terça-feira, 21 de setembro de 2010

Os adversários no Mundial

Sempre atento, o Bert começou a destrinchar os adversários brasileiros no Mundial feminino. A Coreia do Sul foi o primeiro. Clique e leia.

Além do Horizonte

A ESPN reporta que Carmelo Anthony tem boas chances de não vestir mais a camisa 15 do Denver Nuggets. A franquia do Colorado já estaria, inclusive, ouvindo as ofertas de Knicks e Nets, dois dos maiores interessados em contratar os serviços do ala.

A questão de Carmelo é bem maior do que notar que dos cinco primeiros do Draft de 2003, quatro terão trocado de time caso Melo realmente não fique nos Nuggets. Mostra um pouco como esta geração pensa, ou gerencia, a carreira. No Denver Carmelo Anthony pode não ter chances de ser campeão realmente. Mas ao abrir frente para jogar no New York Knicks por um punhado de dólares, Melo deixa de lado a questão esportiva - ou alguém acha que os Knicks serão campeões em, no mínimo, cinco anos?

Pode ser que o cara seja um visionário, e eu aqui esteja dando um pitaco errado, mas o jogador (craque?) pode estar dando um passo para trás gigantesco em sua carreira.

O que eu espero do Mundial feminino

Ao contrário do Mundial masculino, que eu imaginava alguma coisa, não tenho a menor ideia do que pode acontecer com as meninas na República Tcheca a partir de quinta-feira. Sem querer ser clichê, mas pode vir uma semifinal ou uma eliminação na segunda fase. Tão simples quanto isso.

Se por um lado teremos a jovem Damiris (foto) como uma boa novidade e a pivô Érika pela primeira vez em quatro anos (em 2006, também no Mundial a pivô jogou no sacrifício), por outro contamos com um desentrosamento atroz. A própria Érika jamais jogou com Franciele, com quem deve formar a dupla de pivôs titulares. Nas alas, gosto da possível dupla Karen e Iziane (muita defesa e muito ataque), mas creio que Colinas opte por Helen-Iziane, deixando ainda mais desbalanceado o time.

Se pudesse arriscar, diria que o Brasil cai nas quartas-de-final, mas juro que não tenho o menor palpite a dar. Há muitas variáveis em jogo (condição física da Érika, percentual de arremessos da Iziane, desempenho de Franciele nos rebotes e na leitura de jogo, um novo técnico, o cansaço da Érika e o revezamento de Alessandra e Kelly no pivô), e de novo apelando do clichê eu digo: pode acontecer de tudo com a seleção feminina.

E você, tem algum palpite? A caixinha é toda sua!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Alto-falante

"As palavras de Florentino (Perez, presidente do Real Madrid) são como as do Papa. A gente escuta, não contesta e não se pode comentar. Simples"

A declaração é de Ettore Messina, em boa entrevista ao Marca. Lá, o italiano fala sobre a sua boa relação com Florentino Perez, presidente do Real Madrid, sobre o jovem elenco que tem em mãos e sobre a crise financeira pela qual os merengues passam.

Steve Nash e o Rei Pelé

Tal qual acontece com Baron Davis, Steve Nash decidiu investir no cinema. Ao lado de seu primo, lança, em breve, o filme "Into the Wind", documentário que narra a aventura do maratonista Terry Fox, que decidiu cruzar o território canadense mesmo com uma perna amputada devido a um câncer.

Os voos de Nash, porém, não param por aí. Fã de futebol, o canadense vê na Copa de 2014 a oportunidade de contar ao mundo um pouco da história de ninguém menos que Pelé.

Talvez Nash não saiba, mas um pouco da história de Pelé foi contada no filme "Pelé Eterno", de Aníbal Massaíni. Quem sabe o canadense não apresente uma versão diferente da mostrada por Massaíni.

A seleção precisa dela

Todo mundo sabe o que penso sobre Iziane (seu comportamento é abaixo da crítica e a considero uma ótima definidora de contra-ataque - e só). Mas não resta dúvida: ela evoluiu pacas de um ano para cá. Suas médias na WNBA saltaram (seus 16,9 pontos não são apenas a sua maior marca na liga, mas também 20% a mais do que a pontuação de 2009), seu aproveitamento de arremessos é excelente (44,4%), sua regularidade aumentou (nos últimos 17 jogos, em 15 a ala anotou mais de 11 pontos) e até a defesa de mano a mano cresceu.

