terça-feira, 26 de outubro de 2010

A melhor escola da NBA

Não tenho muita dúvida: Tiago Splitter entrou na NBA na melhor escola possível. Com um técnico excepcional (e que lida bem com estrangeiros), com um jogador que já está lhe ajudando muito na adaptação à cidade (Manu Ginóbili), com um baita professor dentro de quadra (Tim Duncan) e com um elenco excelente, o brasileiro terá menos problemas do que a maioria dos que chegam à liga. Além disso, a tabela no começo ajuda (dos dez primeiros jogos, pedreiras apenas contra o Oklahoma, Chicago e Phoenix)

No entanto, nem tudo serão flores para Tiago Splitter. O elenco do San Antonio não é tão novo assim, Tim Duncan está em declínio e o DeJuan Blair, pivô com quem Splitter disputará minutos, é um dínamo que está prestes a explodir.

Meu palpite: Na balança, acho que Tiago Splitter se sairá bem na NBA, mas há que se ter cuidado. Em primeiro momento, é melhor analisá-lo em relação às adaptações ao jogo físico do garrafão e às novas regras do que em relação aos números. Não espero, sinceramente, uma profusão de duplos-duplos, nem números impressionantes, mas creio que Tiago termina a temporada da NBA muito mais valorizado e como titular dos Spurs.

E você, o que acha que acontece com Splitter em sua estreia na NBA?

Palpitões para a temporada 2010-2011

A temporada mais aguardada da NBA começa hoje cercada de expectativas. Será que o Lakers consegue o tricampeonato? Será que o Miami Heat vai superar as 72 vitórias do Chicago Bulls? Será que Kevin Durant explode e se torna o MVP? Será que New York Knicks consegue alguma coisa? Será que os brasileiros vão bem? Ninguém sabe, mas o meu palpite para algumas coisinhas coloco aqui embaixo. Vamos lá.

FINAL DO OESTE: Los Angeles Lakers x Dallas Mavericks
FINAL DO LESTE: Miami Heat x Boston Celtics
FINAL DA NBA: Lakers x Miami Heat (Miami campeão)
MVP: LeBron James
MELHOR DEFENSOR: Ron Artest
MELHOR TÉCNICO: Tom Thibodeau (Chicago Bulls)
SURPRESA DA TEMPORADA: Blake Griffin (Clippers)
DECEPÇÃO DA TEMPORADA: Vince Carter
TIME REVELAÇÃO: Sacramento Kings
TIME DECEPÇÃO: Philadelphia 76ers
CALOURO DO ANO: John Wall
MALA DO ANO: LeBron James
MIAMI HEAT: Entre 63 e 68 vitórias

E você, amigo leitor, arrisca alguma coisa? A caixinha está aberta!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Alto-falante

"Já estava ciente de tudo. Falei com o Walter Roese ontem e sei os motivos - mas não vou dizer aqui. Apenas tenho a lamentar a saída de um amigo, pois ser treinador é "mole". Difícil é ser amigo, e ele foi meu amigo. Muito obrigado por tudo o que fez por mim e por todos nós. Agora é manter o foco para o ano que vem pois a nossa equipe mesmo sem o Roese ainda tem muitos valores para somar"

A frase é de Lucas Bebê (foto) na caixinha de comentários aqui do Bala na Cesta. O promissor pivô fala sobre a saída do técnico Walter Roese do comando da seleção sub-19 que irá disputar o Mundial da Letônia em 2011.

A metamorfose de Leandrinho

Sair de um time que briga para chegar às finais e ir para um que brigará (se tanto) para ir aos playoffs por incrível que pareça fará bem a Leandrinho. Não que o ala estivesse na zona de conforto no Arizona, mas ficou claro, ao menos para mim, que o brasileiro, cujo valor na NBA é alto, precisava de uma chacoalhada. Por isso a pedida de Toronto Raptors, com tempo de quadra e com mais "perdões" para os eventuais erros, fará muito bem a ele.

Para brilhar, porém, Leandrinho terá que driblar o espinhoso calendário inicial (oito dos primeiros 12 jogos serão fora de casa), a inexperiência do elenco (o brasileiro é o segundo mais rodado da trupe, atrás apenas de Reggie Evans) e o humor da torcida após a saída de Chris Bosh.

Meu palpite: Acho que os números de Leandrinho sobem em relação à média de sua carreira (12,6 pontos), e o brasileiro poderá até conseguir um contrato bom e de longo prazo para a próxima temporada (nos Knicks, do seu antigo técnico Mike D'Antoni, por exemplo - o time de NY, por coincidência, abre a temporada dos Raptors). Se conseguir acrescentar um pouco de liderança e senso defensivo, aí sim o brasileiro se torna um jogador muito, muito especial. No entanto, acho que esta última parte fica para uma próxima.

E você, amigo leitor, o que acha que acontece com Leandrinho na temporada 2010-2011 da NBA?

