sexta-feira, 10 de setembro de 2010

A voz de Oscar Schmidt

"Não dá para parabenizar time que ficou em 9º. Só faltava essa. Não vou cair nessa armadilha. Não dá também para criticar, quer dizer, tenho divergências sobre algumas coisas técnicas, mas depois de muitos anos começou a se fazer as coisas certas no brasquete brasileiro. O maior serviço para o basquete brasileiro foi o Carlos Nunes aprovar uma reeleição só"

"Agora, o resultado, mesmo, foi ruim. Tivemos quatro jogos parelhos e perdemos três. A Argentina é um dos melhores times dos últimos anos, mas você não pode deixar o Scola fazer 10 pontos em três minutos".

"A gente não podia ter deixado o jogo ser decidido no final, porque hoje em dia não conseguimos ganhar jogo no fim. Ninguém vai meter uma bola no fim? Falta colhão. O único acostumado a meter bola no fim é o Marcelinho, mas botaram ele para jogar a conta-gotas”.

"Basquete brasileiro precisa de um definidor. Jogadores jogam 37 minutos. Homens, jogam os três minutos finais. Veja o jogo da Sérvia, ontem. O menino (Teodosic), faltando três segundos, meteu a bola de lá da PQP. E pá, caixa. Ele chuta para meter. É essa atitude que eu admiro. Sérvia é o time que mais produz jogadores com culhão”.

"O Magnano tá implantando o jogo dele. Agora, duvido que ele ia me tirar de quadra. Porque se me der 20 minutos, eu faço 20 pontos. Comigo era garantia de um ponto por minuto. Pelo menos. Se não me colocar em quadra, na segunda vez eu não faço parte do time. Se na primeira seleção eu ficasse sentadinho, não voltaria na próxima. Esse é o mau do jogador-estrela (risos). Eu era, claro. Sempre carreguei meus times nas costas, com a confiança indiscriminada dos meus companheiros e treinadores”.

As declarações são de Oscar, em entrevista ao UOL. Ele está na Turquia para entrar no Hall da Fama da FIBA no domingo.

E as meninas?

Depois da eliminação na Turquia, é a vez de a torcida brasileira olhar a seleção feminina com mais carinho - exatamente como acontece há 16 anos, na verdade. No Mundial da República Tcheca, o time de Carlos Colinas pode não ser um dos favoritos, mas tem chance de ir longe.

Ainda faltam dois cortes, e é bem verdade que o atraso na chegada de Iziane e Érika deve atrapalhar um pouco (isso acontece com a Austrália de Lauren Jackson também), mas vejo boas chances de a seleção terminar em primeiro lugar do grupo que também conta com Coreia do Sul, Mali e Espanha (de novo elas no caminho!).

Antes da estreia no Mundial (dia 23), a seleção tem um amistoso contra Mali (amanhã), e depois um torneio na França (Argentina, Japão e França participam). Será que o time vai longe? Diga na caixinha!

Alto-falante

"Nosso trabalho não pode ser voltado somente para os Jogos de Londres, mas pensando nos jovens, na geração que vem em seguida a esta. A Argentina demorou oito anos para atingir este nível, estamos trabalhando no Brasil há um mês e meio"

A declaração é de Fernando Duró (foto), assistente do técnico Rubén Magnano no Mundial da Turquia, à Folha de S. Paulo. De acordo com a publicação, o argentino quer ter mais "poder sobre a base". E você, leitor, o que acha disso?

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

A lição do Mestre Zen

Incomodado com a facilidade encontrada por Luis Scola nos pick'n'rolls contra a defesa brasileira (ainda mais após a surra que a Lituânia aplicou nos hermanos), fui reler trechos dos livros de Phil Jackson. Lá, o então técnico do Chicago Bulls falava sobre como marcar a jogada contra Karl Malone e John Stockton (Utah Jazz). Para ele, três situações poderiam ser usadas pelo seu time.

1) PJ considerava o "menos pior" pick de Malone para Stockton nas extremidades da quadra. O deslocamento da defesa era mais rápido, e o passe de Malone tinha que percorrer "mais espaço" para chegar ao arremessador livre. Por isso, em várias vezes Phil orientava Ron Harper a deixar Stockton "solto" nas "zonas mortas" para começar as jogadas.
2) No momento da cobertura, quem dava o primeiro combate a Karl Malone, que acabara de sair do corta-luz, era Scottie Pippen. Forte e com braços longos, ele conseguia negar o passe mais rápido, mas por vezes deixava Bryon Russell livre para arremessos. De acordo com Jackson, isso fazia parte do script. Era melhor testar a mira torta de Russell do que a certeira de Malone.
3) Por fim, a solução que Phil Jackson menos gostava. Ele fazia com que sua defesa concentrasse as suas forças nos outros quatro atletas durante 42 minutos da partida - quando Malone poderia brilhar à vontade. Nos seis finais, a marcação dos Bulls voava em Malone, que, assim, passaria a bola para companheiros "frios" e sem confiança. Não à toa, Bryon Russell e Jeff Hornacek cansam de errar arremessos nos últimos três minutos.

