quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Cadê, CBB?

Hoje é dia 14 de outubro, e a Liga Nacional feminina deveria começar neste final de semana. Mas como era de se esperar, o torneio continua com data indefinida para começar e o site da Confederação solenemente ignora a competição.

Se fosse chato, também diria que já se passaram mais de dez dias sem que a grandíssima diretora Hortência comunicasse qualquer mudança de direção nos rumos do basquete feminino, mas prefiro aguardar a Rainha se pronunciar e anunciar as suas medidas quando bem entender (um bom começo seria explicar como funciona o tal método de ensino que ela prega - clique aqui e veja). Enquanto isso e para ficar em apenas dois exemplos, Jundiaí e Osasco, ótimos pólos de revelações de atletas, não recebem apoio algum para colocarem equipes adultas no futuro Nacional.

A pergunta que fica é: até quando os mistérios no basquete feminino brasileiro permanecem?

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Olho no Portland - e em Greg Oden

Nenhum time teve tantas lesões como o Portland Trail Blazers na temporada passada. Do técnico ao pivô, todos passaram ao menos uma vez pelo departamento médico. Recuperados, os Blazers prometem, e devem, incomodar demais. Ao menos é o que espero.

Sem definir a situação de Rudy Fernandez até agora, a franquia de Oregon aposta na força da dupla Brandon Roy e LaMarcus Aldridge (uma das melhores do Oeste), no recheado banco de reservas (Nicolas Batum entre eles) e principalmente na verdadeira estreia do pivô Greg Oden, que ainda se recupera de lesão - enquanto isso, Marcus Camby dá as cartas no garrafão.

Se conseguir colocar todas as suas peças ao mesmo tempo em quadra (vale uma reza!), o técnico Nate McMillan pode fazer do Portland a segunda potência do Oeste.

Pancadaria na China

Que situação esta da pancadaria na China, hein? Voltava de viagem quando li no Globoesporte.com que o time de Alberto Bial foi absurdamente agredido pelo selecionado chinês de forma covarde (o Rodrigo foi muito feliz em seu comentário também).

O fuzuê foi tão grande que a briga foi notícia no Jornal Nacional. É uma pena, mas o basquete quase nunca aparece, e quando aparece, é quase sempre com brigas ou confusões. A CBB já se manifestou sobre isso? Acho que ainda não, mas no momento o mais importante é que Joinvile volte logo para casa - e em paz.

Não custa aprender

Durante o feriado olhei bastante para os comentários da caixinha, e aqui deixo a minha opinião sobre o título e a hegemonia do vôlei brasileiro. Não conheço bem a hierarquia de forças do vôlei, mas creio que de fato no basquete exista um número de seleções de alto nível inacreditável. Na ponta do lápis, coloquei 12, e isso obviamente dificulta muito a obtenção de medalhas.

De todo modo, e aí acho que a discussão na caixinha se perdeu um pouco, o que vale é olhar para o brilhante trabalho da CBV em relação ao tripé base-massificação-capacitação. Ninguém, em esporte algum, ganhou tanto na última década como o vôlei, e obviamente nada caiu do céu. Sob o comando de Ary Graça, que, por sinal, possui uma pancada de defeitos, a modalidade cresceu, se desenvolveu no país, entrou na lacuna deixada pelo basquete e soube investir em seus mestres - os técnicos.

Acho que essa é a lição que fica. Nunca um esporte investiu tanto como o vôlei o faz na base. Nunca um esporte investiu tanto em seus treinadores. Nunca um esporte investiu tanto na massificação de uma modalidade que até a década de 80 não figurava nem entre as dez mais queridas do país - e agora é a segunda com folga. Acho que não precisa dizer mais, mas nunca um esporte venceu tanto em pouco tempo como o vôlei - e novas gerações vêm aí. Não custa nada aprender com eles.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Janeth e o futuro

Na convocação de Janeth para a seleção feminina Sub-15, chamam a atenção bons nomes que vêm sendo colocados aqui e em outras caixinhas de blogs: Izabella Sangalli (de Americana), Jonalisa (Bradesco Esportes) e Raphaela (da Mangueira).

Agora, o que eu fiquei feliz mesmo é que a preparação do time será no Centro de Treinamento e Desenvolvimento da Base do Basquete Brasileiro, em São Sebastião do Paraíso (MG), local que deve receber outras seleções de base muito em breve.

É ali que literalmente a CBB deve plantar o seu futuro. Que comece, então, com as meninas de Janeth e com a própria treinadora.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Quem seria o Guga do basquete?

