terça-feira, 30 de setembro de 2008
Da Prancheta
Estraga prazeres
Nascida no Colorado, Becky Hammon, a bonitinha da foto que ilustra este post, não vive para agradar à maioria. Em um país onde se prega o nacionalismo, ela decidiu se naturalizar para tentar a sorte nas Olimpíadas. Travou belo duelo de palavras com a técnica americana Anne Donovan, virou russa e voltou com o bronze de Pequim. De volta aos EUA, vinha tendo atuações apenas razoáveis na série final da conferência Oeste contra o Los Angeles Sparks, mas apareceu quando devia.Paula é a preferida
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
A bola da discórdia
Na mesma reunião da FIBA que definiu o México, para o masculino, e o Brasil (Cuiabá), no feminino, como países sedes das Copas Américas do próximo ano, a entidade, em uma resolução inédita, decidiu suspender a Consubasquet, órgão que cuida das competições na América do Sul.domingo, 28 de setembro de 2008
Paulo Bassul sai de Ourinhos
Após a perda do título Paulista para Catanduva, Paulo Bassul não é mais treinador de Ourinhos, que ainda não anunciou o nome do novo comandante. Um fato interessante é que o próximo Nacional, que começa em 07 de outubro, terá, no comando técnico, apenas um representante dos campeões dos anos anteriores: Lais Elena. Os outros vencedores (Maria Helena, Alexandre Cato e Antonio Carlos Vendramini) também estão fora do torneio. Outro recorde argentino
A maratona contou com a participação de 1.300 jogadores entre 8 e 83 anos, e o mais curioso é que o único que não foi substituído foi o árbitro Norberto Daghetta, que apitou as 32 horas de peleja sentado e bebericando o seu mate. Como se vê, o basquete dos hermanos pulsa. Completamente diferente daqui, não?
sábado, 27 de setembro de 2008
Mais uma da CBB
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Basquete é cultura: 'A season on the Brink'
Sabe aquela cena de Bob Knight, técnico de Indiana, atirando uma cadeira contra um juiz (veja)? Pois é. Imagine que um escritor liga no dia seguinte e propõe: “Treinador, quero acompanhar a próxima temporada do seu time e fazer um livro. É possível?”. Este “louco” chama-se John Feinstein, que no dia 24 de fevereiro de 1985 deu início ao espetacular ‘A season on the Brink’, que inaugura a seção ‘Basquete é Cultura’ e que virou filme na ESPN americana.Durante o campeonato de 1985-1986, John teve acesso livre a todos os momentos da equipe e de Bob Knight, um turrão sentimental de primeira. Preleções, os programas de rádio e televisão do treinador, os momentos em que “o General” (seu apelido) convida famílias para assistirem às partidas, recrutamento de calouros, viagem no avião do time, cadeira ao lado da comissão técnica nos jogos e, claro, as situações em que Knight começa um treino, xinga dois ou três e manda todos para... vocês sabem bem para onde.
O mais interessante de se notar é que, como o próprio treinador confirma, aquela foi a temporada mais importante da carreira de Knight, cujos métodos ditatoriais vinham sendo contestados pela imprensa após a vexatória campanha de 7-11 na Conferência Big Ten. E, para piorar as coisas, não havia estrela no time, e o fracasso, ou o ocaso de Bob, estava desenhado.
O que se viu, no entanto, foi um treinador determinado a mudar o rumo das c
oisas. Do seu jeito, é claro. Não houve sequer um dia que os jogadores não se perguntassem se era necessário passar por aquilo para se tornar atleta profissional de basquete. Não houve sequer um dia em que Bob Knight não os xingou com toda força. Mas o resultado é claro: com um punhado de jogadores regulares (ou medíocres), Indiana ganhou a Conferência e moldou o time que seria campeão universitário na temporada 1986-1987.
“A season on the Brink”, de 352 páginas e lançado em 1989, é um clássico do basquete, mas não é unanimidade. Uma pessoa leu e odiou o que está escrito por ali. Adivinha quem é? Começa com Bob...
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Alto-Falante
Fazer pra quê?
Começa no próximo dia 07 com Mangueira (foto) e Florianópolis o Nacional Feminino da CBB. São nove equipes, sendo seis paulistas, o que leva a crer que se joga basquete em apenas quatro estados do país – algo bem diferente do que o presidente da entidade apregoa aos quatro ventos.Analisando a tabela dá para sentir o tamanho da importância que a Confederação dá às meninas. Serão 72 jogos na fase de classificação em menos de dois meses (de 07/10 até 28/11), sendo que apenas 12 (16%) em sábados ou domingos. Será que a CBB espera ginásios cheios, com tanta “promoção” e horários tão convidativos assim?
Foi por isso que outro dia pensei em uma série de iniciativas que poderiam melhorar a situação do Nacional Feminino. Por que a CBB, que ganha rios de dinheiro em recursos públicos, não é capaz de oferecer, sei lá, uns R$ 200 mil a cada equipe, para que trouxessem meninas de nível para reforçar seus elencos? Por que não criar times no Norte-Nordeste e trazer de volta profissionais de ponta como Maria Helena (que falta ela faz à beira da quadra)? Por fim, por que não investir, também, em uma agência de marketing-promoção-eventos, a fim de motivar a ida de torcedores aos ginásios?
