quinta-feira, 16 de abril de 2009

Sem vitória, sem dinheiro

É isso o que o Bert coloca em seu blog. O Extrugasa, time das brasileiras Iziane e Kátia, rebaixado para a segunda divisão da Espanha, achou por bem não pagar às atletas por conta da péssima campanha do time: “em função do baixo rendimento, as jogadoras sofreriam uma sanção econômica, deixando partes do salário para o clube", dizem.

Se a moda pega, hein...

Cesta contra

Fico estarrecido ao ver que as estatísticas do Campeonato Paulista estão indo parar diretamente no blog do Bert. Nada contra o amigo (pelo contrário), mas acho que o site da Federação é que deveria prover as informações. Por isso fui consultar a entidade, que assim me respondeu:

"Não haverá (estatística), na primeira fase, devido a uma opção dos clubes, em virtude da crise financeira. Antes do campeonato, há uma reunião técnica, onde os clubes, de comum acordo, delimitam os principais pontos referentes à compeitção. E, dentro disso, ficou acertado que não haveria a estatística na fase inicial".

Aí ficam duas perguntas: 1) se os clubes não têm dinheiro em "virtude da crise financeira", por que a Federação Paulista não banca as estatísticas de seu campeonato mais importante?; 2) Como fica a análise de Paulo Bassul, técnico das meninas, já que o mesmo disse, em entrevista ao site, que uma de suas formas de acompanhá-las é através dos números?

Depois vão reclamar dos resultados internacionais, da falta de público, da cobertura da imprensa...

Os melhores playoffs dos últimos anos

Vão começar os playoffs da NBA, hein. Legal é notar a volta do confronto entre Bulls e Celtics (apesar da possível ausência de Kevin Garnett), o mesmo que "colocou" Michael Jordan no hall dos grandes, lá na década de 80. Destaque, também, para Blazers e Rockets, dois dos times mais surpreendentes da liga. E para o duelo dos armadores (Billups e Paul) no duelo entre Nuggets e Hornets.

Considero esta pós-temporada a mais empolgante da década. A volta do Portland, com a sua fanática torcida, e outros sete times em condições de ser campeões, fazem, na minha opinião, do playoff de 2009 o mais sensacional desta década. Lakers, Spurs, Cavs, Celtics, Orlando, Nuggets e Houston podem levantar o caneco.
E você, o que acha que vai dar?

Uma "entrevista" com Carlos Nunes

Coloco, abaixo, a entrevista que tentei fazer com o candidato da oposição-pero-no-mucho Carlos Nunes. Carlinhos, como é conhecido, não respondeu a ela. Resolvo, então, mostrar a vocês, leitores, aquilo que Nunes temia não responder . Vamos lá.

BALA NA CESTA: Quem é o candidato Carlos Nunes? Qual é a sua trajetória na modalidade para comandar a entidade máxima do basquete brasileiro? Suas credenciais para o cargo são 15 anos à frente do basquete gaúcho com uma série de acusações pouco empolgantes e oito anos na articulação política da atual gestão.
CARLOS NUNES:

BALA NA CESTA: Indo mais além: qual a trajetória profissional do senhor, já que está há oito anos na CBB, e, segundo consta, o cargo não é profissional. O que é há de tão atraente neste cargo?
CARLOS NUNES:

BALA NA CESTA: Por que alguém que fica oito anos na gestão do Grego agora quer ser candidato da oposição? O que mudou de forma tão repentina? Comenta-se, também, que era você quem, na época de eleição, visitava os presidentes de Federação para estreitar laços e conjecturar alianças.
CARLOS NUNES:

BALA NA CESTA: O senhor também enfrenta críticas pesadas por conta do seu mandato na Federação Gaúcha. Há, inclusive, críticas sobre suas atitudes extra-quadra. Sua última eleição foi conturbada e com pendengas judiciais. Na assembléia, que adiou a eleição da nova diretoria de janeiro para junho, dez votos foram dados por árbitros de basquete, que receberam procuração para votar. Há alguma razão plausível para tal?
CARLOS NUNES:

BALA NA CESTA: Sendo o maior articulador da atual gestão, o senhor poderia dizer como funcionam estas alianças com os presidentes de federação? Por que um dirigente do Acre, Mato Grosso, Bahia, votam por um lado ou por outro em uma eleição?
CARLOS NUNES:

BALA NA CESTA: O que vale mais na eleição da CBB: boas propostas para o basquete ou boas alianças polícias?
CARLOS NUNES:

BALA NA CESTA: O senhor possui uma empresa forte por trás do senhor, a de João Carlos Brunoro. Por que essa empresa, e o que ela traria ao basquete brasileiro de novas idéias e planejamento?
CARLOS NUNES:

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Boa dica de leitura

No domingo, o Jornal O Globo trouxe bela reportagem com a menina Layana Souza (foto). O site da CBB reproduziu-a e coloco o link aqui. A jovem, que atual no Germania, do técnico Raphael Zaremba, é uma das maiores revelações do basquete carioca e um exemplo de garra, superação e amor ao esporte.

