Depois do post publicado aqui, sobre a ida de meninas sub-16 e sub-15 para treinar nos EUA, uma boa discussão começou na caixinha e no meu MSN. Mencionei, no artigo, que 13 das 14 atletas que viajarão são de São Paulo, uma prova incontestável sobre a centralização da modalidade no país (principalmente no feminino).Citaram, principalmente, a jovem Maria Claudia, do Maranhão, a pivô Isabela (14 anos e 1,88m), de Goiás, um dínamo que conseguiu médias de 24,8 pontos e 30 rebotes no Brasileiro Sub-15 de seleções (divisão III recentemente) e a espevitada armadora Nina (14 anos, 1,63m e destaque da mesma competição pela Bahia com 24,8 pontos e 5,5 assistências).
Não resta dúvida de que o melhor basquete do país é praticado em São Paulo, mas também é muito óbvio que há talentos de sobra no restante do país. Cabe, então, a CBB garimpá-lo e treiná-lo não somente para que estas meninas possam seguir no basquete, mas também para que a modalidade seja, de fato, nacional. Sei, também, que não é uma decisão fácil, porque os clubes de São Paulo investem muito e merecem ver as suas atletas se desenvolverem também, mas é uma equação que a Confederação precisa resolver o quanto antes.
Levar dois ou três destaques de regiões em que o basquete ainda não chega com tanta força para uma viagem internacional e com treinamentos de primeira linha seria um baita incentivo às meninas e uma ótima jogada para fazer aquilo que não se consegue em território brasileiro: observá-las com mais constância e treiná-las em alto nível. Fica a sugestão.






































