terça-feira, 12 de abril de 2011

O jogo do ano em Joinville

Um dos motivos pelos quais não curto esse regulamento dos playoffs do NBB3 (1-2-1-1) é o que pode acontecer hoje com Joinville, equipe que teve a sétima melhor campanha do campeonato (e a terceira entre os que não disputam o Interligas): encurralado após perder na estreia da pós-temporada em Belo Horizonte, o time de Alberto Bial não pode pensar em outra coisa que não a vitória contra o Minas nesta noite no Ivan Rodrigues (20h).

Vi o jogo 1, e por mais que a turma de Joinville possa reclamar da arbitragem (como todos podem reclamar das arbitragens por aqui, né - são sempre terríveis), o fato é que os comandados de Bial não podem oscilar tanto em tão pouco tempo (a montanha-russa de sábado, que teve momentos de time de primeira e outros de quinta categoria, foi surreal). Se no primeiro duelo o fator psicológico não ajudou, é bom manter a cabeça no lugar nesta terça-feira, porque com 0-1 a parte mental pode, aí sim, derrubar a equipe de vez.

Para evitar que a temporada termine ainda esta semana, o clube acionou as redes sociais e o site oficial para convocar a torcida a lotar o Ivan Rodrigues. Nada mais justo. O Minas é um time bem treinado por Nestor Garcia e se abrir 2-0 dificilmente perderá a série. Para usar uma expressão de um personagem que Alberto Bial tanto gosta (Francisco Horta, ex-presidente do Fluminense), hoje é "vencer ou vencer" para Joinville.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

E o vencedor é...

Rogério Matos, de Salvador (Bahia), levou a camisa do Olivinha. O sorteio, auditado pela Balassiano's Young & Family, contou com mais de 300 nomes - recorde do blog. Obrigado a todos, e mais promoções virão.

Alto-falante

"Antes eu me divertia em quadra em todas as partidas. Agora, não. Sinto-me feliz apenas em alguns jogos, e tenho que encontrar o caminho da alegria novamente. É normal que você não esteja 100% animado todas as vezes. É assim com Lionel Messi ou Rafael Nadal"

A frase é de Ricky Rubio, armador do Barcelona, em entrevista ao El Periódico, jornal espanhol. No mesmo papo, o jogador do Barça, que sábado perdeu do Real Madrid por 77-72 (terceira derrota consecutiva dos catalães), também falou sobre seu terrível problema nos arremessos: "Quando um chute não cai, fico meio alucinado para que acerte o próximo e acabo produzindo um efeito devastador sobre mim. Quanto mais quero que as bolas entrem, pior eu vou". Que fase, hein.

A lição de Tom

Todo mundo sabe que Derrick Rose (39 pontos na vitória de ontem sobre Orlando Magic) será escolhido o MVP da temporada. Mas o artífice por trás da campanha do Chicago (segunda melhor da liga com 60-20) não deve ser esquecido - principalmente pela história que carrega consigo. Aos 53 anos, Tom Thibodeau é, sim, o maior responsável por transformar os Bulls de um time bom para um time excepcional. E vale lembrar: ele é estreante na função (e o terceiro com maior número de vitórias como "calouro" das pranchetas).

A história de Tom (53 anos) começa em 1981, quando ele se formou na Salem State University (em Massachusetts). Ficou três anos como assistente-técnico, em 1984 assumiu como treinador principal, mas não se sentia preparado. Voltou ao cargo de auxiliar em Harvard, até que foi chamado por Bill Musselman para ser seu assistente não então novata franquia de Minnesota em 1989. Ficou por lá quatro anos, um outro em Seattle, até que encontrou John Lucas em San Antonio. Foi com ele, Lucas, que aprendeu os segredos da defesa. Entre 1994 e 1996, Tom esteve com os Sixers, e lá chamou a atenção de Jeff Van Gundy.

Com os Knicks entre 1996 e 2003 sua carreira começou a decolar. Ele montou o esquema de um time que chegou à decisão na temporada 1998-1999 (em 2000-2001 foram 33 jogos consecutivos sem que seu time levasse 100 pontos ou mais) e seguiu Van Gundy em Houston, novamente montando a melhor defesa da liga. Contratado pelo Boston Celtics em 2008, Tom teve a mesma missão: ajudar aquele punhado de veteranos a defender e a vencer. E conseguiu. Em seu primeiro ano foi campeão com a retaguarda menos vazada do certame (90,3 pontos por jogo) e no último levou a final até o último minuto do sétimo jogo. Ali, ele disse, havia chegado a hora de comandar uma equipe como técnico principal. Ou seja: Tom Thibodeau passou 27 anos como assistente até que, enfim, assumisse o cargo de treinador. Uma vida, não?

É óbvio que Tom Thibodeau tem mérito por ter enchido a paciência para Rose evoluir nos arremessos, por ter dito a Luol Deng que ele não era mais um menino inexperiente na NBA (um recado claro para ele ser o que é hoje - mais consistente e melhor defensor) e por ter feito o Chicago defender como não se defende na liga há mais de uma década (é a segunda defesa menos vazada com 91,2), mas a lição por trás de todo o sucesso é a preparação que Tom teve para assumir um cargo tão importante assim. Para quem, como o basquete brasileiro, está tão acostumado a ver jogadores saindo das quadras diretamente para pilotar as pranchetas (sem a menor preparação), é uma bela lição. O troféu de técnico do ano será o mais justo de todos quando David Stern viajar para Illinois no começo da pós-temporada.

Aconteceu nas finais da Copa Nordeste

Terminou ontem, com título do Sport-PE (vitória por 93-49 sobre o Campinense), a Copa Nordeste, cuja fase final foi disputada em Recife. Com o resultado, o rubro-negro pernambucano irá jogar a Super Copa Brasil, que pode garantir duas vagas no NBB4. Mas nem tudo são flores.

De acordo com relatos do ótimo Portal Basquete Pernambuco, houve de tudo um pouco. O time de Cabo Branco, da Paraíba, viajou com apenas cinco atletas (e o pior: sem verba, eles tiveram que dormir, de favor, na casa de amigos de Recife). O Campinense, também da Paraíba, com nove. Nada disso tira o mérito do Sport-PE, que voltou a investir na modalidade com força, mas cujas vitórias vieram com acentuada margem de diferença (média de 37,6 pontos). O técnico Rildo Accioly (foto), disse o seguinte após o título de ontem: "Chegamos a abrir 25 pontos de vantagem ainda no 1º quarto de jogo (contra o Campinense)".

Não é uma tarefa fácil, mas a Confederação precisa agir de forma mais forte na Copa Brasil, única competição que ainda organiza no cenário nacional (considerando que a Liga Feminina não é mais dela, certo?). Houve um sem número de W.O., jogos com diferença de pontos absurdas e nenhuma cobertura diferenciada do site da entidade (nem as fichas dos atletas está lá). Já passou da hora de ajudar a fomentar o basquete, não passou, CBB?

domingo, 10 de abril de 2011

Já participou da promoção para ganhar a camisa de Olivinha, do Pinheiros? Clique aqui, saiba como e boa sorte.

