segunda-feira, 16 de novembro de 2009

No embalo

Sem olhar no site da NBA, amigo leitor, diga rápido quem é o líder do Leste? Se você falou em Cleveland, Boston e Orlando (aliás, o ala Rashard Lewis volta hoje, hein!), errou. Apenas três franquias perderam duas vezes nesta temporada: o Miami, deste fenomenal Dwyane Wade, o surpreendente Milwaukee Bucks (olho no calouro Brandon Jennings, que será tema de post em breve, e no técnico Scott Skiles) e o Atlanta Hawks.

Atlanta (8-2) que na última sexta-feira foi a Boston e bateu os verdes com autoridade (97-86, com 26-16 no último período) e no dia seguinte atropelou o New Orleans (121-98). Para a algeria de Marcelo Monteiro e Melchiades Filho, os dois únicos torcedores do time que eu conheço, desta vez a franquia tem uma novidade: noves fora as excelentes médias de Joe Johnson (21,8 pontos, 5,9 rebotes e 4,4 passes), agora ela possui alguém para comandar a turma que vem do banco. Sexto homem de luxo, Jamal Crawford (foto), aquele arremessador tresloucado de Chicago, Knicks e Warriors, parece ter encontrado o equilíbrio sob a batuta do técnico Mike Woodson.

Com 17,7 pontos (30º na liga) em menos de 30 minutos por partida, Crawford dá ao Atlanta aquilo que lhe faltava: alguém para "comer" os minutos de Joe Johnson e dar consistência aos chutes de fora quando o camisa 2 está muito marcado. Não é que com ele os Hawks se tornem candidatos ao título da Conferência como demonstra a tabela, mas é fato que o time encontra-se mais forte do que na temporada passada.

Ainda invicto em casa, pode ser que consigam uma posição melhor do que a quase certa quarta colocação prevista. Caso isso aconteça, os rapazes da Geórgia se tornarão ainda mais perigosos.

A voz da LNB

Conversei, por email, com Sérgio Domenici, gerente executivo da LNB, a respeito da situação dos atrasos salariais constantes no basquete, mais especificamente sobre os casos de Londrina e Flamengo. Vamos às posições da Liga sobre o assunto.

1) O que a LNB pensa a respeito do atraso de salários em Londrina?
-- Vemos isso com preocupação, pois é um problema que afeta a todos. Londrina tem uma pequena dificuldade em receber os recursos porque seus dois principais patrocinadores são do poder público e há toda uma questão burocrática. O mais importante, no entanto, é que o recurso está garantido para honrar todos os compromissos (salários, viagens e manutenção da equipe). Londrina não representa problema futuro para a competição.

2) Como a LNB deve proceder em relação a isso no futuro?
-- Nesta temporada já solicitamos às equipes uma indicação sobre seus patrocínios para fazer uma análise sobre sua capacidade de se manter na competição. Inclusive, não aceitamos a inscrição de uma delas. Segundo nosso presidente, o Kouros, temos que avançar neste aspecto: as garantias dos clubes têm que ser mais sólidas e estamos estudando uma forma de as equipes registrarem os contratos dos atletas aqui na LNB. Outra orientação do Kouros é que os atletas se organizem, que constituam uma associação para também contribuir neste processo. Esta orientação serve ainda para os técnicos e árbitros.

3) Além do Londrina, há outras equipes com salários atrasados (Flamengo inclusive). Como isso reflete na imagem da entidade?
-- Não é um problema bom de gerenciar. O ideal é que estivéssemos falando agora sobre nossos projetos de marketing. Temos como meta suportar todas as despesas das equipes em relação a competição, deixando os clubes somente com os salários. Tudo é um processo de profissionalização, e quando tivermos todas as interfaces que participam da competição preparadas e estruturadas, a tendência é que estes problemas desapareçam. Veja, o futebol é a modalidade que movimenta o maior volume de recursos no Brasil e raros são os times que estão com seus salários em dia. Temos que avançar muito ainda. De qualquer forma este ainda é um problema pontual na Liga e que tem que ser resolvido. O problema do Flamengo e Londrina é pontual e, segundo já apuramos, estão em processo de resolução.

4) Não seria o caso de a LNB exigir garantias financeiras das franquias antes da temporada?
-- Na Espanha já é assim. A equipe faz um depósito como garantia. O futuro é este mesmo, mas, como disse acima, ainda temos que avançar muito neste aspecto.

5) Existe a possibilidade de a LNB "bancar" estes jogadores que estão sem receber?
-- Hoje não há nenhuma possibilidade, e nem devemos fazer isso. A sua pergunta acima aponta a solução para este problema, seja com um depósito de garantia ou através da aquisição de um seguro. A equipe tem que ser capaz de viabilizar sua equipe.

domingo, 15 de novembro de 2009

Começou o Nacional da CBB

O Nacional feminino começou ontem, e as estatísticas da CBB já dão o seu show. Na primeira partida do torneio, entre Catanduva e Vasto Verde (vitória das donas da casa por 102-55, com 23 pontos de Fernanda Beling), ficou impossível acompanhar o duelo.

Para se ter uma idéia, a número 12 de Catanduva (Fernanda Bibiano) tinha o seu nome solenemente ignorado - um espaço em branco deu o tom. Em segundo lugar, porque não se sabe quais foram as titulares do time de Blumenau. As figuras abaixo mostram isso com clareza (se preferir, clique sobre a imagem para ampliá-la). Ah, e a seção de "Clubes Participantes" do site da entidade ainda aparece sem informação alguma sobre as atletas.


Começou o Nacional da CBB. Viva!

Alto-falante

"O contrato dele (Paulo Bassul) acabou e eu já avisei para ele que temos outras decisões para tomar. Eu até falei que agora ele está livre para fazer o que quiser"

A frase é de Hortência ao Globoesporte.com. Parece clara a intenção da diretora do departamento feminino da CBB em mudar o comando técnico da seleção adulta, né? E parece claro, também, quem foi o grande vencedor nesta história toda, não?

