sábado, 19 de junho de 2010

Sempre pode piorar

Nada é tão ruim que não possa piorar, já diria o poeta pessimista. E é assim que o torcedor do Los Angeles Sparks se sente neste momento. Sem a aposentada Lisa Leslie e com o pior início da história da franquia na WNBA (3-7 e nenhuma vitória nos cinco jogos fora de casa), as californianas acabam de perder a ala-pivô Candace Parker para o resto da temporada.

A camisa 3, que tinha as médias de 20,6 pontos, 10,1 rebotes e 2,2 tocos por partida, deslocou o ombro na partida contra o Minnesota Lynx no último domingo e está fora do campeonato. A presença da ala no Mundial feminino da República Tcheca ainda é incerta.

O futuro do Boston

Passada a tristeza do vice-campeonato, já é hora de o Boston Celtics pensar na próxima temporada (ok, vamos combinar que não passou a dor da perda ainda). A primeira baixa dos verdes é Tom Thibodeau, assistente de Doc Rivers (foto). Responsável maior pelo esquema devensivo dos Celtics, Tim será o novo técnico do Chicago Bulls.

Então é hora de resolver outras questões. E é aí que Danny Ainge, diretor-geral, terá trabalho. Dos 17 jogadores que tiveram contrato com os Celtics na temporada que acaba de terminar, apenas seis estão garantidos para o próximo campeonato. A exceção, entre os titulares, é Ray Allen - Paul Pierce pode sair, se quiser, mas isso não deve acontecer.

Comenta-se que Rasheed Wallace pedirá a aposentadoria, mas isso tampouco é certo. O fato, porém, é cristalino: os verdes precisarão abrir o cofre para manter o banco de reservas em Boston. Nate Robinson e Tony Allen, ambos sem contrato, saem valorizados da final mesmo sem o título.

Como disse antes, a dor pode ser forte em Boston, mas Danny Ainge não pode perder tempo se quiser manter a força dos Celtics lá no alto. O time titular está praticamente intacto, já que Ray Allen não demonstrou interesse em sair. Agora é reforçar ainda mais o banco de reservas (um chutador confiável seria uma boa) e manter Doc Rivers no comando. Se quiser a revanche, é bom os verdes começarem a trabalhar rápido.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Santo André quase lá

Santo André abriu o jogo com tudo (27-15), voltou forte do intervalo(21-14) e fechou o segundo jogo da final contra Americana com tranquilos 70-61 - em que pese a pane no último período, perdido por 18-8. Com 2 a 0, o time de Laís Elena precisa de mais uma vitória para conquistar o Paulista Feminino.

Lilian, com 15 pontos e cinco rebotes, Paula (18 pontos e seis assistências) e Ariadna (13 pontos, cinco rebotes e três passes) brilharam pelas vencedoras, que tiveram estupendo aproveitamento dos três pontos (8/13) e domínio nos rebotes (36 a 21). Por Americana, Karen teve 18 pontos, mas o 16 erros nas 24 tentativas de fora machucaram o time de Zanon.

O jogo 3 será na segunda-feira, em Americana.

Os últimos vencedores

Saíram agora há pouco os últimos vencedores da promoção da Bolar/Bala na Cesta das finais da NBA. São eles:

-- Arthur F. Holanda Firmo (Recife/Pernambuco)
-- Ediberto Ferreira de Almeida (Feira de Santana/Bahia).

Parabéns àqueles que ganharam e aos que participaram. Lembro que a cestinha encontra-se à venda no site da Bolar. É só clicar aqui e conferir.

O valor do mestre zen

-- Antes do jogo, Doc Rivers citou Red Auerbach, o legendário ex-treinador dos Celtics.
-- Phil sorriu e brincou, parecendo alheio ao que se passaria na quadra em instantes.
-- Quando o seu Los Angeles Lakers perdia por 13 pontos, ele mal se levantou do banco de reservas.
-- Quando entrou no vestiário para o intervalo, ele sequer levantou a voz.
-- Ao invés da bronca, Phil Jackson preferiu acalmar seu grupo de atletas.
-- No começo do quarto período, um papo com Kobe Bryant. Disse ao "em crise" camisa 24 que ele estava tentando ir para a cesta com muita violência - poderia ser mais calmo, mais zen.
-- No final do jogo, Ron Artest, o Dennis Rodman domado da vez, comandava o tempo técnico. Phil Jackson olhava seu jogador dar as instruções.
-- Na comemoração, quando chamado pelo repórter, Phil preferiu se esconder, não aparecer tanto.

Este é Phil Jackson, dono de inacreditáveis 11 títulos da NBA como técnico. Aos 64 anos, ele não sabe se volta para a próxima temporada. Se voltar, ótimo. Se preferir se aposentar, seu trabalho e seu legado já estarão feitos. E muito bem feitos.

A um passo

Kobe Bryant cavava o seu buraco até o começo do quarto período do decisivo jogo 7 da final da NBA de ontem à noite. Mas no final, sabe-se lá de onde, o camisa 24 tirou forças, anotou pontos decisivos e levou seu time ao título. Não foi tão simples assim quanto escrever estas palavras, mas está lá: o craque acaba de conquistar o seu quinto anel e (pronto!) ficar a apenas um de Michael Jordan.

A questão, sinceramente, não é saber se Kobe é melhor que Jordan (não é!), nem se ele é mais jogador que LeBron James (ele é), mas sim em que categoria de gênio Bryant se enquadra. Dono de um dos estilos mais plásticos já vistos em uma quadra de basquete, há críticos que o colocam no patamar do ex-ala do Chicago Bulls. Outros, abaixo de Larry Bird, por exemplo.

