quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Uma boa discussão

Depois do post publicado aqui, sobre a ida de meninas sub-16 e sub-15 para treinar nos EUA, uma boa discussão começou na caixinha e no meu MSN. Mencionei, no artigo, que 13 das 14 atletas que viajarão são de São Paulo, uma prova incontestável sobre a centralização da modalidade no país (principalmente no feminino).

Citaram, principalmente, a jovem Maria Claudia, do Maranhão, a pivô Isabela (14 anos e 1,88m), de Goiás, um dínamo que conseguiu médias de 24,8 pontos e 30 rebotes no Brasileiro Sub-15 de seleções (divisão III recentemente) e a espevitada armadora Nina (14 anos, 1,63m e destaque da mesma competição pela Bahia com 24,8 pontos e 5,5 assistências).

Não resta dúvida de que o melhor basquete do país é praticado em São Paulo, mas também é muito óbvio que há talentos de sobra no restante do país. Cabe, então, a CBB garimpá-lo e treiná-lo não somente para que estas meninas possam seguir no basquete, mas também para que a modalidade seja, de fato, nacional. Sei, também, que não é uma decisão fácil, porque os clubes de São Paulo investem muito e merecem ver as suas atletas se desenvolverem também, mas é uma equação que a Confederação precisa resolver o quanto antes.

Levar dois ou três destaques de regiões em que o basquete ainda não chega com tanta força para uma viagem internacional e com treinamentos de primeira linha seria um baita incentivo às meninas e uma ótima jogada para fazer aquilo que não se consegue em território brasileiro: observá-las com mais constância e treiná-las em alto nível. Fica a sugestão.

Mais um teste

De bons amistosos, Rubén Magnano não pode reclamar. Nunca uma seleção brasileira enfrentou tão boas equipes antes de uma competição importante como acontece agora. Depois de China, Argentina e Espanha, amanhã é a vez da França, em Lyon, às 11h45. Depois disso, ainda há amistosos, também em solo francês, contra Austrália, os donos da casa e a Costa do Marfim.

O melhor do amistoso de amanhã, no entanto, não é nem enfrentar a França de Boris Diaw, mas sim ter Nenê e Splitter em quadra (o site da CBB informa isso). Como todo mundo sabe, com a dupla o Brasil parece um time - além deles, parece que Varejão, recuperado, poderá atuar.

E você, o que espera do duelo em terras francesas? A caixinha está aberta!

Outras cores

Pode acontecer, nos próximos dias, um divórcio doído para os torcedores do Los Angeles Lakers. Magic Johnson, ídolo do time e proprietário de uma fatia da franquia, agora quer ser dono completo de uma equipe da NBA. O ex-craque, porém, minimiza:

"Serei sempre um Lakers, um torcedor e um admirador da franquia, mas a vida dá voltas, e acho que este é um bom momento para dirigir uma equipe da liga", avalia.

Natural de Michigan, Magic Johnson disse estar interessado em comprar o Detroit Pistons, curiosamente um de seus maiores rivais de sua carreira. O ídolo está prestes a mudar de cores.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Bira, por Paulo Murilo

O Paulo Murilo escreveu estupendo artigo sobre o inesquecível Ubiratan em seu blog. Para ler, e se deliciar, clique aqui. Vale muito a pena. Logo abaixo deste post, há um sobre os tempos de Paulo no Saldanha da Gama (muito bom também!).

As voltas e a boa iniciativa

O técnico Carlos Colinas surpreendeu, e chamou Tássia para voltar a treinar com a seleção feminina (ela havia sido cortada recentemente) a partir deste sábado. Ao lado dela, Franciele (foto) também está pronta para recuperar a forma (estava lesionada). A única preocupação ainda fica em torno de Nádia, que se machucou no Sul-Americano e será acompanhada pela comissão técnica.

