segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

O Jogo da Minha Vida, por Pedro Trindade

"O jogo foi no Nacional do ano 2000, e envolvia duas grandes equipes da época: Franca e os cariocas do Glorioso (Botafogo), que na época contava com Marcelinho Machado (fotos), Léo, entre outros.

O jogo foi disputado no Pedrocão, em Franca, e como sempre a pressão da torcida e a tradicional eficiência dos francanos fizeram com que o melhor time do país liderasse o jogo inteiro. Mas faltando mais ou menos cinco minutos, Marcelinho liderou quase sozinho uma reação inacreditável do Fogão, que tirou 15 pontos neste período. Na última posse de bola o Botafogo perdia por três pontos, e ele sofreu falta em uma tentativa de arremesso de três.

Com o cronômetro faltando cerca de cinco segundos, pensei que tranquilamente o Marcelinho acertaria os três e levaria para a prorrogação, já que ele liderava o Nacional em lances-livres com mais de 90% de aproveitamento. O que aconteceu? Ele acertou o primeiro, errou o segundo e a única coisa a fazer seria errar propositalmente o terceiro para algum pivô pegar o rebote e fazer a cesta de empate.

O que Marcelinho fez então? Jogou a bola no fundo do aro propositalmente, ela bateu e voltou para ele, que no ar a arremessou de volta da linha do lance-livre e... Cesta! Teríamos prorrogação.

Com um Botafogo cheio de moral, a vitória na prorrogação veio mais tranquilamente, por uns cinco ou seis pontos de diferença, mas sem dúvida o lance do Marcelinho foi o que "valeu o ingresso" (ainda que eu tenha visto pela TV). Bons tempos...

Saudações Alvinegras"
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O texto é do alvinegro Pedro Trindade, que relembra a vitória do seu Botafogo sobre Franca por 112-110, em partida válida pelos playoffs do Nacional de 2000. Bela lembrança!

domingo, 14 de dezembro de 2008

Aos mestres com carinho

Acabo de ler no Orkut que Wlamir Marques esteve no Chile com a ESPN-Brasil, para a gravação de um especial a respeito do bicampeonato mundial de basquete (59 e 63). A atração deve ir ao ar em 31 de janeiro de 2009, e vale a pena esperar.

Repito, aqui, o que disse ao mestre Wlamir no orkut: tudo o que o basquete brasileiro prestar, em termos de homenagem, a ele e a esta geração maravilhosa será muito pouco, muito pouco mesmo. Não vale a pena, mais, falar de CBB, COB, Ministério dos Esportes. A comunidade do basquete precisa se movimentar para reverenciar aqueles que tanto fizeram pela modalidade. Eles merecem, e merecem muito.

Os nomes não podem ser esquecidos: Amaury Pasos, Sucar, Paulista, Mosquito, Rosa Branca, Fritz, Jatyr, Menon, Ubiratan, Vitor, Waldemar Blatskauskas, Edson Bispo, Fernando Brobró, Zezinho, Otto Carlos Phol da Nóbrega, Pecente, Waldyr Boccardo, Algodão e Wlamir Marques, autor de 16,5 pontos em 1959 e 18 em 1963. O técnico era o inesquecível Togo Renan Soares, o "Kanela".

Que o dia 25 de maio de 1963 esteja sempre em nossas memórias. Aquele 85 a 81 contra os EUA jamais pode ser esquecido.

As finais do Paulista

Começa neste domingo o playoff do Paulista. Os confrontos são: Franca X Bauru, Paulistano X Rio Claro, Limeira X Assis e Pinheiros X São José. Vale a pena ficar de olho.

Franca, do técnico Hélio Rubens (foto), e Pinheiros saem como favoritos, e não devem ter dificuldades em fecharem as suas séries. Por outro lado, é absolutamente impossível traçar um prognóstico sobre as séries entre Limeira, do técnico Zanon, e Assis, de Marco Antonio Aga (o técnico mais nervoso do campeonato!), bem como no mata-mata que expõe a juventude do Paulistano e a experiência de Rio Claro.

Tem palpite? Comente na caixinha!

sábado, 13 de dezembro de 2008

Quase lá

Ourinhos venceu Americana por 70-63, abriu 2 a 0 na série melhor de cinco do Nacional Feminino e ficou a apenas uma vitória do quinto título seguido. Destaques positivos para Êga (17 pontos e 13 rebotes) e Micaela (16 pontos e 10 assistências) pelas vencedoras e Ana Flávia, com 17 pontos e seis assistências, pelas perdedoras.

Agora, uma final de Nacional não pode ter um período com um placar de 9-4, 47 desperdícios de bola e um time que produz 8-33 dos três pontos. Emoção é uma coisa. Qualidade, outra.

Breves notas

- Para quem gosta de esportes americanos em geral, aqui vai uma dica: o blog "American Way of Life", que, em nome do jovem Caique Capel, até entrevistou este blogueiro. É só conferir.

- Na partida em que o Boston conseguiu a 14ª vitória seguida, Paul Pierce (foto) deu um show com 28 pontos (13 no terceiro quarto). Chuta quem estava marcando a fera dos Celtics na volta do intervalo? Peja Stojakovic, disparado o pior defensor dos grandes times da liga.

- A Associação de jogadores da NBA, através do armador Derek Fisher, presidente da instituição, distribuirá 30 mil refeições de Natal para famílias carentes dos Estados Unidos. A iniciativa partiu do atleta dos Lakers. Legal, não?

- Li no jornal 'O Globo' de ontem que TODOS os presidentes de federação do vôlei passarão o final de semana no CT de Saquarema, sob a supervisão da CBV. O objetivo é claro: tratar de temas como gestão, administração, parte técnica e tática, conceitos de marketing e discutir a modalidade. Bernardinho e José Roberto Guimarães, além do presidente Ary Graça, estão entre os palestrantes. Aí fica a pergunta: será que algum dia veremos isso no basquete?