É por essas e outras que fica a pergunta: se é para fazer um torneio com tanta má vontade e desleixo, por quê ainda promovê-lo? Seria mais fácil vivermos um Paulistão com agregados por um ano inteiro.
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Ecos olímpicos, por Lebron James
É contigo mesmo, Rick Adelman
Ninguém precisa mais de uma campanha convincente na NBA do que o Houston Rockets. Seus dois maiores craques, Tracy Mc Grady e Yao Ming, jamais avançaram nos playoffs. Seu técnico, Rick Adelman, foi duramente contestado por aniquilar o elenco na fase regular. E, por fim, o maior reforço do time para o próximo campeonato é ninguém menos de Ron Artest.terça-feira, 23 de setembro de 2008
Da Prancheta
As razões de David Stern
Agora fica fácil entender porque David Stern, o comissário-geral da NBA, não fez força para manter os Sonics em Seattle. De acordo com as declarações de rendimentos de 2006, dois dos principais acionistas da franquia contribuíram para a Fundação Bauer Americans United, organização assumidamente contra o casamento gay nos Estados Unidos e autora de inúmeras ações racistas pelo país. Tom Ward, que liberou US$ 475 mil, e Aubrey McClendon (US$625 mil) não são marinheiros de primeira viagem. Fazem doações desde 08 de setembro de 2004, um dia após a fundação da entidade.segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Febre Espanhola
Marcelinho Huertas se foi, é verdade, mas Tiago Splitter ainda está lá, agora ao lado de Guilherme Gitterer, desconhecido por aqui, mas recentemente contratado pelo Tau Ceramica. Duda, irmão de Marcelinho, disputa o Carioca antes de embarcar para o Menorca. Estas são algumas novidades brasileiras na Liga Espanhola, mas a maior atende pelo nome de Vitor Faverani (foto), pivô de 20 anos e 2,11m.Depois de temporadas emprestado ao Bruesa, da segunda divisão, o brasileiro será treinado por Aíto Garcia Reneses, medalha de prata com a Espanha em Pequim, que fez questão de puxá-lo para o time principal logo em sua apresentação – o mesmo não ocorreu com Paulão Prestes.
Alternando entre a Liga ACB e a filial do Málaga na segunda divisão (Axarquia), Faverani é uma das maiores esperanças do basquete brasileiro nesta temporada. Nascido em Paulínea, o jovem ainda precisa trabalhar mais o seu corpo e aprender a jogar sem a bola, mas é rápido, defende com correção, possui bom arremesso e é dono de uma explosão física absurda.
Com um técnico que vive em Madri, a seleção brasileira tem tudo para colher os frutos em breve. É só ficar atenta às novidades. E não estamos falando da volta do veteraníssimo Josuel, de 38 anos, de contrato assinado com o Pinheiros. Renovação é isso aí, hein?
domingo, 21 de setembro de 2008
Mérito e decepção
Catanduva já fazia por merecer um título de expressão. Investindo com correção e sem maiores luxos no basquete feminino desde 2006, o time que pratica o basquete menos ortodoxo do país (sua média de pontos tentados foi a maior dos últimos dois Nacionais) virou a série contra Ourinhos, fez 3 a 2 e garantiu o troféu do Paulista com inteira justiça. Edson Ferreto, o técnico mais “figura” do cenário brasileiro, conduziu com maestria as ótimas Natália (lamentável que tenha ficado fora das Olimpíadas), Karla e Silvinha (outra que merece nova chance na seleção), além da boa coadjuvante Fabão, da esforçada Lelê e a por vezes tresloucada Palmira.Por outro lado, fico decepcionado com Paulo Bassul, o técnico do vice-campeão Paulista. Não dá para falar em inferno astral pós-Pequim, simplesmente porque o treinador começou essa má fase do outro lado do mundo. Errou na convocação, na escalação, nas substituições da seleção, e trouxe seus equívocos para o clube com o melhor elenco do país. Manteve Karen no banco durante a maior parte da série. Insistiu em Micaela e Chuca. Não escalou Izabela, titular nos quatro primeiros confrontos, por um minuto sequer na partida decisiva. Durante um tempo ao final do terceiro duelo, pediu uma jogada e, quando as meninas já se levantavam, modificou-a completamente. Isso para ficar em quatro exemplos.
Insisto que Bassul é o melhor técnico do Brasil, mas precisa de um tempo para refletir. Treinando Ourinhos, que agora contará com Mamá e Êga, os planos necessários para a renovação da seleção poderão ficar de lado. Para ficar em apenas uma das razões, o treinador pode ficar refém das atletas que lhe dão guarida no clube. Seria pedir demais para a CBB manter o comandante com exclusividade em suas trincheiras?
Boas Vindas
Para quem já conhece o trabalho, algumas seções estão mantidas:
- 'Lance-Livre', quando os leitores enviam textos para serem publicados
- 'Alto Falante', com frases interessantes dos personagens do basquete
- 'Da Prancheta, com números reveladores sobre as situações da modalidade
E uma nova já está criada:
- 'Basquete é cultura', que será divulgada às sextas-feiras com dicas de filmes, livros, documentários, programas etc.