A arte da desconstrução

Independente dos motivos que a CBB alegará nesta segunda-feira, a saída de Walter Roese (foto) da seleção Sub-19 não tem nada de bom. Absolutamente nada. Como alguém lembrou na caixinha, quando a gente achava que a entidade tinha um caminho para trabalhar, ela vai lá e volta a estaca zero. Um absurdo, obviamente.

Walter Roese não é o Phil Jackson, não é o Ettore Messina, e não é isso que está em questão. O ponto é que nunca no basquete brasileiro conseguimos ver um trabalho com começo, meio e fim. Sempre há um porém, um senão, um motivo para pará-lo e começá-lo do zero - e quase nunca os motivos são de ordem profissional.

Para quem vive no mundo empresarial, não há nada mais irritante do que ver um bom trabalho ser interrompido. E é assim que vejo a situação de Walter Roese. O Mundial Sub-19 nem era o fim de uma etapa, mas sim mais uma etapa para os jovens brasileiros que ainda estão sendo formados. A CBB decidiu trocar, começar de novo do zero. Como diz o poeta, cada um faz as suas escolhas.

domingo, 24 de outubro de 2010

Walter Roese não será o técnico da Sub19

Walter Roese acaba de colocar em seu twitter que não será o treinador da seleção brasileira no Mundial Sub19 da Letônia. Vou averiguar os motivos, mas estou surpreso. Quem assume agora? Estou bem surpreso com a informação.

Olhe para os lados

Bom jogo neste domingo pela Liga ACB espanhola. Depois de estupenda estreia na Euroliga (vitória fácil contra o Maccabi Tel-Aviv), o Caja Laboral (2-1), de Marcelinho Huertas, vai até Granada, onde o pivô Paulão Prestes (sete pontos e quatro rebotes em 20 minutos por partida) ainda tenta encontrar o seu melhor basquete - o time, aliás, ainda não venceu na competição.

Mais cedo, o Unicaja viu o armador Rafael Luz dar um show na vitória contra o Cajasol, de Sevilla (82-76). O jogador obteve 14 pontos, seis assistências, cinco roubadas e 24 de eficiência (a maior da partida) em 27 minutos. Muito elogiado pelo técnico Aito García Reineses, Rafael vai justificando a esperança do Unicaja em seu basquete.


Quem também brilhou, e brilhou muito, foi Rafael Hettsheimeir (na foto, com a camisa 10), que aprontou a maior zebra do campeonato até aqui. Anotou 16 pontos e seis rebotes na impressionante vitória de 71-70 do seu Zaragoza sobre o potente Barcelona na Catalunha. Suas médias no campeonato são de 11,8 pontos e 6.3 rebotes - nada mal. Foi a primeira vitória do Zaragoza no Palau Blaugrana, e a primeira derrota do Barça em uma partida regular da ACB desde 2009 (os 2/20 de longe ajudaram muito nisso)

Será que os brasileiros brilham nesta temporada da ACB?

Flo Rida canta o Miami Heat

O rapper Flo Rida gravou uma música em homenagem ao novo Miami Heat. Com o título de We already won (veja aqui a letra), ou "Nós já ganhamos", ele fala sobre a contratação de LeBron James e Chris Bosh, e sobre o título que, segundo ele, já está no papo. Veja o clipe abaixo e diga na caixinha se o otimismo do cantor não está sendo levantado cedinho demais.

sábado, 23 de outubro de 2010

Vale o registro

Franca disputa a partir das 21h a liderança do grupo A da Liga Sul-Americana contra o Boca Juniors - os dois times estão invictos. Ontem, os francanos sofreram para bater os uruguaios do Biguá por 80-77. Ricardo (22 + 10 rebotes) e Márcio (21) foram muito bem.

Exemplo

Chega a ser assustador de tão diferente, mas vamos lá: Rubén Magnano estará, a partir do dia 26 de outubro, no Acre para acompanhar o Brasileiro Sub-17 masculino. Se isso já não fosse maravilhoso, vamos a mais um motivo de aplauso: o argentino viaja para ver a segunda divisão.

Vale lembrar que na semana passada o único representante do feminino que esteve no Paraná foi o próprio técnico (Elias Rudek). Sem surpresas, Hortência e Janeth não estiveram por lá.

Que a atitude de levar o argentino (ou o pedido deste) sirva de exemplo. É imperativo que membros da Confederação estejam em todos os torneios de base do país. É o mínimo que qualquer entidade séria faz.

Contra a maré

De todo este imbróglio envolvendo Janeth, o que mais me chocou foram as reações de blogs e fóruns espalhados pela internet. Pessoas que, na falta de um Código de Ética da CBB (que deveria existir), perdoam o imperdoável.

Quer dizer então que, caso não houvesse uma lei, seria liberado jogar papel na rua, por exemplo? Creio que há uma deturpação muito grande nos valores morais e éticos da sociedade de um modo geral (e provavelmente as eleições atuais exemplifiquem muito bem isso tudo), e no esporte o basquete talvez explique isso como nenhuma outra modalidade. Para as pessoas que mencionei acima, já que não é ilegal, não importa se é imoral ou anti-ético.