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Ourinhos na frente

Antes de mais nada, vale clicar para ver o que o Bert escreveu sobre a semifinal entre Americana e Catanduva. O amigo anda sumido, mas quando escreve, é um tiro certeiro. Também vale participar da promoção do Rodrigo, lá no Rebote, e tentar ganhar uma camisa dos finalistas. Bem, vamos lá.

Ourinhos saiu na frente na série final do Nacional Feminino. Foi fácil, bem fácil até. Os 88-66 refletem bem a falta de agressividade defensiva de Americana. E aí não tem jeito. Contra um elenco recheado de boas arremessadoras (9/21 dos três pontos) e com bom jogo de passes (23 assistências para 33 chutes convertidos), o resultado se torna previsível. Ponto para as meninas de Urubatan.

É difícil dizer isso, porque o elenco de Ourinhos é o melhor do Brasil, mas se quiser fazer jogo duro na final Americana precisa defender melhor e proteger a sua tabela - hoje foram 17 rebotes a menos que Ourinhos. Colocar as jovens Fabiana e Tássia pode "queimar etapas" na formação de ambas. Rodar mais o elenco parece mais sensato. Arriscar com esta combinação (jovens + divisão de minutos) parece loucura, mas a diferença entre o louco e o gênio está no olhar de quem vê. Vamos ver o que a técnica Branca enxerga.

Do Baú: John Starks

Tinha 17 anos quando pisei pela primeira vez no Madison Square Garden. Foi em 21 de janeiro de 2001, quando os Knicks enfrentariam os Pacers. O jogo estava marcado para o meio-dia, mas antes das nove já estava por lá. Maravilhado. Você pisa num degrau e lembra do Michael Jordan enterrando na cabeça de Patrick Ewing. Passa pela roleta e recorda-se de Allan Houston. E é aí que você pede ao segurança para tirar uma foto ao lado da quadra e vê uma placa em homenagem a John Starks. Mas não fui só eu que enxerguei isso.

Como ele mesmo conta em sua autobiografia (‘My Life’, de 2004), Starks nasceu em Tulsa (Oklahoma) em uma família muito pobre. Passava as tardes carregando as compras dos clientes da mercearia da cidade para complementar a receita do lar. Quando podia, praticava uns arremessos. Foi assim, com o basquete como “supérfluo”, que ele conseguiu uma bolsa para estudar na Universidade de Oklahoma, que acreditava em seu talento e precisava de um ídolo local.

Após quatro anos universitários e uma série de problemas (drogas, brigas e mulheres), o Draft da NBA de 1988 foi cruel: o armador não seria escolhido. Mas o sonho não acabaria ali. Starks se arriscou na WBL e CBL, duas ligas de desenvolvimento, antes de conseguir uma vaga no Golden State Warriors, onde teve problemas com Don Nelson. Após aceitar um contrato de risco com os Knicks em 1990, tentou, logo em seu primeiro treino, enterrar em Patrick Ewing. Tomou um safanão, caiu de uma altura razoável e torceu o joelho. Por legislação da liga, o New York não poderia dispensá-lo enquanto ele não estivesse curado. E sua previsão era de voltar às quadras em não menos que seis meses. Ele voltou em quatro. E não parou mais, mostrando uma determinação e uma “boa arrogância” acima da média.

Apesar de ter todos os motivos para odiá-lo, o armador considera Ewing a sua alma salvadora, pois ele lhe deu carinho e mostrou arrependimento pela sua atitude. Com isso, ganhou confiança do líder do elenco nova-iorquino para se tornar um dos grandes ídolos locais. Um ídolo de carne e osso, com acertos e erros. Um ídolo que conseguia cravar (veja aqui), em uma partida de playoff de 1993, em cima de Horace Grant, dos Bulls. Um ídolo que, no jogo 7 das finais contra o Houston Rockets, arremessou para 2-18 (0-11 no último período), sepultando as chances de título da franquia. Um ídolo que nunca passou dos 20 pontos por partida, mas que não precisava disso. Compensava com defesa, luta e muita raça.

Jogar em Nova Iorque é diferente de qualquer cidade americana. Aprendi isso ao ver que o cerebral Allan Houston era “menos amado” que o louco Latrell Sprewell. Foi assim que John Starks se eternizou com a camisa 3 dos Knicks. Ele era a alma dos Knicks no começo da década de 90. Um lutador, um guerreiro, um vencedor. Por isso ele ainda é amado, lembrado e reverenciado.

Hegemonia ou novidade?

É complicado definir por quem torcer nesta final do Nacional Feminino que começa hoje, às 20hs, com transmissão do Sportv. Ourinhos pode conquistar o quinto título seguido, o que demonstra a seriedade do trabalho e a continuidade dos (imensos) investimentos. Jogadoras como Karen, Micaela, Mamá, Êga (afe!) e Chuca (foto), que viveram a frustração olímpica em Pequim, terminariam o ano com um gosto menos amargo caso levantassem o troféu.

Por outro lado é difícil ficar alheio ao estupendo trabalho realizado pela quase estreante técnica Branca com as jovens de Americana - as exceções são Karla, Carina e Adriana Santos. Para ficar em poucos exemplos, nomes como Barbara (foto), Ana Flávia (armadoras), a ala Renatinha (lapidem esta menina, pelo amor dos deuses do basquete!) e a ala-pivô Karina Jacob são ótimas-porém-verdes, e um título Nacional viria como uma espécie de afirmação para as suas carreiras e um alento para o futuro da modalidade.

