segunda-feira, 23 de maio de 2011

Da Prancheta

34 - Foram os pontos de Chris Bosh na noite de ontem. O ala-pivô foi o cestinha do Miami Heat, que venceu o Chicago por 96-85, abriu 2-1 e colocou uma pressão do tamanho do mundo em cima dos Bulls, que precisam vencer o jogo 4 de qualquer maneira nesta terça-feira se quiserem voltar à decisão da NBA 13 anos depois. Ir para Illinois com 1-3 seria no mínimo trágico para as pretensões de Derrick Rose e cia. E você, tem visto os jogos da NBA? Conta aí como estão!

sábado, 14 de maio de 2011

Aviso aos navegantes

Pessoal, devido a um compromisso pessoal importante neste sábado ficarei ausente do blog até o próximo domingo. Podem ter certeza que tudo o que farei até o dia 22 não vai ter basquete envolvido (essa foi uma promessa que fiz).

Vou aproveitar a ocasião para descansar um pouco e relaxar a cabeça. Os últimos dias não foram fáceis por aqui, mas preparem-se: teremos muitas novidades muito em breve. Vocês vão gostar. A caixinha permanece aberta, ok?

Obrigado e até a volta,
Fábio Balassiano.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

A oportunidade para a LNB

Na sexta-feira, o ótimo jornalista Felipe Modesto noticiou em seu blog, o Gatilhaço, que Assis deve encerrar as suas atividades em breve. Em Araraquara, a informação é que o "pool" de empresas da cidade deve investir apenas no time de futebol local - abandonando o basquete de vez. O curioso é que no mesmo dia em que as duas situações surgiram o Tijuca conquistou a Super Copa Brasil aqui no Rio de Janeiro. Além do clube da zona norte da cidade, a Liga Sorocabana ficou com a chance de tentar entrar no NBB4.

E é aí que entra a visão (ou a vontade) da Liga Nacional. Na semifinal, o Tijuca passou pelo São José, do Amapá. Também na Super Copa estavam Campo Mourão (PR), Sinop (MT), Sport (PE), Rio Claro (SP), Caxias do Sul (RS). Ou seja: era o Brasil inteiro por ali. Norte, Sudeste, Nordeste, Sul, Centro-Oeste, tudo junto e misturado na quadra. Ora bolas, é justamente tudo o que não é o NBB3 - e não por culpa de sua organização, mas por contingência de sua formação. São 15 times que disputaram a terceira edição: 8 de São Paulo, 2 do Espírito Santo, 1 do Rio de Janeiro, 2 de MG, 1 de SC e 1 de Brasília. Basicamente, portanto, é um torneio Sul-Sudeste, certo?

Por mais que o ideal seja o da formação de uma segunda divisão, sei bem que o basquete brasileiro ainda está a quilômetros de distância de conseguir isso. Talvez seja o caso de a LNB olhar com mais carinho para os São Josés, Sinops e Sports que não desistiram de fazer a modalidade acontecer. Seria bom para a competição, bom para o basquete (que ganharia abrangência nacional) e ótimo para o mercado como um todo. Não digo que é para subsidiar estas equipes, mas apoiá-las é mais do que imperativo - na verdade faz parte da própria sustentabilidade do negócio da Liga se ela quiser se manter como um produto cada vez mais atrativo.

Quem sabe na temporada 2011-2012 a gente já vê times de outras regiões na competição. O basquete agradeceria muito.

Brasília e Franca "reeditam" final de 2006

Brasília abriu o jogo desta sexta-feira com um "sono" de dar dó. Levou 28-14 no primeiro período, perdia por 20 pontos, mas conseguiu virar, fazer 99-93 no Pinheiros na prorrogação (após uma série de erros no final do tempo normal) e fazer 3-1 na série semifinal do NBB3. Com o triunfo, os candangos se tornam os primeiros a vencerem um duelo contra um time de melhor campanha e enfrentam, agora, Franca na decisão do título. Só lembrando: com três edições do torneio, a equipe da capital federal chegou para disputar o troféu em todas (se isso não é "dinastia"...).

Não vi o jogo todo, mas desde que liguei a televisão ficou muito claro que Alex dominou a peleja. Foram 31 pontos, e a maioria deles nos últimos 5 minutos do tempo normal e na prorrogação. Pelo Pinheiros, fica a frustração por não ter chegado à decisão, mas sinceramente isso seria enxergar as coisas de forma míope demais. Com orçamento de médio para alto e elenco limitado (bem diferentes, por exemplo, de Franca, Flamengo e Brasília), os paulistanos foram muito bem no Paulista, Interligas e agora NBB. Para um time que nunca havia chegado tão longe, foi um grande avanço, e sinaliza que os investimentos estão sendo bem feitos - e estão em um processo de crescimento. Torço muito para que o sempre racional planejamento do clube seja mantido e desenvolvido para 2011-2012.

Na decisão, Brasília e Franca acabam por "reeditar" uma final que não aconteceu em 2006 entre francanos (Rogério, o técnico Hélio Rubens e Helinho estavam por lá há cinco anos) e o agora extinto Ribeirão Preto, que contava com o trio Nezinho, Alex e Arthur. É uma final sem favorito, mas já dá pra antecipar que com uma carga de faísca extra. Os dois elencos se conhecem e os confrontos são sempre muito, digamos, animados. Sorte para eles na final.

Demétrius no estaleiro

Técnico de Limeira e da seleção brasileira sub-17, Demétrius enfrentou problemas de saúde quando treinava o time em São Sebastião do Paraíso. Diagnosticado com uma meningite, o treinador encontra-se internado em Limeira, e voltará ao comando da equipe nacional apenas no final de junho, após recuperação.

"Passei mal durante os treinos em São Sebastião do Paraíso, e acabei passando por uma série de exames. Fui diagnosticado com meningite, mas agora eu estou me recuperando e em breve estarei à disposição da seleção brasileira", disse Demétrius há poucos minutos ao Bala na Cesta.

Enquanto o técnico se recupera, a seleção será treinada por Jefferson Lois Teixeira e Athos Calderaro na preparação. Se tudo ocorrer bem, Demétrius voltará ao comando do time antes do Sul-Americano da categoria. Boa recuperação para o comandante da equipe.

Tijuca campeão

O Tijuca acaba de se sagrar campeão da Super Copa Brasil, repetindo, assim, o feito do time de Emmanuel Bomfim (tinha o então jovem Marcelinho Machado), que conquistou o título da competição em 1997. Com 23 pontos e oito rebotes de Diego, os tijucanos fizeram 77-73 e bateram a Liga Sorocabana na decisão. Marcellus (foto) teve 10.

Com o resultado, o Tijuca jogará uma competição internacional na próxima temporada, e também tem a chance de, junto com a Liga Sorocabana, participar do NBB4. Para isso, basta preencher os requisitos técnicos e financeiros da LNB.

Depois volto com o post completo, mas deixo aqui os parabéns ao Tijuca e também ao time da Liga Sorocabana, que se classificaram em quadra para a competição mais importante do país.

O Blogger voltou - eu venho já

O Blogger acaba de voltar ao normal. Enquanto eu não consigo ter tempo de escrever, deixo a caixinha pra vocês. Depois eu volto. Até.

