quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Alto-Falante

"O basquete brasileiro começou a viver um cenário de muita divergência a partir de 2005, quando as dificuldades financeiras motivaram uma divisão política que representou um grande retrocesso no desenvolvimento da modalidade. Algumas iniciativas foram tomadas, mas nada foi ficando de um ano para o outro. A divisão de forças mostrou que só com união e diálogo poderia ser construído algo sólido para o basquete. Acredito que partir de 2009 com realização da LNB, campeonato nacional com todos os clubes e o aval da CBB, possamos reencontrar o caminho do desenvolvimento"

"Com relação à seleção brasileira, todo trabalho realizado passou a ser julgado exclusivamente a partir da conquista da vaga olímpica. No cenário atual do basquete mundial, a classificação de apenas 12 países para a Olimpíada claramente deixa de fora grandes forças da modalidade, que conta com 16 a 18 seleções de alto nível em todo mundo. (...) O fator da não classificação do Brasil é o fato de ter muitos países fortes, e o Brasil é um deles, para poucas vagas".

As declarações são de Lula Ferreira, ex-técnico da seleção brasileira masculina, em boa entrevista ao site Sportmania.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

O fantasma de Toronto

E não é que o site da NBA deu mais uma bola fora? Na noite de ontem acompanhava o desempenho de Kevin Garnett, ansioso por uma reação do meu fantasy (estou em último!), vi o time do Toronto com um vazio. Mas não um vazio qualquer. Era o número 5, Willie Solomon, que, coitado, foi solenemente ignorado pelo tempo-real da liga americana.
Mancada, hein...

Dwyane Wade em temporada de gala

Com exceção da temporada de estréia, Dwyane Wade nunca jogou tão pouco (35 minutos). Sua média de pontos (26,2) não é a melhor da carreira. Seu aproveitamento de arremessos o coloca em 46º da liga no quesito. Das nove bolas de três pontos tentadas, nenhuma caiu. Você, amigo leitor, sabe o que isso quer dizer? Que Dwyane Wade é, talvez ao lado de LeBron e Chris Paul, o melhor jogador da liga até o momento. Não por esses motivos, claro.

Sem a ajuda de Shawn Marion (10 pontos e oito rebotes), o ala tem se desdobrado para manter a campanha do Miami no "positivo" (4-3 até aqui): ele vem de três partidas com mais de 30 pontos e na segunda-feira anotou 19 no último período para comandar a reação contra o New Jersey. Com bons calouros (Chalmers e Beasley) e carregadores de piano (Diawara e Haslem), Wade tem as melhores médias da carreira em assistências (8,0), rebotes (6,5), bloqueios (1,7), roubadas (2,7) e eficiência (28,7, o quinto da liga). Além disso, seus erros caíram em relação aos dois últimos anos.

Hoje contra o Portland o craque tentará manter o time nos trilhos - o elenco é o que mais rouba bolas na competição, o quarto que menos erra e o que possui a nona defesa menos vazada. Contra um adversário também renovado e em busca da mesma afirmação que o seu Miami Heat, Wade quer continuar a sua temporada de gala. É bom não duvidar.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Sem deixar dúvidas

Americana não tinha um jogo na TV desde 19 de janeiro de 2005, quando perdeu o quarto jogo e a final para Ourinhos. Três anos de passaram, os dois times voltaram a se enfrentar pela liderança da fase de classificação do Nacional nesta noite, mas o resultado foi o mesmo: 91-64 para as atuais tetracampeãs, e com um absurdo 115-45 em eficiência.

Americana esteve muito mal na defesa (induziu o adversário a apenas sete erros e viu Micaela marcar 14 de seus 18 pontos em contra-ataque), e mostrou uma lentidão anormal no sistema ofensivo (16 desperdícios). Aí Ourinhos fez a festa. Gattei (foto) comandou as ações nos passes (foram seis), e quatro jogadoras pontuaram em dígitos duplos. O time de Urubatan, aliás, deu 22 assistências para 36 arremessos convertidos - ótima média.

Se repetir o alto nível da performance desta noite, quando chegou a liderar por 31 pontos, será difícil tirar o quinto título de Ourinhos.

Toni Chakmati é o autor

O site "Hora de Reconstruir", trazido à tona pelo Rodrigo, lá do Rebote, parece querer fazer mistério, mas seu autor é mesmo Antonio Chakmati, presidente da Federação Paulista e candidato de oposição na eleição de 2009 na CBB. A confirmação de seu nome chegou através de email de uma fonte.

Aliás, a caixinha também registra a saída de Carlos Nunes, presidente da Federação Gaúcha e assessor da presidência da CBB, de seu cargo na entidade máxima do basquete brasileiro. Nunes sempre foi o maior articulador político da atual gestão, e seu nome em uma futura chapa (quem sabe própria) merece ser olhado com atenção.

E aí, ansioso com a eleição da CBB? Você votaria em quem?

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Da Prancheta

20,2 - Esta é, na média, a diferença de pontos das cinco vitórias dos Lakers na competição. A última veio na noite de ontem, quando os comandados de Phil Jackson perdiam por 16 pontos no começo do segundo quarto e terminaram vencendo por 29. Crédito para Trevor Ariza (foto), brilhante na marcação a Ron Artest e Tracy McGrady (a dupla terminou com 3-22 nos arremessos) e Pau Gasol (20 pontos e 15 rebotes em cima de um frágil Luis Scola).

Maturidade precoce

Apenas dois times ainda permanecem sem derrota na NBA: o Lakers, tema de post aqui semana passada, e o Atlanta Hawks, que mesmo sem Josh Smith (lesionado) bateu o Oklahoma Thunder por 89-85, com 25 pontos e quatro roubadas de Joe Johnson (foto).

Por isso vale tentar projetar até onde o time pode ir. Sem Josh Childress o elenco perde em versatilidade, mas ao mesmo tempo a franquia se reforçou com Maurice Evans (útil na marcação) e Ronald Murray (ontem foram 14 pontos). Some-se a isso as evoluções de Al Horford e Marvin Williams, e temos um dos mais jovens e promissores elencos da liga.

