quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Os deuses de Iverson

"Deus escolheu Memphis como o lugar que vou continuar a minha carreira". Foi assim que Allen Iverson anunciou no Twitter que jogará pelos Grizzlies. Lá, encontrará os também explosivos Rudy Gay, Zach Randolph e Mike Conley.

Do meu lado, não entendo a escolha do Memphis: iniciada ano passado, a renovação do elenco vinha bem com Conley, O.J. Mayo, Marc Gasol e agora Hasheem Thabeet. Na temporada passada, os Grizzlies tinham o quinteto mais jovem e promissor da liga. Com os dois veteranos e Steven Hunter, a turma da terra do Elvis faz uma mescla boa, mas perigosa.

Iverson tomará tempo de quadra de Conley e Mayo. Randolph e Hunter, de Gasol e Thabeet. Se os jovens começarem a reclamar de falta de evolução, o técnico Lionel Hollins precisará tomar uma atitude. E a gente sabe bem aonde a corda rói nestes momentos, né. De todo modo, o blog deseja sorte a este craque chamado Allen Iverson, que faz uma escolha simples: ele quer continuar jogando por 35, 40 minutos, mas sabe que não ganhará um anel em 2010.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Da Prancheta

3 - Foi o número de prorrogações da partida em que Assis venceu contra São José por 94-92 na noite de hoje pelo Paulista Masculino (antes, empate em 63 no tempo normal, 72 no primeiro tempo extra, e 83 no segundo). Para se ter uma idéia, o americano Mark Borders, do time vencedor, atuou por 55 minutos. Mineiro, dos perdedores, por quase 51. Que maratona, hein!

Alto-falante

"Confiança é sinal de relaxamento. Prefiro o medo, que o faz ficar atento. Digo isso porque sou um especialista em fracassos e sei que quando acabam os êxitos, as adesões a você acabam também"

A frase é de Marcelo Bielsa, técnico da seleção de futebol do Chile. A declaração do treinador, que em breve pode perder para o Brasil, faz muito sentido ao basquete, neste momento de euforia e entusiasmo. Bielsa é um especialista em estudos táticos, um inconformado e um tarado por mudanças de estilo em seus times. É chamado de "El Loco". Poderia ser "Um craque".

Da Prancheta

5 - É o número de seleções invictas no Eurobasket após duas rodadas. França, Eslovênia, Turquia, Polônia (bom time!) e Grécia são as únicas que ainda não tombaram entre as 16 seleções. A Grécia, aliás, vem jogando bem diferente daquele time que ganhou o torneio em 2005 (da geração campeã ficam apenas Zisis, Spanloulis e Fotsis). O técnico, aliás, não é mais Panagiotis Yannakis, mas o lituano Jonas Kazlauskas , que prega um basquete mais arrojado e menos quadrado (o ataque, até agora, produz 81 pontos por jogo, e a defesa sofre apenas 61). O pivô Ioannis Bourousis é que lidera a equipe em pontos, com 15 pontos e oito rebotes.

Alto-falante

"Nenê, você tem que vir agora, porque é Mundial. É um recado não só meu, mas do grupo inteiro. Volta e vem ficar com a gente"

A "convocação" ao pivô do Denver foi feita por Leandrinho, ontem, no desembarque no Rio de Janeiro. Com Nenê no garrafão, a seleção ganharia e muito para o Mundial da Turquia.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Alto-falante

"Se a gente melhorar como um time, vamos ter possibilidade de fazer um bom papel: ficar entre os seis ou oito melhores do mundo já é incrível"

A frase é de Tiago Splitter, pivô da seleção que conquistou a Copa América, em declaração ao Globoesporte.com no desembarque em São Paulo. O craque é bem realista na análise.

O desembarque dos campeões

A esta hora em que você, querido leitor, lê este post grande parte dos jogadores da seleção que conquistou a Copa América terá desembarcado no país. Dos 12, apenas Tavernari (que se casa nesta quarta-feira), Marcelinho e Duda ficarão em território estrangeiro. O técnico Moncho Monsalve já rumou para a Espanha.

Mais uma vez o blog parabeniza os campeões da Copa América. Os doze jogadores (Huertas, Tavernari, Marcelinho, Diego, Alex, Giovannoni, Duda, Leandrinho, Varejão, Splitter, JP Batista, Olivinha) e a comissão técnica merecem aplausos.

