segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Fim da linha

Terminou o prazo para a CBB responder às questões levantadas por este blogueiro aqui. Como havia prometido a vocês, a partir de amanhã divulgo as perguntas. As respostas? Infelizmente vou ficar devendo, porque o presidente da CBB não quis sanar as dúvidas não deste veículo de comunicação, mas de toda a turma do basquete que merece ser informada a respeito dos rumos da modalidade.

Meus sinceros agradecimentos também à assessoria de imprensa da entidade, que prestou um serviço de primeira ao não responder a nenhum dos meus cinco emails.

Para uma entidade que é gerida por dinheiro público e para um presidente que pregou transparência na eleição de menos de dois anos atrás, é um baita retrocesso. Mas não surpreende em nada, surpreende? Para corroborar com isso tudo, cito o ótimo artigo do excelente José Cruz em seu blog (clique aqui e leia).

A melhor notícia de sábado

Na rodada de sábado do Nacional feminino, o jogo que mais chamava atenção era o entre Americana e Catanduva, duas das maiores potências do basquete brasileiro. E a melhor notícia veio justamente dali. Em um duelo recheado de veteranas, quem brilhou foi a jovem Fabiana Caetano, formada pelo ótimo trabalho de base de Americana.

Em 22 minutos, Fabiana teve 11 pontos, 15 rebotes, três tocos, 100% nos tiros de quadra (até bola de três pontos ela acertou) e incríveis 25 de eficiência (o máximo da partida). Única juvenil com razoável tempo de quadra (21 minutos de média, com 9,7 pontos e 7,3 rebotes), quem também merece crédito é o técnico Zanon, que colocou a menina de titular mesmo com Mamá e Fabão no elenco.

Com 19 anos e 1,92m, Fabiana já deveria ter sido no mínimo convocada para treinar com a seleção que disputou o Mundial na República Tcheca. A gente espera que a CBB esteja monitorando a atleta, porque na próxima lista do time adulto ela precisa estar. Sorte para ela.

Um ótimo teste

Depois da sua verdadeira estreia no sábado, contra o Cleveland, chegou a hora do maior e mais difícil teste para Tiago Splitter na NBA. Nesta noite, o brasileiro do San Antonio Spurs não enfrenta apenas uma das potências do campeonato, o Orlando Magic, mas terá o melhor pivô da liga pela frente - o gigante Dwight Howard, que tem as singelas médias de 21,4 pontos, 11,1 rebotes, 2,7 tocos e 4,2 faltas.

E é justamente no número de faltas de D12 que Tiago deve se concentrar. Sem o mesmo potencial físico do rival, o brasileiro precisará, mais do que nunca, das suas habilidosas fintas para se livrar de Howard e produzir um pouco no ataque. Na defesa, um pouco de malícia para cavar faltas não fará mal algum.

Então é isso. Todo mundo ligado a partir das 23h30 neste que promete ser um duríssimo duelo para Tiago Splitter. Se conseguir ter bom desempenho, ganhará ainda mais pontos na caderneta do professor Popovich. Arrisco 15 minutos, cinco rebotes e 12 pontos, e você? Respostas na caixinha!

domingo, 21 de novembro de 2010

O troféu, a seqüência e o futuro

O Brasil bateu a Argentina ontem por 51-45 e conquistou o título do Sul-americano Sub-15 feminino. Há várias coisas boas na conquista, e mesmo sem ter visto as imagens dá para falar:

1) Janeth segue invicta em sua carreira de treinadora. Após 11 jogos, só triunfos e dois títulos - ano passado ela também levou o caneco no Sul-Americano da mesma categoria
2) A geração que venceu ontem parece recheada de talentos. Há bons e possíveis nomes para o futuro da modalidade (Izabella - a MVP da competição apesar dos 1/15 deste sábado -, Kananda, Vitória, Daphner e Camila), e a gente só espera que elas sigam evoluindo.
3) Ao menos no feminino a hegemonia na base segue intacta no continente.
Neste ano não houve derrota para as hermanas, por exemplo.
4) Ao menos pelas estatísticas o time parece jogar um basquete seguro (12,8 tentativas de três pontos de média), com poucos erros para a idade (ontem foram 16 apenas) e procurando as meninas mais altas no garrafão. Muito se fala que Janeth não tem experiência, e não tem mesmo, mas seus trabalhos até aqui são bem bons. Ao que parece, há muito não se jogava tão organizadamente na base.

Parabéns às meninas e à comissão técnica.

Da Prancheta

18-5 - Foram os números de pontos e rebotes de Tiago Splitter nos 26 minutos em que ficou em quadra na vitória de ontem (a décima seguida) dos Spurs sobre o Cleveland, de Varejão. Foi a melhor atuação do brasileiro, e veio depois de dois jogos em que ele ficou inteiramente no banco. Vi algumas jogadas de Splitter, e torço para ele continuar evoluindo. Sorte para ele, porque a estrada é longa.