Alto-falante

"Ganhar um prêmio individual ou um coletivo é motivo de orgulho. Fico muito feliz de ser escolhido o melhor armador da Liga ACB pela segunda vez"

A frase é de Marcelinho Huertas, eleito o melhor armador da Liga ACB (ele já havia conquistado o prêmio em 2008, quando atuou magistralmente pelo Bilbao). Com 90 pontos no total, ele superou Omar Cook (60) e Nando de Colo (25). Nos números, o camisa 9 é o 14º em eficiência (13,4) e o melhor em assistências com 5,9. Alguém ainda tem dúvida de que o brasileiro faz parte da elite do basquete europeu? Parabéns ao Huertas. Ele merece.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Quem tem LeBron

O Boston ganhava do Miami por 81-74 a nove minutos do final da quinta partida. Parecia ter a peleja razoavelmente controlada, marcava bem (ótimas rotações pós-pick) e já olhava para a eventual sexta partida com carinho. Mas com 23-6 nos tais nove minutos restantes, o Heat fez 97-87, finalizou o confronto em 4-1 e agora aguarda Chicago ou Atlanta na decisão do Leste.

E se havia uma razão para LeBron James ter sido contratado, era justamente pelo que ele mostrou nos últimos três minutos de jogo: dez pontos seguidos (os últimos do Miami), tiros certeiros de três e uma fúria de alucinar (foram 33 ao todo, numa performance excepcional). Junto com ele, Dwyane Wade e Chris Bosh somaram 23 dos 26 pontos no período derradeiro, e acabaram por ratificar o prêmio de executivo do ano para Pat Riley, o cara que juntou os três.

Com a eliminação dos verdes, um fato bem diferente aconteceu: dos campeões dos últimos quatro anos (Lakers duas vezes, Boston e Spurs), nenhum dos vencedores do período chegou sequer às finais de conferência. Pode ser um sintoma de que há uma troca na elite da elite, não acham? Já estão lá Miami e Dallas (que fizeram a final em 2006 e que podem reeditá-la agora).

Por ora, parabéns ao Miami, que continua a jogar um basquete baseado em suas estrelas (tome ISO e picks - nada mais), mas quem possui craques de primeira linha está sempre muito perto da vitória. E ao Boston fica o lamento por ter destruído um núcleo que nunca perdeu uma série completa de playoff. Danny Ainge preferiu o caminho mais difícil, e agora verá as finais de casa. Foi uma escolha.

Pela decisão

Ao contrário do que se imaginava, Liga Sorocabana e Rio Claro não se encontrarão na final da Super Copa Brasil, que está sendo disputada aqui no Rio de Janeiro. Com a derrota para o Tijuca na terça-feira, os sorocabanos contaram com 40 pontos de Diego para bater o SINOP (MT) por 113-53 e ficar com a segunda colocação do grupo B, enfrentando, na semifinal (20h desta quinta-feira) o primeiro da chave A, o Rio Claro, que bateu Campo Mourão por 83-57 (cinco atletas em dígitos duplos).

Na outra semifinal, Tijuca, que venceu seus três jogos (o de ontem por 86-63 contra Caxias do Sul), mede forças com São José (AP), que fez 93-83 no Sport-PE (o bom ala Gustavo fez 32 pontos). O duelo começa às 18h, e a melhor notícia é que, caso cumpram os requisitos da LNB, tijucanos ou amapaenses poderão disputar o NBB4 (sinceramente quero ver quais serão os critérios adotados para vetar ou liberar a equipe que avançar deste duelo).

Não cabe, aqui, torcer para nenhum dos dois clubes, mas para o basquete brasileiro será ótimo se qualquer uma das duas agremiações conseguisse chegar à elite. Aqui no RJ, o Tijuca faz um trabalho sério e de longo prazo na base. E pior menos legal que seja o investimento de São José (que inundou o seu elenco com jogadores que jamais atuaram pelo clube antes da Copa Norte), para a modalidade seria sensacional se houvesse alguma equipe do Norte do país. Sorte para eles no jogo de hoje e na tentativa de entrar no NBB4.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

É bom fechar

Miami e Boston fazem hoje, na Flórida, o quinto jogo da série. Com 3-1, os Heat precisam vencer para evitar que os Celtics ainda respirem. Lembrando que com 1-3, apenas oito vezes na história da NBA houve uma reviravolta (a última em 2006, quando o Phoenix virou contra o Lakers).

Do lado do Boston, é necessário fazer algum ajuste (ou reza para que Shaquille O'Neal aguente mais do que os quatro minutos da última partida) para que o Miami Heat não continue a dominar os rebotes ofensivos de maneira tão cruel (9,7 por duelo na série). Um reflexo de como isso tem "machucado" os Celtics é que o Miami tem feito uma média de 38 de seus 95 dentro do garrafão (40%), o que representa um aumento de 28,6% em relação à média do time na temporada regular (muita coisa, não?). E, bom, não preciso ficar aqui falando de como Kendrick Perkins faz muita falta a esta equipe, preciso?

O Miami tem tudo para fechar a série nesta noite, chegar à decisão do Leste e descansar antes de enfrentar Chicago ou Atlanta. E vamos combinar: pra evitar o pior, e uma pancada de dúvidas, é melhor (pra os Heat, claro) que LeBron James e Dwyane Wade terminem tudo isso nesta quarta-feira. Será que eles conseguem?

A LNB responde

O leitor Luiz fez ótimas perguntas ontem no post sobre a Super Copa Brasil. Fui atrás da Liga Nacional de Basquete, que respondeu às questões através do departamento de comunicação. Vamos lá.

Perguntas do Luiz
"Bala, uma pergunta. O estatuto da LNB não permite que um Estado tenha mais de 50% dos times. Pois bem. Se Rio Claro e Sorocaba forem os finalistas, o estado de SP teria 10 dos 18 estipulados pela liga (os 15 deste ano + o Londrina(?) + os 2 via Copa Brasil). Como a LNB resolveria esta pendenga? Rio Claro e Sorocaba sabem disto?

Além disso, se por acaso nenhum dos dois finalistas apresentar as condições exigidas pela LNB, e digamos aparecer alguem em investir no basquete (por exemplo: O dono do COC decide montar um time de novo, ou o Vasco arruma um patrocinador e decide perturbar o Flamengo) a liga permitiria este time disputar o próximo NBB sem ter disputado a Copa Brasil? Grato pela atenção, Luiz".

A resposta da LNB

"Conversei com o Sérgio Domenici (Diretor Executivo da Liga) e com o Depto. Técnico da Liga e eles me disseram que a CBB já publicou no site deles este documento (clique aqui para ler). Logo, todas as equipes que disputam a Super Copa têm conhecimento desse tema.

Com 18 equipes no NBB, poderia entrar somente um paulista via Copa Brasil. Isto, claro, se nenhuma outra equipe paulista pedir licença, como fez Limeira na segunda edição. A regra é simples e clara. Rio Claro e Sorocaba assinaram um termo aceitando as condições estabelecidas no documento que enviamos para a CBB.

A Liga, embora não seja seu pensamento agora, tem autonomia, por ser uma Associação Privada, para decidir a entrada e saída de quem quer que seja. No momento, a Copa Brasil apresenta-se como a melhor alternativa para que as equipes possam ascender ao NBB, demonstrando ter um projeto consistente até a sua entrada no NBB".

Estão claras as questões, não?