E é aí que me assusto e pergunto se não é hora de parar com isso, se não é hora de desistir de algo que tomou proporções maiores do que deveria (para mim) e que me gera muito mais dor do que momentos felizes. Ganhar ou perder não é a questão. Fazer certo, com ética, com decência, é. E o basquete acaba afastando as pessoas de bem.

É chato demais ser sempre apontado como o "ranzinza que quer ver tudo uma porcaria" (como se eu realmente quisesse). É chato demais remar dia após dia contra essa maré de pensamentos deturpados que inundam o nosso esporte. Talvez seja a hora de repensar as coisas.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Para entrar de vez na elite

Ninguém tem dúvida de que Nenê tem uma sólida e boa carreira na NBA. Depois de seis anos de altos e baixos no Denver, o pivô se firmou como um dos melhores da liga e terminou as duas últimas temporadas com médias semelhantes de pontos (14,6 e 13,8) e rebotes (7,8 e 7,6).

O campeonato que começa agora, porém, reserva algo especial: com contrato terminando em 2011-2012, o brasileiro pode renovar antes com os Nuggets ou até mesmo trocar de time (ele tem opção de sair) se elevar as suas médias e provar que pode, sim, levar o Denver às finais do Oeste. Para isso, o pivô precisa provar que é uma peça confiável principalmente nos finais das partidas, quando invariavelmente a bola para nas mãos de Billups ou Carmelo Anthony.

Meu palpite: Pode ser otimismo demais, mas acho que esta será a melhor temporada de Nenê na NBA. Ainda recuperando-se da lesão que o afastou do Mundial, o pivô terá papel importante em um Denver que ainda procura uma identidade no jogo de garrafão. Conseguindo isso, o cara se torna ainda mais ídolo da cidade e garante um novo contrato. Penso que ele terá sucesso.

E você, acha o quê? Diga na caixinha!

Mais problemas

Boa reportagem do UOL mostra que dois assuntos muito comentados no basquete brasileiro vêm tendo problemas para sair do papel. O Nacional Feminino, que perdeu Botafogo e Blumenau nos últimos dias, e o Nacional Sub-20, que será promovido pelo LNB - o projeto ainda está em fase de captação de recursos.

Sobre o Nacional Feminino, serão, de acordo com a reportagem, oito clubes, mesmo número da competição de 2009 (saem Botafogo, São Bernardo e Blumenau e entram Mangueira, Araçatuba e Joinvile). O mais impressionante é que um time Sub-19 é visto como uma "possibilidade remota" por Marcio Cattaruzzi, gestor da competição.

Uma pena, não?

Alto-falante

"Em nenhum momento eu disse que era empresária. A Damiris começou a jogar no meu Instituto em 2006. Temos um carinho muito grande por ela e por todos que fazem parte do Instituto Janeth Arcain. A Damiris é como se fosse minha sobrinha e sempre vou apoiar, orientar e dar conselhos quando ela precisar"

A declaração é de Janeth ao site da CBB. A assistente técnica da seleção adulta e comandante da Sub-15 nega ser agente da maior revelação do basquete brasileiro.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

O Código e sua Ética

"Declinar de envolvimento em negociações de passes e transferências de atletas, abstendo-se de comissões, participações e favorecimentos, especialmente ligados a valores financeiros ou de qualquer outra natureza, ilícitos segundo as normas da Confederação Brasileira de Voleibol e do Código Brasileiro de Justiça e Disciplina Desportiva;

Este é o Artigo 12, do Capítulo II do Código de Ética da CBV. Creio que a sua CBB não tenha o seu Código. Ponto para o leitor Rafael, que foi no site da Confederação de vôlei e enviou a informação ao blog.

E ponto final

A NBA causou nova polêmica antes do começo da temporada (outro assunto palpitante é este sobre a medida que permite aos árbitros apitar 568 faltas técnicas por noite) ao proibir que atletas utilizem o Concept 1, tênis cujo nome é complicado, mas tem o objetivo de fazer com que jogadores ganhem valiosos centímetros devido às molas do calçado (a ótima reportagem do UOL explica bem isso).

A notícia é péssima para os dois fundadores da marca (os gêmeos Adam e Ryan Goldston), que já haviam firmado contrato com mais de 30% dos calouros. A liga, porém, alega que este seria mais um caso de "doping por vestuário", como ocorreu há 25 com o Air Jordan I.

Análise Brazuca na NBA

A partir de hoje, o Bala na Cesta faz uma análise da temporada dos brasileiros na NBA. O campeonato começa na terça-feira, e até lá você verá Nenê (sexta-feira), Leandrinho (segunda-feira) e Tiago Splitter (terça-feira). Para começar os trabalhos, Anderson Varejão.

A chance

De todos os brazucas, aquele que sofrerá o maior, digamos, "choque de ordem" será Anderson Varejão no Cleveland. Acostumado a brigar por um título que não veio, desta vez o ala-pivô pode se dar por satisfeito se conseguir 40, 45 vitórias e chegar aos playoffs. De todo modo, individualmente ele precisará mudar muito.

