quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Ray Charles

Também no Globoesporte.com (ótimo trabalho do repórter João Gabriel Rodrigues) leio que a criação do "Centro de Treinamento de basquete em Jundiaí está por detalhes". De acordo com a matéria, o projeto, "orçado em R$ 8 milhões, deverá abrigar as seleções masculina, feminina e as de base. (...) De acordo com o presidente (Carlos Nunes), tudo será financiado através da Lei de Incentivo".

Foi aí que fiquei com uma pulga atrás da orelha e perguntei para a assessoria da entidade sobre o Centro de Treinamento de São Sebastião do Paraíso (MG). A resposta foi simples: "Jundiaí fica com o CT para as seleções adultas, e a cidade mineira, para a base".

Duas perguntas simples:
1) O basquete está rico para fazer dois Centros de Treinamento, certo?
2) De que adianta termos dois CT's, se o objetivo principal de um local assim é justamente integrar o trabalho de base ao da seleção adulta?

Deu na Folha de S. Paulo

Notícia importante divulgada pela Folha de S. Paulo: "CBB 'antecipa' patrocínio de campeonato feminino". A matéria diz que a Confederação anunciou a Eletrobrás como patrocinadora do Nacional Feminino sem que a estatal tenha sequer assinado o documento ("No momento, não há nenhum processo interno para este patrocínio", resumiu a assessoria da companhia do setor de energia elétrica).

Fato semelhante ocorreu com o Bradesco, que patrocina a entidade máxima do basquete brasileiro, mas não o torneio de maneira específica. Clique aqui e leia a matéria completa.

Para manter o ritmo antes da estrada

Em casa, o Caja Laboral precisa vencer hoje o lituano Zalgiris Kaunas para se manter na liderança do Grupo A da Euroliga. Também nesta quarta-feira, o Unicaja, dos brasileiros Rafael Luz e Augusto Lima, enfrenta o forte Virtus Roma e se vencer entra na briga por classificação para a próxima fase.

Para continuar nos trilhos, o Caja Laboral, que tem o terceiro ataque mais positivo com 78 pontos e a segunda melhor média de rebotes (40) da competição, terá que deter os bons alas Martybas Pocius (13,7 pontos) e o experiente Tomas Delininkaitis (10 pontos e 40% nos tiros de fora), e contar de novo com o recital de Huertas na armação para os bons David Logan (16,3 pontos de média), Stanko Barac (13,7 pontos e 8,7 rebotes) e Mirza Teletovic (13,3 pontos e 7,3 rebotes).

O triunfo do time de Marcelinho Huertas (o sexto em assistências na competição) não vale apenas pela manutenção da liderança, mas principalmente porque depois os bascos viajam para enfrentar o Partizan (em Belgrado) e o Maccabi (em Tel-Aviv).

Rainha da Sucata

Hortência abriu a boca mais uma vez. Foi ontem, no lançamento do Nacional da CBB (vulgo Liga de Basquete Feminino). Vamos às declarações divulgadas pela Globo.com, com minhas indagações em seguida.

"A vinda do Colinas não foi um erro. O basquete brasileiro precisava de uma mexida. Existem coisas importantes e outras urgentes. E a resposta sobre Colinas não é urgente nesse momento. Tem que ter calma, decidir com tranqüilidade"

"Eu acho que a Janeth já melhorou muito. Mas não podemos dizer que uma ex-jogadora pode ser técnica só porque era boa em quadra"

"Parei de jogar basquete há 15 anos. Qual o técnico que surgiu depois que parei? Uma coisa que vou implantar no Brasil: atleta não tem que disputar posição? Técnico também vai disputar. Vamos ver o que ele ganhou, não aqui dentro, mas pela seleção brasileira. Eles vão ter chances nas categorias de base. Tem que existir competição entre eles também. Ganhou, fica. Não ganhou, sai"

As perguntas:

1) A definição do técnico da seleção adulta não é urgente para Hortência. Quem está observando as atletas então? Ela, que não viaja nem para ver as meninas da Sub-15?
2) Concordo muito com Hortência quando ela diz que não necessariamente uma boa ex-jogadora será uma técnica de nível. Mas fica a questão: e em relação a uma ex-jogadora que virou dirigente CBB? O mesmo raciocínio vale, certo?
3) Pelo que entendi, o critério da base do Brasil agora será vitórias, e não a formação dos/das atletas, correto? Então podemos pensar apenas em bater os rivais continentais, conquistar troféus e esquecer dos fundamentos, da preparação adequada, da construção dos futuros jogadores, certo?
4) Partindo do torto raciocínio de Hortência, como então demitir Paulo Bassul, vice-campeão mundial Sub-21, e manter, por exemplo, Luiz Claudio Tarallo, que em âmbito mundial sempre vai mal?
5) O raciocínio vale, também, para Janeth, que com apenas um ano de seleção sub-15 virou assistente da seleção adulta? Pelo visto não, né...
6) Como não surgiram técnicos, Rainha? O que dizer de Paulo Bassul, Guilherme Vos, o próprio Zanon de Americana?

Respostas dos amigos na caixinha!

terça-feira, 9 de novembro de 2010

O contador

Apenas para não cair no esquecimento, lembro que hoje faz 20 dias que enviei as perguntas para a CBB. Cobrei respostas ontem à noite pela terceira vez, e caso as declarações do presidente Carlos Nunes não cheguem até o dia 19 de novembro, colocarei as minhas indagações aqui mesmo, ok?

Vamos aguardar um pouco mais.

Alto-falante

"Ele não é apenas um novato. É o primeiro ano dele na NBA apenas - são coisas diferentes. Splitter foi MVP na Europa e venceu títulos, e está nos ajudando muito. Ele passa a bola quando tem que passar e é muito eficiente nos corta-luzes. Ele não vai pular sobre todos e dar uma enterrada, mas tem um bom jogo debaixo da cesta"

A frase é de Gregg Popovich, técnico dos Spurs. Ele elogia Tiago Splitter, que ontem teve cinco pontos e quatro rebotes em 11 minutos na vitória contra o Charlotte (95-91). Vida longa para ele na NBA.