Estamos diferentes - e melhores

Muito se tem dito que o Brasil sob o comando de Moncho Monsalve (foto) joga diferente de quando era comandado por Lula Ferreira. Por isso o blog varreu os números de cinco competições (Copa América de 2005, Mundial de 2006, Pré-Olímpico de Las Vegas, em que Lula foi o técnico, e o Pré-Olímpico da Grécia e a Copa América de Porto Rico, com Moncho) para ver no que dava.

Sete quesitos foram analisados (posses de bola, média de arremessos por chutes de três pontos, bolas de três e seu percentual, erros, assistências e pontos). Os números que você vê abaixo são assustadores, e reveladores. Como brinde, coloco, também os da Espanha campeã do Mundo em 2006 e vice-olímpica em 2008 (se queremos ser os melhores, que nos comparemos com os melhores deste planeta). Para ler a tabela em formato maior, clique sobre ela.


Ou seja: apesar de o número de desperdícios ser um pouco menor, o número de posses reduzido faz com que a seleção de Moncho "cuide" bem melhor da bola. A média entre arremessos de dois e de três, por menor que seja, também implica em grandes mudanças: com menos oportunidades de ataque, o time tem se revezado em diferentes armas, deixando as bolas de fora como uma opção, e não a única. Isso sem falar na defesa: quase não levamos mais contra-ataque por conta de uma ofensiva responsável e balanceada e aprendemos que em nível internacional ela precisa funcionar por 40 minutos.

Como se vê, fica claro que Moncho Monsalve trouxe outra dinâmica para a seleção masculina. Mantê-lo ou não é uma questão (eu o manteria até o final de seu ciclo, no Mundial da Turquia). Outra, bem maior, dá conta da necessidade de capacitar os nossos técnicos urgentemente. Onze entre dez dos treinadores que por aqui estão possuem visão turva, atrasada e pouco lógica sobre o basquete que é praticado mundialmente.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Zebra sérvia

Começou o Eurobasket. E começou com uma zebra homérica. A Sérvia, com elenco muito renovado (leia texto abaixo), surrou a Espanha (66-57, em partida que chegou a mais de 22 pontos de diferença) e abriu o grupo C com um recado: "Nós voltamos". Nenad Krstic (foto) foi o melhor em quadra com 17 pontos e seis pontos. Os 56,2% nos arremessos e apenas 11 erros mostram a qualidade do basquete apresentado, mas também a debilidade espanhola nessa abertura (apenas dois jogadores anotaram mais de 10 pontos).

Em outros jogos importantes, a Rússia bateu a Letônia (81-68), a Eslovênia suou para passar pela Inglaterra (72-59), a Polônia, dona da casa, começou muitíssimo bem contra a Bulgária (90-78), a França ganhou da Alemanha (70-65) e a Turquia derrotou a Lituânia (84-76). A Grécia também venceu (86-54 diante da Macedônia) e a Croácia penou para tirar Israel da reta (86-79).

O mundo gira

Neste momento o Eurobasket já deu a sua largada com Macedônia x Grécia e Rússia x Letônia. Competição de primeira linha, hoje haverá um jogo para lá de interessante: Espanha e Sérvia estréiam às 16hs no grupo C e fazem um duelo dos dois últimos campeões mundiais (a Sérvia, diga-se, jogava como Iugoslávia).

Com seu terceiro técnico em três anos (Sergio Scariolo, sucessor de Pepu Hernandez e Aito Garcia), oito espanhóis (Marc e Pau Gasol, Reyes, Múmbru, Cabezas, Navarro, Rudy Fernandez e Garbajosa) que se sagraram campeões no Japão em 2006 permanecem no elenco que é o grande favorito à conquista na Polônia (em 2007, no entanto, eles perderam o título em Madri após arremesso de JR Holden, da Rússia).

Do outro lado, a Sérvia aposta na renovação (apenas um jogador tem mais de 30 anos) para se recuperar dos micos das últimas competições (em 2004 terminou em 11º nas Olimpíadas; em 2006, em 15º no Mundial; em 2007 perdeu todos os três jogos no Eurobasket espanhol; e em 2008 ficou fora dos Jogos de Pequim). Contratou o exigente técnico Dusan Ivkovic (ex-CSKA) para comandar esse processo e tem no jovem Novica Velickovic (foto à direita) a sua principal esperança (o ala de 2,05m e 22 anos acaba de ser contratado pelo Real Madrid).