Só um continua

Com promessa de transmissão do Sportv a partir das 10h, Uberlândia recebe Franca pelo NBB3 em jogo de duas equipes invictas na competição até aqui. Será o reencontro de Hélio Rubens, novamente com os francanos, contra o clube pelo qual ele conquistou o Nacional de 2004 e mais um jogo em Helinho e Valtinho, que tem média de 6,5 assistências por jogo, medirão forças.

Na rodada de hoje também vale destaque para o bom duelo entre São José e Joinvile, em São Paulo. Deste canto, espero que, ao acordar neste domingo, eu veja um duelo recheado de emoção, com poucos erros e com um mínimo de leitura de jogo por parte dos atletas.

Estou pedindo demais do duelo em que apenas um continua com 100% de aproveitamento?

sábado, 20 de novembro de 2010

Heróis da resistência

Começa neste domingo, em Santa Maria (RS), o brasileiro Sub-17 masculino da divisão I (clique aqui e saiba mais). Sem grandes novidades por parte da CBB, o toque diferente (e brilhante) fica a cargo dos estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (RS). Conta aí, Pietro Lovato:

"Nós, do Laboratório de Análise dos Cenários Esportivos na Mídia (LACEM), em parceria com os cursos de Comunicação Social da UFSM e UNIFRA, e com o CPD Eventos, iremos transmitir alguns jogos do Campeonato. A maioria dos comentaristas serão acadêmicos de Educação Física da UFSM, e todos os repórteres e narradores, acadêmicos de Jornalismo da UFSM e UNIFRA. Teremos cinco câmeras na quadra, equipe de repórteres, narração e dois comentaristas por jogo. Haverá, ainda, uma chat na barra lateral da transmissão".

Aqui está o link para a transmissão, e abaixo estão os jogos que serão exibidos por esses verdadeiros heróis da resistência (parabéns para eles). De verdade: é emocionante ver atitudes como esta.

21/11: Minas Gerais x Ceará (16h) / Rio Grande do Sul x Distrito Federal (20h30min)
22/11: São Paulo x Distrito Federal (16h) / Rio Grande do Sul x Minas Gerais (20h)
23/11: Rio de Janeiro x Mato Grosso (14h) / Distrito Federal x Minas Gerais (20h)
24/11: São Paulo x Minas Gerais (16h) / Ceará x Rio Grande do Sul (20h)
25/11: Rio de Janeiro x Santa Catarina (18h) / Rio Grande do Sul x São Paulo (20h)
26/11: 1º de A x 2º de B (18h) / 2º de A x 1º de A (20h)
27/11: Disputa de 3º e 4º lugares (12h) / Final (14h)

Clube da luta

Estarei hoje na Mangueira para ver o duelo entre o clube carioca e Santo André pelo Nacional Feminino da CBB (aka Liga de Basquete Feminino). O jogo não vale tanto pela classificação em si (o time do ABC Paulista é favoritíssimo), mas muito para ver o trabalho de base das duas equipes. Outro confronto bom pela competição é este Americana contra Catanduva (dois dos maiores candidatos ao título).

Única agremiação a disputar todos os Nacionais femininos, Santo André tem na técnica Laís Elena o seu grande símbolo de resistência neste quase falido basquete feminino.

Do outro lado estará a Mangueira (o time está na foto), que na terça-feira obteve o título estadual juvenil ao bater o Botafogo por 76-48 e para fechar a decisão em 2-0 (ótimas atuações das pivôs: Lorraine Milton teve 17 pontos, Nayara, 16, e Isabela Cintra outros 14). Liderado por Guilherme Vos, o projeto da verde-e-rosa se mantém como uma das boas (e poucas) opções de basquete sério fora de São Paulo (do meu canto eu só espero que essas valiosas meninas tenham um pouco de tempo de quadra neste Nacional da CBB que tão pouco revela talentos).

Tenho bons motivos para comparecer ao ginásio, não?

Duelo de líderes na ACB

Com seis vitórias em sete jogos, Caja Laboral e Barcelona disputam hoje, em Vitória, a liderança da Liga ACB espanhola (às 13 de Brasília). Será a reedição da decisão da temporada passada (vencida pelos vitorianos por 3-0) e mais uma chance de vermos Marcelinho Huertas duelando contra Ricky Rubio (ambos na foto).

O momento das duas equipes, porém, não é dos melhores. Ambos vêm de derrota na Euroliga (o Barça caiu diante do Montepaschi, e o Cajal Laboral perdeu do Partizan) e tanto Huertas (23 minutos em quadra com cinco pontos, cinco passes e três erros) quanto Rubio não foram bem (quatro pontos, três rebotes e dois erros e assistências).

E aí, quem será que vence o duelo de líderes na Espanha nesta tarde? Comente na caixinha!