Dito tudo isso, vamos ao que interessa: mais do que nunca a seleção brasileira precisa de Iziane. Com um elenco fraco e muito rodado (para quem não lembra, oito das 12 convocadas estiveram no Mundial de 2006 no Brasil), o sopro de esperança vem justamente da ala do Atlanta Dream. Querendo ou não, Carlos Colinas torna-se refém da única bola de segurança do time, da única atleta capaz de criar algo diferente dentro de quadra.

Se as bolas dela caírem, ótimo, temos alguma chance. Se não caírem, é bem capaz de o time não ficar nem entre os oito. Tudo exatamente como Iziane gosta.

domingo, 19 de setembro de 2010

Da Prancheta

24 - Será o número máximo de minutos que Yao Ming jogará por noite na próxima temporada da NBA. De acordo com Keith Jones, vice-presidente do Houston Rockets, a medida tem o objetivo de prevenir lesões do pivô chinês.

Olha a crise aí

Não demorou muito a respingar no basquete a crise econômica que a Europa enfrenta neste começo de século. O primeiro sinal veio de Rússia e Grécia, países que investiam pesado e se viram obrigados a reduzir seus orçamentos.

Agora foi a vez do Real Madrid fazer o mesmo, e por um motivo singelo. Desesperado para não deixar o Barcelona continuar vencendo, os merengues trouxeram o técnico Ettore Messina (que, aliás, já havia enfrentado problemas com a crise financeira no russo CSKA) e um punhado de reforços milionários. O resultado? Rombo de mais de €20 milhões na temporada passada. Muito, não?

Sem saber o que fazer, a diretoria do Real propôs, e os atletas e treinadores aceitaram: redução salarial na veia. Jorge Garbajosa, por exemplo, receberá 30% a menos, e não chiou. Messina, menos 15%. O sérvio Novica Velickovic, um dos destaques de seu país no Mundial, a mesma coisa.

Pelo visto, a crise chegou forte no basquete europeu.

Micaela e Tássia são cortadas

O espanhol Carlos Colinas anunciou ontem os últimos cortes da seleção feminina antes do Mundial feminino que começa na próxima semana na República Tcheca. Não permanecem com o grupo as alas Micaela (foto) e Tássia.

Assim, o elenco está formado com: Adrianinha, Helen, Karen, Iziane, Silvia Gustavo, Fernanda Beling, Palmira, Franciele, Damiris, Érika, Alessandra e Kelly.

E você, gostou dos últimos cortes? Gostou do grupo? Comente na caixinha!

sábado, 18 de setembro de 2010

Oportunidade para aprender

Passou meio despercebido, mas no próximo final de semana a NBA organiza, aqui no Rio de Janeiro, um evento com dez atletas e um técnico de Brasil, Argentina, México e Porto Rico.

Bruce Bowen, Ron Harper (foto) e Dee Brown estarão por aqui para a clínica, que contará com treinos, competições e uma série de seminário para os atletas.

Estarei por lá, e trago novidades no próximo final de semana. Confesso a ansiedade para entrevistar Ron Harper, armador tricampeão com o Chicago Bulls e bicampeão com os Lakers.

Alto-falante

"Não podemos deixar que a decepção com o resultado do Mundial nos empurre para tomarmos uma decisão fácil ou precipitada. Preciso analisar o que aconteceu na Turquia sem uma carga de emoção antes de decidir o que será feito"

A frase é de José Luis Sáez, presidente da FEB, falando sobre a manutenção do técnico Sergio Scariolo. A decisão deve sair nos próximos dias.

Os melhores da NBA

O site da ESPN começou a realizar uma interessante enquete para esquentar a próxima temporada da NBA. Perguntou aos leitores do site (clique aqui e veja) qual seria a equipe ideal de cada uma das franquias da liga.

Com as opções que eu tinha, escalei, por exemplo, o Lakers com Magic, Kobe (desculpe, Jerry West), James Worthy, Pau Gasol e Shaquille O'Neal (sorry, Kareem), e o Chicago Bulls com Norm Van Lier, Jordan, Pippen, Rodman e Artis Gilmore. E você, conseguiu colocar o seu time ideal?

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Um revés inesperado

Diante do Japão, eu sinceramente não esperava que a seleção feminina fosse ter algum problema. Mas teve, e teve muitos. Perdeu por 83-71 no Torneio da França há alguns minutos graças a uma atuação bem abaixo da crítica.

Foram 18 erros, 4/18 dos três pontos e uma péssima defesa do perímetro (9/14 para as asiáticas, que viram Ai Mitani converter cinco em seis tentativas). De bom, apenas os 17 pontos de Alessandra (foto) e os 12 de Damiris, além da confirmação do bom jogo de garrafão da seleção (48 pontos e 13 rebotes ofensivos ao todo).