Li no ótimo Saque e Voleio que, durante a entrevista coletiva para promover seu jogo contra o também mítico Andre Agassi, o tenista Gustavo Kuerten disse a seguinte frase: "Espero que daqui a 10 anos a gente tenha uma estrutura definida no tênis, com profissionais capacitados, com jogadores surgindo em maior quantidade. É um desafio pessoal. Acredito também que o tênis vai além, não é só o esporte. Não busco levar o tênis para crianças só para ver se saem campeões. É principalmente por esse aspecto coletivo, de amizade, de aprendizado. É por aí que vou tentar me dedicar, porque sei que a contribuição vai ser muito maior".

Com esta declaração na cabeça eu voltei para casa na última sexta-feira pensando em quem poderia ser essa pessoa no basquete brasileiro. Uma pessoa sensata, inteligente, com carisma, visão de negócio e de futuro - tudo junto e misturado. Confesso que fiquei na tentativa, mas se o amigo leitor tiver algum bom nome, por favor que coloque na caixinha de comentários.

Sorte do tênis.

domingo, 10 de outubro de 2010

Parabéns ao vôlei

Estou longe de casa, mas ouvi uma gritaria estranha perto de mim. Eram os "vizinhos" comemorando o título do vôlei masculino - o tricampeonato mundial. Parabéns ao técnico Bernardinho e aos sensacionais atletas. Mas felicitações sobretudo à CBV, que deu condições para que jovens altos, inteligentes e fortes optassem pelo vôlei e não pelo basquete - Vissotto, por exemplo, tem altura de pivô.

Comunicação Direta

Leio no site da CBB que a entidade tomou ótima providência para estreitar laços com os treinadores de basquete do país. De acordo com a entidade, os objetivos são "mapear e quantificar os profissionais do basquetebol no Brasil".

De fato é uma boa medida para diminuir a distância que há entre os treinadores dos grandes e pequenos centros de basquete. Só com uma metodologia de alto nível que vá de ponta a ponta do país (é o que se espera) o Brasil poderá pensar a voltar a figurar entre os maiores do planeta.

Que a CBB continue a insistir nisso, porque só assim haverá frutos no futuro.

sábado, 9 de outubro de 2010

Pela coroa

Não costumo, e nem gosto, de comentar jogos de pré-temporada da NBA, mas ontem foi disputado um duelo pra lá de interessante. Não pelo resultado, mas pelo confronto entre LeBron James e Kevin Durant, dois dos maiores favoritos ao título de MVP da temporada regular que começa no final de outubro - até porque não creio que Kobe Bryant jogue 35, 40 minutos por noite.

A questão não é se basear pelos números da partida de ontem, mas sim pelo que os dois poderão fazer no campeonato. Durant vai tentar guiar novamente os Thunder aos playoffs. Se o fizer, como foi na temporada passada, terá boas chances. Para LeBron, só pós-temporada não basta. Para o ala do Miami, que em alguns momentos vem jogando de armador nos amistosos, mais de 60 vitórias são esperadas.

E você, arriscaria em quem para MVP da temporada regular da NBA: LeBron James ou Kevin Durant? Votos na caixinha!

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Alto-falante

"Acho que vocês europeus deveriam deixar que mais norte-americanos joguem as ligas daqui. Na NBA, vemos times como o San Antonio, cheio de estrangeiros. A Europa tem que ser mais legal com os americanos"

A declaração é de Ron Artest, ala do Los Angeles Lakers. O detalhe é que o depoimento foi dado em Londres, onde os angelinos realizavam a pré-temporada. Voltou com a corda toda o Artest, que, no final do papo, disse não saber quem é o brasileiro Tiago Splitter.

A resposta dos psicólogos

João Ricardo Cozac (foto) é psicólogo do esporte, e escreveu texto no site Consultoria e Estudo de Pesquisa em Psicologia do Esporte, o CEPPE. Abaixo, reproduzo boas partes do artigo.

"Após prestar serviços honrosos e de saudosa lembrança dentro de quadra, Hortência tem sido o anti-exemplo fora das quatro linhas. Entrou para a direção da Confederação Brasileira de Basquete e agora empunha a bandeira contra o trabalho psicológico no basquete. Ei, Hortência, o que se passa com você?

Infelizmente, amigos, vários atletas que fizeram sucesso na década de 80 estão, hoje, no comando de confederações esportivas usando e abusando da ignorância e da falta de recursos intelectuais e gerenciais nas diversas modalidades que naufragam mais e mais neste mar do descaso e da superficialidade na visão/concepção de atleta e equipe.

