domingo, 13 de dezembro de 2009

O convite surpresa

Quarto lugar nos Jogos Olímpicos de Pequim, o time da Lituânia era presença certa no Mundial de 2010 na Turquia. Por sua tradição, pelo fanatismo de seus torcedores e porque possui basquete de sobra para fazer bom papel. A Alemanha tem Dirk Nowitzki e apenas o nome do cracaço do Dallas Mavericks foi suficiente para conquistar os delegados da FIBA. A Rússia, Andrei Kirilenko e um título europeu recente.

A surpresa, ao meu ver, veio com a inclusão do Líbano, país que nunca teve muita tradição no esporte e que não obteve resultado internacional de maior expressão nos últimos anos. Muita gente esperava Itália ou até mesmo a República Dominicana. Não deu.

Na terça-feira os grupos do Mundial da Turquia serão conhecidos. Com um pouco de sorte o Brasil pode cair em uma chave não muito difícil, como ocorreu no torneio feminino.

E você, entendeu os critérios da FIBA para a inclusão de Lituânia, Rússia, Alemanha e Líbano? A caixinha é sua!

sábado, 12 de dezembro de 2009

Sobe e desce na NBA

Saiu o ranking da Forbes sobre os times mais valiosos da NBA. A grande surpresa é que pela primeira vez em quatro temporadas os Knicks não estão na frente. Reflexo de sua queda vertiginosa, os nova-iorquinos estão, agora, em segundo com valor estimado em US$ 586 milhões (queda de 4%). Quem lidera por ora é o Los Angeles Lakers, que vale US$ 607 milhões (crescimento de 4%). Chicago Bulls (US$ 511 milhões), Detroit Pistons (US$ 479 milhões) e Cleveland Cavs (US$ 476 milhões) fecham o grupo dos cinco primeiros - do lado oposto, o Milwaukee Bucks é o último, com US$ 254 milhões. O Boston, maior vencedor da liga, é apenas o oitavo (US$ 433 mi).

Além disso, a pesquisa revela algo interesante. Doze dos 30 times fecharam a temporada passada no vermelho. São eles: Mavericks, Blazers, Magic (vice-campeão, hein!), Hawks, Kings, Pacers, Bobcats, Nets, Timberwolves, Hornets, Grizzlies e Bucks. Por incrível que pareça, o Chicago Bulls, com US$ 51 milhões, foi o segundo que mais lucrou. Os Lakers, com US$ 51,1, ficaram na frente.

E aí, amigo leitor, responda de primeira: se você ganhasse na loteria, em que franquia investiria a sua graninha? A caixinha está aberta!

O Portland sem Greg Oden

Greg Oden não estava fazendo uma temporada assombrosa com o Portland Trail Blazers. Suas médias (11,1 pontos e 8,5 rebotes) não são mais do que regulares, mas uma coisa a estatística não conta: o pivô estava defendendo pacas, e sustentava as deficiências de LaMarcus Aldridge no garrafão. Sem ele, que mais uma vez ficará de fora da temporada quando o bicho começa a pegar (que sina, hein!), os Blazers só têm a perder - infelizmente.

Parece, inclusive, que o maior impacto ainda é psicológico. O time perdeu do Knicks esta semana e, para piorar as coisas, terá o Bucks hoje fora de casa. De todo modo, com 14-9 (escrevo na sexta-feira à tarde) o time ainda tem campanha de quem irá ao playoff do Oeste. O problema, no entanto, é saber com que cabeça o Portland jogará a partir de então. Pensar na lesão de um de seus principais atletas não ajuda em nada.

A lesão de Oden é triste, lamentável, ruim para todo mundo, mas, no final das contas, sempre foi assim: o camisa 52 não pode ser considerado uma peça-chave simplesmente porque não é uma peça efetiva na equipe de Oregon desde que por lá chegou (há quase três anos). Por isso, chegou a hora da verdadeira estrela da equipe (Brandon Roy) chamar o jogo para si e levar o time adiante. Contra os Pacers, na quarta-feira, foram 29 pontos. É um bom começo.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Parem tudo: os Knicks estão vencendo

Se eu disser que Larry Hughes (foto) tem média de 20,6 pontos, quatro assistências e quatro rebotes nos últimos três jogos, você achará que alguma coisa de errado há, né? E se disser que nesta sequência o New York Knicks bateu Atlanta Hawks (fora de casa), Nets (ok, não conta) e Portland? É algo para uma franquia que não se acostuma a vencer há tempos, não?

Esta pode ser a nova face dos Knicks, que desde a derrota para o Denver parece ter encontrado um rumo. Para isso, o técnico Mike D'Antoni buscou uma solução conhecida: fechou o grupo (rechaçou Nate Robinson e passou a promover jantares antes dos jogos no Garden) e, enfim, reduziu a velocidade no ataque. O New York, que ainda tem uma campanha medíocre (7-15), venceu, além dos três jogos citados, o Phoenix por 27 pontos e precisa continuar defendendo com consistência (4-1 quando adversários não passam dos 100 pontos).

Para seguir crescendo, os Knicks começam hoje uma turnê de três partidas complicadas (Hornets, Bobcats e Bulls) fora de casa antes de voltar ao Madison Square Garden para cinco duelos (Clippers, Bobcats, Bulls, Heat e Spurs). Quem sabe depois disso tudo encontraremos um time de basquete em Nova Iorque depois de tanto tempo.
Bruna Severo está de volta. Em sua segunda coluna pós-casamento a menina tenta descobrir os motivos que levaram-na a não gostar de basquete (e pouco entender dele, diga-se de passagem). É ler e se divertir muito.