É uma pena notar que Rubén Magnano tenha pecado tanto ao escolher a forma de parar o pick'n'roll de Pablo Prigioni e Luis Scola.

EUA e Lituânia na semifinal

Foi menos difícil, mas mesmo assim os EUA se impuseram. Venceram a Rússia por 89-79 com 33 pontos de Kevin Durant (foto) e agora enfrentam a Lituânia, que marcou Luis Scola (5-16) como deve ser e atropelou a Argentina por 104-85 (85-53 após três períodos).

Será que dá para entender, agora, como o Brasil deveria fazer para parar Luis Scola? E a Lituânia não é a oitava maravilha do mundo, hein!

Passar ou tentar?

Uma das boas discussões que houve aqui neste blog após a derrota do Brasil para a Argentina é: será que vale a pena continuar arriscando nessa geração, ou seria melhor preparar o terreno para a próxima, já pensando no famoso Rio-2016?

O argumento daqueles que clamam pela renovação é respeitável - e conta com os resultados a seu favor. Jovens como Augusto Lima, Lucas Bebê, Rafael, Paulão, Raulzinho, entre outros, precisam de espaço. Por outro lado, há os que ainda defendem a manutenção do elenco atual, com mais tempo de preparação para Rubén Magnano - outro ponto que merece atenção.

E você, o que acha? É hora de promover a entrada dos jovens com força, ou ainda podemos esperar do time que terminou o Mundial em nono lugar?

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

O chute

Consegui ver agora o arremesso decisivo de Milos Teodosic na partida de hoje contra a Espanha. Espetacular. Veja abaixo e diga aí: é a melhor jogada do Mundial até agora?

Iziane e Érika na final da WNBA

Foi uma atuação monstruosa de uma jogadora monstruosa. Com Cappie Pondexter anotou 36 pontos para o New York, mas viu Angel McCoughtry (foto) cravar 42 (recorde de sua carreira) para levar o Atlanta Dream à primeira final da WNBA de sua história. O time venceu por 105-93 (32-20 no último período), fez 2-0 na final do Leste e agora aguarda enfrenta o Seattle a partir de 12 de setembro.

Érika saiu do banco e jogou muito bem: 15 pontos, seis rebotes e cinco tocos. Iziane também foi bem, com 11 pontos, cinco assistências e quatro rebotes. Parabéns a elas.

Sérvia e Turquia nas semifinais

Com um tiro de três pontos de Milos Teodosic a três segundos do final, a Sérvia bateu a Espanha, atual campeã mundial, por 92-89 e se classificou para as semifinais. Lá, ela enfrentará a Turquia, que massacrou a Eslovênia com inapeláveis 95-68. O duelo será no sábado.

A dor da eliminação

Vamos lá, pessoal. Consegui escrever algumas linhas sobre a eliminação brasileira no Mundial - agora de cabeça fria. Divido em três partes para facilitar o entendimento.

O JOGO
a) Sergio Hernandez deu um nó em Rubén Magnano. A frase de Prigioni ("Huertas poderia pontuar o quanto quisesse, desde que não colocasse Splitter e Varejão em jogo") é sintomática. O objetivo era simples: Luis Scola. Ele foi brilhante no ataque simplesmente porque "descansou" na defesa (uma falta e 11 chutes combinados entre Splitter/Varejão).
b) Huertas foi brilhante na pontuação, mas o Brasil deu apenas 10 assistências (17 dos rivais). A Argentina migrou toda a marcação para o garrafão, deixando o perímetro mais solto. Quando o jogo apertou, Leandrinho (alguma surpresa?) tomou decisões erradas - e os hermanos cresceram. Ponto para Hernandez mais uma vez.
c) Magnano errou em outras ocasiões: ao não manter Marcelinho Machado no final e ao permitir que Jasen, que até ontem havia anotado apenas 17 pontos na competição, terminasse o jogo com 15. Para um jogo de eliminação, foram equívocos demais.
d) Por fim, uma perguntinha: se todo mundo sabia que Scola poderia decidir o jogo, por que diabos o técnico brasileiro não dobrou, ou triplicou, a marcação em cima dele? Nos últimos três minutos, o ala anotou dez pontos para a Argentina. A tão falada boa defesa brasileira ruiu completamente. Os corta-luzes argentinos, simples e sem mistério, não tiveram resposta brazuca.

O MUNDIAL
a) O Brasil fez um Mundial regular, e sinceramente termina no lugar em que se encontra no cenário mundial. As oito seleções classificadas às quartas-de-final (Turquia pode ser a exceção) fazem parte da elite. O Brasil, ainda não.
b) Todo mundo sabia que as decisões seriam contra Eslovênia e Croácia. Com uma derrota, o confronto contra a Argentina foi antecipado, e todos sabiam o que poderia acontecer - e aconteceu.