A inconstância do time é um ponto que Carlos Colinas precisa tentar reverter rapidamente. Para se ter uma ideia, Karen e Franciele, tão bem ontem (16 e 14 pontos respectivamente), hoje somaram seis pontos, três erros e 2/12 nos tiros. Perder não é o problema, mesmo que seja do fraco time do Japão. O problema é que o time alterna demais, e esse pecado pode ser mortal no Mundial.

Alto-falante

"Ele (Tiago Splitter) vai ter uma grande carreira na NBA, mas não vai ser o nosso cestinha ou algo parecido. Vai pegar rebotes, defender, correr pela quadra, tomar boas decisões e fazer um bom papel com a comunidade. Não vai ser a nossa bola de segurança"

A frase é de Gregg Popovich, técnico de Tiago Splitter no San Antonio Spurs em sua temporada de estreia na NBA. Acho que Tiago terá uma adaptação muito tranquila à NBA, sinceramente. Seu técnico é competente, seus companheiros são experientes e a pressão não estará sobre ele. Você concorda?

Érika está cansada

Quem viu algum minuto das finais da WNBA não tem a menor dúvida: Érika (foto) está cansada, cansadíssima. Na partida desta quinta-feira contra o Seattle ela não teve números ruins (10+14), mas falhou demais em rotações e em transições defensivas - sempre atrasada. Talvez por isso a técnica do Atlanta Dream tenha reduzido bruscamente o tempo de quadra da brasileira e começado com ela no banco nas últimas partidas - e mesmo assim o número de faltas, quase sempre cometidas pelo tal atraso, só aumenta.

Vindo de duas temporadas praticamente seguidas entre Espanha e WNBA, chegou a hora em que o corpo parece estar pedindo descanso - o que é absolutamente natural e compreensível. O problema, para a seleção brasileira, é que ela, Érika, é fundamental para um bom desempenho no Mundial que começa na próxima semana.

Sinceramente não sei o que faria com ela, mas talvez reduzir bruscamente o seu tempo de quadra na primeira fase seja uma opção. Érika é uma excelente pivô, mas depende demais de seu físico. E seu físico pede um pouco de repouso.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Seattle Storm é campeão da WNBA

O Atlanta Dream vinha fazendo uma ótima partida de recuperação contra o Seattle Storm. Saiu perdendo a partida por 10-0, recuperou-se e chegou a liderar o jogo 3 por algum tempo no começo do segundo tempo. Mas o final do terceiro quarto foi trágico para o time da Geórgia.

O Seattle fez 14-1, abriu o último período em vantagem e não olhou mais para o retrovisor. Fechou o jogo em 87-84 apesar dos 35 pontos de Angel McCoughtry (recorde das finais da WNBA), a final em inapeláveis 3-0 e conquistou o segundo título da franquia (o primeiro havia sido em 2004). Com toda a justiça, Lauren Jackson, que hoje anotou 11 de seus 15 pontos no segundo tempo, foi escolhida a MVP das finais (22 pontos e oito rebotes). Vale lembrar: o time não perdeu NENHUM jogo nos playoffs.

Agora, as brasileiras do Atlanta Dream tomam um fôlego mínimo e viajam direto para o Mundial. Amanhã faço um post sobre isso.

Os vencedores da promoção do Charazay

Saiu a resultado da promoção do Charazay no Mundial masculino de basquete. Vinte leitores do Bala na Cesta ganharam um (1) mês de sócio grátis no jogo, e um visionário levou um Ipod Shuffle 2GB. Abaixo os vencedores.

IPOD + 1 mês grátis no Charazay
Caíque (Paraná, plus44, que fez 16 pontos)

1 mês grátis no Charazay
Maguro 14 pontos
NickyxDD 14 pontos
Sarvas14 14 pontos
raphaellakers 10 pontos
tranvanvan 10 pontos
JPBulls 10 pontos
nathanparanhos 10 pontos
Mateus_igt 10 pontos
rszma 10 pontos
Japafer 10 pontos
luliremunhao 10 pontos
otaner 10 pontos
lusacbs 10 pontos
blinks2 10 pontos
wade03 10 pontos
Jadiel 10 pontos
Tedson 10 pontos
duduhmarplaysson 10 pontos
kleiton 10 pontos

Vai, Atlanta?

Em cinco anos de formato melhor de cinco, a WNBA viu apenas uma varrida em sua final. Foi em 2008, quando o Detroit Shock fez 3-0 contra o San Antonio Silver Stars. Se não quiser entrar neste grupo, o Atlanta Dream precisa, em casa, vencer o Seattle Storm nesta noite (21h de Brasília).