Na boa, acho que a dirigente tem todo o direito de mudar o comando na hora que achar melhor, mas as declarações dela são de uma grosseria terrível. Dizer que "falei que agora ele (Bassul) está livre para fazer o que quiser" é demais para mim.

sábado, 14 de novembro de 2009

Alto-falante

"Eu não acho que seja possível existir um Melo-Stopper nesta liga. Nenhum time da NBA deveria jogar no um contra um diante de mim. Eles não devem fazer isso mesmo!"

A declaração, "humilde", é de Carmelo Anthony, que ontem fez 25 pontos no sacode que o seu Denver Nuggets aplicou no Los Angeles Lakers na noite de ontem (105-79). O rapaz acredita que seja impossível pará-lo. É mole?

A reedição da final do Oeste da temporada passada teve um fato inédito também: Kobe Bryant, que anotou 19 pontos no primeiro tempo, zerou na segunda etapa, e afundou junto com os seus companheiros (23 pontos em 24 minutos).

Pela paz

Amanhã, a partir das 10hs (o Sportv transmite), Joinvile e Flamengo se enfrentam pela terceira rodada do NBB, que, aliás, também reserva Brasília x Franca. Eu só espero que no duelo entre os comandados de Alberto Bial (foto) e Paulo Chupeta os jogadores se comportem civilizadamente, principalmente após o que aconteceu no torneio preparatório para o torneio (para quem não se lembra, Marcelinho se negou a sair de quadra e o jogo não terminou).

Dentro de quadra, vamos ver como o Flamengo se sai contra um adversário de respeito. Jefferson Wiliam, no entanto, ainda segue de fora (lesionado). Do outro lado, Bial confia em Manteiguinha para bater o adversário que o eliminou nas últimas edições de torneios nacionais.

Vamos ver se tudo transcorre na perfeita paz.

Previsível

Se você tivesse um dinheiro para apostar nos quatro semifinalistas do Nacional feminino que começa hoje às 11hs, o que você faria? Acho que só um visionário apostaria em outra coisa que não em Ourinhos, Catanduva, Americana e Santo André (não nesta ordem, claro).

Deste canto eu torço para que tudo comece e termine bem, mas não demonstro empolgação alguma pelo torneio, que (de novo) é curto, sem muitas atrações e com seis dos oito times de São Paulo. Em termos individuais, vale a pena ficar de olho nas voltas de Cintia (Americana), Fernanda Beling (Catanduva) e Kelly (Ourinhos) ao terreno brazuca, na evolução de Nádia (São Caetano) e Mariana Camargo (Blumenau), e, tomara, na recuperação de Micaela (Ourinhos).

E você, o que espera do Nacional que começa hoje, às 11hs, com Catanduva e Vasto Verde (de Blumenau)? Na rodada também teremos a vitória de Americana sobre o Botafogo, e os duelos entre São Bernardo e Ourinhos e Santo André e São Caetano.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Debate sobre basquete no Fórum Nacional

Foi realizado ontem e quarta-feira, em São Paulo, o Fórum Nacional "Brasil - O país do Esporte", com a presença de personalidades e dirigentes do país. Nesta quinta, por exemplo, uma das mesas de debate o "Basquete Brasileiro - crise ou solução?".

Mediado por Carlos Osso, diretor da Federação Paulista, o debate contou com a presença de Kouros Monadjemi (presidente da LNB), Vanderlei (que substituiu o presidente da CBB, Carlos Nunes), Marcelo Laguna (jornalista do Diário de S. Paulo) e Marquinhos (ex-jogador da seleção). Conversei com o mediador sobre o evento:

"O debate foi em minha opinião bom, mas sou suspeito, como moderador, para opinar. Comecei com a pergunta que era o tema do Debate (“Crise ou solução”). Os participantes, então, deram as suas opiniões. O Kouros foi muito positivo em relação a profissionalizar o Basquete, e tem a idéia de ajudar os jogadores e juízes a terem uma Associação para que possam se defender e se profissionalizar. Marquinhos esteve muito reticente com o Novo Basquete, pois acha que o basquete tem muitos defeitos e precisa melhorar muito. Gostei muito do Vanderlei, que foi muito positivo informando que estão começando a cuidar da base de nosso basquete. Ele deixou claro que a seleção adulta está mudando. Já o Marcelo Laguna criticou muito a CBB, principalmente com relação ao feminino. O Vanderlei não quis comentar, mas disse que uma das maiores jogadoras de Basquete (Hortência) está no comando e ele acredita que pode melhorar muito.

O papo foi muito simpático, e exibimos dois vídeos: uma sobre o NBB que a Globo produziu e outro da final Flamengo e Universo com a música Alegria, do Cirque du Soleil, de fundo", disse Osso.

A opção mais fácil

Na terça-feira escrevi que o New Orleans precisava encontrar um rumo para fazer a sua estrela (Chris Paul) feliz. Após o péssimo começo de temporada (3-6), a diretoria tomou a decisão mais fácil para tentar solucionar tudo: demitiu o técnico Byron Scott (foto) e anunciou o ex-gerente geral Jeff Bower como o novo comandante.

Esta é uma decisão comum no futebol brasileiro, não na NBA. Por aqui, por pior que seja o time, dirigentes não cansam de demitir técnicos. No basquete americano isso é novidade. O elenco do New Orleans é fraco, dois dos titulares são fracos e as novas aquisições via Draft não fazem acontecer na franquia. Scott, portanto, não tem a menor das culpas.

Como se vê, quem deveria ser demitido, na verdade, demitiu. E assumiu o time. O jazz de New Orleans mais parece tango no momento.

Alto-falante e perguntas

"Tive duas reuniões com patrocinadores nesta terça-feira e outra na quinta (ontem). São empresas de São Paulo do ramo de alimentos e financeiro. Estamos trabalhando para fechar o acordo o quanto antes. Acredito que até a próxima semana teremos boas notícias"

A declaração é de Ricardo Hinrichsen (foto à direita), diretor de marketing do Flamengo, ao Globoesporte.com. Ele tenta explicar as causas do atraso de salário da equipe de basquete mais vitoriosa do país nos últimos dois anos. Por isso tenho algumas perguntas para fazer:

1- Quer dizer que o departamento de marketing do Flamengo só trabalha depois que os salários estão atrasados? Cadê o planejamento?
2- E se na próxima semana não houver boas notícias, como Ricardo espera, como os jogadores ficarão? Aliás, e se o atraso fosse com o diretor de marketing do Flamengo, será que a calma na declaração seria a mesma?
3- Será que o rubro-negro pode cobrar alguma coisa de seus atletas?
4- Até quando os profissionais rubro-negros aguentarão esta situação? E a tal associação de jogadores, que seria criada, não deveria começar a se posicionar a partir de agora? O que a classe dos atletas de basquete está esperando para se mobilizar?
5- E a LNB, de Kouros (foto à esquerda) e companhia, não deveria passar a fiscalizar os clubes com mais rigor? Será que ela não tomará atitude alguma?
6- Insisto: até quando veremos este tipo de atitude no basquete brasileiro?