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Brasil está na Copa América

Não foi uma grande apresentação, mas os 23-8 no último período garantiram para a seleção brasileira a vaga na final do Sul-Americano Sub-15 e para a Copa América do próximo ano. Os 54-42 contra o Chile nesta tarde mostram como a partida foi complicada, cheia de erros (57), mas no final das contas valeu o resultado. Izabella Sangalli (olho nela - parte II) foi a melhor em quadra, anotando boa parte de seus 16 pontos nos cinco minutos derradeiros - a ala de Americana ainda teve nove rebotes, sete roubos e quatro passes.

Amanhã, na decisão, o Brasil joga pelo título da competição e pela manutenção da invencibilidade da técnica Janeth. Desde que começou a sua carreira na Sub-15 do ano passado, ela jamais perdeu em dez apresentações. Que ela continue assim.

Da Prancheta

14 + 8 + 3 - Foram os números de pontos, rebotes e tocos do brasileiro Augusto Lima (foto) na vitória do Unicaja na Euroliga. O triunfo contra Brose Baskets (da Alemanha) contou com brilhante atuação de Augusto, que acertou sete de seus dez arremessos para manter o Unicaja na briga pela liderança do grupo (com 3-2, está empatado com o Real Madrid e atrás apenas do Olympiacos).

O processo

Com a chancela da LNB local, acontece, a partir de abril de 2011, um curso intensivo sobre marketing esportivo focado no sucesso do basquete na Argentina (a sede será a belíssima Universidade de Palermo). A participação especial fica a cargo de Luis Scola, ala do Houston Rockets e ídolo do país (do Texas, ele fará uma vídeoconferência para os alunos).

O programa, que contará com palestrantes como Julio Lamas (provável técnico da seleção masculina) e Carlos Prunes (empresário de Rubén Magnano), fornecerá “ferramentas de gestão empresarial, marketing, publicidade, patrocínio, motivação, divulgação e comunicação, a fim de profissionalizar e capacitar as entidades vinculadas a esportes de alto rendimento.

Quem quiser conferir, é só clicar aqui. Será que valeria a pena a CBB enviar algum representante para conhecer um pouco do que os hermanos fizeram?

Um pouco sobre o método

Querendo saber um pouco mais sobre o "Método Hortência" de ensino de basquete, fiquei sabendo um pouco mais do fato. Reproduzo abaixo o email recebido (a fonte é mais do que confiável - e há provas):

- A Brunoro Sport Business (BSB), empresa de José Carlos Brunoro (foto à direita), diretor de marketing da Confederação Brasileira de Basketball, é sócia da empresa de Hortência, diretora do departamento feminino, e a CBB apenas chancela o modelo. Ou seja, o projeto é uma sociedade entre BSB e Hortência (foto à esquerda).

Algumas coisinhas:

1) Até quando a CBB vai se calar em relação ao tema?
2) Bem interessantes as posturas de Brunoro (e sua empresa) e Hortência, não?
3) Não há conflito ético entre a empresa que faz o marketing da CBB vender um produto com a chancela da mesma?
4) E mais: este mesmo conflito não existe com Hortência (foto à esquerda), que acaba legislando em causa própria ao ver a sua empregadora chancelando um produto seu?
5) Ainda existe ética no basquete?

Respostas na caixinha!

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Greg Oden está fora

Rodrigo Alves escreveu brilhantemente sobre o tema, e é realmente uma pena que a carreira de Greg Oden, fora também desta temporada, esteja indo para o espaço. Sorte para ele em mais esta recuperação.

O adeus da Ovelha

Chegou ao fim a história de Sergio Hernandez (foto) como treinador da seleção argentina. Em reunião com German Vaccaro, presidente da CABB, o técnico decidiu sair do comando técnico ao não aceitar a proposta de um projeto de longo prazo (Sergio queria ficar apenas até 2012).

Conversei ontem à noite com Hernandez pela internet, e ele estava visivelmente emocionado e ainda sem saber muito o que dizer. Depois de cinco anos, duas dignas campanhas em Mundiais (quinto lugar em 2010 e quarto em 2006) e uma medalha de bronze nos Jogos de Pequim (2008), Ovelha, como é conhecido, agora diz que é apenas mais um torcedor argentino - e, de acordo com sua avaliação, um torcedor exigente e bem chato.

A CABB ainda não definiu o nome do novo técnico, mas o experiente e competente Julio Lamas larga na frente. Foi ele quem plantou a semente da geração campeã olímpica de 2004, e é justamente isso que a Confederação Argentina deseja: que o novo técnico comece a pensar, desde ontem, no futuro da seleção que está bastante envelhecida.

Um sonho de liberdade

Onze jogos se passaram, e a maior dúvida do Miami Heat, que venceu ontem o Phoenix Suns em casa (123-96), não é se o time vai se encaixar (vai!), mas sim se o dinheiro investido em Chris Bosh não foi um exagero absoluto.

Com a pior média de rebotes da carreira (6,0) e a segunda pior em pontos (16,4), Bosh tem sido contestado desde que chegou aos Heat para ser a via segura do Miami dentro do garrafão. Números que fizeram um diretor de franquia dizer ao site da Fox Sports: "Os caras contrataram o famoso 'Big Three', mas na verdade só existe LeBron + Wade. Chris Bosh, hoje, não é melhor do que o que foi Michael Beasley ano passado, e muito menos o que será Beasley em três ou quatro anos".