Fora da Cesta - Freud explica

Depois de dias sem inspiração para escrever, ontem tive um “estalo”: acho que descobri um dos porquês da minha aversão ao basquete . Durante o jantar, me dei conta que os piores “acidentes” que tive se deveram ao esporte da bola laranja. Na primeira vez, tinha apenas três anos. e estava na aula de natação. Mas o que basquete tem ver com isso? Nada, claro. O fato é que, aguardando a chegada dos pais das crianças remelentas da turma, meu professor de natação decidiu promover um jogo que posso chamar de “bola gigante no bambolê”. O objetivo, como vocês podem deduzir, era acertar a bola colorida dentro do arco. Simples, pero no mucho.

Eis que eu, com toda a minha malemolência e do alto dos meus 1m de altura, preparo-me para jogar a bola. Momentos de tensão, pois aquilo parecia a coisa mais complicada para uma criança de 3 anos. E, num movimento impossível de reproduzir escrevendo, consegui jogar a bola, errar o bambolê e torcer o pescoço. Resultado: pescoço imobilizado por um mês e um trauma que me fez nunca mais voltar à natação. Burramente, culpei a natação.

Treze anos mais tarde, na aula de educação física, os professores nos obrigaram a fazer rodízios de esportes coletivos. Novamente eu, com toda minha altura (1,57m) e gingado, recebi a bola de cor laranja e saí quicando, a toda velocidade, em direção à cesta. Nada parecia poder me parar. Era apenas eu, a cesta e a chance de me redimir do mico de infância. Eis que, em outro movimento difícil de explicar, consegui tropeçar em mim mesma e virar o pé de tal forma que quase rompi um ligamento. Resultado: um ovo gigante no pé, várias injeções que doeram na minha alma, pé imobilizado por quase dois meses e, a cereja do sundae, fui ao “baile” do segundo ano supergatinha, de vestido amarelo e bota preta de imobilização.

Eu sei que muitos jogadores e jogadoras leem este blog e devem estar pensando “porra, se eu fosse parar de jogar basquete por causa de contusão...”, mas tenham compaixão! É ou não é, traumatizante?

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Bruna Severo é jornalista e não entende nada de basquete. No Bala na Cesta ela se aventura com incursões no esporte da bola laranja, pois sua intenção é passar a entender da modalidade. Será que ela consegue?

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Flamengo pentacampeão

Com duas vitórias sem sustos (96-59 na partida de ontem), o Flamengo bateu o Municipal/Marinha do Brasil e se sagrou pentacampeão carioca - ainda que o site da federação carioca não tenha feito menção ao fato.

As atletas número 1

Começou ontem o Brasileiro Sub-17 feminino de seleções. Noves fora os resultados que acompanhei pela internet, o que me deixou chocado mesmo foi o site da CBB (novidade, né). Fui verificar os times e tudo o que consegui saber é que todas as meninas, ao menos para a entidade, entrariam em quadra com o número 1 (veja a figura acima). São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, está todo mundo assim!

No mais, vivemos como sempre vivemos. São Paulo, com seu esquadrão formado pelas ótimas Tássia e Damiris, deve acabar como campeão da competição. Os erros do site da CBB são fáceis de serem solucionados. A concentração do basquete em apenas um Estado, não. Requer planejamento, investimento e experiência de mercado. Será que a gestão de Carlos Nunes consegue diminuir o abismo brasileiro?

BEC: 'Conquistando o Sucesso'

Lançado pela editora Komedi, o livro "Conquistando o Sucesso" (160 páginas e R$ 27,90) tem um autor pra lá de conhecido de todos nós: Oscar Schmidt, um dos maiores nomes do basquete brasileiro e mundial. Por isso, ninguém melhor do que ele para voltar com a seção "Basquete é Cultura" do blog, né?

O eterno camisa 14 da seleção conta, na obra escrita do próprio punho entre uma viagem e outra, as passagens mais marcantes de sua vida e carreira. Desafios, vitórias, revezes, mas sempre com aquela característica que sempre marcou Oscar: a paixão que fez do Mão-Santa um dos maiores jogadores do mundo e, também, um dos palestrantes mais concorridos e conceituados do mundo corporativo na atualidade (leia mais aqui).

O blog ainda não leu a obra, mas estará no lançamento de "Conquistando o Sucesso" no Rio de Janeiro nesta noite (quem quiser comparecer no evento, será na Livraria da Travessa do Shopping Leblon, a partir das 19:30).

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Da Prancheta

17 - Foi o número de bolas de três pontos que o Ros Casares conseguiu no último sábado, novo recorde da Liga Espanhola. A vitória (104-71) foi justamente contra o La Caja de Canarias, que detinha a marca. Para alcançar o feito, o Ros contou com oito tiros certeiros em nove tentativas de Amaya Valdemoro (foto), que anotou 26 pontos e ficou a apenas uma conversão da recordista Cathy Joens.

Adivinha quem já faz sucesso em Madrid?

Comenta-se que Florentino Perez (os dois na foto abaixo, à direita), novo e milionário presidente do Real Madrid, chegou para seu recém-empossado técnico de basquete e perguntou: "Quem você quer? Pode escolher três ou quatro craques que eu trago". Ettore Messina teria sorrido, apontado para os painéis dos times campeões do Real e dito: "Naqueles elencos ali não havia um craque único, e eles venceram. Pode deixar que sei me virar".

Parece que ninguém tinha dúvida que o italiano fabuloso teria sucesso no Real, mas seu começo assusta. Onze vitórias seguidas na Liga ACB, cinco em seis partidas na Euroliga (hoje o time enfrenta o Prokom para se classificar para a próxima fase) e um elenco que entendeu completa e rapidamente como é a filosofia de Messina.

Na Espanha, onze atuam por mais de 11 minutos, o time possui o melhor ataque (80,2) e a defesa menos vazada (68,1), é o que mais passa (17,6) e o que menos erra (12,6). Ah, e qual jogador do Madrid aparece entre os dez primeiros em pontos, rebotes, assistências ou roubadas? Nenhum, prova de que o forte do time é o conjunto. Na Euroliga, quando os duelos são mais apertados, e os rivais mais complicados, o brilho é idêntico. Segundo melhor ataque (85), segundo que mais passa (18) e aquele que menos erra (11).