Outra boa notícia para o basquete feminino é a nova etapa de treinamentos nos EUA. Lideradas por Janeth, cinco meninas da categoria sub-16 e nove da sub-15 passarão por um programa de treinamento do mesmo padrão no país, de 22 a 30 de agosto (leia mais aqui). Apesar de 13 das 14 atletas jogarem em São Paulo (mais uma vez um reflexo da concentração de talentos na modalidade), é uma ótima iniciativa, de verdade.

Apenas um susto

Ao que parece, foi apenas um susto a lesão de Anderson Varejão. Em nota divulgada nesta quarta-feira, a assessoria do atleta informa que na "ressonância magnética ficou constatada apenas uma entorse leve, sem qualquer lesão no tornozelo direito".

- Foi uma pancada forte. Na hora em que o espanhol caiu em cima do meu tornozelo, ouvi um estalo alto, estranho, e começou a doer muito. Os médicos pediram para que eu tivesse ajuda para sair da quadra, evitando uma sobrecarga no pé. Estava sentindo muita dor e fiquei apreensivo até fazer os exames. Ontem fiquei um pouco mais tranquilo pois não tinha acusado nada no raio-X. Ainda sinto um pouco de incômodo no tornozelo, por causa do trauma, mas estou aliviado por não ser sido algo de mais grave, uma lesão nesse momento poderia me deixar de fora da Turquia, e isso não passa pela minha cabeça - afirmou Anderson Varejão.

Melhor assim, né?

A hora

Leandrinho não foi mal na derrota brasileira para a Espanha na tarde desta terça-feira, em Logroño. Mal, mal mesmo, ele foi contra a Venezuela (Super Four do Rio de Janeiro) e contra a Argentina, na segunda-feira. Os erros, por sinal, são sempre os mesmos: seus arremessos são muito acelerados (seus desperdícios de bola sobem muito em decorrência desta falta de leitura, diga-se de passagem).

Apesar das oscilações, uma coisa é clara: Leandrinho é fundamental para o sucesso da seleção brasileira na Turquia. Se o garrafão possui mais de uma válvula de escape (Splitter, Nenê e Varejão), na posição 2 e com tiro de segurança, só o agora ala do Toronto Raptors mesmo (Alex não pode ser o responsável pela pontuação do perímetro).

Repito: Leandrinho não está mal, mas irregular demais para quem deve guiar o país em uma competição tão importante. Se quer ser reconhecido como um ala de respeito em âmbito internacional, é bom seguir a cartilha de Rubén Magnano: arremessos equilibrados, poucos erros e melhora na defesa. Talento, ele tem.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Duas vitórias em Cingapura

Depois de bater a República Tcheca por 30-26, hoje foi a vez de as meninas de Guilherme Vos baterem a Tailândia por 31 a 9 nos Jogos Olímpicos da Juventude de Cingapura (na modalidade basquete 33, em meia quadra - clique aqui e leia as regras). A seleção volta à quadra nesta quinta-feira para enfrentar a China.

Outra derrota, um grande susto

Não vi o jogo, mas uma derrota para a Espanha em condições normais já não seria uma coisa ruim. Os 84-68 talvez espelhem não a diferença entre os times, mas a diferença dos dois "basquetes" jogados nos dois países. O pior, porém, foi ver Anderson Varejão saindo carregado após trombar com Fran Vázquez.

Pelo que apurei, porém, nada de mais grave com o ala-pivô do Cleveland Cavs. Menos mal então. Para quem já tem Splitter e Nenê baleados, o pior que poderia acontecer, agora, seria uma lesão séria de Varejão.

Agora, o tempo é de corrigir os defeitos. Como não vi o jogo, fico com o pessoal da caixinha aqui, que não gostou muito da exibição do time de Magnano.

Natália cortada

A assessoria de imprensa da CBB acaba de confirmar o corte da armadora Natália (foto) da seleção feminina. Agora, o técnico Carlos Colinas treina com 11 das 12 campeãs sul-americanas e Franciele (recuperada de lesão), e aguarda Érika e Iziane.

Agora faltam dois cortes.