Vai uma grande

Faleceu hoje, aos 68 anos, Nilza Monte Garcia (foto), pivô que conquistou a medalha de bronze no Mundial de 1971 (a competição foi em São Paulo). Contemporânea de gigantes como Maria Helena, Nilza sempre foi considerada uma das maiores de sua geração, e ainda foi bicampeã pan-americana e tricampeã sul-americana. Uma pena.

Aos seus lugares

Como o Rodrigo disse bem no Rebote, já conhecemos os 16 classificados para os playoffs da NBA desta temporada (o Memphis Grizzlies, que nunca venceu um jogo de mata-mata em sua história, está de volta - desde 2005 não chegava à pós-temporada). Quem também está lá é o Indiana Pacers, pela primeira vez desde 2006.

Por ora, o que vale é saber como ficarão os duelos dos playoffs. Chicago Bulls (Leste) e San Antonio Spurs (Oeste) já conquistaram as suas conferências, mas disputam, agora, o primeiro lugar geral (os texanos têm uma derrota a menos - 19, contra 20 de Derrick Rose e companhia). No Leste, Boston e Miami ainda brigam pela segunda colocação, e Knicks e Sixers, pela sexta. No Oeste, Lakers, Dallas e Thunder lutam para ficar com a vice-liderança, e Portland, New Orleans e Memphis, do sexto ao oitavo lugares.

Hoje, em Los Angeles, os Lakers, que vêm de quatro derrotas consecutivas (em nenhuma delas converteu mais de 90 pontos), enfrentam o Thunder (três vitórias seguidas - duas contra o Denver, provável adversário nos playoffs). Em Miami, os Heat recebem os Celtics. E em Memphis, os Grizzlies medem forças com os Hornets. Ou seja: ninguém pode pensar em tirar o pé.

Para não ficar em cima do muro, acho que Lakers e Celtics ficam em segundo no Oeste e Leste, o Knicks com a sexta colocação e o Portland leva a melhor sobre Memphis, que, por sua vez, supera os Hornets. E você, o que acha? Comente na caixinha!

A primeira brasileira campeã da Euroliga

O Salamanca/Avenida não tomou conhecimento dos quatro troféus seguidos do Spartak Moscou, bateu as rivais por 68-59 e conquistou o primeiro título da Euroliga para o clube (de quebra, quebrou um jejum para os espanhóis que já durava 18 anos - desde 1993, com o Valência). A pivô Érika de Souza, fundamental na defesa, teve seis pontos e quatro rebotes para se tornar a primeira brasileira campeã da Euroliga.

Não foi um jogo fácil, mas o Avenida poderia ter "fechado" a partida com mais tranquilidade. Na metade do terceiro período vencia por 17 pontos, quando o técnico Lucas Mondelo decidiu trocar, de uma só vez, Sancho Lyttle (12 pontos, 13 rebotes e na minha opinião a MVP das finais da Euroliga) e Érika. A diferença caiu para seis pontos (Taj McWilliams anotou oito pontos seguidos), mas parou por aí. A jovem Silvia Dominguez, com 16 pontos, foi a cestinha das campeãs.

Parabéns ao Salamanca/Avenida, e principalmente a Érika de Souza, melhor jogadora brasileira nos últimos cinco, seis anos. Ela merece o troféu e mais reconhecimento por aqui. Sua carreira é brilhante tanto na Europa quanto na WNBA (ela, agora, possui título nos dois continentes - já foi campeã com o Los Angeles Sparks).

A hora da revanche

Em 2009, o Avenida chegou à decisão da Euroliga feminina e perdeu jogando em casa (Salamanca, Espanha). Dois anos depois, o time, agora com Érika e Sancho Lyttle no garrafão (elas foram responsáveis por 25 pontos e 22 rebotes na vitória contra o Ros Casares na semifinal de sexta-feira por 61-49), tenta a revanche contra o mesmo rival na final da competição que está sendo disputada em Ekaterinburg, na Rússia.

Mas não será fácil. Do outro lado estarão Sue Bird, Osipova, Taj McWilliams e Korstin, além da jovem sérvia Jelena Milovanovic (21 anos), que saiu do banco para cravar 12pontos na semifinal contra as donas da casa (Ekaterinburg) na sexta-feira (54-43). Ou seja, é um timaço de bola.

A FIBA TV exibe a partida neste domingo, que pode ser de consagração para a brasileira Érika, sem dúvida uma estrela do basquete europeu e peça absurdamente fundamental para a seleção brasileira nos próximos anos. Boa sorte para ela.

sábado, 9 de abril de 2011

Alto-falante

"Estar aqui é um privilégio, me deixa muito feliz. A história mostra que grandes jogadores passaram pelo evento e esta é uma boa oportunidade que eu e o Raulzinho temos para representar bem o basquete brasileiro"

A frase é do pivô Lucas Bebê, que joga, ao lado de Raulzinho (também na foto), o Nike Hoop Summit neste sábado às 23h de Brasília (a FIBA TV transmite a partida). O jogo, disputado no Rose Garden (Portland) reúne os melhores juvenis do mundo e terá, na arquibancada, de tudo um pouco: torcedores, agentes, imprensa e, claro, olheiros de todo o mundo. Sorte para os brasileiros.

Clássico também na ACB

O mundo do futebol está ouriçado porque nas próximas semanas pode haver quatro Real Madrid x Barcelona (dois pela Copa dos Campeões, um pela decisão da Copa do Rei e outro pela liga espanhola). É, de fato, um pote de ouro para anunciantes, atletas, imprensa e torcedores.

E o mais interessante é que essa série de clássicos começa neste sábado, na capital espanhola, com o duelo na Liga ACB. De um lado o Real Madrid, que será recepcionado com muita energia pela sua torcida após a classificação ao Final Four da Euroliga pela primeira vez em 15 anos (e sem Messina, é sempre bom lembrar). Do outro o Barcelona, que ainda tem, na minha opinião, o melhor time da Europa e consequentemente do país, mas que ainda lamenta a eliminação na Euro.

Vale a pena ficar ligado no jogão de hoje e na grande festa que a torcida madridista fará para seu time. Também é bom ver como Ricky Rubio, absurdamente criticado pelo seu péssimo desempenho nos arremessos nesta temporada (falei disso aqui há um mês, lembram?), vai reagir. Promessa de jogão e grande abertura pra série de clássicos do futebol.

O representante do Norte

Com vitória de 69-46 contra a Assembleia, o São José, do Amapá, terminou a Copa Norte com três vitórias em quatro partidas, se sagrou campeão da competição e garantiu vaga na Super Copa Brasil (esta pode garantir duas vagas no NBB4, lembra?). O cestinha da noite foi Gustavo, ala ex-Macaé, com 25 pontos.

Parabéns ao São José, ao técnico Betão e ao elenco formado por, entre outros, Gilsinho, Gustavo, Bruno Pira, Pablo, Jorginho e Marcos Hubner. Não sei se o time tem condições de bater os paulistas (Liga Sorocabana e Rio Claro), mas me parece um grupo que merece ser respeitado e que representará muito bem a região Norte.