Eu, sinceramente, não consigo avaliar assim tão friamente. Kobe Bryant é um gênio, um dos maiores que já vi, e seu lugar na história está guardado mesmo com atuações tão ruins como a da última noite. Ao final da partida ele disse que este é o mais saboroso dos títulos porque foi o mais suado deles. Pode ser que a frase se repita no ano que vem. Por enquanto, o cara acaba de colocar mais um tijolinho em sua estátua na frente do Staples Center.

Lakers campeão

E então a sua dupla de craques termina o primeiro tempo chutando 6/25 (o time, como um todo, teve 26,5%), a vantagem é de seis pontos (chegou a 13) e o rival parece não sentir falta de seu pivô titular. Na volta do intervalo, pouco muda. Kobe Bryant, mais nervoso do que nunca, errava tudo (até nas posses da bola mais fáceis). Seria o fim do Los Angeles Lakers, não fosse o quarto período redentor.

Foi um 30-22 com dor, sofrimento, angústia e muitos lances-livres. E assim os Lakers conseguiram virar a partida, fazer 83-79 e fechar a final em suados e sensacionais 4-3 contra um bravo e espetacular time do Boston Celtics para conquistar o 16º título da franquia - de quebra, os angelinos ficam a apenas um dos verdes.

No final das contas, Kobe terminou com 23 pontos (6/24) e 14 rebotes, mas a conquista foi recheada de outros heróis: Pau Gasol (incrível com 19 pontos, 18 rebotes, quatro assistências e uma luta inacreditável no garrafão), Ron Artest (20 pontos e uma cesta de três a um minuto do final) e Derek Fisher (outra bola de fora decisiva no fim).

Pelo lado do Boston Celtics, é inevitável falar que Kendrick Perkins fez falta. Os Lakers pegaram 13 rebotes a mais (23 ofensivos), e tiveram um Pau Gasol muito "solto" no último período. Kevin Garnett (17 pontos) e Rajon Rondo (14 pontos, 10 passes e oito rebotes) estiveram muito bem, mas Paul Pierce e Ray Allen arremessaram muito mal (8/29 - nos minutos derradeiros, então, a dupla murchou!). Mas, sinceramente, nada que diminua o valor do time, que venceu duas das melhores campanhas da NBA (Cavs e Magic) e perdeu a decisão apenas nos últimos segundos.

Aos Lakers ficam os parabéns pela luta, inspiração de seu técnico, que soube manter a calma de seus jogadores quando o nervosismo imperava, e pelo timaço que suou e brilhou até o final. Kobe Bryant é o MVP, mas Gasol merece tantos louros quanto o camisa 24.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Santo André na frente

Santo André saiu na frente na final do Paulista feminino. Jogando em casa, o time do ABC contou com um furioso terceiro período (24-8) para vencer Americana por 77-61 e abrir 1-0 na final. Ariadna, com 22 pontos e 11 rebotes, Êga (17 pontos, 7 rebotes, 5 assistências), Kátia (14 pontos, 4 assistências) e Simone Lima (14 pontos e 10 rebotes) brilharam. Nesta quinta-feira é o jogo 2, também em Santo André.

O Chat da final da NBA

Amigos, o chat já acabou, mas a caixinha está aberta para os comentários, ok?

O primeiro tempo acaba de terminar, e o Boston vai vencendo por 40-34 em uma partida de baixíssimo nível técnico.

Abs, Fábio

Uma nova era

Santo André e Americana decidem a partir de hoje o Paulista feminino (20h, no ABC). Pode parecer pouco, mas a final entre as duas equipes traz um elemento novo ao basquete.

Desde 2001 o melhor campeonato estadual do país não via uma decisão sem Ourinhos (naquele ano, Americana e Corinthians/Santo André duelaram). Em Nacionais, as então pentacampeãs brasileiras estão nas finais desde 2003 (no ano anterior, São Paulo/Guaru e Americana mediram forças).

O Bert, em seu PBF, escreveu sobre o fim da mesmice em território nacional. Pode ser um começo nesta final do Paulista, porque o basquete feminino brasileiro precisa de uma nova vida o quanto antes. Não arrisco palpite, mas acho que Americana leva o título.

Promoção Cestinha das finais da NBA

Quer ganhar uma cestinha porta papel e caneta? Então é só participar da promoção das finais da NBA. Clique aqui, veja como e torça.

O bem-amado

"Descomunal temporada do Tiago. Um gigante. Como jogador, como pessoal e como companheiro. Foi um prazer te ver crescer em Bilbao, te ver amadurecer na sombra de Don Luis Scola e, depois, se converter no melhor pivô do velho continente. Obrigado, rapaz, obrigado por tudo. E sorte na NBA, porque você merece"

"É o melhor pivô da Europa. Que tenha sorte onde estiver, porque você merece, Tiago. És um gigante"

"Pode ter sido o último jogo do Tiago com a camisa do Baskonia (Caja Laboral). Se vai um dos maiores. Obrigado, campeão. Obrigado, capitão"

"Muito obrigado por tudo, Tiago. Não há nada mais a dizer. Bem, há, há sim: que tenha todo o sucesso onde quer que vá. Você merece"

"Mil vezes obrigado. Você merece ir para o máximo, e será ainda maior do que já é. Muito obrigado"

"Um autêntico craque"

"Fica, Tiago, fica! E se for, levarás consigo uma parte de meu coração, porque você o conquistou"

"O melhor pivô da Europa se despede no topo. Como um filme com final feliz"

"Seria uma loucura trocar a palavra "pivô" por "jogador"? Desde já eu penso seriamente que Tiago é o melhor jogador da Europa.