Alto-falante

"Ninguém pode questionar a minha atitude desde que cheguei a Denver há sete anos. Mas neste ponto da minha carreira, tenho que ver o que é melhor para mim e para a minha família. Estou pensando nisso, pensando se assino esta extensão ou não. Ainda não sei de nada"

A frase é de Carmelo Anthony, dizendo-se indeciso sobre o seu futuro com o Denver Nuggets. A franquia do Colorado tenta renovar com Melo, mas o ala prefere esperar um pouco. O interesse dos Knicks, comenta-se, tem mexido com o rapaz. Será que ele fará companhia a Amare Stoudemire na Big Apple em 2011?

Para corrigir os erros

A seleção masculina joga hoje contra a Espanha (que provavelmente não terá Marc Gasol, lesionado) em Logroño (15h30, e o blog acompanha tudo) com uma missão clara: corrigir seus graves defeitos da derrota contra a Argentina.

Se é verdade que os desfalques de Splitter e Nenê são importantes, bem como o fato de tudo isso ser "apenas preparação", fato é que velhos erros foram cometidos ontem. Para ficar em um exemplo, faltou (muito) jogo no garrafão. E não falo aqui de pontos dos alas-pivôs, mas sim de participação maior de Anderson Varejão e Giovannoni (seus sete pontos vieram no primeiro quarto!) na partida. Alguém notou na caixinha que isso pode ter acontecido devido às ausências da dupla acima citada, mas não concordo muito. Padrão é padrão, independente de quem você coloque em quadra.

Outro ponto que merece atenção é a marcação no perímetro da seleção. Com Huertas, Alex e Leandrinho, o Brasil fica vulnerável demais. Contra equipes com jogadores mais altos e com bom arremesso (ontem Delfino fez a festa), será difícil segurar (hoje teremos Navarro e Mumbrú/Garbajosa para deter). Isso sem falar na enxurrada de arremessos de três pontos e nas atuações ruins de Nezinho e Murilo (como ele sente o jogo de alto nível, hein!).

É apenas fase de preparação, mas é preciso corrigir os erros mais graves para chegar bem ao Mundial da Turquia. Lembremos que a Argentina de ontem também estava desfalcada de Oberto e Nocioni, e Luis Scola só jogou 25 minutos.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Derrota contra a Argentina

Foi o primeiro teste contra um time de bom nível, e a primeira derrota. O Brasil enfrentou uma Argentina sem Fabricio Oberto e Andres Nocioni, e não foi bem. Jogou sem Nenê e Splitter, é verdade, mas perdeu por 77-73 e mostrou os velhos erros: excessivo número de três pontos (22), péssima defesa do perímetro (11/24 dos rivais) e nenhum jogo com os pivôs (isso sim foi de lascar).

Delfino foi, disparado, o melhor em quadra, somando 23 pontos (seis bolas de três pontos) e colocando uma pulga na cabeça de Rubén Magnano (será que vale colocar o baixinho Alex para marcar um ala mais alto memso?), mas foi bem coadjuvado por Prigioni (17 pontos e sete passes) e Luis Scola (que não teve bem, mas terminou com 12 pontos e 11 rebotes). No Brasil, Anderson teve 14 pontos e 12 rebotes, Marcelinho se saiu com 13 pontos, mas, em geral, o time não funcionou.

Agora a caixinha volta a ser de vocês.

Colinas e os cortes

Agora não tem mais jeito. Com a classificação do Atlanta Dream aos playoffs da WNBA e o final de duas competições de preparação ao Mundial (o torneio na Eslováquia e o Sul-Americano), o técnico Carlos Colinas terá que decidir que time levará ao Mundial da República Tcheca o quanto antes. Iziane, Érika e também Franciele, recuperada de lesão no joelho, têm, obviamente, vaga certa na equipe.

Este, porém, nem é o maior dos problemas do técnico espanhol. Acho que ele tem noção disso, mas o Sul-Americano do Chile não pode, e nem deve, servir de parâmetro para nada - nem para o bem, nem para o mal. Por isso as boas atuações de Nádia Colhado (eu levaria!) não podem ser levadas tão ao céu por exemplo.