O FUTURO
a) Conforme coloquei aqui semana passada, a seleção precisa aprender a vencer partidas difíceis. Em jogos disputados (seis pontos ou menos), são oito derrotas em oito partidas. Algo precisa ser feito, não? Um psicólogo cairia bem.
b) Acho a ideia de "começar tudo do zero" um tanto quanto absurda. É necessário corrigir os erros, mudar algumas coisas, mas se a cada derrota for necessário "modificar tudo", nunca se chegará a lugar algum. Nem um campeão olímpico começa a trabalhar e coloca um time entre os quatro do mundo do dia para a noite. O argentino precisa de tempo.
c) Por fim, fica a pergunta: essa geração será vencedora algum dia? Temo que, com um enorme talento, este grupo de atletas seja lembrado mais pelos fracassos do que por suas conquistas.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Plantão médico

Amigos, a análise do jogo vai ficar para mais tarde. Fortes dores na coluna me impedem de fazer qualquer coisa. Peço desculpas, mas está complicado. Até mais.

Via Scola, Argentina vence o Brasil

Com 37 pontos de Luis Scola, a Argentina acaba de vencer o Brasil por 93-89. Os hermanos avançam às quartas-de-final para enfrentar a Lituânia. Já, já volto com a análise completa.

O dia D

Será o último jogo das oitavas-de-final do Mundial da Turquia. Para o Brasil, no entanto, é como se os outros pouco importassem. Às 15h, Sportv, BandSports, Esporte Interativo e ESPN Brasil exibem o jogo contra a Argentina, que vale vaga nas quartas-de-final.

Será o duelo dos grandes valores individuais brasileiros contra o entrosamento argentino. O duelo (mais um) de Scola contra Varejão (e Splitter). O duelo de dois excepcionais treinadores, os argentinos Sérgio "Oveja" Hernandez e Rubén Magnano. O duelo entre duas escolas de basquete - a platina, cerebral; a brasileira, mais "atrevida". Mas será, sobretudo, um jogo para saber se o Brasil ganha o certificado de que esta geração de fato é grande, é boa, é confiável.

Hoje é o Dia D para o Brasil.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Os números do confronto

Fui consultar a CBB, e os números são favoráveis para o Brasil em âmbito geral. Em competições oficiais, são 47 vitórias contra 38 dos argentinos. Em Mundiais, porém, a última vez que brazucas derrotaram os hermanos foi há 43 anos (veja mais aqui).

Será que o jejum termina nesta terça-feira? Sinceramente, não tenho palpite formado. Já conversei, já analisei, já imaginei situações, mas não tenho a menor ideia do que acontecerá. Acho os argentinos favoritos, pelo conjunto, pela história recente, pelos "matchups" favoráveis, mas também acho que esta é a melhor oportunidade de batê-los (sem Manu e Nocioni, e o Brasil com todas as suas estrelas - exceção a Nenê - e com um técnico de respeito).

E você, já tem o seu palpite formado?

EUA e Rússia avançam

Os EUA não tiveram problemas para bater Angola por 55 pontos de diferença. Fizeram 121 a 66 com 19 pontos de Chauncey Billups e 17 de Kevin Durant, Eric Gordon e Rudy Gay.

Nas quartas-de-final, os norte-americanos enfrentam a Rússia, que sofreu no começo, mas depois se acertou e venceu a Nova Zelândia por 78-56. O gigante Andrey Vorontsevich anotou 18 pontos e 11 rebotes.

O duelo entre norte-americanos e russos acontece na quinta-feira.

Nádia está fora do Mundial

A jovem ala-pivô Nádia (foto), uma das revelações do basquete brasileiro, vai precisar esperar um pouco para disputar o seu primeiro Mundial adulto. Devido à lesão no tornozelo, a atleta ficará fora da competição da República Tcheca em setembro.

Agora, são 12 as atletas com Carlos Colinas em amistosos na França. Destas, duas serão descartadas para a entrada de Iziane e Érika, que disputam as finais da WNBA. Quem será que sobra?

Uma surra, uma possível zebra

Antes da estreia das Olimpíadas de 1992, Charles Barkley (foto) falou, na coletiva de imprensa em Barcelona, uma de suas mais engraçadas frases sobre o adversário do dia seguinte: "Não sei nada sobre Angola. Mas sei que eles estão ferrados amanhã". E assim foi. O Dream Team bateu os angolanos por 116-48 sem dó. Dezoito anos se passaram, e novamente norte-americanos e africanos se encontram. Desta vez em condições diferentes, é verdade, mas com resultado final bem previsível. Às 12h no Mundial da Turquia, nada que não seja uma vitória bem fácil será encarada como zebra.