Novidades, Rainha?

No dia 2 de outubro, o Brasil venceu o Japão por 84-79 e fechou a sua participação no Mundial feminino da República Tcheca. Naquela tarde, Alessandra e Helen se despediram da seleção e Hortência prometia atitudes para renovar o time nacional. Quase 40 dias se passaram, e não só o técnico novo não foi anunciado, como plano de ação nenhum há para o basquete feminino brasileiro. Nenhum é nenhum mesmo.

O Nacional Feminino da CBB (que será lançado com outro nome hoje em SP) não traz mudança alguma (onde estão as "repatriadas", como Hortência queria?), as meninas brasileiras na Europa seguem sem o menor monitoramento (alguém sabe como andam, por exemplo, Érika, Franciele e Adrianinha?) e as novas gerações continuam sem saber como será o amanhã (Damiris, a maior revelação do país, não jogará o Nacional simplesmente porque seu time só joga as competições regionais). Para se ter uma ideia de como a Rainha "liga" para a base, ela sequer foi a São Sebastião do Paraíso para ver a seleção Sub-15 que por lá treinava (o único que apareceu foi Carlos Nunes)


De minha parte eu só queria saber até quando a Confederação deixará o basquete feminino brasileiro navegar em águas tão revoltas. Se no masculino a situação não é nota dez, é de ficar absolutamente chocado ao constatar que das mãos de Hortência é que pelo visto não sairá nada de bom para as meninas do país.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Vale a pena ler

O técnico Fábio Pellanda, de Curitiba, me enviou a sua dissertação de mestrado, cujo tema é bem interessante: "O processo de formação do atleta de basquetebol masculino em Curitiba". Conta aí, xará.

"Essa pesquisa tem na sua essência entender o contexto do universo analisado, ou seja, compreender como ocorre esse processo entre as estruturas formativas (clubes e escolas) e a institucional (no caso a Federação Paranaense de Basquete) na perspectiva de dirigentes, técnicos e atletas.

Durante o trabalho foi investigada a estrutura atual do basquetebol masculino curitibano, observando o número de instituições e suas ações, os objetivos presentes no processo de formação dos atletas por parte das estruturas formativas e institucionais, e identificando os fatores que envolvem a participação dos atletas no processo de formação. Também foram entrevistados os indivíduos envolvidos diretamente com o processo dentro das instituições: dirigentes, técnicos e atletas. Concomitante relacionamos os dados da pesquisa com o referencial teórico de autores da Sociologia do Esporte, mais especificamente dos conceitos da Teoria Configuracionista de Norbert Elias.

Neste contexto foi possível desvincular os problemas encontrados da questão política, observando que a formação de atletas de basquetebol em Curitiba possui objetivos que ficam aquém do que o senso comum pensa em relação a formação esportiva, resultado da falta de integração entre as estruturas formativas e a estrutura institucional, desde a FPrB até a CBB. Desse modo a configuração do microcosmo analisado, o basquetebol masculino de Curitiba pode servir de modelo de estudo e para outras cidades".

Quem se interessou pelo tema pode clicar aqui e ler a monografia do Fábio. Parabéns a ele pela iniciativa.

O valor do comandante

Após duas semanas de NBA, estão invictos apenas os Lakers (zero de surpresa) e os Hornets (muito surpreendente). O time de New Orleans não é o último esquadrão da Terra, mas venceu seus seis jogos (em nenhum deles com diferença superior a nove pontos) e fez Spurs, Nuggets e Heat de vítimas. Nada mal para quem não chegou aos playoffs do ano passado e tem dois titulares novos nesta temporada.

Com o melhor começo da história da franquia, o New Orleans tem todos os titulares pontuando em dígitos-duplos (os recém chegados Marco Belinelli, com 11 pontos, e Trevor Ariza, com 10,8, estão indo bem) e conta com uma boa dupla de pivôs (David West recuperou seu bom basquete e soma 18,3 pontos e 6,5 rebotes, e Emeka Okafor parece, enfim, ter desencantado na NBA com 12,3 pontos, 8,3 rebotes, ótima defesa e incríveis 71% nos arremessos de quadra), mas o grande diferencial da equipe ainda é Chris Paul, o craque da armação.

Lesionado na temporada passada, o camisa 3 voltou com a corda toda. Segundo jogador mais eficiente da liga com 28,5 de média, ele tem 18,3 pontos de média (com 50,6% nos arremessos - sua melhor marca da carreira), e é o terceiro melhor em assistências (10,2) e o oitavo em roubadas (2,3) de toda a liga. Se não fosse o bastante, Paul ainda tem seis rebotes, melhor índice de sua carreira (e que supera até os 5,4 de Chris Bosh, por exemplo).

Nesta terça-feira os Hornets enfrentam os Clippers em casa para ratificar a boa fase da equipe de Monty Williams (em sua primeira temporada) e é óbvio que ainda é cedo demais para dizer que o New Orleans veio mesmo para ficar. O elenco é reduzido (do banco, apenas Willie Green e Jason Smith jogam mais de 15 minutos) e a tabela reserva duelos difíceis ainda em novembro (Portland e Dallas por exemplo), mas que é muito bom ver novamente Chris Paul armando o time em quadra, isso é. Que o recital do craque continue.

Muito prazer, Gabriel Aguirre

Da seleção Sub18 que conquistou a prata na Copa América nos EUA recentemente, um jogador me chamou a atenção em especial. Foi Gabriel Aguirre, valente ala-pivô de 2,08m. Filho do argentino Gustavo Aguirre, que chegou a jogar basquete por aqui em Palmeiras (SP), Vasco (RJ) e Franca (SP), Gabriel, nascido em São Paulo, jogou na Europa até o ano passado, quando voltou do Sevilla para atuar no Palmeiras, clube do seu coração (“Sinto-me à vontade lá porque é a minha casa. Tenho amigos e me relaciono muito bem com todos”). Por isso o Bala na Cesta decidiu entrevistar este educado e simpático atleta na seção Muito Prazer.