Além disso, ao contrário da temporada passada, quando os merengues concentravam o jogo em Felipe Reyes e Louis Bullock (21 dos 60 arremessos eram da dupla), hoje tudo é dividido. Ninguém chuta mais do que nove bolas (o "fominha" é o novato Novica Velickovic, com 8,2 tiros, 14,4 pontos e 6,3 rebotes de média), e oito conseguem atirar mais de cinco por jogo. Reyes ainda se recupera de lesão, mas os números de Bullock caíram: de 10,1 chutes para 5,7.

Se Ettore Messina vai conquistar os três títulos (Copa do Rei, ACB e Euroliga), como já começa a especular a animada imprensa espanhola, só o tempo dirá, mas mais uma vez estamos diante de um excepcional trabalho de um brilhante e sempre atualizado treinador.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Verdes voando

No dia 14 de novembro o Boston perderia pela terceira vez em quatro duelos (para o Indiana Pacers). O elenco voltou ao vestiário e foi chacoalhado pelo seu técnico, Doc Rivers. A resposta não poderia ser melhor: sete vitórias consecutivas, e adversários que fazem crer que a sequência só tem a aumentar (até o Natal, duelos contra Bucks hoje, Wizards, Bulls, Grizzlies, 76ers, Wolves e Pacers).

Para atingir a marca, o time usa uma receita bem conhecida: bola no trio de ferro (Ray Allen, Kevin Garnett e Paul Pierce), sustentação do banco (Rasheed Wallace, Marquis Daniels, Eddie House e o bom defensor Shelden Williams) e, o principal, um comando cada vez melhor de Rajon Rondo (foto). Nos últimos sete jogos, para se ter uma idéia, o armador deu 9,4 passes, anotou mais (12 por partida) e soube segurar a onda de seus oponentes.

O resultado é que o Boston está jogando demais, e parecido com o time campeão de 2008. Com 16-4, a disputa com Orlando e Cleveland pelo primeiro lugar no Leste será sensacional.

O retorno de Iverson

Consegui pegar uns vídeos sobre o retorno de Allen Iverson aos Sixers. Até o momento em que venci o sono, verifiquei a sua chegada ao ginásio, a sua entrada em quadra, a apresentação e seu primeiro arremesso convertido. Coloco as imagens abaixo e deixo a caixinha aberta para os comentários dos amigos. É, de fato, emocionante, bem emocionante.

A chegada



A apresentação, com direito a beijo na quadra



A primeira cesta



As outras emoções eu deixo para vocês na caixinha!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Alto-falante

"Ele já fez uma grande diferença nos treinos. Seu modo de falar, sua atitude, sua presença, sua defesa, tudo. Iverson será titular nesta segunda-feira"

A frase é de Eddie Jordan, técnico do Philadelphia 76ers, sobre o retorno de Allen Iverson ao time. O camisa 3 entra como titular nesta noite contra o Denver Nuggets. Será emocionante!

Nos últimos dias, Iverson chorou horrores. Uma das vezes foi na entrevista coletiva de sua reapresentação. Não viu? Então assista um trechinho abaixo. Foi bem legal.

Final do Carioca

Nesta segunda-feira, no Club Municipal, acontece o primeiro jogo das finais do Carioca. O Municipal/Marinha do Brasil enfrenta o Flamengo em busca de uma zebra história. O duelo será em melhor de três partidas. A segunda ocorre na quarta-feira, e a terceira, caso necessário, na quinta-feira. Os rubro-negros, empolgados pelo título do futebol, correm atrás de mais uma taça.

A primeira de Rafael Luz

Rafael Freire Luz, de apenas 17 anos, fez a sua estréia na temporada 2009-2010 da ACB. Foi no sábado, quando o seu time, o Unicaja Málaga, bateu o Alicante por 92-73 jogando em casa. Em 17 minutos, o armador anotou cinco pontos, deu dois passes e apanhou três rebotes.

Rafael é um dos maiores nomes da nova geração do basquete brasileiro, e possui cidadania espanhola. Seria muito bom que a CBB olhasse e tratasse o rapaz com muito carinho.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Da Prancheta

32 - Foi a pontuação de Vasto Verde na partida contra Americana, que anotou 62, na noite de ontem, no interior de São Paulo. A surra contou com 17 pontos, dez rebotes e cinco assistências de Karla, outros 13 de Natália e um incrível aproveitamento de 3/20 das catarinenses da linha dos três.

4- Foi o número de pontos que São Bernardo fez no primeiro quarto contra Ourinhos, no sábado à tarde. As atuais pentacampeãs anotaram 31 (16 de Kelly) e venceram fácil, fácil (113-31).

Cesta cheia

Neste domingo, Flamengo (3-2) e Pinheiros (3-3) fazem um dos mais interessantes duelos do NBB até aqui. Não tanto pela campanha das duas equipes, mas pelos cestinhas que estarão na HSBC Arena (13hs, com direito a telão para ver a final do Brasileiro às 17hs).

Melhor "tiro" do torneio, Marcelinho (foto) possui 24,8 pontos de média. Shammel, ala do Pinheiros, tem 22,1 (o terceiro). Além deles, Jefferson William (de volta após lesão) e Olivinha (17,7) podem dar o que falar.

Além do duelo dos cestinhas, vale a pena acompanhar o surpreendente-porém-sem-salário Londrina contra Franca (Guilherme é o segundo entre os cestinhas, com 24 de média). Está acompanhando o NBB? Fique à vontade para comentar na caixinha!

sábado, 5 de dezembro de 2009

Nenê é um All-Star

Este blog nunca entrou em patriotadas para votar em brasileiros para o All-Star por acreditar que nunca fora justo. Este ano, porém, não tem jeito: Nenê merece, de fato, estar entre as estrelas da liga. Muito pelos seus números, bastante pela sua presença na defesa, essencialmente porque o cara se tornou fundamental neste ótimo time do Denver Nuggets que hoje enfrenta os Spurs em San Antonio.

