
Aos 20 anos, Rodrigo Silva, conhecido como pirulito entre os amigos, tem impressionado em Wyioming (ele está por lá desde 2010). Com média de 13,2 pontos, 9,6 rebotes, 4,7 tocos e ótimos 55% nos tiros de quadra em seu primeiro ano no Laramie County College (é mais um brazuca que está em Junior College), o sergipano de 2,08m já chama a atenção de universidades grandes (houve cinco convites da divisão I até aqui), que querem contar com seu talento. O Bala na Cesta foi conversar com Rodrigo, tão tímido quanto educado (“um cara simples que gosta de treinar e descobrir novas oportunidades”, diz), para a seção
"Bye, Bye, Brasil".
BALA NA CESTA: Você saiu do Brasil após ter treinado por algum tempo no Pinheiros. Como foi esse período, o que você aprendeu por lá e quais foram os conselhos que te deram?
RODRIGO SILVA: Foi o período mais importante da minha carreira até agora. Tive a oportunidade de treinar com os melhores jogadores do Brasil (Josuel, Marquinhos, Olivinha etc.) e com um dos melhores técnicos do país (CláudioMortari). Tive a sorte de ter grande amizade com alguns jogadores, e um deles foi o Olivinha, que me deu muitos conselhos bons e sempre me ajuda nas dificuldades. Sou muito grato ao clube.
-- Como é a sua vida aí nos EUA? Poderia contar um pouco mais do seu dia-a-dia?
-- A vida nos EUA é muito diferente da que eu tinha no Brasil. Aqui temos uma rotina que nunca muda: treinos na parte da manhã, aula e outro treinamento no fim da tarde. Depois de jantar eu volto ao ginásio para chutar - é assim quase todos os dias. Meu projeto é ficar aqui nos próximos quatros anos para me formar aqui nos EUA. É uma oportunidade única, e só depois disso conseguirei escolher em que lugar jogar. -- Dentro e fora de quadra, o que você verifica de mais diferente entre o basquete brasileiro e o norte-americano? Poderia citar exemplos?
-- Os americanos são muito individualistas dentro e fora de quadra. A grande diferença entre o basquete brasileiro e o norte-americano é a individualidade - aqui nos EUA eles jogam bastante no um contra um. A minha maior dificuldade foi quando cheguei, pois não sabia falar inglês e para piorar as coisas ainda perdi as malas com toda a minha história no basquete (uniformes de clubes, por exemplo). Com certeza os primeiros seis meses foram os mais difíceis da minha carreira.
-- Dentro de cinco anos, em que patamar você quer estar em sua

carreira?Conseguiria descrever este "mundo ideal"? E sobre seleção brasileira, você pensa?
-- Meu “mundo ideal” para daqui a cinco anos seria assim: já estaria formado (o mais importante para mim) e estaria atuando por algum time da NBA. É assim com qualquer atleta que joga basquete, não é? Além disso, em termos de seleção brasileira, te digo que é o sonho de todo jogador. Mas neste momento estou focado apenas em conseguir entrar em uma boa faculdade de Divisão I aqui nos EUA.
BATE-BOLA 
Uma frase: “Pra quem tem pensamento forte, o impossível é questão de opinião”
Uma palavra que odeio: Desistir
Um ponto que tenho que melhorar em quadra: Vontade
Uma qualidade fora de quadra: Amizade
Um defeito: Achar que eu não sou capaz
Uma mania: Tenho mania de brincar o tempo inteiro
Um sonho: Jogar na NBA
Uma cidade: Aracaju
Um ídolo: Olivinha
Um lugar: Pinheiros
Uma comida: Feijoada
Quando penso no Brasil, penso em: Poder jogar de novo no Pinheiros
Das coisas do Brasil, sinto mais falta da: Família
Um livro: Transformando Sonho em Ouro, do Bernardinho
Um filme: O Homem que Copiava
Uma música: Pensa em mim que eu to pensando em você, Darvin Um amigo(a): Isabella
Um momento triste: Perder a final do Juvenil para o Paulistano
Um momento feliz: Quando vi minha namorada nos EUA
Um técnico: Cláudio Mortari