A questão é: será que o jovem Atlanta, aparentemente maduro, tem fôlego para repetir a dose e avançar aos playoffs, já que Miami, Knicks e Sixers estão mais fortes? Quarta-feira o time enfrenta os Celtics em Boston, time que o eliminou no mata-mata da última temporada (sétimo jogo). Pode ser um bom parâmetro.

domingo, 9 de novembro de 2008

A primeira derrota de Americana

Não há mais invicto no Nacional Feminino. Com grandes atuações de Silvia Gustavo (foto), que teve 24 pontos e cinco rebotes, e Palmira, com 22 pontos e cinco assistências, Catanduva abriu 28-9 no primeiro período e acabou com a série de 13 vitórias consecutivas de Americana. O time da técnica Branca caiu por 74-56, apesar da nova boa atuação de Karina (16 pontos e 10 rebotes).

Nos outros jogos da rodada, São Bernardo bateu o Floripa por 85-79 e ainda permanece na briga pela quarta vaga das semifinais. Já Ourinhos venceu o São Caetano, e faz, na terça-feira, contra Americana o confronto que pode definir o primeiro colocado da fase de classificação. O Sportv transmite, a partir das 19hs.

Mais um duro golpe

Saiu a tal distribuição de verbas da Lei Piva para o começo do novo ciclo olímpico. Baseada na tal "meritocracia", aquela que faz receber mais quem apresenta melhores resultados, nada mais normal que passar a tesoura na grana do basquete. A CBB, que recebeu R$ 2,2 milhões em 2008, agora vê, em seus cofres, R$ 1,5 milhões em 2009. É uma grana considerável, e se pensarmos que o montante da Eletrobrás persiste, a modalidade ainda não sofrerá tanto.

O ideal, sinceramente, seria que Grego, que não sabe se será reeleito no próximo ano, já planejasse o próximo ciclo olímpico, com um novo panorama para a modalidade. Criar novos torneios de base, implementar amistosos contra seleções fortes e capacitar as comissões técnicas com profissionais realmente capazes seria um bom começo. E falando nisso, Rodrigo Alves, no Rebote, mostra que já tem alguém se movimentando.

E você, concorda com essa tal meritocracia do COB? Se você pudesse escolher, quanto daria para o basquete e como você investiria?

sábado, 8 de novembro de 2008

Da prancheta

1.000 - Este é o número de vitórias de Jerry Sloan à frente do Utah Jazz. A milésima veio na noite desta sexta-feira contra o Oklahoma Thunder. Há 20 anos no comando da franquia de Salt Lake, ele é o primeiro a atingir a marca com um só time. Parabéns a ele!

Sinal dos tempos

E lá está o Miami Heat com três vitórias nos primeiros cinco jogos. O último triunfo, aliás, foi contra o San Antonio por sonoros 99-83 (Wade teve 33 pontos, nove assistências e dez rebotes). Quem diria, hein? Quem diria, também, que após o mesmo número de partidas os Spurs teriam quatro surras e que pela primeira vez o time perderia os três primeiros jogos em seu ginásio.

É evidente que Manu Ginóbili faz falta e agora, com a lesão de Tony Parker (duas e quatro semanas fora), a tendência é piorar. Mas não é só isso. O San Antonio tem o elenco mais velho da liga (quatro de seus cinco titulares têm mais de 30 anos), possui um arremessador em frangalhos (Michael Finley tem média de 6 pontos e 26% de acerto nos chutes) e suas opções de banco não animam a ninguém (Mason, Udoka, Vaughn e Bonner).

Pode ser que esteja cedo para sentenciar o começo do fim de um era na NBA, até porque o mês de novembro reserva babas como Knicks, Clippers, Bucks, Grizzlies e Kings no calendário. De todo modo, é bom prestar atenção. Gregg Popovich já está preparado. Suas barbas já estão prontas. Só falta colocá-las de molho.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

BEC: 'Glory Road'

Lançado nos cinemas americanos em janeiro de 2006 (US$ 42 milhões de bilheteria, 38% na semana de estréia) e disponível em locadoras do Brasil, 'Estrada para a glória' (Glory road, no original) narra a conquista da universidade de Texas Western em 1966. Dito assim, parece um fato comum. Não é. Liderados pelo técnico Don Haskins, esta foi a primeira vez na história dos esportes coletivos dos EUA que um time completamente formado por jogadores negros foi campeão universitário.

Se o etnocentrismo, mesmo velado, persiste por lá, imagine na década de 60, quando os movimentos negros ainda engatinhavam. Do outro lado da quadra, na final da NCAA, estava Kentucky, com um quinteto branco e dirigida pelo controverso Adolph Rupp. Por outro lado, Haskins afirma: “Foi uma vitória que transcendeu o campo esportivo”.

A película gira em torno de Don Haskins, que nadou contra a corrente e decidiu recrutar atletas negros para Texas Western, conhecida pela segregação entre negros e brancos. Oriundo do basquete colegial feminino, o processo passou a ser visto com ainda mais desconfiança por dirigentes e patrocinadores – que pressionaram o reitor, pois não queriam ver as suas marcas “expostas em pessoas como aquelas”. Para quem gosta de trilhas-sonoras, Glory Road, que virou nome de rua entre os dois ginásios do campus da Texas Western (agora UTEP), dá um show. A competente Alicia Keys canta “Sweet Music”, o craque Stevie Wonder interpreta “Uptight” e os Tempations aparecem na faixa “I can`t get next to you”.