Logo depois, às 15h, a Rússia, do seu futuro ex-técnico David Blatt, encara a Nova Zelândia, dos intermináveis Kirk Penney (25,4 pontos) e Pero Cameron. Os russos têm mais time, mas eu não sei, aqui eu sinto um cheirinho de surpresa.

E você, o que acha? Caixinha aberta para análises e palpites.

domingo, 5 de setembro de 2010

Perto do sonho

Iziane não esteve tão bem (3-10, seis pontos), Érika teve um duplo-duplo (12 e 11 rebotes) e quem novamente decidiu para o Atlanta Dream foi Angel McCoughtry (foto). Ela anotou 13 de seus 21 pontos no último quarto para dar a vitória ao seu time contra o New York Liberty, que jogava em casa, por 81-75, na primeira partida da final do Leste. Na terça-feira, o Dream joga na Geórgia para tentar carimbar o passaporte para a final da WNBA. Sancho Lyttle também foi bem - 18 pontos e 13 rebotes. O NY teve 24 pontos de Cappie Pondexter, mas errou demais (15) e permitiu 15 rebotes ofensivos às rivais.

Só lembrando: ainda invictas na pós-temporada, o Atlanta pode acabar retardando ainda mais a chegada de Érika e Iziane para a seleção feminina. Pelo andar da carruagem, as duas só se apresentam ao time de Carlos Colinas na República Tcheca, local do Mundial.

A vitória passa por ele

Alex está longe de ser a primeira opção de ataque da seleção brasileira, mas ele é, na minha opinião, a peça-chave para o confronto de terça-feira contra a Argentina no Mundial.

Contra a Croácia, na melhor exibição brasileira na Turquia, o camisa 8 anotou 15 pontos, mas não foi pela pontuação que foi o melhor em quadra. Os números (três rebotes, uma assistência, um roubo e um toco) não explicam a efetividade de Alex, mas o desempenho de Roko Ukic, talvez. O armador croata não teve sossego (2/8), distribuiu o jogo de forma errática e permitiu contra-ataques em sucessão do time brasileiro (ao todo, 26 pontos vieram assim).

Diante da Argentina, caberá a Alex, primeiramente, o combate a Carlos Delfino, cujo arremesso, "alto", trará dificuldade ao brasileiro. Se Magnano quiser, o ala do Brasília deverá, também, dar um descanso a Marcelinho Huertas e deter o armador Pablo Prigioni em alguns momentos.

A vitória brasileira contra os hermanos não virá dos arremessos de Alex, mas sem a sua marcação e a participação o Brasil não vence os argentinos na terça-feira. O "brabo" é fundamental.

Eslovênia e Turquia nas quartas

Com 19 pontos de Jaka Lakovic (melhor armador do Mundial), a Eslovênia acaba de humilhar a Austrália ao vencer por 87-58. Nas quartas-de-final, os eslovenos enfrentam a Turquia, que fez 95-77 em uma França muito instável. A torcida, obviamente, foi ao delírio com a apresentação do time de Ersan Ilyasova.

Sem sustos

Ao contrário de ontem, acredito que hoje não teremos maiores novidades no Mundial da Turquia. Para começar a jornada, a Eslovênia, do trio Dragic (13 pontos), Nachbar (12,6 pontos e 4,8 rebotes) e Lakovic (9,8 pontos) tenta parar Patrick Mills (14 pontos) e David Andersen (11) e se classificar para as quartas-de-final. O jogo começa às 12h.

Logo depois, os torcedores turcos comerão seus kebabs mais tranquilos se os donos da casa não derem susto na partida contra a França que começa às 15h. Para isso, é bom não deixar os habilidosos Nicolas Batum (12,8 pontos) e Mickael Gelabale (também 12,8 pontos) comandar as ações. Do outro lado, é bom ficar de olho em Ersan İlyasova (foto), grande jogador turco neste Mundial (16,5 pontos, nove rebotes e 60% nos três pontos), e em Ömer AŞıK, do Chicago Bulls (10,2 pontos e 8,2 rebotes).

E você, concorda que Eslovênia e Turquia avançam? A caixinha está aberta!

sábado, 4 de setembro de 2010

Como parar Luis Scola?

Tenho certeza que uma pergunta martela a cabeça de Rubén Magnano há duas noites: como parar Luis Scola? É nisso que o técnico pensa, e que eu tampouco consigo parar de pensar.

Craque maior do time armado pelo ótimo Pablo Prigioni (será que Alex vai vigiá-lo?), Luis Scola já é o maior cestinha argentino em Mundiais (357, 26 a mais que Ernesto "Finito" Gehrmann) e tem as assustadoras médias de 29 pontos, 8,2 rebotes e 60,2% de acerto nos tiros de quadra. Para se ter uma noção, em apenas um jogo, o da estreia contra a Alemanha, o camisa 4 platino não anotou mais de 20 pontos. Nos outros, superou a marca dos 30, arremessou em média 19 vezes e converteu no mínimo 11 cestas de quadra.