BALA NA CESTA: Por que você decidiu voltar da Europa para o Brasil, fazendo o caminho inverso do da maioria dos jovens?
GABRIEL AGUIRRE: Atuei no Palmeiras da categoria pré-mini até infanto-juvenil, quando fui para a Espanha em 2008. Fiquei duas temporadas no Cajasol (de Sevilha) e iria para o profissional, mas como não tenho passaporte comunitário e por ter optado pela seleção brasileira, não poderia atuar como espanhol selecionável. Como com a minha idade a experiência é pequena, seria muito difícil conseguir uma vaga de estrangeiro. Soube que o Palmeiras teria time adulto e achei interessante a possibilidade de jogar dois anos de juvenil e também atuar no grupo principal. Sobre meu tempo no Cajasol, foi uma experiência muito boa. Pude jogar vários campeonatos internacionais, como o Final Four juvenil da Euroliga, e conquistei um titulo inédito para o clube, o do L´Hospitalet, evento que reunia os melhores times e jogadores da Europa. Para se ter uma ideia, em todos os outros torneios o Cajasol jamais havia chegado às oitavas-de-final. Foi inesquecível para mim, até porque foi meu primeiro título. De todo modo, estou contente com a minha volta e espero continuar evoluindo.


-- Na semana passada vocês tiveram uma notícia no mínimo diferente. O Walter Roese não será o técnico de vocês na Sub19. Como isso bateu para você, e como foi aquele torneio em que vocês perderam na final para os EUA? Você ainda sonha com aquele duelo?
-- O Roese é um excelente técnico e tem o respeito muito grande do grupo. Foi uma surpresa para todos nós, mas ainda não há nada decidido. Aquele jogo foi inesquecível mesmo. O ginásio estava cheio e acreditando em uma vitória fácil do time americano. Por vários momentos a torcida ficou muda porque marcamos uma pressão e soubemos ler as fragilidades deles. Foi por pouco…

-- No torneio, consegui ver que sua parte técnica é boa mas a parte física precisa ser aprimorada. É por aí mesmo?
-- É exatamente por aí. Durante a temporada e jogando em duas categorias é difícil ter tempo para fazer treinamentos específicos, mas terminando os campeonatos eu pretendo focar na parte física e trabalhar força, agilidade e impulsão. O preparador físico da seleção irá me ajudar e pretendo melhorar neste quesito para o próximo ano.

-- Você tem pai argentino (na foto à direita) e jogou na Espanha. Em algum momento pensou em atuar por estas duas seleções? Pelo que seu pai conta e pelo que vê, como analisar a situação do basquete nos três países mencionados?
-- Nunca pensei em atuar pela Argentina ou pela Espanha. Sempre sonhei em jogar pela seleção brasileira, tenho orgulho de defender meu país e não me sentiria à vontade defendendo outra camisa. Na Espanha insistiram para que não atuasse pelo Brasil e assim ser espanhol selecionável. Se tivesse feito isso poderia estar na Europa até hoje – e com mais facilidade. Técnicos da argentina também disseram ao meu pai para eu me naturalizar, mas a vontade de defender meu país sempre esteve acima desses convites. Nunca pensei duas vezes antes de escolher a amarelinha (risos)! Sobre a situação do basquete destes centros que você cita, vejo o Brasil em uma incrível ascensão. A LNB está muito forte e no caminho certo, a Espanha continua muito forte (é a segunda melhor liga do mundo), mas está passando por uma forte crise no momento (os salários diminuíram muito e times faliram) e a Argentina para segue igual: não está crescendo mas ainda tem uma base muito forte e um padrão de jogo bem definido. Mas Sinceramente: lá (na Argentina) não há tantos jogadores talentosos como o Brasil nessa nova geração. Já os vencemos no Sub-18 e daqui para frente acho que vamos levar vantagem nos confrontos.

-- Por fim, um pouco de sonho: dentro de cinco anos, como você visualiza a sua carreira?
-- Quero continuar melhorando e evoluindo com muito esforço e trabalho. O tempo dirá em que patamar estarei daqui a cinco anos.

domingo, 7 de novembro de 2010

A próxima

A menina da foto ao lado é Brianna Turner, tem 14 anos, 1,84m, joga de ala-pivô e é tratada como uma jóia pela Temple High School, do Texas. No próximo dia 11, ela vestirá a camisa 20 para disputar uma partida colegial pela primeira vez. Mas ela parece não estar muito ansiosa para isso.

"Jogo basquete desde os cinco anos de idade e amo esse esporte. Não sei se terei muito problema em atuar numa partida colegial", conta Brianna ao Houston Chronicle.

Animada com os tênis novos e com a possibilidade de atuar ao lado das estrelas da equipe Amber Orrange e Fallon Smith, Turner está sendo observada por potências como Stanford, Duke e Texas. É bom anotar o nome da menina, porque em breve ela estará com as seleções de base norte-americanas.

Rodada 2 do NBB3

Três jogos pela segunda rodada do NBB3 neste domingo. Às 11h, o Vitória (ainda sem elenco definido no site da LNB) tenta se recuperar da derrota de semana passada recebendo o Paulistano. No mesmo horário, o Vila Velha recebe o Pinheiros, responsável pela surra dos capixabas.

Às 12h e com transmissão do Sportv, o Joinvile, dono de um dos melhores sites do país, tenta devolver a confiança de sua torcida após o revés contra Bauru diante de Assis. Deve ser um jogo bem razoável, principalmente porque será a estreia do armador Tony Stockman no NBB (ele já atuou pelo Paulista nesta quinta-feira, com 21 pontos em vitória contra Barueri).