Alto-falante 2

"Para jogar e defender a seleção dependeria muito do treinador e não sei se tenho o perfil certo para o tipo de jogo que o Paulinho Bassul treina hoje com a equipe brasileira"

A frase é de Zaine, pivô brasileira de 31 anos, medalha de bronze na Olimpíada de Sydney (2000), em entrevista ao site da CBB. Jogando na Itália, no Taranto, acaba de ser vice-campeã da Eurocup. Fica a pergunta: o que falta para ela voltar à seleção brasileira? O Bert, que já tocou no tema, pode nos ajudar nisso...

Blog do Flabasquete

Vale a pena conferir a novidade no Flabasquete: os jogadores rubro-negros, em especial o animado pivô Coloneze, escrevem notícias no blog sobre o dia-a-dia no clube e na estrada. Houve até disputa, com vídeo, do divertido jogo Guitar Hero.

Parece que dá resultado: ontem os comandados de Paulo Chupeta, que em um dos tempos técnicos apelou para um bizarro "faz qualquer jogada, pô", venceram o Joinville por 100-90 com show de Marcelinho, que anotou 34 pontos (8/9 nos três pontos) e sete rebotes.

Um simples aviso

Todos sabem que estou/estava tentando entrevistar Carlos Nunes, o candidato da oposição-pero-no-mucho à CBB. Pois bem. Vamos aos fatos: desde janeiro deste ano envio emails e ligo para ele, sempre com perguntas pertinentes a eleição de uma entidade que é gerida com dinheiro público. Ou seja: ele precisa, sim, dar explicações.

Carlos Nunes, porém, sempre preferiu se esquivar, talvez porque as perguntas não fossem de seu interesse (algumas, até, traziam acusações sobre seu polêmico mandato de 15 anos à frente da Federação Gaúcha). Na segunda-feira, recebi uma ligação de Nunes, me garantindo que estava ocupado mas que, ao mesmo tempo, este blog seria o primeiro a receber as suas respostas. Não foi o que aconteceu. No Basketbrasil, ele concedeu uma entrevista - entrevista esta, aliás, de cunho pra lá de duvidoso como vocês podem atestar por aqui.

Será que dá para confiar num candidato que mente para um blogueiro para apenas uma entrevista? Creio que não, né. Mas fiquem tranquilos. Por mais que o candidato da oposição-pero-no-mucho não queira conversar conosco, nós o "entrevistaremos".

Alto-falante

“Eu ainda estou irritado. Tenho algo para provar”

A frase é de Dwyane Wade, astro do classificado Miami Heat, que tem médias de 30,2 pontos, 7,5 assistências e cinco rebotes neste campeonato. Pouco, né?

terça-feira, 14 de abril de 2009

Um show de análise

Rodrigo Alves começa interessante análise sobre a sanha brasileira pelos três pontos. Vale a pena conferir aqui e verificar que estamos realmente muito defasados e tresloucados.

Chakmati fora

Toni Chakmati finalmente assumiu aquilo que todos já imaginavam: sua candidatura foi retirada da eleição próxima da CBB. Agora o pleito está entre o "situação" Grego e o oposição-pero-no-mucho Carlos Nunes, ex-articulador da atual gestão.

E aí, quem leva este cargo tão desejado? Só sei que estamos mal pacas...

Estatísticas, números, teorias e pesquisa

Henrique Lima Gonçalves, de Viçosa, fez uma monografia interssantíssima sobre basquetebol e métodos estatísticos. Agora graduado em Educação Física pela Universidade Federal de Viçosa, ele traz para os leitores do blog um pouco do do seu estudo, que, repito, vale a pena ser amplificado. Manda bala, Henrique:


"Sempre fui fã de box score (aquela planilha de dados que todo mundo vê após os jogos da NBA, por exemplo). E também sempre fui um fã de estatística de jogo, scouting. Como técnico de basquetebol, tentava entender qual fundamento do jogo era mais crucial na derrota e na vitória de uma equipe.

