Não tem jeito. O Houston Rockets é, disparado, o time mais azarado da NBA. Depois de Tracy McGrady, agora é a vez de Yao Ming terminar a temporada de maneira precoce. O chinês quebrou o pé esquerdo e está fora da temporada. Amanhã os texanos recebem o Lakers querendo igualar a série, mas vai ficar complicado sem os seus dois pivôs (Mutombo também está fora).sábado, 9 de maio de 2009
Yao Ming fora da temporada
Não tem jeito. O Houston Rockets é, disparado, o time mais azarado da NBA. Depois de Tracy McGrady, agora é a vez de Yao Ming terminar a temporada de maneira precoce. O chinês quebrou o pé esquerdo e está fora da temporada. Amanhã os texanos recebem o Lakers querendo igualar a série, mas vai ficar complicado sem os seus dois pivôs (Mutombo também está fora).Flamengo "desiste" de Macaé
Recebi a informação do leitor André Amaral que o Flamengo não mais mandará seus jogos na cidade de Macaé. A decisão foi da diretoria, e saiu no Jornal dos Sports. O rubro-negro terá como sede para os playoffs o ginásio do Tijuca.
Lakers e Orlando abrem 2 a 1
-- "J.A. Adande, os Lakers ainda estão em perigo?". Foi com essa sarcástica pergunta ao colunista da ESPN.com que Kobe Bryant abriu a entrevista coletiva após os 108-94 contra o Houston Rockets na noite de ontem - mando de quadra novamente para o time de Phil Jackson. O astro anotou 33 pontos (11-28 na partida, 6-22 após o primeiro quarto) para liderar todos os titulares angelinos em digítos-duplos. Nervoso, o Houston errou demais (17) e permitiu 11 roubos dos rivais. Dois a um para Los Angeles, e a quarta batalha neste domingo, no Texas.
-- O Boston Celtics sente demais a falta de Kevin Garnett contra o Orlando Magic. Pode parecer meio óbvio, mas não é simples assim: sem KG, o time perde mobilidade contra Rashard Lewis (foto ao lado), um ala que tem potencial físico para brigar no garrafão e finesse para brilhar fora dele. Seus 28 pontos na vitória de ontem dos Magic (117-96) mostram isso. Contra Glen Davis, Lewis empurrou o "bolinha" para fora, e o cortou facilmente para marcar pontos. Diante de Brian Scalabrine, atuou de costas para a cesta. Doc Rivers precisa encontrar uma solução para reverter isso. Os verdes perdem por 2 a 1, e voltar para casa com possíveis 3 a 1 seria péssimo.
Uma grande perda
Faleceu na manhã deste sábado, vítima de um câncer no pâncreas, o técnico Chuck Daly. Aos 78 anos, esse mito, eleito como um dos dez maiores treinadores da história da NBA em 1996, deixa um legado que inclui dois títulos da NBA pelo Detroit Pistons e a medalha olímpica com o Dream Team em 1992.Li o livro sobre a conquista da medalha em Barcelona ("America's Dream Team: The 1992 USA Basketball Team"), e me impressionaram a seriedade com que ele levava o torneio que parecia, e era ganho, o seu comprometimento com o jogo e a frase derradeira: "O basquete é feito pelos jogadores. Eles permitem que você os conduza, os encaminhe. Quando eles não quiserem mais, saia fora". 

Uma grande perda, sem dúvida alguma. No momento em que o Detroit Pistons, o seu Detroit Pistons, mais precisa de rumo, aquele que melhor comandou a equipe em sua história sai de cena. Joe Dumars, treinado por Daly na década de 80, tem agora mais do que um trabalho pela frente: ele tem a missão de resgatar os dias de glória para a alegria de seu eterno mestre.
Novo blog na área
Entrou no ar há pouco tempo o Local do Basquete, blog do Thiago. Vale a pena conferir.
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Grego se livra de protesto
Grego se livrou de uma boa e nem sabe. Mas uma espécie de protesto estava sendo organizado por uma integrante da seleção feminina. Elas não se apresentariam ao técnico Paulo Bassul antes da Copa América caso o agora ex-presidente ganhasse a eleição de segunda-feira. Motivo: falta de aceitáveis condições de trabalho nas últimas convocações (Olimpíadas também).É bom o novo presidente Carlos Nunes (foto) abrir o olho. Tratar bem as meninas que tantas glórias têm dado ao país nestes tempos de migalhas no masculino é mais do que imperativo. Começar a ouvi-las, bancar os seus seguros de forma séria e responsável, também. A apresentação das meninas está próxima.