E aí, o que será que acontece neste domingo pelo NBB? Comente na caixinha!

sábado, 6 de novembro de 2010

Alto-falante

"Ainda não consegui dimensionar a decisão que tomei, mas sei que não terá volta. Amo o basquete, mas há coisas mais importantes neste momento"

A frase é de Fabricio Oberto, pivô argentino que se aposentou na última quinta-feira. O jogador, um dos grandes da geração campeã olímpica em 2004, sentiu palpitações no coração e tonturas durante a partida contra os Bucks e decidiu que era hora de cuidar da saúde. Craque de bola, Oberto (que também tem títulos na NBA e na espanhola ACB com o Baskonia) deixará saudades em quadra.

Da Prancheta

200 - É o número de partidas de Marcelinho Huertas na Liga ACB espanhola. Neste domingo ele atingirá a marca contra o Valencia. Em seis temporadas, o armador tem médias de 8,4 pontos, três passes e 8,2 de eficiência, além do título da temporada passada e a liderança em assistências no atual campeonato. Em seu terceiro clube (DKV Joventut e Bilbao antes), Huertas é considerado o melhor de sua posição na melhor liga europeia. Legal, não?

Antes tarde

Acontece, na próxima terça-feira, em São Paulo, a coletiva de apresentação da Liga de Basquete Feminino do Brasil. A logo utilizada ao lado, aliás, vem do release enviado ontem.

Estarão presentes na coletiva o presidente da LBF (Marcio Cattaruzzi) e Carlos Nunes (CBB), o que prova, mais uma vez, que de independente a Liga não tem absolutamente nada.

O campeonato deve começar no dia 13 de novembro, e sinceramente espero que tenhamos alguma novidade em relação aos últimos Nacionais Femininos. Nem que seja um site novo, com informações diferentes - falar em crescimento técnico eu acredite que seja demasiado. E você, o que espera do torneio? Comente na caixinha!

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Alto-falante

"Nesta nova função, o olhar para o jogo é um pouco diferente do do técnico. Portanto, me preparei para desenvolver este trabalho, não exatamente com a visão do treinador, mas com a visão mais ampla, que vai além de ganhar ou perder"

A declaração é de Lula Ferreira, novo gerente técnico da Liga Nacional de Basquete. O ex-treinador tem experiência suficiente para resolver o maior problema do NBB: a falta de qualidade técnica de quase todas as equipes. Será que ele consegue? E mais: como ele conseguirá?

Um tiro, dois acertos

Li no site da CBB que mais uma vez Rubén Magnano estará acompanhando um torneio de base - desta vez será no Brasileiro Sub19 da Região Centro-Oeste que acontece em Goiânia. Na última quarta-feira, aliás, o argentino esteve em São Paulo para ver Paulistano e Palmeiras.

Mais uma vez a entidade acerta, e acerta duas vezes com apenas um ato: uma ao mostrar quão importante é ter um técnico de seleção de forma permanente e outra quando envia o treinador para acompanhar os meninos pelo país afora. Ponto para a Confederação nessa.

O que a gente espera, a partir de agora, é que isso se torne uma constate também para o basquete feminino, mas antes, claro, é preciso definir o nome do próximo comandante. Que Hortência tome a sua decisão de forma rápida - e sábia.
Hoje o Bala na Cesta volta com o Basquete é Cultura, seção cultural do blog. Mas hoje temos uma novidade aqui. A partir desta sexta-feira, falarei, também, dos livros e filmes esportivos que vi, e conto com as sugestões e ideias de vocês. Andre Agassi para começar!

Basquete é Cultura: Agassi

“Eu odeio tênis”. É com essa frase que Andre Agassi começa a sua arrebatadora autobiografia (“Agassi”, lançada este ano pela Editora Globo). Nas 400 páginas, o norte-americano conta muito sobre como sofreu nas mãos de seu pai (o iraniano que disputou o boxe olímpico em 1948), que simplesmente obrigou-o a ser um tenista (há casos semelhantes no basquete, não?), como o fato de “odiar” tênis o fizeram um tenista pior, da rivalidade com Pete Sampras, do seu envolvimento com drogas e de seus quase sempre agitados relacionamentos amorosos (até conhecer Stefanie Graff, claro).

O que chama a atenção no livro não é exatamente o fato de ser uma autobiografia de um jogador que sempre foi polêmico, mas sim a forma como tudo é colocado no papel. Sem o menor pudor, Agassi critica as atitudes quase sempre ditatoriais de seu pai, relata seus eternos problemas com a escola (ele não chegou a completar o segundo grau), conta passagens inacreditáveis do mundo do tênis (exemplo: em uma final de Roland Garros, o cara se concentrou mais em sua peruca no que no jogo do equatoriano Andrés Gomez – e perdeu, claro), do brilhante trabalho da sua fundação e sobre como precisou se reinventar após cair no ranking ou devido aos milhares de problemas físicos.

Não dá para decifrar se o livro é mais um desabafo ou um aviso às próximas gerações que entram nesse negócio chamado esporte (negócio em que o controle psicológico parece cada vez mais importante que a bagagem técnica), mas o fato é que eu terminei a obra com a nítida sensação de que aquele cara que tanto admirava simplesmente divertiu milhares de fãs durante 21 anos enquanto sofria horrores para estar ali. Cruel, não?

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Foto do leitor - Jalber Rodrigues

No embalo do Ponte Aérea que estreou aqui ontem no Bala na Cesta, o incansável Jalber Rodrigues, que comanda o Assistência, projeto de basquete em Cataguases (MG), envia uma foto em que suas atletas posam com Raulzinho, do Minas. Fica o registro.

Tem foto legal de basquete? Então manda para fabio.balassiano@gmail.com que o blog publica.