Para derrotar as rivais, o time precisa contar com uma atuação mais consistente de Angel McCoughtry (foto), incluída no segundo time ideal da liga mas ainda cambaleantes nas finais (13-40 nos chutes e sete erros).

A torcida já começou a campanha dizendo que "acredita no sonho", os jogadores do Atlanta Hawks compraram ingressos para distribuir para a população local e a dona da franquia fez um comunicado pedindo o apoio dos fãs. Agora, só falta combinar com o Seattle Storm, time de melhor campanha e melhor time da liga.

Vitória contra a Argentina

O Brasil acaba de vencer a Argentina em seu último torneio preparatório antes do Mundial da República Tcheca. Fez 77-71 nas hermanas, e amanhã enfrenta as japonesas. Karen (foto), com 16 pontos, foi a cestinha, seguida por Franciele (14 pontos e seis rebotes), Silvia e Damiris (13 pontos cada).

Não vi o jogo, mas fiquei atento aos desempenhos das "cortáveis". Micaela atuou por módicos quatro minutos. Tassia, idem. E Fernanda Beling, recuperou-se de contusão, mas não fez as pazes com o bom basquete (0/4 em quase 18 minutos).

Bom teste antes dos cortes

As jogadoras da seleção feminina entram em quadra hoje para enfrentar a Argentina (11h de Brasília) com duas missões: entrar em ritmo para o Mundial que começa na próxima semana e evitar o corte do técnico Carlos Colinas.

Com a chegada de Érika e Iziane na próxima semana (se a decisão da WNBA terminar na quinta-feira, elas devem estar com o grupo já no domingo), mais do que nunca "mostrar serviço pro chefe" se tornou necessário, e um duelo contra a Argentina conta bem mais do que aquele de sábado passado contra Mali. Depois das hermanas, duelo contra japonesas e francesas.

E aí, vai ver o jogo? Arrisca quem serão as duas que não irão ao Mundial? Comente tudo na caixinha!

O comandante

Depois de ter conversado com Diana Taurasi (a entrevista você leu aqui ontem), pedi para bater um papo com o comandante do time norte-americano, o italiano (de Montella) Geno Auriemma, que aos 56 anos dirige pela primeira vez a seleção do país que busca retomar o título perdido no Brasil há quatro anos. Direto de Salamanca, o técnico da Universidade de Connecticut conversou com o Bala na Cesta.

BALA NA CESTA: Para quem convive com um grupo de atletas por um grande período de tempo, está sendo complicada esta adaptação ao "jeito seleção de ser"?
GENO AURIEMMA: É uma boa pergunta, e me fiz essa indagação antes de aceitar o cargo. Sou um cara que gosta do contato de dia a dia com as atletas, de evoluir passo a passo, e aqui as situações tendem a ser mais rápidas. De todo modo, já trabalhei com a maioria delas, conheço o jogo de todas e a mudança é bem menos traumática do que imaginava.

-- A troca de um grupo mais experiente por um mais novo foi escolha sua, então?
-- Não exatamente. A geração que conquistou inúmeros títulos pelos EUA terminou o seu ciclo, e uma outra está vindo por aí. Temos um grupo bem atlético, muito talentoso e ao mesmo tempo muito jovem. Isso é óbvio que pesará em algum momento do Mundial, uma competição muito complicada. De todo modo, todas aqui sabem o que pode acontecer se a gente não estiver muito concentrado e preparado. O tombo contra a Rússia ainda está vivo em nossa memória.

-- Mesmo assim, uma coisa em comum há entre a seleção norte-americana e a Universidade de Connecticut, que você treina: ambas estão acostumadíssimas a vencer sem parar. Como é isso para o técnico?
-- Isso é verdade. Tanto em UConn quanto aqui qualquer derrota vai ser encarada como catástrofe, e quanto a isso já estou acostumado. Mas é importante lembrar que o basquete mundial evoluiu bastante, e ao contrário de quando eu fui assistente da seleção em 2000, atualmente há um grupo de cinco, seis países que pode brigar por medalha.

--Neste grupo há uma atleta que você conhece bem, a Tina Charles (foto), cujas chances de ela brilhar na República Tcheca são muito boas. Poderia falar um pouco sobre ela?
-- Tina teve uma carreira brilhante comigo em Connecticut e neste ano foi para a WNBA. Confesso a você que não acreditava que sua temporada de estreia seria tão boa, mas os números mostram (15,5 pontos e 11,7 rebotes) que ela foi a caloura do ano com toda a justiça. Ela é uma menina muito especial, dentro e fora da quadra, e tenho certeza que será uma estrela deste esporte em muito breve. Para mim, posso dizer que é muito bom treiná-la novamente, pois é uma jogadora muito dedicada e sempre disposta a aprender - o que, acredite, é bem difícil de se encontrar.