Alto-falante
"Aqui se joga duro. São doze de cada lado lutando por uma vaga na final do Oeste. Acho que é assim que tem que ser mesmo"As palavras são do ótimo Luis Scola, desculpando a agressividade de Derek Fisher no lance em que o armador do Lakers foi expulso e, depois, suspenso da partida desta noite. O argentino fez questão de colocar panos quentes na rivalidade, e não de aumentá-la ainda mais. Craque!
Quem assume o masculino?
Parece clara a (boa) intenção de Carlos Nunes em trazer grandes nomes da modalidade para assumir cargos importantes na nova gestão da CBB. Foi assim com Hortência no feminino. Deverá ser assim no masculino. Mas aí fica a pergunta: qual será o nome? Sinceramente, é complicado até para mim, que estou de fora, falar em alguém.Para assumir o cargo é preciso ter uma visão ampla de mercado e basquete e respeito dos jogadores. Marcel até que poderia ser esta pessoa, mas eu não sei se o seu tempo de afastamento da modalidade pode pesar - além do mais, gostaria de vê-lo como técnico, e não como "cartola". Seria loucura colocar Magic Paula em uma dessas? Creio que sim. A falta de bons nomes é sinal claro do sucateamento do esporte da bola laranja nas últimas décadas. Quando temos dificuldades em apontar alguém para uma função tão simples quanto importante é porque a situação está complicada.
Mas vale o debate. Se você, amigo leitor, pudesse escolher alguém para cuidar do basquete masculino brasileiro? A caixinha está aberta!
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Sem perdão
Tá difícil parar o Cleveland Cavaliers nestes playoffs, hein. Tudo bem que o Detroit era uma baba, mas imaginei que o Atlanta trouxesse mais resistência. Que nada. Após os 99-72 iniciais, LeBron James (27 pontos em 31 minutos) comandou a turma de Ohio para nova surra (105-85, com uma vantagem que chegou a 30 ao final de três quartos), resultado que abre 2 a 0 na série e uma singela pergunta: quando é que os comandados de Mike Brown perderão na pós-temporada?Por um lado é bom, porque os Cavs ganham confiança e meio que descansam em quadra. Por outro fica aquela dúvida: será que eles estão sendo realmente testados? Na boa, eu acho muito improvável que o Cleveland perca o título do Leste. Tem muito mais time e mostra uma consistência ainda não vista até mesmo do outro lado. Será o anel?
Alto-falante - Parte 2
"Louisville, Uconn (Connecticut), Texas, Florida, Florida State, Syracuse, Duke, Georgetown, entre outras (têm interesse em me recrutar). Todas já me ofereceram bolsa para ir jogar lá e o que vai contar na decisão vai ser a combinação entre o treinador, estilo de jogo, oportunidade para jogar e se encaixar logo no primeiro ano".A declaração é de Fabricio de Melo, ou Fab Melo, em boa entrevista ao Basketbrasil. O ala-pivô de 18 anos e 2,13m deve entrar em uma grande universidade em muito breve. Convites, como se vê, não faltam.
Alto-falante
"O Leandrinho será pai em junho, mas acho que não teremos problema (para tê-lo na Copa América). Já o Anderson se tornará agente livre e vai depender de ele conseguir efetivar um contrato"A fala é de Moncho Monsalve em entrevista à Folha de S. Paulo de hoje. Uma coisa: precisamos ficar atentos ao lance de que Varejão será agente-livre. Não é bem assim. Ele só será free-agent se quiser. Não querendo, o Cleveland terá renovado automaticamente o seu contrato - veja aqui. Varejão tem a cláusula "player option". Duvido que ele deseje sair de Ohio, onde ganhará, até o fim de 2010, US$ 6,2 milhões.
Ou seja do ou seja: Varejão só estará sem "contrato" se decidir mudar de ares. Se não o fizer, o argumento (ou meio argumento) por ora defendido cairá por terra. O que será que ele alegará depois disso?
O começo dos playoffs
Para quem acompanhou a primeira rodada dos playoffs, uma coisinha fazia falta nesta edição: o tal "jogo físico" - se você quiser ler como "catimba", "violência" ou coisas afins, fique à vontade. Não compactuo com isso, mas o que aconteceu ontem em Los Angeles não deixa dúvida: é playoff mesmo. Fisher (após um "cutucão" animalesco em Luis Scola) e Artest (foto) foram expulsos. Cinco faltas técnicas foram apitadas. Teve gente sangrando. Kobe Bryant dando uma cotovelada absurda em Artest - deveria ser expulso e deve ser suspenso. E o mesmo Kobe Bryant anotando 40 pontos para empatar a série após os 111-98 dos Lakers contra os Rockets - Gasol teve 22 pontos e 14 rebotes. Em Houston, Yao (limitado ontem a 12 pontos e 10 rebotes) e companhia tentarão abrir 3 a 1 após duas partidas em seu lar.Em Boston, com novo triplo-duplo de Rajon Rondo (o terceiro na pós-temporada) e 31 pontos de Eddie House, o Boston também igualou a
série contra o Orlando. Fez 112-94 e colocou uma pulga atrás da orelha do pessoal da Flórida, que agora também jogará duas vezes em casa. Rondo merece todos os aplausos: foram 15 pontos, 18 assistências e 11 rebotes. Alto nível. Ah, sim, também ouve pancadaria. O próprio House levou um tapão na cabeça de Rafer Alston (foto ao lado).