Como já cansou de dizer Pat Riley, um dos dois All-American de Kentucky (o outro era Louie Dampier), o jogo e a Texas Western mudaram a história de toda uma idéia do esporte. Foi a partir daquele dia que estrelas como Bob McAdoo e Magic Johnson começaram a acreditar que poderiam ser profissionais de basquete, independente da cor. Mesmo com seus erros, Glory Road cumpre o seu papel. O de resgatar um momento importante e crucial do esporte americano.
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Erros - Como acontece em todos os filmes de “resgate”, este é recheado de erros. Em uma das cenas, o placar do ginásio mostra que faltam “:55” para o fim da partida. Momentos depois, lá está o zero à frente: “0:02”. Na transmissão do jogo final, exibido na NBC, o símbolo da emissora está errado (aquela logomarca foi criada apenas em 1979). Uma das flâmulas que aparecem na academia da universidade (Western Athletic Conference) é equivocada – a Texas Western só aderiu à WAC em 1967. Billy Joe Royal canta no ônibus uma música ("Down in the Boondocks") que só foi lançada em 1969. Por fim, Don Haskins afirma que é uma honra treinar uma equipe da Division I – na década de 60 havia apenas duas subdivisões: University Division e College Division.

O show de Karina

Karina Jacob é, junto de Clarissa (Mangueira), a única jogadora do Nacional a possuir média de dígitos duplos em dois fundamentos (14,5 pontos e 11,1 rebotes). Se isso não bastasse, a ala-pivô de Americana exagerou nesta quinta-feira. Contra o São Bernardo, ajudou o seu time a manter a invencibilidade (73-55) com anormais 31 pontos (13/23 nos arremessos), 16 rebotes, quatro roubadas e 41 de eficiência, novo recorde do campeonato - a antiga marca, 36, também era dela, que, aliás, lidera o quesito com 20,8.

A jogadora, que ainda possui 2,2 roubadas por partida, é, ou deveria ser, nome certo em qualquer convocação de Paulo Bassul pensando no próximo ciclo olímpico. É jovem (23 anos), alta (1,87m e longilínea), possui técnica, bons fundamentos e ótimo arremesso de média distância. Olho nela!

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

A maldição chamada Elton Brand

Pode até ser injusto escrever isso, principalmente porque o cara só jogou em time fraco. Mas o fato é: em dez temporadas da NBA, Elton Brand viu o time em que atuava conseguir campanha com mais vitórias que derrotas apenas uma vez - em 2005-2006, com os Clippers. Escolha número 1 do Chicago Bulls de Jerry Krause em 1999, o ala-pivô, que veio como maior reforço do Philadelphia para o campeonato, precisa mudar essa história.

Para isso ele e o seu novo time deveriam começar a agir já - a campanha, no momento em que escrevo, é de duas vitórias em cinco duelos. Depois do confronto contra o Orlando na noite desta quinta-feira, na Flórida, os Sixers iniciam uma caminhada de 11 jogos até o final do mês. Quase a metade destas partidas são fáceis (Indiana, Oklahoma, Minnesota, Clippers e Charlotte), e os confrontos contra Utah, Golden State, Orlando e Chicago serão em casa. Toronto e Boston, longe da Pensilvânia, completam o périplo.

Estabelecer-se como uma potência do Leste não vale tanto no momento, mas validar a contratação de Brand e comprovar o crescimento da franquia podem soar como sinal de alerta para os torcedores e para os rivais de conferência.

Quem pode derrubar os Lakers?

22- 0. Foi com esta parcial que o Los Angeles Lakers abriu o quarto período para derrotar o rival de cidade, o Clippers, por 106-88. Com quatro vitórias e ainda invicto, parece difícil encontar um rival à altura dos comandados de Phil Jackson no Oeste. Está no começo, mas é só darmos uma rápida olhada nos outros concorrentes para traçarmos temos o seguinte panorama:

- Falta um chutador mais confiável ao New Orleans (James Posey é confiável, mas não é chutador; Peja Stojakovic é chutador, mas não é confiável);
- O "velho" San Antonio, em que pese os 55 pontos de Tony Parker na noite passada, parece em baixa e sem Manu Ginóbili as coisas podem piorar - os Lakers possuem um quinteto em que apenas Derek Fisher já superou a casa dos 31 anos;
- Utah, Houston, Dallas e Phoenix parecem não ter bala e nem elenco numeroso para acompanhar o ritmo da trupe de Los Angeles, que conta com Farmar, Sasha, Ariza, Odom e Mihm no time reserva.

E você, concorda? É só usar a caixinha para opinar!

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Fé na laranja

Kevin Johnson é o novo prefeito de Sacramento. Sim, o craque que fez história com a camisa 7 do Phoenix Suns tornou-se político democrata e acaba de vencer a eleição da capital da Califórnia - campanha, aliás, que contou com apoio de Shaq O'Neal, odiado no local, Charles Barkley e Magic Johnson. De todo modo, o rapaz não começa bem: há indícios de irregularidades com a sua fundação e um suposto assédio a uma menina de 16 anos. Assim como ele, outras personalidades do basquete saem vencedoras nas urnas americanas.

Craig Robinson, técnico da Universidade de Oregon State, não concorreu, mas viu o seu cunhado ser eleito para o cargo mais importante. Barack Obama, casado com sua irmã Michelle, é o novo presidente americano.

Se quiser saber mais a respeito do amor de Obama pelo basquete, clique aqui.

Basquete a 1 euro

Para comemorar os seus 50 anos de fundação, o Tau Ceramica, time espanhol onde o brasileiro Tiago Splitter atua, faz uma promoção inédita para a partida desta quarta-feira contra o Alba Berlin, válida pela Euroliga: os "abonados", torcedores que possuem o carnê de fidelidade do clube, podem comprar ingressos a módico €1 para o embate. Mil entradas deste tipo estão disponíveis, e cada aficcionado pode comprar apenas uma deste tipo.

A iniciativa é inédita, e ao mesmo tempo mostra que os projetos duradouros rendem frutos, sempre. Que o basquete brasileiro aprenda, de uma vez por todas, que fincar raízes traz resultados, sejam eles esportivos ou na fidelização dos torcedores (consumidores).