Ficar até às 3 horas da manhã procurando musiquinha para motivar a equipe é, no mínimo, digno de um amadorismo típico das cabeças mais retrógradas e limitadas de nosso esporte. A verdade, amigos, é que dirigentes como a Hortência sofrem pela insegurança e pelo medo de se sentirem ameaçados na presença de um profissional da Psicologia. É muito comum treinadores e supervisores de equipes optarem pelo distanciamento dos psicólogos do esporte justamente pela falta de crença no próprio trabalho.

Quem perde com isso? Todos! O basquete brasileiro, as atletas que estiveram no Mundial, a Psicologia do Esporte, a modernidade na preparação esportiva e, em especial, a ex-rainha Hortência que, para mim e tantas outras pessoas que suspiravam junto com ela a cada arremesso livre no passado, hoje lamentam a quebra de sua coroa por conta da vaidade, ignorância e soberba".

O tal problema na gestão

Da entrevista publicada ontem com Carlos Nunes, me impressionou pouco o desconhecimento dele sobre Damiris ou Franciele. Para mim, o problema maior da Confederação Brasileira ainda se chama gestão. Carlinhos, como é conhecido, é boa gente, comigo sempre foi muito educado, mas não parece muito afeito às melhores lições do ramo - e acho que é por isso que o exemplo de Hortência choca tanto aos torcedores.

Das promessas de campanha, saíram do papel a construção do Centro de Treinamento e o fim das eternas reeleições - e as duas iniciativas merecem aplauso. No entanto, o sucateamento na base continua, a Escola Nacional de Técnicos nasceu (e continua) equivocadíssima, ainda não é possível comprar nenhum material esportivo das seleções, o site continua o bagaço da laranja e a disparidade no tratamento entre meninas e meninos segue.

A grande questão para Carlos Nunes neste momento não é manter ou demitir Carlos Colinas, mas saber cobrar decisões mais ágeis e sensatas de seus comandados. Ser líder não centralizar tudo, mas saber delegar funções e cobrar resultados. Só que para cobrá-los é preciso um mínimo de conhecimento no assunto - seja de parte técnica, administrativa, financeira ou em comunicação. Vamos, presidente, ainda há tempo de corrigir algumas rotas.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Lakers campeão

O palpite não é meu, mas sim dos general-managers da NBA. Na já conhecida enquete realizada pela liga antes de cada temporada, 63% dos diretores (ou 19 deles) disseram que os Lakers conquistarão o tricampeonato em 2011. Outros 33,3% (10) votaram no Miami, e 3,7% cravaram o Boston Celtics como vencedor.

Aqui vão outros palpites interessantes dos gerentes-gerais: Kevin Durant será o MVP (66,7%), Pau Gasol foi eleito o melhor ala-pivô, Tiago Splitter foi bem votado como o estrangeiro com mais chances de despontar (10,7%) e Phil Jackson é, atualmente, o melhor técnico (39,7%).

E você, o que acha? Concorda com os gerentes-gerais? Comente na caixinha!

A palavra de Carlos Nunes

Pouco depois das 19h desta quarta-feira eu consegui falar com Carlos Nunes. O presidente da CBB voltava de Volta Redonda, e ainda não havia tomado conhecimento das palavras de Hortência. O diálogo foi assim.

BALA NA CESTA: O senhor não ouviu as declarações de Hortência ao Arena Sportv, certo?
CARLOS NUNES: Certo. O que ela disse?
BNC: Vou ler para o senhor (e leio tudo o que está aqui).
CN: É, bem estranho ela falar isso do psicólogo, mas a nossa decisão foi não levar este tipo de profissional - tanto no masculino quanto no feminino.
BNC: Mesmo que a seleção perca em sequência jogos no final a decisão da CBB é de não ter psicólogo na seleção adulta?
CN: Por enquanto, sim.
BNC: E a avaliação do trabalho da Hortência? Ela está mantida no cargo?
CN: Sim, nós confiamos muito no que ela está fazendo com as meninas. O trabalho da Hortência está muito focado nas divisões de base, e não dá para medir isso na seleção adulta tão rapidamente. Há veteranas saindo, como Helen e Alessandra, e temos que ver como as menos experientes irão reagir. Infelizmente o resultado não veio, mas possuímos boas jovens. Temos essa pivô de 17 anos aqui do Rio de Janeiro.
BNC: Presidente, a Damiris joga em Jundiaí (São Paulo).
CN: Isso. Temos aquela ala-pivô, também nova, que começa com a letra F...
BNC: A Franciele.
CN: Isso. Muito boa a menina. O problema é que há no mundo uma série de seleções de altíssimo nível que hoje estão melhores que nós.
BNC: O fato de a "comunidade do basquete" reprovar, de forma quase unânime, o trabalho da Hortência não muda em nada a avaliação da CBB? Os técnicos e clubes do país tinham a expectativa de que, com a entrada dela na Confederação, houvesse mais diálogo, o que não vem acontecendo até aqui. Como reverter isso?
CN: Tenho visto a reação das pessoas, acho que é normal devido aos resultados, mas temos que ter frieza neste momento. A Hortência tem toda a confiança e apoio dentro da Confederação, e isso é importante.