O pivô, que faz 4,9 de seus 14,2 pontos (sua segunda melhor média na carreira) em enterradas, obtém a melhor performance nos rebotes de sua vida (9,3), o dobro de assistências em relação ao campeonato passado (de 1,4 para 2,8), poucos erros (1,5) e espetacular aproveitamento nos arremessos (quase 60%). Se isso não bastasse, o rapaz é o 21º em eficiência (22,5 pontos, à frente de bambas como Steve Nash e Paul Pierce, por exemplo) e aquele que tem o melhor +/- dos Nuggets (134 ao todo).

Ano passado, George Karl, seu técnico, disse que o Denver brigaria pelo título caso Nenê evoluísse na defesa e no ataque. É o que vem acontecendo - principalmente na marcação, onde o brasileiro está melhor nas coberturas, nas rotações e nos ajustes do lado oposto.

Pode até ser que Andrew Bynum e Amaré Stoudemire tenham médias superiores ou semelhantes às de Nenê, mas hoje, para mim, o brasileiro é o melhor pivô do Oeste. Deixá-lo de fora do All-Star Game seria uma baita injustiça.

Que tal o Nacional?

Alguém na caixinha foi verificar o site da CBB e viu algumas atrocidades na seção sobre o Nacional Feminino. Fui checar. Vejam só: além de a comissão do Botafogo permanecer invisível (fato que este blog já noticiou há dez dias), os "clubes atuais" das meninas de Vasto Verde estão completamente tresloucados. Abaixo, dois exemplos.

Mariana Camargo, que defendeu a seleção brasileira recentemente, aparece ainda como atleta da Oral Roberts University que não defende há seis meses. Laís, boa ala ex-São Caetano, aparece como se ainda atuasse pela equipe do ABC Paulista. Olhem as imagens!



Agora respondam: dá para acreditar em uma situação dessas? Como será que as atletas, sempre maltratadas, se sentem? Não é questão de ser chato, mas sim ter respeito por quem ainda sua a camiseta neste país em que a Confederação não liga a mínima para o basquete feminino. A caixinha está aberta para vocês!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Seletiva em Barueri

Acontece neste sábado, dia 5 de dezembro, a seletiva masculina para as categorias menores de Barueri, novo pólo do basquete que surge com força. Nascidos em 1997, 1998 e 1999 podem participar do processo, que acontecerá no Ginásio Boa Vista. Mais informações estão no flyer ou no telefone (11) 4199-1707.

Corra, Nacional feminino, corra

Americana e Vasto Verde fecham hoje o relâmpago primeiro turno do Nacional feminino. Em um mês de competição, cada equipe terá feito sete partidas (28 jogos no total) em uma média de um duelo a cada quatro dias, fato que nem a NBA conseguiria sem estrutura adequada.

Talvez por isso os resultados sejam meio "alucinados". Para se ter uma idéia, e ficando apenas com os times que realmente disputarão o caneco, temos o seguinte: Santo André ganhou de Catanduva, que derrotou Americana, que bateu Ourinhos, que, por fim, passou por Santo André (as pentacampeãs, aliás, também tombaram diante de Catanduva na mesma semana - creio ser a primeira vez que o clube perca de forma seguida no Nacional nos últimos cinco ou seis anos).

Dentro de quadra, gosto dos desempenhos da "renovada" Gilmara (17,4 de eficiência, 15,3 pontos e sete rebotes), da sempre lutadora Silvia Gustavo (líder em eficiência com 18,7), de Fernanda Beling (14,9 pontos e 5,1 rebotes), da ótima cubana Ariadna (cestinha com 19,4) e da regular Karen Gustavo (12,7 pontos, quatro rebotes e três assistências).

E aí, está acompanhando o Nacional? Está gostando? Quais são os destaques? Comente na caixinha!

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Janeth no Rebote

O Rodrigo bateu um ótimo papo com Janeth Arcain, técnica da seleção Sub-15 e uma das maiores jogadoras deste país. Clique aqui e confira.

Magda

O Rodrigo colocou no Rebote as declarações de Ron Artest ao Sporting News. A mais chocante, para mim, é... bem, não sei, todas são chocantes. Desde a que Ron dizia beber no vestiário em Chicago, passando pela vontade de brigar com Ben Wallace a cada segundo, e terminando com as informações "educacionais" sobre drogas na universidade.

Aí eu pergunto: será que algum dia Ron Artest perceberá que é um boboca (educação, Fábio, educação!)? Se por um lado o cara é um estupendo defensor, por outro eu não entendo por que o cara teima em ser tão estúpido fora das quadras.

O Retorno da Resposta

Não durou muito a aposentadoria de Allen Iverson, né. Depois de anunciar a sua saída de cena na semana passada, "A Resposta" está de volta ao local em que mais brilhou. O eterno camisa 3 dos Sixers regressa ao Philadelphia e logo, logo deve estrear (não se sabe, ainda, se contra Oklahoma ou Charlotte, fora de casa, ou no seu ginásio contra o Denver Nuggets, um de seus ex-times).

O fato, porém, é mais duro do que o doce retorno: Iverson pega uma franquia em frangalhos (5-13 e sete derrotas seguidas), e que realmente precisa de um condutor após a lesão do garoto Lou Williams e da saída de Andre Miller. Elton Brand, contratado para ajudar Andre Iguodala a levar os Sixers a ser uma das forças do Leste, registra 12,1 pontos e 6,7 rebotes. Muito pouco, não?