Para superar John Stockton

Muito se tem comentado sobre o absurdo volume de assistências de Rajon Rondo neste começo de temporada da NBA. Ontem o jogador do Boston terminou com 15 na vitória dos Celtics sobre os Bucks por 105-102 - no Twitter, João Coelho e Arthur Malaspina ganharam a "aposta" entre os seguidores do @balanacesta.

Fui pesquisar, e os números de Rondo são realmente parecidos com os de John Stockton, armador que mais passes deu a companheiros (15.806) e com a melhor média em uma temporada (14,5 em 1989-1990). Por mais que seja cedo demais (cinco partidas), resolvi fazer o teste. Comparei os passes de Rondo com os do melhor ano de Stockton em assistências. Vamos lá.

Nos primeiros cinco jogos de 1989-1990, Stockton deu 81 assistências, média de 16,2 (neste período, sua melhor marca foi justamente na estreia contra o Denver - 19). Naquela temporada, em apenas oito de seus 78 jogos o armador do Utah Jazz não teve mais de dez assistências. Incrível, não?

Nos cinco primeiros jogos da atual temporada, Rondo (82 passes ao todo) tem média de 16,4 assistências por jogo (13% a mais que o recorde da liga), e seu recorde de 24 passes é realmente excepcional (a melhor marca de Stockton foi 28 contra o San Antonio em 1991). Das cinco partidas, em apenas uma ele não chegou ao dígito duplo em passes.

E aí, será que Rondo mantém o ritmo e bate a marca de Stockton ao final desta temporada? Opiniões na caixinha!

A gestora Paula

Maria Paula Gonçalves acaba de assumir mais um ousado projeto em sua brilhante carreira. É a nova gestora do fundo criado pela Petrobras para apoiar modalidades menos favorecidas. O Bala na Cesta foi conversar com ela, e se o papo não ficou à altura de Magic Paula, eu peço perdão por não ter a magia da ex-atleta.

BALA NA CESTA: Você acaba de assumir um projeto ousado da Petrobras. Será uma das gestoras de esportes não muito favorecidos em seus orçamentos (remo, tae kwon do, esgrima, levantamento de peso e boxe). O abismo que você encontrou foi maior do que esperava, e qual será o seu método de trabalho com estas modalidades?
PAULA: Não encontrei nenhum abismo, mas sim a realidade de cada modalidade, sem surpresa alguma. Encontrei presidentes e dirigentes com fortes ideiais e disposição para trabalhar, e ansiosos pela melhoria da modalidade.

-- Quando você começou a analisar estes esportes, chegou a ficar chocada com as dificuldades que teria, ou já esperava? Fazendo uma comparação com o basquete, o nível de, digamos, profissionalismo que há, hoje, na CBB está acima ou abaixo do esperado?
-- Em nenhum momento fiquei chocada. Não tenho como fazer comparações. O importante é que não podemos olhar pra trás. O objetivo é o futuro e devemos principalmente assegurar boas condições a serem oferecidas aos atletas.

-- Muita gente gostaria que você voltasse ao basquete, o esporte que o projetou mas que há quase dez anos não lhe vê "dando as caras". Por que você não volta, e o que a motivaria a voltar? -- Na condição de pós-atleta, dei sequência aos meus estudos e me especializei em gestão esportiva. Sou uma gestora profissional. Estou qualificada para trabalhar em todas as manifestações desportivas: participação, educação e rendimento. O convite para assum
ir este desafio estava totalmente alinhado e sintonizado com o que acredito: o apoio integral ao atleta.

-- O que você achou do Mundial feminino da República Tcheca? Depois da competição, muito se falou sobre o trabalho de um psicólogo com a equipe, e queria saber a sua opinião a respeito do tema.
-- Acompanhei e torci pelo sucesso da Seleção Brasileira. Quanto ao trabalho de profissionais multidisciplinares, em se tratando de seleção brasileira de basquete, só a CBB pode responder. Sempre acreditei na importância deste profissional, e dentro do projeto da Petrobras este atendimento está contemplado.

-- Pelo que você tem visto, como você avalia o trabalho da Hortência à frente do basquete feminino brasileiro? Esperava mais ou está dentro do previsto?
-- Torço pelo seu sucesso da Hortência e das meninas.

-- Por fim, uma provocação: é sintomático que grandes nomes da modalidade, como você, Wlamir, Oscar e Maria Helena Cardoso, estejam alijados do processo de reconstrução do basquete brasileiro, ou você enxerga apenas como coincidência? Como fazer com que vocês voltem a contribuir com o esporte?
-- Acredito que tudo tem o seu tempo.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Mais do Shaq

Depois de ter colocado o vídeo de Shaq imitando Beyoncé em seu carro, recebi muitas mensagens sobre outras peripércias do pivô. Separei uma, bem divertida, em que ele, Shaquille O'Neal, se apresenta ao lado do cantor Justin Bieber, levando a platéia e seus filhos à loucura. Clique abaixo e veja o vídeo completo - repare que na camisa que Shaq veste há a frase "o melhor pai do mundo". Figuraça o gigante!

Uma peça para um grande time

Na segunda-feira, o Chicago Bulls derrotou o Portland em casa por 110-98. Melhor do que vencer o bom time de Oregon é saber como a vitória veio: através dos 40 pontos de Luol Deng (foto), recorde pessoal do ala.

Com a chegada de Carlos Boozer (ainda lesionado) e o crescimento deste ótimo Derrick Rose, ficou claro que o Chicago precisaria de alternativas seguras para os chutes longos. No desespero após fracassar na contratação de Dwyane Wade e LeBron James, os Bulls fecharam com Kyle Kover (afe!) e Ronnie Brewer (afe, afe!) - e ambos não resolverão o problema. A questão, agora, é saber se Deng pode fazer este papel, o de ser uma "fonte segura" de pontos quando Rose ou Boozer estiverem muito bem marcados.