Agora é só esperar o resultado da Copa Nordeste, que acontece em Recife, para que tenhamos os oito times que disputarão a Super Copa Brasil. Tentarei obter mais informações do evento, mas vocês sabem que não é fácil. Sucesso aos nordestinos.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Quebrando a banca

Que o Real Madrid era o favorito no jogo 5 de ontem contra o Valencia não havia muita dúvida. Em quadra, porém, tudo ficou complicando quando os rivais abriram 17-11 no primeiro período e carregaram Ante Tomic. Mas o Real virou, foi muito bem nos rebotes ofensivos (17), fez 66-58 (levou apenas 16 pontos em todo o segundo tempo) e avançou ao Final Four da Euroliga pela primeira vez em 15 anos.

Até aí nada de extraordinário, certo? Nem tanto. Com a saída de Ettore Messina, todos imaginavam que o Real cairia de produção, mas não foi isso que aconteceu. Os merengues avançaram, mantiveram a segunda colocação na ACB (22-6, uma derrota a mais que o líder, o Barcelona) e estão jogando muitíssimo bem. Carlos Suarez melhorou, Pablo Prigioni continua bem sólido e Ante Tomic hoje é um dos melhores pivôs da Europa.

Agora, melhor do que isso é a possibilidade que se abre para o Real Madrid no Final Four que será jogado em Barcelona (na semifinal, duelo contra o forte Maccabi Tel-Aviv). Em busca de um título que não vem desde 1995, os merengues podem conquistar o nono caneco da Euroliga justamente na casa do maior rival e ainda o atual campeão (se coincidências valem para alguma coisa, há 15 anos as finais também foram jogadas em solo espanhol - Zaragoza - e na decisão os madridistas venceram o Panathinaikos - que pode chegar à final nesta temporada também). Não poderia haver melhor desfecho para uma temporada que desenhada para um final absolutamente trágico.

Norte e Nordeste

A fase classificatória para a Super Copa Brasil termina neste final de semana. Com os campeões da Copa Norte e Nordeste, serão conhecidos os oito classificados para disputar duas vagas no NBB4. Já carimbaram o passaporte para a decisão os seguintes times: Rio Claro/SP, Liga Sorocabana/SP, Tijuca/RJ, Campo Mourão/PR, Caxias do Sul/RS e São Camilo/MT.

Em Macapá, o Assembleia (PA) lidera a Copa Norte com três vitórias (ontem os paraenses venceram o Uniara, do Acre, por impiedosos 103-55). No outro jogo da rodada, o São José perdeu a invencibilidade para o Atual Centro de Censino ao levar 80-75 no clássico do Amapá. As duas equipes, agora, têm duas vitórias e uma derrota. Hoje, na última rodada, Uniara, que enfrenta o Dom Bosco (AM), Assembleia e São José (que medem forças) podem terminar com três vitórias e uma derrota (emocionante, não?). Em Recife, o Sport/PE deve contar com o apoio da torcida no quadrangular contra Campinense (PB), Cabo Branco (PB) e Coruripe (AL).

E você, amigo leitor, tem acompanhado as Copas Norte e Nordeste? Como conseguir informação no site da CBB é quase impossível (e há bons jogadores, como o ala Gustavo, ex-Macaé, Jorginho, Mudo, Hubner e Gilsinho, por exemplo, por lá), conto com vocês para a gente trocar uma ideia melhor sobre as duas competições, que devem pegar fogo com as finais que decidirão os representantes de Norte e Nordeste.

O comandante da garotada

Aos 30 anos, Gustavo de Conti tem a mesma idade que dois de seus jogadores e é mais novo que um deles (Felipe, de 31). Mas poderia, fácil, ser chamado de “velho” por um grupo de jogadores que, em sua maioria, ainda não passou dos 23 anos. Estudioso, idealista e alucinado por informações, ele faz parte da nova geração de treinadores que começa a surgir por aqui. Responsável por levar o elenco mais jovem do NBB3 aos playoffs, Gustavo conversou com o blog a respeito do mata-mata contra Bauru que começa nesta sexta-feira, às 20h, na capital paulista.

BALA NA CESTA: Tendo entrado no playoff na bacia das almas, qual é a expectativa de vocês para o duelo que começa hoje contra o Bauru?
GUSTAVO DE CONTI: Realmente sacramentamos a classificação na última rodada, mas creio que tenhamos garantido mesmo a passagem com as vitórias contra São José e Limeira. Bauru é dado como favorito por todos, mas sabemos que agora começa um novo campeonato em que a única vantagem é decidir em casa. Nossa equipe se desenvolveu bem na competição, estamos em um bom momento e esperamos conseguir passar para a próxima fase. Com muito respeito e humildade, claro, mas esse é o pensamento aqui no Paulistano.

-- Vocês têm o time mais jovem da competição, e você também é bem jovem (30 anos). Após uma temporada completa comandando o elenco, qual a avaliação que você faz?
-- Está sendo uma temporada muito boa. Mostramos nosso valor, e também que temos jogadores jovens de bastante futuro - além dos experientes que carregaram a equipe aos playoffs. Fomos irregulares no NBB (perdemos para os últimos colocados), mas vencemos equipes com elencos poderosos como Minas (duas vezes), São José, Limeira e o próprio Bauru. Isso em um NBB muito mais forte que o do ano passado, com mais jogadores repatriados, mais estrangeiros e mais grandes times. Isso nos dá muita confiança e motivação para seguir esse trabalho nos próximos anos. No Paulistano temos um planejamento longo, uma linha de conduta e de sequência na equipe adulta e na base do clube. Não posso deixar de citar a organização do NBB - fantástica e melhor a cada temporada.

-- Seu time joga um basquete sem tanta precipitação e marcando bem, mas os resultados não vieram de maneira tão forte. Isso preocupa? Como mostrar para quem investe que o trabalho está sendo bem feito mesmo sem os resultados aparecerem?
-- Por aqui, nós procuramos explorar as melhores características da equipe, que são uma defesa bem agressiva a quadra toda e um jogo ofensivo controlado, sem precipitações e exigindo ao máximo a defesa adversária. Tanto é assim que nossa equipe é uma das que mais recebe faltas no NBB, e em se tratando da equipe mais jovem esse dado é muito significante. Com relação aos resultados, por aqui se diz que cada equipe tem suas funções no NBB. Tem as montadas para serem campeãs (Flamengo, Franca, Pinheiros e Brasilia) e as que apostaram na renovação e revelação de jogadores (nosso caso). Nossa expectativa é crescer mais a cada temporada, mas com pés no chão. Jogadores, associados e diretoria do Paulistano estão satisfeitos com a trajetória, pois conseguimos atingir os nossos objetivos para essa temporada.

-- Você é um cara antenado e que sempre busca informações para se atualizar. Como é seu dia a dia de estudos, e o que você faz para crescer na sua profissão?
-- Algumas coisas me ajudaram muito como treinador até aqui: ter passado por todas as categorias de base, seleções estaduais e brasileiras, além dos oito anos em que estive como assistente do adulto. Creio, também, que as viagens e clínicas internacionais com as seleções são fundamentais, pois joga-se em alto nível e faz-se muitos contatos (em campeonatos oficiais como em clínicas). Aí é só manter os contatos e ir trocando informações. Costumo assistir a tudo que se passa de basquete na TV e internet, e aprendo um pouco a cada jogo que vejo. Mas gosto mesmo é de saber sobre o dia-a-dia das grandes equipes do mundo, de como os treinadores trabalham, treinam, lidam com sua comissão técnica, programam e executam os treinos. Acho que é aí que realmente se aprende, pois em relação a tática e a técnica não há muito segredo. O segredo está em como trabalhar com isso.