-- Austrália e Rússia são mesmo os rivais a serem batidos, ou algum outro país pode entrar aí? E o Brasil, onde fica nessa história toda?
-- Creio que as duas seleções que você citou de fato são as mais perigosas mesmo, mas não podemos descartar a ninguém. Sobre o Brasil, conheço bastante as duas que agora disputam as finais da WNBA (Érika e Iziane). Não estou tão apto a analisar o time do seu país, mas sei que o elenco está bem renovado e que há sempre ótimas jogadoras surgindo.

-- Você vem de duas temporadas invictas com Connecticut e, portanto, não perde um jogo há mais de dois anos (desde a semifinal do Final Four de 2008 contra Stanford). Você fica pensando sobre isso?
-- Olha, perder eu sei que vou em algum momento. Mas eu só espero que não seja neste verão com a seleção (risos).

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Contra a parede

Ficou difícil para o Atlanta Dream. Derrotado na partida de ontem pelo Seattle Storm por 87-84 e com 0-2 na final da WNBA, agora o time volta para a Geórgia com a corda no pescoço e tendo que vencer os três jogos restantes para conseguir o tão sonhado título da liga. Tarefa muito complicada, obviamente.

No duelo de ontem, Lauren Jackson (foto) obteve 26 pontos e sete rebotes, e Swin Cash outros 19. Iziane e Angel McCoughtry (cada uma com 21 pontos) foram bem, mas o Atlanta errou demais (20), cometeu muitas faltas (gerando, assim, 37 lances-livres para o Seattle) e não conseguiu converter os seus 11 rebotes ofensivos em pontos. O jogo 3 é na quinta-feira.

Alto-falante

"O Cleveland fez tudo e ele (LeBron James) foi embora. Não gostei muito do jeito que ele fez. É como querer ser campeão de qualquer jeito e ligar para alguém para isso"

A frase é do brasileiro Oscar Schmidt ao Globoesporte.com. Até ele critica a maneira como LeBron trocou o Cleveland Cavs pelo Miami Heat.

A melhor do mundo quer outro título

Diana Taurasi está com fome. Aos 28 anos, a ala da seleção norte-americana quer conquistar na República Tcheca o único título que lhe falta, o do Mundial adulto da modalidade. Simpática e falando com uma rapidez impressionante, Diana, considerada a melhor jogadora do mundo, conversou com o Bala na Cesta diretamente de Salamanca (Espanha), onde o time realiza o final da preparação rumo à competição.

BALA NA CESTA: Dá para esperar outra coisa que não um título deste time norte-americano?
DIANA TAURASI: Poderia falar um monte de coisa aqui, mas o fato é que vamos pra lá com um único objetivo mesmo (ganhar o título). Temos um grupo muito novo, mas ao mesmo tempo muito atlético e extremamente talentoso. Estou bem animada com o que está por vir.

-- Esse discurso não pode soar um pouco arrogante para quem perdeu o Mundial de 2006 aqui no Brasil?
-- Pode, mas não é isso. Sabemos do que somos capazes, e sabemos também exatamente o que faltou aí no Brasil há quatro anos. Jogamos muito bem em todos os jogos, vencemos os adversários por média de mais de 30 pontos, mas pecamos em um deles. E em torneios assim qualquer erro pode ser fatal. Contra nós, foi mesmo. Acho que esta é a lição que fica. Temos que atuar concentradas em todos os minutos, e é o que vamos fazer.

-- Por ser um elenco jovem e sem as antigas referências (Tina Thompson, Lila Leslie e Katie Smith), seu papel mudou um pouco, não?
-- Você não está me chamando de velha, está? (Risos). Mas de fato mudou, e acho que sei conviver bem com isso. Meninas que estão chegando, como a Tina Charles, não precisam de pressão neste momento. Isso, eu e a Tamika Catchings, por exemplo, podemos segurar sem que nosso rendimento seja afetado. Hoje sou uma das líderes desse grupo, e sei que meu papel em quadra também se modificou - preciso ser mais agressiva e estar sempre orientando as companheiras. O Geno (Auriemma, técnico da seleção) me conhece bem (foi seu técnico em Connecticut) e sabe do que sou capaz.