Respostas e comentários na caixinha!

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Boa idéia

Vejo no site da CBB que a entidade promove, nesta sexta-feira, o primeiro encontro dos técnicos das seleções brasileiras. Iniciativa de Hortência, diretora do departamento feminino, estarão por lá Paulo Bassul (adulto), Luiz Cláudio Tarallo (sub-19), "Borracha" (sub-17), Cesar Guidetti (sub-16), Janeth Arcain (sub-15) e o preparador físico João Nunes.

A idéia é ótima, e eu espero, sinceramente, que surjam boas novidades deste encontro. Espero, também, que Hortência defina de uma vez a situação de Paulo Bassul, cujo contrato com a entidade terminou há cerca de um mês.

Reflexo, reflexo

Não é difícil abrir o blog do Bert e se deparar com os números assustadores que Clarissa (foto) tem despejado em Portugal há quase um ano. É um tal de duplo-duplo pra cá, MVP pra lá, que é quase impossível não pensar logo em seleção para ela. Mas o 'quase' se faz necessário quando a gente vê que o time da brasileira, o Vagos, estreou ontem na Eurocup (a segunda divisão dos times europeus) e tomou uma tunda de ouro do apenas regular Mondeville (da França) por 99-37 (no segundo tempo as lusas fizeram apenas 14 pontos).

Vendo estes números eu penso em como o basquete feminino brasileiro está mal e atrasado. Tanto Clarissa quanto Izabela (ambas na foto ao lado), que agora defende as cores do Vagos também, são boas jogadoras, apostas para o futuro, mas ainda precisariam ser lapidadas por aqui. E decididamente não será em Portugal, que não figura nem no quarto escalação da modalidade entre as moças, que isso irá acontecer. Infelizmente para elas e principalmente para o Brasil.

Ué, mas então por que diabos estas meninas estão por lá, você deve estar querendo me perguntar. Dizer que o Nacional da CBB tem dois meses de duração, oito times, salários atrasados, falta de estrutura e tudo mais ajuda a responder? Creio que sim, né. Então que a Confederação coloque a mão na consciência e perceba que a falta de um plano estratégico de reestruturação para a modalidade só faz com que os jovens valores que um dia poderão (poderiam?) render frutos às seleções brasileiras se percam pelo caminho.

O velho Phoenix está de volta

Escrevo antes do jogo entre Phoenix e New Orleans, mas nada muda sobre a análise: os Suns, aquele time que corria adoidado há três, voltou. E voltou bem. Melhor ataque com 110,8 pontos e 50,2% nos arremessos, seis dos comandados de Alvin Gentry fazem mais de 12 pontos por partida e dez atuam por mais de 10,5 minutos. Prova de que a rotação de Gentry tem funcionado nestes primeiros oito duelos (7-1).

E quem comanda a festa do Phoenix é Steve Nash (foto). Dado como acabado após a temporada passada, o canadense voltou com tudo para este ano. Possui 18,3 pontos, 12,9 assistências e 48% nos três pontos (as duas últimas são as melhores marcar de sua carreira). Nos passes, aliás, é que o camisa 13 vem arrebentando: em duas ocasiões foram 20 em uma noite, e em outra 17.

O que isso quer dizer em relação a um possível título do Phoenix Suns? Não tenho a menor idéia. Mas uma coisa é certa: o adversário desta noite, na Califórnia, é o Los Angeles Lakers, e talvez melhor termômetro para medir a capacidade do novo-velho Phoenix não exista. Que Steve Nash esteja preparado.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Estreante, Londrina está sem salário

O slogan do time está lá no site oficial: "O basquete levado a sério". Na prática, o que vem acontecendo com Londrina está bem longe disso. Estreante no NBB de 2009-2010 (a LNB não fez nenhuma exigência financeira?), o time do Paraná não paga salários aos atletas desde julho. Ou seja: o time começou o certame sem arcar minimamente com suas obrigações. Lamentável.

Comenta-se, inclusive, que uma greve de 48 horas por parte dos funcionários está programada para hoje. Houve promessas de pagamento, mas até agora o que o clube alega é que o repasse das verbas da prefeitura não está sendo feito como deveria. De todo modo, só há um lado que sai perdendo: os profissionais que aceitaram o desafio de defender Londrina no NBB.

Ah, e tem mais um derrotadíssimo nesta história toda: o basquete brasileiro, mais uma vez pagando o mico dos salários atrasados. Até quando, hein? E a LNB, não vai fazer nada? Como se vê, entrar no campeonato não é tão difícil assim.

Estado de graça

Sem Pau Gasol e Andre Bynum (de novo!), e ainda se acostumando ao ritmo de Ron Artest, o Los Angeles Lakers recorreu a uma velha e infalível arma para manter a ponta do Oeste: bola em Kobe Bryant e está tudo certo. Certíssimo, diga-se de passagem. Com 33,6 pontos (melhor marca da liga e segunda de sua carreira), o camisa 24 ainda possui ótimos 48,6% nos arremessos. Não é a toa que as assistências caíram de 4,9 para 2,6, e que os minutos subiram (36 para 39).