-- Como você sempre esteve presente nas seleções de base da CBB, te pergunto: dos jovens que você viu no NBB, qual deles mais se destacou?
-- Essa temporada está sendo muito boa para os jovens. Acho que pelo resultado alcançado em San Antonio (vice-campeões da Copa América Sub-18), os clubes puderam confiar mais em lançar os meninos. Não vejo um só destaque, pois estão em níveis diferentes. No primeiro nível, Benite e Raul me impressionam muito. Pena que estão perdendo tempo jogando fora da posição que devem jogar internacionalmente. Douglas Nunes (Bauru) é uma excelente surpresa. Betinho (Paulistano) cresceu demais. Em um segundo escalão tem o Gui, do Bauru (muito atlético), o Jefferson, do Paulistano, e não poderia deixar de destacar dois meninos que ainda são juvenis, e que tiveram uma evolução fantástica nessa temporada: Erick e Arthur, pivôs do Paulistano. Se mantiverem a humildade e trabalharem forte sempre, eles serão destaques do nosso basquete em um futuro próximo.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Da Prancheta

10'38'' - Foi o tempo de quadra das jovens Débora (11 segundos), Leila (2'21'') e Fabiana Caetano (08'02'') na estreia de Americana ontem à noite no Paulista Feminino contra Ourinhos (vitória por 67-56 com 12 pontos e 21 rebotes da estreante Clarissa). Animador o futuro das atletas, não? A pergunta persiste: para que possuir um dos melhores projetos de base do país se no adulto estas meninas não jogam?

Pelo título do Leste

Às 21h desta quinta-feira acontece um jogo pra lá de emblemático para o Chicago. Com 34 vitórias em 39 partidas em seu ginásio, os Bulls recebem o Boston Celtics e se vencerem garantem a melhor colocação da Conferência Leste. Não poderia haver motivo maior para uma vitória contra os eternos rivais, poderia?

Muita gente fala dos Lakers, que de fato têm feito ótima campanha depois do All-Star Game, mas o Chicago não fica muito atrás, não. Com 19-4, os Bulls vêm de quatro vitórias consecutivas (oito nas últimas nove partidas e 16-2 desde o dia 4 de março) e possuem o virtual MVP da temporada (aliás, baita duelo contra Rajon Rondo nesta noite, hein). Se isso não bastasse, Tom Thibodeau, que provavelmente será eleito o técnico do ano na NBA, conseguiu fazer o time defender com absurda correção (é a segunda defesa menos vazada com 91,4 pontos por noite e a que menos permite arremessos certos dos rivais com 43% nos chutes de quadra e 32,7% nos três pontos) e conseguiu dar consistência a Luol Deng (17,5 pontos e 5,7 rebotes).

Do outro lado da quadra estará o Boston, segundo colocado no Leste com 54-23 (três vitórias nos últimos quatro jogos) e campeão do Leste em duas das últimas três temporadas. Vencê-los nesta noite coloca o Chicago de novo no topo da conferência, mas mostra principalmente que a franquia voltou a ser uma das melhores da liga depois de mais de uma década de hiato.

Vamos ao mata-mata

Começa hoje o playoff do NBB3. Em Limeira (às 20h), o time da casa recebe o São José em confronto que coloca frente a frente os três últimos campeões paulistas e abre a fase mais emocionante da competição. O blog faz um breve resumo dos quatro duelos e coloca os palpitões também (vale lembrar que o time de pior campanha faz o primeiro e um eventual quarto jogos em casa - não gosto deste formato - com um asterisco, os que têm mando de quadra).

LIMEIRA x SÃO JOSÉ* - É o confronto de dois bons times, que contam com jogadores que podem fazer a diferença (Fúlvio - na foto - por São José) e Ramon (por Limeira). O fator casa pode pesar a favor dos limeirenses nas duas partidas da série em seu ginásio, que contam com fanática e sempre torcida.
MEU PALPITE: Limeira 3 a 1.

PAULISTANO x BAURU* - Não creio que o Paulistano tenha força física e tempo de estrada para vencer Bauru (Fernando, Larry e Agba podem segurar a garotada) por três vezes, mas a série não será fácil para o time de Guerrinha, não. O time da capital é franco atirador, e se conseguir deter as bolas de três do rival pode ter alguma chance no duelo.
MEU PALPITE: Bauru sofre, mas avança com 3 a 1.

MINAS x JOIVILLE* - É o confronto entre dois bons armadores (Raulzinho e Manteiguinha), entre técnicos de estilos completamente diferentes (Nestor Garcia e Alberto Bial) e entre duas escolas de basquete completamente distintas. Em comum apenas a organização das duas equipes fora de quadra (mineiros e catarinenses respondem pelas melhores ações de comunicação do NBB). Na quadra, no fringir dos ovos, o fator quadra e a rodagem do elenco de Bial devem pesar.
MEU PALPITE: Joinville chega às quartas-de-final novamente ao passar com 3 a 2.

ARARAQUARA x UBERLÂNDIA* - Araraquara fez ótima campanha no Paulista, mas caiu muito de produção quando os problemas de salário e a falta de estrutura apareceram. O time é bem treinado por Daniel Wattfy, possui organização tática, mas do outro lado estarão Chuí (bom técnico), Valtinho (foto), Collum, Day e Lucas Cipolini. Acho difícil que os paulistas tenham tantas respostas assim.
MEU PALPITE: Uberlândia 3 a 1.

E você, amigo leitor, o que acha que acontece neste começo de playoff do NBB3? A caixinha é toda sua!

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Promoção Camisa do Pinheiros

O blog está sorteando uma camisa oficial do Pinheiros (será a 16, com a assinatura do dono - Olivinha), segundo colocado na fase de classificação do NBB3. Envie e-mail com todas as informações (nome completo, endereço, telefone para contato, CEP etc.) para fabio.balassiano@gmail.com ou dê um Retweet no Twitter para concorrer. A promoção é válida até às 23:59 de domingo, dia 10 de abril. Na segunda-feira eu divulgo o resultado! Boa sorte a todos, e obrigado ao clube paulista pela disponibilidade na promoção.

Bolão no site da LNB

Os playoffs do NBB começam amanhã com Limeira e São José e para movimentar o mata-mata o site da Liga Nacional organizou um bolão com os fãs da modalidade (ponto para a LNB pela iniciativa bacana).

É só entrar aqui e dar seus palpites para concorrer a prêmios (os três participantes que somarem mais pontos ao final do campeonato ganham prêmios). Apenas lembrando os confrontos de 5º ao 12º lugar: Limeira x São José (os dois últimos campeões paulistas prometem fazer o mais equilibrado dos confrontos), Paulistano x Bauru (não será fácil para a turma de Guerrinha, não), Minas x Joinville (o time de Alberto Bial é favorito, mas caiu de rendimento no fim da fase regular) e Araraquara e Uberlândia (Chuí era o treinador de Araraquara até o ano passado).