Com a saída de LeBron James e a chegada de Byron Scott (adepto a sistemas mais fluídos no ataque), Anderson, agora o terceiro mais experiente da equipe (atrás apenas de Mo Williams e Antawn Jamison), atuará de pivô, e precisará fazer muito mais do que quando sua presença era exigida apenas na defesa. Sem muitas opções no setor ofensivo, Varejão terá que mostrar um potencial para pontuar que até hoje não apareceu na NBA. Se tiver sucesso, pode se tornar uma ótima arma para os Cavs e se valorizar ainda mais na liga norte-americana.

Meu palpite: Não tenho dúvida de que quase todos os seus números aumentarão (de minutos, passando por pontos e terminando com rebotes - a exceção deve ser o aproveitamento nos tiros de quadra), mas não sei se as deficiências de Anderson Varejão ficarão expostas demais (pode ser que jogando de "cincão" a lentidão de seu arremesso fique mais "protegida"). De todo modo, para quem tem no mínimo mais quatro anos de contrato com uma franquia que não pode exigir muito no momento, é bom o rapaz aproveitar a chance de evoluir em coisas que até hoje ficaram escondidos na NBA (arremesso de média de distância, aumento de sua massa muscular e jogo de costas para a cesta). A chance é agora.

E você, concorda? Comente na caixinha!

O trigo e o joio

Foi com tristeza que li ontem as declarações de Janeth sobre o fato de ela ser empresária da jovem Damiris. Após ler o que foi publicado no jornal Folha de S. Paulo, gostaria apenas de fazer algumas ponderações aqui.

1) Respeito quem pensa assim, mas não concordo com a ideia de que Damiris tenha ido ao Mundial pelo fato de ser agenciada por Janeth. A menina é talentosa, e desde sempre figurou, e bem, nas seleções de base.
2) Surpreendi-me com a desfaçatez do discurso de Janeth ("Não vejo problema nenhum. Dá para conciliar as duas funções"). Se ela realmente pensa assim, estamos absolutamente perdidos.
3) Não surpreendeu, mas também fiquei absolutamente chocado com a declaração de Hortência (“Não pode ser empresária e treinadora ao mesmo tempo. Eu desconheço qualquer atividade da Janeth neste ramo, mas ela sabe que não pode. Não pode de jeito nenhum ganhar dinheiro com atleta e trabalhar em comissão técnica de seleção”). Peraí: agenciar atleta não pode (e não pode mesmo!), mas vender DVD para técnicos, federações e clubes pode?
4) A Confederação Brasileira de Basketball vai continuar sem se pronunciar a respeito, é isso mesmo?
5) Na mesma entrevista ao jornal, um ponto importante foi levantado: o fato de Damiris e outras jovens não disputarem o Nacional adulto que deve começar em 13 de novembro. Será que a CBB pensa em alguma coisa para mudar a situação?
Caixinha aberta para vocês!

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

São Paulo vence o Sub-17

Com 14 pontos e oito rebotes de Sheila, São Paulo acaba de vencer o Brasileiro feminino Sub-17. Bateu o Rio de Janeiro por 71-63 e conquistou o caneco (na decisão do terceiro lugar, Paraná fez 88-72 no Maranhão, que teve uma Maria Claudia inspiradíssima com assustadores 54 pontos). Parabéns ao Estado que faz o melhor basquete do país. E uma pena que ninguém da CBB viu a competição. Quem sabe em 2011...

CBB e Travel Ace assinam parceria

Acabo de apurar que a Confederação Brasileira de Basquete e a Travel Ace, empresa que fornece serviços de assistência médica durante viagens. Eles assinaram contrato de um ano (a seguradora fechou recentemente com a CBV e com o COB também).

A formalização do acordo acontece nesta quinta-feira, dia 21 de outubro, na feira anual da ABAV (Associação Brasileira de Agências de Viagens).

Cinco coisinhas

-- Fiz uma promessa no Twitter, e estendo aqui: se o @balanacesta chegar a 1000 seguidores até o final do ano, eu sorteio uma camisa do LeBron James, ok? Quem quiser pedir ajuda ao Eike Batista...

-- Conforme prometido a vocês, enviei as perguntas para a CBB. Abordei quase tudo, e foram cerca de 30 questões ao pessoal da Confederação. Em breve trago novidades.

-- A Folha de S. Paulo de hoje traz informação triste: Janeth, auxiliar da seleção feminina adulta e técnica da Sub-15, é agente de Damiris, revelação do basquete brasileiro ("Não vejo problema nenhum, dá para conciliar as duas funções", disse). Você pode ler mais aqui. Hortência diz que não sabia de nada...

-- Anote o nome desta menina: Izabella Sangalli (foto), ala de Americana (15 anos e 1,78m). Campeã paulista mirim no último final de semana, ela foi convocada por Janeth para a seleção sub-15 e deve despontar em breve no cenário nacional. Convém ficar de olho!