Pode ser que este seja um texto otimista demais para quem jamais brilhou muitíssimo em sua carreira de seis anos na NBA, mas Luol Deng é jovem e tem boa técnica. Quem sabe ele não é a terceira via ofensiva que o Chicago tanto precisa para se tornar um grande time. Caso Deng consiga, os Bulls passam de coadjuvantes a reais candidatos no Leste.

Começa, nesta quarta-feira, uma nova seção aqui no Bala na Cesta. O Ponte Aérea coloca dois profissionais do basquete para se entrevistarem. Na estreia, Marcelinho Huertas e Raulzinho estarão por aqui. O armador titular da seleção brasileira pergunta às questões da revelação do Minas, que tira as dúvidas da fera do Caja Laboral. Espero que vocês gostem.

Ponte Aérea - Huertas & Raulzinho

Para estrear o Ponte Aérea, nada melhor do que trazer dois ótimos armadores do país. O já reconhecido Marcelinho Huertas, destaque do Caja Laboral (Espanha), e Raulzinho, revelação do Minas e presença certa no Mundial Sub19 da Letônia em 2011. Ambos estiveram no Mundial adulto da Turquia recentemente, e agora trocam figurinhas no Bala na Cesta.

RAULZINHO: Gostaria de saber qual foi a decisão mais difícil na sua carreira e por quê?
HUERTAS: A vida de um jogador é cheia de tomada de decisões fora das quadras. Agentes, contratos, ofertas de equipes, entre outras coisas. No meu caso, talvez, a mais difícil tenha sido optar por vir a Europa e tentar a "sorte" ganhando bem menos do que ganharia no Brasil. Na época que vim, não sabia o que poderia acontecer. Tenho certeza que todas as decisões extra-quadra são muito mais difíceis de serem tomadas do que aquelas que tomamos em um jogo.

RAULZINHO: Você é um armador muito inteligente e lê muito bem o jogo. Em qual lugar e em qual momento da sua carreira você mais aprimorou isso?
HUERTAS: Em Badalona (no DKV Joventut) tive a oportunidade de trabalhar com um grande técnico, o Aíto García Reneses, e jogadores que me ajudaram muito em relação à leitura de jogo, principalmente em situações de Pick and Roll (P&R). Posso citar o nome do (agora aposentado norte-americano) Elmer Bennett como o jogador que talvez tenha mais me ajudado. Nos anos seguintes fui aprimorando, não só treinando, mas também tentando aprender ao assistir a outros armadores. Posso citar Pablo Prigioni, Theo Papaloukas, Dimitris Diamantidis, Ricky Rubio, Steve Nash, entre outros.

RAULZINHO: Como é sua preparação para os jogos, e o que passa na sua cabeça antes de um importante?
HUERTAS: Cada equipe adversária tem um estilo de jogo - e de defesa também. Assistimos como defendem cada situação de P&R lateral e central, e quais as possibilidades de serem atacados. Tento visualizar situações possíveis, apesar de saber que na hora podem mudar a estratégia. De todo modo, é bom para estar já mentalizando antes de começar o jogo. Em relação à defesa, após ver o scouting do time adversário, tento imaginar as mesmas situações, tanto individuais de cada jogador (se infiltra mais pela direita ou esquerda, se arremessa ou infiltra melhor, como joga em situações de P&R, rotação, troca em relação às jogadas do time adversário), isso tudo.

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HUERTAS: Como você controla toda essa pressão que a mídia e as pessoas de modo geral colocam em cima de você por ser uma estrela ascendente?
RAULZINHO: É muito difícil controlar isso, e muitas vezes me atrapalha. Mas tenho a ajuda principalmente do meu pai, que está sempre me falando e me ajudando com dicas em relação a isso. Todo atleta tem que saber lidar com isso se um dia quer ser de alto nível.

HUERTAS: O que você achou da experiência de ter participado de um Mundial tão jovem? O que levou de positivo desse primeiro ano com a seleção principal?
RAULZINHO: Participar de um Mundial é um sonho de todo atleta, e foi uma experiência importante para todos independente da idade. Para mim foi muito importante, uma experiência que me deixa mais preparado para o que pode vir pela frente na minha carreira. Muitas coisas positivas eu levei desse meu primeiro ano na seleção, mas o ambiente do grupo foi a coisa mais positiva para mim.

HUERTAS: Qual a influência que seu pai teve no seu progresso como jogador, tendo em conta que foi armador também? Você se espelhou nele ao vê-lo jogar quando era pequeno?
RAULZINHO: A influência do meu pai foi muito grande, pois desde pequeno tenho o contato com o basquete por sua causa. Acho que isso ajudou bastante a me dar bem com a bola. A modalidade sempre esteve na minha vida, e isso foi muito graças ao meu pai. Não lembro muito dele jogando, pois quando comecei e entender mesmo de basquete ele já estava parando. Mas seus conselhos dentro e fora de quadra sempre me ajudaram. Tento me espelhar em sua dedicação, pois, pelo que todos falam, ele treinava.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Livre

O recorde de assistências na Liga ACB espanhola pertence ao argentino Pepe Sanchez, com 14 (registrado em 2006-2007), mas Marcelinho Huertas quase chegou lá. Com 13, o brasileiro deu um show absoluto na vitória do Caja Laboral sobre o Fuenlabrada por 90-81 neste final de semana e se firmou como o líder em passes da temporada com 6,8 de média.

Já escrevi aqui que Huertas, que estará no Bala na Cesta na estreia da nova seção do blog, é, disparado o maior armador brasileiro dos últimos 20 anos, e seu futuro pode ser ainda mais brilhante jogando, e liderando, o Caja Laboral.

Se melhorar o seu arremeesso de longa distância e ganhar velocidade para deter os arranques dos armadores adversários, Huertas se tornará ainda mais perigoso. Como está, já é um maestro que rege com sabedoria a sua equipe.