"Tiago, amamos você. Fique, Tiago, mas se for, leve o nosso carinho. Obrigado por tudo"

"Morreremos de saudade, Tiago. A Liga ACB ficará menor sem a sua presença, porque você nos conquistou e nos fez sentir queridos. Boa sorte sempre. Você vale ouro"

"Já disse isso aqui, e repito outra vez: Tiago é o melhor jogador que vestiu a camisa do Baskonia. Genial como jogador, pessoa e companheiro. Ouvi dizer que o Baskonia vai tentar mantê-lo, e essa seria a melhor notícias. Mas caso você se vá, Tiago, saiba que é o jogador de basquete que mais admirei. E não sou precisamente um garotinho. Parabéns!"

"Acreditem: Tiago é melhor como pessoa que como jogador. E isso dá a medida de quem é esse rapaz. Lembro que quando chegou aqui na Espanha era um jovem, jovem mesmo. Quem o viu crescer sabe que Tiago não é apenas um jogador, mas um filho de todos nós. E um filho que triunfou. Sorte, filho!"

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Todas essas frases foram retiradas do fórum de discussão da Liga ACB na Internet. Elas dão a medida de quem é esse rapaz chamado Tiago Splitter. Transcrevi as mensagens e ao final delas estou emocionado com o carinho, o respeito e a admiração que os torcedores espanhóis (do Caja Laboral/Baskonia ou não) têm pelo brasileiro. Ele merece.

De hoje não passa

Termina hoje a mais fantástica final da NBA dos últimos anos. A bola quica em Los Angeles para o jogo 7 entre Lakers e Boston às 22h (antes, às 20h45, o Bala na Cesta realiza um chat para falar do clássico!), mas a ansiedade é imensa desde já. Sem Kendrick Perkins, os Celtics terão que se desdobrar para frear Kobe Bryant. Do outro lado, os angelinos precisam repetir a magnífica atuação do duelo passado se quiserem mesmo o bicampeonato. Tudo isso, claro, sem falar no coração de cada atleta que estará em quadra.

Por isso o blog separou alguns fatos interessantes sobre o quinto jogo 7 das finais da NBA nos últimos 27 anos:

-- Em toda a série, quem venceu os primeiros períodos levou a vitória no final. Outro dado importante: quem apanhou mais rebotes também saiu vitorioso. Tem mais: em todo o duelo, apenas o Boston conseguiu duas vitórias seguidas. Se o retrospecto se mantiver, os verdes saem com o troféu.

-- Phil Jackson pode conquistar o seu décimo-primeiro anel como técnico, mas nunca dirigiu uma equipe em um jogo 7 de final da NBA. Do outro lado, Doc Rivers pode se juntar a K.C. Jones, Tommy Heinsohn, Bill Russell e Red Auerbach como únicos comandantes dos Celtics a ganhar mais de um título com a franquia. Além disso, caso vença esta noite Rivers entra em um seleto grupo de treinadores que nos últimos 33 anos conquistaram mais campeonato (K.C. Jones, Chuck Daly, Pat Riley, Rudy Tomjanovich, Gregg Popovich e Phil Jackson).

-- Já houve quatro jogos 7 na história da rivalidade Lakers e Boston (todos em finais). Em todas os Celtics venceram, mas apenas uma partida foi jogada em Los Angeles (vitória verde por 108-106 em 1969)

-- O time da casa venceu 13 dos últimos 16 jogos 7 em finais, incluindo os quatro mais recentes (Spurs em 2005, Houston em 1994, Lakers em 1988 e Boston em 1984). O último a estragar a festa foi o Washington Bullets, que superou os Sonics, em Seattle, por 105-99 em 1978.

-- O Boston está com o retrospecto de 3-4 em jogos de "fechamento" de série nesta temporada (0-3 fora de casa). Nas últimas três temporadas, os Celtics tiveram nove chances de fechar um duelo longe do lar, e foram felizes em apenas uma (na final de conferência de 2008 contra os Pistons, em Detroit).

E aí, querido leitor, quem será o campeão da NBA esta noite? O blog, ansioso, aguarda seu comentário na caixinha!

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Uma pergunta

Pessoal, estou pensando em fazer um chat antes do jogo 7 da NBA amanhã à noite. Nunca fiz isso antes, mas me disseram que não é difícil "incorporar" o chat aqui no blog. Pensei em fazermos uma hora de bate-papo, entre 20h45 e 21h45. O que vocês acham? Aguardo as opiniões, mas desde já antecipo: precisarei de ajuda para colocar o chat no ar...

Obrigado, Fábio Balassiano

Da Prancheta

31 - Foram os pontos de Iziane ontem na vitória de seu time, o Atlanta Dream, sobre o Chicago Sky fora de casa por 93-86. A marca empata com a maior de sua carreira na WNBA, e veio através de dez arremessos convertidos (quatro bolas de três pontos). Érika também esteve monstruosa com 17 pontos e 13 rebotes. O Atlanta lidera o Leste na WNBA com 9-3.

Com 16,2 pontos e 47,8% nos arremessos, Iziane possui as maiores médias de sua carreira na temporada de 2010.

A hora do grande salto?

Nos fóruns de discussão, os torcedores do Caja Laboral não fazem outra coisa: agradecem a Tiago Splitter e desejam sorte ao camisa 21 na próxima temporada com o San Antonio Spurs.