Por isso eu acho que a vinda de Iverson é boa - para as duas partes. Se AI não é o mesmo jogador de alguns anos, o que é normal, creio que ele ainda possa contribuir com um pouco de seu talento para tornar os Sixers ao menos uma equipe competitiva. Se o jogo de marketing com a sua vinda é óbvio e cristalino, a mim também parece claro que o rapaz tenha mais garrafa para vender (literalmente!) do que Willie Green e Thaddeus Young.

E se realmente o Phila quiser algo no campeonato, é bom aproveitar essa empolgação com a volta de Iverson: a partir de segunda-feira serão cinco jogos consecutivos em casa.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Mais Hortência

Acabei não colocando na entrevista, mas abordei com Hortência um assunto importante: a questão de um monitoramento psicológico em todos os atletas que freqüentam as seleções brasileiras (já escrevi sobre isso aqui). A Rainha disse o seguinte:

"Já pensamos sobre essa questão dos psicólogos, e quem está resolvendo isso é o Reginaldo (vice-presidente da CBB). É ele que está tocando essa área médica (fisiologista, preparador físico, médico, etc.), e apesar de não ter fechado nada, acho importantíssimo ter um psicólogo. Não digo um psicólogo para interagir com as meninas o tempo inteiro, mas para orientar o técnico em algumas situações. Nas próximas seleções todas terão esse tratamento. Também sou a favor de ter uma hora motivacional, para ver como elas reagem a isso. De fato, faltam profissionais da área mesmo, sem dúvida alguma".

Vamos aguardar as próximas convocações para verificar se os profissionais de psicologia estarão nas comissões técnicas, mas se a intenção já existe, é uma boa.

A voz da Rainha

O blog conversou com Hortência, diretora do departamento feminino da CBB, sobre os últimos acontecimentos. Como a Rainha, Hall da Fama e com todos os predicados que a gente já conhece, não precisa de apresentação, vamos direto ao papo que o Bala na Cesta fez pelo telefone com a eterna camisa 4 da seleção. Tem de tudo: desde o encontro com Franciele e Érika na Espanha, passando pelo título da amiga Janeth na Sub-15, até a possível volta de Iziane à seleção. Confira!

BALA NA CESTA: Gostou do título da Janeth na Sub-15?
HORTÊNCIA: Gostei, gostei bastante. Estou bem feliz por ela e aposto muito no futuro da Janeth como técnica. Creio que estamos começando a ter uma linha de trabalho, e em pouco tempo já temos alguns resultados legais. De todo modo, todas as seleções (Sub-15, Sub-16, Sub-17, adulta e também a Sub-15) precisam viajar mais para jogar (Europa principalmente). Tem que ir, ganhar experiência, perder, sofrer um pouco. Tudo isso faz parte do aprendizado. Queremos estimular muito este intercâmbio. Não é só a sub-19, a mais “velha” das seleções de base, não. A seleção da Janeth, por exemplo, foi jogar uma competição sem que ninguém do elenco tivesse feito uma partida internacional. Isso não pode acontecer, né.

-- Como foi o sorteio dos grupos do Mundial de 2010 e o encontro com as atletas Érika e Franciele na Espanha?
-- Foi ótimo. Gostei do sorteio e acho que temos boas chances. Sobre a preparação para o Mundial, já temos dois convites (Espanha e França) para disputar torneios amistosos. Espero que as datas não coincidam, para que possamos participar dos dois. Fomos procurados pela Austrália também, e vamos ver o que fazemos também. Também tive encontros com presidente da Federação Espanhola, Jose Luiz Saéz, e com a equipe da FEB. Deixamos agendadas visitas do (coordenador da seleção masculina) Vanderlei e do (coordenador de seleções) André Alves. Viajamos juntos, de Praga até Madri, e o Saéz me mostrou projetos que deram certo na Espanha. Foi legal para estreitar o relacionamento entre FEB e CBB. Depois fui a Valência conversar com a Érika e com a Franciele. Gosto muito da Fran, e disse a ela que ela precisa se preparar, treinar separadamente (habilidade, academia, arremesso, finta, essas coisas). A menina tem muito potencial e pode evoluir demais (se tornar uma “quatro” mais aberta talvez). Fiz isso porque quero manter um relacionamento mais próximo com as meninas. Posso instruir as garotas, conversar, trocar idéias. Assim cresceremos. Planejo também uma ida para ver a Iziane na Polônia. Pode ser que aconteça ainda neste ano, ou ano que vem. Quero, inclusive, levar a Janeth. Se acertar logo, levo o técnico da feminina também.

-- O que você está achando do Nacional feminino?
-- Os clubes brasileiros hoje vendem o almoço pra comer o jantar, e isso infelizmente se reflete no nível do Nacional Feminino. Temos que mudar essa realidade. Mas, para que mudemos isso, temos que pensar em longo prazo. Mas como? Com seleção brasileira indo bem – aqui no Brasil só há modalidade forte com times nacionais fortes. Com Érika, Fran, Alessandra, todo mundo indo bem, as pessoas começam a olhar para o basquete de um modo diferente. É normal que seja assim. Patrocinador quer ver organização, planejamento, se não nem entra no evento. Ninguém quer colocar a sua marca em coisas que não acreditam, concorda? É preciso ter credibilidade portanto. Tivemos um ano bom, com conquistas na Copa América, jogadores da NBA vindo jogar, resultados na categorias de base, entre outras coisas, mas precisamos evoluir mais.

-- Já há uma definição de quem será o técnico da seleção?
-- Não sabemos quem será o técnico de nenhuma seleção. Teremos uma reunião agora com a diretoria da CBB para avaliar os treinadores de todas as categorias. Só depois decidiremos. Estamos analisando, pensando, vendo, trocando idéias. Se eu disser pra você que o técnico é esse ou aquele, estou mentindo. Temos uma lista, e o Paulo Bassul não está descartado. Mas tem uma coisa: até o Mundial eu quero técnico exclusivo. Quero mandar o cara (ou a cara) fazer clínica, ver jogos, quero que ele vá visitar os países e as jogadoras, conhecer tudo.