série contra o Orlando. Fez 112-94 e colocou uma pulga atrás da orelha do pessoal da Flórida, que agora também jogará duas vezes em casa. Rondo merece todos os aplausos: foram 15 pontos, 18 assistências e 11 rebotes. Alto nível. Ah, sim, também ouve pancadaria. O próprio House levou um tapão na cabeça de Rafer Alston (foto ao lado).Vamos jogar bola, galera!
Pontapé inicial
A gestão de Carlos Nunes na Confederação Brasileira de Basketball já começou. Se a "tropa de choque", como está sendo conhecida a equipe de trabalho do gaúcho, quiser começar bem, ela poderia olhar mais adiante. Mais especificamente para o México. É para lá que está marcada a Copa América/Pré-Mundial de 26 de agosto a 6 de setembro. Todo mundo sabe do problema que o país está enfrentando, né?Por que não, neste momento em que se espera um sopro de renovação e confiança, tentar trazer o torneio para o Brasil? Em caso de sucesso, Nunes daria um ótimo pontapé inicial em sua gestão - patrocinadores se animariam, a torcida assistiria o time nacional e a imprensa veria, enfim, que a oposição é uma oposição de idéias também. Colocar os ídolos da NBA em quadra, na nossa quadra, se tornaria uma tarefa menos complicada para ambos os lados.
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Alto-falante
"Espero e acredito em uma nova gestão, com mais diálogo e planejamento. Tem que ser diferente: é o que todos estamos esperando! Sobre quem fica e quem sai neste momento, acho bastante precipitado. A Hortência terá capacidade para fazer um diagnóstico, escutar a comunidade do feminino, ter uma equipe profissional do seu lado e fazer diferente!"A declaração é de Magic Paula, em rápido e ótimo depoimento ao Draft Brasil. Na foto, garimpada no Google, o encontro de dois gênios mágicos: a nossa Maria Paula Gonçalves com Earvin Magic Johnson.
Os prêmios alternativos do Bola Presa
A NBA já está distribuindo os seus troféus aos que mais se destacaram na liga nesta temporada. Mas o pessoal do Bola Presa tem outra idéia. Clique aqui e confira! É sensacional e hilário!
Novo show de Nenê
Na rodada de ontem dos playoffs, o Denver bateu o Dallas por 117-105, abriu 2 a 0 na série e se aproximou das finais do Oeste. Nenê voltou a brilhar com 25 pontos e oito rebotes em 32 minutos. Está complicado para o Dallas.
Em Cleveland, LeBron James recebeu o troféu de MVP e carimbou o Atlanta Hawks com 34 pontos e dez rebotes. Quinta vitória seguida dos Cavs na pós-temporada, 99-72 na partida e 1 a 0 no duelo. Será mais uma moleza?
A cultura do mau exemplo
Vejo que Hortência (foto) já defende a volta de Iziane a seleção brasileira. O mesmo fez Carlos Nunes no dia da eleição. Sinceramente: eu não entendo mais nada. Há cerca de um ano, a própria Rainha defendeu a atitude de Paulo Bassul no programa “Bem, Amigos” (Sportv) - ao lado do técnico inclusive. Jogadora consciente, me estranha que ela, agora, confunda individualidade com individualismo. Me estranha, também, que o basquete brasileiro faça um pacto tão grande com a falta de comprometimento e com os exemplos equivocados (psicólogos, por favor, ajudem!).Mais que isso: que exemplo o basquete dá às novas gerações? Que tipo de lição as meninas que começam no basquete, hoje, terão com um possível “afago” no já inflado ego de Iziane, atleta que, diga-se, só ganhou um título na carreira (um Nacional por Ourinhos quando quase não atuou na final)? Ora bolas, é mais ou menos como dizer assim: “desrespeite seu técnico, passe por cima da hierarquia, dane-se o bem-estar coletivo. Se você for talentosa, terá seu lugar”. A professora Hortência, que já deu palestras no Instituto Vanderlei Luxemburgo (meu Deus!), poderia ler John Wooden em “Leadership” e aprender com o verdadeiro grande mestre: “Não é o melhor que deve estar no time, mas o mais apto, aquele que mais se adapta ao sistema coletivo, que deve sempre imperar. São 10 mãos que fazem uma cesta no final das contas”.