Pode ser uma forma de agradecimento antecipada, porque até agora não se sabe exatamente de Tiago Splitter irá mesmo para a franquia, mas a questão é: será este o melhor momento para o brasileiro rumar para o Texas?

Vejamos: o San Antonio Spurs é um time envelhecido, mas ainda é uma franquia de respeito na NBA. Com Ginóbili, Parker e Duncan (em declínio), Splitter teria tempo de quadra (os texanos não têm pivô confiável), chance de crescimento (plano de carreira, como dizem os especialistas de RH) e possibilidade de atuar em uma equipe que briga na parte de cima da tabela.

Tiago Splitter é amado em Vitória e seus feitos estão eternizados na história do Caja Laboral (Baskonia), mas acho que chegou a hora de o pivô dar um salto após 251 partidas na ACB. Aos 25 anos, Splitter chegaria maduro, pronto e em condições de não fazer figuração na NBA. Caso ele vá, é bom ir pensando em outro número. O 21 já é de Tim Duncan.

Vamos ao jogo 7

Parecia outro time aquele de amarelo. E era (era, na essência, um time jogando como um time - como deve ser sempre, diga-se). Ron Artest anotou oito de seus 15 pontos no primeiro quarto, o banco contribuiu com 25 (até o final do terceiro período, os Celtics não viram nenhum reserva pontuar), os angelinos dominaram os rebotes (52 contra 39) e abriram 27 pontos (maior vantagem de toda final). Assim ficou difícil para o Boston, que perdeu o jogo 6 por 89-67 e viu a série ficar empatada em 3-3 - os verdes ainda precisam saber a real condição de Kendrick Perkins, que saiu contundido no segundo período.

Os Lakers começaram muito bem, e empurraram o Boston para uma armadilha já conhecida. Liberado para arremessar, Rajon Rondo falhou de novo (5/15). Além disso, Phil Jackson mudou os planos e fez com que a marcação migrasse para o garrafão (a zona pintada ficou "lotada" de amarelos), deixando Kevin Garnett (6/14) sem tanto domínio sobre Pau Gasol e sem espaço para desferir seus passes. Por isso o resultado dos três pontos dos Celtics foi pavoroso (5/23). Sem conseguir "fazer a defesa", Paul Pierce ficou muito exposto no mano a mano contra Ron Artest e pouco ajudou (6/14). Do outro lado, Kobe Bryant terminou com 26 pontos e Pau Gasol com 17 pontos, 13 rebotes e nove assistências.

Na quinta-feira, porém, não tem escapatória: Lakers e Celtics entram em quadra para decidir o campeão da NBA. Independente do que aconteça, uma coisa é certa: esta decisão não poderia terminar antes de sete partidas. Nós, amantes do jogo, merecíamos. Que a bola suba logo para a grande final! Desde já a caixinha fica aberta para a pergunta: quem vence?

terça-feira, 15 de junho de 2010

O MVP, o carequinha e o título

San Emetrio foi o herói do jogo 3, anotando cesta e lance-livre decisivos para dar a vitória por 79-78 na prorrogação e cravando os inapeláveis 3-0 para o Caja Laboral contra o Barcelona na final da ACB. É o terceiro título dos vitorianos, e é uma conquista incontestável.

De quebra, o brasileiro Tiago Splitter se igualou ao mítico lituano Arvydas Sabonis ao fechar a temporada como MVP das finais e do campeonato regular. Nesta terça-feira, o pivô somou 14 pontos, 13 rebotes, 36 de eficiência, quatro roubos e quatro assistências (nas finais, média de 11,3 pontos, 8,3 rebotes, 2,3 passes e 18 de eficiência). Não resta dúvida: Splitter é O cara do basquete brasileiro no momento.

Cabe, aqui, um elogio também ao neo-carequinha Marcelinho Huertas (foto), que teve uma temporada passada não tão boa na Itália. Hoje, ele somou tímidos nove pontos, mas foi fundamental durante toda a série (freando Ricky Rubio em quase todos os jogos - nesta terça-feira, o camisa 9 do Barça teve 14 pontos e quatro passes) e todo o playoff (contra o Real Madrid, o camisa 9 foi o sensacional no confronto). Repito o que já disse antes: temos um armador confiável e com gabarito para partidas de alto nível como há quase duas décadas não temos.

Infelizmente não vi a partida (dormi durante o segundo tempo do possante jogo contra a Coreia do Norte), mas ficam os parabéns a Huertas, Splitter e ao Caja Laboral.

Da Prancheta 1

4-2 - Desde que o formato 2-3-2 das finais da NBA começou a vigorar em 1985, em seis ocasiões o time de pior campanha voltou para a casa do de melhor retrospecto em vantagem de 3-2. Quatro deles (Lakers de 1985, Bulls de 1993 e 1998, e Miami de 2006) conseguiram fechar no sexto duelo. Aqueles que perderam, ficaram sem o título no sétimo e decisivo confronto (Knicks de 1994 e Pistons de 1998).

Uma coincidência? Doc Rivers, agora técnico dos Celtics, jogava nos Knicks de 1994. O que será que acontece hoje?

Da prancheta 2

0/18 - É assim que Ray Allen está da linha de três pontos depois de seu show no jogo 2 no domingo retrasado.

Ainda no segundo duelo, Ray errou duas vezes depois do intervalo, e nos jogos 3 (0/8), 4 (0/4) e 5 (0/4) a situação não melhorou. Será que hoje, no mesmo palco das oito conversões, o bom e velho gatilho de Ray Allen volta?