-- Sobre o caso Iziane, faço uma pergunta/provocação: que mensagem um ídolo como você quer passar quando chama uma atleta que desrespeitou a hierarquia do técnico para regressar ao time nacional?
-- A mensagem que eu quero passar? Bem, eu acho que hierarquia existe, e precisa ser respeitada. Havia um problema, que não é da minha época, e eu nem sei o que aconteceu de fato. Acho, porém, que há regras, e que elas precisam ser respeitadas. Não vejo problema de o Paulinho convocar a Iziane: claro que há uma briga, mas não vejo da parte dele nenhum impedimento, desde que ela entre no esquema da seleção brasileira. Eu quero que as jogadoras tenham em mente o seguinte: “Quero estar ali (com a seleção). Vou pular na bola, vou defender a seleção brasileira”. Às vezes vale muito mais isso do que um talento sem vontade. Não quero uma seleção com zero de problema e que não ganha nada. Discussão é normal. Acho que não foi uma coisa bem conduzida, e que podemos contornar. Se for contornável, dentro das regras para serem cumpridas, ótimo para todos nós. Quero que ela compre essa idéia. Precisamos de ídolo aqui no Brasil, e esse espaço está aberto para a Iziane, para a Érika, para a Fran ou para qualquer menina que tenha talento. Mas, para isso, é preciso estar aqui desde o começo da preparação. Disse a elas: “Gente, quero que vocês queiram muito estar aqui com a seleção”. Não estamos em fase de escolher jogadora. Acho que temos que ter o que há de melhor para o basquete.

-- Mas, Hortência, ela não pediu desculpas pelo erro que cometeu. Você não acha que isso seria o mínimo aceitável para um possível regresso?
-- Ela não pediu desculpas? Não, né? Bem, mas não é por causa de um pedido de desculpas que uma jogadora vai deixar de ser convocada. Acho que todo mundo merece uma segunda chance. Só que as pessoas precisam querer, também, uma segunda chance. Se ela quiser, tudo bem. Se ela errar de novo, aí é outra história. Quero que ela tenha uma oportunidade. Já briguei demais e no outro dia estava tudo bem. Pode ser que não dê certo, mas temos que tentar. Agora é pensar daqui para frente. O que passou, passou.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Da Prancheta

11.965 - Esta é a média de público do Philadelphia Sixers, a segunda pior da NBA. Sem atrativos ao público, o time já vê o seu orçamento para a temporada 2009-2010 ficar comprometido e pensa em Allen Iverson como jogada de marketing para sanear as contas. O time e a diretoria negam, mas pode ser que a aposentadoria de Iverson não dure nem uma semana.

Alto-falante

"Se pudesse escolher um jogador hoje em dia para atuar ao lado, muitos pensariam que falaria em LeBron James, mas diria Dwight Howard (do Orlando Magic). Adoraria que isso acontecesse algum dia. Já joguei com um grande pivô antes, e é incomparável. Tudo muda, e é por isso que eu gostaria de jogar com Dwight: ele é um pivô fenomenal, que ainda irá realizar muito em sua carreira. Além de tudo, ele é um cara legal, daqueles que você quer estar o tempo todo ao lado"

A declaração ao site Real GM é de Dwyane Wade, ala do Miami Heat que se derrete em elogios a Dwight Howard, pivô do Orlando Magic. Wade, diga-se, pode se tornar agente livre na próxima temporada. Será que ele permanece na Flórida, mas com os Magic?

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

O primeiro título da técnica Janeth

Após perder o terceiro quarto por 22-11, a seleção feminina sub-15 precisou de um heróico 18-12 no último período para fazer 56-54 e garantir, invicta, o título do Sul-Americano da categoria (13 pontos de Gabriela e 11 de Thamara). Se as seleções sub-19 e sub-16 perderam, e muito, das rivais, ao menos na sub-17 e sub-15 a freguesia argentina segue viva (ainda bem!).

De todo modo, o melhor mesmo é notar que a técnica Janeth Arcain estréia como quase sempre: conquistando títulos, e, ao menos pela estatística, jogando como manda o figurino (com apenas cinco tiros de três pontos tentados, apenas dez desperdícios e permitindo só dois rebotes ofensivos das rivais). Sei bem que títulos, principalmente em categorias de base, não garantem boa formação de atletas, mas eu sinceramente fico feliz com o começo da ex-camisa 9 da seleção.

Muita sorte para Janeth em sua nova etapa profissional. Parabéns pra ela e para as meninas pelo troféu!

Midas australiano

A vida de Tom Maher se confunde com a reviravolta do basquete australiano. Contratado em 1993 para ser o mentor da transformação da modalidade no país, Tom contou com o trabalho do Comitê Olímpico local para também colher seus frutos. Foi a partir disso que, três anos depois e ainda com uma geração que misturava veteranas talentosas (como a sua esposa, Robyn, por exemplo) a promessas, que ele conseguiu a sua primeira medalha (bronze nos Jogos de Atlanta). E assim o técnico seguiu. Outros bronze (no Mundial de 1998) e uma prata (nos Jogos de Sydney) fazem dele um dos maiores vencedores do basquete feminino. Com 57 anos e depois de passagens pelas seleções de Nova Zelândia e China (quarta colocação em Pequim, 2008), Maher agora se dedica a duas árduas missões: desenvolver jovens do Bulleen Boomers, da WNBL (a liga australiana que ele já conquistou sete vezes, que cresce a cada dia e que acaba de trazer Lauren Jackson de volta), e fazer do time da Grã-Bretanha uma seleção competitiva para os Jogos de 2012 em Londres. Por isso o Bala na Cesta o procurou: para falar de desenvolvimento de talentos, da liga local australiana, de suas experiências e muito mais. Divirta-se com Tom Maher, Hall of Famer do basquete australiano.