Como se vê, o mundo do basquete gira, e gira rápido. As duas últimas campeãs do mundo encontram-se, hoje, em situações absolutamente diferentes. Tão importante quanto cuidar das seleções principais é preparar a linha sucessória. Nisso, mas não só nisso, a Espanha dá aula. Do elenco que representa o país na Polônia, garotos como Ricky Rubio (18 anos), Sergio Llull (21), Victor Claver (21) e Marc Gasol já atuam ao lado de conhecidos e renomados atletas (Gasol, Navarro e Garbajosa). Assim a renovação é bem menos complicada, menos traumática e sem sobressaltos.

Lições

Que o título da Copa América é uma ótima notícia para o Brasil ninguém contesta. Vencer é sempre bom, o time mostrou evolução e parece que agora todos falam a mesma língua. Que isso tudo, porém, não esconda as nossas deficiências, pois o erro já foi cometido em 2005.

Na final da mesma competição (disputada, à época na República Dominicana), Leandrinho matou sete bolas de três, terminou com 29 pontos e o Brasil derrotou a Argentina (B ou C) por 100-88. O ala do Phoenix Suns terminaria o torneio com médias de 21,2 pontos, média idêntica à do torneio que terminou ontem.

O que aconteceu no ano seguinte àquela conquista todo mundo se lembra. O Brasil perdeu quatro de seus cinco jogos no Mundial, a média de todos os ateltas despencou (o elenco era praticamente o mesmo; e Leandrinho, para ficar em um exemplo, teve 13,2 pontos e 3/17 nos três pontos) e o elenco de Lula Ferreira voltou com a 17ª colocação - pior resultado de um time nacional em competições da FIBA. A Argentina, levando o time à vera, ficou em quarto. Porto Rico, com o seu basquete de sempre, terminou em 20º.

O momento, repito, é outro, mas é bom ficar ligado para não esbarrarmos nos mesmos erros. Uma conquista esconde os defeitos e supervaloriza as virtudes. Cair nessa armadilha é meio caminho andado para tropeçar na Turquia. Que a CBB fique bem ligada nisso tudo.

Dia da Independência

Luis Scola foi o MVP da Copa América após levar a Argentina ao terceiro lugar. Na decisão, porém, Scola não estava e, com o perdão do trocadilho, quem deu a aula foi Leandrinho. Tudo bem que o ala do Phoenix Suns abusou dos tiros de três (1/8), mas foi o desafogo ofensivo do time de Moncho Monsalve com 24 pontos. Resultado? Conquista do título com 61-60, primeira taça da gestão de Carlos Nunes e um sufoco dos infernos no final (11-23 no último período e um erro de Carlos Arroyo no estouro da sirene). Não poderia, no entanto, deixar de citar esse extraordinário Tiago Splitter, que somou 13 pontos, nove rebotes, quatro assistências e uma fúria defensiva cavalar.

O jogo foi bom, mas, como era de se esperar, muito nervoso. O Brasil freou o ritmo de Porto Rico, fez uma partida "à européia" como o figurino mandava e se deu bem no começo. Viu os rivais atirando como sempre de longe (5/21) e parecia com o jogo controlado com aqueles 13 pontos de vantagem no final do terceiro quarto - Alex, àquela altura, dominava Ayuso e Arroyo com facilidade. Mas aí vem o quarto e derradeiro período e todos aqueles lapsos mentais, técnicos e táticos voltam. É um tal de esquecer as jogadas, de arremessar de fora, de perder posses de bola tolamente. Felizmente a bola de Arroyo não caiu e o Brasil foi campeão.

O título faz justiça ao trabalho de Moncho Monsalve, técnico espanhol meio ranzinza mas com muito conhecimento do jogo, a este grupo que agora fala a mesma língua e a um trio de craques que merece crédito: Leandrinho, Varejão e Splitter são a espinha dorsal e o norte de um trabalho que merece ser levado muito mais a sério daqui para frente.

Parabéns à seleção, e que esta seja a primeira de muitas conquistas de um novo tempo que, tomara!, está por vir. Hoje é Dia da Independência. Que o basquete tenha declarado a sua uma noite antes.

domingo, 6 de setembro de 2009

Final da Copa América, comente aqui!

Às 22hs, Brasil e Porto Rico, os melhores times da competição, decidem o título da Copa América com ginásio lotado e torcida contra o time de Moncho Monsalve. Para quem não tem acesso a TV, o site do Esporte Interativo pode ajudar. O do torneio, também. Para quem tem, Sportv, ESPN-Brasil, TV Esporte Interativo e Bandsports exibem a peleja.