Alto-falante com perguntas

"Por várias vezes ligamos para a psicóloga no Brasil para ver o que poderíamos fazer. Elas lidaram muito mal com a derrota, o técnico se perdeu. Quando começaram a engrenar, já era tarde. Um dia, fiquei às 3h da manhã procurando uma música para um vídeo motivacional que ia passar para as meninas. Não acho que tem necessidade de levar um profissional de psicologia e vou continuar não levando"

A declaração é de Hortência ao Arena Sportv desta quarta-feira. Abaixo, faço algumas perguntas, que, para mim, ainda estão sem respostas. Depois, publico aqui meu papo com Carlos Nunes, presidente da CBB.

1) Se Hortência não vê "necessidade de levar um profissional de psicologia", por que diabos ela ficou ligando para profissionais desta área durante o Mundial?
2) Será que a Rainha entende que a contratação de um psicólogo é apenas uma medida que deve ser tomada pós-trauma?
3) Até quando a diretora da CBB continuará a falar a suas sandices com total consentimento da entidade máxima do basquete brasileiro? A assessoria de imprensa não instrui a cidadã a tentar fazer, como dizem os políticos, uma "agenda positiva"?
4) Até que ponto a sinceridade de Hortência deprecia um produto (basquete feminino brasileiro) que já está caindo pelas tabelas há anos? Para uma diretora que busca patrocínios para a entidade, será que é um bom caminho?
5) Cadê o presidente da Confederação em um momento tão conturbado como este? Uma coisa é delegar poderes aos seus diretores. Outra é deixá-los falar coisas sem sentido.
6) Será que Hortência achou mesmo que música e vídeo motivacional resolveriam os problemas do time, que era fraquíssimo?

Respostas na caixinha!

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

O despreparo

Acabo de ler algumas das declarações de Hortência no Arena Sportv (clique aqui e saiba mais). Na boa, é absolutamente lamentável o que a Rainha disse e segue dizendo. Amanhã comento mais, mas falar tanta bobeira em tão pouco tempo merece um troféu!

Os aprendizes

Começou, no último final de semana, a vida do Caja Laboral sem Tiago Splitter - foi na abertura da liga ACB (fácil vitória por 92-47 sobre o Alicante com sete pontos e seis assistências de Marcelinho Huertas). E para não sentir tanto a falta dos brasileiros, o time aposta em dois gigantes.

O primeiro é o croata Stanko Barac, de 24 anos, 2,17m e que estreou com 17 pontos, sete rebotes e 22 de eficiência. O outro é o sérvio Dejan Musli (foto), de 2,16m, apenas 19 anos e com médias de 12 pontos e 8,4 rebotes no último europeu Sub-20. A expectativa do Caja Laboral é tão grande com Musli que os vitorianos farão com ele o mesmo que com Luis Scola e Tiago Splitter: enviarão o jovem para um clube da segunda divisão e deixarão os fundamentos a cargo de Iñaki Iriarte, mentor tanto do brasileiro quanto do argentino em terras espanholas.

Depois de ter dois expoentes no garrafão nas últimas temporadas, pode ser que os torcedores do Caja não tenham do que se orgulhar no garrafão rapidamente. De todo modo, duas peças parecem estar estar sendo muito bem preparadas para, no futuro, desempenharem o mesmo papel de Splitter e Scola.

Alto-falante

"Sempre digo para as pessoas que eu era um torcedor com acesso livre a todos os lugares (vestiário, quadra, estacionamento, tudo). No final do mês eu ainda recebia um salário. Fazia parte do time, mas nem tanto assim"

A declaração é de Adam Morrison, terceiro do Draft de quatro anos atrás, sobre o seu período no Lakers. O agora ala do Washington Wizards tem a oportunidade de enfim mostrar na NBA aquele encantador basquete que o consagrou em Gonzaga (na época, o jogador do ano da NCAA chegou a ser comparado, vejam só, a Larry Bird). Será que dessa vez o garoto engrena?