BALA NA CESTA: Como técnico, você é um dos maiores vencedores do basquete feminino. Entre 1993 e 2000, quando dirigiu a seleção australiana, obteve duas medalhas olímpicas (bronze em 1996 e prata em 2000) e um bronze no Mundial de 1998. Como foi a transformação da Austrália neste período?
TOM MAHER: O basquete australiano cresceu rapidamente quando soube conciliar técnicas de defesa com a já existente mentalidade que a gente já tinha em defender (sem saber direito como fazer, obviamente). Foi um processo árduo, mas quando conseguimos, vencemos e prosperamos.

-- O basquete australiano cresceu no mesmo período em que o brasileiro regrediu. Como um país sem tanta tradição se transformou em um dos maiores do mundo do basquete?
-- Acho que o basquete brasileiro tem uma tradição imensa e produziu grandes jogadoras nos últimos anos. No momento, aparentemente vejo que o Campeonato Nacional de vocês está patinando, e isso não é bom. Na Austrália temos uma vantagem: além de estarmos criando uma cultura de massificação da WNBL entre o público consumidor, há o Instituto do Esporte Australiano (AIS), que cuida dos jovens talentos de todos os esportes. Os melhores entre 16 e 17 anos já jogam na liga. É um processo completo: desde a formação de fundamentos, psicológica e de cidadania, até a “entrega” aos clubes que potencializarão as suas capacidades.

-- Você dirige o Bulleen Boomers, da WNBL (a liga local). Como é o torneio por aí? Um grande chamariz é a nova fornada de jovens que vêm surgindo, certo? Você, por exemplo, treina duas delas, Elyse Penaluna e Liz Combage. Como é este trabalho de formação?
-- A WNBL é uma liga composta por dez times de todas as regiões da Austrália. São 11 jogos dentro de casa, e outros 11 fora. Acho que ainda não somos uma liga realmente de elite, mas apenas a WNBA, a Euroliga e a Liga Russa são melhores que nós. Sofremos um pouco por causa do calendário, e por isso as nossas melhores jogadoras não atuavam por aqui. Mas isso vem mudando, porque estamos na fase de transição entre uma WNBL semi-profissional e outra profissional (futuro bem próximo). Assim sendo, aquelas que ganham muito dinheiro fora não vêm para cá atuar, e mesmo assim creio que temos um grande campeonato. Elyse e Liz jogam comigo porque temos uma filosofia de desenvolver os jogadores no Bulleen. Elas sabem que o nosso foco é na formação, e que essa é uma grande oportunidade para sejam conhecidas e em breve estar no time adulto australiano.

-- Pelo que você diz, há uma atenção imensa com a formação do atleta. Como é este trabalho neste sentido?
-- Nós, da Austrália, temos tido bons resultados nas categorias inferiores principalmente porque há uma equipe do AIS jogando na WNBL. Eles perdem muitos jogos, mas seu objetivo principal é a formação das atletas. Isso é muito claro. Nosso foco aqui na WNBL, sinceramente, não é em verificar quantas partidas o jovem atleta ganha. O lance é: temos que fazer estes talentos sustentarem seus desempenhos durante toda a carreira. Só colocar no time de cima não adianta. O correto é formá-los e dar-lhes todas as ferramentas para que possam desempenhar o melhor durante muito tempo.

-- Você treinou grandes jogadoras, grandes times e em grandes torneios. Quando você se recorda destes momentos, qual é o maior deles?
-- Cara, eu tenho tantas memórias, e grandes memórias, mas uma me chama mais atenção: foi quando treinei a minha esposa (Robyn Maher, na foto ao lado) como capitã do time em Atlanta, 1996. Foi realmente emocionante. De todo modo, não gosto de colocar apenas um momento como o melhor, porque tive ótimas experiências na China, nos Jogos de Atenas com a Nova Zelândia e também com meus sete títulos na WNBL. São muitas emoções, né?

domingo, 29 de novembro de 2009

A força de Joinvile

Só existem duas equipes invictas no NBB até agora: o Brasília (previsível, né) e o Joinvile, time comandado pelo bom Alberto Bial e que hoje derrotou, em São Paulo, o forte time do Pinheiros com 28 pontos (quatro bolas de três pontos) e três passes de Manteiguinha (foto) por 91-88 (Olivinha fez 24 + oito rebotes).

Semifinalista nas duas últimas edições (Nacional + NBB), o Joinvile conta com um bom elenco e pode ir mais longe na edição do NBB deste ano. Se quiser obter êxito, é bom manter o ritmo, como vem fazendo e garantir o mando de quadra. Por enquanto, nota 10 para a turma de Bial.

Sobre o 23

O debate na caixinha a respeito da manutenção, ou não, da camisa 23 de Michael Jordan foi ótimo. E eu fico com a maioria: não faz o menor sentido a liga aposentar, em todas as franquias, o número. Simplesmente porque, se MJ é o maior, há "outros jogadores fenomenais na história", como ele mesmo disse aliás.

Daí seria uma confusão dos diabos. Tira o 32 de Magic Johnson. O 11 de Isiah Thomas. O 33 de Larry Bird. O 8 ou 24 de Kobe Bryant daqui a alguns anos. O 34 de Hakeem Olajuwon, e por aí vai, até chegar o momento em que não haverá mais números para a futura geração atuar.