No final das contas, acho que Colinas será um pouco menos conservador do que se imaginava, e muito menos inovador do que deveria. Seus três cortes devem ficar entre Palmira, Natália, Damiris, Nádia, Micaela e Kelly. Você, amigo leitor, o que faria depois de quase um mês de preparação em Barueri? Caixinha aberta para o debate.

Sem Splitter e Nenê, mas um bom teste

Pode não ser o teste dos sonhos, porque o Brasil estará sem Nenê e Splitter (lesionados), mas é um jogo contra o time A da Argentina, e um jogo contra Luis Scola, Prigioni e Delfino, por exemplo. Não dá para dizer que é um amistoso qualquer, certo? A partida começa às 15h30, e o blog acompanha tudo.

É um bom amistoso, principalmente porque Rubén Magnano enfrentará o seu país pela primeira vez e serve como bom termômetro para saber em que nível chegaremos na Turquia (ansioso estou para ver como Leandrinho e Huertas, principalmente, se sairão). Ontem, pelo mesmo Torneio de Logroño, a Espanha bateu os hermanos por 83-76, com 14 pontos de Navarro e Reyes.

Acho que, mesmo sem Nenê e Splitter, o Brasil vencerá os hermanos nesta tarde (eles não devem contar com Nocioni e Oberto). Será que estou otimista demais? A caixinha está aberta para comentários.

domingo, 15 de agosto de 2010

Brasil e Argentina amanhã

Pelo torneio de Logroño, Brasil e Argentina se enfrentam nesta segunda-feira, às 15h30. Vou acompanhar tudo, e você também pode ver a partida no site da FEB. Será o primeiro confronto de Rubén Magnano contra um time forte, e contra a seu país. Será, no mínimo, um teste para os nervos. E você, espera o quê do duelo?

Alto-falante

"O maior objetivo destes caras não é ganhar 72 vitórias, mas sim conquistar um título. Mas se o Jeff Van Gundy pensa que eles podem fazer isso (72 triunfos), eu aposto com ele que isso não vai acontecer. Acho, sinceramente, que o melhor time do Leste ainda é o Boston Celtics. E, para terminar, pergunto o seguinte: quem é Jeff Van Gundy para falar uma coisas dessas? Ele esteve na liga por anos, e nunca conseguiu fazer nada parecido"

A frase é de Scottie Pippen, ex-ala do Chicago Bulls, irado com a declaração de Jeff Van Gundy sobre a possibilidade de o Miami Heat bater o recorde de 72 vitórias dos Bulls. E você, acha que o Miami de LeBron, Wade e Bosh consegue bater a marca?

Lucas Bebê e Yi Jianlian

Na última sexta-feira, o brasileiro Lucas Bebê participava do encontro da Nike em Nova Iorque e se encontrou com Yi Jianlian, ala do Washington Wizards. O que se viu do brasileiro na Big Apple foram tocos e enterradas que levaram os torcedores ao delírio.

"Queria saber onde vocês, brasileiros, estão achando tanta gente grande. Você tem bons exemplos dentro do basquete a seguir. Continue trabalhando forte e faça as escolhas certas. Hoje você vai dizer que tirou foto comigo. Mas daqui a alguns anos eu que vou dizer que tirei foto com você.", brincou o chinês ao encontrar Lucas Bebê.

sábado, 14 de agosto de 2010

Brasil campeão sul-americano

Não vi o jogo, mas o placar parece não deixar dúvidas sobre quem mandar na região quando o assunto é basquete feminino. Os 94-68 aplicados pela seleção feminina na Argentina, na final do Sul-Americano do Chile, são a prova de que o abismo ainda é muito grande, e isso é ótimo para nós.

Silvia, com 14 pontos, foi a cestinha, mas a preocupação fica com Nádia Colhado, que se machucou na partida e torceu o tornozelo. Vamos torcer para que não seja nada de mais grave. Parabéns às meninas, e que tudo corra bem no Mundial. Amanhã uma análise mais profunda de tudo o que acontece com o time de Colinas, ok?