Como a produção cientifica em português para o basquetebol não é grande, fui atrás dos estudiosos pelo mundo afora. Me deparei com trabalhos interessantes, mas ainda não tinha achado o que queria. Quando tive de escolher meu tema para a “famigerada” monografia, pensei bastante e resolvi, juntamente com meu professor orientador Adilson Osés, trabalhar nos do jogos e estatísticas. O objetivo principal foi analisar o poder de quatro fundamentos que escolhemos (bolas recuperadas, assistência, rebotes e bolas perdidas). Ou seja, analisar se estes fundamentos ajudam a indicar o ganhador. Queríamos saber se existe uma uniformidade entre os tipos de jogos, fundamentos e vencedores/derrotados.

Como base, utilizamos os jogos da Supercopa Brasil de Basquetebol, realizada ano passado, com equipes somente do estado de São Paulo. Utilizei três tipos de metolodogias diferentes e teste t de student para o tratamento estatístico do estudo. Isso garantiu maior número de conclusões para cada caso estudado, limitando assim alguns erros conclusivos se utilizássemos somente através de uma metodologia.

Posso dizer que o fundamento assistência apresenta diferença significativa no desempenho dos vencedores e dos derrotados em qualquer partida, independente do nível técnico dos times e ou dos jogos. Logo, o time que tem maior número de assistências tem grandes chances de ser o vencedor - não confundir maior número de assistências com maior número de pontos. Rebotes totais nos jogos discriminam o ganhador do duelo apenas entre times de nível mais baixo.

Desperdícios de posse de bola são um fundamento que discriminam os vencedores e perdedores quando os jogos são entre equipes de alto nível. No estudo, os times entre o primeiro e quarto colocado. Ou quando a diferença das equipes é gritante, como jogos do primeiro com o oitavo, segundo e sétimo. Ao passo que roubos de bola em nenhuma metodologia utilizada discriminou o vitorioso. Dessa forma, é um dado que não pode ter aproveitamento prático no alto nível.

Para o futuro, quero continuar pesquisando basquetebol, como tenho feito por algum tempo e tentar a publicação dos meus estudos. No Brasil, basquetebol não é rico de publicações e carece de melhores estudos. O “achismo” ainda é uma vertente grande nas quadras e em outros locais de debates. A repetição de métodos que deram certo em outros países, sem a contextualização correta para a nossa realidade, também é um problema grave.

Eu acredito que somente com muito estudo e pesquisa no campo do basquetebol, aliado a um planejamento correto e aplicação prática do que é estudado, conseguiremos criar uma verdadeira escola brasileira de basquetebol. Muito mais do que os cansativos e previsíveis comentários sobre nossa criatividade, nossa velocidade na transição ou nossa tendência ineficaz de chutes de três a esmo. Espero estar contribuindo um pouquinho, mesmo que com 0,01% de importância na tentativa de ver nosso esporte se desenvolver e sair do buraco. Qualquer comentário, é só usar a caixinha ou manda um email para thierryhenry1308@hotmail.com".

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O blog dá os parabéns ao Henrique, e espera que atitudes e iniciativas como estas sejam cada vez mais frequentes. A caixa de email do Bala na Cesta está aberta.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

A explosão da Bomba

Não dá para dizer que a carreira de Juan Carlos Navarro foi um fracasso na NBA. Fazer 10 pontos e jogar mais de 25 minutos em sua estréia, como foi em 2007-2008, não é tão mal assim. Por outro lado, seu ninho sempre foi e sempre será o basquete europeu, que tem a sua cara (mais lento, menos físico e mais tático). Por isso não surpreende o seu desempenho nesta sua volta ao Barcelona, time que sempre defendeu e que acaba de levar, pela primeira vez nos últimos cinco anos, ao Final Four da Euroliga, onde enfrentará o CSKA .

Navarro somou importantes 19 pontos na vitória da última quinta-feira por 78-62 sobre o Tau Ceramica de Tiago Splitter e tem médias de 14,8 pontos (quarto no geral), 49,5% nos arremessos, 3,7 assistências (sétimo), 1,4 roubos e 15,7 de eficiência (o oitavo). Pela Liga ACB, a mais importante da Europa, comanda o Barça, o vice-líder na temporada regular (22-5) e que ainda conta com os ótimos Fran Vazquez e Ersan Ilyasova, com 16,5 pontos e 3,2 assistências. Ótimos números, não?

Melhor ainda é "descobrir" que Navarro tem apenas 28 anos, e muita "Bomba", seu apelido, para queimar.