-- E sobre os rivais no Mundial, alguma expectativa especial? Sobre o Brasil, algo a dizer?
-- Teremos uma competição bem dura, não resta dúvida disso. Austrália, Rússia e Brasil estão sempre entre os melhores. Sobre o país de vocês, tenho muitas lembranças dos nossos confrontos nas categorias de base. Conheço muito bem a Érika e a Iziane dos duelos da WNBA também, mas me lembro muito bem de outras, como, por exemplo, a armadora Fabianna Manfredi. São quase dez anos enfrentando o Brasil, e acho que sinceramente vocês possuem uma formidável escola de basquete. Não é a toa que estão sempre entre os melhores do mundo no feminino.

-- Muita gente te considera a melhor jogadora do mundo. O que você acha disso?
-- Se sou a melhor eu não sei, mas a que joga mais duro, a que mais treina e a que mais ama esse jogo posso até ser. Não consigo me imaginar fazendo outra coisa que não correndo atrás de uma bola de basquete. Vivo por esse esporte, e tenho uma paixão muito grande pelo que faço. Escapei bem dessa, né?

terça-feira, 14 de setembro de 2010

O fator Gasol

A campanha da Espanha no Mundial da Turquia foi fraca, bem fraca. Mas o sexto lugar tem um motivo claro: a ausência de Pau Gasol. É só ver o retrospecto da equipe com e sem o ala-pivô do Los Angeles Lakers.

Pau estava nas vitoriosas campanhas do Mundial de 2006 e do Europeu de 2009 - além do vices do Euro de 2007 e de 2003. Sem ele, nada de medalha no Europeu de 2005 (quarta colocação) e sexta colocação na Turquia.

Alguém aí tem dúvida do esforço que a Federação Espanhola vai fazer para colocar Pau Gasol em quadra no Mundial de 2014?

Alto-falante

"Está sendo bem bacana dirigir um time com 22 anos de média. O difícil é entender por que árbitros também novos prejudicam tanto jogadores jovens. Como revelar jogadores jovens se não podemos colocá-los em quadra? Logo os árbitros lhas chamam faltas e violações que não existem"

A frase é de Gustavo de Conti, técnico do Paulistano, em seu Twitter. O treinador reclama das arbitragens do Paulista masculino, que, segundo ele, têm prejudicado o seu jovem elenco.

Sem pensar

O Atlanta Dream entra em quadra hoje em Seattle (às 22h de Brasília) com uma única coisa na cabeça: vencer e voltar para a Geórgia com a série empatada em 1-1. Derrota não significa apenas um tombo contra o Storm, mas uma escrita pouco amigável avisa: nas cinco vezes em que a WNBA foi decidida em melhor de cinco jogos (desde 2005), nunca um time de pior campanha voltou para casa em 0-2 e conquistou o anel.

Para isso, o mais importante é esquecer totalmente o desfecho do primeiro duelo. Se ficar "remoendo" a partida que, de fato, poderia ter sido ganha, o Atlanta corre o sério risco de não apenas ser derrotado nesta terça-feira, mas também ver o título ficar mais longe.

Pode parecer óbvio, mas seria importante deter as investidas de Sue Bird à cesta (oito assistências e apenas um erro), diminuir um pouco dos touches de Lauren Jackson (18 arremessos, quatro a mais do que a sua média na competição) e conter o jogo da não mais que regular Camille Little (10,1 pontos e 5,2 rebotes na temporada, e 18+11 no jogo 1).

E aí, será que dá para Iziane, Érika e o Atlanta Dream hoje à noite? Comente na caixinha!

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Só um detalhe

O cabeludo da foto é Hernan Jasen, ala da Argentina. Fui dar uma olhada em seus números no Mundial da Turquia (5,3 pontos e 3,8 rebotes) e fiquei impressionado.

Jasen anotou, ao todo, 48 pontos na competição. Destes, 15 vieram contra a defesa-moleza do Brasil - por sinal, somente contra a Lituânia o ala do Estudiantes, da Espanha, anotou mais de cinco pontos.

É mole?

A melhor notícia

A seleção brasileira feminina que se prepara para o Mundial venceu Mali neste sábado por 74-35. A melhor notícia, porém, vem da boa atuação de Franciele. Ela anotou oito pontos e, pelo que apurei, está com ritmo de jogo bem mais interessante do que aquele apresentado no torneio de Barueri na semana passada.

A notícia é boa porque a forma de Franciele é fundamental para os planos de Carlos Colinas com seu time. Jovem, com potencial físico incrível e com ótima técnica, a ala-pivô tem tudo para formar com Érika um garrafão do barulho na República Tcheca. Afinal, sem Nádia, Fran acaba se tornando a única opção da posição quatro.