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Barack Obama e o basquete

Acho que todo mundo sabe do carinho que Barack Obama tem pelo basquete. Jogou-o na infância, foi do time de sua escola secundária e vira e mexe aparece num treino ou partida. Muitos assessores dizem, inclusive, que as partidinhas pela manhã ficaram registradas como pé-quente de campanha - durante as primárias do partido democrata, contam que ele venceu todas quando praticou o seu esporte favorito. Um de seus seguranças, além disso, foi jogador da Universidade de Duke.

Na semana passada, em um show na Arena em que seu time joga, LeBron James juntou-se ao rapper Jay-Z no palco para pedir votos a Obama. Phil Jackson, técnico dos Lakers já declarou apoio publicamente, assim como nove entre dez jogadores da NBA.

Barack Obama tem boas chances de vencer a eleição de hoje contra o republicano John McCain. Longe de mim querer discutir polícia internacional aqui (aliás, se você quer uma dica de boa leitura do assunto, clique aqui e confira o ótimo blog "Carta e Crônica", do amigo Henry Gaslky), mas que é legal para a modalidade perceber que a Casa Branca está muito próxima de receber o maior adepto do basquete em todos os tempos, isso é.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Mas já?

A temporada 2008-2009 da NBA não tem nem uma semana e a primeira grande troca já ocorre: Allen Iverson vai para o Detroit, que envia ao Denver o armador Chauncey Billups e os pivôs Cheikh Samb e Antonio McDyess, que, aliás, disse que não vestirá o uniforme dos Nuggets. Rodrigo Alves, no Rebote, esmiuça a transação, e vale a pena dar uma conferida.

Do lado de cá, eu só tenho a dizer o seguinte, para ser breve: a troca é boa para as duas equipes - o Detroit ganha um craque mais decisivo; o Denver, um armador nato -, os sistemas táticos se modificarão muito (os Nuggets terão que puxar o freio no ataque; os Pistons podem soltá-lo um pouco) e eu só fico sem entender o porquê de essa negociação ter acontecido neste momento. Não teria sido mais lógico trocá-los antes de o campeonato começar, para que os elencos fossem treinadores de maneira mais apropriada?

A caixinha é de vocês!

A arte do passe

Dona de visão de jogo incomum, a armadora Fabianna Manfredi dá uma demonstração de como a tal habilidade, que não se encontra nas estatísticas, pode fazer a diferença. O vídeo é da partida entre o time dela, o São Bernardo do Campo, e o Sport/Presidente Prudente, válida pelo Paulista de 2008. Vale o clique e o aplauso. Parabéns para ela!

Quem quer dinheirooooo?

Pivô não mais do que mediano dos Lakers, Andrew Bynum acaba de assinar o maior contrato de sua vida: US$ 58 milhões pelas próximas quatro temporadas, uma baita grana diga-se de passagem. Para comemorar a polpuda grana e o aniversário de 21 anos, o garotão resolveu dar uma festa em uma casa noturna de Los Angeles, fez o papel de DJ e... começou a lançar dinheiro para o público, no melhor estilo Silvio Santos no programa "Topa tudo por Dinheiro".

Quer ver? É só clicar. Péssimo exemplo, hein, Bynum...

domingo, 2 de novembro de 2008

De novo em alto nível

Érika teve problemas com lesão na Europa e antes de ir para a WNBA. Estreou apanhando 18 rebotes pelo Atlanta, teve novo problema físico e perdeu as Olimpíadas. E quando esperávamos que a confiança abaixasse, eis que a melhor pivô do Brasil ressurge em um estupendo começo de temporada na Espanha.

Neste sábado, em vitória por 101-59 contra o fraco Canarias, de outra brasileira (Flavia Luiza, ex-São Bernardo), ela obteve 19 pontos, sete rebotes, dois tocos e 23 de eficiência em apenas 19 minutos. No campeonato, seus números são ainda mais incontestáveis: 13,8 pontos (62% nos chutes), 9,5 rebotes, 1,6 tocos e 21,8 de eficiência (em 22,1 minutos por partida). Na Euroliga, onde o nível aumenta, seu rendimento também cresce: 15 pontos (52,5% nos arremessos), 10,7 rebotes, 1,7 tocos e três roubadas após três jogos.

Ótimos números e espetacular recuperação de Érika, que parece reencontrar o seu alto nível de atuações. Bom para o seu clube, o Ros Casares, de Valência, e esperamos que para o basquete brasileiro também. Que a CBB e a comissão técnica a tratem e a monitorem com carinho, para que eventuais problemas sejam evitados.

sábado, 1 de novembro de 2008

As surpresas da capital

Para quem se acostumou a ver o Paulista de basquete sendo liderado por equipes do interior, é bom o alerta: dois dos três primeiros da tábua de classificação são da capital - o Pinheiros, já citado por aqui, e o Paulistano. Ambos possuem 15 vitórias em 18 jogos. O time de João Marcelo Leite (foto), aliás, é a grande surpresa da competição.

Sem estrelas e sem liderar nenhum quesito das estatísticas, o time aposta no trio Fusco, Dedé e Fernando (com cerca de 45 pontos em média por partida, quase 50% dos 92 da equipe) e em um ataque sem loucuras: são 14,8 erros por partida (número alto, porém aceitável) e 18,1 assistências.

João Marcelo já foi apontado como o melhor técnico da nova geração. Que ele confirme o que se espera dele em seu já bom trabalho no Paulistano. O basquete brasileiro precisa.

Bons ventos

Parece piada. O basquete feminino brasileiro se esforça, se esforça, mas não morre. É o que se constata ao ver a partida que Mangueira e São Caetano fizeram, na noite de sexta-feira, com vitória dos paulistas por 69-65. Com exceção de Tata, Josi e Bruna, do time carioca, nenhuma atleta ultrapassa os 22 anos de idade. É evidente que há oscilações (os placares parciais dos quartos constatam este elevador sem fim) e erros em profusão (38 ao todo), mas há muito talento nas mãos de Guilherme Vos e Borracha.