-- Conforme anunciei também no Twitter, estou lendo o livro de Andre Agassi (tenista). Por isso, fica a pergunta: será que, para dar uma movimentada no "Basquete é Cultura", vale eu começar a colocar livros de outros esportes? Aguardo comentários de vocês.

Sem surpresas

Sem surpresa alguma, Rio de Janeiro e São Paulo decidem hoje, às 14h, o título do Brasileiro Sub-17 que está sendo disputado no Paraná. Pelo lado carioca, destaque para Isabela (foto), que ontem anotou incríveis 30 pontos e 18 rebotes na vitória por 74-71 contra as donas da casa. Pelas meninas de São Paulo, é bom ficar de olho na pivô Vanessa, que teve 32 pontos e 20 rebotes contra o Maranhão (87-41) nesta terça-feira (22,8+10,3 de média).

Por outro lado, não dá para não ficar preocupado com alguns dados do torneio. Para ficar em um exemplo, cito a maranhense Maria Claudia arremessou absurdas 37 vezes pelo seu time na partida contra São Paulo. Um detalhe surreal? Todas as outras meninas juntas chutaram em 21 oportunidades. Só uma questão: seu técnico, Herbert Lima, permitiu que tudo isso acontecesse passivamente?

Quem vence a partida final de hoje (haverá cobertura da TV Paraná Educativa para todo o Estado do Paraná e para o Brasil através de antenas parabólicas e SKY canal 115)? Não tenho a menor ideia, mas sei que o basquete brasileiro perde quando vemos a absurda discrepância que há na "primeira divisão" do país. Aliás, fica a pergunta: quando começa a segunda divisão do Brasileiro Sub-17?

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Vale o reinado

Começa nesta quarta-feira a Euroliga masculina de basquete (na prática, na verdade ela começou na segunda, quando o Olympiacos contou com 15 pontos e sete passes de Teodosic para destroçar o Real Madrid por 82-66). Único brasileiro na elite da maior competição do continente, Marcelinho Huertas está, com o Caja Laboral, no difícil grupo A (entre outros, com Maccabi, Partizan e Khimki). Além dele, Augusto Lima, Rafael Luz e Carlos Cobos (Unicaja) disputam a competição.

Mas o time a ser batido continua a ser o atual campeão Barcelona. Empolgado com a vitória sobre o Los Angeles Lakers na semana passada, os catalães estreiam contra o Cibona nesta quinta-feira para provar que continuam com a corda toda (o trio formado por Pete Mickeal, Ricky Rubio e Juan Carlos Navarro promete!). Vale, também, ficar de olho nos dois jovens inscritos pelo ótimo técnico Xavi Pascual (Angel Aparicio e Carles Marzo).

E para você, quem leva o título europeu? Se pudesse escolher, diria que o Barça mantém o caneco na Catalunha.

Da Prancheta

39 - Foram os pontos marcados por Nathália (foto) nesta segunda-feira na vitória de 129-69 do Rio de Janeiro sobre o Maranhão pelo Brasileiro Sub-17 - ela igualou a sua maior marca da competição, obtida contra Pernambuco dois dias antes. A ala do Botafogo tem futuro, e merece ser bem observada pela diretoria da CBB. Hoje acontecem as semifinais do torneio: as cariocas medem forças com as paranaenses, e as favoritas de São Paulo enfrentam o Maranhão.

Tente outra vez

Ninguém pode acusar Jerry Sloan de não tentar. Há 22 anos comandando o Utah Jazz, o treinador de 68 anos é, obviamente, o que há mais tempo está em uma mesma franquia na NBA. Como o esporte é cruel, o brilhante Sloan nunca teve o prazer de colocar um anel em sua mão - e provavelmente não será nessa temporada que isso irá acontecer.

Não que o Utah não tenha um time de respeito. Com Deron Williams (melhor armador da liga?) no comando das ações ofensivas e com a respeitosa nova dupla de garrafão formada por Al Jefferson e o ainda lesionado Mehmet Okur (enquanto o turco não volta, o útil Paul Millsap dá as cartas), os Jazz se reforçaram no banco de reservas (com Earl Watson, Raja Bell e Francisco Elson), mas ainda se ressentem de um chutador mais confiável.

A temporada que está por vir deve novamente mostrar as qualidades de Williams, o pulso firme de Sloan e a técnica refinada de Okur, mas também a mesma face cruel que mencionei lá em cima. Um dos melhores treinadores da liga vai passar em branco de novo. A não ser que o calouro calouro Gordon Hayward desencante e seja a válvula de escape ofensiva nas bolas de fora do garrafão, o Utah terá mais um frustrante final de campeonato.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Alto-falante

"Ninguém que tenha feito coisas como ele deveria estar pensando em encerrar a carreira na Turquia. Nós ainda temos um dos jogadores mais especiais de todos os tempos e acho que ele ainda poderia render algo na nossa liga. Sinto-me péssimo por causa disso, porque não é assim que ele deveria acabar"

A frase é de Larry Brown, atual técnico do Charlotte Bobcats, sobre o deprimente fim de carreira de Allen Iverson, seu ex-comandado na Philadelphia. É uma pena ou não é?