A análise do dirigente pode ser exagerada, mas é fato que Chris Bosh precisa ser mais agressivo (nos dois extremos da quadra!) para fazer o famoso Big Three de fato sair do papel. Até agora o Miami Heat, sinceramente, não assusta a ninguém justamente porque o garrafão continua um deserto só. Mas há uma boa notícia. Na noite de ontem Bosh anotou 35 pontos (não jogou o último período), defendeu bem e apanhou seis rebotes. Pode ser o que os Heat tanto precisam.

Alto-falante

"Não é só jogar a bola e começar a jogar. No 'método Hortência' de jogar basquete nós capacitamos os professores para ensinarem as crianças, e assim evitar na categoria adulta ter que ensinar como arremessar, passar e corrigir vícios adquiridos na base"

A declaração é de Hortência ao Terra TV. Tenho procurado saber um pouco mais sobre o possante "Método Hortência" de ensino de basquete, mas ainda não encontrei informações, digamos, concretas e sérias sobre o assunto. Em breve voltarei com novidades, mas até aqui o assunto é nebuloso pacas (inclusive de um email que recebi). Alguém ajuda?

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Da Prancheta

80 - É o número de vitórias consceutivas do time feminino de Connecticut. Comandado pelo excelente Geno Auriemma, o time sofreu muito, mas bateu Baylor (que teve a ótima Brittney Griner com 19 pontos, nove tocos e sete rebotes) graças aos 30 pontos, sete rebotes e seis roubos da excelente Maya Moore (foto) para manter a série invicta que começou há dois anos. Agora UConn está a oito triunfos de bater as 88 de UCLA (entre 1971-1974), recorde absoluto do circuito universitário norte-americano.

A explosão de Rafael

No sábado, Marcelinho Huertas venceu o duelo de brasileiros com o seu Caja Laboral batendo o Zaragoza por 84-70 (o armador teve nove pontos e cinco passes), mas quem brilhou foi Rafael Hettsheimeir, ala-pivô formado no agora extinto Ribeirão Preto. Ele teve 14 pontos e três rebotes para consolidar a sua ótima fase na temporada 2010-2011 da ACB.

Com médias de 13,1 pontos, 6,3 rebotes , 15,1 de eficiência (nestes três primeiros quesitos ele lidera a sua equipe), 25 minutos por jogo e 55,3% nos chutes , o brasileiro é um dos destaques do Zaragoza, que subiu para a Liga ACB nesta temporada. Em termos técnicos, Rafael ganhou muito no jogo de costas para a cesta (sua antiga deficiência), manteve a técnica para os chutes de média distância e acrescentou um punhado de movimentos interessantes no duelo de um contra um de perto da cesta. Na defesa, porém, ele ainda pode ser mais agressivo (menos de um toco por partida) e atento nas rotações).

Pode ser que esta seja uma análise prematura para uma temporada que começou tem apenas sete partida, mas Rafael Hettsheimeir, de apenas 24 anos, merece ser olhado com atenção por parte da CBB. Imaginá-lo no mesmo garrafão que Nenê, Splitter e Varejão já me parece algo absolutamente palpável, principalmente pelo que vimos no Mundial da Turquia (JP Batista e Murilo).

Olhe para a base, CBB

Dos times que ainda resistem no cenário do basquete feminino brasileiro, sempre me chamou a atenção o desempenho de São Caetano (não pelos resultados, mas sim pela filosofia). Comandado pelo competente Borracha, o time do ABC segue a linha de manter um projeto com orçamento baixo mas focado na revelação de talentos (a última da fornada foi a pivô Nádia, que teria disputado o Mundial caso não tivesse se lesionado). Neste ano, como que dando um tapa de luva de pelica na incompetência gerencial da CBB, ainda contratou as jovens pivôs Leidilândia (a Leidi - na foto) e Mônica, formadas por Osasco.

Osasco este que possui ótimo trabalho nas divisões de base (palmas para Macau, que, aos 46 anos completados ontem, segue ignorada pela Confederação), mas que não tem time adulto (Jenifer, da seleção Sub-19 que disputa o Mundial em 2011, "agradece" por não jogar o Nacional deste e de outros anos). Mesmo exemplo acontece em Jundiaí, das ótimas Tainá e Damiris (nesta quarta-feira ela completa 18 anos - parabéns para ela) e que disputa a partir desta noite a final do Paulista Juvenil contra Americana (se Tarallo não fosse o técnico de Jundiaí, alguém da CBB veria o duelo? Não, né...).