T-Mac no Detroit Pistons

O Chicago Bulls parece não ter ficado muito animado com Tracy McGrady. O ala, então, teve que correr atrás de outro clube e acabou assinando contrato de um ano com o Detroit Pistons.

Lá, ele encontrará com um time esfacelado, em fase de reformulação (Prince e Rip Hamilton devem ser trocados) e com jovens valores ainda em fase de afirmação (Villanueva e Ben Gordon). Trazer Tracy McGrady é uma jogada arriscadíssima de Joe Dumars, mas ela se explica facilmente.

O Detroit é um time desesperado por um craque e uma identidade. Se estiver em forma, T-Mac fará com que os Pistons busquem apenas a segunda parte da equação.

Os 12 de Magnano

Sem maiores surpresas, Rubén Magnano decidiu os 12 brasileiros que irão ao Mundial. Com Hátila de fora, e com Raulzinho e Nezinho confirmados, o técnico argentino leva três armadores de ofício e confia cegamente na recuperação de Tiago Splitter e Nenê. Além deles, completam o grupo Huertas, Leandrinho, Alex, Marcelinho, Giovannoni, Anderson Varejão, Murilo e Marquinhos.

O time, que perdeu para Porto Rico ontem na brincadeira da Nike no parque de Nova Iorque, já embarcou para a Espanha, onde enfrentará os donos da casa e os argentinos na próxima semana.

Por ora, fica a pergunta: você gostou da lista final de Rubén Magnano? A caixinha está aberta!

O vídeos do Bira

Foi com o vídeo abaixo que Ubiratan foi apresentado ontem no Hall da Fama. Além das imagens, há depoimentos de Paulo Antunes (comentarista da ESPN), Leandrinho e Anderson Varejão. Vale dar uma olhada - é bem legal!



Depois dele, Luciano Pereira, filho de Ubiratan, falou para o público as seguintes palavras.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Brasil na final

Com 23 pontos e nove rebotes de Nádia (foto), a seleção feminina atropelou o Paraguai por 114-61 e está na final do Sul-Americano do Chile (enfrenta a Argentina amanhã). As pivôs, aliás, foram muito bem (Kelly teve 16 pontos e Alessandra outros 14).

Bom negócio

A LNB anunciou ontem que a edição III do NBB terá 15 equipes (o Saldanha da Gama, antes vetado, está dentro após firmar parceria com São Bernardo do Campo). É um número razoável de participantes.

Além disso, e isso foi uma cesta de três sensacional da LNB, a entidade voltou atrás de sua esdrúxula ideia inicial de fazer a decisão em apenas uma partida e aquele formato alucinante de playoff que nem o mais genial dos torcedores entenderia. A Liga, portanto, mantém o formato atual: oitavas-de-final (disputada do 5º ao 12º colocados), quartas, semifinais e final decidida em séries melhor de cinco jogos.

É uma boa ideia, e ao que parece com todos os times comprometidos em fazer do NBB3 um campeonato organizado, sem atrasos de salários e competitivo.

BEC: The Miracle of St. Anthony

Da turma que entra hoje no Hall da Fama, talvez o nome menos conhecido para os brasileiros é o de Bob Hurley, treinador do St. Anthony High School (New Jersey) há mais 35 anos (desde 1972). Para se ter uma ideia, ele é apenas o terceiro técnico colegial a ingressar no Hall.

Hurley, pai do ex-armador Bobby Hurley (NBA), tem uma história tão linda quanto inacreditável, contada por Adrian Wojnarowski no livro "The Miracle of St. Anthony", dica do Basquete é Cultura desta semana. Com uma narrativa incrível, Adrian passou a temporada de 2003-2004 com St. Anthony, e explicou o que faz do técnico um verdadeiro milagreiro na região.

Falar, simplesmente, que ele ganhou 23 títulos estaduais seria reduzir demais o trabalho de Bob Hurley, delegado de polícia em oito horas de seu dia. O que Bob faz em New Jersey é absolutamente inacreditável. Sem ginásio para treinar, ele coloca seus meninos para jogar nas ruas. Sem academia, ele inventa exercícios para melhorar a elasticidade e a força física. Sem bolsas de estudo, ele apela para as freiras de St. Anthony deixarem os meninos estudarem de graça. Um herói.