Vai ou fica?

"Meu trabalho é convencer Carmelo a ficar em Denver, e não acho que isso esteja fora de questão". A frase é de George Karl, técnico dos Nuggets obviamente preocupado com a possível (provável?) saída da sua estrela ainda nesta temporada da NBA.

Ao time do Colorado parece não haver escolha: Melo deseja sair, quer sair, pediu para sair (Capitão Nascimento?), e o Denver não tem muito mais a oferecê-lo do que aquilo que já foi proposto (um milionário contrato de seis anos). Trazer outra estrela para o elenco me parece impossível, e incharia ainda mais a já inchada folha de salário de Stanley Kroenke, proprietário da franquia.

Sinceramente, acho o seguinte: no atual estágio, é melhor o Denver trocar Carmelo por algo de útil (uma posição alta no Draft de 2011 talvez) a ficar com a sua estrela insatisfeita - que, de mais a mais, sairá no final desta temporada sem que os Nuggets ganhem nada em troca. E você, o que faria se fosse dirigente? Comentários na caixinha!

Muito prazer, Damiris

Não dá para dizer que Damiris Dantas do Amaral seja uma menina de 17 anos como as outras. Meninas de 17 anos não disputam um Mundial adulto antes de tirar a carteira de motorista, mas com esta adolescente de Ferraz de Vasconcelos (interior de São Paulo) a maioridade esportiva já chegou. No torneio recém-terminado na República Tcheca, ela fechou a competição com 5,7 pontos e 4,2 rebotes de média, um pontapé inicial em uma carreira que promete muito.

- Sinceramente, não esperava jogar um Mundial tão cedo. A ficha demorou a cair, mas fiquei feliz com meus resultados, com minha evolução e com a oportunidade de defender o Brasil em uma competição tão importante – confessa a tímida-e-carinhosa jogadora de 1,90m, que deixa claro o próximo objetivo de sua carreira: - Quero disputar as Olimpíadas em 2012.

Dona de sólida carreira nas divisões de base da seleção brasileira, Damiris foi descoberta por Janeth, agora assistente-técnica, mas antes um ídolo e uma referência. Antes de integrar o time que ficou em nono no Mundial, a menina havia se destacado na Copa América Sub-18 em que o Brasil voltou na segunda colocação. Assim, chamou ainda mais a atenção de Carlos Colinas.

- A Copa América foi a competição que tive mais tempo de quadra e fico muito feliz por ter ido bem. Sou uma garota que sempre quero evoluir, sou muito crítica comigo mesma e tenho que melhorar muito ainda, principalmente nos arremessos de quadra – admite a jogadora, muito elogiada por seu desempenho em ambas as competições: - Agradeço e fico muito feliz com as palavras. Sou nova, e sei que tem muita coisa para acontecer. Procuro não ficar pensando muito nos elogios para que não perca o foco. Daqui para frente, a cada dia tenho que treinar mais forte para, assim, assumir um lugar de destaque no basquete do país.

Lugar de destaque no país que crítica e técnicos apontam ser o caminho natural para Damiris. Sem querer atropelar as fases, no entanto, ela prefere dar um passo de cada vez.

- É bacana que as pessoas enxerguem em mim este potencial todo, mas eu não posso ficar cega com isso tudo. Tenho muito comprometimento com a equipe em que atuo, e procuro fazer com que as pessoas confiem em mim. Foi assim que aprendi, e é assim que vou continuar. Do começo ao fim, tudo o que faço é sempre com paixão, amor e sinceridade, e é assim que vou pautar a minha vida – dentro e fora da quadra.

Com experiência no exterior (ela já jogou na Espanha), Damiris também não deixa de analisar o basquete brasileiro com a clareza de uma veterana. Ciente das dificuldades, vê no aeroporto uma forma de dar passos mais longínquos em sua carreira.

- O basquete brasileiro está evoluindo muito, disso não tenho dúvida, mas quero muito poder jogar no exterior. Creio que ter vivência internacional será muito bom para os meus próximos anos. Acho que cresceria fora e dentro das quadras – afirma a jogadora, que se reveza entre as aulas do terceiro ano do ensino médio (provavelmente ela estudará fisioterapia na faculdade), os treinos do seu time, o Jundiaí, e as intermináveis horas em que fica sozinha treinando arremessos no ginásio.