A derrota e a reconstrução

Não vou, aqui, entrar no mérito da confusão alucinante que aconteceu no minuto final da indiscutível vitória de Franca sobre o Flamento na noite de ontem. Os 91-78 desta terça-feira e os 3-0 no confronto falam por si só. Era um time jogando contra cinco jogadores. Era uma equipe bem treinada contra um punhado de atletas razoavelmente talentosos e assustadoramente mal comandados. Varrida, classificação justa de Franca, que encerra, assim, o "vício" de decisões Flamengo x Brasília no basquete nacional (foram três seguidas). Como alguém lembrou na caixinha, a final pode reabrir as feridas daquela que não terminou em 2006, entre Franca e o agora extinto Ribeirão Preto, que seria representado por Brasília (Alex, Arthur, Nezinho e Cipriano).

Mas o assunto que mais me chama a atenção é a queda técnica do time do Flamengo. Poderia citar os números, mas nem acho que vale tanto assim. Duda, Fred, Hélio, Jefferson Willian e Bábby (que sofreu com lesões durante toda a temporada) caíram assustadoramente de rendimento, e com eles o Flamengo também caiu (era o núcleo que levou a equipe a dois títulos nacionais e a um vice, né). Marcelinho manteve o nível de seu jogo (aquele, de uma nota só, e que ainda dá resultado aqui no Brasil), mas fica claro que o elenco precisa de uma reformulação urgente. Isso, claro, sem excluir o técnico Gonzalo Garcia, que é educado, gente boa, coerente, mas definitivamente não mostrou nem pulso e muito menos conceitos novos ao basquete brasileiro. E aí não é uma questão de ser argentino, turco, italiano ou sérvio. É uma questão de ser bom ou não. Gonzalo não é (ou não foi).

É duro, é triste, vai ser doloroso, mas chegou a hora de o Flamengo reconstruir o time que tantas glórias deu ao clube nos últimos cinco, seis anos. A começar pela comissão técnica (quem vão trazer?), passando pelos atletas e culminando com um pouco mais de pulso por parte da diretoria, chegou o momento de mexer. Ninguém duvida da força dos rubro-negros, mas a eliminação com varrida deixou as feridas do time muito expostas. É hora de mudar.

terça-feira, 10 de maio de 2011

A linha de Rose

Derrick Rose fez apenas uma partida fantástica neste playoff (foi a terceira da série contra os Hawks, em Atlanta). De resto, foi regular em todo o confronto contra o Indiana e mal nos jogos 1 e 4 contra Joe Johnson e companhia. Convenhamos: é muito pouco para alguém que acaba de se sagrar MVP, não é?

Sim, é fato que Rose está sendo mais vigiado (por vezes com marcação dupla), mas o que tem atrapalhado o seu jogo é a linha tênue que separa a capacidade de decidir com passes, liderança ou armação de jogadas ou apenas com arremessos. Pagando pelo noviciato, o camisa 1 tem preferido apenas a última opção - e os resultados têm sido catastróficos. No jogo de domingo, com Carlos Boozer e Taj Gibson muito bem, ele não percebeu que era hora de acionar seus pivôs (e Al Horford e Jason Collins estavam pendurados em faltas). Para citar apenas um número, seus arremessos saltaram de 19,7 na temporada regular (24,3% do total do time) para surreais 24,2 chutes (30,2%) na pós-temporada (justamente quando as maracações apertam).

Ninguém aqui tem dúvida que Derrick Rose é craque e que ainda evoluirá demais em sua carreira (o Chicago tem, no mínimo, um armador por sete, oito anos em alto nível), mas ele precisa perceber que nem sempre é preciso chutar todas as bolas para ser decisivo. A lição foi compreendida tarde por Chauncey Billups, mas quando foi assimilada deu o único título de sua vida - em 2004, com o Detroit. Que Rose se inspire neste exemplo, e não no de tantos outros que acreditaram que para vencer bastaria simplesmente chutar, chutar e chutar.

Olho na Super Copa Brasil

Começou ontem a Super Copa Brasil. São José, do Amapá, Tijuca, Rio Claro e Liga Sorocabana largaram na frente, e hoje se enfrentam (primeiro São José x Rio Claro, e depois Tijuca x Liga Sorocabana). Vale lembrar que os dois primeiros colocados ganham o direito de pleitear uma vaga no NBB4, desde que atendam as normas da LNB.

Amanhã devo comparecer ao Tijuca para acompanhar mais de perto, mas alguns nomes que estão na competição chamam a atenção (pena que o site da CBB não conseguiu fornecer as fichas técnicas completas). Pelo Tijuca estão lá Ricardinho, Olivia e Rodrigo Bahia. Na Liga Sorocabana, Gorauskas e Soriani. No São José, o bom ala Gustavo (que ontem, no entanto, começou mal com 3/11 nos arremessos), além dos experientes Gilsinho, Pablo (assistente-técnico de Hélio Rubens em Franca, diga-se de passagem) e Janjão (foto).

Só duas coisas me incomodam um pouco na montagem dos elencos para a Super Copa Brasil: quase todos os times são de "aluguel" e pouquíssimos jovens estão atuando na competição. Sim, acho que é um problema muito mais estrutural do que qualquer outra coisa, mas a Confederação precisa ficar de olho nisso. O número de "reforços" que vem atuar nesta semana no Rio de Janeiro e depois se despede dos times é imenso, e isso não é legal. De todo modo, vale a pena ficar de olho no torneio. É uma chance de avaliar o cenário da modalidade no país fora do NBB e torcer para que novos pólos de basquete se formem.

Missão impossível?

Com 0-2, Pinheiros e Flamengo têm missões muito complicadas a partir de hoje no NBB3: vencer três partidas seguidas contra Brasília e Franca para avançarem às finais. Difícil, não?

Para o rubro-negro a situação é ainda pior. Depois de perder na HSBC Arena na última sexta-feira, resta a Gonzalo Garcia torcer para que alguém acompanhe o ritmo de Marcelinho Machado. O time da Gávea precisa vencer no Pedrocão nesta terça-feira (21h, com Sportv), derrotar os francanos no Rio de Janeiro e, aí sim, tentar o milagre novamente no interior paulista. Panorama parecido, mas nem tanto, com o do Pinheiros, que precisa derrotar Brasília esta noite em casa (19h, com Sportv) para tentar recuperar o mando de quadra no jogo 4 antes de um eventual quinto duelo.

Se pudesse apostar, diria que o Pinheiros vence hoje e estende a série para a quarta partida, mas não creio que o Flamengo tenha forças para parar o bom jogo coletivo de Franca (como evoluiu o time, que fraquejava no começo da competição, hein). E você, amigo leitor, o que acha que acontece nesta noite? A caixinha é toda sua!

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Da Prancheta

8 - São os títulos de Euroliga de Zeljko Obradovic, que ontem comandou o Panathinaikos na vitória final contra o Maccabi Tel-Aviv por 78-70. Obradovic é, disparado, o mais vitorioso técnico do basquete europeu. Merece aplausos.

A despedida

Se tinha alguém que não merecia levar a varrida era Phil Jackson. Em sua última temporada na NBA, o técnico mais vitorioso da história da liga sai de cena com um gosto amargo, mas que em nada diminui o tamanho de sua vitoriosa carreira (foram 13 finais em 20 anos). Tudo bem que para aumentar a dor o treinador viu os Lakers atuarem fora do Sistema de Triângulos, eternizado por ele e Tex Winter, em quase nenhum momento contra o Dallas Mavericks.