Sobre a seleção brasileira

No contato com as meninas que foram às Olimpíadas, me surpreendi com uma suposta “frieza” sobre como seria ir aos Jogos. Não é frieza. É “natural” e profissional a parada. Como será jogar lá em Pequim, perguntava eu. “Legal, normal”, diziam. Não sei se feliz ou infelizmente, mas é assim que a maioria dos atletas lida quando seus corpo$ estão em jogo. Não temos um Manu Ginóbili por aqui. Não temos um Dirk Nowitzki. Não temos um Luis Scola.

Mesmo assim há alguns ruídos aí. Os atletas brasileiros, principalmente os da NBA (eu sei, Nenê teve câncer!), poderiam jogar aberto, explicar as suas razões. Mas não: preferem a desfaçatez do silêncio, algo muito comum aos jogadores de futebol de hoje em dia. Não querer jogar pelo seu país para se preservar para aquele que o paga é, sim, lícito, justo, faz parte do jogo. Não jogar porque a Confederação é péssima, também. Mas desde que se posicionem e digam isso abertamente, como foi no caso do Guga com a CBT.

O suposto problema no abdômen de Leandrinho, agora relatado pelo Arizona Republic, é sintomático. Com dor ou sem dor, ele joga por um Phoenix eliminado, e correndo como sempre correu. Todo atleta de ponta tem alguma dor. Qual será o legado que o papai Barbosa deixará para seu filho que logo irá nascer? O que dirá Anderson Varejão às suas futuras gerações? Contratos milionários não têm riqueza ética e moral, muito menos ensinamentos. O que eles dirão quando seus rebentos um dia perguntarem o porquê de suas atitudes?

Pode ser ridículo, emocional, mas eu continuo não entendendo o que leva uma pessoa a não querer defender a camisa do seu país. Não é ufanismo, patriotada à Oscar Schmidt. É simples: na minha cabeça de menino de 10 anos, achava que o auge da carreira de um atleta seria jogar na seleção brasileira. Com 25 eu continuo pensando assim. Se eles não acham isso, sinceramente, azar o deles.

domingo, 12 de abril de 2009

Boa do Bert

Vejo no blog do Bert a montagem (foto ao lado) sobre a semelhança entre Iziane, Joice e norte-americana Angel McCoughtry, escolha número 1 do Draft da WNBA para esta temporada. Muito divertida, e até a Joice, que deixou um comentário no blog do amigo, aprovou a brincadeira. Melhor assim!

Que hora!

Esta foto é de ontem, e mostra um Hedo Turkoglu, fera do Orlando Magic, com dores no seu tornozelo esquerdo que acabara de torcer. Pode ser um problema sério para o time da Flórida que surgia como rival do Boston em uma possível semifinal do Leste.

A lesão do turco não é ruim só por ele, mas também por causa da tendinite no joelho de seu companheiro Rashard Lewis, que será poupado dos últimos jogos da temporada regular. Turkoglu não tem a menor culpa, evidentemente, mas a hora da lesão é péssima, principalmente pela queda de rendimento do elenco de Stan Van Gundy.

Viva a loucura!

Neste feriadão o Sportv fez o grande serviço de transmitir três jogos do NBB: Flamengo e Bauru, São José e Araraquara e Pinheiros e Joinvile. Uma trinca de homéricas peladas. Sem tirar nem por, sinceramente. Na boa: ninguém aguenta mais essa loucura pelos tiros de três pontos e a falta de defesa nas partidas desse país. Sendo ainda mais sincero: no Brasil, hoje, é praticado um basquete que não se vê em lugar algum do mundo.

Quer ainda mais sinceridade? Muitos dos técnicos que hoje comandam as equipes do primeiro escalão do país reclamavam do jogo praticado até meados da década de 90 (o time do Pan e tal). Pois é: hoje em dia estes mesmos treinadores conseguem fazer dez mil vezes pior! Não há defesa, não há o mínimo de coordenação nos ataques, nada. Passes para os pivôs, então, nem se fala. Fundamentos tampouco. Esqueçam: o que vemos por aqui é uma zona, uma loucura de 10 homens na mesma quadra.

Como disse o próprio Kouros por aqui, o campeonato é legal, é diferente, mas o nível técnico não passa de razoável. Nota seis, no máximo e com muita educação. E boa Páscoa a todos!

sábado, 11 de abril de 2009

A tal bagagem tática

Faltavam três minutos quando Alberto Bial (foto) pediu um tempo para tentar recolocar o seu Joinvile nos trilhos contra o Pinheiros. Olhem o que ele falou: "Galera, chegou a hora de repensar tudo o que fizemos até aqui. É preciso ter alma, é preciso ter alma! Alma! Alma! Alma! Alma!". No ataque pós-tempo, Manteiguinha errou um passe. No seguinte, Espiga arremessou tresloucadamente de três e errou. Seu time, ao final, perderia por 94-92. Chutou "módicas" 40 bolas de três pontos, 13 a mais que os arremessos de dentro do garrafão.