Além do mais, eu fico com o lado "juvenil" da coisa: toda criança sonha em jogar futebol com a 10 do Pelé, basquete com a 23 do Michael Jordan, vôlei com a 7 (é 7 mesmo?) do Giba. Tirar essa possibilidade é ruim até por esta razão. Por isso, David Stern, não faça nada: deixa o 23 para quase todo mundo usar e estamos conversados - quase, claro, porque em Chicago não se pode mais.

sábado, 28 de novembro de 2009

Da Prancheta

48,8% - Este é o aproveitamento de Kobe Bryant nos arremessos na temporada 2009-2010, simplesmente o melhor de toda a sua carreira. Aos 31 anos, Kobe é a principal arma do Los Angeles Lakers (11-3), que enfrenta o Golden State neste sábado antes de começar uma série de cinco jogos em casa (Hornets, Heat, Suns, Jazz e Wolves).

Mais relações perigosas

Leio no Correio Braziliense que Fernando Souza de Mello (foto), presidente da Federação Brasiliense de Basquete, terá que devolver mais de R$ 1 milhão aos cofres públicos por falta de prestação de contas no uso de verbas repassadas pelo Ministério do Esporte (mais de R$ 636 mil para desenvolver o projeto Segundo Tempo, do Ministério do Esporte). Transcrevo um trecho da ótima matéria:

"Além de uma multa de R$ 100 mil. Mello é acusado de receber, gastar e não dar nenhum tipo de explicação quanto às verbas repassadas pelo Ministério do Esporte entre 22 de março de 2006 a 17 de junho de 2007. Na época, ele administrava 15 núcleos do programa Segundo Tempo espalhados pelo DF".

Só para a gente pensar: Fernando é figura constante no site da CBB (veja aqui, aqui e aqui). Ele esteve, por exemplo, na reunião recente com o não menos duvidoso senador Delcidio Amaral para a possível realização do Pré-Olímpico de 2011 em solo nacional. Pergunta: até quando veremos isso com o basquete, hein?

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Mamá de volta a Ourinhos

Mamá está de volta a Ourinhos, clube que defendeu na temporada passada, sendo campeã Nacional. A pivô havia deixado a equipe para tentar outros caminhos, mas, sem sucesso, ela regressa ao time no domingo, quando será iniciará os treinamentos para readquirir a forma física ideal.

Ótimo reforço para Ourinhos, que agora conta com Mamá, Karina Jacob, Kelly e Tati para o jogo de garrafão. Será que o hexa vem aí?

Olho nele

Augusto Cesar Lima está longe de ser o brasileiro mais badalado da Europa. Mas é bom começar a olhar o rapaz de 18 anos e 2,06m que desponta no Unicaja Málaga. Na rodada da semana na Euroliga, ele, que vem sendo escalado por Aíto Garcia (que não cansa de elogiá-lo), conseguiu dez pontos e quatro rebotes em 18 minutos, sendo um dos destaques da equipe na vitória de 91-84 contra o Lietuvos Rytas. Na Liga ACB, aliás, Augusto já fez quatro jogos, com média de 14 minutos, seis pontos e 4,3 rebotes.

Augusto é tão novo, mas tão novo no mainstream europeu, que até o site da Euroliga confunde a idade do rapaz: nascido em 17 de setembro de 1991, a Euro diz que seria em 25 de abril de 1988.

O blog acompanhará os passos de Augusto, que promete ser mais uma das promessas brasileiras a vingar no velho continente. Sorte para ele!

O dia D de Moncho Monsalve

O presidente da CBB, Carlos Nunes, e o técnico Moncho Monsalve (foto) se reúnem hoje, em Múrcia, para chegar a uma conclusão sobre a permanência, ou não, do treinador da seleção masculina.

Sem ter informação privilegiada, a minha opinião (apenas opinião mesmo) é: mesmo sendo injusto, Moncho Monsalve não permanecerá como técnico para o Mundial de 2010 na Turquia. Para a alta cúpula da CBB, Moncho é brigão, turrão, vive reclamando, o que não é bom para o novo momento da entidade, e, além disso tudo, não teria a possibilidade de permanecer no país por 10 meses/ano, desejo dos dirigentes.

Enfim, vamos aguardar os acontecimentos de Murcia. Mas a caixinha já está aberta para saber a sua opinião: após o encontro na Espanha, Carlos Nunes manterá Moncho Monsalve como técnico da seleção masculina? O que você, se fosse o presidente da CBB, faria?

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Surpresa no blog

Na próxima segunda-feira, o Bala na Cesta traz uma entrevista exclusiva com um dos maiores vencedores do basquete mundial nos últimos tempos. Posso garantir: o papo ficou bem legal. E dou uma dica: a fera é estrangeira - e mais não digo.

E aí, se arrisca a adivinhar quem será o próximo entrevistado do Bala na Cesta? A caixinha pode ajudar...

Jogão na Geórgia

Que jogão hoje na Geórgia, hein? Atlanta Hawks e Orlando Magic se enfrentam em duelo que vale, ao menos por ora, a liderança do Leste. Com campanhas semelhantes (11-3 e 11-4, respectivamente), ambos estão em ótimos momentos: os donos da casa, apesar da derrota na rodada passada diante do New Orleans, venceram oito de seus últimos nove duelos. Além disso, possuem o quinto ataque mais positivo (105,5) mesmo sendo o que menos erra (12,5).

Em que pese a derrota de ontem em casa contra o Miami Heat, o Orlando, que conta com Rashard Lewis ainda em busca de seu melhor ritmo (pós-suspensão, ele fará seu sexto jogo), possui seis jogadores pontuando em digítos duplos (e Mickael Pietrus tem 9,9), mas atuará sem seu armador titular (Jameer Nelson, lesionado, dá lugar ao talentoso-porém-irregular Jason Williams).

Mais do que disputar a liderança momentânea do Leste, Atlanta e Orlando lutam para saber em que estágio os dois times estão. Dos Hawks é preciso saber se o grupo é realmente confiável para dar o próximo passo para ir às finais de conferência. Dos Magic, para sedimentar ainda mais a imagem de um dos melhores elencos da NBA.

Tem algum palpite para hoje à noite? Então arremessa na caixinha e vamos trocar uma idéia! A partida promete!