Começou a temporada do Miami Heat

Pode até não parecer, mas era um amistoso o que foi disputado ontem à noite em Miami. O custo do estacionamento nas cercanias da American Airlines Arena era de, pasme, US$ 50, o ginásio recebeu quase 20 mil pessoas (um absurdo em se tratando de pré-temporada) e o rival queria jogo até o final.

E, sim, claro, houve a estreia de Chris Bosh (20 pontos e seis rebotes) e LeBron James, que, sem timidez alguma, participou (com pontos ou assistências) de 18 dos 24 pontos do Miami Heat no primeiro quarto (ao todo os números foram: 18 pontos, quatro assistências e três rebotes), deixando clara a tendência de "Cleverização" que acontecerá no time da Flórida nesta temporada. LeBron comandou o show nos pontos, na defesa e na armação - deu ótimos passes (inclusive um no melhor estilo Magic Johnson para Chris Bosh) e alimentou seus companheiros com ótima visão de jogo. Dwyane Wade jogou três minutos e saiu com dores.

Ah, o Miami Heat ganhou do Detroit Pistons por 105-89, a torcida saiu feliz e a perspectiva de melhora é absolutamente evidente. Acho, porém, que ainda é muito cedo para fazer uma análise maior do trio, do time e das chances da franquia. Pré-temporada sempre engana.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Paula fala

Magic Paula falou, e falou bem, sobre a atuação brasileira no Mundial da Rep. Tcheca e muito mais. Nem vou comentar nada. Vale clicar aqui e ouvir.

A numeralha da LNB

Leio no site da LNB que 50 profissionais envolvidos com as estatísticas do próximo NBB estão realizando treinamento visando a competição que começa no final de outubro.

A iniciativa é ótima, e a entidade mostra que, sim, é possível fazer muito pela modalidade mesmo sem ter a conta bancária totalmente cheia (como é no caso da CBB). Os dirigentes da Liga não são a última bolacha do pacote, mas parecem bem mais antenados do que os companheiros da Confederação - e isso é um baita alento.

Agora eu só espero que os técnicos tirem proveito da numeralha. Como ensinam os dirigentes da NBA, os números não explicam tudo, mas ajudam a desvendar muitos dos mistérios do basquete. Parabéns para a LNB pela ideia.

Alto-falante

"Eu ganharia o um contra um contra o LeBron, não tenho dúvida. É o tipo de duelo que é fácil para mim, cresci assim. LeBron é parecido com o Magic Johnson, um grande passador e um cara que domina o jogo por completo. Mas o um contra um é comigo. Nisso eu me garanto"

A declaração é de Kobe Bryant, quando perguntado sobre quem venceria o famoso um contra um entre ele e LeBron James - ontem, aliás, Kobe atuou por seis minutos sem pontuar na estreia da pré-temporada dos Lakers. E aí, leitor, você concorda com o ala de Los Angeles?

Mais uma oportunidade perdida

O site da CBB informa que a seleção brasileira joga três amistosos na China a partir desta sexta-feira. Mas não é bem A seleção brasileira, mas sim o time de Joinvile comandado por Alberto Bial. Nada contra o Big Brother, mas fica uma pergunta básica: por que diabos a entidade não levou um grupo de garotos para ganhar experiência internacional?

Sinceramente eu não sei o que se passa na Confederação brasileira em um momento como estes, em uma oportunidade como esta, mas até para Rubén Magnano esta seria uma chance de ver como os jovens atletas estariam. Sem muito o que fazer até o começo do próximo NBB, o argentino poderia (deveria?) acompanhar estes jovens mais de perto, e essa viagem à China seria uma ótima.

É mais uma chance de ouro que a CBB perde de desenvolver os atletas brasileiros. Se é verdade que três amistosos não resolvem o nosso problema da base, também é verdade que três amistosos dão experiência internacional e "cancha" aos nossos atletas. Não é preciso lembrar que no próximo ano há o Mundial Sub-19, certo? Depois os dirigentes não podem reclamar dos resultados, né.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Vale a pena ler

Sempre preciso, o Bert analisou hoje no PBF a campanha da seleção feminina no Mundial feminino. Clique aqui e leia.