E aí, amigo leitor, tem algum pitaco pronto? Coloca na caixinha pra gente trocar uma ideia. Faço os meus nesta noite e amanhã compartilho tudo com vocês.

Eike mostra o caminho

Na semana passada, Eike Batista, mais conhecido como oitavo homem mais rico do mundo, anunciou a criação de um time de vôlei aqui no Rio de Janeiro. Com orçamento anual previsto em R$ 13 milhões (uau!), a equipe se chamará RJX (vocês conhecem a tara do Eike pelo X, certo?) e terá nomes como Dante e Bruninho para sustentar um projeto sócio-esportivo em que mais de 720 crianças de favelas pacificadas (UPP's) irão praticar o voleibol.

Fazendo uma conta boba, temos uma folha mensal de mais de R$ 1 milhão, o que, de acordo com pessoas com quem conversei ontem, daria para bancar, brincando, três times masculinos ou todos os oito times que disputaram a LBF em um mês. Mas a questão mais importante é: por que diabos Eike escolheu o vôlei? A resposta parece clara: organização, transparência e trabalho social de qualidade (olha o projeto 'Viva o Vôlei' que mencionei aqui na semana passada).

O caso não é único, e obviamente a tendência é que o ciclo virtuoso de sucesso do vôlei acabe abocanhando os melhores investidores do esporte brasileiro. Na semana passada, recebi um email (não posso reproduzir aqui e nem dizer o nome do remetente) em que a pessoa me perguntava se deveria investir no basquete ou no esporte que tem Bernardinho como carro-chefe. Argumentei, ponderei e ainda tentei colocar uma visão de longo prazo (citei os avanços da LNB por exemplo). O rapaz, muito educado, disse-me que não há a menor condição da (grandíssima) empresa colocar dinheiro em qualquer modalidade que se tenha a clara percepção de retorno sobre o investimento (ROI).

Infelizmente não tive como falar mais nada. O basquete, hoje, não tem a menor condição de receber o Eike Batista. Enquanto não trabalhar as palavras 'organização', 'gestão', 'transparência' e 'comunicação' com mais carinho será muito difícil termos grandes avanços. Com ou sem X.

Mais um exemplo de má gestão

"Conversamos com o (técnico) Ênio Vecchi e ele se mostrou desejoso de continuar conosco. Nós sabemos do seu compromisso com a seleção brasileira, mas segundo conversou comigo, dá para realizar um trabalho com as duas equipes. Pretendemos manter o Ênio à frente do trabalho de preparação do sub-20". A frase é de Alarico Duarte, presidente do Vitória, e foi divulgada pelo ES Hoje.

Para quem não sabe, Ênio Vecchi (foto) foi contratado por Hortência para ser o técnico da seleção feminina (Pré-Olímpico em menos de seis meses, alguém lembra?). Quando da sua contratação, a gestora das meninas disse que Ênio ficaria até o final do NBB3 e depois assumiria excluvisamente o comando até os Jogos de Londres-2012. Por isso causa surpresa quando leio que o treinador que levou o Vitória à vexatória campanha de 7-21 na temporada regular do campeonato agora pode tentar permanecer no time capixaba.

Procurada por este blog, a assessoria de imprensa da Confederação sabia tanto quanto eu (a leitura da reportagem apenas), e não retornou com nenhuma posição oficial de Hortência (que surpresa!), a gestora do basquete feminino, até a publicação do post. Fica a pergunta: alguém ainda se surpreende com o que acontece no basquete brasileiro de um modo geral, e no das meninas em particular? Acho que não, né. Parabéns à CBB por mais um capítulo circense em sua história.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Alto-falante

"Os médicos com quem me consultei dizem exatamente a mesma coisa: que não corro riscos se atuar. Eles me deram a liberdade de tentar e é isso que vou fazer. A decisão está em minhas mãos"

A declaração é de Fabricio Oberto ao Diário Olé. O pivô argentino, que anunciara a aposentadoria devido a problemas cardíacos há cinco meses (desde 2 de novembro), nutre grande esperança de jogar no Pré-Olímpico de Mar del Plata e tem treinado diariamente para saber se conseguirá atingir o seu sonho de retornar às quadras.

O técnico argentino, Julio Lamas, disse que, se estiver saudável, Oberto tem lugar cativo no time. Caso isso ocorra, a geração dourada deverá atuar junta pela última vez: Pepe Sanchez, Manu Ginóbili, Andres Nocioni, Luis Scola e Fabricio Oberto. Linda a determinação de Oberto, não?

Cheiro de playoff

O time da moda na NBA é o Denver Nuggets. Com seis vitórias consecutivas (a última veio diante dos Lakers, lá em Los Angeles, no domingo) e 15-4 desde a troca de Carmelo Anthony, os comandados de George Karl surgem como a grande esperança de o jogo coletivo voltar a dominar a liga (como ocorreu com o Detroit Pistons em 2004).

Como disse Kobe Bryant após a derrota de domingo, o Denver hoje parece ter dois quintetos titulares (o primeiro com Lawson, Afflalo, Gallinari, Kenyon Martin e Nenê; e o segundo com Felton, JR Smith, Chandler, Harrington e Mozgov), e defender tantas armas assim é complicado pacas para qualquer um (inclusive para os bicampeões). Para se ter uma ideia de como o jogo deixou de ser concentrado para se tornar absolutamente imprevisível, desde a troca sete jogadores anotam dez pontos ou mais de média e ninguém arremessa mais de 12% dos chutes do time (o líder é JR Smith, que tem 11,4% - quando era um Nugget, Carmelo chutava 17,6% das bolas do Denver).

Muita gente diz que o sistema do Denver é lindo, mas a falta de um craque será sentida nos playoffs (argumento respeitável, diga-se de passagem). Seja o que for acontecer, o jogo de hoje contra o Oklahoma Thunder (provável adversário na primeira fase dos playoffs), em casa (22h), será um baita teste para os Nuggets (na sexta-feira tem mais, mas desta vez em Oklahoma). Que o jogo coletivo continue fluindo. Está bem bonito de se ver.

Ainda um campeonato fraco

Sem surpresa, todos cantaram em verso e prosa o emocionante final da fase de classificação do NBB3. É justo, foi maneiríssimo mesmo e deu uma visibilidade interessante para a liga. Em termos de equilíbrio, nada poderia ser melhor.

O problema é que por trás desse equilíbrio há uma enorme defasagem técnica no basquete do Brasil. Sei que não é culpa da LNB, e que isso não se resolve em cinco minutos (é através da base, e isso demora, brincando, uns dez anos), mas algo precisa ser feito. Os jogos são cada vez mais fracos, os tiros de três em doses cavalares persistem e as defesas inexistem. Depender da CBB para melhorar a formação dos atletas seria o mínimo, mas sabemos que é complicado demais esperar algo da Confederação, e mexer nas arcaicas estruturas das Federações parece impossível, mas a Liga precisa se coçar. Que traga técnicos internacionais de renome para dar clínicas, que converse com árbitros para que eles permitam mais contato nas partidas (as marcações poderiam "apertar" mais), que ajude os clubes a trazer jogadores estrangeiros de qualidade, sei lá. Algo precisa ser feito, e é para ontem.