Não é uma questão de ser a volta do velho e "fominha" Kobe Bryant, mas fazer exatamente o que a situação exige. Sem dois titulares e de novo às voltas com a discussão sobre a qualidade do seu elenco de apoio, Kobe sabe que este é o momento de colocar o time nas costas e obter vitórias importantes neste começo. Talvez pensando nisso, o rapaz trabalhou nas férias com ninguém menos que Hakeem Olajuwon. Dá uma olhada no vídeo abaixo e confira!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Da prancheta

146 - Foi esta a pontuação do Golden State Warriors contra o Minnesota Timberwolves (que fez 105). Oito jogadores pontuaram em dígitos-duplos, 36 assistências e 52,2% no aproveitamento dos três pontos. Surreal, não? Na rodada de ontem, Manu Ginóbili fez 36 pontos e conduziu os Spurs, sem Tim Duncan e Tony Parker, a uma importante vitória (131-124) sobre o Toronto Raptors.

Olímpicas procuram emprego

A menos de uma semana do começo do Nacional e com as temporadas européias já em andamento, chama a atenção que duas jogadoras muito conhecidas do grande público não estejam em atividade. Êga e Mamá (as duas na foto), campeãs do último campeonato brasileiro por Ourinhos e com passagem pela seleção brasileira (as duas foram às Olimpíadas de Pequim, e a ex-camisa 10 ourinhense ainda esteve em Cuiabá, na recente Copa América), estão na nada lisonjeira fila do desemprego do basquete brasileiro.

Acho que todos sabem que não morro de amores pelo jogo das duas, mas acho que elas ainda têm espaço no basquete (principalmente em solo nacional). Se a CBB quisesse fazer do Nacional uma competição minimamente interessante, bem que poderia contratá-las e distribuí-las para equipes menos favorecidas (Botafogo e Blumenau, por exemplo). O torneio ganharia em equilíbrio, e as duas equipes teriam jogadoras experientes para auxiliar a garotada.

Desperdício

"Temos que ter uma identidade, uma maneira de jogar. Se quiserem correr, não tem problema, eu corro. Se quiserem jogo de meia quadra, não tem problema, também posso fazer. Do jeito que está, porém, é que não pode ficar". A frase é de Chris Paul, armador e craque do New Orleans Hornets, triste com o começo os 3-5 de seu time - ontem venceu os Clippers. Para piorar as coisas, amanhã a pedreira é em Phoenix, contra os embalados Suns.

CP3 reclama, com razão, sobre a leseira do elenco. O time perdeu força no jogo de garrafão com a queda de rendimento de David West (piores médias dos últimos cinco anos com 16,1 pontos e 6,1 rebotes), continua sem uma opção segura nos chutes de média e longa distâncias (Peja Stojakovic, até ontem reserva do mediano Julian Wright, possui 9,8 pontos de média) e ainda se adapta ao jogo de Emeka Okafor (ele é mais talentoso que Tyson Chandler).

O que isso quer dizer? Que com um dos melhores armadores da liga, os Hornets já deveriam ter aberto o cofre para ajudar Chris Paul a conduzir o New Orleans ao topo do Oeste. Do jeito que as coisas estão, a franquia desperdiça o talento de seu craque, esvazia o ginásio e corre o risco de ficar fora dos playoffs. E a gente sabe que jogadores acima da média não costumam ficar muito satisfeitos com isso, né?

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Peneira em Barueri

Visando a formação de equipes para a próxima temporada, o Grêmio Recreativo Barueri está selecionando atletas para os seus times. Quem for da região ou se interessar, vale a pena seguir os contatos que se encontram no flyer deste post. O projeto da cidade parece ser sério.

O começo do NBB

Após duas rodadas de NBB, Flamengo, Franca, São José e Brasília seguem invictos (o Joinvile tampouco perdeu, mas jogou apenas uma vez). Ontem vi um pouco da partida entre francanos e Bauru (vitória dos donos da casa por 88-69, com boa atuação do armador americano Tony - na foto -, que fez 19 pontos) e até que gostei do que vi. Na sexta-feira, confesso que desliguei no começo do terceiro quarto, quando o Flamengo, atual campeão, dava uma lavada que terminaria em 109-72 no Saldanha da Gama.

E aí, está acompanhando o NBB? O que você está achando? Diga na caixinha!

Resto

Começa no próximo dia 14 o Nacional Feminino. Se é verdade que é melhor ter o torneio do que não tê-lo, e que é inadmissível que clubes não consigam cuidar da competição sem a tutela da CBB, também é verdade que o campeonato, o grande chamariz das meninas, é de uma pobreza (técnica, financeira e estrutural) terrível.

Em primeiro lugar porque serão apenas dois meses de competição. Eu, do meu canto, pergunto: o que serão os outros dez meses do ano para quem quer viver de basquete neste Brasil? Nada, né. Além disso, seis dos oito participantes são de São Paulo - Santa Catarina e Rio de Janeiro completam o Nacional.

Sobre os cariocas, eu posso falar um pouco: sem grana para investir, o alvinegro usará o Nacional para "dar experiência" às pratas da casa. Meninas de 16, 17 anos. Isso evidencia outra coisa: se houvesse um circuito de base decente por parte da Confederação, este atropelo "de gerações" não existiria. Será no mínimo cômico, ou trágico, ver as campeãs do mundo Adriana Santos e Cintia Tuiú dividindo o mesmo espaço com meninas que têm metade de suas idades.

E assim seguimos com mais um Nacional mambembe organizado por esta Confederação que parece não atentar para o fato de que o torneio das meninas foi o único "chamariz" que lhe restou para ajudar na sedimentação da modalidade no Brasil. Não há uma ação de marketing decente para o torneio que começa em cinco dias. Não há o nome das jogadoras no site do torneio que começa em cinco dias. Não há foto das equipes que jogarão o torneio que começa a cinco dias.

Para ser sincero, não há atração alguma no torneio que começa em cinco dias.

domingo, 8 de novembro de 2009

Kobe e LeBron juntos?

Bom, o blogueiro do Chicago Bulls, Sam Smith, escreveu a respeito da união dos dois melhores jogadores da atualidade como sendo algo "possível". Sinceramente, não creio que a dupla possa vir a se encontrar em Los Angeles, mas deixo a questão para vocês, aí da caixinha: será que Kobe Bryant e LeBron James podem atuar lado a lado na próxima temporada, quando o agora ala do Cleveland Cavs será um jogador com passe-livre?