Alto-falante

"Temos que mostrar, a cada partida, que somos os rivais a ser batidos e temidos"

A frase é de Pau Gasol, que já está de volta após problema no dedo, ao diário Marca. O craque fala sobre o favoritismo espanhol no Europeu que começa amanhã na Polônia.

O fim

Chegou ao fim a era Bruce Bowen na NBA. Aos 38 anos e com três anéis de campeão com o San Antonio Spurs, um dos maiores carrapatos defensivos de todos os tempos anunciou esta semana a sua aposentadoria. Classificado como um "marcador desleal" por alguns adversários, Bowen deixa um legado de muito mais virtudes do que defeito, ao meu ver. Principalmente no quesito determinação.

Jogador não-draftado em 1993, ele foi para a França - como pontuador. Entre 1997 e 2000, tentou a sorte em Miami, Philadelphia e Boston, sem muito sucesso, até que Pat Riley, no campeonato de 2000-2001 colocou em sua cabeça: "Rapaz, no ataque temos dez mil melhores que você. Na defesa, se você quiser, nenhum". E foi o que Bowen acreditou. No ano seguinte, jogou 32 minutos pelo Heat e foi para o segundo time de defesa da NBA. Assinou contrato longo com o San Antonio para a temporada seguinte, se transformou em um verdadeiro símbolo da dinastia dos texanos, quase não deixou de atuar (entre 2003 e 2007, jogou os 82 do torneio) e virou ídolo da torcida.

Que sirva de lição para os nossos jovens. Bowen não era desleal. Ele apenas queria vencer, e por um meio não muito conhecido de nós brasileiros: na defesa. Vai deixar saudades.

Porto Rico na final

Jogando com o apoio de sua torcida, Porto Rico se recuperou de um péssimo primeiro período (13-20), fez 85-80 na Argentina e se classificou para a final da Copa América contra o Brasil jogando como sempre: 9/27 dos três pontos e 17 erros. Neste domingo às 22hs, Arroyo, que fez 19 pontos, mede forças com Huertas. Luis Scola, talvez o MVP da competição, terminou com 31 pontos, mas foi bem marcado no final e não evitou a derrota de seu time.

sábado, 5 de setembro de 2009

O camisa 10 da seleção

Leandrinho (foto) deve ter alguma coisa contra o Canadá do seu amigo Steve Nash. Depois de um primeiro tempo sofrível (28-27), o camisa 10 da seleção desandou a anotar pontos, liderou uma marcha de oito pontos seguidos e 26-13 no total, e foi o principal responsável pela vitória por 73-65 na semifinal da Copa América. Agora o time espera o vencedor de Argentina e Porto Rico, que se enfrentam agora.

O mais legal de se notar, neste momento, é o papel de liderança que vem sendo exercido por Leandrinho. Se não é uma atitude cheia de palavras, é por estilo técnico, decisivo. O bicho está pegando? O ala do Phoenix Suns tem resolvido quase sempre, e isso é excelente.

Anderson Varejão também foi bem, com 16 pontos e oito rebotes. O time, como um todo, errou pouco (12), mas abusou dos três pontos (7-24). É importante dosar essa medida na decisão de amanhã.

Brasil e Canadá pelas semifinais, comente!

Brasil e Canadá medem forças a partir das 19:30 na primeira semifinal da Copa América. Já classificada para o Mundial, a equipe de Moncho Monsalve busca o título da competição. Para isso, precisa bater o bom time de Leo Rautins. Na primeira fase, vitória brazuca com 31 pontos de Leandrinho (68-59). O blog acompanha tudo. Para quem não tem acesso a TV, o site do Esporte Interativo pode ajudar. O do torneio, também. Para quem tem, Sportv, ESPN-Brasil, TV Esporte Interativo e Bandsports exibem a peleja.

Recordista, Érika deve ficar fora da seleção

Líder em rebotes (9,1) e segunda em duplos-duplos na WNBA (10, um atrás de Candace Parker), a pivô Érika de Souza exagerou na noite de ontem: na vitória do Atlanta Dream sobre o Sacramento Monarchs por 98-90 (Iziane também esteve bem com 16 pontos e seis passes), ela despejou 27 pontos (recorde pessoal na liga americana) e 13 rebotes em 33 minutos.