Cito a situação e me lembro que tive um treinador de Futsal que falava as mesmas frases de auto-ajuda durante os tempos, e que não nos ajudavam em nada dentro de quadra. Uma vez reclamei, de forma pouco educada, que ele não nos dava instruções para crescermos durante as partidas. Sua função, vendo de fora, deveria ser olhar o que estávamos fazendo errado e nos orientar para melhorar. Fui suspenso, mas no confronto seguinte vencemos por 5-3 após uma série de boas observações suas durante os tempos.

Não falta alma, Bial. Seu time, o Joinvile, é um dos que mais lutam dentro de quadra. Mas para vencer só raça não basta. Falta treinamento e bagagem tática. E isso não se ensina com palavras tão abstratas. Um pouco de treinamento apropriado é muito mais concreto.

Alto-falante

"Tudo o que ele quiser fazer depois dos 50 anos só depende dele"

Foi com essa irônica frase que o maluco-beleza Mark Cuban reagiu ao rumor sobre uma possível transferência do alemão Dirk Nowitzki ao Alba Berlin, clube que manifestou interesse em contratar o camisa 41 do Dallas Mavericks assim que ele terminar o seu contrato com a franquia do Texas.

Seja diferente

Jrue Holiday não é tão conhecido assim. Em sua primeira temporada na UCLA, registrou os sólidos porém nada chamativos 8,5 pontos, 3,8 rebotes, 3,7 assistências e 1,6 roubos de bola nos seus 35 jogos como titular. O recomendável seria que o armador de 18 anos e 1,90m esperasse um pouco, jogasse outro ano sob o comando do ótimo técnico Ben Howland e depois disso tentasse a NBA. Mas não será isso que acontecerá.

Holiday se inscreveu no Draft e disse, com uma frase simples, que se considera apto a entrar na melhor liga do mundo: "quero testar essas águas". Acha que é só isso? O armador de UCLA disse, também, que não precisará de um empresário para intermediar testes e possíveis contratos com as franquias. Legal, não?

Pode ser que Holiday não seja escolhido no Draft, mas ele já provou que é uma pessoa com atitudes diferentes.

Fulvio na Espanha

Vejo no site da ACB que Fulvio acaba de ser contratado pelo Granada, da primeira divisão. O armador brasileiro, que estava no italiano Roseto, da segunda divisão, onde tinha média de 10,2 pontos por partida, já poderá estrear com a camisa 15 do Granada neste final de semana, contra o MMT Estudiantes, em Madrid.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

O craque Gasol

Ninguém mais do que Pau Gasol pode dizer que está cansado. Jogou até a final da temporada passada, chegou à decisão do ouro olímpico em Pequim com média de quase 30 minutos por jogo e até ontem segurava, sozinho, o rojão do garrafão dos Lakers. Por isso sua média de minutos subiram de 34 para 37 minutos. O espanhol, que até chegou a reclamar disso e ouviu um pito de Phil Jackson, responde com as soberbas médias de 19 pontos e 9,7 rebotes. Não é um All-Star sem méritos, portanto.

Ontem, na volta de Bynum ao time, também foi Gasol o grande responsável pela vitória do Lakers sobre o Denver (116-102). Pau trouxe 27 pontos e 19 rebotes, além de três assistências. É complicado dizer isso em um time onde Kobe Bryant é rei, mas o espanhol tem papel tão fundamental quanto o do camisa 24. Tirem-no de lá e teremos aquele mesmo Los Angeles que sofria para passar aos playoffs e ser eliminado na primeira rodada - com o péssimo Odom como titular, claro.

Com Gasol, os angelinos parecem não ter rivais no Oeste.

Cavalo na cabeça

Hoje o Charlotte Bobcats joga contra o Thunder, em Oklahoma. Será assim também nos últimos três jogos da fase regular (Bulls, Nets e Orlando). Ou seja: para quem ainda briga por vaga no playoffs, a estrada, o desconforto das viagens, nada de apoio da torcida. O motivo? Em Charlotte será realizado o Jumper Classic, torneio de saltos que tem como uma das competidoras a filha de Bob Johnson, sócio majoritário da franquia. Deu para entender?