BATE-BOLA
Uma palavra que amo: Família
Uma palavra que odeio: Saudade
Minha maior virtude dentro de quadra: Tranquilidade na hora de atacar
Um ponto que tenho que melhorar em quadra: Jogo de frente para a cesta
Uma qualidade fora da quadra: Amiga
Um defeito: Muito sincera
Uma mania: Roer unha
Um sonho: Jogar na WNBA e entrar para a história do basquete brasileiro
Uma cidade: São Paulo
Um ídolo: Janeth e minha mãe
Um lugar: Quadra
Uma comida: Arroz, bife e miojo
Um livro: Nunca deixe de tentar (michael jordan)
Um filme: Menina de ouro
Uma música: Não deixe de sonhar (Chimarruts)
Um(a) amigo(a): Minha irmãzinha de dez anos
Uma bola que chutei e caiu: Minha primeira cesta (Em 2006 contra Santo André)
Um momento triste: A morte da minha mãe
Um momento feliz: Hoje
Um técnico: Janeth
Uma frase: “Nunca desista de seus sonhos”

domingo, 17 de outubro de 2010

Alto-falante

"No basquete já começou uma mudança. No masculino, foi contratado um técnico campeão olímpico (o argentino Ruben Magnano). Ele não vai conseguir em poucos meses mudar a atuação da equipe, mas já mudou o espírito e a vontade. No feminino, a Hortência (diretora da Confederação) já assumiu que o Brasil precisa de uma nova injeção, e que ela está pronta para fazer isso. Você não vai voltar a ter conquistas da noite por dia. O basquete vai melhorar, está no caminho certo"

A declaração é Carlos Arthur Nuzman, presidente do COB, em entrevista ao Estado de São Paulo. Torço sinceramete para o otimismo do Nuzman estar certo.

Alto-falante

"Sonny Weems e DeMar DeRozan também são rápidos, mas não têm a experiência do Leandro. Espero que ambos aprendam vendo-o jogar. Contra os Sixers, ele (Leandrinho) ficou mais tempo em quadra devido à sua defesa e pela maneira como se comportou. Fez um bom trabalho e por isso continuou jogando"

A frase é de Jay Triano, técnico de Leandrinho no Toronto Raptors. O treinador parece feliz com o desempenho de seu novo ala. Tomara que o brasileiro continue desempenhando bem o seu papel na NBA.

Só uma questão

Leio no blog do Bert que a temporada espanhola já está rolando e pegando fogo. Preocupo-me pouco com a condição física de Franciele (mais jovem e sem a WNBA no caminho), mas fico absolutamente temeroso em relação à de Érika para o Pré-Olímpico de 2011.

Sem parar há duas temporadas, a ótima pivô tem se revezado entre Europa e WNBA com no máximo cinco dias de descanso. Fica a pergunta: será que a CBB está atenta a este cenário? Vale lembrar que depois de atuar pelo Perfumerias Avenida (seu novo time na Espanha), Érika volta aos EUA para defender o Atlanta Dream.

sábado, 16 de outubro de 2010

Inimigo íntimo

De olho no próximo NBB, Brasília e Flamengo se enfrentam neste domingo, às 11h, na capital federal. É, sem dúvida, o melhor teste das duas equipes antes da competição que já, já começa.

Vale, principalmente, para saber em que nível estão os dois últimos campeões nacionais. O Flamengo, com suas recentes contratações (Lamonte, Baby, Atila Passos), e Brasília, com seu novo treinador (José Carlos Vidal), podem não ligar para o resultado (e nem devem), mas que a partida serve de termômetro, disso não tenho dúvida.

E você, tem algum palpite não só para o amistoso deste domingo, mas também para o próximo NBB? Comente na caixinha!

Será hoje, Tiago?

Ao menos para mim, a grande expectativa do duelo de hoje do San Antonio Spurs é saber se Tiago Splitter terá condições de enfim estrear pelo time texano na pré-temporada da NBA. E não seria em um jogo qualquer, mas diante do Caja Laboral, seu ex-time na Espanha e onde foi ídolo por quase uma década.

Recuperado de lesão no pé, Tiago tem se dedicado aos trabalhos físicos e aos conselhos de Manu Ginóbili. Pelo que li nos jornais de San Antonio, o argentino tem sido uma espécie de tutor do brasileiro - assim como ocorreu com outro hermano, Luis Scola, na Espanha.

Sorte para Tiago em sua possível estreia, e em seu reencontro com a equipe que tão bem o acolheu na Espanha. Será no mínimo bem emocionante. E é bom não demorar muito, porque DeJuan Blair tem jogado muito bem como pivô dos Spurs.

Alto-falante

"O jogo mudou: está menos físico e com regras diferentes. Baseado nestes dois pontos e se tivesse que jogar no meu estilo, só teria duas opções: estourar em faltas ou ir muitas vezes à linha de lance-livre. Acho que poderia anotar 100 pontos"

A frase é de Michael Jordan ao USA Today. A maior marca de MJ é de 69 pontos contra o Cleveland em 1990 (a partida teve prorrogação). E você, concorda com o melhor de todos os tempos? Comentários na caixinha!