Quero ser campeão

No intervalo do primeiro jogo da decisão, a ESPN divulgou um vídeo em que Kobe Bryant conta um pouco da sua inspiração (veja aqui). O mais impressionante, porém, é isso aqui: antes dos jogos contra o Boston começarem, Kobe pediu a Phil Jackson as fitas das finais do Leste de 1993. O motivo, tão incrível quanto surpreendente, era simples: o camisa 24 queria analisar a marcação do então armador dos Knicks em cima do arremessador do Chicago Bulls.

Naquela série, Doc Rivers seria o encarregado de tentar parar um cidadão chamado Michael Jordan. Sem querer se comparar a Jordan, Kobe tentou antecipar um pouco do que poderia acontecer com ele em quadra nas finais - talvez antevendo a dificuldade que viria pela frente. A atitude mostra o grau de inteligência e comprometimento de jogadores de alto nível (e considero sensacional!).

Naquela final de conferência, Rivers não conseguiu deter Michael Jordan (o camisa 23 teve 32,1 pontos, levou os Bulls à decisão com um 4-2 e no jogo 4 anotou 54 pontos). Nesta decisão, os marcadores de Rivers tampouco conseguem frear Kobe (30,2 pontos). A questão, agora, é o ala dos Lakers transformar seus números em duas vitórias da sua equipe, que pouco tem ajudado.

Vamos ver o que o camisa 24 nos reserva para hoje, a partir das 22h. Kobe quer ser campeão, mas precisa de ajuda. Seus números estão aí. Sua vontade também. Mas o craque precisa de apoio. Alguém se habilita? Se a resposta não for muito afirmativa, amanhã teremos um post sobre o Boston campeão da NBA.

De costas para o favoritismo

O Caja Laboral tem 2-0 na série, precisa de uma vitória e joga em casa nesta terça-feira para dar o segundo título ao time em três anos e o terceiro em quase uma década (15h30). Mas Dusko Ivanovic, técnico dos brasileiro Huertas e Splitter, joga o favoritismo para escanteio e diz: "Se eu disser que não penso no título é uma mentira, mas o time deles ainda é melhor", despistou.

O fato, porém, é que nos dois únicos títulos do Caja Laboral vieram com 3-0 (em 2001, diante do Málaga, e há dois anos contra o próprio Barcelona). É difícil conter a euforia dos torcedores vitorianos, mas é bom não bobear contra este timaço catalão. Navarro não será tão hesitante, Ricky Rubio não deixará Huertas tão solto e o garrafão ficará cada vez mais congestionado para Splitter.

O favoritismo pode até ser do Barcelona ainda, mas acho difícil o Caja Laboral desperdiçar uma chance tão boa de ser campeão em frente ao seu torcedor. Vamos ver o que a tarde nos reserva.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Os vencedores

Com auditoria da Balassiano's Young & Family, foi realizado na noite de ontem o sorteio das cestinhas da Bolar para os jogos 3, 4 e 5 da NBA. Abaixo os vencedores.

-- Marçal de Lima Hokama (Brasília/DF) (Jogo 3)
-- Leandro Pereira Rodrigues (Porto Nacional/TO) (Jogo 4)
-- Décio HandaEndereço (Londina/PR) (Jogo 5)

Lembro que ainda falta, no mínimo, uma chance para todos aqueles que enviaram email. Se a série for a sete jogos, há ainda duas cestinhas da Bolar. Boa sorte a todos!

A grande chance

Vamos aos fatos. Splitter é o MVP da Liga Espanhola. Nenê, Varejão e Leandrinho, descansados e empolgados, já confirmaram presença. Huertas se firma como um armador confiável, e terá Valtinho na reserva. Vindo do banco, Alex deve ser o dinamite defensivo. Giovannoni está em boa forma. Tem mais dos rivais: Ginóbili, Pau Gasol, Andrew Bogut e Tony Parker não estarão na Turquia.

Ora, mas por quê diabos dizer tudo isso? Simplesmente para cravar o seguinte: no Mundial de 2010, este blogueiro aqui acha que a seleção comandada por Rubén Magnano tem grandíssimas chances de conseguir uma medalha (isso, claro, se a fase de treinos e amistosos for bem feita como acredita-se que será). Meu palpite se baseia nas boas fases de Huertas e Alex, no melhor garrafão do planeta (com exceção dos EUA, claro), no comando seguro de Magnano e na diferença que Leandrinho pode fazer com um esquema azeitado no ataque.

Pode ser que este surto de otimismo seja exagerado, mas acho que o Brasil nunca esteve em uma posição tão favorável para uma competição de alto nível nos últimos anos. Magnano terá problemas para armar o seu trio de pivôs (ele terá que colocar Nenê, Varejão e Splitter nos 80 minutos disponíveis) e descobrir um três confiável (Marquinhos?), mas o cenário que se apresenta, não tenho dúvidas, é bem animador. Não digo que a seleção masculina VOLTA com uma medalha, mas sim que ela tem boas chances para isso.

E você, o que acha? Será que o pódio na Turquia é realmente viável? A caixinha está aberta!

O time vence

Kobe Bryant anotou 19 pontos no terceiro período (38 no total), mas, além dele, apenas Pau Gasol (12) pontuou em dígitos duplos pelos Lakers. O resultado é claro: o Boston leva o quinto duelo por 92-86, faz 3-2 na série e viaja para Los Angeles precisando vencer um dos dois duelos para conquistar o segundo título em três anos. Vale lembrar: o time de Phil Jackson jamais esteve perdendo nestes playoffs.