E aí, por quem você torcerá? Pela hegemonia de Ourinhos ou pela juventude de Americana? Até por possuir o mando de quadra, creio que Ourinhos ganha o troféu por 3 a 1. Quer palpitar também? A caixinha é sua!

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Jogo Rápido

-- Rodrigo Alves cria o Prêmio Rebote e espera o seu voto. É só clicar aqui!

-- O Phoenix mandou Boris Diaw, o calouro Sean Singletary e Raja Bell para o Charlotte, que envia ao Arizona o alinha Jason Richardson e o pivô Jared Dudley. Um voto de confiança para o ameaçado técnico Terry Porter, que já pedira um ala mais pontuador. Quem perde é Leandrinho, cada vez mais relegado ao banco de reservas da equipe. Rodrigo Alves, lá no Rebote, também comenta a transação.

-- Em seu blog, o Bert relembra a tabelinha mais marcante do trio Paula-Janeth-Hortência. Aconteceu nos Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996, na partida contra a Rússia, e você clica aqui para relembrar. Vale a pena!

Sobre as leis de mercado

Não é fácil a questão levantada por Wlamir Marques no orkut e pedida pelo Adriano na caixinha de comentários. Direitos de televisão fazem parte de uma engrenagem complexa chamada negócio, fato que os dirigentes esportivos brasileiros ainda se negam a ver.

Cedê-los com exclusividade às Organizações Globo, como fez a recém criada Liga dos Clubes e fazia a CBB, faz parte do jogo – principalmente para quem não tem poder de barganha algum. Chora menos quem paga mais. Não tem jeito. Capitalismo/mercantilismo cruel? Pode ser, mas é assim que funciona no mundo todo. Quando morava na Espanha (2006), Real Madrid e Barcelona, em conjunto e sem o consentimento da Liga Espanhola, venderam 80% dos seus jogos a uma rede de pay-per-view. Ou vocês acham que os Sporting Gijón X Málaga na ESPN são coincidência? Não são!

É evidente que para o produto basquete a cessão dos direitos de TV para diversos canais (três fechados: ESPN, Sportv e Band Sports; e um aberto) seria o ideal. Em um momento onde uma liga desvinculada da CBB é criada e a modalidade toca o fundo do poço, quanto maior exposição, melhor. Eu também gostaria de ver quatro ou cinco jogos diferentes por semana. Mas infelizmente, e digo isso com pesar, isso é utopia. Quem paga mais caro clama pela exclusividade, e isso também faz parte do código “tácito” do mercado (NBA, Champions League e Libertadores não me deixam mentir).

Romper barreiras, como o basquete poderia tentar fazer, seria legal, sem dúvida. Mas, sinceramente e com pesar novamente, não creio que isso seja possível. Para popularizar a modalidade não é preciso unicamente de mais canais de televisão, mas de organização, divulgação, gestão, administração séria e transparência. Quem sabe quando atingir um ponto como a ACB, da Espanha, a Liga Brasileira possa brigar pelo que lhe parece mais justo para o esporte.

Concordam ou discordam? Comentem na caixinha!

O Jogo da Minha Vida, por Fábio Martins

"Na década de 80, ainda adolescente despertei para os esportes, principalmente devido ao vôlei, que passava pelo seu famoso “boom”. Era comum haver transmissões seguidas pela TV de vôlei, basquete e futebol- não necessariamente nesta ordem. Foi através de uma destas transmissões que eu conheci o basquete (feminino) e me apaixonei.

O jogo (amistoso) era entre a UNIMEP Piracicaba e a Universidade do Tennessee. Era um domingo de muito frio em São Paulo durante o mês de agosto - na minha lembrança há ecos do Pan-americano de Indianápolis, ou seja de 1987. No time da UNIMEP, tínhamos Nadia, Paula, Vânia Teixeira, Ruth e a ala-pivô americana Beverly no quinteto titular. A equipe norte-americana, sem muitos nomes renomados e apesar de ser campeã universitária daquele ano, não inspirou tanta dificuldades ao time brasileiro, que venceu até com uma certa facilidade.

Quem chamou muito a minha atenção foi a jogadora de número 4 (Paula) da Unimep, que durante uma jogada conseguiu roubar a bola da adversária e, mesmo ao cair sentada devido ao contato com a atleta norte-americana, conseguiu dar um passe para uma das companheiras anotar mais dois pontos.

Soube mais tarde, durante o jogo e através de meu pai, que me acompanhava na transmissão, que a Paula era uma das melhores jogadoras do mundo, e que se alguém pudesse fazer algo assim, seria ela. Também, para o “cartaz” da atleta havia o fato de ela ter nascido em uma cidade próxima da cidade natal do meu pai, no interior do estado de São Paulo. Naquele dia, a Paula ganhou mais um (entre muitos) admirador".

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Fábio Martins é brasileiro e mora em Dallas (EUA). Ele inaugura a seção "O Jogo da Minha Vida" com uma lembrança de Magic Paula, e eu, aqui do meu canto, peço que vocês façam o mesmo. A intenção é justamente essa - que vocês participem escrevendo, e não só eu.
Enviem as suas memórias, será divertido!

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

O maior nome do mercado

Este da foto é Ettore Messina, que já anunciou que não continua no CSKA na próxima temporada. Endividado até a alma, o clube russo alçará vôos menores, algo que não combina com o mais vitorioso dos técnicos da Europa. O Barcelona, com quem o italiano já havia se reunido em julho deste ano, surge como o maior dos interessados, mas não o único.

Sem comandante desde a demissão de Sam Mitchell, não se pode descartar a possibilidade de Messina ir para o Toronto Raptors. Maurizio Gherardini, assistente do diretor-geral (Bryan Colangelo), é melhor amigo do treinador, o que facilitaria a negociação. O elenco também conta com três atletas com experiência européia (Bargnani, Anthony Parker e Jose Calderon).