Clarissa, o dínamo que coleciona duplos-duplos pela Mangueira - desta vez, ela obteve 19 pontos e 18 rebotes -, teve a companhia de Ivana, com 19 pontos e Josi, espetacular na defesa. Mas o time do ABC foi além, com as ótimas Nádia (pivô de 1,92m, uma força física descomunal e que somou 16 pontos e 15 rebotes), Patrícia (a ala, destaque no Sul-Americano sub-18 e que está na foto, teve nove pontos e quatro assistências em 24 minutos), Djane (18 pontos), a ala Priscila (destaque absoluto com sua defesa consistente e "ofensiva") e a armadora Roberta (13 pontos e sete assistências).

Todas elas têm defeitos a serem corrigidos (exemplos: Clarissa no condicionamento atlético; Nádia, na agilidade, em seu chute de média distância e no deslocamento lateral; e Patricia, na força física e na defesa). Mas o saldo é positivo, bem positivo, principalmente para meninas tão jovens e ainda em formação.

A CBB teima em não dar valor às mulheres, em sucatear o trabalho de base, em insistir com Barbosa em suas clínicas sem propósito. Mas o basquete feminino brasileiro lhe "retribui" às avessas e com carinho: as meninas superpoderosas estão aí. É só lapidá-las.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

BEC: 'Manu: El Cielo con las Manos'

Caçula de três irmãos, o pequeno Emanuel pedia para a mãe levá-lo ao pediatra de dois em dois meses. Era baixo, queria crescer, e tinha medo de ver o seu sonho ser destruído por uma contingência genética. Não satisfeito, fazia exercícios físicos para ganhar alguns centímetros e pintava, eu seu armário que tinha uma foto gigante de Michael Jordan, as suas alturas para calcular até onde chegaria. Era determinação e alucinação.

Este mesmo menino começou a praticar basquete em sua casa, na cozinha, quando o amigo de sua mãe, Oscar 'Huevo' Sanchez (que posteriormente seria seu primeiro técnico na Liga Argentina), lhe ensinava a quicar a bola com os olhos vendados e desviando de mesas e cadeiras. 'Huevo', aliás, que foi a escola de Manu para dar um imenso "pito" na professora que ousou expulsá-lo de uma aula porque, vejam só, ele não parava de brincar com a pelota durante a classe.

Emanuel Ginóbili é craque, sabemos hoje, mas pouco de sua história de luta e sofrimento antes do estrelato foi contada. Sua estréia entre os adultos culminou com o rebaixamento do seu time do coração, o Bahiense (de Bahía Blanca), à liga regional B. O vice-campeonato Mundial em Indianápolis não teve a sua presença na final, lesionado que estava. Sua primeira temporada na Itália aconteceu depois da morte de seu avô, seu grande incentivador. Até o segundo ano na Itália, ele não havia vencido NENHUM título em sua carreira, nem nas divisões de base. Com a seleção argentina, não conseguia vencer o Brasil de Marcelinho até o juvenil. E por aí vai, no excepcional livro 'Manu: El Cielo con las Manos' ("Manu: o céu com as mãos", em português), escrito pelo jornalista Daniel Frescó (se quiser comprar, clique aqui). Obra, aliás, esgotada nas melhores livrarias de Buenos Aires, tamanha a idolatria ao camisa 5 portenho.

Poucos sabem, mas a esposa de Manu, Marianela, apelidada de Mani, é sobrinha de Sérgio Hernandez, atual técnico da seleção argentina. Seu irmão, Sebastian, ainda atua. Seu pai, Jorge "Yuyo", já foi técnico, dirigente e colaborador do time onde seus três filhos começaram e onde o ginásio, agora, se chama Emanuel Ginóbili.

Na cerimônia de reinauguração, em 2006, Manu não conseguia parar de chorar. Outro que não se continha era o porteiro do clube. Manu reconheceu o cidadão, o mesmo da época em que começou no clube aos sete anos, deu-lhe um imenso abraço e desandou a chorar ainda mais. Foram, juntos, até a entrada do novo ginásio, cortaram a fita comemorativa e continuaram chorando. Este é Manu, craque dentro e fora das quadra, e esta é a dica do 'Basquete é cultura' da semana.

O retorno de Splitter

Lesionado, Tiago Splitter perdeu parte da pré-temporada. Ainda recuperando a melhor forma, o brasileiro fez, no fim de semana, a sua estréia na Liga ACB, quando obteve 10 pontos e 5 rebotes em 22 minutos - foram seis desperdícios, prova de sua falta de ritmo.

Nesta quinta-feira, já mais "ligado", Splitter foi fundamental na nova vitória do Tau na Euroliga, que, aliás, também conta com João Paulo Batista, agora no Le Mans, da França (o ala somou 21 pontos e seis rebotes na derrota diante do Cibona).

Em Ljubljana, os bascos derrotaram os eslovenos do Olimpja por 91-90 com ótima atuação do brasileiro, que anotou 16 pontos (ele ultrapassou a barreira dos mil no torneio continental), quatro rebotes, três tocos e 24 de eficiência (o melhor de seu time). Seu rebote ofensivo a dois segundos do final deu origem ao arremesso da vitória, convertido pelo bósnio Teletovic.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Canto Greggoriano

Eu sei. Vai dar muito pano para manga, e a caixinha de comentários vai me detonar. Mas vamos lá: o que Gregg Popovich fez na partida de ontem entre Spurs e Phoenix Suns é absolutamente lamentável e patético para um treinador de sua estirpe. Não sou contra o hack-a-shaq (medida em que os adversários fazem faltas no pivô, que é péssimo da linha de lance-livre). Há momentos da partida em que a artimanha é "cabível", acho eu.