Diana, tiete

O Bert colocou no blog dele que a estupenda Diana Taurasi teve seu momento tiete durante as Olimpíadas de Pequim. A ala americana viu o craque Diego Armando Maradona nas arquibancadas e não teve dúvida: foi até lá, deu-lhe um beijo e, sem a menor cerimônia, tirou uma foto. Em seu blog, Diana disse: "Foi um dos melhores momentos da minha vida. Cresci assistindo ele jogar ao ladi do com meu pai. Nunca fiquei tão nervosa ao encontrar alguém”. O vídeo abaixo é sensacional!

sábado, 7 de novembro de 2009

A dirigente Hortência

O Bert publicou em seu blog as declarações de Hortência ao repórter José Eduardo Martins, da Folha de S. Paulo. Abaixo, você pode ler o que disse a dirigente máxima do basquete feminino da CBB ao jornalista:

"Se ela (Iziane) vai aceitar eu já não sei. Mas que eu vou convocá-la, eu vou".

"Os problemas de relacionamento da jogadora não foram suficientes para afastá-la da equipe nacional. A gente não pode ter vaidade quando está em uma seleção brasileira. Nós temos de convocar quem são os melhores".

"Ela é uma jogadora importante para a seleção. Nós vamos disputar um Mundial e precisamos estar com a nossa força máxima. Só não vai defender a seleção se ela não quiser".

E aí, o que você acha das declarações de Hortência?

Alto-falante

“Não tenho mais problemas na coxa. Meu problema agora é com a minha bunda sentada por tanto tempo no banco de reservas. Não sou um deles (reserva), muito menos um sexto homem. É só conferir meus números!"

A declaração é de Allen Iverson ao Yahoo, que em menos de um mês de campeonato já reclama de Lionel Hollins, técnico do Memphis Grizzlies, que começa a partida com o veterano no banco de reservas. Começou cedo, hein...

Tássia está de volta

Vejo no site da Federação Paulista que a jovem Tássia, uma das maiores promessas do basquete brasileiro, voltou às quadras no último final de semana (30 de outubro). A menina de 17 anos, recuperada de lesão no joelho que a afastou das quadras por mais de seis meses, jogou contra o time do Centro Olímpico e anotou 17 pontos, mas viu a sua equipe, Americana, perder o duelo por 59-55.

O blog deseja sorte a ela nesta volta. Sua paixão pelo basquete e seu talento serão recompensados - estou certo disso.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

O troco de Messina

Ettore Messina saiu triste de quadra na última decisão da Euroliga. Seu time, o CSKA, perdeu o troféu para o grego Panathinaikos por 73-71 na despedida do técnico italiano do time russo. Menos de seis meses depois, Messina deu o troco em Zeljko Obradovic (os dois, somados, possuem 11 títulos continentais, diga-se de passagem).

Ontem, em jogo válido pela terceira rodada da Euroliga, o Real Madrid, novo time de Ettore Messina, bateu o Panathinaikos por 80-70 (com 17 pontos de Kaukenas), na maior vitória dos merengues até então na temporada.

Messina não precisava disso para provar o seu talento, mas o triunfo de ontem mostra que o Real está no caminho certo, e será um rival bem difícil de ser batido a partir desta temporada.

A idéia é boa - a execução...

É inegável que a CBB tem tentado correr contra os anos de penumbra da Era Grego, e algumas iniciativas merecem elogios mesmo: a aproximação do Ministério dos Esportes, o estreitamento dos laços com o presidente Lula e a criação da tão decantada Nacional de Treinadores (para 2010). As idéias são boas, sem dúvida, mas a execução não é das melhores.

Primeiro porque o coordenador é Diego Jeleilate (foto). Nada contra ele, a quem respeito, mas Diego é preparador físico da Confederação - quem deveria tocar o projeto deveria ser, evidentemente, um treinador. Em segundo lugar porque dois dos membros do comitê técnico são Lula Ferreira e Flávio Davis, cujos métodos de trabalho estão longe de serem os sonhados (a seleção masculina sabe bem disso). Ou seja: como o corpo docente da Escola da CBB está longe de ser o ideal, a formação dos novos profissionais que comandarão as equipes já nascerá defasada, portanto.

Repito: a idéia é boa, excelente, linda, mas a criação da Escola de Técnicos deveria começar por rever os métodos de trabalho a que estamos acostumados por aqui. Um banho de clínicas àqueles que passarão as informações já seria um bom começo. Na boa, a questão é bem simples: não adianta termos alunos com vontade de aprender se os professores possuem uma defasagem grande em suas formações.

Tudo de novo

O Rodrigo Alves, do Rebote, estará por lá, e provavelmente ele verá na capa do New York Times uma matéria sobre uma (quase im)possível ida de LeBron James para os Knicks em 2010, quando o jogador terá passe livre. Hoje, os Cavs visitam o time da Big Apple, e não será espanto que os sites americanos explorem, outra vez, esta questão.

No campeonato passado, para delírio e tristeza dos fãs dos Knicks, LeBron, que descansou no último período, despejou "módicos" 52 pontinhos (aqui) em cestas nova-iorquinas e foi ovacionado no final pelos torcedores (os mesmos que, como demonstra a foto, colaram o nome do rapaz nas camisas do time). Nesta noite ocorrerá o mesmo: muita especulação sobre o futuro de James, aplausos no Madison Square Garden, amigos do ala nas primeiras filas e provavelmente uma vitória do Cleveland contra este fraquíssimo time do New York.

E é aí que reside o maior problema dos Knicks, como já escrevi por aqui: se quisesse "seduzir" LeBron James, seria muito importante que o New York já tivesse ao menos um projeto, um esboço, de time. Acho muito difícil o cracaço dos Cavs trocar um time que tem chances de título por um ponto de interrogação. De todo modo, a ESPN transmite o duelo e vale ficar de olho no duelo que começa às 23hs.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Vem aí o Nacional feminino

O site da CBB anuncia o começo do Nacional feminino para o próximo dia 14 de novembro. Oito equipes de três estados (São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina) disputam a competição. Ourinhos, atual pentacampeão, defende a sua hegemonia. Uma análise mais completa nos próximos dias.

E aí, gostou da notícia? Comente na caixinha!