Farão falta os livros depois das temporadas (foram sete de sua autoria), as entrevistas após as partidas (eram dele sempre as melhores tiradas), a calma na beira da quadra e as tiradas antológicas. Cito duas: 1- antes de um jogo importante do Chicago Bulls, ele decidiu borrifar o vestiário com incenso para amenizar o ambiente carregado; 2- No primeiro duelo da decisão de 1991, os então jovens Bulls começaram perdendo de 14-2 dos Lakers, em Los Angeles. Phil pediu tempo, mas não deu instrução. Solicitou que os atletas dessem as mãos e respirassem um pouco. Após isso, Michael Jordan e seus companheiros fizeram 18 pontos seguidos e venceram a peleja e o campeonato.

Acho meio absurdo, mas alguns ainda dizem que Phil Jackson só "chegou lá" porque teve alguns dos melhores da história ao seu lado (Shaq, Jordan, Pippen e Bryant), sem lembrar que os quatro craques aí jamais haviam conquistado nada sem ele. Aos 65 anos, o maior ganhador da NBA (11 anéis) achou por bem encerrar a sua carreira. O basquete perde, e perde muito.

A arte do Dallas

Todo mundo já sabe que o Dallas Mavericks varreu o Los Angeles Lakers ontem, classificando-se para a final do Oeste (aguarda Memphis ou Oklahoma). O óbvio é dizer que Pau Gasol não jogou nada (e não jogou mesmo), que Derek Fisher está velho (e está mesmo), que o banco dos angelinos não funcionou (média de 22,2, contra 49,5 dos Mavs - para se ter uma ideia, no jogo 4 os Mavs tiveram 86 dos reservas, e os Lakers, nas quatro partidas, 89 ao todo), mas isso seria diminuir demais o feito dos texanos.

A estratégia de Rick Carlisle era muito clara desde o começo: "Lakers, você vai chutar. Se acertar, eu mudo. Se errar, eu venço a série". E ele venceu. Carlisle, um dos nerds do basquete norte-americano, usou como nunca o seu estrategista de defesa (Dwane Casey - ambos na foto). O Dallas brecou as linhas de passe, utilizou Tyson Chandler (um monstro) como o "pêndulo" de sua defesa por zona (2-3, 2-1-2 e 3-2) e fechou o garrafão para as infiltrações. O resultado? Kobe Bryant teve apenas uma (eu disse uma!) bandeja/enterrada durante toda a série, Pau Gasol não conseguiu ver seus touches da temporada (13,7 contra 11,2) e (isso foi o pior) as bolas de três pontos não caíram - 15/76, ou 19,7% (na fase regular, o aproveitamento ficou em 35,2%). Era tudo o que o Dallas precisava para reduzir a sanha do ataque rival (os angelinos anotavam 101,5, e o número caiu para 88,2 no duelo).

Do lado ofensivo, Carlisle utilizou muito bem a velocidade de Jason Terry e Jose Juan Barea nos deslocamentos, e ambos causaram desequilíbrio na defesa angelina. Eles "ganhavam" no primeiro drible, percebiam a presença da cobertura e passavam a bola. As 26 assistências por jogo estão aí para provar que o ataque altruísta dos Mavs funcionou como nunca (para ser mais exato, 70,2% dos arremessos convertidos vieram através de passes). Na dúvida, o treinador chamou jogadas de um-contra-um para Dirk Nowitzki, que simplesmente "jantou" Pau Gasol (67,3% de conversão contra a marcação do espanhol). Isso, claro, sem falar da defesa de perímetro dos Lakers, que inexistiu e permitiu que os adversários anotassem incríveis 49 bolas de fora no confronto em 106 tentativas (46,2%).

Muita gente esperava que o Dallas pudesse vencer os Lakers, mas acho que ninguém acreditava em uma varrida como ocorreu. Dirk Nowitzki é o grande responsável, mas é importante não esquecer do mentor do sistema que permitiu que os Mavericks realizassem uma das séries mais perfeitas da história da franquia.

Muito perto da final

Franca e Brasília deram passos gigantescos para chegar à final do NBB3 neste domingo. No Pedrocão e diante de mais de 3.600 torcedores, a reação francana (36-24) no último período culminou com a vitória do time (96-84), apesar dos 40 pontos de Marcelinho. No time de Hélio Rubens, Márcio (18), Helinho (17), Benite (17) e Dedé (12 dos 15 no segundo tempo) foram muito bem.

No jogo seguinte, o Pinheiros mais uma vez oscilou demais, perdeu e recuperou a liderança do placar algumas vezes, mas viu Marquinhos (após lance duvidoso) errar o último de seus três lances-livres para empatar a peleja no tempo normal. Vitória de Brasília por 90-89, 2-0 na série e candangos muito perto de mais uma decisão. Guilherme, com 23 pontos, e Nezinho, com 21 e dez assistências, foram os destaques.

Precisando de apenas mais uma vitória, Franca (em casa) e Brasília (fora) podem chegar à decisão já nesta terça-feira. Se ainda quiserem alguma coisa nas semifinais, Pinheiros e Flamengo precisam começar a defender um pouquinho. Por isso eu pergunto pra você, amigo leitor: será que rubro-negros e pinheirenses ainda estão vivos? Comenta na caixinha!

domingo, 8 de maio de 2011

Dallas varre o Lakers

Com o surreal aproveitamento de 62,5% dos três pontos (20/32 - igualando o recorde da pós-temporada), o Dallas Mavericks não deu a menor chance para o Los Angeles Lakers neste domingo. Fez 122-86, viu Jason Terry (32 pontos) igualar o recorde de bolas de três na história dos playoffs (nove) e consumou a varrida. Vale lembrar que Peja Stojakovic e Jose Juan Barea somaram 21 e 22 pontos - os três maiores pontuadores texanos vieram do banco e somaram 77, mais do que o dobro dos titulares (36).

No final, Lamar Odom e Andrew Bynum agrediram Dirk Nowitzki e Jose Juan Barea e foram expulsos. Essa foi apenas a oitava vez em 148 séries de playoff que os Lakers foram varridos, e a primeira da carreira de Phil Jackson, que ironicamente se despede do basquete profissional com uma de suas derrotas mais vergonhosas. Decididamente PJ não merecia isso, vamos combinar.

E aí, viu o jogo? O Dallas se torna o grande favorito ao título da NBA? O Lakers precisa renovar o elenco? Comenta na caixinha que depois eu venho com a análise completa!

Mais decisão no NBB3

Às 18h, com transmissão do Sportv, Franca deve contar com o Pedrocão lotado para tentar jogar o Flamengo contra a parede. Com 1-0 e o mando de quadra, o time de Hélio Rubens sabe que se defender certinho por cinco, dez minutos, vence até com certa tranquilidade (na sexta-feira, foram exatos seis minutos de seca rubro-negra no ataque). Do contrário, Marcelinho ainda conseguirá dar sobrevida ao time da Gávea.