O óbvio é pensar que Anderson Varejão começará marcando o ala do Houston Rockets (provavelmente tentando aquelas cavadas de falta conhecidíssimas), mas Tiago Splitter terá que ajudá-lo no combate - alguém, assim, precisaria "rodar" para não deixar Román Gonzalez parecer com o esloveno Primoz Brezec. Outras possibilidades são as zonas defensivas e a "dobra" em Scola - dificultando, assim, as ações do argentino. Essa ideia é boa, mas arriscada, porque o passe de Scola é fantástico. Se a rotação brasileira falhar as bolas de fora podem cair facilmente.

Rubén Magnano deve estar pensando em inúmeras ideias para deter seu conhecido ala-pivô, e uma coisa é certa: para vencer os hermanos, limitar o jogo de Luis Scola (não digo nem "só" a sua pontuação) é fundamental.

Espanha e Sérvia avançam

A Sérvia venceu a Croácia por 73-72 e está nas quartas-de-final do Mundial. Ela enfrenta a Espanha, que bateu a Grécia por 80-72. Promess de um jogão nas quartas. E aí, viu os duelos de hoje? Comente na caixinha!

Só jogão

As oitavas-de-final do Mundial começam hoje com dois jogos incríveis. Ao meio-dia, Sérvia e Croácia fazem um clássico daqueles - cheio de rivalidade esportiva e contornos históricos entre os dois países. Acho que o favoritismo está com os sérvios, do trio Teodosic (14 pontos e 4,7 assistências - na foto), Krstic (16 pontos e nove rebotes) e Velickovic (10,4 pontos e 5,8 rebotes), mas Ante Tomic deve dar trabalho no garrafão, e Marko Popovic e Roko Ukic fora dele.

Às 15h, a reedição do Mundial de 2006, no Japão. Espanha e Grécia se enfrentam com elencos parecidos, mas em situações distintas. Sem Pau Gasol, que tampouco jogou a decisão de quatro anos atrás, os espanhóis precisam recuperar a confiança após derrotas contra Lituânia e França. Do outro lado, terão um timaço que anda jogando bem diferente daquele travado que nos acostumamos a ver. Talvez reflexo do novo treinador, o lituano Jonas Kazlauskas, os gregos "alopram" dos três pontos - 149 tiros de três pontos até aqui, quase 30 por jogo e com aproveitamento de 33,6%. É, obviamente, a equipe que mais chuta de longe no torneio.

E você, arrisca os vencedores de hoje? Acho que dá Sérvia e Espanha, mas não colocaria ficha alguma.

Revés

Foi horrível a apresentação da seleção feminina na noite de hoje em Barueri. Não pelo resultado, que foi ruim (derrota para um time de Cuba novo, desfigurado e que nem vai ao Mundial por 79-73), mas pelo que o time de Carlos Colinas (não) apresentou em quadra.

Os números não dizem, mas a seleção foi muito mal no ataque (sem fluidez, com pouca troca de passes e péssimo espaçamento entre as atletas). Mas a defesa conseguiu ser pior. Levou 22 pontos de Gelis e outros 18 de Noblet com uma passividade assustadora. Se isso não bastasse, as horríveis rotações (Palmira errou em todas) geraram colossais 31 lances-lives das cubanas.

De positivo, para ser justo, ficam as boas atuações de Karen (foto), que parece mais "solta" com a camisa da seleção (13 pontos e três assistências) e da jovem Tássia, que anotou sete pontos em 11 minutos. O resto...

Para terminar, uma perguntinha que sempre se repete: alguém pode me dizer por que diabos ninguém consegue colocar a pivô Kelly em forma? Mais uma vez ela está gordinha, gordinha.

Como se vê, o time feminino precisa melhorar demais. É óbvio que Iziane e Érika vêm aí, mas é muito pouco para quem, como Hortência costuma dizer, pretende ficar entre os quatro do mundo.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Quem lembra de 2002?

No dia 4 de setembro de 2002, a Argentina chocou o mundo ao vencer os EUA por 87-80 no Mundial de Indianápolis. Foi a primeira derrota de um time com jogadores da NBA. Para piorar as coisas para os norte-americanos, a derrota veio em casa, na mesma cidade do Pan-Americano de 1987. Naquele jogo, Ginóbili teve 15 pontos, Nocioni terminou com 14 e Luis Scola saiu com outros 13.

Pois bem. No dia seguinte, ainda de ressaca pela comemoração da noite anterior, os argentinos estariam nas quartas-de-final contra um rival bem conhecido. O Brasil. Absolutamente pregados de cansaço, os argentinos viram o time de Hélio Rubens comandar o placar na maior parte do jogo e empatar a primeira etapa em 29. Após o intervalo, a normalidade voltou. Os hermanos contaram com oito pontos de Fabricio Oberto para fazer 22-13 e depois finalizar o duelo em até tranquilos 78-67.

