
Pouco depois das 19h desta quarta-feira eu consegui falar com Carlos Nunes. O presidente da CBB voltava de Volta Redonda, e ainda não havia tomado conhecimento das palavras de Hortência. O diálogo foi assim.
BALA NA CESTA: O senhor não ouviu as declarações de Hortência ao Arena Sportv, certo?
CARLOS NUNES: Certo. O que ela disse?
BNC: Vou ler para o senhor (
e leio tudo o que está aqui).
CN: É, bem estranho ela falar isso do psicólogo, mas a nossa decisão foi não levar este tipo de profissional - tanto no masculino quanto no feminino.
BNC: Mesmo que a seleção perca em sequência jogos no final a decisão da CBB é de não ter psicólogo na seleção adulta?
CN: Por enquanto, sim.
BNC: E a avaliação do trabalho da Hortência? Ela está mantida no cargo?
CN: Sim, nós confiamos muito no que ela está fazendo com as meninas. O trabalho da Hortência está muito focado nas divisões de base, e não dá para medir isso na seleção adulta tão rapidamente. Há veteranas saindo, como Helen e Alessandra, e temos que ver como as menos experientes irão reagir. Infelizmente o resultado não veio, mas possuímos boas jovens. Temos essa pivô de 17 anos aqui do Rio de Janeiro.
BNC: Presidente, a Damiris joga em Jundiaí (São Paulo).
CN: Isso. Temos aquela ala-pivô, também nova, que começa com a letra F...
BNC: A Franciele.
CN: Isso. Muito boa a menina. O problema é que há no mundo uma série de seleções de altíssimo nível que hoje estão melhores que nós.
BNC: O fato de a "comunidade do basquete" reprovar, de forma quase unânime, o trabalho da Hortência não muda em nada a avaliação da CBB? Os técnicos e clubes do país tinham a expectativa de que, com a entrada dela na Confederação, houvesse mais diálogo, o que não vem acontecendo até aqui. Como reverter isso?
CN: Tenho visto a reação das pessoas, acho que é normal devido aos resultados, mas temos que ter frieza neste momento. A Hortência tem toda a confiança e apoio dentro da Confederação, e isso é importante.