No dia 1º de setembro, Brasil e Eslovênia, quarta colocada no Eurobasket do ano passado, se encontram em Istambul para um importante duelo no Mundial. Lá, a seleção de Anderson, Splitter, Huertas e companhia encontrará um time que joga de forma cadenciada e que conta com armas conhecidas do basquete mundial (Lakovic, os dois Lorbek, Beno Udrih, Nachbar, Vujacic e Nesterovic). Além deles, há Matjaž Smodiš, estupendo defensor do CSKA (Rússia) de 30 anos que se recupera de uma grave lesão nas costas e é presença certa com os eslovenos na Turquia. O blog procurou o ala, tricampeão da Euroliga (duas pelo clube russo, outra pelo Kinder, da Itália – em todas sob o comando de Ettore Messina), e o resultado do papo você confere agora.
BALA NA CESTA: Como está sendo a sua temporada com o CSKA? Desde o ano passado você tem tido muitas contusões, e parece que só agora se recuperou por completo, certo?MATJAZ SMODIS: Sim, é verdade. Agora estou em perfeitas condições, pois fiz uma cirurgia na coluna após um jogo em Israel em outubro último. Estamos classificados para a segunda parte da Euroliga, e tenho fé que poderei jogar meu melhor basquete. Sobre a temporada em si, houve muitas mudanças (de jogadores e na comissão técnica), mas seguimos competindo com todos e sabemos do nosso potencial lá na frente.
-- Falando sobre o Mundial, o que você, como esloveno, achou do sorteio? Brasil e Croácia serão rivais muito difíceis na chave inicial, certo? E sobre o torneio de um modo geral, qual a expectativa?

-- Acho que temos o melhor maior favorito em nossa chave (os EUA). De resto, acho que podemos jogar de igual para igual com todo mundo, inclusive com as duas seleções que você citou. Sobre o torneio em si, esperamos ir bem mais longe na competição do que em 2006 (os eslovenos chegaram em nono no Japão). Se jogarmos concentrados e da maneira que sabemos, podemos alcançar o segundo lugar da chave.
-- E o que você poderia dizer sobre o time brasileiro? Na Europa há alguns anos, acho que você já enfrentou alguns deles muitas vezes, não? Giovannoni, Splitter, Huertas...
-- Ah, sim, os brasileiros eu conheço bem e faz tempo. O time de vocês é muito, muito bom, e é a segunda força do nosso grupo. Acho que aquele processo de renovação já passou, e agora o elenco é experiente, talentoso e creio que irá muito longe no Mundial. Faremos um grande duelo, pode esperar.
-- Durante o Eurobasket, seu time não jogou com atletas da NBA (Sasha Vujacic e Rasho Nesterovic, por exemplo). Dá para dizer que devido a este fato o estilo esloveno que vimos na Polônia é o mais “europeu” dos basquetes, ou foi apenas coincidência?-- Sinceramente eu acho que foi coincidência. Sempre jogamos assim – com atletas da NBA ou não. Temos um estilo, que é nosso, e seguimos com ele independente do elenco que vestir a camisa da seleção. Tenho certeza de que com os dois jogadores que você citou seremos ainda mais fortes. Em um Mundial, quanto mais armas você tiver, melhor. Não faz a menor diferença de onde elas venham, desde que venham para somar...

-- No dia 1º de setembro, Brasil e Eslovênia se encontrarão em Istambul. O que esperar do confronto?
-- Só digo uma coisa para você: jogos desse nível são decididos nos detalhes, detalhes e mais detalhes. É isso que, no final das contas, decide. Portanto, temos que tomar cuidado e estarmos atentos desde já.



























Quatro títulos da Euroliga (dois pelo Bologna, dois pelo CSKA Moscou) levaram Ettore Messina ao maior desafio de sua carreira. Aos 50 anos, o italiano agora comanda um Real Madrid que tem um objetivo “simples”: voltar a dominar a Europa como não acontece desde as décadas de 60 e 70. Por isso o clube merengue foi ao mercado, trouxe dez reforços e aquele que melhor sabe cuidar de jogadores no continente: ele mesmo, Messina, talvez o técnico mais estudioso, dedicado e obcecado por treinamentos que exista (“talento, trabalho e coração” foram as suas primeiras palavras na coletiva de apresentação). Nesta entrevista, ele fala sobre o começo no Madrid, das diferenças entre o basquete espanhol e os outros que já dirigiu e sobre as expectativas para a temporada.







Voltei ontem de viagem, mas logo que cheguei passei pelos sites para ver o que havia perdido (não vi nada sobre NBA ainda, a não ser o meu Fantasy). Vamos lá aos links, com comentários.