Às 20h, e também com exibição no Sportv, é a vez do Pinheiros mostrar força no NBB3. O time não jogou mal na sexta-feira (pelo contrário: teve o domínio técnico e psicológico por boa parte da partida), mas de novo falhou na hora de "fechar" a peleja. Se quiser bater o Brasília, é bom conter Guilherme Giovannoni (36 pontos no jogo 1) e chamar menos jogadas de um-contra-um nos últimos minutos. Marquinhos e Shammel são ótimos quando as jogadas surgem, mas não tão excelentes quando precisam criar seus próprios arremessos (não possuem um arsenal de jogadas para ser mais claro).

Vale lembrar que Flamengo e Brasília fizeram as decisões das duas primeiras edições do NBB. Para mudar a história, Franca precisa continuar vencendo, e os pinheiristas precisam encontrar uma forma de vencer os candangos. O que será que acontece neste domingo? Comente na caixinha!

Alto-falante

"Eu devo estar meio louco. Sinceramente acho que ainda venceremos esta série. Domingo a gente ganha aqui em Dallas e retorna o confronto para Los Angeles. Não há muito mais o que tenha que ser feito"

A frase é de Kobe Bryant, ala dos Lakers que ainda acredita que seu time possa sair do 0-3 para chegar à decisão do Oeste. O jogo 4, o da possível varrida do Dallas, é hoje às 16h30 (de Brasília), no Texas. Será que o time de Phil Jackson consegue levar a série de volta para Los Angeles?

Mais um pra Obradovic?

Zeljko Obradovic (foto) não é simplesmente o mais genial dos técnicos em atividade na Europa. Aos 51 anos, o sérvio pode conquistar hoje o seu oitavo (eu disse oitavo) título da Euroliga como treinador (e por quatro equipes diferentes). A partir das 14h (transmissão da ESPN Brasil), o seu Panathinaikos (com os gregos já foram quatro canecos desde o ano 2000) mede forças e estilos com o Maccabi Tel-Aviv (os gregos controlam a bola e o relógios; os israelenses procuram um jogo mais fluído e de força no garrafão). Será a terceira decisão continental entre as equipes - uma vitória para cada lado.

No duelo das pranchetas, Obradovic tem 7-3 contra David Blatt, mas nos 24 confrontos, os israelenses venceram 13 duelos (e três dos últimos quatro - o mais recente foi em 2007). Em quadra, Kostas Tsartsaris, Dimitris Diamantidis e Mike Batiste podem se tornar os primeiros jogadores da história a vencerem seis jogos seguidos de Final Four (a sequência começou em 2005). Do outro lado, Sofoklis Schortsanitis não quer repetir o vice-campeonato do ano passado, quando o seu Olympiakos perdeu para o Barcelona na final.

Vale lembrar que tanto Maccabi quanto o Panathinaikos têm cinco título da Euroliga, e a vitória de hoje coloca um dos dois ao lado do CSKA como o segundo maior vencedor do continente (o Real Madrid ainda lidera com oito). E aí, amigo leitor, quem vence o duelo desta tarde? Se pudesse, apostaria nos gregos.

sábado, 7 de maio de 2011

A reação via Shaq

O Boston Celtics não tem outra coisa a fazer nesta noite, em casa, que não vencer o Miami Heat. Com 0-2, a expectativa de Doc Rivers é que a volta de Shaquille O'Neal deixe a marcação de garrafão dos verdes menos vulnerável e que a vitória enfim venha.

O Miami Heat teve enormes dificuldades contra o Philadelphia porque Doug Collins simplesmente fechou o garrafão com Elton Brand (muito bom nas rotações e nas coberturas) e "mandou" a turma da Flórida arremesssar. Foi uma ótima estratégia, mas bater os Heat com o elenco dos Sixers não é fácil. Doc Rivers não tem conseguido isso porque tanto Kevin Garnett quanto Glen Davis (não vou nem incluir Nenad Krstic aqui) não têm conseguido "seguir" os armadores do Miami no garrafão (os picks de Chris Bosh estão excepcionais!). Sem ameaça de defesa ou toco, LeBron James e Dwyane Wade infiltram e marcam pontos fáceis - ou, quando não o fazem, passam para que os arremessadores da equipe, que estão muito bem na série (James Jones principalmente), chutem de fora.

Pode parecer cruel com um cara de 39 anos e que não joga há mais de três meses (sua última aparição foi no dia 1º de fevereiro), mas o Boston Celtics só tem chance de virar essa série se Shaquille O'Neal trancar o garrafão (que seja por 20 minutos). A questão que fica, no entanto, é: será que Shaq ainda aguenta?

Sexta-feira quente

Para quem é alucinado por basquete, como disse o Guilherme Giovannoni ontem no Twitter, foi uma sexta-feira e tanto. Euroliga, NBB e NBA. De 12h às 2h da manhã, rolou de tudo.

Começou com o Panathinaikos eliminando a zebra Siena no Final Four da Euroliga, em Barcelona. Com 33 pontos e 13 rebotes da dupla Nick Calathe e Mike Batiste, os gregos venceram por 77-69, apesar dos 15 rebotes ofensivos dos rivais. Na outra semifinal, o Maccabi Tel-Aviv fez a alegria dos catalães ao baterem o Real Madrid por 82-63. A dupla Baby Shaq e Chuck Eidson somou 35 pontos e 13 rebotes e os israelenses tiveram ótimo aproveitamento dos três pontos (12/23) - os madridistas também conseguiram muitos rebotes ofensivos, 15, mas não converteram em pontos. Amanhã, dois dos melhores técnicos do planeta, David Blatt e Zeljko Obradovic (foto), medem forças na decisão da Euroliga.

Mais tarde, pude ver Brasília não jogar bem e mesmo assim bater o Pinheiros por 84-80. E só venceu graças a um inspiradíssimo Guilherme Giovannoni, que teve 36 pontos e "escondeu" a péssima partida de Alex, que teve 3-12 nos arremessos antes de ser eliminado com cinco faltas (o camisa 10 teve boa marcação sobre Marquinhos, é bom dizer). Destaque também para Nezinho, que teve 15 pontos e uma roubada de bola fundamental nos segundos finais (Shammel quicou demais a bola). A culpa não foi do ala, mas sim da jogada traçada para ele (um-contra-um). Mais do mesmo para os paulistas: atuam bem do começo ao 37º minuto, mas nos últimos 180 segundos esquecem de tudo e rezam para que Marquinhos e Shammel decidam. E eles não são Dwyane Wade, desculpe dizer isso. Aqui no Rio de Janeiro, Franca venceu o Flamengo por 73-69. No Pedrocão, pode fechar e varrer o rival (como ocorreu no ano passado de maneira invertida). Ao contrário da maioria, achei a partida muito fraca (Hélio Rubens só chama jogadas de dupla ou high-lows), sem defesa alguma (normal por aqui, né) e recheada de erros (no último, Duda jogou por terra qualquer chance de reação de seu time). Como eu sempre digo no Twitter, "isso não é basquete".

Por fim, a NBA. Derrick Rose enfim "estreou" nos playoffs anotando 44 pontos e liderando os Bulls aos 99-82 contra os Hawks, em Atlanta (agora o Chicago tem 2-1 e o mando de quadra de volta). No Texas, os Lakers novamente jogaram bem até o terceiro período, mas levaram 32-20 nos últimos 12 minutos e o Dallas fez 98-92. Dirk Nowitzki (foto) foi o herói com 32 pontos (10-14 em cima de Pau Gasol), e Jason Terry e Peja Stojakovic, do banco, estiveram muito bem (38 pontos ao todo). Os angelinos agora estão num buraco profundo (0-3), e podem dar uma despedida que decididamente Phil Jackson não merece. Nunca um time neste tipo de situação virou a série (98 vezes).