E um herói que, além dos dois títulos nacionais, conseguiu emplacar cinco jogadores na primeira rodada de Drafts da NBA (incluindo, aí, seu filho) e, o mais importante, mais de 100 bolsas universitárias para atletas que mal tinham visto uma bola de basquete antes de entrar na St. Anthony.

Ao final da temporada que o livro narra, o time de St. Anthony é campeão de forma invicta, sem nenhum veterano na equipe, com o colégio em crise financeira e com familiares de Bob Hurley com problemas de saúde. A história de Hurley é tão boa que virou filme recentemente ("The Street Stops Here").

O milagreiro merece a eternidade do Hall da Fama.

O grande dia

Chegou o grande dia para Ubiratan. Craque do basquete brasileiro nas décadas de 60 e 70, ele será eternizado hoje no Hall da Fama dos EUA (aqui, aliás, cabe um protesto: a notícia tem sido solenemente ignorada pelos meios de comunicação de massa, o que é absolutamente lamentável). Ao lado do ex-pivô da seleção, uma turma de respeito, com Scottie Pippen, Karl Malone e muito mais.

Ubiratan foi campeão do mundo em 1963, medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de 1964 e sempre foi reverenciado pelos norte-americanos por causa de sua disposição incomum na defesa e por sua habilidade para apanhar rebotes.

Bira faleceu em 2002 aos 58 anos, mas sua história e seu legado são eternos. O Hall da Fama faz justiça a uma das carreiras mais bonitas do nosso basquete. Parabéns!

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Outra surra

Desta vez foram as venezuelanas que sofreram nas mãos da seleção feminina no Sul-Americano do Chile. Sem Karen, o time de Carlos Colinas fez 107-37, arrasou as rivais e se classificou para as semifinais. Nádia, com 16 pontos, foi a cestinha.

Na semi, o duelo deverá ser contra o Paraguai, às 20h30 desta sexta-feira.

Momentos, momentos

Tenho lido no UOL e Globoesporte.com que a viagem da seleção brasileira aos EUA tem sido um sucesso - para a Nike, patrocinadora do tour por Nova Iorque. De acordo com relatos, o time de Rubén Magnano compareceu ontem a uma festa da empresa e na sexta-feira joga, em uma quadra aberta (bater na madeira três vezes vale?) contra Porto Rico - a partida faz parte da estratégia de promover o basquete na localidade.

Será que vai dar certo? Será o momento certo para isso tudo? Caixinha aberta para comentários.

Fica, Chris Paul

Parece que surtiu efeito o pito que Chris Paul deu na diretoria do New Orleans Hornets. Na tarde desta quarta-feira, a franquia contratou o italiano Marco Belinelli (troca pelo ala Julian Wright), mas não parou por aí.

Em troca entre quatro franquias, os Hornets recebem Trevor Ariza (foto), os Pacers ficam com Darren Collison e James Posey, os Nets terminam com Troy Murphy e o Houston tem Courtney Lee para a próxima temporada.

A chegada de Trevor Ariza é boa para as duas partes. Para os Hornets, que fisgam um jogador capaz de ajudar a Chris Paul na tarefa de reerguer os Hornets (o quinteto inicial, aliás, será formado pela dupla, Marcus Thornton, David West e Emeka Okafor - nada mal). Para Ariza, é uma chance de tentar reencontrar o basquete apresentado há duas temporadas com os Lakers.

No final das contas, porém, o que conta é o recado da diretoria para Chris Paul ficar nos Hornets.

Olho nos rivais

Espanha e Argentina, duas das melhores seleções do mundo, definiram seus grupos para o Mundial da Turquia na tarde de ontem.

Sergio Scariolo preferiu levar Fernando San Emerito ao invés de Carlos Suarez e fechou o grupo com Rudy Fernández, Ricky Rubio, Navarro, Calderón, Reyes, Victor Claver, Fran Vázquez, Sergio Llull, Marc Gasol, Mumbrú e Garbajosa. Timaço, não?