Na noite de hoje, os Celtics, que chutaram 56,3% (em um dado momento, o número estava em 68%), prova da péssima defesa angelina, contaram com atuações excepcionais de Paul Pierce (27 pontos), Kevin Garnett (18 pontos, muita marra, 10 rebotes, baile em Pau Gasol e cinco roubadas de bola) e Rajon Rondo (18 passes, muita marra e oito assistências) para liderarem a partida durante os 48 minutos. Do outro lado, Derek Fisher (2/9), Ron Artest (2/9) e Andrew Bynum (apenas um rebote defensivo) foram muitíssimo mal.

Agora a história é a seguinte: os Lakers voltam para casa com a corda no pescoço, sem poder perder e com o elenco absolutamente sem confiança (Gasol, Artest, Fisher e Bynum ruíram, e Kobe Bryant se irritou várias vezes com isso - o camisa 24 pediu para marcar Paul Pierce duas vezes). A psicologia de Phil Jackson nunca foi tão importante, como se vê. Só que no momento não é só de psicologia que seus comandados precisam. Em playoff, defender e jogar coletivamente é fundamental, e é por isso que os Celtics estão a um passo do título. As 21 assistências (doze angelinas) e 39,7% nos chutes dos Lakers falam por si só.

domingo, 13 de junho de 2010

Pelas mãos de Ariadna

A cubana Ariadna (na foto) voltou a ser decisiva, e Santo André está na final do Paulista feminino. Com 18 pontos e 18 rebotes da ala, a equipe do ABC fez 63-62 em Ourinhos, que novamente teve boa atuação de Jenifer (17 pontos), para finalizar a semifinal em 2-1 (38 erros na partida).

Tayara, com 18 pontos, e Paula Pacheco, com 14, também foram bem. Pelo que vejo no placar, o jogo deve ter sido disputado, mas não tenho idéia de como foi o final (cesta para que lado, lances-livres, etc.). Quem souber, é só colocar na caixinha! Na decisão, o time de Lais Elena enfrenta Americana.

Volta por cima

Em casa, Santo André tinha a faca, a torcida e 1-0 a mão para chegar à final do Paulista Feminino. Mas jogou mal, levou 27-14 no último período e permitiu que Ourinhos, com ótima atuação de Jenifer (23 pontos), empatasse a série. O terceiro e decisivo duelo é hoje (17h), também no ABC.

Agora, quem mandou bem mesmo foi Americana, que foi até Catanduva e bateu as até então favoritas ao título por 70-65 (20-12 no terceiro período) para fechar em 2-0 o playoff semifinal. Karla, com 22 pontos, e Carina, com 16, foram muito bem pelas vencedoras - Sil, com 23, não conseguiu evitar a derrota de seu time. Ah, vale a ressalva: o desempenho de Micaela continua pífio (em dois jogos, 5/23 nos tiros, ou 21,7% no aproveitamento). Muito pouco para uma atleta de seu nível.

Ficam os parabéns para Zanon, o técnico (foto), e todas as atletas de Americana, que vinham mal na fase de classificação e no duelo contra São Caetano nas quartas-de-final, mas que agora parecem ter, como se diz na gíria, encaixado.

O código Bynum

Lakers e Celtics se enfrentam hoje, às 21h (de Brasília), em Boston para saber quem volta para Los Angeles em vantagem na final da NBA. E passa por este cidadão da foto muito do que acontecerá na quadra. A dúvida é: como estará o baleado-e-trincado-e-inchado-e-doído joelho de Andrew Bynum?

O problema não é nem a ausência de Bynum em si, mas o que ela ocasiona nos Lakers. Com um banco limitadíssimo, a sua saída faria com que Pau Gasol migrasse para o combate direto a Kendrick Perkins, onde provavelmente queimaria faltas e energia mais cedo. Além disso, se o banco de reservas já é péssimo com Lamar Odom saindo dele, imagine com Odom jogando mais do que os seus 25, 30 minutos habituais.

O jogo 5 de hoje promete, e deve, ser o decisivo. Acho muito difícil que o Boston perca a final caso chegue a Los Angeles em vantagem. Também acho pouco provável que os Lakers não levantem o troféu se voltarem para casa com 3-2. Ou seja: para este blogueiro louco aqui, quem vencer hoje leva o título da NBA. E você, o que acha?

sábado, 12 de junho de 2010

Mão na taça

Quem diria, hein! Com duas partidas em casa, a torcida e quase todo mundo esperavam que o Barcelona vencesse ambas. No máximo, uma delas. O que aconteceu, no entanto, foi bem diferente. Com 19 pontos de San Emetrio e 13 de Marcelinho Huertas (de novo excelente!), o Caja Laboral contou com um ótimo quarto período (23-16) para fazer 70-69 nos catalães (5/21 de fora), abrir 2-0 e ficar a apenas uma vitória do título da Liga ACB. Em casa, os vitorianos podem levantar a taça na terça ou quinta-feira.

Vale a pena ler

-- Neto é o novo técnico do Palmeiras, que disputará a próxima edição do NBB.

-- No Draft Brasil, Henrique Gonçalves comenta a declaração de Nezinho sobre a defesa por zona do Flamengo nas finais do NBB. Leia aqui.

-- Antes tarde do que nunca, coloco aqui o link do blog de Paulo Murilo. Lá há vídeos com as atuações do Saldanha da Gama no NBB2. Vale a pena conferir.

-- Não, não é basquete, mas uma entrevista do Chico Buarque vale a pena linkar, não? Então confira aqui.

O grande jogo

A partir das 13h deste sábado Barcelona e Caja Laboral prometem fazer um grande jogo na segunda partida da final da Liga ACB espanhola. Contra a parede, os catalães não podem nem
pensar em perder se quiserem terminar a temporada com a tríplice coroa. Time para isso eles já provaram que têm - de sobra, aliás.