Mas ficam algumas perguntas: há exatos três meses, coloquei uma frase aqui neste blog do próprio Messina dizendo que a NBA não o atraía tanto assim. Será que ele mudou de idéia? Será que os jogadores da liga o aceitariam, já que ele é pouco conhecido por lá? E será que o Toronto, desesperado para manter Chris Bosh, arriscaria tanto assim com um estrangeiro em sua equipe?

Respostas na caixinha!

Alto-falante

"Se meus companheiros continuarem a me dar as bolas assim, estes são os números que eles podem esperar"

A frase é de Shaquille O'Neal, que ontem anotou 35 pontos (maior marca no torneio atual) e 8 rebotes em 34 minutos. Este blogueiro, que semanas atrás pediu para o pivô se aposentar, reconhece que a temporada tem sido pra lá de satisfatória para o veterano. Vamos ver até onde Shaq aguenta, e eu, sinceramente, torço muito para que ele continue assim.

Deu Americana

Americana bateu Catanduva por 72-64, fechou a série em 3-2 e encara Ourinhos na final que começa na sexta-feira - vamos ver se o Sportv transmite. Karla anotou 28 pontos para o time da estreante técnica Branca. Parabéns, também, para Ferreto e ao time de Catanduva, que souberam se reconstruir após as perdas das ótimas Karla-Karina-Natália.
Palpites para a final na caixinha!

Descendo a ladeira

Shawn Marion não saiu feliz de Phoenix. Mola propulsora da nem sempre notada defesa do time de Mike D'Antoni, o ala não se sentiu valorizado com um novo contrato e aceitou a sua ida para Miami como uma oportunidade - a diretoria do Suns alega que ele não tinha o tal espírito de liderança para levar o time às finais. Até aí, tudo bem. Mas o problema é que, em busca de seu pote de ouro (nova bolada de dinheiro), o ala esqueceu o seu basquete no Arizona.

Nesta temporada, até então boa para o Miami (12-9), o ala não ajuda Dwyane Wade, consegue pontuar menos que o calouro Michael Beasley (14,1 do jovem contra 12,6 do veterano, seis a menos que sua média da carreira), possui medíocres 23% de aproveitamento nas bolas de três pontos (até o inexpressivo Diawara o supera), quase nenhuma participação defensiva (o Heat brilha mais quando usa o combo Beasley-Haslem) e, o pior, apenas 3,6 pontos de média nos quartos períodos, prova de que sua cabeça tampouco não o ajuda.

Shawn Marion é excelente, mas precisa ligar a cabeça para acionar o seu basquete. Do contrário, será sempre marcado como um jogador não mais que mediano e que sempre sucumbiu quando foi chamado para liderar uma franquia. Se o seu objetivo é obter um contrato imenso e duradouro, não há nada pior do que o ele vem fazendo nesta temporada da NBA até aqui: nada.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Americana ou Catanduva, quem leva?

Começa hoje às 20hs a decisão do outro finalista do Nacional Feminino (Ourinhos já está lá). Em casa, Americana pega o desfalcado time de Catanduva (Fabão está praticamente fora) para evitar a terceira final seguida entre os dois times na competição.

Ah, o Sportv não transmite. No "Canal Campeão", Showball e o programa 'Linha de Chegada'. Legal, não?

Quem será que leva?

Alto-falante campeão

"Estou muito feliz. É uma conquista extremamente importante, mais uma para este grupo. O presidente vem nos apoiando muito, o trabalho vem sendo bem feito e aí está o resultado"

A frase é do técnico Paulo Chupeta, do Flamengo, que ontem conquistou o Carioca de basquete ao bater o Cabo Frio no ginásio do Municipal. Leva o troféu o único clube do estado que investe de maneira séria e contínua na modalidade. Parabéns!

Agora, sem querer ser chato, uma perguntinha ao Chupeta: "conquista extremamente importante" por quê?

Ah, e eu não coloquei o placar da peleja de ontem por um simples motivo. No site da FBERJ, diz que foi 102-61 (12:29 de terça-feira). No do Flamengo, 106-64 (nota de segunda-feira). Em quem eu devo confiar? Sei não, hein...

Se arrependimento matasse

Diz um amigo que há dois armadores em decadência na NBA: Steve Nash e Jason Kidd. Pode ser exagero, mas a verdade é cristalina: duvido que exista alguém em Dallas satisfeito com a troca efetuada pela franquia na temporada passada. O jovem (25 anos) Devin Harris (foto), enviado ao Nets para a vinda de Kidd, simplesmente está acabando com os jogos por lá. Suas médias (24,4 pontos, 6,1 assistências e 3,4 rebotes) são quase um "desrespeito" em relação às do veterano do Mavericks (8,9 pontos, 8,5 assistências e 7 rebotes).

Tudo bem que o New Jersey está no Leste, mas a campanha dos dois times é exatamente a mesma neste momento (11-8). O Dallas até tem o álibi de dizer que duas de suas principais estrelas (Josh Howard e Dirk Nowitzki) ainda procuram a melhor forma após contusões do segundo e debilidades mentais do primeiro. Mas eu sinceramente duvido que alguém esteja satisfeito com a troca que Marc Cuban procedeu por lá na temporada passada.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

A segunda-feira do Bert

O nobre amigo Bert anda ocupado, mas quando escreve é de uma profundidade incrível. Seu (brilhante) artigo sobre as semifinais do Nacional merece ser lido e relido por aqueles que querem entender ou melhorar o jogo.
Parabéns a ele. Quem quiser, é só clicar aqui.