A nova direção da CBB tem todo o direito de demitir Paulo Bassul. Avaliar o desempenho do treinador à frente da seleção feminina é o seu papel, pois. Mas que eles não caiam na esparrela de tirá-lo por causa de uma atitude correta e sensata. Isso seria péssimo para uma gestão que acaba de começar. E tem mais: colocar Iziane como o símbolo deste início de mandato não é muito inteligente para Carlos Nunes.
terça-feira, 5 de maio de 2009
Da Prancheta
14 - É o número de vitórias consecutivas do Denver Nuggets em casa na NBA - contando com a temporada regular, é claro. Se o Dallas Mavericks quiser alguma coisa na série, que continua na noite de hoje, é bom evitar a 15ª seguida. Voltar ao Texas com 0-2 seria terrível.
A eleição da CBB
Perdeu alguma coisa da eleição da CBB? Aqui vão alguns links então:-- O interminável Nuzman elogia a renovação da CBB (não é piada!)
-- O pleito no Jockey Club Brasileiro
-- Nunes garante Moncho. Já Bassul...
-- Paulo Bassul se diz surpreso com as declarações de Carlos Nunes
-- Hortência vem ao Rio para assumir basquete feminino
-- Os bastidores da eleição (ótimo!)
-- A Era Grego em cinco tópicos
-- Nunes elogia gestão de Grego
-- Não é o fim! Grego quer a FIBA
-- A Era Grego em cinco tópicos
-- Nunes elogia gestão de Grego
-- Não é o fim! Grego quer a FIBA
O blog deseja sorte a Carlos Nunes - de verdade. Quero acreditar que ele tenha um plano de ação imediato e excelente em sua manga, mas não é o que parece (e não sou eu apenas quem pensa assim). Tomara que ele, ao menos, se cerque de pessoas competentes e comprometidas. A dúvida, minha, sua, nossa, é justa e tem razão de ser - o olho "fiscalizador" continuará ligado, portanto. De todo modo, vamos esperar as novidades que ainda não vieram - até porque a esperança não morre (in)felizmente. Sorte e sucesso!
Três pontos da NBA
-- Começou a série entre Lakers e Houston. Como disse, será mais difícil do que os angelinos imaginavam. Com 28 pontos e 10 rebotes de Yao Ming (foto) e 21 pontos e sete assistências de Ron Artest, os Rockets bateram os donos da casa por 100-92. Kobe Bryant teve 32 pontos, mas viu a defesa falhar demais nas coberturas. Tempo de ajustes para Phil Jackson. Chamo a atenção para o péssimo desempenho dos dois times nos três pontos: 5-36. Ainda acho que o Lakers leva, mas será complicado demais.-- O Orlando se aproveitou do cansaço do Boston pela série contra o Chicago, abriu vantagem no começo (18 pontos no intervalo), venceu o jogo 1 por 95-90 fora de casa e inverteu o mando de quadra da série. Era uma derrota esperada pelos Celtics, mas nada está perdido. Pelos Magic, Dwight Howard somou 16 pontos e 22 rebotes. Também foram bem Rashard Lewis (18 pontos), Mickael Pietrus (17) e Turkoglu (15).
-- E o MVP da temporada (que surpresa!) é LeBron James. Prêmio merecido, evidentemente. King James recebeu 109 dos 121 votos de primeiro lugar, superando Kobe Bryant. Parabéns a ele, e também a Danny Ferry, diretor-geral que cercou o craque de talentosos jogadores.
Basquete é Cultura: Nunca deixe de tentar
Saiu, pela editora Sextante, o primeiro livro da Coleção "Na Vida como no esporte", série de obras organizada e selecionada pelo técnico de vôlei Bernardinho - ele dá o seu "toque" na apresentação e com comentários. Para dar início, "Nunca Deixe de tentar", de Michael Jordan, tradução (de nome ruim) de I Can't Accept Not Trying, lançado pelo rei em setembro de 1994. Nomes como John Wooden e Vince Lombardi (futebol americano) Com rápidas 80 páginas, o livro, que tem algumas falhas (uma foto de Jordan com a camisa do Washington Wizards, por exemplo), dá ótimas dicas sobre comprometimento, liderança, como domesticar seus medos, trabalho em equipe, a busca pela excelência nos fundamentos e como atingir suas metas. Parece auto-ajuda, mas não é. Vale a pena ficar ligado, também, nos comentários de Bernardinho na seção "Ponto a ponto", sempre ao final de cada capítulo. O
conhecimento do treinador de vôlei assusta.
conhecimento do treinador de vôlei assusta.Para o amante do basquete, o livro é um prato cheio. Nele descobrimos quais foram as peças que fizeram de Michael Jordan o maior de todos os tempos. Determinado, comprometido e um líder em todos os sentidos. Na obra, com curtos e perspicazes comentários, também vemos porque Bernardinho é uma referência entre os técnicos - é muita capacidade de transmitir e absorver conhecimento. Que o basquete aprenda com os dois.
segunda-feira, 4 de maio de 2009
A volta do Basquete é Cultura
Volta amanhã, com toda a força, o "Basquete é Cultura". Como todas as seções deste blog, ela não terá periodicidade fixa. Portanto, amigo leitor, fique atento: sempre que um novo talento surgir ("Muito Prazer"), sempre que alguma atração cultural pintar ("Basquete é Cultura"), quando algum ídolo do passado tiver a sua memória publicada ("Do baú"), os espaços serão devidamente alimentados.