Explico: o manda-chuva do Bobcats sugeriu, assim como acontece com o Spurs em época de rodeio, que seu time jogasse os últimos quatro jogos da temporada fora de casa por causa da competição de saltos. Um mimo para a sua filha, um tapa na cara de seus atletas. "Péssimo planejamento. Infelizmente, as coisas são assim, e as decisões são tomadas de cima para baixo", disse o cestinha da equipe Gerald Wallace.

Para quem precisa vencer os quatro jogos e torcer por derrotas seguidas de Bulls ou Pistons, o Bobcats vai precisar, com todo o perdão da brincadeira, de uma combinação cavalar de sorte e superação. Agora, quem diria, hein: na franquia que tem Michael Jordan como diretor, a prioridade de seu dono está numa competição de saltos. Que situação!

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Leitura obrigatória

Recomendo a leitura do espetacular texto de Rodrigo Alves, no Rebote. É só clicar aqui.

Boa Páscoa a todos!

São os votos deste blog para esta festa tão importante. Mas, atenção, o blog não pára durante a Páscoa, hein...

Um diálogo Socrático

- Fábio, tem acompanhado a NBA?
- Tenho, tenho sim.
- Como está o Ginóbili?
- Se machucou e está fora da temporada. Uma pena.
- Poxa vida, rapaz. Mas o que aconteceu?
- Jogou uma Olimpíada fora de suas condições ideais e agravou a contusão no tornozelo naquela semifinal contra os Estados Unidos. Lembra?
- Lembro, claro. Ele é fera! Que exemplo! Foi jogar sem poder então?
- Quase isso.
- Entendo.
- Mas, tio, uma pergunta: por que diabos você não pergunta nada sobre os brasileiros? Nenê está excelente, Varejão pode ir para a final, Leandrinho está bem.
- Fábio, sinceramente eu não ligo para esses caras. Se eles só se interessam em jogar pelas franquias que lhe pagam, eu não quero saber deles. Veja o exemplo do Ginóbili. Sul-americano que nem eles, com contrato longo que nem todos eles, e que mesmo assim se mata para jogar com sua seleção. Independente de patriotismo e da Confederação, que é péssima, acho que esses caras precisariam ter um mínimo de decência e assumir as suas posturas. E, claro, devem se lembrar que defender o seu país é o máximo que todo atleta pode almejar.

Este diálogo (verdadeiro mesmo!) aconteceu na noite de ontem, entre meu tio e eu. Não tive argumentos para continuar a falar sobre esse problema que, certamente, irá ocorrer na Copa América próxima.

Pronto: Phoenix eliminado

Aconteceu: o Phoenix Suns está eliminado. Verá, pela primeira vez em cinco anos, os playoffs pela televisão. Aquele time maravilhoso, que conquistou mais de 50 vitórias em três temporadas seguidas, acabou. A pergunta, agora, é o que fazer, como reverter a situação. Mandar embora o gerente Steve Kerr e o técnico, Alvin Gentry, é um bom começo.

Eu também formaria um time em função de Amaré Stoudemire, capaz de rivalizar com Tim Duncan, Pau Gasol e David West no Oeste. Contrataria, como treinador, Avery Johnson, para dar um pouco de cultura defensiva ao time. Não sei, sinceramente, se ficaria com Nash, Hill, Richardson e Barnes.

E você, como montaria o Phoenix Suns para 2009-2010, a temporada da reconstrução?

E o trabalho de base?

Ontem Ourinhos estreou no Paulista com vitória sobre Piracicaba. Muito bom, legal, parabéns. Mas no mesmo site da Federação que vejo os quase sempre triunfos do time, vejo os "micos" do mesmo clube nas divisões de base. Olhem só: não participa do circuito mini; não participa do circuito mirim; não participa do circuito juvenil; e apanhou de 78-23 para Osasco e 65-25 para Americana nas duas primeiras rodadas do campeonato infanto-juvenil. Estranho, não?

Evidentemente, contratar jogadores e não formá-los é uma política, e não pode ser criticada (há clubes de futebol que sucateiam as suas divisões de base para ter um poder de contratação maior no mercado). Com Ourinhos acontece isso. Vira e mexe, como aconteceu agora com a pivô Karina Jacob e antes com Êga, Micaela e Mamá, o clube quase sempre traz as melhores atletas do mercado. Com um mecenas no comando, investir em figuras conhecidas é mais atrativo aos olhos da comunidade e mexe positivamente com o orgulho de quem coloca a mão no bolso.