E você, o que assistiu? Comenta na caixinha!

Alto-falante

"Eu tive a oportunidade de acompanhar dois treinos da seleção sub15, em Brasília. Conversei bastante com a comissão e os jogadores sobre a importância e o significado de vestir uma camisa nacional. São mais obrigações do que direitos"

A declaração é de Rubén Magnano, que conversou com a seleção Sub-15 antes de o time viajar para disputar o Campeonato Sul-Americano Sub-15 no Paraguai.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Pronto pras férias, Bynum?

Andrew Bynum, sempre tão calado, abriu o bico após a derrota de quarta-feira em Los Angeles. Disse que os jogadores não estavam se ajudando, e que um encontro entre eles (sem a comissão técnica comandada por Phil Jackson, que, diga-se, tem 2-5 quando seus times saem com 0-2 em playoff) poderia ajudar a aparar as arestas. A ideia foi compartilhada por Kobe Bryant, que apoiou o pivô (o recado era claro para Ron Artest, o cara mais descompromissado do planeta, e Pau Gasol).

Pode ser que a "união" angelina dê certo, mas o problema é que do outro lado está um Dirk Nowitzki que literalmente tem alucinado Pau Gasol. De acordo com o site de estatísticas avançadas da NBA (se você quiser ler como meu-melhor-remédio-contra-a-insônia também serve) e com o não menos excelente NBA Playbook, o alemão anotou 13 pontos (5-5) ou 2,17 pontos por posse de bola (foram seis) diante do espanhol no primeiro jogo. Com Gasol em quadra na média das duas pelejas, o aproveitamento de Dirk é de surreais 67%. Com o ibérico fora, cai para 50%. Se isso não fosse o bastante, seu índice de rebotes é 25% maior quando o ala-pivô dos Lakers está em quadra.

É óbvio que culpar apenas Pau Gasol seria cruel e simplista para explicar a patética participação dos Lakers nos playoffs até aqui. O time parece sem energia (Kobe, Phil e Fisher disseram isso), a defesa não se encaixou e o banco de reservas pouco produz (Steve Blake é piada). Em vantagem, o Dallas precisa apenas manter a intensidade em alta para abrir 3-0 nesta noite para, aí, sim, deixar os angelinos com as férias praticamente programadas. Será que Nowitzki segue reinando?

Os quatro

Começam hoje as semifinais do NBB3. Às 19h, Brasília e Pinheiros medem forças na capital federal. Às 21h, Flamengo e Franca duelam aqui no Rio de Janeiro (as duas partidas serão exibidas pelo Sportv). Vamos às análises e palpites (sem a menor certeza de estar correto, claro).

BRASÍLIA 3 x 1 PINHEIROS - É um confronto equilibrado, entre duas equipes que oscilam bastante e de times com ótimos quintetos e nem tão bons bancos de reservas. Figueroa terá trabalho com Nezinho, Giovannoni e Olivinha travarão um ótimo duelo e Alex deve incomodar a Shammel. No final das contas acho que a experiência do trio Alex, Giovannoni e Nezinho vai pesar, e os candangos serão os primeiros da história do NBB a vencer sem o mando de quadra nos playoffs.

FRANCA 3 x 2 FLAMENGO - Não dá para dizer que o Flamengo chegou longe demais, porque um time que conta com Marcelinho Machado (26 pontos de média no NBB) é sempre candidato a título no Brasil (e só no Brasil). Mas o fato é que o rubro-negro não se acertou desde que Gonzalo Garcia chegou, e Franca tem jogado muito bem a partir da segunda metade do NBB. Hélio Rubens é muito mais técnico (apesar de sua franciscana insistência com o "vamos jogar de dupla") que Gonzalo, e acho que dessa vez os francanos exorcizam de vez os fantasmas contra a equipe da Gávea.

E você, amigo leitor, concorda comigo? Comente na caixinha!

Pela coroa do velho mundo

Sem o Barcelona, a organização do Final Four da Euroliga temia que o Palau Sant Jordi ficasse vazio para a partida entre Panathinaikos e Siena. Mas ela agiu bem. Antecipou o duelo entre gregos e italianos para às 13h (de Brasília), e deixou Maccabi Tel-Aviv e Real Madrid para o jogo de fundo (16h). As duas partidas terão transmissão da ESPN Brasil.

A explicação é óbvia: se no primeiro jogo haverá um interessante duelo entre Marko Jaric (diziam que ele estava acabado, hein...), do Siena, e Dimitris Diamantidis (líder da Euroliga em assistências com 5,7), é no jogo entre israelenses e madridistas que estarão as mais torcidas em maior peso. De acordo com informações da imprensa espanhola, 80% dos ingressos de sexta-feira concentram-se nas mãos de torcedores de Maccabi e Real (eles já chegaram, somados, a 27 decisões de Euroliga, um recorde absoluto - 14 dos espanhóis), e a festa no Sant Jordi promete ser linda.

É no jogo de fundo, também, que David Blatt poderá concretizar a fama de maior estraga-prazeres do basquete espanhol nos últimos anos. Foi ele que, em 2007, venceu o Eurobasket com a Rússia em plena Madrid (Pau Gasol errou o último arremesso, lembram?), e agora, quatro anos depois, ele pode novamente calar os madridistas na Catalunha. Com o basquete mais coletivo da Europa (uma aula para quem curte este tipo de jogo), Blatt quer levar os israelenses ao sexto título da Euroliga (o Real Madrid, o maior vencedor, tem oito canecos). Será que ele consegue?

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Novidades em Uberlândia

Uberlândia foi eliminado esta semana do NBB3, e a montagem do time para a próxima temporada já começou. Como tudo mundo sabe, o manda-chuva da franquia é Wellington Salgado, que ficou visivelmente incomodado com a eliminação para Brasília, um de seus 487 ex-times espalhados pelo país. Além disso, o ex-senador não quer investir no Campeonato Sub-20 alegando problemas orçamentários (leia-se assim: ele não quer colocar dinheiro na formação de atletas).

Valtinho (foto), Estevam e Brasília já renovaram, mas Hálita Passos (pode voltar para a Venezuela - e, comenta-se, a relação de seu empresário e Salgado não é das melhores) e Lucas Cipolini (quer fazer carreira na Europa) não devem ficar. A intenção é manter Robert Day e Robbie Collum, os dois norte-americanos, mas ambos têm propostas e não sabem se ficam. Bernardo, Raul e Soró devem ser dispensados, e nem Chuí, que fez boa campanha com a equipe, tem seu cargo garantido. Carlos Romano (argentino que levou o modesto Quimsa a eliminar ontem o todo poderoso Obras Sanitaras, de Julio Lamas, na Liga Argentina por 3-1 nos playoffs) e Carlos Duro estão bem cotados.

Todo mundo sabe que Wellington Salgado não tem lá muita paciência com derrotas, e é bem provável que Uberlândia anuncie um pacote de reforços em breve (três jogadores importantíssimos que disputam as semifinais do NBB a partir de amanhã já foram contatados). Se a edição deste ano já foi equilibrada (para saber mais, sugiro ler o Giro no Mercado, do Giro no Aro), a de 2011-2012 promete ser ainda mais.