No Mundial deste ano, os brasileiros não venceram os americanos, mas podem usar os hermanos para tentar repetir o feito nas semifinais. Não é impossível, mas, como eles ensinaram em 2002, não se pode bobear. Magnano, técnico deles há oito anos, sabe como se faz.

Todos os olhares

O personagem principal do confronto da próxima terça-feira é Rubén Magnano. Pode-se falar em Tiago Spliter x Luis Scola, dois excelentes jogadores que possuem um punhado de qualidades (atuar sempre pelo time nacional, por exemplo), pode-se colocar o nome de Leandrinho e Delfino na pauta (ambos buscam afirmação), mas não há como negar: o técnico argentino será o centro das atenções até lá.

É óbvio que o coração do campeão olímpico estará balançado. Ninguém aqui é juvenil para acreditar em profissionalismo/racionalidade a 100% - sem um pingo de emoção. Ninguém duvida de que Magnano buscará a vitória para o Brasil, mas até o Björn Borg (conhecido pela sua frieza numa quadra de tênis) sentiria algo se jogasse contra a Suécia.

E tem mais. Muita gente acha que é uma vantagem o fato de Magnano conhecer praticamente todo o elenco dos rivais. É uma parte da verdade. A outra é que Sergio Hernandez conhece o técnico brasileiro muito bem também. Além disso, todos os atletas se conhecem há anos, muitos anos - as bases são as mesmas desde 2002, para dizer o mínimo. Para mim, sinceramente, fica tudo no 0 a 0 portanto.

O coração de Magnano pode sangrar um pouco, mas todos os olhares da partida estarão parados nele na próxima terça-feira. Principalmente na hora do hino. No momento daquele refrão argentino...

A história do confronto

Em Mundiais masculinos de basquete, Brasil e Argentina já se enfrentaram quatro vezes. Por maior que seja a tradição, em apenas uma houve vitória brasileira (em 1967). Nas últimas duas, triunfos argentinos por 10 e 11 pontos de diferença, respectivamente. Confira abaixo.

1950 - Brasil 35 x 40 Argentina (15 pontos de Oscar Furlong, ídolo argentino)
1967 - Brasil 74 x 66 Argentina (29 pontos de Menon e 23 de Ubiratan)
1998* - Brasil 76 x 86 Argentina (Oberto teve 21 pontos e 14 rebotes naquele jogo) - *- A CBB ignora o Mundial de 1998 em seu site. Pode?
2002 - Brasil 67 x 78 Argentina (Rubén Magnano era o técnico dos hermanos na competição, e Ginóbili e Oberto tiveram 19 pontos cada)

Dos jogadores que atuarão na partida de terça-feira estão Marcelinho e Oberto (foto), que jogaram em 1998 e em 2002, e Luis Scola, Leonardo Gutierrez, Giovannoni, Leandrinho, Alex, Splitter e Varejão (estavam há oito anos, em Indianápolis).

Será que a história começa a mudar no dia 7 de setembro de 2010?

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Hélio Rubens, 70

Um dos técnicos mais competentes do país completa 70 anos hoje. É Hélio Rubens, agora técnico da cidade que o formou para o basquete - Franca. Parabéns, ele merece.

É um dos mais carismáticos líderes do país, e com um currículo invejável (títulos em Franca, Vasco e Uberlândia). O blog deseja parabéns!

Os confrontos das oitavas

Sérvia x Croácia
Espanha x Grécia
Turquia x França
Eslovênia x Austrália
Rússia x Nova Zelândia
Lituânia x China
EUA x Angola
Argentina x Brasil

E aí, quem chega nas quartas-de-final? A caixinha está aberta, e os nomes cravados em negrito são os meus palpites. Brasil e Argentina eu ainda não consigo dizer quem vence.

Vitória, esperança e rivalidade

Foi uma exibição de altíssimo nível da seleção brasileira. Atacou com consciência, defendeu com força (ótimas rotações, ótimas rotações!) e espancou a Croácia sem dó (92-74) para enfrentar a Argentina na próxima fase. Agora o time de Magnano tem quatro dias de descanso (o tornozelo de Anderson Varejão agradece) antes de enfrentar um rival bem conhecido.

A vitória de hoje traz esperança para um duelo cercado de histórias (para ficar em duas, Magnano foi o técnico campeão olímpico pelos hermanos e Luis Scola, o craque deles, é uma espécie de mentor de Tiago Splitter) e com uma rivalidade incrível. Eles têm um time melhor, mais homogêneo, mais experiente. O Brasil, um punhado de jogadores talentosos. Se atuar como uma equipe, tem chances.