Deu no UOL

O Fábio Carvalho, em uma das caixinhas de comentários deste blog, comentou que o UOL divulgou uma matéria a respeito do campeonato Sub-20 que a LNB pretende lançar em janeiro. No mesmo dia, o Sérgio, gerente da Liga, falou isso por aqui na primeira parte de sua entrevista. Quanta coincidência, hein...

Ótima decisão

Tá aí um menino sensato. Leio na ESPN que Rajon Rondo, do Boston Celtics, renovará o seu contrato por US$ 55 milhões por cinco anos com os verdes. Por conta dos rumores, tinha medo que o rapaz fosse incorrer no mesmo erro de Hedo Turkoglu (para ficar em um exemplo), que trocou uma franquia vitoriosa (o Orlando Magic) por uma milionária-porém-em-frangalhos (o Toronto Raptors). Isso mostra que ainda existe gente que coloca o lado esportivo em pé de igualdade com o financeiro.

Em Boston Rondo liderará uma franquia vitoriosa e que, no período em que seu contrato vigorará, disputará as primeiras colocações da liga. Mas não é só isso: caso trocasse os Celtics por um time em que tivesse a responsabilidade de (também) pontuar, o camisa 9 colocaria as suas deficiências às claras. No time de Doc Rivers, ao contrário, o armador tem uma responsabilidade básica: colocar o trio de estrelas (Garnett, Pierce e Allen) para jogar.

E isso, como todos nós sabemos, ele faz bem pacas. Rondo fica como exemplo de um jogador que consegue ler a sua situação sem dar um passo maior que as pernas. Ele sabe, também, que vitórias esportivas costumam levar às vitórias em outro campo: o das propagandas. Talvez Turkoglu não tenha se ligado nisso.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Alto-falante

"Eu disse que ele (Vitor Boccardo) não tinha que ficar quieto, apanhando em casa. Mas falei com ele. De repente, recebi uma falta técnica e fui expulso. Isso é abuso de poder"

A frase é do sempre ponderado Duda, ala do Flamengo, em matéria do Jornal O Globo sobre a estréia rubro-negra no NBB (vitória por 99-70 contra o CETAF). O rapaz teria dado "dicas de comportamento" ao novato Vitor Boccardo, que supostamente estaria "apanhando" dos rivais. A arbitragem expulsou o rapaz.

Não vi o lance, e tudo bem que os juízes brasileiros são ruins pacas, mas uma coisa é certa: os jogadores daqui adoram tumultuar aquilo que já é pra lá de tumultuado.

Da prancheta

29 - Foi o número de pontos que Dirk Nowitzki (foto) fez no quarto período da vitória do Dallas Mavericks sobre o Utah Jazz por 96-85. A marca, recorde da franquia texana, veio com outros 11 pontos do alemão (40 no total, além de 11 rebotes e cinco assistências).

5 - É o número de vitórias do Boston Celtics. Ao lado de Phoenix Suns e Denver Nuggets (4-0), os verdes são os únicos invictos neste começo de temporada. O último triunfo veio ontem, contra os Sixers, em Philadelphia, com 21 pontos de Paul Pierce e 20 de Rasheed Wallace.

A mente por trás da LNB - Parte 2

Perdeu a primeira parte do papo com Sérgio Domenici, Gerente Executivo da LNB? Então clique aqui antes de conferir a segunda!

Bala na Cesta: Que ações de marketing que a LNB traz de para a segunda edição?
Sérgio Domenici: Precisamos transformar o NBB em um grande momento de entretenimento para nossos espectadores e a NBA é um ótimo exemplo para isso. Lançaremos, ainda para esta temporada, nossa primeira linha de produtos licenciados. Uma mascote dos jogos também deverá surgir. Faremos novamente o jogo das estrelas e estamos tentando com a Liga Argentina um confronto para este dia. O site também passará por importantes mudanças de layout, facilidade de acesso às informações e criação de novos conteúdos. O layout dos locais de competição também continuará a receber uma atenção especial com a troca das placas de publicidade, uniformização de todo o staff de quadra e dos materiais de jogo como tabelas e placares além de um piso móvel que poderá ser levado aos ginásios em dia de jogos com TV. Sobre a parte comercial a TV Globo está com um belíssimo material nas agências de propaganda e que em breve estará nos dando um ótimo retorno.

-- O número de patrocinadores continua o mesmo de 2008: Eletrobrás e Spalding, deixando, ainda, a TV Globo a cabo de todo projeto comercial, como você mesmo diz no site da LNB. Esta relação com uma emissora tem seus lados bons e ruins, não? O lado bom é o poder de persuasão que o nome Globo carrega consigo, e o ruim é a falta de autonomia que a entidade tem para gerir os seus próprios rumos. O que você diz a este respeito?
-- É interessante ver muita gente falando em 2008. Isso mostra o quanto fizemos em apenas 10 meses. Nossa última temporada começou em 28 de janeiro de 2009, dessa forma Eletrobrás, Spalding e Araldite são ainda deste ano. Veja, nós temos autonomia para decidirmos qualquer coisa. A Globo é nossa parceira e tem contribuído de forma significativa para nosso sucesso, inclusive com transferência de conhecimento o que, para a gente, tem sido determinante. O sucesso do NBB será o sucesso de todas as partes.

-- Esta concentração de esforços em apenas uma empresa de comunicação (que é imensa e possui braços em diversos meios, diga-se de passagem) não pode ser perigosa para o basquete em um longo prazo (principalmente no tocante à criação de uma cultura esportiva mais sedimentada)? A Rede Globo é a única empresa que transmite jogos Nacionais de basquete no país. O senhor considera essa visão única dos fatos boa, ruim ou indiferente?
-- Não podemos desconsiderar a força da Globo, como você bem disse. Hoje há um tripé acompanhando o NBB: TV aberta, fechada e site. Procuramos outras emissoras antes da Globo aparecer com esta proposta e o que ouvimos não foi nada animador. A Globo não é só uma detentora exclusiva de direitos de transmissão. Ela é nossa parceira e está investindo nesse projeto, e não estou falando somente de recursos, mas de expertise. No nosso treinamento de mídia estavam lá a TV, o Sportv e o Globoesporte.com. Antes do NBB o nacional teve 12 jogos transmitidos e antes disso 24. Somente em nossa primeira temporada tivemos 51 e agora há a previsão de até 55 transmissões. Tivemos mais de 300 mil pessoas nos ginásios, sendo 70 mil somente nas finais e isso há várias razões. Entre elas, está a força de divulgação que a emissora tem. Sobre a sua pergunta, não fosse o tipo de relação que temos com a Globo, acho que os monopólios são, por vezes, bem complicados, mas há uma pluralidade na divulgação do NBB através de todas as mídias que compõem as Organizações Globo. A parceria nos garante o esforço das partes para o sucesso da modalidade. Sendo assim considero muito positiva nossa relação.