A atitude do (ótimo) técnico do San Antonio é de uma mesquinharia absurda. Fazer falta em O'Neal com cinco segundos do primeiro jogo da temporada, como que para mostrá-lo o que lhe esperaria no futuro, talvez mostre o que Pop sobre a modalidade. Algo como um "eu posso fazer TUDO para vencer". Para quem pensa assim, ele é um gênio. Para mim, um torpe seguidor da boçalidade em uma modalidade que não precisa de tal atitude para crescer e ganhar espaço.

A falta faz, sim, parte do jogo. Absusar deste direito para vencer uma partida ou intimidar o seu adversário, não. Já passou da hora de a NBA agir contra isso. A tal manobra mancha o espetáculo e abre espaço para palhaços como Popovich agirem livremente. Abaixo a imagem do lance, e saio fora antes que a caixinha me destrua por completo.

O lado B de Branca

É difícil de acreditar, mas aconteceu. Aquela jogadora intempestiva deu lugar a uma pessoa calma, didática e que não levanta a voz à beira da quadra. Branca, vice-campeã olímpica em 1996, e em seu segundo vôo como técnica (ela começou em Piracicaba), nem de longe lembra a menina de cabeços louros (ou brancos?) que encantava a todos e aprontava todas. Atenta e ao mesmo tempo discreta dirigindo o time de Americana (líder invicto do Nacional Feminino até o momento), ela conversou com o blog após a vitória de seu time sobre a Mangueira e deu opiniões firmes a respeito do torneio, seleção brasileira e da atual situação do basquete brasileiro. Mas não assuste, a essência dela ainda está bem presente.

BALA NA CESTA: Te surpreendeu o convite para dirigir Americana?
BRANCA: Confesso que já havia deixado o basquete um pouco de lado quando o Ricardo, diretor do time, entrou em contato comigo. Fui pega, sim, de surpresa. É muito sedutor vir treinar um elenco como este, com a estrutura que possuímos e com a tranqüilidade que me passaram.

- E como é a técnica Branca? Você está muito mais para uma conciliadora do que para uma “desesperada” à beira da quadra, não?
- Temos um time organizado, com variações táticas e bons valores individuais, mas que ainda peca muito na leitura de jogo (em inúmeras vezes Branca chamou as atletas, em especial as jovens Barbara e Renatinha, para um papo individual). Acho, também, que elas demoram muito para ditar o ritmo do jogo. Mas isso vem com o tempo e com os treinamentos, não tem jeito. Sou uma técnica que acredita mais nos treinos do que em qualquer coisa. Não adianta eu fazer um show aqui do lado de fora se não tiver ensinado a elas antes. Isso pode ser uma grande virtude ou um grande defeito, mas eu olho muito para o meu time. Já tive técnicos que sabiam tudo sobre os adversários, mas que esqueciam de cuidar do seu, do básico. Eu prefiro saber tudo sobre o meu elenco, e como melhorá-lo no dia-a-dia.

- Como foi essa mudança de jogadora para técnica?
- Natural, natural mesmo. Não posso “pilhar” as meninas o tempo todo. Preciso ser polida e falar pouco. Acho que as atletas é que devem tomar as decisões dentro de quadra. Você não me verá na beira da quadra “chamando” a jogada do meu time (no intervalo, Branca analisou as estatísticas ao lado do assistente por cinco minutos antes de entrar no vestiário para uma breve instrução; em seus tempos, fala pouco; e jamais berra com o time). Fui armadora e sei que isso é péssimo para quem está comandando o time dentro das quatro linhas.

- E a relação com o Paulo Bassul, técnico da seleção feminina, que está vivendo em Americana? Ele já foi a algum jogo da equipe?
- O Paulinho foi a apenas um jogo do nosso time (contra Ourinhos), e acho que ele deveria vir em todos. Não pela cidade, mas para acompanhar o desenvolvimento das atletas que jogam no país, e em diferentes situações de jogo. Não adianta ficar atrás do computador vendo estatística. Isso é enganoso. Me causa estranheza que ele não venha ver as partidas, sinceramente.

- Falando em seleção, como você viu o desempenho em Pequim?
- O Paulinho não tem relação com as atletas dele. Isso é muito nítido. Eu, por exemplo, tenho o meu grupo na mão. A Karla, que não jogou hoje, está machucada e estou “comprando a briga dela” para que ela não agrave a situação. Elas sabem que é assim que funciona. A minha liderança não é imposta. Ela foi aceita pelo grupo, que concorda com a filosofia de trabalho.

- O caso da Iziane tem a ver com isso que você diz?
- Sim e não. A Iziane errou, mas o problema dela com o Paulinho vem de longe e nunca foi resolvido. No Pré-Olímpico o Bassul não tinha opção. Mas o fato é que perdemos uma jogadora de altíssimo nível. Outra coisa: a seleção brasileira vai para uma Olimpíada com 15 dias de treinamento, com menina se encontrando no meio do caminho e com a Érika pedindo dispensa por causa de seguro. É difícil engolir isso. O basquete ainda não é sério por aqui.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Da Prancheta

7.600 - Esta foi a média de público da quinta rodada da Liga ACB, da Espanha, a segunda maior da história - a melhor, de 7.858, aconteceu na 16ª rodada da temporada 2005-2006. O torneio também registra 6.738 torcedores por partida nos ginásios, cerca de 400 a mais que da temporada passada, a recordista até então.

De outro planeta

Derrick Rose não parece ser desse planeta. O menino de 20 anos me joga uma temporada universitária em Memphis, é escolhido na primeira posição do Draft da NBA, barra o antigo titular da sua nova equipe (Kirk Hinrich) e estréia na liga em casa, a sua cidade natal aliás. Aí você pensa: "esse cara vai sentir a pressão em algum momento. Não é possível". Neca. O garoto ficou em quadra por 32 minutos, portou-se como um líder experiente e assinalou 11 pontos (3/9 nos arremessos), nove assistências (com quatro erros), três roubadas e quatro rebotes. Seu time, o Chicago Bulls, venceu o Bucks por 108-95. Por mais que se tente, vai ser difícil não criar expectativas grandiosas em cima dele.