Do outro lado, porém, o Barça terá pela frente um Caja Laboral embalado, empolgado, com confiança e, sim, à vontade após vencer o jogo 1 na quinta-feira. É muito claro: com 1-0 na série e o mando de quadra do seu lado, os vitorianos podem, como se diz na gíria, atuar sem responsabilidade alguma neste sábado (se vencer, ótimo; se perder, o trabalho já fora feito). E este cenário, para quem tem boas armas como os brasileiros Huertas e Splitter, pode ser bem favorável a eles.

A certeza é uma só: os mais de sete mil torcedores que forem ao Palau Blaugrana verão um grande duelo. Torço para que Tiago Splitter e Marcelinho Huertas tenham, novamente, atuações destacadas, mas acho que o Barcelona empata a série. E você, o que acha?

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Clínica em São Paulo

Em uma iniciativa da CBB e a Federação Paulista, as duas entidades anunciam uma clínica em São Paulo com o técnico Jim Boeheim (campeão universitário por Syracuse, à época com Carmelo Anthony, assistente-técnico de Coach K nas Olimpíadas de 2008 e Hall da Fama em 2005).

O evento acontece entre os dias 25 e 27 de junho no Ipê Clube (São Paulo), e tem o custo de R$ 275,00 para técnicos e R$ 125,00 para alunos de educação física. Clique aqui para mais informações.

Quem puder, vale a pena comparecer.

Um grande passo

Está no site da CBB aquela que pode ser a melhor notícia do basquete brasileiro nos últimos anos: a entidade assinou com a cidade de São Sebastião do Paraíso (MG) uma carta de intenções para a construção do Centro de Treinamento das seleções de base na localidade.

Na boa, é uma novidade sensacional (com o perdão do exagero). Promessa de campanha de Carlos Nunes, a construção de um Centro de Treinamento para a base é um passo gigantesco para que o basquete enfim proporcione aos seus jovens atletas um pouco mais de possibilidade de um futuro digno no esporte. De quebra, Nunes acaba por abrir um pólo novo para na modalidade.

É óbvio que foi apenas uma carta de intenções, mas no dia 24 de junho haverá um novo encontro para fazer as vistorias e formalizar o convênio. Muita coisa ainda está por vir, mas o pontapé inicial da CBB para a construção do seu CT já foi dado. E muito bem dado.

O grande banco

O Boston Celtics começou o quarto período perdendo por dois. Doc Rivers colocou seus reservas. Phil Jackson, tentando abrir vantagem, manteve os titulares (com exceção do cada vez mais baleado Andrew Bynum). No final, os verdes fizeram 36-29 no último quarto, venceram a partida por 96-89 e empataram a final da NBA em 2-2. O jogo cinco, que pode ser decisivo, é no domingo, também em Boston.

E o Boston venceu simplesmente por causa do seu banco de reservas mesmo. Glen Davis (foto) anotou 18 pontos e cinco rebotes (que raça deste cidadão!), e foi coadjuvado pelos bons Nate Robinson (12) e Tony Allen (ótima marcação). Tudo isso foi suficiente para esconder a apagada atuação de Rajon Rondo (5-15 nos arremessos e péssima distribuição de jogo) e conter nova noite "não" de Ray Allen (0/4 nos tiros de fora).

Kobe Bryant, com 33 pontos (sete desperdícios), e Pau Gasol, com 21, foram bem, mas os Lakers não conseguiram manter o ritmo no quarto final (nove erros - um deles de Gasol nos segundos finais - e muito tempo sem pontuar).

Agora está tudo igual, mas o Boston mostrou que tem mais banco (36 pontos contra 18 dos Lakers) e um pouco mais de energia no tanque (12 roubos e 16 rebotes ofensivos). Aos Lakers, resta saber como estará Andrew Bynum para domingo, e se Derek Fisher (apenas seis pontos) aparecerá novamente. Contra os Celtics, apenas o duo Kobe-Gasol é muito pouco para conseguir um anel de campeão.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Huertas decide

Tiago Splitter foi bem (16 pontos e cinco rebotes), mas quem decidiu foi Marcelinho Huertas (11 pontos, oito rebotes e três passes). O armador matou difícil arremesso a um minuto do final e roubou uma bola segundos depois, decretando a vitória do Caja Laboral, fora de casa, contra o Barcelona por 63-58. Um a zero para os vitorianos na final da ACB.

Da Prancheta

13 + 7 - Foram os números de pontos e rebotes da ala-pivô Fabiana (na foto) na partida de ontem em que a sua equipe bateu Catanduva por 73-59 no primeiro jogo das semifinais do Paulista (no outro duelo, Santo André fez 79 a 62 em Ourinhos).

A jogadora de 19 anos, presente em todas as seleções de base, acertou, em 20 minutos, todos os seus cinco arremessose e os três lances-livres, e conseguiu suprir a ausência de Mamá, que não jogou. Helen, com 20 pontos, e Carina, com 14, foram bem.

Qual é o dia, Ray Allen?

A maior questão para o jogo 4 da noite de hoje (22h, com ESPN e Terra) entre Lakers e Boston é: qual Ray Allen aparecerá para atuar? Depois de roubar a cena com oito bolas de três pontos no domingo, Ray foi um desastre na última terça-feira, errando seus 13 arremessos.