-- Por fim, faço uma provocação: como trazer novos parceiros comerciais para a liga e para os times, se a principal parceira (a Globo) não cita o nome dos patrocinadores? Na última Superliga de vôlei, a final entre Rexona e Finasa era descrita como Rio de Janeiro e Osasco.
-- Este é um assunto polêmico, mas devolvo com algumas perguntas. Há quanto tempo o Rexona está no voleibol? Ou a Vivo ou FIAT, CIMED? Essas empresas, pode apostar, estão bem satisfeitas. Antes que alguém argumente, o Finasa não saiu do vôlei por isso e é bem fácil analisar essa questão. Mas qual o time de futebol que tem uma marca associada a seu nome?
Tivemos mais de 138 milhões de retorno de mídia. A final chegou a um pico de 13 pontos na Globo aberta e isso, se não me engano, são mais de 30 milhões de pessoas assistindo e vendo a marca dos patrocinadores nos uniformes dos clubes, além das outras propriedades a que têm direito. Os clubes da NBA, guardadas todas as diferenças, sequer têm patrocínio em suas camisas.
Os argumentos para atrair novos patrocinadores estão mais fortes do que nunca. Produto revigorado, com grande visibilidade e apelo popular. Este é um tema que parece resolvido para a maioria das empresas, a visibilidade que elas têm nos ginásios, no relacionamento com a comunidade e, principalmente, na TV justifica, em muitas vezes, o seu investimento.
Bom NBB para todos.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

O giro americano do Rebote

Rodrigo Alves, sempre astuto, prepara o primeiro giro do Rebote em terras americanas. O rapaz cruzará os EUA e conhecerá 456 aeroportos, comerá em 789 lanchonetes e, ainda por cima, verá um tantão de jogos de basquete. Clique aqui e confira a saga. Vale a pena!

Ah, e Nenê também foi entrevistado pelo Rodrigo.

Ainda melhores

Hedo Turkoglu saiu do time. Em seu lugar veio Vince Carter (foto à esquerda), que se machucou logo no segundo jogo da temporada. Temporada, aliás, que começou sem Rashard Lewis, suspenso por dez jogos. Se isso não bastasse, Courtney Lee, ótima revelação e titular em seu primeiro ano, se mandou para New Jersey (na troca pelo Vinsanity). Tudo conspirava para um péssimo começo de ano para o Orlando Magic, mas não é o que se vê. Após três jogos, só triunfos.

Tudo bem que os rivais não são lá essas coisas (Phila, New Jersey, Toronto), mas os comandados de Stan Van Gundy sabem que uma ótima campanha vale duas coisas: mando de quadra nos playoffs e um não-confronto com Celtics ou Cavs nas semifinais do Leste.

O elenco agora conta com os bons carregadores de piano Brandon Bass (ex-Dallas), Ryan Anderson (o ala, ex-Nets, anota 17,3 pontos até aqui), Matt Barnes e Jason Williams no auxílio ao quinteto titular formado por Jameer Nelson, Vince Carter, Lewis, Mickael Pietrus e Dwight Howard (foto à direita) - além disso, J.J Redick e Marcin Gortat podem ajudar. O time, que tinha qualidade, mas não profundidade e peças de reposição à altura, ficou completo.

Podem apostar, o Orlando Magic, que hoje enfrenta o Detroit Pistons fora de casa, é um time ainda melhor que o vice-campeão na temporada passada.

A mente por trás da LNB - Parte 1

Gerente executivo da Liga Nacional de Basquete (LNB), Sérgio Domenici (na foto à esquerda) responde por algumas das melhorias do NBB nesta segunda edição. Com fluência em importantes áreas do esporte (marketing, administração e economia), o educado e inteligente paraense bateu ótimo papo que envolveu as modificações do campeonato, a formação de um circuito de base alinhado à CBB, a eterna dúvida em relação às Organizações Globo e muito mais. Com respostas acima da média, Sérgio merece dois dias de publicação no Bala na Cesta. Amanhã você lê a segunda.

Bala na Cesta: A próxima edição do NBB começou cercada de muita expectativa. O que esperar do campeonato?
Sérgio Domenici: Antes de pensarmos nesta temporada fizemos uma análise de como ocorreu a primeira. Foram detectados vários pontos a serem melhorados, entre eles o nível técnico das equipes, a estrutura dos ginásios, a tecnologia que envolve a competição, a capacitação dos profissionais e a relação com a imprensa. Procuramos avançar nestas questões, seja com treinamento, investimentos em novas tecnologias ou alteração do regulamento, como a inclusão de até três estrangeiros por equipe. Acredito que a principal mudança será no nível técnico. Houve um investimento muito grande das equipes, seja na repatriação de alguns atletas, seja na contratação de estrangeiros ou simplesmente no reforço das equipes com atletas brasileiros.

-- Como você mesmo diz, o nível técnico da competição foi um dos grandes problemas que a LNB enfrentou. Apesar de ser um esforço que a entidade faz, parece claro que o desenvolvimento da modalidade precisa ser feito em conjunto com a CBB, não? O que tem sido conversado, e, além da clínica que foi feita no final do NBB passado, o que teremos nesta nova edição? A presença de jogadores e técnicos estrangeiros é uma boa alternativa?
-- O nível técnico é conseqüência de todo um processo que fez o basquetebol chegar aonde chegou. Menos equipes, menos praticantes e menos competições estão refletidos agora. Acreditamos que este quadro poderá ser revertido por vários motivos: a criação da LNB e um processo de retomada da popularização da modalidade, a criação da nossa competição sub-20 e, como você bem disse, um trabalho sinérgico com a CBB. A CBB está se propondo a criar uma escola de treinadores e cuidar das clínicas para técnicos e árbitros. Nós acreditamos e investimos no desenvolvimento dos profissionais que trabalham no NBB. Este ano promovemos, além da clínica internacional de treinadores, treinamento para nossos representantes e para os scoutistas. Fizemos, com o apoio da CBB e realização da Faculdade de Ed. Física da Unicamp, uma Clínica para os árbitros, que serão filmados e acompanhados durante todo o NBB e terão mais duas clínicas para receberem suas avaliações e orientações corretivas. Na sexta-feira passada feira fizemos ainda um treinamento de mídia e marketing para os nossos clubes. Para 2010, ainda está programado um circuito de seminário para os profissionais das área médicas, nutrição, psicologia, fisioterapia e preparação física dos clubes do NBB.