Splitter em quadra

Enfim Tiago Splitter estreou na NBA. Não consegui ver o jogo, mas o Rodrigo, lá no Rebote, não só assistiu, mas também fez uma radiografia extensa da primeira partida do brasileiro pelos Spurs (vitória por 97-88 sobre os Clippers na madrugada desta terça-feira).

Splitter atuou por dez minutos, teve dois pontos (uma bela enterrada), pegou dois rebotes, roubou uma bola e cometeu um erro. Agora é esperar pelo próximo desafio do San Antonio, nesta quarta-feira contra os Suns, em Phoenix, para saber quantos minutos mais dará Gregg Popovich ao brasileiro. Será que no sábado, diante do Houston, o brasileiro ganha a posição de titular? Vote na caixinha e veja o vídeo da enterrada abaixo!

Shaq em dia de Beyoncé

Virou sucesso no Youtube o vídeo em que Shaquille O'Neal aparece vestido de mulher dublando a canção Sweet Dreams, de Beyoncé. E não é pra menos. É tudo muito engraçado (desde a "maquiagem", passando pelos gestos, e culminando com a esposa de Shaq, que também entra na brincadeira).

Depois de ser estátua no metrô de Boston, Shaq quis brincar no Hallowen norte-americano. Ficou legal, e coloco o vídeo abaixo. O pivô é, hoje, o maior "figura" do basquete mundial ao meu ver.


segunda-feira, 1 de novembro de 2010

A estreia de Tiago Splitter

Deve acontecer hoje a estreia de Tiago Splitter com a camisa do San Antonio Spurs. Na Califórnia, às 00h30 de terça-feira, o brasileiro deve ficar no banco de reservas dos texanos no duelo desta noite contra os Clippers. De acordo com Gregg Popovich, técnico da equipe, ele está pronto e há boas chances de entrar na partida.

O adversário pode até ser fácil, mas Tiago terá uma pedreira no garrafão adversário. Estarão por lá Blake Griffin e Chris Kaman, além do razoável DeAndre Jordan.

Boa sorte para Tiago nessa possível estreia, e que o rastro de lesões tenha ficado para trás. Tentarei acompanhar o duelo, e quem tiver Twitter pode me encontrar por lá durante o jogo.

A liga dos armadores

Pode ser que seja cedo para falar, mas o que os armadores da NBA têm feito neste começo de temporada é inacreditável. De Rajon Rondo a Jason Kidd, passando por Russell Westbrook e Derrick Rose, os comandantes de suas equipes têm roubado a cena. No Rebote, Rodrigo Alves também escreveu sobre isso.

Rondo, do Boston, é o líder nos passes com anormais 16,7 de média e uma partida com 24 assistências (número "razoável", né?). No último sábado, Derrick Rose, dos Bulls, fez o ginásio do Chicago tremer ao comandar a reação contra o Detroit anotando 39 pontos, sete assistências e seis rebotes. Também no sábado, o animado Brandon Jennings obteve o primeiro triplo-duplo de sua carreira na vitória dos Bucks sobre os Bobcats com 20 pontos, 10 rebotes e 10 passes. Na mesma noite, aliás, Chris Paul liderou os até então invictos Hornets (3-0) com 25 pontos e sete rebotes contra os Spurs no Texas.

Além dos que citei, há Kidd, Westbrook, Devin Harris, Monta Ellis e até o calouro John Wall, formando, assim, uma turma de armadores como há muito não se via na NBA. Será o começo de uma revolução dos baixinhos na NBA?

Bebê vai bem - mas quem o vê?

Lucas Bebê vai indo bem em sua temporada na Espanha. Com médias de 10 pontos, 8,7 rebotes e 2,3 tocos (nas últimas três rodadas os números crescem para 14,6 + 9,3), a maior revelação do basquete brasileiro vai crescendo, mas fica a pergunta: como será que a CBB está monitorando a sua jóia?

Ainda sem definição de técnico para o Mundial Sub-19 que acontece na Letônia em 2011 (quem deve assumir é Fernando Duró, assistente de Rubén Magnano na seleção adulta - Demétrius, pasmem vocês, está cotado para ser seu auxiliar), seria absolutamente fundamental que a Confederação acompanhasse de perto o desempenho de seus jovens valores. Se fica "fácil" saber como andam Raulzinho no NBB e Gabriel Aguirre no Paulista, não é tão simples assim a análise dos desempenhos de Bebê e outros meninos que atuam fora do país. Basear-se em estatística é pouco.

Mais importante do que o torneio de 2011 é saber como as novas peças do basquete brasileiro estão sendo trabalhadas. A viagem que Rubén Magnano fez para conversar com os brazucas que atuam fora deveria ser estendida também para o contato com os jovens. O problema é saber quem faria isso. O próprio Magnano? Não sei, mas alguém precisa ir lá e conferir os rapazes.

domingo, 31 de outubro de 2010

Alto-falante

“Estou em um ponto da minha carreira em fisicamente e mentalmente me sinto pronto para jogar, e é o quero fazer. Se não podia ser na NBA, paciência, o que eu quero é jogar basquete. Na verdade, tudo se reduzia a se sentir desejado, amado, querido por alguém. Acho que isso é o mais importante: que você se sinta querido”

A frase é de Allen Iverson, ao falar sobre a sua ida para o turco Besiktas. O armador tem previsão de estreia para o dia 20 de novembro. Que o craque seja feliz em terras europeias.

Pouco animador

Não parece ter começado bem o NBB3. Em menos de 24h, tivemos os seguintes acontecimentos:

1) Desabamento do teto do ginásio de Araraquara, que teve que levar seu jogo contra o Minas para Limeira.
2) O Pinheiros foi até Vitória e aplicou a maior sova da história do NBB (109-56). O time capixaba entrou em quadra com apenas seis jogadores.
3) Na sexta-feira, na abertura da competição, São José estava absolutamente morto após jogar duas partidas em menos de 24h.
4) Falando do site, que é pesado e lento pacas, as estatísticas continuam ilegíveis. É impossível descobrir quantos pontos, rebotes e assistências um jogador obteve em menos de cinco minutos.