Em apuros

Tudo bem que você, amigo leitor, poderia esperar que o Dallas pudesse vencer o Los Angeles Lakers na semifinal do Oeste, mas eu duvido muito que alguém acreditasse que os texanos fossem roubar as duas vitórias na casa dos angelinos. Pois foi o que aconteceu. Na noite de ontem, os Mavs levaram apenas 32 pontos na segunda etapa, contaram com 24 pontos de Dirk Nowitzki (alguém ainda diz que ele amarela?) e venceram por fáceis 93-81.

Vamos a alguns fatos interessantes:
- O Lakers é um dos quatro times a terem saído de um 0-2 e vencido semifinal de conferência (foi contra o Spurs em 2004 - com aquele arremesso milagroso do Fisher no jogo 5, lembram?).
- O Lakers pode repetir o Miami Heat, campeão eliminado com uma varrida em 2007.
- Com esse desempenho, os Lakers não conseguirão repetir os Celtics na década de 80 (entre 1984 e 1987), que chegaram a quatro finais de NBA seguidas.
- O Dallas já saiu de um buraco semelhante ao que colocou os Lakers agora. Foi em 2005, quando tombaram em casa duas vezes contra o Houston antes de virar a série para 4-3.
- A última vez que os Lakers foram varridos na pós-temporada foi em 1999, e por outro texano (os Spurs).
- A última vez que os Lakers perderam os dois primeiros jogos de uma série foi em 2008 nas finais contra o Boston, justamente o último confronto que eles perderam em pós-temporada.

Quer piorar as coisas? Ron Artest foi suspenso, Kobe disse que o time está absolutamente sem energia e Pau Gasol está sendo absolutamente dominado por Nowitzki. Alguma chance de os Lakers reverterem isso? Comente na caixinha!

Mais onze para José Neto

Para a fase final de preparação rumo ao Mundial Sub-19 da Letônia, José Neto recebe a partir da próxima segunda-feira 11 jogadores, que se juntarão aos outros 15 que em São Sebastião do Paraíso já estavam. Entre eles estão Raulzinho (foto), Lucas Bebê, Dida, Ícaro, Vezaro e Arthur. Para ser mais claro: são nove dos 12 atletas que se sagraram vice-campeões da Copa América em San Antonio (Erik e Chandler não estavam no grupo). Apenas Gabriel Aguirre, Durval e Felipe Taddei estavam com a seleção de desenvolvimento desde o começo dos treinos.

Poderia ser chato e mais uma vez encrencar com a tal seleção de desenvolvimento (os 11 que chegaram agora são os que devem ir ao Mundial?) ou com a concentração absurda do basquete no país (apenas seis dos 26 atletas que por lá estarão não nasceram no Sudeste - 23%), mas eu fico curioso é para saber como Neto armará o elenco para a competição. Para se ter uma ideia de como a preparação de fato começa agora, serão oito amistosos contra Letônia, Lituânia, Argentina, Canadá e Austrália até o Mundial.

O básico seria José Neto manter o elenco que foi muito bem em San Antonio, talvez pinçando Érik, que foi bem no Paulistano no NBB3, mas aí fica a pergunta: e o que pensarão os rapazes que ficaram treinando por quase três meses em São Sebastião do Paraíso? Na boa, não é uma situação das mais fáceis, não.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Parou por quê?

Nádia Colhado surgiu para o cenário brasileiro após um ótimo Nacional pelo São Caetano em 2008 (médias de 10,8 pontos, 6,6 rebotes e 56,6% nos arremessos). No ano seguinte, também no ABC, foi a única jogadora do país a terminar a competição com um duplo-duplo de média (13,9 pontos e 10,1 rebotes - além de 1,2 tocos e 46,9% nos chutes). A ala-pivô, forte pacas, se credenciava a ser uma das maiores promessas dos próximos anos.

Mas Nádia parou. Após a lesão que a tirou do Mundial da República Tcheca em 2010, ela não jogou bem na primeira edição da LBF (2010-2011) que deveria firmá-la no país como uma das melhores de sua posição (médias inferiores às duas temporadas anteriores - nove pontos e rebotes, além de 46,4% nos arremessos). Mesmo assim recebeu uma chance e foi para Santo André, onde treinaria com Laís Elena e poderia se desenvolver.

Até agora, contudo, a ala-pivô, às voltas com contusões, não mostrou a que veio neste lamentável Paulista feminino cuja duração não chegará a dois meses. Santo André, o atual campeão da LBF, é o vice-líder, mas Nádia registra as sofríveis médias de 17 minutos, 5,8 pontos, 4,5 rebotes e 32,5% nos arremessos. Isso, insisto, em uma competição cujo nível técnico é pra lá de baixo. Pode ser que esta análise seja cruel e precipitada (são cinco meses de temporada apenas), mas é espantosa a falta de evolução de Nádia. E assim todos perdem: ela, os torcedores e principalmente o basquete brasileiro. Mas quer uma boa notícia? Ela tem apenas 22 anos. Oremos.

A prova do MVP

Todo mundo sabe que Derrick Rose recebeu o troféu de MVP na tarde de ontem em Chicago, né. A festa, portanto, está armada para esta noite no United Center, mas o armador precisa estar atento: nova atuação ruim e a brilhante temporada dos Bulls estará por um fio.

Os números, sempre frios, mostram que Rose foi muito bem na primeira partida contra o Atlanta (derrota 103-95), mas não é bem assim. Se é verdade que ele conseguiu 24 pontos, também é muito correto dizer que ele precisou de 27 chutes para isso (após sete erros seguidos no primeiro período ele acertou apenas 11). Se também é verdade que foram dez assistências, também houve três erros (dois deles infantis). Mas não é só isso: o armador deixou o fraco Jeff Teague jogar (dez pontos), não segurou Jamal Crawford (22) e hesitou bastante ao chamar as jogadas. Para quem viu o camisa 1 tão destemido na temporada regular, chega a assustar que nos playoffs seu percentual de três pontos tenha regredido tanto (de 33,2% para 22,7%) e que os tiros de quadra estejam tortos (apenas 37,9%). Muito por causa disso o Chicago sofreu muito mais do que deveria para bater o inexpressivo Indiana Pacers - e com Rose sofrendo um bocado contra o calouro Paul George.

Sendo bem racional: é natural que Derrick Rose sinta um pouco de pressão por ter que liderar uma renomada franquia nos playoffs com status de favorito (lembremos que ele tem 22 anos), mas não resta outra opção para ele que não jogar como se hoje fosse o primeiro jogo da temporada regular. Mais do que nunca o Chicago Bulls precisa do seu MVP em quadra.

Alto-falante

"Não creio que o lock-out vá nos impedir de jogar o Pré-Olímpico. O máximo que pode acontecer é a Confederação negociar os seguros diretamente com a NBA e colocar mais dinheiro que o habitual para fazermos um seguro por mais tempo. Esse pode ser o problema. Estou tratando de me informar com a Associação de Jogadores, mas é difícil, as coisas não estão claras e o ambiente é muito esquisito. Mas, repito, creio que não haverá problemas para que a gente desfrute desse momento tão especial junto ao nosso público", Manu Ginóbili em texto no La Nación.