Com o triunfo, o Atlanta chegou a 17-14 e depende de apenas uma vitória para sacramentar a sua ida aos playoffs. Hoje o time enfrenta o Phoenix Mercury fora de casa, e a tarefa é árdua, mas na próxima sexta-feira pega o Connecticut para um confronto bem menos doloroso. Depois ainda mede forças com o Washington

A classificação provável de Érika aos playoffs da WNBA a retira da Copa América que a seleção feminina jogará em Cuiabá a partir de 23 de setembro.

Prêmio TopBlog, muito obrigado!

Não sei o que deu na cabeça do pessoal do Prêmio TopBlog, mas este ainda bebê Bala na Cesta acaba de ser indicado em duas categorias da premiação: o dos 100 mais votados pelo Júri Popular, e entre os três do Júri Acadêmico na categorias esportes.

A premiação será em São Paulo no auditório da UNIP) no próximo dia 12 de setembro. Infelizmente não poderei comparecer, mas desde já agradeço a todos pela força de sempre. O selo comemorativo pela conquista fica aqui no menu lateral.

A saga de Grazi

Alguém na caixinha havia perguntado sobre a pivô Grazi, ex-Catanduva. O Bert, sempre rápido, foi atrás e descobriu que ela se recupera de grave lesão no tendão. A matéria você encontra aqui. Sorte para ela!

Lá vem o chato

Não consigo entender até agora qual o motivo da vibração brasileira com a cesta de Anderson Varejão (foto) a segundos do final. Afinal, para quem ainda não sabe, o Brasil PERDEU para Porto Rico por 86-82 (levou mais de 70 pontos, portanto, pela primeira vez em 11 jogos). Se o motivo da comemoração foi o de enfrentar o Canadá (ou fugir da Argentina) neste sábado, às 19:30, eu não tenho palavras para descrever o que tal atitude reflete.

Para um esporte que se acostumou com derrotas e mais derrotas nos últimos anos, ficar feliz com uma cesta que tirou, apenas, a Argentina do nosso caminho é feio demais. A seleção de Moncho vem fazendo bonito na Copa América, não teve Leandrinho ontem, mas não pode se dar ao luxo de flertar com o passado de maneira tão tosca.

E tem mais: nem falo sobre a defesa de perímetro sofrível (de novo caímos no jogo de Porto Rico, que matou 12/30) e sobre a nossa eterna "virtude" de fazer um herói diário (Angel Daniel Vassallo, que não havia passado dos oito pontos em nenhuma partida da competição, anotou 20 na noite de ontem). Que o Brasil aprenda com a Grécia, que literalmente trucida qualquer time que teima em praticar um basquete que não existe mais.

Dito isso, repito, antes das pedradas que virão na caixinha: o Brasil, que vem jogando muito bem em quase toda a Copa América, enfrenta o Canadá esta noite, nas semifinais, mas tem que rever os seus conceitos de felicidade. Vencer é sempre o melhor dos remédios.

Prêmio merecido

Não dá para esconder a felicidade quando vejo o Canadá se classificar ao Mundial de 2010. O país contratou um diretor sério e visionário (Maurizio Gherardini), trouxe um técnico estudioso e antenado aos "dogmas" do basquete moderno (o "defensivista" Leo Rautins) e apostou em uma molecada sem frescuras nesta Copa América. Deu resultado: com os 80-76 (21 pontos de Jermaine Anderson, que não havia marcado mais de nove em nenhum dos jogos na competição!) sobre a República Dominicana, os canadenses carimbaram o passaporte para a Turquia. Prêmio merecido.

Ah, e a República Dominicana? Praticando um basquete absolutamente tresloucado (5-21 de três ontem e 14 erros), terá que rezar por um convite da FIBA para disputar o Mundial no próximo ano. Julio Toro, que deveria ter domesticado as suas três feras da NBA, mais uma vez falhou. Seu modelo tático e técnico está obsoleto. Se ele quiser aprender, é bom olhar para Leo Rautins e para o Canadá.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Brasil e Porto Rico, comente aqui!!!

Às 22hs o Brasil mede forças com os donos da casa (Porto Rico) no último jogo da segunda fase da Copa América. O blog acompanha tudo. Para quem não tem acesso a TV, o site do Esporte Interativo pode ajudar. O do torneio, também. Para quem tem, Sportv, ESPN-Brasil, TV Esporte Interativo e Bandsports exibem a peleja. Já classificada para as semifinais, o duelo é importante e vale a primeira colocação, além de ser um ótimo teste para os rapazes de Moncho Monsalve.