Por sua vez, a Argentina, que enfrenta problemas de renovação da sua base olímpica, montou um quinteto inicial de respeito (Prigioni, Delfino, Nocioni, Scola e Oberto) e tem Cantero, Quinteros, Jasen, Kammerichs, Leonardo Gutiérrez, Juan Gutiérrez e Román González no banco de reservas.

As duas seleções enfrentam o Brasil em Logroño, a partir de 15 de agosto. É um ótimo teste e termômetro para o time de Rubén Magnano. E para você, amigo leitor, será que Espanha e Argentina são as duas maiores forças do Mundial? Caixinha aberta para o debate!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Nova vitória

Não houve muitos problemas para a seleção feminina contra a Colômbia nesta noite no Sul-Americano. Os 94-53 mostram bem a disparidade que há entre os dois países, e, ao que parece, que o time de Carlos Colinas está bem bom estágio para o Mundial.

Fernanda Beling, com 13 pontos, Silvinha (12) e Damiris (12) foram as que mais pontuaram.

Prêmio Blog Books 2010

Amigos do Bala na Cesta, tudo bem?

Hoje recebi um email do Prêmio Blog Books 2010, e decidi entrar para ver o que acontece. Aqui ao lado tem o banner para a votação direta no Bala na Cesta. Quem quiser ajudar é só clicar aqui.

Desde já agradeço,
Fábio Balassiano

De gravata borboleta

Que Shaquille O'Neal era uma figuraça, ninguém duvidava. Ontem, em sua apresentação oficial no Boston Celtics, o pivô ousou ao vestir uma gravata borboleta, tal qual a do irlandês (símbolo da franquia) ao lado do técnico Doc Rivers. Na entrevista coletiva, ele disse:

- Quando entrei na liga, queria conquistar o mesmo número de títulos de Bill Russell (11). Isso vai ser impossível, mas quero pelo menos terminar com a metade deles (5). Ainda tenho fome de vitória, ainda sei jogar e ainda quero vencer.

Sorte para o Shaq, uma figuraça. Vale lembrar: o Boston enfrenta o Los Angeles Lakers, em reedição da final da liga, apenas em 30 de janeiro de 2011. Como será que o gigante estará até lá?

O que você faria?

Voltando para casa ontem à noite, me peguei pensando em como estará a cabeça de Rubén Magnano a uma hora dessas. Faltando pouco menos de um mês para o Mundial, o argentino está diante de um dilema: forçar o time nos amistosos ou poupar as suas principais, e baleadas, estrelas antes do começo dos duelos que realmente valem na Turquia.

Depois de Nenê e Splitter sentirem dores, a seleção tem, nesta semana, duelos importantes nos EUA contra China e Porto Rico. Depois, no torneio de Logrono (Espanha), jogos contra a Argentina (e o corazón do hermano, como fica?) e os donos da casa. Logo mais, em Lyon , Austrália, Ilhas Virgens e França estarão pela frente.

E você, amigo leitor, o que faria no lugar de Rubén Magnano: colocaria todo mundo para jogar para dar ritmo de jogo ao time e saber em que condições realmente estamos, ou pouparia ao máximo os principais atletas para o Mundial da Turquia? A caixinha está aberta!

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Passeio na estreia

Sem surpresas, a seleção feminina passeou na estreia do Sul-Americano do Chile. Fez fáceis 120-43 e bateu o Uruguai com 18 pontos da jovem Damiris (foto). Micaela teve 14 pontos. Amanhã a rival é a Colômbia (o blog também acompanha o duelo).

O começo do Paulista

Começa hoje, com a partida entre Piracicaba e São Bernardo, o Paulista masculino de basquete. Em meio a preparação para o Mundial, pode não ser exatamente a melhor época para iniciar o torneio, mas lá estarão o novo time do Pinheiros, o Paulistano, o renovado time de Americana (mais uma boa novidade da cidade que também respira basquete), Barueri (Marcel no comando), Palmeiras (retorno à elite), Limeira (Demétrius no comando), Franca, São José (atual campeão) e muito mais.