"Eu não posso garantir nada. Vai ter greve lá na NBA em junho e não se sabe quanto tempo vai durar. Muitos falam que vai até dezembro, e tem gente que diz que vai ser a temporada toda. Se tiver greve, não vou poder fazer a cirurgia. Mas sei que vou precisar ficar seis meses parado quando a fizer. Estou esperando para ver o que vai acontecer. Espero que tudo se resolva, e eu possa estar com a seleção. Mas, se não puder, eu também tenho que cuidar de mim", Leandrinho, em entrevista ao Globoesporte.com.

Vale lembrar que Emanuel David Ginóbili tem 33 anos, é campeão olímpico, tricampeão da NBA, vice-campeão mundial e campeão da Euroliga. Mesmo tendo terminado a temporada lesionado, o argentino quer jogar o Pré-Olímpico de Mar del Plata. Leandro Mateus Barbosa tem 28 anos é campeão Nacional pelo Bauru e só. O brasileiro não sabe se quer ir disputar uma vaga que a seleção brasileira não conquista há 15 anos. Quanta diferença, não? Precisa falar mais alguma coisa?

terça-feira, 3 de maio de 2011

Força sorocabana

Vem de São Paulo um dos principais favoritos ao título da Super Copa Brasil que acontece na próxima semana aqui no Rio de Janeiro. É a Liga Sorocabana, comandada por Rinaldo Rodrigues (foto) e que enfrenta Tijuca, Caxias do Sul e Sinop (MT) na primeira fase da competição.

O que mais impressiona no projeto da cidade (ao menos para quem vê de longe) é a quantidade de informações que há no site da equipe. Lá a gente fica sabendo sobre o projeto de sócio-torcedor, da Loja Virtual que está em construção, dos próximos jogos e da história da agremiação.

Não é nada de outro mundo, mas para quem quase não vê isso na LNB, é bem legal que um clube que busca um lugar na elite do basquete brasileiro esteja trabalhando muito bem a comunicação com o mercado e com a sua comunidade (pelo que me contam, o projeto é bem legal por lá). Conquistar o direito de pleitear uma vaga no NBB4 pode ser um prêmio para este clube que conta, de acordo com o site, com 12 colaboradores e uma torcida fanática. A Liga Sorocabana tem feito o seu dever de casa.

Terça-feira com cara de decisão

Na Flórida, o Miami Heat tem ótima chance de abrir 2-0 contra os Celtics e viajar tranquilo para Boston. Se conseguir, põe um pé na final do Leste e muita pressão nos verdes. Mas, claro, será outro jogo, e não a peleja que vimos no domingo. Rajon Rondo precisará ditar o ritmo, Paul Pierce terá que aparecer desde o começo e Kevin Garnett é obrigado a ajudar nas coberturas a Wade e a pontuar em Chris Bosh. Fácil, né? Óbvio que não, mas o Boston tem talento para empatar tudo. Só uma curiosidade: no ano passado, os Celtics perderam do Cleveland (de LeBron) na abertura dos playoffs, e depois empataram em 1-1 com uma surra de 104-86.

Em Oklahoma, a pressão está toda com o time da casa, que não pode nem pensar em deixar os Grizzlies voltarem para Memphis com uma confortável vantagem de 2-0. Defender melhor os picks é essencial (a culpa não foi de Kendrick Perkins, que estava perdido, mas sim de Scott Brooks, o técnico, que não definiu se o time vai "pagar" pro chutador ou vai aprender a rodar a defesa para não permitir bandejas livres) e utilizar Thabo Sefolosha na marcação por mais tempo pode ser um caminho. Ah, e diminuir a sanha ofensiva de Marc Gasol e Zach Randolph é mais do que imperativo também (fazer com que os pivôs, Ibaka, Perkins e Collison, recebam mais bolas e ataque mais os grandões do Memphis é uma boa).

É terça-feira, é jogo 2, é apenas o começo, mas hoje é um dia mais do que decisivo principalmente para Oklahoma City Thunder e Boston Celtics na NBA. Para sair do muro, acho que Kevin Durant leva os Thunder ao triunfo, mas Rondo e Pierce não evitam a segunda derrota dos Celtics. E aí, amigo leitor, concorda comigo? Comente na caixinha!

Os quatro melhores

Estão definidas as semifinais do NBB3. Com ótima atuação de Guilherme Giovannoni (29 pontos, sete rebotes e 33 de eficiência) e excepcional aproveitamento dos três pontos (13/28), o Brasília fez 23-10 no Uberlândia e avançou às semifinais da competição pela terceira vez consecutiva com os 91-74 desta segunda-feira (feito que o Flamengo também havia atingido). Franca x Flamengo e Pinheiros x Brasília são os duelos.

E os dois maiores rivais do basquete brasileiro na atualidade podem se encontrar na decisão novamente. Para isso, terão que derrotar Franca e Pinheiros, que têm o mando de quadra e a responsabilidade de representar o estado de São Paulo, que há 14 anos não colocava um time da capital entre os quatro melhores do país e há sete anos não conhece um campeão brasileiro (desde o Ribeirão Preto, de Lula, Nezinho e Alex, em 2003).

Ainda não parei para analisar números e duelos, mas me parece que novamente haverá muito equilíbrio. Deixo a caixinha para vocês apostem nos finalistas, lembrando que as semifinais começam na sexta-feira (6/5), com rodada dupla no Sportv (primeiro com Brasília x Pinheiros, às 19h, e depois, às 21h, com Flamengo x Franca aqui no Rio de Janeiro). E aí, amigo leitor, tem palpite? Então manda bala na caixinha!

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Cenário definido

Foi definida pela CBB a sede da Super Copa Brasil. Será aqui no Rio de Janeiro (estarei lá com certeza), entre os dias 9 e 13 de maio no ginásio do Tijuca. De acordo com a assessoria de imprensa da entidade máxima, o sorteio das chaves acontece nesta segunda-feira e a decisão será transmitida pelo Sportv. Vale lembrar que os dois primeiros colocados ganham o direito de pleitear uma vaga no NBB4 (Ops, Canal Campeão, os jogos importantes são os das semifinais...), e o campeão abocanha, direto, uma vaga em uma competição sul-americana (discordo pacas!).

Ontem comecei a conversar com os atletas, e em breve trarei novidades. Sei que o São José, do Amapá, é dirigido pelo Betão (ex-Telemar) e conta com os experientes Gustavo, Rodrigo, Jorginho e Janjão (sim, ele!). Fiquei sabendo, também, que o Tijuca contará com os serviços do trio Ricardinho-Rodrigo Bahia-Marcellus, além do pivô argentino Julian (recém-contratado). Campo Mourão, representante do Paraná, tem no técnico Emerson Souza (eleito o melhor do Estado na temporada passada) a sua principal arma. Trouxe, para compor o elenco, Bruno Garcia (ex-Tijuca) e Felipe Matheus (ex-Macaé) e espera surpreender.

Em breve trago mais notícias, mas quem quiser contribuir, o e-mail, o Twitter e a caixinhas estão à disposição. Sinceramente espero uma competição bem disputada, e creio que serve de objeto de análise para o que vem sendo feito no país fora do NBB. Quem é do Rio de Janeiro não pode deixar de comparecer ao Tijuca na próxima semana.