Ora bolas, mas por que diabos este blogueiro escreve isso tudo? Para mostrar que ainda há trabalho de base eficiente no país, por mais que a Confederação insista em sucateá-lo (não permitir que essas jovens atuem em um Nacional tão fraco beira a piada). Ficam as perguntas: 1) Até quando a CBB vai deixar os clubes tão soltos, tão desamparados assim? 2) Até quando desperdiçaremos talentos, como Damiris, Tainá, Jenifer e Milena, por exemplo? As respostas eu não sei, mas a conclusão é simples, clara e cruel: cedo ou tarde o basquete brasileiro vai ter que pagar por essa conta que infelizmente não fecha.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

A estrada da tortura

Que tal a tabela do Chicago Bulls até o final de novembro? Duelos contra Houston (hoje à noite), San Antonio, Dallas, Lakers, Phoenix, Denver e Sacramento. Um "detalhe": tudo fora de casa. Com cinco vitórias seguidas e 5-3 de campanha, resta saber como a turma de Illinois volta depois de tantos jogos complicados no Oeste.

A NBA se rende a Luis Scola

No domingo, o Madison Square Garden viu uma atuação de gala de Luis Scola: 24 pontos, oito rebotes e cinco assistências do argentino na vitória do Houston Rockets sobre os Knicks por 104-96. No final do jogo, Mike D'Antoni, o técnico derrotado, suspirou e disse no vestiário: "O cabeludo acabou conosco hoje".

E tem sido assim em toda a temporada. Apesar do começo do time ser abaixo da crítica (3-6), Scola tem mantido o Houston até certo ponto de pé no Oeste. Seus números são absolutamente incríveis, e os colocam como o sétimo mais eficiente (com 25,7 - ele está na frente de LeBron James, Kevin Durant, Dirk Nowitzki e outros bambas). Os 22,1 pontos (em oito dos nove jogos ele anotou 16 ou mais), 10,8 rebotes e 2,3 assistências não são apenas as melhores marcas de sua carreira, mas quase 30% maiores em relação à temporada passada, quando o argentino já havia brilhado bastante.

Após três anos de NBA e com mais cinco de contrato com o Houston, Luis Scola parece, enfim, ter conquistado a liga norte-americana. Os elogios se multiplicam, e não será surpresa se ele aparecer no All-Star Game nesta temporada. Resta saber se, com Yao Ming em condições físicas ruins, ele conseguirá levar os Rockets aos playoffs. Se obtiver êxito, a alcunha de 'craque' poderá ficar barata para ele.

Neto é opção na Sub-19

O cargo de técnico da seleção Sub-19 masculina que irá ao Mundial da Letônia segue vago, mas o nome de José Neto (foto) ganha força na CBB. A informação não foi confirmada pela entidade, que também trabalha com a possibilidade de promover Fernando Duró, outro assistente de Rubén Magnano na adulta, para o cargo.

Neto, atualmente treinando o Palmeiras, tem a seu favor o trabalho no Mundial Sub-19 de 2007, quando Paulão e companhia chegaram na quarta colocação da competição disputada na Sérvia, além, claro, do bom trânsito com técnicos da base do país e na própria CBB.

O problema, porém, é que o tempo vai passando, e a CBB não enviou ninguém para monitorar seus atletas para a competição do próximo ano. Torço para que, com a definição do técnico, isso mude rapidamente.

Alto-falante

"Pensava que a estrutura do basquete brasileiro era melhor e mais sólida, principalmente na base e no aperfeiçoamento dos treinadores. Pensava que os meninos faziam mais jogos, mas em alguns lugares do país são muito poucos. Quero criar uma ideia e filosofia de trabalho que se aplique a todas as equipes, desde o sub-15"

A declaração é de Rubén Magnano, técnico da seleção brasileira, ao Lance (leia aqui). O que você, amigo leitor, acha do pensamento do argentino?

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Raulzinho cresce

Cresce assustadoramente o menino Raulzinho neste começo de NBB3 (parece que o Mundial masculino fez muitíssimo bem a ele). Depois de anotar 22 pontos, quatro rebotes e oito assistências na estreia, ontem o armador do Minas teve 21 pontos e quatro passes na vitória de seu time sobre o Vitória por 92-75.

Raulzinho ainda precisa evoluir, mas sob a tutela do argentino Nestor Garcia ele tem tudo para crescer (principalmente nos arremessos e na defesa sem a bola).

Com o Mundial Sub-19 no radar, Raulzinho parece pronto para assumir responsabilidades ainda maiores. Que ele siga evoluindo, porque o basquete brasileiro precisará muito dele nos próximos anos.

Alto-falante

"Estamos bem ansiosas para a competição. Já disputei um Sul-Americano, mas sempre dá um friozinho na barriga. Sabemos que é importante garantir a vaga na Copa América e vamos buscar nossa classificação. Nos dedicamos bastante e queremos voltar para casa como campeãs"

A frase é de Izabella Sangalli (na foto ao lado de Janeth), ala da seleção Sub-15 que disputa o Sul-Americano no Uruguai a partir de amanhã (no grupo, dez das 12 atletas atuam por clubes de São Paulo - mais um exemplo da concentração da modalidade no país). Sorte para as meninas na competição.

