem dois contratos expirantes enormes, Iverson e Rasheed. pegar um jogador "indesejado" e motivado a uma vingança pode ser um caminho para o Pistons. foi assim que Detroit montou seu último time campeão: um free agent indesejado aqui (Billups), uma troca de um jogador sem espaço ali (Hamilton), uma troca por outro que era considerado caso perdido (Sheed) e voilá.

e Curry claramente tem que vazar, óbvio.

fábio balassiano disse...

adriano, nao.
o mcdyess jogava de pivô ano passado.
nao podemos confundir jogar com 4 abertos, e o sheed ser o "mais alto" com fazer a função de pivô e outras coisitas más...

abs, fábio.

Gabriel disse...

Acho que um dos grandes problemas que os times enfrentam eh saber o momento certo de mudar,de recomecar.Ha o pessimo habito de correr ate o momento do esgotamento.O Detroit chegou la.E ja faz uns 3 anos que todos vem notando uma queda drastica e constante.O time perdeu forca fisica,perdeu agilidade e,principalmente,perdeu a "fome".Todas caracteristicas que fizeram daquele grupo pouco estelar um grupo campeao.Mas as coisas terminam e o duro eh admitir e encarar.
O Detroit campeao terminou e se quiser disputar a conferencia outra vez vai ter que se reinventar.Percebemos o esgotamento quando realizamos que o Prince,antes o "complemento",hoje eh "O" jogador.O time se esfacelou.E nao soh o Detroit sofre dessa sindrome.Quantos nao souberam o momento de mudar nesses ultimos sei la,15 anos?
Mas o caso dos Pistons eh preocupante,pois todo grande time que se reconstroi comeca por um grande tecnico,vide Spurs,Lakers,o proprio Pistons quando tinha o Chuck Daly,depois o Larry Brown.Definitivamente nao eh o caso desse Detroit atual.Michael Curry??Convenhamos...
Mas eu ,sinceramente,acho que houve um grave erro de avaliacao por parte da alta cupula.Penso que eles acharam que esse time ainda tinha gas para mais uma final de conferencia.Apostaram na continuacao,mesmo com a adesao do Iverson,que acharam ser a cereja do bolo em uma equipe coesa.Tudo errado.O futuro dessa organizacao esta em xeque nao?

Marcelo disse...

Bala, me corrija se eu estiver errado, por favor, mas o Phoenix não tentou contratar o Curry, e como não conseguiu, acabou ficando com o Porter? Me diga se essa história procede, abraço.

Anônimo disse...

O Sheed não era pivô em tempo integral, mas jogou sim de cincão e na cabeça do garrafão é onde ele mais gosta de jogar nesses dias em que foge do pau na tabela

Anônimo disse...

Estou esperando a entrevista com o Carlos Nunes, candidato a presidência da CBB.

Vais sair??

fábio balassiano disse...

anônimo, vai.
ele me prometeu para a segunda quinzena de fevereiro, e conta com a palavra dele.

marcelo, você está certo. o kerr chegou a conversar mesmo com o curry. ou seja, o cara errou duas vezes: pensou em contratar um técnico ruim, e contratou um bem mais ou menos. na época, larry brown, avery johnson e rick carslisle estavam disponíveis...

mancada, não?

abs, fábio

Anônimo disse...

ihhh, promessas vindas dele...hahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahaha, mas enfim mano, legal o blog. Falou.