Aí ficam algumas perguntas:
1) Não há qualquer vistoria por parte do pessoal da LNB nos ginásios em que haverá partidas do NBB?
2) Qual foi o motivo pelo qual o Vitória entrou na competição? Não foi pelo princípio técnicos, certo?
3) Se o nível técnico do NBB já é ruim, o que os organizadores esperavam quando uma equipe atuasse com tão pouco descanso assim? Será que não poderia haver nenhum acordo entre Federações, que organizam os estaduais, e a Liga?
4) Será que é tão complicado colocar, na mesma tela e sem que eu precise mexer no mouse, todos os números do jogador?

Começo pouco animador do NBB3, não? Espero, sinceramente, que melhore, porque se nem a parte organizacional for boa, aí sim será um péssimo sinal - visto que a parte técnica continua igual, ou seja, ruim.

sábado, 30 de outubro de 2010

Quem é você, 77?

A fatídica partida entre Pinheiros e Vitória pela estreia do NBB (triunfo dos paulistanos por 109-56 na casa dos capixabas) teve, entre várias coisas, um lance inusitado na estatística. O camisa 77 de Vitória aparece como "Sem Nome", lembrando coisas que eu só tinha visto em Nacionais femininos da CBB (clique aqui e aqui). Veja abaixo.

O pior é que no site da LNB não é nem possível ver o nome dos atletas do Vitória (clique aqui). Incrível, não? Se alguém souber quem é o 77, é só avisar.

Alto-falante

"Sabe o que é? Durante as férias ouvimos calados tudo o que o pessoal do Orlando disse, e não foi muito satisfatório. Não estou aliviado, porque sei que é uma longa jornada, mas é bom eles saberem quem nós somos. Nos encontraremos mais à frente do campeonato"

A frase é de LeBron James, que fala sobre a já quente rivalidade contra o Orlando Magic. LeBron está, com razão, irritado com as declarações de Otis Smith (diretor-geral) e Stan Van Gundy (técnico) sobre a sua transferência para os Heat. Ambos falaram demais, e ontem pagaram na quadra. O Miami deu um baile no Orlando.

Apenas o começo?

No ano passado, o New Jersey Nets abriu a temporada com 18 derrotas consecutivas - um desastre retumbante. Com novo proprietário, a franquia contratou o ótimo técnico Avery Johnson e parece não querer repetir o vexame após duas vitórias em duas partidas. Apesar dos 26 erros, venceu ontem o Sacramento Kings por 106-100 (17-3 nos últimos quatro minutos do duelo) com mais uma ótima atuação da dupla formada por Brook Lopez (29 pontos e seis rebotes) e Devin Harris (21 pontos e dez passes), além de 32 pontos do banco de reservas.

Pode ser apenas o começo da temporada, mas é um baita alento para o sofrido torcedor do New Jersey. Com o calouro Derrick Favors entrando nos eixos (10 pontos e sete rebotes nesta sexta-feira), Lopez (foto) se firmando como um pivô de elite e com a maturidade de Devin Harris, é bem capaz de os Nets conseguirem ao menos não fazer muito feito já nesta temporada.

Agora, se quiser brigar por algo, o time pode medir o seu potencial contra adversários de nível - e todos do Leste. Até o próximo sábado, os Nets enfrentam Heat, Bobcats e Magic. O primeiro desafio é o Miami, também em casa, neste domingo. Nova vitória enche os comandados de Johnson de confiança.

Imagine com ritmo

Miami Heat e Brasília deram uma boa noção ao público de como chegarão ao final de suas temporadas na NBA e no NBB3. Enquanto o primeiro simplesmente destruiu o Orlando por 96-70 com 26 pontos de Dwyane Wade (foto), o segundo atropelou São José fora de casa com 78-63.

Por Brasília, quem comandou o show contra a cansada-e-errática defesa de São José foi Nezinho (foto à direita), que teve 31 pontos e uma incrível marcação sobre o cada vez mais confuso Fúlvio (cadê o jogo dele?). Apesar dos momentos de irregularidade psicológica, o time foi muito bem para quem estava sem ritmo nenhum.

No clássico da Flórida, fiquei bastante impressionado com os ajustes que o Miami fez no intervalo para destroçar o Orlando com 28-10 no terceiro período. Com uma boa defesa no garrafão e contando com os erros dos Magic do perímetro (4/24 ao todo), LeBron James mostrou-se bem mais adaptado aos seus novos companheiros, passou a bola com correção (sete assistências), errou menos (3) e viu Dwyane Wade alucinar Quentin Richardson no ataque.

Miami e Brasília são dois dos grandes favoritos ao título em suas competições, e eu só fico imaginando como eles serão com ritmo de jogo. A curva de crescimento é que determinará se ambos terminarão com o caneco. Sem comparar os dois times (por favor, hein!), fica claro que talento eles têm.

Da Prancheta

24 - Foram as assistências de Rajon Rondo (maior marca de sua carreira) na vitória do seu time, o Boston Celtics, sobre o New York Knicks por 105-101 nesta sexta-feira. O excelente armador ainda teve 10 pontos e 10 rebotes e chegou ao triplo-duplo.

Rondo ficou a apenas quatro do recorde da franquia (28, de Bob Cousy) e mantém a absurda média de 16,7 assistências em três jogos nesta temporada. Joga muito o garoto, hein!

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Alto-falante

"Se eu não fizer nada agora, eu nunca farei alguma coisa a respeito. Sinto que o tempo de tomar uma decisão sobre ficar ou sair é agora. Nada contra ninguém, mas acho que é hora de mudar"

A frase é de Carmelo Anthony, declinando, desde já, a oferta de renovação de salário do Denver Nuggets. Para mim está mais do que claro: Carmelo quer sair do Colorado, e quer sair logo. Se não for até março, ele muda de cida na próxima temporada.