Paciência

Tenho recebido, principalmente no Twitter, questionamentos sobre o (pouco) tempo de quadra de Tiago Splitter nesse começo de sua carreira na NBA (ontem contra o Oklahoma o brasileiro teve apenas três minutos). A todos respondo o mesmo: Gregg Popovich, técnico do San Antonio Spurs, é assim mesmo. Com exceção de Tim Duncan, que é um fora de série, Pop prefere, até porque tem um elenco excepcional e pode se dar ao luxo de "esperar", usar o ano inicial de seus atletas para lapidá-los com sua equipe técnica.

Foi assim com Manu Ginóbili, que veio para os Spurs diretamente de um vice-campeonato mundial conquistado em Indianápolis (ou seja, com credenciais de sobra). O argentino teve 20,8 minutos de quadra, mas comeu o pão que o diabo amassou nos treinamentos extras que Pop colocou para ele. Resultado? Manu hoje é um dos melhores da liga.

O que, ora bolas, eu quero dizer com isso tudo? Que nós precisamos ter paciência com Tiago Splitter e Gregg Popovich neste começo. É óbvio que queremos ver o brasileiro por 30, 40 minutos em quadra - ao lado de Duncan e tal. Mas ninguém melhor que Popovich para treiná-lo e dosar tudo direitinho. É bom confiar no cara e esperar que Tiago tenha a mesma sabedoria que Manu e até mesmo Tony Parker tiveram no começo de suas brilhantes carreiras no Texas. A escolinha do professor Pop costuma pagar bons dividendos no futuro.

domingo, 14 de novembro de 2010

Quantos, Kevin Love?

Dentro de cinco minutos começa a partida entre Atlanta Hawks e Minnesota Timberwolves. O jogo vale muito para a equipe da Geórgia, que perdeu quatro seguidas, mas todos os olhos estarão voltados para Kevin Love (foto), que obteve aquele absurdo de 31 rebotes na última sexta-feira.

A questão é saber quão inspirado ele estará hoje diante do bom Al Horford e do atlético Josh Smith. Alguém quer arriscar na caixinha quantos rebotes ele terá? O palpitão está aberto. Chuto em 15 rebotes.

Será que vale?

Começou ontem o Nacional Feminino da CBB com vitórias de Americana, Ourinhos, Catanduva e Joinvile sobre Santo André, São Caetano, Mangueira e Araçatuba, respectivamente. Ao lado de Rodrigo Alves, estive na Mangueira e vi Catanduva atropelar as donas da casa por 96-55 com boas atuações de Palmira, que teve 21 pontos, e Clarissa, que em seu reencontro com que a equipe que a revelou anotou 13 + 14 rebotes (vale ler os textos dele clicando aqui e aqui).

De todo modo, o que mais me chamou a atenção foi a conversa com o técnico Edson Ferreto após o duelo. Ele levantou dois pontos que passaram despercebidos da maioria. Vamos lá:

1) A final será disputada em jogo único (como está no regulamento: "Na fase final as vencedoras dos playoffs da fase semifinal jogarão uma única partida decidindo o campeonato). De acordo com Ferreto, a ideia da CBB é realizar a partida no Maracanãzinho ou no Ibirapuera (o jogo seria transmitido na TV Globo). Sinceramente, não tenho conclusão a respeito do assunto (vale lembrar que não haverá time de nenhuma das capitais na decisão).
2) A tabela possui um hiato bem grande, entre 13 de dezembro de 2010 e 8 de janeiro de 2011. De acordo com Ferreto, esse período seria utilizado pela CBB para treinar a seleção adulta. Não consegui confirmação com a entidade a respeito, mas de todo modo essa parada é realmente incrível.

E você, o que acha da partida final em jogo único e de quase um mês sem jogos neste campeonato que já é curtíssimo? Comentários na caixinha!

Alto-falante

“Kevin Garnett certamente não receberá um cartão de Natal meu. Ele é um cara muito baixo. Tinha o pôster dele no meu quarto, no meu ano de estreia o admirava bastante, mas tudo ruiu. Ele foi terrível como pessoa no meu primeiro ano, assim como é contra os europeus da NBA. Falo um monte de besteiras dentro da quadra, mas tem que haver um limite, né. Não gosto dele”

A frase é de Joakim Noah, pivô do Chicago Bulls, e é uma pesada crítica a Kevin Garnett, ala do Boston Celtics e um dos mais detestados jogadores da NBA. Vale lembrar que Bulls e Celtics se enfrentam no dia 3 de dezembro, e obviamente Noah não dará cartão algum a KG de forma antecipada.

sábado, 13 de novembro de 2010

Alto-falante

“Isso não vai acontecer conosco. O calendário é muito difícil e as viagens são muito extenuantes na Conferência Oeste. Tudo tem que ser absolutamente perfeito para que isso aconteça, além de a equipe ser muito resiliente e ter jogadores capazes de atuar em várias posições. Acho sinceramente que o Miami pode atingir essa marca. Eles são talentosos, e se atuarem como um time podem chegar lá”

A frase é de Phil Jackson, rechaçando qualquer possibilidade de que o seu Lakers consiga bater o recorde do Chicago Bulls de 72 vitórias. Para ele, apenas o Miami Heat tem a chance de atingir a meta. Jogo psicológico do Mestre Zen?