Melhor da seleção nas Olimpíadas de Pequim, Franciele tem tudo para, neste Mundial, crescer ainda mais. O basquete brasileiro agradece.

O futuro em jogo

Cestinha da NBA e campeão mundial. Muito para qualquer atleta, e ainda mais para quem tem apenas 21 anos. MVP do torneio que terminou ontem, Kevin Durant carrega consigo agora a seguinte questão: como serão os próximos anos de sua até então brilhante carreira?

Máquina de fazer pontos (na NBA, ele terminou com média de 30,1 pontos, e no Mundial, outros 22,1), Durant já conseguiu algo que parecia pouco pensado no campeonato passado: levar o Oklahoma aos playoffs. Lá, empurrou os Lakers a seis suados e sofridos jogos.

Agora, o passo precisa ser maior. Ao lado dos também futurosos Jeff Green e Russell Westbrook, Durant precisa alçar voos maiores na NBA. O único problema é que na mesma conferência há os Lakers, atuais bicampeões e com o maior astro da liga ainda em ação. Mas do jeito que o menino está, é bom não duvidar.

Por ora, no entanto, fica a pergunta: em que estágio ele está? Está Durant no mesmo patamar de Carmelo Anthony, Dwyane Wade e LeBron James? O que você acha?

domingo, 12 de setembro de 2010

De direito

Foi uma exibição para não deixar a menor dúvida. Com 28 pontos de Kevin Durant, os EUA bateram a Turquia por 81-64 e se sagraram campeões mundiais pela quarta vez - a primeira desde 1994. De quebra, calaram os mais de 15 mil turcos. No jogo do terceiro lugar, vitória da Lituânia sobre a Sérvia por 99-88.

A FIBA aproveitou para divulgar o quinteto ideal e o MVP logo após a decisão. Teodosic, Turkoglu, Durant, Kleiza e Scola formam o time, com Durant sendo obviamente o MVP (nenhuma contestação ao prêmio individual, certo?)

Creio que não resta dúvida sobre o merecimento da conquista norte-americana, mas acho que o mais interessante foi ver como o técnico Mike Krzyzewski conseguiu colocar um time sem pivô (Lamar Odom foi o "cincão") para dominar os rebotes, não cometer violações bobas e atuar de maneira altruísta. Como vimos em vexames deles antes, não adianta ter apenas um punhado de jogadores talentosos. É preciso ter disciplina, planejamento tático e, claro, alguém para chamar a responsabilidade quando o jogo aperta (Kevin Durant sempre respondeu).

No final das contas, os EUA se colocam de novo no topo do mundo do basquete. Campeões olímpicos e mundiais, eles agora estão em seu verdadeiro lugar.

Seattle na frente

Sue Bird converteu um arremesso a três segundos do final e deu a vitória ao seu Seattle Storm sobre o Atlanta Dream por 79-77 na primeira partida da decisão da WNBA. A armadora teve 14 pontos e oito assistências. Além dela, Camille Little saiu-se 18 pontos e 11 rebotes e Lauren Jackson (foto) obteve 13 de seus 26 pontos no terceiro período.

Iziane teve 19 pontos, assim como Angel McCoughtry. Érika terminou com 10 e nove rebotes. O jogo 2 é na terça-feira, também em Seattle.

EUA são campeões mundiais

Com mais uma atuação de gala deste craque chamado Kevin Durant (28 pontos) os EUA fizeram 81-64 na Turquia para conquistar o primeiro Mundial desde 1994. Título merecido. Já, já volto com texto completo.

Pelo anel

Contra o Seattle Storm, o melhor time do campeonato (28-6 e ainda invicto na pós-temporada), o Atlanta Dream busca um título inédito. A partir das 16h, o elenco que tem Érika e Iziane (as duas na foto) disputa a finalíssima da WNBA contra Sue Bird, Lauren Jackson e companhia. Parada duríssima, como se vê.

Na temporada regular, duas vitórias do Seattle, mas o crescimento do Atlanta é nítido. Também invicto nos playoffs (aproveitamento de 48,5% nos chutes de quadra), o Dream conseguiu a segunda maior média de pontos da fase regular (85,4) e tem em Érika e Sancho Lyttle duas potências em duplos-duplos para incomodar Lauren Jackson no garrafão.

Para levar o caneco (para Iziane, seria inédito; e para Érika, seria o segundo - o primeiro foi em 2002 com os Sparks), o Atlanta deverá fazer o que nenhum time conseguiu nesta temporada: bater o Storm em Seattle (19-0). É bom que, se acontecer, aconteça hoje ou terça-feira (data do jogo 2). Voltar para Atlanta com 0-2 seria bem ruim.