Da Prancheta

12 - Este é o número de vitórias seguidas do Boston Celtics, a maior da NBA no momento. Muita gente diz que a invencibilidade não tem data para terminar, já que os próximos confrontos serão contra Wizards (um dos piores da liga), Hornets, Jazz, Bulls, Knicks e Phila (todos em casa), além dos Hawks em Atlanta. No dia 25 o embate é contra o Lakers, em Los Angeles, e promete desde já.
Será que a série resiste até lá?

Do Baú: Vedrana

Já se passaram dez anos, mas parece que foi ontem. No dia 12 de fevereiro de 1998 o Fluminense estreava no Nacional Feminino um timaço que contava com Jacqueline, Cintia e Silvinha Luz, Vicky Bullett e Marta. Mas naquela quinta-feira quente no Rio de Janeiro quem me chamaria a atenção seria uma croata de nome complicado. Vedrana. Craque de bola, sem nenhum exagero.

Sua empatia com o clube foi imediata. Criaram uma música para ela (dizendo que “A Vedrana é um terror”), os elogios a sua beleza não tinham fim e dois meses depois a mesma massa que a aplaudia comemorava o título Nacional após fantástica vitória sobre o BCN de Claudinha em um ginásio do Tijuca lotado (muita gente fora assistir ao jogo de estréia do goleiro Ronaldo pelo clube na mesma tarde do dia 21 de abril). Naquele dia, Vedrana anotaria 26 pontos e teria magistral atuação na defesa.

- Foi uma emoção muito grande tudo o que vivi no Fluminense. Nunca encontrei uma torcida tão participativa quanto aquela, um grupo como aquele, tão unido dentro e fora das quadras. Talvez eu ainda busque, em toda a minha carreira, um momento parecido com aquele, mesmo sabendo que será difícil de encontrar – conta, por Skype, a croata que agora joga na França, mas que tem outras boas recordações de seu período no Rio – Além da caipirinha, pude conhecer o amor da minha vida (Marco Fonseca Gatto, o "credenciado" da foto, que neste momento vibra com a declaração da esposa). E, sabe, eu ainda lembro do hino quase todo: “Sou tricolor de coração, sou do clube tantas vezes campeão”. Estou certa?

Está, Vedrana. Como sempre esteve dentro de quadra, mesmo sabendo que o apito final da partida contra o BCN seria o final de sua história com o time carioca, já que as atividades seriam encerradas na manhã seguinte. Mas nada disso tirou o ânimo da croata, que por isso inaugura a seção “Do Baú” do blog.

- Como jogadora, eu nunca me senti tão bem em quadra como naqueles momentos. Agradeço ao Vendramini (técnico), ao Borracha (assistente) e todas aquelas meninas com quem joguei, desde as mais veteranas como a Vicky, com quem já encontrei algumas vezes, até as jovens Pabliana e Fabianna Manfredi, de quem guardo ótimas recordações também. Foi um momento muito especial, independente de ter durado tão pouco. Tinha vontade de acordar todos os dias para ir a quadra treinar, jogar, encontrar aquelas pessoas. Isso é muito raro de acontecer hoje em dia. O basquete mudou muito, e as lembranças que tenho daquele momento estarão sempre em minha memória.

Quem viu tampouco esquecerá de Vedrana. Boas recordações são eternas, como o talento desta croata brasileiríssima.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Nova edição da Revista Lance-Livre

Está no ar mais uma edição da Revista Lance-Livre, agora com diagramação de primeira. Vale a pena conferir mais uma cesta de três pontos de Thiago Anselmo e Felipe. Ah, e eu não poderia deixar de citar aqui, também, as habilidades do bravo Thiago com a gaita. Quem quiser conferir o talento do menino é só clicar aqui. Parabéns, garoto!

Uma reportagem sobre Stephon Marbury nos Knicks, uma entrevista com Wlamir Marques e um bate-papo com o Bert, do Painel do Basquete Feminino. Divirtam-se!

Desespero ou perdão?

Conversávamos, o Bert, uma amiga e eu, outro dia sobre as dificuldades de se convocar 12 meninas capazes de defender a seleção brasileira neste momento. Ela, sempre sábia, disse a maior das verdades: "Nunca foi tão difícil montar uma seleção de alto nível quanto agora". Ela tem razão, e seu argumento talvez explique a notícia veiculada no UOL, dando conta de que Paulo Bassul, o técnico, estaria disposto a "fazer as pazes" com Iziane, cortada no Pré-Olímpico após ter se recusado a entrar em quadra.

Sinceramente, acredito nas boas intenções de Bassul, bem como em um possível "perdão" à atleta. Mas eu tendo a ver a situação como uma maneira de diminuir os prejuízos dessa famosa fase de transição do basquete feminino brasileiro. Sem uma pontuadora confiável, Iziane se torna não uma atleta importante, mas quase imprescindível. Resta saber com que cabeça ela entraria nesta empreitada, e com qual autoridade o treinador ficaria com o resto do grupo.

E você, ou que acha? Bassul deve convocar Iziane?

sábado, 6 de dezembro de 2008

A noite de Varejão

Anderson Varejão teve parte de seu prestígio perdido com a torcida do Cleveland no ano passado, quando, mesmo sem querer, acabou se envolvendo no imbróglio que virou a renovação de seu contrato. Pela seleção também ouviu poucas e boas a respeito de sua polêmica dispensa do Pré-Olímpico. Mas seu mundo está voltando ao normal.