Da Prancheta

12 - Foi o número de assistências de Pablo Prigioni na noite de ontem, em vitória da sua Argentina sobre Porto Rico (80-78), recorde da competição até agora. O armador, de malas prontas para o Real Madrid, não está na sua forma ideal, mas lidera a Copa América em passes (7,6) e conduz os hermanos ao Mundial. Ele ainda tem 10,6 pontos por partida.

WNBA prepara seu playoff

A WNBA está em contagem regressiva para o começo de seus playoffs. Pensando nisso, a liga fez um comercial belíssimo a respeito da pós-temporada. Clique abaixo e confira. Vale a pena. Quem sabe um dia a gente não consiga fazer algo parecido.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Brasil bate celeste e segue invicto

Daqui a pouquinho, às 18:30, o Brasil mede forças com o Uruguai pela Copa América. O blog acompanha tudo. Para quem não tem acesso a TV, o site do Esporte Interativo pode ajudar. O do torneio, também. Para quem tem, Sportv, ESPN-Brasil, TV Esporte Interativo e Bandsports exibem a peleja.

Já classificada, a seleção busca a primeira colocação na segunda fase. Até agora, apenas o time de Moncho Monsalve e os donos da casa (Porto Rico) estão invictos.

ATUALIZAÇÃO

O Brasil passou fácil pelo Uruguai (82-62) e manteve-se invicto na Copa América de Porto Rico. Marcelinho Machado foi o cestinha com 23 pontos (seis bolas de três pontos), e Anderson Varejão brilhou no ataque e na defesa.

Mudança no horário na Copa América

Em virtude da tempestade tropical Erika, o horário dos jogos da rodada de hoje foi alterada. A partida entre Brasil e Uruguai começa às 18:30.

Bira, por Marcel

Estupendo artigo de Marcel de Souza, escrito inicialmente em 2002, relembra um pouco da história de Ubiratan, o nosso Bira, que acaba de ser indicado ao Hall da Fama da Fiba. Clique aqui e leia. Vale a pena.

Rubio é do Barça

Ricky Rubio foi apresentado ontem como novo reforço do Barcelona para as próximas duas temporadas. Depois de ter pago US$ 3,7 milhões pelo "passe" do garoto de 18 anos ao DKV Joventut, o presidente do clube catalão, Joan Laporta, comparou o armador ao mítico 'Moka' Slavnic, craque azulgrana na década de 70.

Rubio, que torce para o Espanyol, rival do Barça nos gramados de futebol, quer usar a camisa 9 do novo time, mas ainda espera uma validação de Lubos Barton, ala da equipe e seu ex-companheiro no DKV. O site da equipe já inundou notas sobre a nova jóia do Palau Saint Jordi (leia aqui, aqui, aqui , aqui e aqui).

Mundial da Turquia, a missão

Uma coisa é inegável: a gestão de Carlos Nunes na CBB começa, ao menos, com sorte na seleção adulta. O time encontra o seu ritmo, joga estupendamente a Copa América e traz esperança de que possamos ir bem no Mundial da Turquia. Por vezes, porém, este pensamento pode ser exagerado. Insisto que melhoramos muito com o trabalho de Moncho Monsalve, provando, mais uma vez, a defasagem dos nossos técnicos, mas ainda não somos muito, muito bons.

Creio que, sem patriotada e nem pessimismo, tenhamos boas chances de ficar entre os cinco primeiros. Tirando EUA e a Espanha, não vejo o Brasil atrás, em termos técnicos, de nenhuma seleção. Só técnica, porém, não basta. A formação com Huertas, Leandrinho e Alex não funciona em nível internacional (imaginem Nocioni, Vasilopoulos ou Kirilenko fazendo jogo de costas para a cesta com o ala do Phoenix ou o de Brasília). Na armação, um reserva para Marcelinho se faz necessário. Na ala, outro rapaz para ajudar na rotação com Leandrinho, também. Nos pivôs, além de Varejão e Splitter, creio que Paulão e Nenê (se vier) consigam dar conta do recado. Baby, para queimar faltas contra um gigante de seu porte, também seria um bom nome nesta salada.

Mas não é só dentro de quadra que as coisas precisam melhorar para a seleção sonhar com medalha na Turquia. Moncho precisa testar esse time contra grandes e bons adversários para analisar, realmente, o que pode e deve ser melhorado. Amistosos contra uma Argentina da vida seria excelente. Mais tempo de preparação, também, afinal, será contra as escolas européias que teremos os jogos decisivos, e contra quem ainda precisamos nos aprimorar. Uma outra pessoa na comissão técnica, para monitorar os adversários, idem.