O duelo contra os hermanos é no dia 7 de setembro, o da Independência do Brasil. Que sirva de inspiração para o time de basquete, que quer ser grande.

Brasil surra a Croácia e enfrenta Argentina

Acaba de terminar a fase de classificação do Mundial da Turquia para o Brasil. E terminou bem. Quebrando um jejum de oito anos sem vitórias sobre europeus em competições oficiais e com uma atuação excelente, o time contou com 18 pontos de Marcelinho (foto) e venceu a Croácia por fáceis 92--74, avançou em terceiro lugar do grupo e agora enfrenta a Argentina nas oitavas-de-final do torneio na próxima terça-feira.

Já, já eu volto com um post completo.

Rivais bem conhecidos

O Brasil enfrenta hoje a Croácia no Mundial da Turquia para saber em que posição avança às oitavas-de-final. Do outro lado da quadra, um gigante bem conhecido duelará com Tiago Splitter, até então com 15,2 pontos e 5,5 rebotes, no garrafão.

Trata-se de Ante Tomic, pivô do Real Madrid de 23 anos e 2,17m. Com 10,8 pontos e 6,8 rebotes no Mundial, ele é uma das maiores armas do rival desta tarde. Contra ele, Splitter travou sensacional duelo nas semifinais da Liga ACB em junho. Na ocasião, supremacia do brasileiro, que somou 18,8 pontos e 7,6 rebotes contra 12 pontos e seis rebotes do croata na série de cinco sensacionais partidas.

E hoje, o que será que acontece no duelo de velhos conhecidos: será que Tiago continuará o seu domínio contra Ante Tomic?

Quando veremos Leandrinho?

Seria injusto dizer que a seleção brasileira perdeu da Eslovênia por causa de Leandrinho, mas não é injusto dizer que o ala anda jogando mal demais no Mundial da Turquia. Citar o seu pífio aproveitamento de arremessos (26,3% dos três pontos - 3/16 contra norte-americanos e eslovenos, por exemplo) é parte, mas não o todo.

Leandrinho, ótimo jogador, anda péssimo, péssimo mesmo, na defesa (ele parecia relaxar na marcação a rivais muito inteligentes). Ontem falhou em todas as rotações e coberturas, marcou mal até em seu antigo ponto forte (pressionando a bola) e não conseguiu perseguir seu oponente por entre corta-luzes. Junto com Marquinhos e Huertas, permitiu que Lakovic e Nachbar alimentassem Brezec com uma facilidade incrível. Para piorar, no último quarto, o da reação brasileira, o ala "aloprou" tentando decidir uma partida em que Marcelinho estava com a mão quente - faltou sensibilidade e altruísmo.

Repito: o agora jogador do Toronto é muito, muito bom, mas precisa fundamentalmente de duas coisas: ler melhor o jogo e defender com correção. Aí sim poderemos ver o verdadeiro Leandrinho na Turquia. Quem sabe hoje, às 15h30 contra a Croácia, ele aparece.

Roda viva

O Brasil fez quase tudo certo contra a Eslovênia. Errou pouco (sete, contra 16 dos rivais), não permitiu tantos rebotes ofensivos (sete) e foi mais vezes para o lance-livre (23 contra 18). Perdeu dos europeus simplesmente porque pecou, e pecou demais, nas rotações defensivas.

No primeiro tempo, Primoz Brezec, um mão de pau que na NBA mal entra, se refestelou quando os armadores (Becirovic, Nachbar ou Lakovic) cortavam nossos alas facilmente para lhe entregar para bandejas simples. Foi assim no primeiro tempo (segundo quarto principalmente), quando a defesa brasileira dormia, e o ataque, por consequência (são ligados!), se apavorava.

No segundo, Magnano mudou o lado do "cobertor" e a rotação migrou a sua falha - do garrafão para o perímetro. Alas e armadores eram batidos, o homem do garrafão dava combate, o jogador do lado oposto vinha e a bola voltava para chutes de três pontos soltos - Lakovic e Nachbar brincaram, assim, dos tiros de três pontos (as oito conversões eslovenas vieram da dupla). Simples, não?

A reação do último quarto foi bonita (Marcelinho foi um monstro, anotando 16 de seus 20 pontos ali), mas não foi completa (uma pena). Para vencer, a seleção precisa quebrar duas barreiras: a técnica (falhar em rotações simples é mortal) e a mental (em jogo de alto nível, lapsos como o do segundo período não são permitidos). Ambas são recuperáveis. Não sei se para o jogo de hoje (15h30) contra a Croácia, mas são.

Feminina vence Polônia em amistoso

A seleção feminina que se prepara para o Mundial da República Tcheca fez amistoso ontem à noite contra a Polônia em Barueri. Venceu as européias por 77-59 com 15 pontos de Adrianinha (foto) e ainda viu Franciele (nove pontos e quatro rebotes) atuar pela primeira vez após lesão no joelho.