Da Prancheta

31-31-5 - Foram os inacreditáveis números de pontos, rebotes e assistências de Kevin Love na vitória (vitória!) do Minnesota sobre o New York Knicks na noite de ontem por 112-103. É a primeira vez desde 1982 que um atleta chega a marca de 30-30, quando Moses Malone, um mito, obteve 38 pontos e 32 rebotes. Só um detalhe: Love teve 15 rebotes no terceiro período, e começou o segundo tempo com sete pontos. Incrível, não? Love, que no começo da semana teve 23 pontos e 24 rebotes contra os Lakers, entrou definitivamente para a história.

O começo do Nacional Feminino

Começa hoje com quatro jogos o Nacional Feminino da CBB (também conhecido como Liga de Basquete Feminino). Às 17h e com promessa de transmissão do Sportv, Santo André desafia o favorito time de Americana. No Sul, duelo de estreantes entre Joinvile e Araçatuba (17h). No Rio de Janeiro (estarei lá), a Mangueira mede forças com Catanduva, o atual campeão (às 18h). Também neste horário teremos São Caetano contra Ourinhos.

Do meu canto, só espero que o torneio tenha um mínimo de organização e que as partidas sejam razoavelmente promovidas pela LBF. Sem as promessas de campanha de Carlos Nunes (repatriar jogadoras e um time de jovens em quadra por exemplo), no entanto, seria até injusto cobrar uma melhora no nível técnico.

Em quadra, o cenário de favoritos não muda. Americana, Catanduva, Ourinhos e Santo André devem terminar entre os quatro primeiros colocados, com os outros quatro clubes brigando por duas vagas para a segunda fase. E você, o que espera do Nacional feminino? Comente na caixinha!

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

O reencontro

Não será um dia comum na Mangueira amanhã. Filha querida do time de basquete do Projeto Social da agremiação carioca, Clarissa estará de volta à Vila Olímpica neste sábado, na estreia do Nacional Feminino. Desta vez, porém, ela virá como adversária.

Depois de duas temporadas em Portugal, Clarissa, uma das esperanças de renovação do país, agora defende Catanduva, do figuraça Edson Ferreto, para enfim entrar para a elite do basquete nacional.

Resta saber se agora jogando em uma equipe de alto nível aquela menina que cansava de fazer duplos-duplos assustadores na Mangueira conseguirá continuar brilhando. No sábado, no reencontro, tudo recomeça para Clarissa e seu sorriso cativante. Sorte para ela.

Primeira promessa não cumprida

Deu na CBB: "A assessoria de imprensa da LBF informa que o site oficial da competição (www.ligadebasquetefeminino.com.br) irá ao ar a partir de sexta-feira (dia 12)". São 11h56 de sexta-feira, e o site está fora do ar (clique aqui e confira). Tipo assim: o campeonato começa amanhã, e eu não consigo saber quem são as jogadoras das equipes, que, em sua maioria, tampouco possuem páginas na rede. Uma beleza!

Atualização do post (16:00): o site está no ar, e de fato é bem legal mesmo - apesar de a foto de algumas atletas não existir (ver jogadoras de Mangueira e São Caetano, por exemplo).

A hora do pesadelo

Chegou a ser constrangedor o domínio do Boston Celtics ontem contra o Miami Heat (a vitória por 112-107 chegou a ter diferença de 20 pontos). Não tanto pelo já conhecido poder dos verdes (Ray Allen, brilhante, teve 35 pontos e sete bolas de três pontos), mas sim pela maneira como o triunfo veio.

Sem surpresa alguma, o Boston "atacou" pela defesa, sufocou o Miami (Dwyane Wade e LeBron James tiveram 10 dos 14 erros da equipe), obteve 19 pontos em contra-ataques e mais uma vez contou com atuação soberba de Rajon Rondo (João Coelho e Marcos Jorge acertaram, no Twitter, que o armador teria 16 assistências). Sem saber o que fazer, os Heat apelaram para a individualidade, mas Wade foi bem marcado (2/12) e não rendeu.

Se isso não fosse o bastante, o Miami tem 5-4, três derrotas nos últimos quatro jogos (vitória contra os Nets apenas) e todas elas com o mesmo roteiro: a defesa foi uma peneira (média de 108 pontos) e o ataque ficou refém de LeBron James e sua sanha por "dominar" o sistema sozinho. Com isso, não é surpresa que o nome de Pat Riley apareça com força para assumir a equipe antes mesmo da parada do All-Star Game.

A hora do pesadelo de LeBron James tem nome e sobrenome. Chama-se Boston Celtics, usa verde e sabe bem como deter o camisa 6. É bom o craque e o comando técnico do Miami Heat reverem os seus conceitos de jogo coletivo.