E você, o que acha? Com a vaga no Mundial garantida, com o que realmente podemos sonhar na Turquia?

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Que esporte é esse?

Porto Rico acaba de vencer a República Dominicana por 85-76, se classificou para o Mundial e ainda se mantém invicto na Copa América. Vendo o jogo, eu só faço uma perguntinha: que esporte é esse que as duas seleções jogaram, com 48 bolas de três pontos e sem defesa alguma? O basquete deles é diferente do do resto do mundo...

Leva nós, Leandrinho

Com 31 pontos, Leandrinho foi o grande nome da vitória brasileira que garantiu a vaga da seleção no Mundial de 2010. Com os 68-59 na carnificina que foi a vitória contra o Canadá (Splitter se machucou, mas voltou) na segunda fase da Copa América, o bom trabalho de Moncho Monsalve merece continuar à frente do time ao menos até o torneio na Turquia. Lá ele será avaliado.

Sobre a partida de hoje, dá para dizer o seguinte: em um grau de qualidade menor, será justamente este tipo de jogo que o Brasil encontrará no Mundial. A marcação foi pesada (por vezes violenta), o número de posses de bola foi reduzido (até a partida contra o Canadá, em média 87,8; hoje, módicos 72) e as jogadas de ataque ficaram muito marcadas (reflexo do estudo canadense). A sorte é que Leandrinho estava em tarde inspiradíssima, e o talento ajuda a vencer partidas. Para ir bem em um campeonato inteiro, pode ser pouco.

E é isso que o Brasil ainda precisa melhorar. Em partidas "à européia", o time ainda carece de mais tempo de preparação (o que é normal). Errar menos (15 hoje), permitir menos rebotes ofensivos (14 dos canadenses) e variar mais as opções ofensivas pode ser um bom caminho. Moncho Monsalve sabe disso e tem boas peças nas mãos. Para isso, o tempo não pode ser desperdiçado até a Turquia.

Brasil e Canadá, comente aqui!

Daqui a pouquinho, às 14:30, o Brasil enfrente o Canadá em partida que pode garantir vaga no Mundial da Turquia. O blog não verá o jogo todo, e conta com os amigos da caixinha para informações. Para quem não tem acesso a TV, o site do Esporte Interativo pode ajudar. O do torneio, também. Para quem tem, Sportv, ESPN-Brasil, TV Esporte Interativo e Bandsports exibem.

Novidades na CBB

Vejo no site da CBB que o presidente Carlos Nunes nomeou os Vice-Presidentes, os Membros da Diretoria, os Assessores e os Membros do Conselho Consultivo. Entre os nomes, um me chamou a atenção: Bruno Olegário Fonseca Lima, ex-editor do Diário do Basquete (site em que este aqui começou a escrever), agora Assessor de Comunicação.

Bruno, amigo e leitor deste blog, é um dos maiores defensores da ética e da transparência no esporte brasileiro. Sua índole e sua reputação nos permitem apenas crer em um brilhante trabalho, agora à frente da CBB que ele tanto protestou em tempos gregais. Sorte para ele nesta etapa e para a entidade, que com certeza agregou ótimo nome para as suas fileiras.

Que ele não nos decepcione. O Diário do Basquete, site de resistência mais combativo que houve, ainda está em nossas memórias.

Da Prancheta

27 - Foi a magistral pontuação de Iziane ontem na vitória do Atlanta Dream sobre o Los Angeles Sparks fora de casa (84-79) que interrompeu a série de dois reveses do time. Sem a contundida Chamique Holdsclaw, a ala, que matou cinco de três, agora é a líder de pontos da franquia (14,3).

Após o jogo, ela disse: "Acho que sou uma das mais rápidas da liga. A maioria dos times não consegue me deter quando estou com toda a velocidade. Por isso tento jogar assim o tempo todo".

Uma vitória, um Mundial

Com a vitória de ontem sobre o México (92-61), o Brasil fica a apenas uma vitória de carimbar o seu passaporte para o Mundial de 2010 na Turquia. Vitória que deve vir contra o Canadá, às 14:30 de hoje, e que colocará o país como o único, ao lado dos Estados Unidos, a participar desta competição em todas as suas edições.