Mais uma da Austrália

Você que é leitor do Bala na Cesta teve o prazer de conhecer Elizabeth Cambage no dia 11 de janeiro de 2010. Naquele dia, entrevistei a revelação australiana que prometia fazer um barulho em futuras competições internacionais. O que eu não esperava é que tudo isso fosse acontecer tão cedo. Tipo no Mundial da República Tcheca. Mas aconteceu.

Com o quinto lugar, Cambage termina a competição longe de atingir os objetivos de seu país (uma medalha no mínimo), mas se apresenta ao mundo com sólidos números e com basquete de gente grande, bem grande: 13,6 pontos, 5,4 rebotes e 59,2% no aproveitamento de arremessos de quadra. Para se ter uma ideia, nos últimos quatro complicados jogos, a menina, ao invés de temer EUA, República Tcheca, Rússia e França, cresceu e anotou 18+7, 22+10, 19+8 e 12+7.

O talento de Cambage impressionou principalmente as americanas. Sylvia Fowles disse que "a menina tem algo diferente: é forte, inteligente e tem uma habilidade impressionante". É fato: pintou mais uma estrela australiana no basquete mundial.

O infantilóide LeBron James

"Acho que a questão racial influenciou na forma como a mídia repercutiu a minha saída do Cleveland". Foi com esta pérola que LeBron James se saiu quando perguntando, em um programa de entrevistas da CNN, sobre as reações à sua transferência para o Miami Heat.

Não resta dúvida de que dentro de quadra LeBron James é ótimo, excelente, fenomenal e tudo mais, mas o rapaz é absolutamente mimado e pouco inteligente com as palavras - e nem vou falar da maneira como ele gerencia a carreira também. Alegar racismo por causa das críticas que recebeu quando da saída do Cleveland é lamentável, e mostra um lado infantilóide que assusta, mas não surpreende.

O caso de LeBron não é único no esporte (vide Iziane e Neymar), e é bom para pensarmos um pouco sobre a formação dos atletas que temos no mundo de hoje em dia. Alçados a celebridades instantâneas e com pouquíssimo conteúdo (de vida principalmente), seus atos acabam por encobrir o que de mais legal há neles todos: o talento. Enquanto a criação dos jogadores continuar a ser, apenas, uma deformação na educação continuaremos assim. Infelizmente.

O futuro

Terminou o período de seleções em 2010. Com dois nonos lugares, o Brasil se despede de 2010 com um saldo para lá de negativo. Não tanto pelas colocações, que foram ruins, é verdade, mas muito pela forma como elas vieram (a questão psicológica novamente pesou), pelo crescimento de rivais até então inexpressivos (principalmente no feminino) e pelo medo do que acontecerá (ou não) no futuro.

Se dentro de quadra o problema nem é tão grande (estão aí Damiris, na foto, e Lucas Bebê que não me deixam mentir), a questão é realmente focar no trabalho de base - dos técnicos principalmente. Como bem escreveu o leitor Sandro Luis no Rebote, não há fruto sem árvore. É muito por aí mesmo, e ajuda muito pouco ficar falando apenas nos Jogos de 2016 - ninguém consegue "produzir" uma geração vencedora em cinco anos, né.

Conforme venho escrevendo há algum tempo, já passou da hora de a CBB promover ações concretas de melhoria na base. Levar meninos e meninas para treinar no exterior ajuda, mas não soluciona o problema. Até pela natureza da função, a Confederação deve abastecer as federações, os clubes e as escolas com o que há de melhor e mais moderno no basquete. Do contrário, países que até bem pouco tempo atrás ficavam atrás de nós (Espanha no feminino e Argentina no masculino) verão o Brasil como um país que poderia ter sido, mas que nunca foi.

domingo, 3 de outubro de 2010

Jordan no Paulistano

Acabo de confirmar: Jordan Burger irá disputar o NBB e o Paulista pelo Paulistano. Sorte para ele. O ala tinha proposta de Minas e Joinvile, mas escolheu o time de São Paulo.

Um ouro mais do que merecido

Foi mais suado do que se supunha, mas no final deu a lógica. Os EUA fizeram 89-69 (34-17 no terceiro período) na anfitriã República Tcheca e conquistaram o oitavo título mundial do país. Com 16 pontos, Diana Taurasi, por fim, conquistou o único título que lhe faltava, e o técnico Geno Auriemma mantém a sua incrível série invicta de mais de dois anos. No jogo do bronze, a Espanha venceu a Bielorrússia por 77-68 e obteve a melhor colocação da história do país em torneios femininos (Sancho Lyttle voltou e teve 22 pontos e 11 rebotes, Alba Torrens foi incrível com 19 pontos e Amaya Valdemoro anotou 16 pontos para valorizar ainda mais a sua brilhante carreira).