E é por isso, também, que peço a vocês: não hesitem em enviar textos ("O Jogo da Minha Vida") e fotos ("Fotos do Leitor"). Serão bem-vindos.
Túnel do tempo: Sir Charles faz 56
Há exatos 15 anos Charles Barkley fazia da vida de Billy Owens um inferno. Inspirado, Sir Charles anotaria 56 pontos (23-31 nos arremessos) e 14 rebotes para dar a vitória e a classificação do seu Phoenix Suns contra o Golden State Warriors. Vale a pena conferir clicando abaixo!
URGENTE: Grego renunciará à votação
Uma fonte que sobrevoa o Jockey Club Brasileiro desde o amanhecer acaba de me informar que o candidato Grego irá se abster da votação para presidente da CBB, que ocorrerá dentro de poucas horas. Sendo assim, Carlos Nunes será o novo presidente da entidade.
O basquete perde
Ganhe quem ganhar hoje na eleição da CBB uma coisa é certa: o basquete brasileiro sairá perdedor. E de goleada. Carlos Nunes não é um bom candidato para a da entidade - seus 15 anos de nada no basquete gaúcho falam por si só. O Grego, que tenta o seu quarto mandato (desde 1997 ele presta os seus serviços à modalidade), a gente não precisa nem falar.Alguns apontam o atual presidente como o vencedor do pleito (arriscam, até, o número de federações que votarão nele, 14). Outros acreditam que o descontentamento com o gestor da situação fará com que Nunes, o candidato da oposição-pero-no-mucho, vença.
Enfim, a verdade, na minha opinião, é uma só: o basquete brasileiro chegará, neste 4 de maio de 2009, ao fundo do poço. Uma modalidade que não consegue apresentar nenhuma via diferente, com idéias repaginadas e um mínimo de transparência, não merece respeito.
domingo, 3 de maio de 2009
Os vencedores de domingo
-- O Panathinaikos (foto) sagrou-se campeão da Euroliga ao bater o CSKA por 73-71 neste domingo em Berlim. Após abrir boa vantagem na primeira etapa (48-28), permitiu a reação do rival. Uma bola de três pontos de Siskaukas no segundo final mudaria o rumo do troféu. Mas não foi assim. Spanoulis, que fez 13 pontos na decisão, foi o MVP das finais. Antonis Fotsis, com os mesmos 13 pontos, ainda obteve 8 rebotes e também brilhou. Obradovic, céus, conquistou o seu sétimo título da Euroliga como técnico.-- O Atlanta Hawks não deu chance ao Miami Heat no jogo 7, abriu logo boa vantagem e bateu o rival por fáceis 91-78 com 27 pontos (seis bolas de três), cinco rebotes, quatro assistências e cinco roubos de Joe Johnson. Josh Smith também foi bem com 21 pontos e 9 rebotes. Parabéns ao time da Geórgia, que fecha a série em 4 a 3 após muita luta. Dwyane Wade fez 31 pontos, mas fica a lição: hoje em dia ninguém mais consegue ganhar uma série de playoff sozinho. O Atlanta duela com o Cleveland agora.
-- E o Nenê, hein? Depois de uma série regular contra o New Orleans, o brasileiro abriu os trabalhos contra o Dallas Mavericks pela primeira partida da segunda rodada do Oeste com 24 pontos, cinco assistências e três rebotes. O Denver venceu, e venceu bem: os 109-95 mostram bem a força dos Nuggets, que, em Denver, ainda viram Carmelo Anthony converter23 pontos. Dirk Nowitzki anotou 28, mas o seu Dallas perde a série por 1 a 0.
Palpitões no Oeste
Começam hoje as semifinais do Oeste entre Denver Nuggets e Dallas Mavericks. Amanhã, Lakers e Houston. E o blog, claro, dá a sua apurada na bola de cristal.Denver Nuggets 4 x Dallas Mavericks 2 - Tudo bem que os texanos mandaram os Spurs para casa, mas a verdade é que, hoje, o Denver joga um basquete de altíssimo nível, e com muitas armas para serem marcadas. A começar pelo armador Chauncey Billups, que deverá ter vida dura contra Jason Kidd. Carmelo Anthony também terá dias complicados contra Josh Howard. Mesmo assim, no frigir dos ovos acho que a turma de Nenê leva vantagem pelo elenco numeroso, pelo jogo físico do garrafão, por ter o ótimo J.R. Smith (foto) vindo do banco e pelo mando de quadra.