Ontem contra o Indiana, na tal "Noite das Perucas", o brasileiro anotou 17 pontos (segunda melhor marca na temporada - a primeira também foi contra os Pacers) e sete rebotes para ajudar os Cavs a manter a seqüência de sete vitórias, a invencibilidade em casa e a vice-liderança do Leste. Que o brasileiro continue em evolução, principalmente no setor ofensivo. Na defesa ele não precisa provar mais nada.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Outra novidade no blog

Ontem estava na famosa linha de ônibus 157 (Gávea-Central) quando pensei em mais uma seção para este querido e nem tão querido blog. Se chamará "O Jogo da Minha Vida", e, evidentemente, falará sobre uma partida inesquecível. Jogadores, técnicos e jornalistas já estão convidados. Mas não só eles. Você, caro leitor, pode enviar o seu texto (apenas uma descrição de três ou quatro parágrafos mesmo) para o email fabio.balassiano@gmail.com e ele será publicado.

Vale qualquer jogo. NBA, Nacional, seleções, mini-basquete, qualquer coisa. O legal é a interação e relembrar momentos marcantes da modalidade. A seção já está aberta, e começará a ser publicada na próxima semana.


Lembra de algum jogo? Então é só mandar bala no texto e enviar por email.

Alto-falante

"Acho que não há a menor chance de conseguirmos alguma coisa parecida com 70 vitórias. Não vou dizer que não temos chances de atingirmos 60, mas não creio que exista a menor possibilidade de chegarmos às 70"

A declaração é de Phil Jackson, técnico do Los Angeles Lakers, rechaçando qualquer possibilidade de seu atual time quebrar a marca de 72 triunfos de seus antigos comandados do Chicago em 1995-1996.

Muito Prazer, Tássia Carcavalli

A primeira vez que ouvi falar de Tássia Carcavalli foi na Copa América sub-18 deste ano, quando a atleta teve as médias de 14 pontos, quatro rebotes, duas assistências, dois roubos e 58,8% no aproveitamento de arremessos. Números de gente grande para quem tem apenas 16 anos.

Educada ao extremo, madura, divertida e dedicada (ela está no segundo ano do ensino médio), a ala-armadora de 1,76m, que mora com a mãe Elizabeth na república de Americana, não é “só” uma menina talentosa. Por isso ela estréia hoje a seção “Muito Prazer”. O papo foi feito no MSN logo após Tássia ter ajudado a sua equipe a se classificar para a final do Paulista Infanto-Juvenil.

- Quem é Tassia Carcavalli?
- Uma menina alegre e feliz que gosta de tudo o que faz!

- O que levou a menina alegre e feliz a jogar basquete? Houve algum momento especial?
- Não, não. Eu só olhei pra quadra e me apaixonei. Amor a primeira vista mesmo. Mas também foi graças a minha irmã que estou no esporte! Ela que começou a jogar e um dia, quando fui assistir o treino dela no Círculo Militar, a técnica, Kátia de Araujo, me chamou pra treinar. Fui e fiquei com a Kátia dos meus 7 aos 16 anos. A Kátia é demais!

- Se você pudesse escolher como seriam seus próximos cinco anos, como você os descreveria dentro e fora das quadras?
- Que eu estivesse numa faculdade, morando em uma mansão com minha mãe de preferência ou jogando em outro país – de preferência na Espanha. Enfim, bem de vida. E se pudesse com meu pai também, porque minha irmã já vai estar casada. Dentro das quadras, também sonho em estar em uma Olimpíada.

- Qual é sua maior qualidade na quadra, e onde ainda precisa melhorar?
- Eu acho que ter visão de jogo é minha maior qualidade, sabe. Mas acho que preciso melhorar mais nas tomadas de decisão. Por vezes faço coisas na hora errada!

BATE-BOLA
Uma Técnica
: Kátia
Uma amiga: Minha mãe
Uma comida: Arroz, feijão, ketchup e frango. Ah, e miojo também
Uma música: Amor perfeito, do Babado Novo
Um Filme: O guarda costas
Um Ídolo: Michael Jordan
Meu jogo inesquecível e por quê: Com a seleção brasileira sub-18, contra a Argentina, pela Copa América. Não estava acreditando que ficou por segundos tudo na minha mão. E eu consegui (no dia 24 de julho de 2008, Tássia fez a bola de empate contra as rivais em uma jogada individual).
Uma Frase: “Nada é por acaso”

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

O fantástico mundo de Nuzman

É triste a fase do esporte brasileiro. Em audiência pública no Senado, em que se explicaria para onde estão sendo destinados os recursos federais, eis que o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman, me abandona a sessão alegando compromissos particulares. Pode um negócio desses? Tomara que a tal CPMI seja aberta, pois a sociedade merece esclarecimentos (sugiro a leitura do blog de Alberto Murray Neto, crítico da atual gestão do COB, que, aliás, teima em dizer que estamos evoluindo).

Aproveitando-se da situação de desespero político de Nuzman o basquete tenha se dado bem por linhas tortas. Grego e a CBB apresentaram um plano de metas para as seleções e obtiveram mais R$ 200 mil em verbas públicas. Como o dinheiro é público, a sociedade precisa saber que "plano de metas", ou "mudança de gestão", é essa.

Com a palavra, o COB, na figura de seu presidente Nuzman, o seu assessor, Marcus Vinicius Freire e, claro, a CBB. É no mínimo estranho isso, não? Será que o Comitê sabe que no próximo ano teremos eleições na entidade, e que o tal "plano" pode ser literalmente jogado no lixo por um novo gestor?

Alto-falante

"Você está precisando de uma máscara de oxigênio?"

A pergunta foi de Michael Jordan, sócio do Charlotte Bobcats, para um de seus atletas, o "gordinho" Sean May (foto), que tem sérios problemas com a balança e respirava de forma ofegante no meio do terceiro quarto da partida contra o Oklahoma (vitória por 103-97). Animado ou não com as palavras do patrão, May, uma decepção retumbante no terceiro ano de carreira, respondeu com o seu primeiro duplo-duplo da carreira (10 pontos e 11 rebotes).