Vale a tentativa?

A LNB anunciou ontem que o Jogos das Estrelas do NBB3 acontecerá em janeiro de 2011 (provavelmente em Fortaleza) com uma grande novidade: a partida será disputada entre os astros brasileiros e os estrangeiros que atuam na competição e tem o objetivo de tornar o duelo mais emocionante.

Além disso, outro fato chama a atenção: a partida será no dia 29 de janeiro, um sábado. De acordo com declaração de Sergio Domenici, diretor executivo da entidade, no Twitter, a mudança ocorreu "para não concorrer com o horário do futebol", mas o fato é que mais uma vez o poder da televisão deve ter falado mais alto (neste ano, o Jogo das Estrelas foi no domingo pela manhã - e até onde eu saiba não há jogo de futebol às 11h da manhã).

E você, amigo leitor, o que achou das mudanças para o Jogo das Estrelas? Comente na caixinha!

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Para ser justo

No primeiro post do dia, falei muito sobre o Miami e pouco sobre quem o derrotou na última terça-feira. Então vamos ao ponto para ser justo com o outro lado também: o time do Utah Jazz é bom, bom demais.

Com Mehmet Okur ainda lesionado, Jerry Sloan não tem conseguido revezar a equipe (seis atletas jogam mais de 23 minutos por noite), mas mesmo assim o Utah tem mantido o ritmo. Depois de passar a pré-temporada invicto e ter tombado nas duas primeiras partidas do campeonato, o time venceu cinco das últimas seis (três adversários de peso - Thunder, Heat e Magic, ambos fora de casa), parece ter encaixado Al Jefferson (21 pontos e 8 rebotes ontem na vitória contra o Orlando por 104-94 - de novo o time perdia de muito, 18, e se recuperou) no sistema e aprendeu de vez a usar o estupendo Paul Millsap (foto), que tem as absurdas médias de 23,9 pontos, 10,1 rebotes e 61,4% nos chutes. Isso, claro, sem falar na direção segura de Deron Williams na armação (10,3 passes por partida e 30 pontos e 14 assistências nesta quarta-feira).

O Utah não deve conseguir vencer os Lakers no Oeste, mas são, sim, candidatos a fazer frente aos demais times da conferência. O time possui bom técnico, excelente armador, dois ótimos defensores (Raja Bell e Andrei Kirilenko) e boa rotação com os pivôs (se tivesse um chutador de respeito seria uma potência). Vale ficar de olho.

Vestibular

Termina nesta quinta-feira o período de treinos da seleção Sub-15 feminina em São Sebastião do Paraíso (local, aliás, onde a pivô Nádia, da adulta, se recupera de lesão no tornozelo). Pode parecer uma notícia comum, mas depois das pífias declarações de Hortência nesta semana, os olhares se voltam ainda mais para Janeth, a técnica do time.

Com o Campeonato Sul-Americano da categoria em vista (a competição no Uruguai classifica quatro para o Pré-Mundial de 2011), Janeth conta com o talento de Izabella Sangalli para se manter invicta como treinadora da seleção (foi campeã com a própria sub-15 no ano passado) e para sedimentar a sua carreira como treinadora de ponta que deseja ser.

Do meu canto, só espero que Janeth não tenha dado muito ouvido para o fato de que a sua diretora acha que resultados são mais importantes do que a formação das atletas. Se conseguir inverter a equação torta de Hortência, a treinadora pode até não passar no vestibular da Rainha, mas já terá contribuído demais ao basquete brasileiro.

Vale muito

Não é apenas mais uma noite de temporada regular para o Miami Heat. Em casa, o time tentará se recuperar do tombo diante do Utah justamente contra o maior rival na conferência Leste, o Boston Celtics. Para bater os verdes, porém, precisará corrigir muita, muita coisa.

Para começar, no sistema ofensivo. Por mais difícil que fosse, o técnico Erik Spoelstra acabou caindo na bobagem de "deixar os craques resolverem" no ataque. Mal organizado na frente, o Miami faz com que Dwyane Wade, LeBron James e Chris Bosh. Sem pensar muito, o trio joga entre si e não envolve os companheiros. Já vimos filme repetido no Cleveland, não?

Na defesa, porém, o drama é maior. Contra o Utah na terça-feira, o ótimo Paul Millsap fez 46 pontos (três bolas do perímetro!) e denotou Chris Bosh no garrafão. O time de Jerry Sloan, muito mais bem organizado, tirou 22 pontos de diferença, fez 42-29 no último período e levou o Miami à loucura com as infiltrações precisas de Deron Williams.

Pode parecer drama demais para um time ainda em formação e com seguros 5-3 de campanha. Mas o fato é que o Miami Heat precisa mostrar um pouco mais de segurança - para si mesmo e para seus torcedores. Do contrário, o fantasma de uma possível volta de Pat Riley vai continuar a assombrar a Flórida.