-- Para esta edição do NBB estava prometido um circuito de base alinhado ao campeonato adulto. Como ficou esta questão? Em algum momento a CBB chegou a conversar com vocês sobre isso? De fato isso existirá? Se sim, quando?
-- Cadastramos nosso projeto junto ao Ministério dos Esportes para obtenção de recursos da Lei de Incentivo ao Esporte. Precisamos agora que o mesmo seja aprovado e, sobre isso, já temos uma sinalização positiva do Ministro Orlando Silva. Depois iniciaremos a captação desses recursos. Se tudo correr bem nossa competição sub-20 se inicia no dia 5 de janeiro de 2010 com 14 equipes. A CBB está alinhada com a LNB: este nosso Campeonato não será o Campeonato Brasileiro, como acontece com o adulto, mas cumprirá uma importante função para nós que é a revelação de novos atletas de qualidade. Além disso, sabemos que isso possibilitará que cada vez menos percamos menos garotos para o basquetebol europeu como tem sido regra. No nosso campeonato sub-20 as equipes viajarão junto com as adultas, se hospedarão juntas e farão as preliminares. Terão a chance de serem observadas, de herdar a mídia e público do jogo principal, além de conviver em uma situação de profissionalismo.

-- Em março deste ano, quando entrevistei o Kouros, ele me disse que sete empresas foram contatadas para patrocinar a liga, mas nenhuma delas vingou pelo visto. Os resultados financeiros, como se vê, ainda estão longe de serem satisfatórios. Como reverter isso? Algum novo patrocinador é esperado para esta segunda edição do NBB?
-- Fechamos com a Eletrobrás, Spalding e Araldite, que já nos dão a garantia de realizar a competição. Você tem razão, no entanto, quando diz que estamos longe de chegar em uma situação satisfatória, mas estamos somente no nosso primeiro ano e sabemos que chegaremos lá. Hoje, quem negocia as propriedades do NBB é o Departamento Comercial da TV Globo e as perspectivas são as melhores neste sentido.

-- Muita gente alega que o basquete só será forte no Brasil quando Norte e Nordeste do país estiverem inseridas na competição. Em recente entrevista, o ex-jogador Guy Peixoto, um dos maiores empresários da região, disse que a Liga deveria olhar com mais carinhos para os estados da região. O que o senhor acha disso, e qual a idéia da liga para inserir estes times na competição gradualmente? Dos 16 times do próximo campeonato, sete são de São Paulo.
-- Nenhum estado brasileiro poderá ter mais que 50% dos times da LNB. A questão do Norte e Nordeste é verdadeira. Só teremos uma competição verdadeiramente nacional quando tivermos equipes dessas duas regiões. Eu, como paraense, adoraria ver um time do meu estado fazendo parte da LNB - o papão da Curuzu por exemplo. O nosso Presidente, o Kouros, já está estudando com a CBB uma forma de acesso ao NBB para as demais equipes. A CBB fará uma grande competição regional e os dois vencedores poderão ter acesso ao NBB segundo alguns critérios. Por exemplo: deverão disputar com os dois últimos colocados do NBB e, se vencerem, deverão provar sua condição financeira para suportar a competição e demonstrar condições estruturais e técnicas para o Campeonato. Se tudo isso for atendido terão o direito de adquirir uma franquia da LNB. Este é um projeto que deverá estar concluído já para a temporada 2010/2011.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Alto-falante

"Está faltando ao basquete carioca esse profissionalismo dos clubes e um pouco de respeito aos jogadores também. Querendo ou não, a gente é profissional, temos conta para pagar. Nada como o profissional ser tratado com respeito, e o Paulistano trata o profissional com respeito"

A declaração é do profissional Baby, ex-pivô do Flamengo e agora do Paulistano, ao Playoff. O profissional rapaz critica a falta de profissionalismo de seu ex-clube, que, diga-se de passagem, não é nada profissional mesmo.

E agora, David Stern?

David Stern anda bufando. Comissário-geral da NBA, o senhor está alucinado com o possível lançamento de 'Blowing the whistle", livro do ex-árbitro Tim Donaghy, um dos maiores responsáveis por escândalos envolvendo corrupção, apostas e armação de resultados na liga. A obra, adivinha, acaba de ser abortada pela Triumph (editora), que na última hora decidiu não mais lançar a bomba (uma pena!). Na Amazon.com, que já havia começado a pré-venda, nenhum sinal de vida.

De todo modo, alguns trechos já foram divulgados. Num deles, Tim acusa Dick Bavetta, aquele senhorzinho que apita na NBA há quase 178 anos, de manipular o sexto jogo da polêmica final do Oeste de 2002 entre Lakers e Kings com um único objetivo: a NBA, em busca de melhores audiências, queria um sétimo duelo entre os californianos - o que acabou ocorrendo. Se isso não bastasse, há informações sobre a preferência dos senhores do apito: "Steve Javie odiava o Allen Iverson: quando o via em quadra, apitava qualquer coisa. Já Joe Crawford tem um neto que idolatra o rapaz: quando ele ia apitar, o netinho sempre ficava feliz, porque Iverson saía vencedor.

Tim Donaghy, ex-árbitro com ética pra lá de duvidosa, merece ser julgado como tal (um possível ser corrupto), mas suas acusações não merecem ser descartadas. Pelo contrário: se David Stern quer fazer da NBA uma liga limpa, é bom que ele comece a investigar tudo direitinho. É o que ele vem tentando fazer, e eu espero que não seja só bravata.