Nos outros jogos, outro calouro de peso também estreou, mas de maneira diferente: Greg Oden torceu o tornozelo e viu o seu Portland ser surrado pelos Lakers por 96-76 fora de casa. O Boston, atual campeão, sofreu, mas bateu o Cleveland por 90-85 em seus domínios. Pierce foi o cestinha com 27 pontos, e Anderson Varejão teve nove pontos e rebotes.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

A (quase) surpresa da Mangueira

Hoje fui ver a vitória da ainda invicta equipe de Americana, de Adriana Santos (foto), sobre a Mangueira (75-72). Destaque para a armadora Barbara (jogadora cerebral, conforme um leitor já havia comentado, mas ainda com deficiências corrigíveis) e a ótima ala Renatinha (duas convocáveis, aliás). Na quinta-feira, sai por aqui uma entrevista com a técnica Branca. Ótimo papo.

A partida foi surpreendentemente muito equilibrada (47 pontos de vantagem no primeiro turno), e a equipe carioca mostrou evolução novamente. Ponto para o técnico, Guilherme Vos, e para as atletas, em especial as alas Clarissa (que, por ironia, errou a bola final que levaria à prorrogação), Julia (20 pontos) e ao "carrapato" chamado Camila, estupenda na marcação.

Em ótimo post, aliás, Bert analisa o Nacional Feminino. Assim como ele, o especialista, destaco a ótima fase de Iza, agora em Catanduva, e lamento que Paulo Bassul, em Ourinhos, não tenha dado espaço para a atleta em sua real posição. A ala (posição 3) ainda precisa e pode evoluir muito, mas já é, de longe, uma das maiores revelações do basquete brasileiro.

Kobe Bryant ataca no Guitar Hero

Kobe Bryant, Michael Phelps, Alex Rodriguez (craque do Baseball e apontado como o novo namorado da Madonna) e Tony Hawk (do skate) se juntaram para o anúncio do Guitar Hero World Tour, novo jogo de vídeo-game.

Parodiando a clássica cena de Tom Cruise em "Negócio Arriscado" (Risky Business), quando o jovem ator foi alçado ao estrelato cantando 'Old time Rock and Roll', de Bob Seger (veja aqui), Kobe Bryant brinca com o microfone na mão. Veja o desempenho do craque no vídeo abaixo.

Palpitões da NBA

Hoje à noite começa a mais empolgante temporada da NBA dos últimos anos. Na minha cabeça, onze franquias (mais 1/3 dos times portanto) podem chegar à final (Lakers, Jazz, Spurs, Rockets, Mavs, Suns, Denver e New Orleans no Oeste; Boston, Pistons e Cleveland no Leste). Mas a liga não é só isso. Mesmo arriscando-me a levar uma saraivada de críticas, arrisco alguns palpites para a temporada. Desde já a caixinha de comentários está aberta para a análise e os pitacos de vocês, leitores.

FINAL DO LESTE: Cleveland Cavs e Boston Celtics

FINAL DO OESTE: Los Angeles Lakers e New Orleans Hornets

FINAL DA NBA: Lakers e Boston (Los Angeles como campeão)

MVP: LeBron James (foto)

MELHOR DEFENSOR: Dwight Howard

TIME REVELAÇÃO: Portland Trail Blazers

SURPRESA POSITIVA DA TEMPORADA: Nenê

CALOURO DO ANO: Greg Oden

MELHOR TÉCNICO: Nate McMillan

TIME DECEPÇÃO: Miami Heat

JOGADOR DECEPÇÃO: Lamar Odom

MALA DO ANO: Mark Cuban

PRIMEIRA CONFUSÃO DE RON ARTEST: No segundo mês da liga

Agora é com vocês!

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Aplausos para Wlamir Marques

Quase sempre me arrependo muito de não ter visto Wlamir Marques e Amaury Pasos em quadra. É horrível ouvir aquelas histórias dos mais antigos e no dia seguinte se deparar com os espetáculos que vemos nestes dias nas quadras. Por outro lado, é ótimo saber que o mesmo Wlamir se mantém lúcido em seus comentários, e dá uma aula de como a memória esportiva desse país é/está esquecida. O desabafo, em sua Comunidade do Orkut, merece toda a atenção. Vamos lá:

"No mês de Janeiro de 2009 a seleção brasileira de basquete masculina estará comemorando 50 anos pela conquista do 1º Campeonato Mundial de Basquete realizado em Santiago do Chile. (...) Escrevo esse texto com antecedência porque são muitas as pessoas que me telefonam querendo maiores informações sobre a nossa conquista no Chile. (...) Me parece que há uma grande curiosidade, muitos querem saber como foi. O Ministério dos Esportes prepara um encontro dos remanescentes atletas com a Presidência da República, jornais desejam entrevistas, as TV's querem gravar testemunhos. É incrível como esse país possui história, só não possui memória, ainda mais com algo que não é futebol. Conto coisas que o país inteiro deveria conhecer. Deveria saber das suas conquistas, e no entanto ainda surpreendo os entrevistadores quando conto como foi e como aconteceu. No Brasil me dá a impressão que quando as pessoas morrem tudo acaba, não há quem conte a história. Até quando essa façanha será contada? Até acabar?", Wlamir Marques.

Palmas para Wlamir Marques, e que esta história não seja esquecida.

A volta dos grandes pivôs

Quem se acostumou, como eu, a ver a NBA do começo da década de 90 deve se lembrar: Michael Jordan ditava as cartas, mas a liga tinha a sua força mesmo era dentro do garrafão. Ewing, Hakeem, o começo de Shaq, David Robinson, Brad Daugherty, entre outros. Pois bem. Depois de longo inverno, o torneio que começa amanhã traz de novo essa leva dos grandes pivôs ao cenário.