O problema é que, para o desespero dos torcedores do Boston (ou, neste caso, dos Lakers), Ray Allen tem sido de uma irregularidade atroz nestes playoffs. Desde que começaram os duelos contra o Cleveland, foram 15 jogos. Em 10, Allen obteve dez ou mais pontos. Nos outros cinco, esteve abaixo. Uma coincidência? Quase sempre o dia do "não" do camisa 20 veio depois de dois dias "sim" (a sequência completa é assim: 14, 22, 7, 18, 25, 8, 25, 4, 14, 22, 9, 20, 12, 32 e 2).

Se mantiver a inconsistência, hoje é o dia do "sim" para Allen e para o Boston Celtics. E aqui vai outro dado determinante: dos cinco jogos com menos de 10 pontos de Ray, os verdes perderam três. Ou seja: é bom a mãozinha do camisa 20 estar calibrada nesta noite. Do contrário, os Lakers abrem 3-1 e o troféu começa a viajar para Los Angeles.

Hoje é o dia do "sim", Ray Allen?

Splitter, o título e o tabu

Em casa, o Barcelona, campeão europeu, abre a final da Liga ACB espanhola contra o Caja Laboral nesta quinta-feira (a Bandsports exibe a partir das 15h3o). Será uma ótima oportunidade para vermos em que nível está Marcelinho Huertas, que travará duelo contra o ótimo Ricky Rubio. De todo modo, o fator de desequilíbrio da decisão tem nome e sobrenome: Tiago Splitter.

A preocupação do Barça é tão grande que ontem o técnico Xavi Pascual comandou um treinamento específico para seus pivôs. E o motivo é óbvio: do outro lado estará o MVP das finais, e aquele que acabou com a chance de a Espanha ver um aguardado Barcelona e Real Madrid na disputa do título. Para se ter uma idéia, Splitter foi o líder em eficiência em 27 das 34 rodadas da liga (sua média fica em 23,4).

Contra o brasileiro, porém, há um dado ruim: há exatos 16 anos a Espanha não vê o MVP terminar o campeonato com o troféu de campeão (o último foi o lituano Arvydas Sabonis, pelo Real Madrid). A pergunta que fica é: será que Tiago Splitter tem força para ajudar o Caja Laboral a derrotar o Barça e quebrar essa escrita da Liga ACB?

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Os melhores do NBB2

Saiu ontem, em São Paulo, a premiação com os melhores do NBB2. Veja abaixo os ganhadores dos prêmios.

Melhor Jogador: Marcelinho (Flamengo)
Armador: Fulvio (São José)
Alas: Alex (Brasília) e Marcelinho (Flamengo)
Pivôs: Guilherme Giovannoni (Brasília) e Murilo (Minas)
Sexto homem: Nezinho (Brasília)
Revelação: Raulzinho (Minas)
Jogador que mais evoluiu: Audrei (Joinville)
Melhor Defensor: Alex (Brasília)
Técnico do Ano: Lula Ferreira (Brasília)
Craque da galera: Marcelinho (Flamengo)
Árbitro destaque: Sérgio Pacheco

Bate-bola com Carlos Colinas

Ontem à noite tive a oportunidade de conversar com Carlos Colinas por telefone. Bem simpático, o técnico espanhol demonstrou animação com o trabalho que está por vir em Barueri (ei, será que alguém percebeu que a seleção estará treinando na cidade onde Paulo Bassul, antigo treinador, agora comanda seu time? Será uma situação no mínimo engraçada...). Abaixo, os trechos do papo.

O GRUPO
"Mescla juventude com experiência, e era isso que queria desde o começo. Agora temos que treinar forte para chegar bem ao Mundial, porque sabemos que o Brasil precisa voltar às primeiras colocações, que é o seu lugar".

O MAIOR DESAFIO
"Meu maior desafio é fazer com que o Brasil jogue como um time, que seja, em quadra, a soma de suas individualidades. Sei que temos pouco tempo de trabalho para quem mal conhece o grupo, mas estou confiante. Pelo que vi nos últimos jogos, faltou um pouco de espírito coletivo, principalmente nos momentos difíceis, e é isso que vou tentar implementar. Não é simples, mas o talento das jogadoras brasileiras precisa estar a serviço da equipe, e não o contrário. Temos que ter um grupo forte, que jogue bem no famoso "cinco contra cinco", que tenha boa leitura e que cadencie o jogo com naturalidade. De novo: não será fácil, mas as jogadoras da Europa já vão um pouco por esta linha. Quero, porém, que uma coisa fique clara: não quero castrar a habilidade das jogadoras, mas sim ajudá-las a mudar as suas dinâmicas ofensiva e defensivamente para o benefício do time".

DAMIRIS E TÁSSIA
"As duas são muito promissoras, muito boas jogadoras mesmo. Conheço a Damiris desde que ela jogou na Espanha, e ela é simplesmente ótima. Quero que elas peguem experiência com as mais velhas, que treinem duro, que vivenciem o que é uma seleção adulta. Mas não só isso: não convoquei 16 adultas e mais duas meninas. Convoquei 18 mulheres, e se elas forem bem, irão ao Mundial. Conversei muito com o Tarallo (seu assistente e técnico da seleção Sub-18), e sei que as duas têm um potencial incrível".

ÉRIKA E FRANCIELE NO GARRAFÃO?
"Sim, posso colocá-las de titulares, mas só o tempo dirá o que será feito. Não quero precipitar as coisas, mas a dupla me agrada muito. A Érika é espetacular, e mudou seu estilo de jogo de um tempo para cá. Ela, hoje, não é mais "apenas" uma jogadora de garrafão. Tem saído de perto da cesta para jogar, tem exercitado seu arremesso, e isso é ótimo para nós".