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

A CBB fala - ou quase isso

Acabo de conversar com a CBB, que, através de sua assessoria de imprensa, me informou algumas coisinhas. Vamos lá:

1) Sobre o Brasileiro feminino Sub-17, de fato não há ninguém da Confederação no Paraná. Hortência, Janeth, Tarallo, ninguém foi até lá observar a competição. Disseram-me que "o único que está lá é o Alex, organizador do evento". Ou seja: se alguma menina com potencial estiver por lá, ninguém vai saber, correto? Atualização do post (17:08): a mesma CBB que deu a declaração acima me ligou para informar que Elias Rudek, técnico paranaense que está na Sub-15, acompanha a competição para a Confederação. Só tem um detalhe: Elias já é o técnico do Paraná. Genial a explicação, não?
2) Perguntei também sobre o método que Hortência tem falado com constância na imprensa. A entidade disse que não sabe nada a respeito, e que a melhor pessoa para falar é a própria Hortência. Insisti, perguntando se, como diretora do feminino, isso não configuraria em um conflito de interesse (ou, no mínimo, ético). Disseram-me o seguinte: "Aí é só com ela mesmo". Ou seja: a assessoria da CBB não sabe responder a perguntas sobre um método comercializado por uma funcionária sua, correto?
3) Sobre a Liga Feminina, tampouco pude receber informações. De acordo com a entidade, o responsável pelo campeonato "é o Marcio Cattaruzzi - você gostaria de falar com ele?".
4) Sobre o projeto que a CBB tanto apregoa, enviarei perguntas para a entidade na segunda-feira. Quem quiser contribuir, é só me mandar por email ou aqui mesmo na caixinha.

E assim vivemos. Animador, não?

Sem resposta

Falta pouco para começar a temporada da NBA e parece que desta vez não veremos Allen Iverson em quadra. Depois de sair do Memphis e voltar aos Sixers, o craque foi simplesmente ignorado pelas franquias e está procurando emprego na Europa (mais precisamente na Turquia).

Na boa, é uma situação triste, quase deprimente. E grande parte da culpa é do próprio Iverson, que se nega a reconhecer que o tempo passou, que já não é capaz de levar nas costas um time - nem que o time seja mediano, como era, aliás, o Memphis. Um bom exemplo para ele seria Shaquille O'Neal, que aceitou funções menores para seguir na ativa - e em times da ponta - na NBA.

MVP de temporada, 11 vezes All-Star e quatro vezes o maior cestinha da temporada, Allen Iverson termina assim a sua carreira na liga. Desta vez a NBA decidiu não dar resposta a quem tanto brilhou.

Desigualdade

Começou ontem no Paraná a primeira divisão do Brasileiro feminino Sub-17 de seleções. E você, querido leitor, tem ideia do placar da partida entre São Paulo e Mato Grosso? Então vamos lá: sonoros 133x16 para as paulistanas (na foto está Raquel, que somou 14 pontos).

É assunto recorrente aqui no blog, mas o resultado desta quinta-feira me assustou um pouco. Esta é a primeira divisão da categoria, e é impossível não se chocar com a diferença que há entre um estado e outro (por mais que São Paulo seja o melhor do país). E isso, na boa, não é bom para ninguém.

Ninguém aqui é maluco de dizer que o basquete TEM que ser forte em todos os estados do Brasil (isso seria impossível), mas se na primeira divisão a discrepância entre um time e outro é superior a 100 pontos, é sinal de que o buraco é bem mais embaixo - mais precisamente na base da pirâmide. Desenvolver a modalidade em mais praças não significa fazer campeonatos de base mais equilibrados, mas produzir mais atletas que praticarão o esporte. É uma pena que a CBB continue a solenemente ignorar isso.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Alto-falante

“Vou colocar as coisas em perspectiva. Não sou capaz de fazer o que o Shaquille O'Neal faz, e nem ele o que faço. Tampouco posso dar conta do que Jermaine O'Neal faz - e vice-versa. De todo modo, tudo continua na mesma. Eu sou o comandante da defesa e isso não irá mudar"

A frase é de Kendrick Perkins, pivô do Boston Celtics que se recupera de lesão no joelho. Vale lembrar que, em recente pesquisa com os jogadores da liga, Perkins foi eleito o cara que mais acha que joga na NBA. Pouco humilde o pivô dos Celtics, não?

Quero ser grande

Em recente enquete realizada pela ESPN, Kevin Durant foi eleito como o provável MVP da temporada da NBA que começa em breve. O mesmo se repetiu quando os diretores de franquia foram perguntados sobre o tema. Está muito claro que temos uma nova e brilhante estrela na liga, mas a questão para o Oklahoma City Thunder é: até que degrau Durant e seus companheiros conseguirão chegar neste campeonato?

Falar em playoff é o mais provável. Vindo de uma campanha com 50 vitórias (mais que o dobro das 23 obtidas em 2008-2009) e com um os jovens Russell Westbrook, Jeff Green e o próprio Durant mais maduros, não creio ser difícil apontá-los também para ficar entre os quatro primeiros no Oeste.

Mais que isso, no entanto, acho complicado, pois há deficiências no pivô (Nenad Krstic é bom, mas "leve" demais para o tranco contra, por exemplo, Andrew Bynum e Dwight Howard) e no jogo físico de garrafão (Green não segura Gasol ou Duncan). E você, querido leitor, o que acha: até que fase você acha que o Oklahoma vai nesta temporada? Palpites na caixinha!