Por mais que a Liga se esforce para fazer uma comunicação razoável (que nem é tão boa assim ainda), não há como dourar a pílula: enquanto o produto final (o jogo, a quadra, o nível técnico do espetáculo) não for bom, não há muito o que fazer (para mercado, consumidores ou formadores de opinião). Que a LNB se esforce horrores para melhorar a qualidade da competição, porque do contrário o torneio dos rapazes nunca dará seu salto de qualidade.

Deu UConn

Não foi um grande jogo, mas Connecticut conseguiu segurar os nervos, fez 53-41 em Butler e se obteve o terceiro título universitário de sua história (1999, 200e e 2011). De quebra, o técnico Jim Calhoun se tornou o mais velho comandante (68 anos) a conquistar o título.

Ficam os parabéns a Butler (hoje chutou medíocres 18,8%) também, pela brilhante campanha durante todo e ano e também no torneio nacional. Mas UConn, de Kemba Walker (nove rebotes e 16 pontos, apesar dos terríveis 5-19 nos chutes), Jeremy Lamb (ótimo com 12 pontos) e Alex Oriakhi (11 pontos, 11 rebotes e quatro tocos) mereceu demais o troféu, conquistado diante de mais de 70 mil torcedores.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Twitcam de hoje

Aqui a Twitcam.

Por um final feliz

A partir das 22h20 desta segunda-feira (ESPN e Bandsports exibem) acontece a final do basquete universitário. É o confronto da defesa alucinante de Butler (10-1 nos dois últimos anos no torneio nacional) contra o forte ataque de Connecticut (do ótimo Kemba Walker, que tem 25 pontos de média no March Madness e nenhum descanso nos últimos três jogos - isso mesmo, Walker jogou os 40 contra San Diego, Arizona e Kentucky). No feminino, UConn, da ótima Maya Moore (36 pontos na despedida), perdeu de Notre Dame (Skylar Diggins, soberba, teve 28 pontos e seis assistências) por 72-63. Na outra semi, Texas A&M fez 63-62 em Stanford para chegar à decisão.

Para UConn, que pode conseguir o terceiro título com o veterano Jim Calhoun (1999 e 2004), é importante deter o ótimo Matt Howard, líder "espiritual" de Butler (14 vitórias consecutivas) e soberbo nos rebotes (7,8 e 16,7 pontos na NCAA este ano). Contra VCU, os comandados de Brad Stevens (que técnico!) tiveram 15 rebotes ofensivos, que geraram 22 pontos para Butler (31,4% do total dos 70 pontos). Para os Bulldogs, é importante frear a dupla Kemba Walker-Jeremy Lamb (30 dos 56 pontos na vitória contra Kentucky) e não deixar que os contra-ataques ocorram com tanta frequência.

E você, amigo leitor, tem algum palpite para a partida desta noite? Confesso que seria legal demais se Butler vencesse (estamos vendo a formatação de um grande programa de basquete comandado por Stevens), mas acho que UConn vencerá nesta segunda-feira (camisa e experiência devem pesar - tal qual ocorreu com Duke em 2010).

Bye, Bye Brasil - Vandinho

Nos Estados Unidos desde 2008, Adjalma Vanderlei Becheli Jr., o Vandinho (42 anos), ainda guarda o sotaque do interior de São Paulo (ele é de Assis), mas já tem muita história para contar. Depois de treinar Paulistano, Ypiranga, São José do Rio Preto (campeão invicto do Torneio Novo Milênio em 2002) e Brusque (disputou um Nacional), Vandinho recebeu convite para ser assistente-técnico do time masculino do College of Eastern Utah (Junior College). Dois anos depois, ele mudou de setor (antes era coordenador defensivo; atualmente, ofensivo) e de lado: hoje exerce a mesma função na equipe feminina. Confira o bate-papo com ele na seção “Bye, Bye Brasil” do Bala na Cesta.

BALA NA CESTA: Você saiu do Brasil muito jovem e agora é assistente-técnico de um Junior College nos EUA. Como foi essa transição e a sua trajetória até chegar ao College of Eastern Utah?
VANDINHO: No começo não foi fácil, pois nos EUA temos que fazer muitas coisas extra-quadra. Além de participar das reuniões técnicas (diárias), os assistentes-técnicos ficam responsáveis pela performance das atletas nos estudos (é muito importante e impossibilita que a jogadora continue atuando em caso de faltas e notas baixas), pelo planejamento de treinos e pela edição dos vídeos. Além disso, mantemos contato com técnicos da High School (colégio), pois as nossas futuras atletas vêm de lá. Meu dia começa às 8h e vai normalmente até às 17h. Mas há vezes que saio pra recrutar e não tenho mais hora pra voltar. Basicamente é recrutar, entrar em contato telefônico com técnicos e atletas e ajudar no planejamento dos treinos e jogos. Quem me ajudou muito e me abriu as portas por aqui foi o Walter Roese, que me indicou para o meu técnico.

-- Você foi contratado para ser o coordenador ofensivo da equipe, mas já trabalhou com defesa também. Depois de ter trabalhado no Brasil, consegue verificar as diferenças e defasagens que há de um grande centro, como os EUA, e o nosso país?
-- As grandes defasagens que vejo são em estrutura e fundamentos do jogo. Aqui em qualquer lugar que você for a estrutura é maravilhosa! Falo em relação a quadra, ao ginásio, academia, refeitório, tudo. É muito incrível. Em relação aos fundamentos, as atletas chegam pra nós já muito bem trabalhadas, pois no colegial isto é feito a exaustão. Não temos que ficar ensinando nenhum fundamento, mas sim aperfeiçoando e colocando dentro da filosofia de jogo da equipe. No Brasil você encontra muita gente que chega ao adulto e não sabe executar os fundamentos de forma correta. Os técnicos do profissional têm de ensinar, portanto, o que ela deveria ter aprendido lá atrás - nas categorias de base.

-- Em seu time há três brasileiras. Poderia falar um pouco mais sobre elas?
-- Nós temos a Priscila Borges (ala), a Bruna Deichmann (ala-armadora) e a Daiana Lima (ala-pivô). A Priscila é bem conhecida aí no Brasil pois sempre esteve nas seleções de base. Tem uma condição atlética muito boa e foi isso que nos chamou a atenção pra recrutá-la. Possui um jogo muito agressivo, um excelente arremesso de média distância e contribuiu muito na parte defensiva (principalmente nos rebotes). Destacou-se muito nesse ano mesmo sendo caloura: foi a nossa cestinha e eleita pro primeiro time da nossa Conferência (a única novata, aliás). A Bruna jogava em Blumenau/SC e tem como característica principal a velocidade. Muito rápida e agressiva quando vai pra cesta, é muito difícil defendê-la em transição. Foi a nossa melhor defensora no ano e terminou em segundo lugar como cestinha (agora está indo jogar na Universidade do Alasca, que tem um dos melhores programas da NCAA Divisão II). A Daiana, do Mato Grosso do Sul, jogou em alguns clubes de São Paulo, tem uma estatura muito boa e consegue correr bem a quadra - pras características do basquete daqui, o pivô tem que correr muito bem para acompanhar o time. Tem um bom arremesso de três pontos, é bem agressiva nos cortes e tem um tempo de bloqueio muito bom.