Los Angeles Lakers 4 x Houston Rockets 3 - Não será fácil para o Lakers marcar Yao Ming. Com Andrew Bynum sem o menor ritmo de jogo, Pau Gasol foi deslocado para o pivô. Se contarmos que Lamar Odom precisará ajudar o espanhol na cobertura ao chinês, liberando Luis Scola, a tendência a situação se agravar. Mas, ué, por quê então o Lakers baterá o Houston em sete jogos? Kobe Bryant é a principal razão. Phil Jackson, outra (Rick Adelman era o treinador do Sacramento no tricampeonato do Lakers). O mando de quadra, no final, será fundamental para os Lakers, que vêm demonstrando uma irregularidade preocupante.
Dois gênios por um título
Želimir “Željko” Obradović (na foto à direita de verde) não é um treinador comum. Já venceu a Euroliga seis vezes por quatro times diferentes. Ettore Messina (à esquerda de azul) a mesma coisa. Venceu quatro vezes o mais importante torneio europeu por dois times diferentes. Estes dois craques da prancheta se encontram hoje, em Berlim (16:30 de Brasília, sem TV), pelo tira-teima da decisão de 2007, quando o Panathinaikos de Obradovic derrotou o CSKA de Messina por 93-91. Ontem, aliás, foram escolhidos os melhores da competição: Navarro ficou com o MVP e Splitter entrou para o segundo time.Poderia falar, aqui, sobre os duelos entre Diamantidis, Spanoulis, Jasikevicius, Nikola Pekovic e Mike Batiste contra os não menos excelentes craques do CSKA (Smodis, Khryapa, Langdon e Holden), mas seria injusto. Os dois elencos são a cara de seus geniais comandantes. Frios, inteligentes, estrategistas e muito habilidosos. Quem vence? Acho que o CSKA leva, mas é só um palpite.
O outro jogo 7
Todo mundo só fala em Chicago e Boston, mas o Leste tem outro jogo 7: hoje, às 14hs, Atlanta Hawks e Miami Heat decide quem enfrenta do Cleveland Cavs.Quer ver uma coisa curiosa? Nos seis primeiros jogos, quem ganhou o primeiro quarto acabou ganhando a partida. Quer ver outra? Em nenhum dos duelos a diferença entre o vencedor e o perdedor foi menor que dez pontos (ou seja, "nada de drama"). Outro ponto importante é o desempenho ofensivo de Dwyane Wade. Nas três vitórias do Miami, o craque anotou 34,3 de média. Nas derrotas, 23,3 - o que não é pouco.
Há cerca de duas semanas, quando do começo dos playoffs, o pessoal da caixinha disse que Wade ganharia sozinho o possível jogo 7 em Atlanta. Eu não estou tão seguro assim, sinceramente. Com ou sem problemas nas costas, o camisa 3 precisará da mesma ajuda que teve de Michael Beasley (22 pontos e 15 rebotes) no jogo seis. Aos Hawks, colocar Josh Smith, Joe Johnson e Mike Bibby em jogo é um grande passo para avançar e depois tentar reencontrar o Boston Celtics em uma possível final do Leste.
sábado, 2 de maio de 2009
O campeão segue vivo
É difícil alguém levar 29-11 (10 desperdícios) no segundo quarto de um duelo decisivo e sair vencedor dele. Foi isso que aconteceu com o Chicago Bulls nesta noite. Depois de vencer o primeiro período (28-23, com dez pontos de Ben Gordon), os jovens de Illinois sucumbiram ao melhor do time dos Celtics, que venceram o primeiro tempo por 52-38, a partida por 109-99 e a série por 4 a 3. Não houve prorrogação, mas foi emocionante do mesmo jeito. Palmas para as equipes, que fizeram um confronto histórico!A cinco minutos do final, Gordon, que terminou com 33 pontos, deixou a partida aberta (um ponto para os verdes), mas a partir de então a torcida de Boston incendiou o ginásio, Ray Allen (23 pontos), Eddie House (16 do banco de reservas), Kendrick Perkins (14 pontos e 13 rebotes) e Paul Pierce (20) tomaram conta e fizeram o time de Doc Rivers avançar às semifinais de conferência da mesma maneira que na temporada passada: com sofrimento, com cansaço, com vitória no jogo 7 - o final teve anel, todo mundo sabe. Na próxima rodada é o Orlando Magic (a série começa na segunda-feira).