É um troféu mais do que justo para a seleção norte-americana. Em uma competição cheia de surpresas (vide Austrália e Rússia), as atletas mantiveram a cabeça no lugar, não deram chance às rivais e venceram até com certa tranquilidade.

Se no masculino a Espanha ainda consegue incomodar os americanos, como foi nos Jogos Olímpicos de Pequim, no feminino o abismo ainda é muito grande. As norte-americanas merecem.

Começou mal

Começou mal a história de Carlos Boozer com o Chicago Bulls. Maior reforço do time para essa temporada, o ala quebrou a mão no sábado, vai ter que operar operou e ficará oito semanas de molho. Animador, não?

Incertezas

Os treinamentos da NBA começaram nesta semana com muitas novidades e algumas dúvidas. Duas grandes são sobre o paradeiro de Carmelo Anthony, que despistou e disse estar feliz em Denver (sei, sei...) e o de Chris Paul (foto), que pediu para ser trocado mas parece ter sido convencido a dar mais um voto de confiança ao fraco time do New Orleans.

Fato é que dois dos grandes jogadores da NBA parecem começar a temporada vestindo uma roupa que não deve durar muito tempo. Os bons analistas norte-americano apostam que tanto Melo quanto CP3 trocarão de time até o Jogo das Estrelas, mas não tenho tanta certeza.

Só acho uma pena que jogadores tão talentosos tenham que trocar de time para tentar vencer na carreira - os diretores de Denver e New Orleans deixam ótimas oportunidades com jogadores bem acima da média escapar. Perdê-los é muito mais complicado do que cercá-los de talento, afinal.

Para não deixar dúvidas

A vitória mais apertada dos EUA até agora foi contra a Austrália. E foi por oito pontos - nada muito assustador portanto. Por isso hoje contra a República Tcheca o título do Mundial é uma questão menor, questão de tempo (40 minutos), questão de saber qual será o recado que o time norte-americano deixará na quadra.

Time americano este que possui quatro atletas com mais de dez pontos de média (feito único no Mundial), mais de 97 pontos no ataque e único a anotar mais de 100 pontos na competição (foram quatro vezes).

A República Tcheca pode até tentar algo, mas sinceramente acho difícil que as meninas de Geno Auriemma não repitam o feito dos rapazes de Coach K, que brilharam na Turquia no mês passado. Depois de perder a coroa no Brasil em 2006, chegou a hora de colocar as coisas no devido lugar. E o lugar norte-americano no basquete feminino é muito acima dos demais há algum tempo.

sábado, 2 de outubro de 2010

EUA e República Tcheca na final

Em jogo bastante emocionante, a República Tcheca bateu a Bielorrússia por 81-77 e se classificou de forma incrível à final do Mundial. Lá, encontrará os EUA, que bateram sem dificuldade a Espanha por 106-70 - as ibéricas não contaram com Sancho Lyttle. A decisão é amanhã.

Casa de areia

Nem começou, e a Liga de Basquete Feminina (LBF) já tem sua primeira "boa" notícia: de acordo com o Jornal O Jogo, o torneio, que começaria na primeira semana de outubro e terminaria em março, agora terá início no final de outubro, com a decisão marcada para fevereiro. Para terminar a história, ainda não há tabela, site, divulgação, nada. Animador, não?

É absolutamente inacreditável que nada mude na CBB, que até tentou colocar um nome de fachada na tal Liga para tentar reposicionar o fraco torneio no mercado. O problema, e isso os "catedráticos" da CBB não devem ter calculado, é que quando o produto é mal gerenciado, não há nome que dê jeito.

Assim vivemos no basquete feminino brasileiro. Com micos dentro de quadra, falta de organização fora dela. Combinação explosiva, não? Enquanto Espanha, França, Bielorrússia e agora a República Tcheca evoluem, por aqui o fundo do poço parece não ter fim. Para quem tem uma geração talentosa surgindo (vide Damiris, Nádia e Tássia), é de se lamentar ainda mais.

Brasil é nono

O Brasil venceu o Japão por 84-79 e terminou o Mundial feminino em nono lugar. Em sua provável despedida da seleção, Alessandra (obrigado por tudo!) saiu-se bem como quase sempre em sua carreira (21 pontos e 10 rebotes).

O país termina os dois mundiais em nono lugar, posições que definem bem em que patamar estamos no planeta basquete. Se tiver alguém satisfeito por aí...

Mais zebra?