Com Dwight Howard (foto), do Orlando Magic, à frente de todos, os grandes pivôs estão de volta à NBA. Andrew Bynum, do Lakers, ainda tem muito a provar, mas é forte candidato a entrar na lista, onde ainda se encontra Shaq O'Neal e possui, também, os ótimos Okur (Utah), Yao Ming (Houston), Tyson Chandler (New Orleans) e os improvisados Chris Bosh (Toronto) e Al Horford (Atlanta).

Outros que podem entrar no seleto grupo são Andrew Bogut (Bucks), Greg Oden (do Portland, e a maior promessa do ano), o brasileiro Nenê (Denver), Chris Kaman (Clippers) e Marc Gasol (Memphis).

Pode parecer pouco, mas em uma liga tão equilibrada, possuir um pivô nato traz grande vantagem. Foi assim que o modesto Kendrick Perkins, do Boston, se destacou na última final contra o Lakers. É bom ficar de olho: os grandões estão aí, e farão de novo toda a diferença.

Novidade na Rede

Os jovens Felipe Morisson e Thiago Anselmo tiveram a ótima idéia de lançar uma revista eletrônica de basquete. Acompanhei o desenvolvimento da dupla, e o resultado é a primeira edição da "Lance Livre", já disponível para download. É só clicar aqui e começar a leitura. Parabéns à dupla!

domingo, 26 de outubro de 2008

Alto-falante

"Me surpreendi com as atitudes dele (Anderson Varejão). Conheço muito bem o irmão e a família do Varejão e não esperava por isso. Ele arranjou uma contusão logo na véspera de um Pré-Olímpico. Antes, para mim, ele estava entre os melhores, junto com o Tiago Splitter e o Alex. Agora, se eu tivesse poder, ele não voltaria à seleção"

"Não vejo futuro (para a seleção), pois não há um presente. Agora a Liga ficará nas mãos dos clubes. No Brasil ninguém assiste os campeonatos nacionais de Basquete. Só a seleção para alavancar a paixão do brasileiro pelo esporte. É só olhar o exemplo do Vôlei."

"(Kobe Bryant) é o melhor do mundo. Para mim é melhor do que o Michael Jordan. É mais alto e arremessa melhor"
As frases acima são de Oscar Schmidt em entrevista ao site da Gazeta. Só uma coisinha, Mão-Santa: Kobe e MJ têm exatamente a mesma altura, 1,98m. Sobre os arremessos, é melhor nem comentar.

A maior zebra do Nacional Feminino

O Rodrigo já falou quase tudo em seu ótimo artigo sobre a vitória da Mangueira em Recife, mas vale a pena dar uma olhada na estupenda performance da ala Camila: foram 18 pontos (em 7/7 nos arremessos), dois rebotes, nenhum erro, três assistências e 26 de eficiência. Atuação perfeita da ex-jogadora do Botafogo, que ajudou a equipe carioca a pintar de verde e rosa a maior zebra do Nacional Feminino até aqui.

Na terça, as mangueirenses enfrentam Americana, ainda invicta, em casa. Uma nova vitória beira a "prêmio de loteria", mas quem sabe.

sábado, 25 de outubro de 2008

Novidades do Norte

Pela primeira vez na história o Paysandu foi o campeão da Copa Norte de basquete, ao vencer o São José, do Amapá, por 89-60. Cestinha da partida final com 26 pontos e da competição com média de 20 por partida, Adonis Sousa merece destaque mais uma vez. Com 18 anos completados neste sábado (parabéns!), o jogador ainda tem futuro indefinido. Seria legal se a CBB pudesse dar uma mão para não perdermos mais um jovem talento - o atleta possui cidadania grega também.

Veja abaixo a reportagem da final da competição (é sério, é basquete mesmo!).


Direito de Resposta

A comissão técnica do Club Municipal não gostou do que escrevi por aqui acerca da partida contra o Fluminense/Villa Rio. Vamos ao comentário:

"É muito triste ver pessoas que nunca calçaram um tênis de basquete, ou se calçaram, foram insignificantes para o esporte falando de "planos de jogo", "sistemas táticos", "bagagem tática", etc...

É mais triste ainda este espaço, que deveria criticar construtivamente e não fazer política contra A,B ou C, meter pau em quem está se esforçando para fazer basquetebol, para termos um campeonato digno. Pq nao criticar os times que não montaram, os investidores, a mídia que critica e ninguém dá uma solução, ninguem se apresenta para ajudar... Também tivemos um garoto de 17 anos (Número 15, Eduardo Costa) e nem foi citado. Muito bom criticar e falar sem saber de uma realidade que existe e falar de políticas de cartas marcadas ao invés de se divulgar uma política esportiva, apoiar, dar suporte...

Por fim, está sendo organizado um curso de Técnica em Basquetebol em nível de Pós Graduação com a chancela de 2 grandes Universidades do Rio. Pessoas que se acham no direito de falar, criticar, deveriam buscar ter capacidade para fazer este curso para assim ter conhecimento para poder criticar tecnicamente. Curiosos temos demais neste país...Queremos e precisamos de ajuda, investidores, pessoas afim de fazer e promover o Basquete!

Comissão Técnica do Club Municipal".
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Fico, sinceramente, feliz com o comentário, mas não posso deixar de falar só algumas coisinhas. Vamos lá:
- Pisar, ou não, na quadra, não muda a capacidade de análise de um blogueiro/comentarista/analista. Isso depende de estudo e, sim, curiosidade para aprender. Há ótimos comentaristas que nunca pisaram na quadra, e péssimos comentaristas que jogaram demais.
- Jamais falei em "política de cartas marcadas", e nem sei o que seria isso. Se o pessoal do Municipal sabe, é bom que digam ao público.
- Se o pessoal que vê o basquete brasileiro hoje está satisfeito com o desempenho técnico, muito bem. Eu não me contento com pouco. Ficar fora de Olimpíadas, praticar um jogo que não se vê no mundo há 20 ou 30 anos e abusar de erros de fundamento não fazem parte do que EU espero da modalidade.