Aos Bulls vale a lição: que se organizem desde o começo da temporada, e que não acreditem que este é um grande time. O Chicago tem um estupendo armador (Derrick Rose), um ótimo arremessador (Ben Gordon), mas John Salmons (3-12 hoje) não é nada disso. A procura segue a mesma: uma boa opção de pontos no garrafão (11 pontos apenas nesta noite e 12 rebotes ofensivos dos rivais).
Boston e Chicago, jogo 7
Deixo aberta, aqui, a caixinha de comentários para este jogo 7 que promete ser sensacional entre Boston Celtics e Chicago Bulls. O blog confere a partida até o final.
Uma explicação
Outro dia comentei com Rodrigo Alves que estranhara o número 2 e aquele "vermelho" na camisa do Chicago (na foto, no lado esquerdo, logo acima do B de Bulls). Mas o amigo Marcos Leal, do ótimo blog Bulls Brasil, me explicou. A numeração é uma homenagem a Norm Van Lier. A cor, uma dedicatória a Johnny "Red" Kerr. Ambos faleceram recentemente e eram grandes ídolos da franquia. Vale o registro.Jogo 7: Boston Celtics ou Chicago Bulls?
É muito difícil escrever sobre o jogo sete entre Boston Celtics e Chicago Bulls que acontece neste sábado (21hs de Brasília - links na caixinha por favor). Nos seis primeiros jogos da série houve 106 trocas de liderança, cinco destes duelos foram decididos por três ou menos pontos e um punhado de lances decisivos. Para aumentar o drama, a ESPN diz que há uma pequena chance de Kevin Garnett atuar pelos Celtics, que decidirão em casa.O Boston é forte em casa. Forte e experiente. Mas o Chicago tem se mostrado bastante maduro para um elenco cujos três titulares disputam seus primeiros 30 jogos de playoffs (Derrick Rose, Tyrus Thomas e Joakim Noah). E é mais jovem - com sete prorrogações nas costas, isso pode pesar. Na boa, e não é ficar em cima do muro, é absolutamente impossível fazer um prognóstico. Mentira. Vai ter prorrogação, isso eu digo. Quem vence eu deixo para vocês na caixinha!
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Ros Casares, de Érika, é tri na Espanha
Hoje houve jogo na final da Liga Espanhola. Mas o vencedor foi o mesmo. O Ros Casares, de Érika (15 pontos e 9 rebotes) e Amaya Valdemoro (18), abriu 11 a 0, comandou o placar e fechou a série em dois a zero após 70-66 contra o Perfumerías Avenida.Elisa Aguilar, a capitã do time, levantou o terceiro troféu seguido do time em Salamanca. O Ros, sem dúvida alguma, é o melhor time espanhol no basquete feminino. Só falta colocar seus tentáculos na Europa.
Deu a lógica
Deu a lógica no Final Four da Euroliga. Mais entrosados, CSKA, que derrotou o Barcelona por 82-78 (29 pontos de Siskaukas), e o Panathinaikos, que bateu o rival Olympiakos por 84-82 (18 pontos e 5 passes de Jasikevicius, na foto), se enfrentarão na final de domingo - a ESPN, que fez um papel brilhante na transmissão das duas semifinais de Berlim, só exibirá o VT, o que não deixa de ser lamentável.Os dois últimos campeões da Euroliga se enfrentam pela segunda vez em três anos na decisão. Em 2007, em Atenas, o Panathinaikos bateu os russos por 93-91. Será que a dose se repete? Nos bancos, Obradovic do lado grego, e Ettore Messina, o melhor técnico do mundo fora da NBA atualmente, do outro. Baita duelo também.
Independente de vencedores e vencidos, vale ressaltar a qualidade técnica dos dois confrontos. Dois jogaços, a bem verdade. Na partida entre o Barça e CSKA (44 bolas de três), apenas 18 erros somados, e com defesas marcando forte o tempo todo - isso explica o porquê de os jogos de lá terem tão poucas assistências. No outro, 22 desperdícios somados (27 de três). No momento em que escrevo isso, Flamengo e Brasília, dois dos melhores e mais tresloucados times do país, se enfrentam pelo NBB. No intervalo, 18 erros e 26 bolas de três pontos.
Não é questão de técnica e da habilidade dos atletas. Isso se chama estruturação e organização. Pode-se fazer times organizados, porém ruins, sem técnica. Isso eu aceito. Negligência tática, não.