-- Com a sua experiência nos EUA, passa pela sua cabeça contribuir mais para o basquete brasileiro? Como?
-- Com certeza tenho isso como objetivo futuro. Quero muito colaborar com o basquete brasileiro no que a CBB julgar necessário. Posso colaborar com o conhecimento que adquiri através desses anos todos trabalhando aqui. Posso trocar experiências com os técnicos brasileiros, proporcionando mais oportunidade de intercâmbio por exemplo. Quero ajudar no que for necessário para que o basquete feminino no Brasil volte a crescer e ter o prestígio que sempre teve em anos anteriores.

Roese no Mundial da Letônia - com os EUA

Técnico vice-campeão da Copa América Sub-18 com a seleção brasileira, Walter Roese estará na Letônia para o Mundial da categoria. Mas não com Lucas Bebê e companhia. O assistente-técnico da Universidade do Havaí foi convidado e aceitou fazer o trabalho de scout (análise dos adversários) para a comissão técnica dos EUA durante a competição. A expectativa é que Roese se junte aos norte-americanos antes da Universíade (que acontece em julho - ele é o técnico do Brasil).

A notícia é ótima para Walter Roese, provavelmente o mais reconhecido técnico brasileiro no exterior, mas entristece a quem gostaria de vê-lo comandando a seleção brasileira na Letônia. E mostra mais uma vez como a situação de Roese foi mal conduzida pela CBB. Vale lembrar que um dos argumentos da entidade para não colocá-lo como técnico era o fato de ele não pode assumir a seleção permanente. Sinceramente, isso é balela e bobeira (para usar palavras educadas). As duas principais estrelas do time que irá ao Mundial (Bebê e Raulzinho) não começaram a treinar, Gabriel Aguirre recupera-se de lesão e os que jogam nos EUA (Ícaro e Vezzaro) e Europa (Dida) ainda não chegaram. Dos vice-campeões, estão treinando em São Sebastião apenas Durval e Taddei.

A CBB deveria ter sido mais hábil na condução do caso de Walter Roese. Como se vê, não se trata de um profissional comum (pelo contrário: ele é valorizado pacas lá fora e tem o carinho e o respeito dos jogadores). Quem acompanhou um pouco do time da Copa América sabe quão bom foi o seu trabalho com a equipe. Não custava nada deixar os rapazes treinando com o Neto em São Sebastião do Paraíso até agora (abril), quando Roese assumiria (a temporada da NCAA acabou há 15 dias). Sorte para ele no Mundial da Letônia (em julho) com os norte-americanos, mas digo que vai ser duro demais não vê-lo treinando os rapazes que ele tão bem comandou em San Antonio no ano passado.

domingo, 3 de abril de 2011

Final emocionante - Franca é líder

Que começo de domingo para o basquete brasileiro, hein. Limeira bateu o Flamengo (79-69) e tirou do rubro-negro as chances de terminar a fase de classificação em primeiro. Com isso, Franca entrou em quadra precisando bater o Pinheiros por oito ou mais pontos para terminar a temporada regular na primeira colocação.

E foi exatamente o que aconteceu diante de faixas de protesto da torcida no Pedrocão. Com uma ótima defesa, o time de Hélio Rubens anulou o trio Shammel, Olivinha e Marquinhos, venceu o Pinheiros (atuação desastrosa) por 92-76 e terminou a fase de classificação com a primeira colocação. Pinheiros, Brasília e Flamengo fecham o G-4 que vai ao Interligas (todos tiveram a mesma campanha, de 20 vitórias em 28 partidas - os francanos levaram vantagem no desempate). Na outra ponta da tabela, Vitória teve a chance de avançar aos playoffs, pois o Paulistano perdeu de Araraquara (69-58), mas perdeu de Bauru (80-81) em casa e ficou pelo caminho.

Com isso, os playoffs de quinto ao décimo-segundo ficou assim:
Bauru (5) x Paulistano (12)
Uberlândia (6) x Araraquara (11)
Joinville (7) x Minas Tênis (10)
São José dos Campos (8) x Limeira (9)

E você, acompanhou a rodada decisiva do NBB3? Já tem palpite pros playoffs? Comente na caixinha então!

Domingo quente

Domingo quente este na NBA, hein. Às 14h, no Texas, o San Antonio Spurs poderia usar o jogo de hoje para uma revanche contra a varrida do playoff da temporada passada. Mas há algo mais importante a fazer contra o Phoenix Suns nesta tarde: interromper a sequência de seis derrotas seguidas (a maior desde 1997) para se manter na liderança do Oeste (na sexta-feira, diante do Houston, o revés veio na prorrogação).

Logo depois (16h30), em Los Angeles, a força coletiva do Denver Nuggets (sete jogadores anotam em dígitos duplos desde e 14-4 que a troca de Carmelo Anthony aconteceu) mede forças com o time mais forte da liga no momento. Com 16-1 desde o All-Star Game, os Lakers vêm de nove vitórias consecutivas e jogando muita bola (na sexta-feira, não houve o menor desespero quando o Utah Jazz colocou mais de 15 de vantagem - e a virada feio com tranquilidade). E é bom lembrar que teremos o embate entre angelinos e Spurs na penúltima rodada da fase de classificação.

É um domingo animado na NBA, e confesso que estou ansioso para saber como os Nuggets reagirão diante do time com o garrafão mais forte do Oeste (Gasol-Odom-Bynum contra Nenê e Martin será animado). Algum palpite? Manda bala na caixinha!

O NBB da calculadora

Não vai ser fácil acompanhar a última rodada do NBB neste domingo (como todos já sabem, é a edição mais emocionante que já houve). O site da LNB fez um guia que contém explicações sobre como pode ficar a parte de cima da tabela, e vale a pena ficar ligado. Do Pinheiros, atual líder, ao Uberlândia, o sexto, tudo pode acontecer.

Ficarei de olho no Sportv a partir das 10h. Primeiro teremos Limeira e Flamengo no interior de São Paulo. Depois, no Pedrocão, Franca recebe o Pinheiros de olho numa vaga no G-4 e na liderança também (o Brasília não joga neste domingo). Se o time de João Marcelo Leite (foto) vencer, fica com a primeira colocação sem depender de resultado algum (a vaga no Torneio Interligas, o primeiro internacional da história do centenário clube, já foi garantida).

Vale lembrar que Vitória ainda tem chance de classificação ao playoff. Vencendo o Bauru e contando com derrota do Paulistano (pega o Araraquara fora de casa), os capixabas entram. E aí, está preparado para acompanhar a última rodada de tirar o fôlego do NBB3? Já estou com a calculadora nas mãos...

sábado, 2 de abril de 2011

Festa sem os donos da casa

Se eu dissesse que teríamos apenas um espanhol no Final Four de Barcelona, acho que ninguém apostaria apenas em Real Madrid ou Valencia. Pois é exatamente o que vai acontecer na Euroliga.