Por outro lado, acho estranho que o basquete brasileiro aceite isso e se acomode tão passivamente com a situação. Com um pólo de basquete tão sedimentado assim, perder a chance de formar novos talentos na região é péssimo para a modalidade. Fazer com que a diretoria de Ourinhos enxergue que isso pode, sim, lhes render frutos no futuro seria obrigação dos comandantes do nosso basquete, não? Conscientizar e estimular essa galera não deve ser tão difícil assim. Basta olhar o exemplo de Americana, que consegue formar atletas com muito talento.

A artífice daquele projeto, Mila Rondon, dá sopa no mercado.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Anote o nome dele

Miguel Servera Rodriguez (foto) tem cara de menino. Mesmo assim, o menino (completa 17 anos em julho) já desperta atenção no basquete espanhol. Contratado pelo forte Unicaja Málaga junto ao Mallorca (da LEB Oro, a segunda divisão local), seu nome já é comparado ao de Ricky Rubio, astro do DKV Joventut e diamante cortejado por onze entre dez gerentes da NBA.

Pode ser exagero, mas o mesmo técnico que lançou Rubio em Badalona, o vice-campeão olímpico Aíto Garcia Reneses, pediu a contratação do armador de 1,93m e cuja visão de jogo é comparada a de Theo Papaloukas e Pablo Prigioni. Acho que é cedo para traçar qualquer comparação entre os dois, mas Miguel merece ser acompanhado de perto. Seu talento, pela reportagem do Marca e pelas referências que obtive, são de outro mundo mesmo.

Foto do leitor: Homenagem a Zo Mourning

O leitor Edson Ribeiro enviou fotos que seu irmão, Daniel, tirou na partida entre Miami e Orlando Magic, na semana passada, direto da American Airlines Arena. O jogo marcou a homenagem que o Heat prestou ao inesquecível Alonzo Mourning no intervalo (a camisa 33 foi aposentada).

Alto-falante

"A direção do San Antonio disse que ele poderia ter este problema no tornozelo, mas ele (Manu) insistiu em ir para os Jogos Olímpicos. Agora terá que pagar as consequências de ter defendido a camisa argentina. Quando meu irmão for renovar contrato, posso dizer, seguramente, que o San Antonio pedirá, por meio de uma cláusula, que ele não volte a defender a seleção argentina”

A declaração é de Leandro Ginóbili ao jornal Clarín, e fala sobre a contusão de seu irmão, Emanuel Ginóbili. Em temos de profissionalismo extremo, é lindo ver que ainda há atletas que pensam com o coração antes da razão. Todo mundo, inclusive Manu, sabia que o camisa 20 do Spurs não poderia ir a Pequim. Mas ele foi!

Eu só queria saber quando é que veremos os jogadores brasileiros, que nunca ganharam metade do que Manu já conquistou, tomando atitudes como a do argentino. Talvez em 2045, 2059...

terça-feira, 7 de abril de 2009

Começa o Paulista Feminino

Apesar das críticas que fiz aqui na semana passada, começa hoje o Paulista Feminino (o vice-campeão Nacional Americana mede forças com São Caetano). Se tivesse que destacar as boas novidades, diria que vale a pena prestar atenção em Santo André (com Ariadna e Lilian como titulares), na volta de Guarulhos (dá um jeito na Joice, Cato!), no renovado time de Ourinhos (com o quarteto formado por Karen-Chuca-Mamá-Karina ditando as cartas), na força do atual campeão Catanduva (talvez o melhor elenco da competição, com Grazi, Palmira, Gilmara, Iza, Gattei, Silvia, Fabão, Jaqueline, etc.) e no agora favorito time de Americana, da técnica Branca (foto) e do "selecionável" trio formado por Natália-Karla-Micaela, além das ótimas meninas Leila, Tássia, Fabiana e Débora, que devem ter oportunidades em breve.

Vale a pena conferir, também, as jovens de São Caetano comandadas por Borracha (Nadia e Patricia merecem destaque). O blog torce por um ótimo campeonato, apesar de todos os pesares.

Breves notas

-- North Carolina deu uma aula de defesa e bateu Michigan State por 89-72 na decisão da NCAA masculina. Destaque para a dupla Ty Lawson (21 pontos) e Tyler Hansbrough (18 pontos). Hoje é a vez das meninas: Connecticut deve bater Louisville, mas não custa conferir às 21:30.

-- Manu Ginóbili aparentemente "compensou" a lesão do tornozelo esquerdo no outro, e está fora da temporada. Baita desfalque para os Spurs, que estavam com esperanças de voltar a vencer o Oeste. Também cabe constatar a triste temporada do argentino. Uma pena.

-- Na Itália, o brasileiro Dimitri Sousa sofreu com o terremoto. Leia aqui.