O regulamento, no entanto, é difícil pacas. Na fase inicial, os 16 times são divididos em duas chaves. Os times se enfrentam entre si em turno e returno. Em seguida, os três primeiros colocados de cada chave formam um grupo único, enfrentando-se em turno e returno também - assim será apurada a classificação de 1° ao 6° lugar no geral. Já os qualificados do 4° ao 8° lugares em cada uma das chaves também formarão chave única, onde as equipes do Grupo A enfrentam as do Grupo B para saber quem serão os dois últimos a se classificar para os playoffs. Deu para entender?

E você, o que acha da competição? Algum favorito para o torneio? A caixinha está aberta!

Gênios lado a lado

Na sexta-feira, em cerimônia do Hall da Fama, Scottie Pippen e Michael Jordan estarão lado a lado novamente. O ex-camisa 33 do Chicago Bulls anunciou ontem que MJ fará a sua apresentação na cerimônia com uma frase simples: "acho que eu não poderia pensar em ninguém diferente do Jordan para este momento, pois dividi com ele a maioria dos meus grandes momentos", disse. Nada mais legal, não?

Como garoto mala que sempre fui, achava Jordan o máximo, um Deus, mas era com o jogo de Pippen que ficava alucinado (sim, Pip era meu favorito!). Pippen tinha classe, inteligência (quantas vezes ele ia marcar um armador sem Phil Jackson pedir...), força física e talento de sobra. Jogava com o cérebro acima de tudo - e isso me encantava.

Ver os dois gênios lado a lado novamente será um momento histórico. Tenho 26 anos (parece mais), e a dupla Jordan-Pippen foi a melhor que vi jogar. E você, amigo leitor, tem a sua preferida?

Alto-falante

"Eu fico preocupada (com a volta da Iziane) porque o técnico que assina embaixo de um comportamento que não deve ser o de um atleta é complicado, porque amanhã ele (Carlos Colinas) não vai poder cobrar isso de outros atletas. Acho que todo mundo erra - eu já errei quantas vezes, a Hortência, a Janeth, a Marta. Mas o legal das pessoas é errar e reconhecer um erro. Talvez tenha faltado um pouco de instrução para a Iziane para dizer um "ok, eu errei, e em nome do basquete brasileiro, em nome do grupo, estou aqui pedindo desculpas". Agora, em um segundo momento de acontecer um caso como este, talvez a gente fique sem moral de cobrar um comportamento que a gente ache que é adequado.

A declaração é da sempre genial Magic Paula ao Esporte Interativo sobre a volta de Iziane ao time brasileiro e como será a relação dela com o técnico Carlos Colinas. Acho que fica a lição: quando um assunto é mal resolvido, ele sempre volta.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Da Prancheta

6.273 - É o número de pontos de Tina Thompson (foto) em sua carreira na WNBA. A jogadora do Los Angeles Sparks atingiu a marca, a maior da liga norte-americana, neste domingo contra o San Antonio Silver Stars (23 pontos e derrota por 92-83).


Tiago Camilo e Michael Jordan

Na última quarta-feira, conheci o judoca Tiago Camilo, prata em Sydney-2000 e bronze em Pequim-2008, por motivos profissionais. Reparei que em todas as suas falas estavam presentes as palavras "preparação", "treinamento" e "equipe". Curioso, perguntei a ele de onde vinha aquilo. A resposta de Tiago foi direta:

"Cara, desde criança eu acompanho a carreira do Michael Jordan, meu maior ídolo junto com o Ayrton Senna. Devorei alguns de seus livros, vi muitos dos seus jogos e agora fico vasculhando materiais dele no Youtube. Com ele eu vi o verdadeiro valor do esporte, e principalmente do respeito que nós, atletas, devemos ter com o treinamento e com o trabalho em equipe. Aprendi muito com os ensinamentos dele".

Fica a lição.