Eu não vi o jogo, e as oscilações que Carlos Colinas aponta no release da CBB são normais, mas me agradou ver o baixo número de erros (11), o massacrante primeiro período (23-8), o alto índice de acerto dos três pontos (48% em 13/27) e o tempo de quadra dedicado a Damiris e Tássia (16 minutos cada).

Na sexta-feira, a seleção enfrenta Cuba no Torneio de preparação (18h). No sábado, novamente a Polônia (21h). O Sportv exibe tudo.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Eslovênia vence o Brasil

A Eslovênia acaba de vencer o Brasil por 80-77 (apesar dos 26-13 no último período, o time levou 24-12 no segundo período) no Mundial da Turquia. Com o resultado, a seleção precisa vencer a Croácia amanhã para passar à segunda fase em terceiro lugar. A reação do último quarto foi muito bonita, mas não suficiente, né. Depois eu volto com uma análise completa, ok? Por enquanto, vocês comentam na caixinha! Ah, só uma coisinha: outra derrota em jogo apertado (seis pontos ou menos).

Rodada de hoje

Triunfos de Grécia sobre a Costa do Marfim (97-60), da Espanha sobre o Líbano (91-57), da Angola sobre Alemanha (92-88 - os africanos avançam de fase!) e dos EUA sobre o Irã (88-51). Ainda hoje, Turquia e Porto Rico, Lituânia e França e Argentina contra Jordânia.

Nos jogos da manhã, vitórias de Rússia sobre a China (89-80), da Nova Zelândia sobre o Canadá (71x61), da Croácia sobre a Tunísia (84-64) e da Sérvia sobre a Austrália (94-79, em um jogo bem bom).

Quem avisa...

Só quatro coisinhas sobre o jogo de hoje contra a Eslovênia (Anderson Varejão joga por 15 minutos).

1) A Eslovênia não tem o talento dos EUA, mas a defesa deles terá mais variações que a dos norte-americanos (a "zona" vam aí!). O jogo de 1 contra 1, favorito de Leandrinho. por exemplo, será muito menos visto - e as dificuldades vão aumentar.
2) Contra os EUA, o Brasil cobrou poucos lances-livres (oito) e permitiu oito rebotes ofensivos a um rival que não tem homens altos como principal qualidade. Falta de agressividade no ataque e "sonolência" na defesa podem ser fatais. Apenas como comparação: diante dos croatas, os eslovenos cobraram 28 lances-livres e apanharam 13 rebotes de ataque.
3) Contra os EUA, Magnano usou praticamente sete jogadores (Murilo e JP Batista somaram dez minutos). A Eslovênia, por sua vez, optou por rodar bastante o seu elenco contra a Croácia - oito deles jogaram 16 minutos ou mais. O resultado é que o time teve pernas para sufocar os rivais (26-15 após o intervalo, por exemplo).
4) Se o time de Rubén Magnano acreditar que, após a ótima exibição contra os norte-americanos, seu papel na competição já terá sido cumprido, uma punição severa pode ser aplicada hoje pelos eslovenos.

E você, o que pensa que acontecerá hoje à tarde? A caixinha está aberta para a troca de ideias!

A hora da cabeça no lugar

Vamos ao que interessa: começa hoje o Mundial para o Brasil. Depois de treinos de luxo contra Irã e Tunísia e a esperada derrota para os EUA (apesar de tudo), chegou a vez de enfrentar os difíceis eslovenos (às 15h30, com transmissão de ESPN Brasil, Bandsports, Sportv e Esporte Interativo) e começar a pensar no que será da próxima fase.

Contra rivais de alto nível, bate sempre aquela preocupação com a parte psicológica, conforme exposto outro dia aqui no blog. Fui fazer um levantamento dos jogos decididos por seis ou menos pontos da seleção recentemente (últimos sete anos em torneios de nível A), e o diagnóstico é terrível: foram sete jogos e sete derrotas entre Pré-Olímpico de 2003, Mundial de 2006 e a partida contra os EUA na última segunda-feira. Para complementar, coloquei outras duas partidas (Argentina, em 2007, e Alemanha, em 2008), cujas diferenças foram um pouco maiores, mas com curiosidades interessantes (períodos de larga vantagem dos rivais). Para ver a tabela em melhor resolução, clique nela e delicie-se com os detalhes.

Por isso a questão, hoje, é saber como estará o elenco de Rubén Magnano na Turquia em termos mentais, já que grandes times encontram maneiras de vencer jogos difíceis. Nos últimos anos, o Brasil mostrou, na prática, como se faz para perdê-los mesmo com o domínio da partida. Vamos ver se a lição foi aprendida, e se a parte psicológica dos rapazes está em dia. Contra a Eslovênia nesta quarta-feira pode ser um ótimo teste. Tomara que a derrota contra os EUA tenha trazido crescimento para os brasileiros.