O próximo, por favor

Sinceramente eu não me lembro de ter visto tantas demissões de técnico na NBA em tão pouco tempo. Não terminamos o segundo mês de liga e já se foram três. Carlesimo (Oklahoma), Eddie Jordan (Wizards) e na noite de ontem o sujeito do terno feito aí da foto (Sam Mithcell, do Toronto Raptors). O treinador da franquia canadense foi eleito o melhor da temporada há dois anos. Quanta mudança, não? E quem fica com a culpa pela troca de TJ Ford pelo lesionado Jermaine O'Neal? Eu?

O engraçado, ou triste, é notar que a tal cultura de se manter um técnico por muito tempo, tão elogiada por aqui, vai sendo extinta nos Estados Unidos. É assim também na NFL, quando Managers vão sendo mandados embora semana após semana.

E aí, quem será o próximo da lista? A caixinha é sua!

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

As mãos de Jacob

Karina Jacob tem cortado um dobrado contra Catanduva contra a gigante Isis e a pesada Silvia Gustavo. Mas sua dedicação e técnica acabam por lhe premiar. Apesar de não ter sido um bom jogo (39 erros), Americana manteve o mando de quadra graças a um arremesso seu faltando 7 décimos. O LANCE AQUI.

Após uma bobagem de Catanduva, que saiu jogando mal e deixou a oportunidade para as donas da casa, Adriana Santos deu o passe e Karina (25 pontos e sete rebotes), desajeitada, como se fora uma levantadora de vôlei, jogou a bola para a cesta. Caiu, deu certo, vitória de Americana por 72-70 e 2 a 0 na série.

Não satisfeita em ter feito um arremesso belíssimo, Karina ainda dedicou a cesta a Maria Helena Cardoso, uma de suas primeiras treinadoras no Vasco da Gama. A ala-pivô de Americana, um primor de educação fora da quadra e talento dentro dela, merece aplausos!

Quatro Links

-- Rodrigo Alves faz bom artigo sobre Nenê, conta que o pivô está de casamento marcado e questiona: será que ele merece ser All-Star?

-- Em sua comunidade no Orkut, Wlamir Marques critica o contato da LNB com as Organizações Globo.

-- Carlos Nunes, presidente da Federação Gaúcha e ex-assessor do Grego, dá entrevista ao Sportmania. Em breve ele estará por aqui.

-- Lembra do Rodney Rogers, aquele ala meio gordinho que jogou por Phoenix e Boston? Está hospitalizado, após um acidente automobilístico. O caso é grave, e até uma paralisia não está descartada. Sorte para ele!

A água da Letônia

Não sei o que anda acontecendo com o mundo, mas eu não me lembro de ter visto três esportistas tão bons nascidos na Letônia. São os casos do tenista Ernests Gulbis (correto, Cossenza?) e dos basqueteiros Anete Jēkabsone-Žogota (certo, Bert?) e Andris Biedrins, pivô do Golden State Warriors. Pouca gente nota, mas ele é o segundo reboteiro da NBA com 12,5 - atrás apenas de Dwight Howard.

Pode-se alegar que o jogo corrido de Don Nelson multiplica os arremessos, possibilitando, assim, mais rebotes na partida. Mas isso seria diminuir os feitos de Biedrins. O ágil pivô de 2,11m e 22 anos ainda acrescenta 15,7 pontos (20% a mais que em 2007-2008) e 1,5 tocos, números que o colocam como o 13º mais eficiente da liga, na frente de bambas como Steve Nash (todas as suas estatísticas caíram, inclusive o de assistências, que era de 11,1 e foi para 8,1) e Jason Kidd, que não aparecem entre os 40 melhores do quesito.

Outro dia comentei com um amigo que o melhor pivô do Oeste era Yao Ming. Fui ver as estatísticas, e o chinês também se encontra atrás de Biedrins na eficiência - é o 22º. Por isso eu pergunto: será que o letão merece ser um all-star nesta temporada? A caixinha é sua!

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

A tal 'marolinha'

O nosso presidente disse que a crise econômica seria uma "marolinha" para o Brasil. Não é o que se vê por aqui, onde a bolsa despenca, e muito menos nos EUA, onde os efeitos já começam a ser sentidos. No basquete, ontem foi a vez de o Houston Comets, quatro vezes campeão da WNBA e time onde a brasileira Janeth atuou, anunciar que fechou as portas (37 empregos fixos, tirando o das jogadoras, deixam de existir). As atletas com contrato serão escolhidas no próximo dia 8 (veja a ordem aqui).

O problema vem desde que o primeiro patrão (Leslie Alexander) vendeu a franquia para Hilton Koch no ano passado. Com dificuldades de gestão e novos investimentos, a WNBA decidiu comprar a parte de Hilton e administrar o Comets por conta própria. Em vão.

Com problemas de receitas, falta de resultados (o time não foi ao playoff) e o público caindo vertiginosamente (ao contrário da média da liga), não restou outra solução à WNBA, que agora terá 13 equipes. Perder um time como o Houston Comets é doído, sim, mas parece que não havia outra decisão a ser feita neste momento de crise.

As semifinais do Nacional Feminino

Começam hoje as semifinais do Nacional Feminino. Com transmissão dos dois jogos pelo Sportv (aleluiá!), Ourinhos abre, em casa e às 18hs, os trabalhos contra Santo André em uma série que promete ser fácil. Meu palpite fica em 3 a 0 para os atuais tetracampeões brasileiros. Mesmo assim, fica o parabéns para o time de Laís Elena pela camapanha.