LeBron agradece
O time de melhor campanha da NBA não precisava de uma "ajudinha" dessas, né. Enquanto no Oeste três séries terminaram em 4 a 1, no Leste o único que terá descanso maior será, justamente, o Cleveland Cavs. Com a varrida contra o Detroit e as brigas de foice entre Bulls e Celtics e Atlanta e Miami, além do sofrimento do Orlando contra o Philadelphia, LeBron James e companhia assistem a tudo de camarote em Ohio. Por essa, nem eles esperavam, hein...Só clássico
Vai ser duro sair de casa hoje. Às 13hs, a ESPN transmite a abertura do Final Four da Euroliga: Barcelona e CSKA, o atual campeão - o Barça não leva desde 2003, com aquele timaço que tinha Bodiroga e companhia. Logo depois, pelo mesmo canal, batem de frente Olympiacos e Panathinaikos. Às 17hs é a vez de Flamengo e Brasília, na capital federal, em partida que vale a liderança do NBB. O Sportv transmite o duelo. Às 21hs, é a vez de Franca e Paulistano (Sportv) e Atlanta e Miami (ESPN).Sobre a Euroliga, vale a pena ficar ligado no duelo entre os ótimos Juan Carlos Navarro, Basile e Ilyasova (Barça) contra Langdon, Holden e Smodis (para mim, um dos dez melhores da Europa há tempos). Vale, também, ficar de olho em Ettore Messina, técnico do CSKA, objetivo de desejo do clube da Catalunha há três temporadas e, conforme me garantiu um amigo de lá, que vem cortejado pelo Toronto Raptors - uma proposta do Nets ele já rejeitou.
No outro jogo, promessa de muita rivalidade, né. O Olympiacos, de Josh Childress (8,7 pontos) e Bourousis, cestinha do time mesmo vindo do banco (12,4 pontos além de 7,3 rebotes), terá no Panathinaikos, campeão em 2007, um rival à altura. O ainda ótimo Sarunas Jasikevicius (na foto, de branco), com médias de 9,2 pontos e 2,8 assistências, tem a seu lado Mike Batiste (12,6).
Houston elimina o Portland (atualizado)
O sono me vence neste momento. Mas a caixinha fica aberta para quem acompanha Portland Trail Blazers e Houston Rockets, que pode fechar o duelo em 4 a 2 nesta quinta-feira.
ATUALIZAÇÃO DO POST
O Houston bateu o jovem time do Portland (a falta de experiência pesou) por 92-76 com 27 pontos de Ron Artest, fechou a série e 4 a 2 e irá enfrentar o Lakers nas semifinais do Oeste. Foi a primeira série que o time venceu desde 1997, e sem Tracy McGrady.
Magic passam; Boston e Bulls vão a jogo 7
O Orlando Magic, sem dois titulares (Dwight Howard e Courtney Lee), teve menos dificuldade do que se supunha e bateu o Philadelphia (114-89) fora de casa para avançar às semifinais do Leste. Rafer Alston, com 21 pontos e 10 assistências, e Rashard Lewis, com 29, brilharam. Marcin Gortat, que entrou no lugar de D12, esteve ótimo com 11 pontos e 15 rebotes. Aos Sixers fica a lição: apesar de Elton Brand, o time precisa de reforços. Por melhores que sejam Miller e Iguodala, e são bons mesmo, é muito pouco.Por outro lado, outra batalha entre Boston Celtics e Chicago Bulls, que jogou em casa e venceu por 128-127. Claro, houve tempo extra. E foram TRÊS. SURREAL! Na boa, não me lembro de série tão equilibrada (sete OT até agora). Três iguais na série, decisão no sétimo jogo em Boston
no sábado. Do jeito que as coisas andam, o último duelo terá umas 40 prorrogações. Kirk Hinrich e Rajon Rondon quase saíram no tapa (foto acima), Ray Allen (51 pontos e um punhado de bolas milagrosas), Derrick Rose (o toco humilhante em Rondo no final da partida e 28 pontos, oito rebotes e sete assistências em 59 minutos) e John Salmons (35) brilharam. Tá, Brad Miller também foi bem com 23 pontos e 10 rebotes. VEJA AQUI OS MELHORES MOMETOS
no sábado. Do jeito que as coisas andam, o último duelo terá umas 40 prorrogações. Kirk Hinrich e Rajon Rondon quase saíram no tapa (foto acima), Ray Allen (51 pontos e um punhado de bolas milagrosas), Derrick Rose (o toco humilhante em Rondo no final da partida e 28 pontos, oito rebotes e sete assistências em 59 minutos) e John Salmons (35) brilharam. Tá, Brad Miller também foi bem com 23 pontos e 10 rebotes. VEJA AQUI OS MELHORES MOMETOSPromessa de jogão no sábado, e eu, sinceramente, não colocaria um centavo em qualquer lado. E você, aposta? Diga na caixinha!
Ourinhos tira invencibilidade de Americana
Em casa, Ourinhos venceu Americana por 72-63, com 15 pontos de Chuca, e se manteve como único time invicto no Paulista feminino.
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