Com uma surra de 99-77, o Maccabi Tel-Aviv, que já dominou a Euroliga no começo do século (dois títulos e outras duas presenças em Final Four desde 2004), fechou a série contra o Baskonia, de Huertas (12 pontos e seis assistências), em 3-1 e fez a alegria da torcida (o experiente Guy Pnini, que não havia marcado mais de nove pontos na temporada, anotou 22 - a diferença da peleja, aliás). Na Itália, o Siena, que tomou uma sova no Jogo 1 (89-41), venceu três seguidas (a de ontem por 88-76) e despachou o Olympiakos. Em Valência, os mandantes fizeram 81-72 e empataram a série em 2-2 contra o Real Madrid (na próxima semana sai o último classificado). Agora, surpresa, surpresa mesmo, foi a eliminação do Barcelona (ao menos ao meu ver).

O Panathinaikos tem um timaço, mas não pensei que o Barça pudesse perder três seguidas. Foi o que aconteceu na quinta-feira, quando os gregos aplicaram 78-67 (oito com oito pontos ou mais) e eliminaram os atuais campeões (Ricky Rubio mais uma vez decepcionou: na série, 5/14 dos três pontos e 1,5 assistências apenas). O Final Four será emocionante, mas a torcida catalã não verá seu time por lá.

Passo

Começa hoje às 18h o Paulista Feminino mais sem graça dos últimos anos. Em casa, Ourinhos (Camila e Silvia Gustavo como novidades) e Santo André (Jacqueline e Nádia) reeditam a final da LBF, mas muito pouco pode ser comemorado no torneio que se inicia.

São apenas cinco equipes (continuo sem entender por que diabos a Federação Paulista não fez força para colocar os dez clubes da segunda divisão no mesmo pacote), uma fase de classificação que dura exatos 35 dias (oito rodadas), os mesmos nomes de sempre e nenhuma perspectiva de que as jovens (principalmente as de Americana) ganhem algum tempo de quadra. Para piorar a situação, Catanduva vive problemas financeiros (verba da prefeitura) e tem a sua situação indefinida.

Sendo bem sincero: o paulista que começa hoje dá tanto prazer de assistir quanto comer picolé de chuchu (parodiando José Simão). Ariadna estará por lá, mas sinceramente temos muito pouco a comemorar. Mais uma oportunidade que se perde. É uma pena.

Vale a pena ficar atento

Como todo mundo sabe, uma das maiores cobranças que se faz a atual gestão da Confederação Brasileira é no quesito transparência. Durante a semana falei com a assessoria de imprensa da entidade a respeito do balanço anual da entidade, e fui informado que até o final de abril ele será publicado em algum jornal do país.

Pode parecer pouco, mas vale a pena ficar atento a isso. Todo mundo sabe que a entidade possui um orçamento de mais de R$ 20 milhões/ano para gerenciar (verbas de Eletrobrás, Nike, Bradesco, TV, COB etc.), e o mínimo é que o balanço seja publicado para a sociedade (não é necessário lembrar que há verba pública na CBB, é?).

Será através do balanço anual que ficaremos sabendo como o orçamento foi utilizado e se a entidade teve problemas para administrar as suas contas. Fiquemos atentos até o final de abril, pois esse será o primeiro balanço anual da administração de Carlos Nunes à frente da Confederação.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Sub-19 contra as adultas

Na terça-feira, a seleção feminina Sub-19 que se prepara para o Mundial da categoria enfrentou (perdeu por 67-63) a equipe adulta de Santo André (campeã da LBF). Nesta sexta-feira, Damiris e companhia medem forças com a equipe adulta de Americana, uma das forças do país.

Conversei com Tarallo à noite (ele me garantiu que os fundamentos são a sua maior preocupação e que tem testado várias formações - a principal, com Tássia na armação, Carina e Isabela nas alas, e Damiris e Thamara de pivôs), mas sinceramente acho que a preparação tem seguido um ritmo bem legal. Após o Torneio no Chile (contra as donas da casa e a Argentina), Damiris e companhia estão enfrentando equipes adultas antes de viajarem para os EUA para mais uma fase de treinos (18 a 26 de abril). Há, ainda, a possibilidade de mais amistosos e outros torneios acontecerem.

Que a Confederação continue investindo nessa geração, pois há meninas talentosas (Damiris, Tássia, Joice, Izabella, Aruzha, Carina e Ramona, por exemplo) e o basquete brasileiro precisa, sim, de uma renovação mais acentuada. Sorte para elas.

Pedrocão liberado - mas já?

Como para falar de Franca é sempre necessário fazer um preâmbulo, aqui vai: não tenho nada contra a cidade e muito menos contra o time (pelo contrário), que aprendi a admirar. OK? Então vamos lá.

Por isso espanto-me ao ver que a LNB/STJD simplesmente tirou a punição a Franca. A equipe realizou audiência pública e terá que pagar apenas R$ 8 mil pela agressão de um "torcedor" a Valtinho (leia mais aqui e aqui). Ou seja: a Liga Nacional mais uma vez perde a chance de punir de forma razoavelmente forte.

Foi assim também na briga dos jogadores entre Flamengo e Brasília na decisão da edição passada, lembram? Agora a situação se repete. Na minha opinião, Franca deveria perder o mando de quadra de no mínimo um jogo - para dizer o mínimo. E vamos combinar: o clube pagar míseros R$ 8 mil chega a ser um ótimo pretexto para "torcedores" seguirem fazendo das suas no ginásio. A LNB pecou, Franca saiu ilesa e o basquete brasileiro saiu perdendo. Uma pena.

Pela liderança

Vai pegar fogo o NBB3 neste final de semana. Com as duas últimas rodadas da temporada regular no radar, tudo está absolutamente indefinido (e esta é a grande qualidade da competição - a imprevisibilidade): primeiro lugar, o G-4 e os últimos classificados para os playoffs. Antes de você continuar a ler, clica no site da LNB e dá uma olhadinha na tabela e na classificação.

BRIGA POR VAGA NOS PLAYOFFS
O Vitória depende de um milagre para entrar no mata-mata. Precisa vencer seus dois jogos (Assis, o lanterna e já eliminado, e Bauru) e torcer para que o Paulistano (Franca e Araraquara) não vença. Caso isso aconteça, o Vitória chegaria a oito vitórias, mesmo número do Paulistano.
MINHA OPINIÃO: Paulistano avança, Vitória fica pelo caminho.

BRIGA NO G-4: O Pinheiros (Araraquara e Franca fora de casa) precisa vencer para se manter na liderança, mas não pode bobear. Flamengo (São José e Limeira fora), Brasília (Joinville em casa) e Franca (Paulistano e Pinheiros no Pedrocão - com público, já que o ginásio foi liberado) estão na cola, e Bauru (Vila Velha e Vitória fora) e Joinville (Brasília e Uberlândia fora) ainda têm chances de entrar no grupo que entra no Interligas.
MINHA OPINIÃO: Acho que o Pinheiros fica com a primeira colocação, com Flamengo, Brasília e Franca fechando o G-4 que joga o Interligas.

E você, amigo leitor, o que acha? Comente na caixinha!