Orgulho

E então acordei no domingo torcendo pela Argentina contra a Espanha. Mas como, se o jogo não valia absolutamente nada além de um quinto lugar? Sei lá.

Sei que vi Delfino (foto) correndo e acertando como um louco (27 pontos), Luis Scola como Luis Scola (22 pontos e 11 rebotes) e Pablo Prigioni matando os espanhóis com uma bola de três pontos milagrosa a 15 segundos do final. Vitória hermana por 85-81 (apesar do apagão do terceiro período, vencido pelos rivais por 30-16), vitória de um time que caiu feio diante da Lituânia mas que soube se levantar no dia seguinte - triunfos sobre Rússia e Espanha.

A Argentina pode ter fechado, hoje, um ciclo sensacional no basquete masculino - vice, quarto e quinto lugar nos Mundiais de 2002, 2006 e 2010, além do ouro e bronze nas Olimpíadas de 2004 e 2008. Eles merecem, e dão um orgulho danado até para um brasileiro como eu.

O dia da consagração

Kevin Durant entra em quadra hoje, às 15h30, com uma singela missão: garantir o primeiro título mundial americano desde 1994 e calar a torcida turca que estará no ginásio. Se conseguir isso, o cestinha norte-americano (22,1 - e mais: o rapaz vem de 33 e 38 pontos contra Rússia e Lituânia) receberá o troféu de melhor atleta do torneio e se colocará em outro patamar no basquete do planeta.

Do outro lado, porém, Durant e os EUA terão uma equipe empolgada e invicta na competição. Ersan Ilyasova (14,3 pontos e 7,1 rebotes) é a grande estrela de um time que toma muito poucos pontos (os 82 da Sérvia, ontem, foram o máximo).

E aí, quem será que leva o título do Mundial? Acho que os EUA vão calar o ginásio...

sábado, 11 de setembro de 2010

Vale a pena ler

O companheiro Edu Mendonça, que está na Turquia, comenta sobre a "malandragem" turca na partida de hoje contra a Sérvia. Clique aqui e leia.

Alto-falante

"Os jogadores brasileiros que atuam hoje na NBA comprovam que o basquete americano tem seu preço: os salários são incomparáveis, mas a evolução técnica perde. Nos jogos da NBA eles não têm a pressão de decisão, são apenas coadjuvantes e quando vestem a camisa verde e amarela não conseguem assumir a liderança. Enquanto Huertas e Splitter assumiram o jogo, foi possível notar em Leandrinho e Varejão a ausência de decisão nos momentos cruciais da partida"

A declaração é de Magic Paula, em seu blog no R7.

EUA e Turquia na final

Com uma cesta de Tunceri (foto) a 0,5 segundos do final e um toco de Erdem logo depois, a Turquia bateu a Sérvia por 83-82 em grande duelo e se classificou para enfrentar os EUA, que bateram a Lituânia por 89-74, com 38 pontos de Kevin Durant.

A decisão é neste domingo, às 15h30. Imagino como será a festa da torcida turca.

O óbvio ululante - necessário

Ontem coloquei aqui as palavras de Fernando Duró, assistente de Rubén Magnano na Turquia. Ele falava sobre a (óbvia) necessidade de o país investir fortemente na base. Quanto a isso, não há a menor discussão. Quem quer ser grande no esporte precisa massificar a modalidade, criar uma raiz sólida e plantar muito para colher um pouco. Não tem remédio, não tem mágica - e, diga-se, nem sempre dá certo.

A questão, no basquete do Brasil, é como, e com quem, fazer. Por isso gostei de alguns comentários que falavam sobre a presença de profissionais que a CBB quase sempre ignora. A Thelma Tavernari, por exemplo, guru de alguns dos bons jogadores deste país, é um deles. Mila Rondon, estupenda formadora de atletas, é outro. O do técnico Flávio Davis, agora na coordenação técnica do Minas, não creio que possa ser esquecido. Os de Maria Helena Cardoso (como ela, na foto, faz falta...), Emmanuel Bomfim e Katia de Araujo, tampouco.

escrevi aqui uma vez que o basquete brasileiro não pode desperdiçar tão fácil assim os bons nomes que ainda possui. Como disse acima, não tem outra solução. E se não há outra maneira que não investir na base, por que não começar escolhendo os nomes certos? Nada contra os que estão atualmente nas seleções inferiores da CBB, mas há gente que a entidade precisa olhar com mais carinho.