Já o outro confronto, que começa às 20hs, Americana recebe Catanduva em um duelo que marca uma grande diferença de estilo entre os técnicos (a "cadência" de Branca e a "correria" de Ferreto, na foto). Silvia Gustavo e Karina prometem bom duelo no garrafão. Um dos diferenciais pode ser Karla, agora em Americana, cuja forma física não é das melhores. Por isso, meu palpite fica em 3 a 1 para Catanduva, que repetiria a final com Ourinhos.

E você, qual é o seu palpite?

O céu de Rose

O calouro Derrick Rose é o jogador que mais me impressiona neste começo de NBA. Pouco pela campanha que ele consegue ajudar o Chicago Bulls a (não) fazer (8-9), muito pelo que ele, em si, faz por si só. Seus números são extraordinários: 18,4 pontos (o vice-líder entre os calouros), 5,8 assistências (o 14º de toda a liga e mais que o dobro de seus 2,75 erros), 4,1 rebotes e os bons aproveitamentos de 48% nos arremessos e 84% nos lances-livres.

Seu jogo ainda precisa de muitas melhoras, é claro - sua defesa é deficiente, seu chute de três inexiste e seu senso de liderança precisa ser apurado. Mas o saldo é extremamente positivo, evidentemente. Seu time, o Chicago, só precisa cercá-lo de talentos, porque ao que parece um excelente armador ele já tem.

Ah, e não conta para ninguém, mas as médias de Rose são parecidíssimas com os da estréia de Chris Paul, o atual melhor armador da NBA.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Força, Michelle!

Acabo de ler no Lancenet notícias sobre a jovem Michelle Splitter, um primor de educação e perseverança. A menina agora espera pelo transplante de medula óssea. Enquanto isso, todos torcemos por ela. E eu termino o post com as bonitas palavras de Paulo Bassul, em declaração ao mesmo veículo de comunicação, técnico da seleção feminina, a respeito dela:

"O exemplo da Michelle é uma lição de vida. Ela é uma menina que passa pela segunda vez por uma situação de luta pela vida.
A Michelle está demonstrando uma garra fabulosa e leveza de espírito muito bonita e contagiante. Eu, que estou acompanhando a situação de perto, posso dizer que ela nos ensina a ver a vida de uma maneira muito mais abrangente
Ela tem um talento enorme, que o Brasil necessita. Quem conhece a Michelle torce para que ela se dê bem na carreira. Mas hoje, o principal objetivo dela é lutar pela vida. E está lidando com isso com muita coragem".

Estamos com ela!

Será que ajuda?

Começou "bem" o mandato do prefeito Eduardo Paes no Rio de Janeiro, hein. Depois de anunciar Jandira Feghali na Cultura(afe!), neste sábado foi a vez de colocar Chiquinho da Mangueira como o Secretário de Esportes e Lazer. E aí você, caro leitor, pergunta: e o basquete com isso?

Eu explico. Chiquinho, como sua alcunha diz, é o mentor da Vila Olímpica da Mangueira, e pode ajudar a conseguir novos patrocinadores para a sua "criação", que hoje sofre com a falta de investimentos em algumas modalidades - o basquete é uma delas.

Neste sábado, como mostra a foto, Eduardo Paes e Chiquinho (que dupla!) estiveram na Vila Olímpica. O presidente da CBB (Grego), que não é bobo, esteve por lá para conversa com os políticos. Como se sabe, a Mangueira foi a única representante do Rio de Janeiro no Nacional feminino. Será que o papo renderá frutos para a modalidade?

Só para lembrar: Chiquinho foi acusado de conivência e "amizade" com traficantes do Morro da Mangueira - um deles, Tuchinha, foi um dos compositores do samba-enredo da escola verde e rosa no carnaval deste ano.

Está em boas mãos a Secretaria de Esportes do Rio de Janeiro? Será que o basquete da Mangueira tem solução para a falta de investimentos? Comente na caixinha!

domingo, 30 de novembro de 2008

O mérito da continuidade

Santo André e São Bernardo decidiram a última vaga para as semifinais do Nacional deste domingo. A equipe de Lais Elena, jogando em casa, fez 80-71 (25 pontos e oito assistências de Kátia) e avançou para enfrentar Ourinhos. Mas não foi só isso.

Santo André participou de todas as edições do Nacional feminino até aqui. Por outro lado, São Bernardo, o derrotado da vez, fez um campeonato abaixo da crítica, com problemas de atraso de salários e agora corre o risco de a equipe fechar as portas. Uma pena, mas apenas o reflexo do nosso basquete, mal gerenciado e sem nenhum apoio.

Dá pra acreditar

É duro acordar no domingo, abrir o site da NBA, clicar no jogo do Knicks e não coçar o olho: 138-125 contra o Golden State, e sem prorrogação. Uma aberração, não? Chris Duhon, armador arroz com feijão, teve 22 assistências, recorde pessoal e da franquia. David Lee viveu a melhor noite de sua carreira com 37 pontos e 21 rebotes. O time, como um todo, também superou marcas: os 82 pontos da primeira etapa (alou, eu disse 82 pontos em 24 minutos!) são os maiores da história da Big Apple.

Por isso tudo, e por mais que só se fale em 2010 por lá, acreditar em playoff não é loucura, apesar de o time possuir a segunda pior defesa da liga (108 pontos é muita coisa!). Al Harrington é bom jogador (quando quer!), Mike D'Antoni é um vencedor (média de 57 vitórias por temporada com o Phoenix nos últimos quatro anos) e o time (ainda) tem tradição. Boston, Cleveland, Orlando, Detroit e Atlanta são os mais fortes do Leste. Depois deles, o resto é praticamente a mesma coisa. E é nisso que o New York pode se apegar para voltar a pós-temporada.

Concorda? Arremessa na caixinha!