No duelo de ontem contra os mexicanos, me agradou ver que houve 27 pontos no garrafão (quase 1/3 do total, portanto), poucos erros (9), ótima defesa principalmente no primeiro tempo (29 pontos em 20 minutos e 19 erros provocados nos rivais) e ótima distribuição de chutes (13 bolas de três para um total de 76 arremessos - 5,8 de perto para um de longe, portanto) e de pontos (quatro em dígitos duplos e todos que entraram em quadra pontuaram).

Individualmente, Leandrinho (foto à direita) foi bem e fez 18 pontos, mas Anderson Varejão esteve monstruoso na defesa e nos rebotes, assim como Tiago Splitter (foto acima), que não precisou ser genial para mostrar que é craque.

Jogando assim o Brasil passa fácil pelo Canadá e garante vaga no Mundial. Já são nove partidas sem sofrer mais de 76 pontos (na Copa América, em cinco partidas o máximo que levou foram 68 da República Dominicana). Defendendo assim e melhorando a cada dia, fica difícil não se animar com o Mundial de 2010. Que vençamos o Canadá para pensarmos melhor sobre isso.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Brasil atropela o México

Daqui a pouquinho, às 19:30, o Brasil, do excepcional Alex (foto), começa a segunda fase da Copa América enfrentando o México. O blog acompanha tudo. Para quem não tem acesso a TV, o site do Esporte Interativo pode ajudar. O do torneio, também. Para quem tem, Sportv, ESPN-Brasil, TV Esporte Interativo e Bandsports exibem a peleja.

No começo da rodada, o Uruguai vencia a República Dominicana, mas levou 24-10 no último período e perdeu a partida por 80-74. A Argentina voltou a jogar bem, conseguiu descansar Luis Scola (32 minutos) e ainda bateu o Canadá por fáceis 67-51.

ATUALIZAÇÃO (22:08)

Acabo de chegar do trabalho, e evidentemente não vi nada da partida em que o Brasil venceu o México facilmente por 92-61, com 18 pontos de Leandrinho. Mais daqui a pouquinho.

Curtas notas

-- O site da NBA dá conta que Ricky Rubio jogará pelo Barcelona nas próximas duas temporadas. Vamos esperar o anúncio oficial.

-- Tim James (foto), ex-jogador da NBA, agora dá conta do recado em outro front: o de batalha, no Iraque. O rapaz é soldado do exército dos Estados Unidos.

-- Stephen Jackson, que disse querer sair do Golden State, é visto como peça-chave pelos dirigentes para a próxima temporada. Sei não, mas isso não vai acabar bem...

-- O Houston Rockets cogitar Yao Ming em quadra ainda em 2009-2010.

Ponto Monsalve

Quando começaram os treinos para a Copa América, não acreditei que Moncho Monsalve pudesse colocar Marcelinho Machado no banco. Jogador de confiança e sempre elogiado pelo espanhol, tampouco poderia crer que Alex seria seu substituto. Mas foi o que aconteceu. Contundido, o ala do Flamengo não participou do Final Four do Rio de Janeiro e abriu espaço. O camisa 10 de Brasília não bobeou e coube ao treinador manter a coerência.

Na Copa América de Porto Rico, Alex dá duas coisas a Moncho Monsalve: um toque de humildade em Marcelinho Machado, que vem do banco e sabe exatamente o que o time (não) precisa dele e muito de sua força física e técnica. Contra os dominicanos, 21 pontos. Diante dos venezuelanos, cinco passes. Frente a Argentina, marcação implacável em um atônito Prigioni. Na última rodada, defesa pesada em Pinnock para a arrancada no terceiro período. Pronto: o Sargento Garcia mostrou ao espanhol com quantas armas se faz um bom jogador. Isso sem falar no fato de que, por não "precisar sempre do chute", acaba deixando Leandrinho e Varejão bem mais tranquilos no ataque.

Alex está longe de ser um craque, mas é um dos jogadores mais comprometidos do basquete brasileiro na atualidade. Seus 10,2 pontos (quarto em média na seleção), 55,6% nos arremessos (líder do time), três rebotes (quinto) e 3,8 assistências (segundo) falam muito pouco. O ala merece bem mais crédito que isso. É na defesa, no espírito altruísta e na atitude que o Brasil ganha demais com ele como titular. E isso, infelizmente, ainda não se mede em estatística. Que sirva de lição para todos nós. Ah, e ponto para Moncho Monsalve pela escolha.

Às 19:30, a segunda fase começa contra o México. Alex será titular.