Não dou mais palpite no Mundial feminino da República Tcheca, mas estou empolgado com as semifinais de hoje.

No começo da tarde, as tchecas levantarão a torcida se repetirem a Turquia, que avançou à decisão do Mundial Masculino também jogando em casa. Para isso, terão que bater a Bielorrússia, que também está empolgada após bater a Rússia.

No jogo das 15h30 (estarei comentando o duelo no Esporte Interativo, e conto com vocês!), os EUA são favoritíssimos contra o bom time da Espanha (o Bert não gosta delas, mas eu admiro pacas a Amaya Valdemoro), mas é bom não bobear com a própria Valdemoro e com Sancho Lyttle, que ontem, por incrível que pareça, não esteve bem. As ibéricas jogam como franco atiradoras, e podem ao menos fazer uma partida dura ao meu ver.

E aí, o que será que acontece hoje no Mundial feminino? Caixinha aberta para os comentários!

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

A difícil decisão

Carlos Nunes deu péssima entrevista a Folha de S. Paulo, como coloquei aqui embaixo, mas sinceramente este é o menor dos problemas que o presidente da Confederação tem para resolver no basquete feminino. O maior deles se chama Hortência e sua permanência na entidade.

Da República Tcheca me chega a informação de que já foi bem melhor o clima entre ela e a cúpula da CBB. Centralizadora e pouco hábil com as palavras, a Rainha não tem ouvido ninguém e está isolada no front da Confederação. Sua opção por retornar com Iziane (afe!), apoiada há poucos meses, agora é vista de forma ruim.

De minha parte, digo o seguinte: Hortência foi a maior jogadora que eu vi (ao lado de Paula, claro), mas seu desempenho como dirigente é bem abaixo da crítica (péssimo, para ser mais exato). A Rainha desconhece palavras muito elementares no mundo empresarial (gestão, liderança, respeito, disciplina, exemplo, merecimento e ética) para seguir em uma função tão importante para o basquete brasileiro e a melhor solução seria, infelizmente, trocá-la por alguém com experiência para promover uma mudança forte no feminino.

Olha a zebra aí

Este blogueiro acreditou que não haveria zebra nesta sexta-feira. Mas houve, e houve duas de uma vez. Com uma partida brilhante e com o apoio do cheio ginásio, a República Tcheca acaba de eliminar a Austrália, atual campeã mundial, por 79-68 - Vitecková, com 27 pontos, e Horakova, com 21, brilharam. e levaram a torcida ao delírio. Penny Taylor e Lauren Jackson, estrelas australianas, foram muito mal (4/21 somadas) e viram o restante do time ruir dos três pontos (4/21).

Em outro resultado surpreendente, a Bielorrússia fez 70-53 e eliminou a Rússia com 17 pontos e nove rebotes de Leuchanka. Stepanova (1/9) teve uma tarde atípica.

Alto-falante

“O Mundial poderia ter sido melhor. Mas é o que eu sempre digo: os detalhes entraram em quadra. Não tem nenhuma modificação maior a fazer. Vamos agilizar para ter as respostas dentro da quadra já nas próximas competições. Sobre o técnico Carlos Colinas, esta é uma questão da área técnica, mas não vejo razão para não dar continuidade ao trabalho”

A declaração é de Carlos Nunes, presidente da CBB, ao jornal Folha de S. Paulo. Diga aí, amigo leitor: você concorda com ele?

Para entrar na elite

As quartas-de-final do Mundial feminino começam hoje, e um duelo em especial me chama a atenção. Com pequenas chances de zebra entre EUA e Coreia do Sul, Rússia e Bielorrússia e Austrália e República Tcheca, é este Espanha e França que parece ser o melhor jogo da fase.

Com um time desfalcado de duas de suas melhores jogadoras (Gomis e Gruda), a França vem fazendo um Mundial belíssimo com um grupo jovem (Endéné Miyem, com 12 pontos e cinco rebotes por partida, tem 22 anos), organizado (apenas 12,6 erros por partida, melhor índice do torneio), atlético e com uma defesa fortíssima (56,3 pontos por partida). E será neste mesmo setor que as francesas precisarão se concentrar nesta sexta-feira diante das poderosas Sancho Lyttle (19 pontos e 12 rebotes de média) e Amaya Valdemoro (18,5).

Acho complicado que uma das duas seleções consiga tirar de Rússia, EUA e Austrália as medalhas, mas seria importante para Espanha ou França ocupar o lugar de quarta força do basquete feminino mundial. Lugar que em 2006 e em 2004 foi do Brasil...