-- Saiu a lista do Hall da Fama deste ano. O brasileiro Ubiratan ficou de fora, mas no clube entrarão Vivian Stringer (técnica universitária), Jerry Sloan, John Stockton, David Robinson e Michael Jordan.

-- No Rebote, Rodrigo Alves sorteia camisa de Chris Mullin (foto), campeão olímpico em 1992 e genial arremessador do Golden State e Indiana Pacers. Clique aqui e participe.

Responda aí, leitor!

Leandrinho (foto) terminará a temporada pelo Phoenix Suns com problemas no joelho - ele voltou antes do esperado e no sacrifício para tentar ajudar o time a obter vaga nos playoffs. Aí eu pensei no seguinte: o que irá acontecer quando o atleta estiver de férias no seu clube?

A pergunta é pertinente, porque, sinceramente, agora ele realmente precisa de um tempo para descansar seu desgastado corpo. E então, amigo leitor, o que irá acontecer com o brasileiro? Será que ele defenderá a camisa da seleção nacional na Copa América?

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Érika no blog do Atlanta Dream

Já que o dia é de novidades, aproveito para deixar uma dica de leitura (para quem não tem inglês, o Google Tradutor ajuda): o blog do Atlanta Dream, da WNBA, traz um divertido depoimento da brasileira Érika (na foto ao lado com seu empresário, Fábio Jardine). Quem quiser ler, é só clicar aqui. Torço, sinceramente, para que a ótima pivô esteja em forma para defender a seleção em seus futuros compromissos. Na atual fase, ela é mais do que fundamental.

E o vencedor da camisa do Flabasquete é...

... o gaúcho Artur Sanfelice Nunes, cuja frase foi: "Vai com tudo, Flamengo: Coração rubro de orgulho ao enviar os adversários para o negro desencanto!". Parabéns. Sua frase recebeu quatro dos cinco votos da Balassiano's Young and Family, a familiar empresa de auditoria familiar. Parabéns! Assim como o Rafael, que levou a camisa do Dedé, você receberá o seu prêmio em casa.

Parabéns! E Obrigado a todos pela participação. Tem sido bem legal a resposta de vocês.

Novo blog na área

Tem novo espaço para o basquete na grande rede. É o WNBA Brasil, criado pelas meninas Carol Amorese, Katia Silene, Magic Gracy e Roberta. Vale a pena conferir. O layout é campeão, e você confere clicando aqui.

Quem leva?

Em dezembro de 2008, a universidade de North Carolina teve uma de suas partidas mais fáceis no torneio da NCAA: derrotou Michigan State por rídiculos 35 pontos (98-63). Incrível é notar que estes mesmos dois times se encontrem na final do Final Four desta noite (22hs, pela ESPN). Será interessante.

Fico com North Carolina, do ótimo técnico Roy Williams, e do armador Ty Lawson (craque de bola), mas sem dúvida sei da força de Michigan, que conta com um sistema de jogo rápido e com o não menos ótimo armador Kalin Lucas. Legal, também, vai ser notar a festa dos mais de 73 mil pessoas no ginásio em Detroit.

Não que chegue a significar alguma coisa, mas é o encontro das duas faculdades que ajudaram a formar dois dos grandes mitos do basquete. Michigan State tem Magic Johnson como seu maior jogador (e agora torcedor, como demonstra a foto). North Carolina tinha no 23 de Michael Jordan uma força absurda nos anos 80. Legal de conferir a reedição daqueles bons tempos, não?

E aí, quem leva? Seu voto na caixinha!

domingo, 5 de abril de 2009

Foto do Leitor

O leitor Fábio Martins, morador de Dallas, esteve na surra dos Mavs sobre o Phoenix nesta tarde. E ele enviou fotos, que reproduzo abaixo. A partir de agora é assim, amigos: foi ao ginásio? Envie fotos que publicarei...

Quase fora

Ficou quase impossível a classificação do Phoenix Suns aos playoffs. Com a derrota desta tarde para o rival Dallas Mavericks por 140-116, Nash (foto) e companhia deverão ver a pós-temporada pela televisão. Com quatro derrotas a mais que os texanos, a situação é pra lá de complicada, não?

Se só a campanha e o golpe na auto-estima nesta tarde não fossem suficientem, vale a pena dar uma olhada no calendário do Dallas: em que pese a qualidade dos rivais, os Mavericks jogarão cinco de suas seis partidas em casa. Os Suns, por sua vez, têm rivais mais fáceis (Memphis duas vezes, Wolves e Golden State), mas três de seus jogos serão fora de casa.